Publicado em: 27 de fevereiro de 2026

Declaração é do gerente da Barão Bus, que representa a fabricante, Miguel Rizzo, em entrevista exclusiva ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani. SPTrans começa processo de autorização para capital paulista
ADAMO BAZANI/YURI SENA
Mesmo antes da apresentação oficial, que teve cobertura do Diário do Transporte diretamente do local do evento, na capital paulista nesta quinta-feira, 26 de janeiro de 2026, o Horizon, o primeiro ônibus dedicado a tecnologia 100% elétrica com baterias da Mascarello, já tem unidades encomendadas.
E não é pouca coisa. Quem revela, em entrevista exclusiva ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, é o gerente de vendas da representante Barão Bus, Miguel Rizzo. A Barão Bus, como sede na Avenida General Ataliba Leonel, em Santana, na zona Norte de São Paulo, é especializada em vendas e intermediação de ônibus novos e seminovos.
De acordo com executivo, entre este ano de 2026, e o primeiro trimestre de 2027, já são cerca de 390 unidades encomendas, principalmente para a capital paulista.
“Nós temos praticamente toda a produção vendida para este ano e boa parte do ano que vem, mesmo sem conhecer o ônibus, pela confiança no trabalho que fazemos com nossos parceiros. São 270 unidades este ano e mais cerca de 120 para o primeiro trimestre do ano que vem” – disse Rizzo.
A unidade número 1, que teve a cobertura do Diário do Transporte, no Espaço JK, na zona Sul da capital paulista, já tem dono, segundo Rizzo: a Norte Buss, que opera linhas do subsistema local da capital paulista.
De acordo com a Mascarello, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2027, começa o trabalho de avaliação para a capital paulista, por parte da gerenciadora do sistema, da prefeitura, SPTrans (São Paulo Transporte).
O Horizon apresentado é do padrão básico SPTrans, com 12,1 metros de comprimento, para 77 passageiros, piso baixo, ar-condicionado, tomadas USB para recarga de celulares, vidros colados com tratamento contra raios ultravioleta do Sol.
A unidade em que foi realizada a entrevista tem chassis/equipamentos/motores/baterias/tecnologia BYD
A próxima versão será um midi (micrão) de cerca de 10 metros, BYD também, de piso baixo.
O Horizon terá configurações para piso alto, padron, 15 metros, articulado e superarticulado, mas a estratégia de começar pelo básico e, em seguida, o midi, não é à toa.
Isso porque, além de haver uma brecha ainda nas categorias de menor porte em relação a ônibus elétricos, com o mercado necessitando de mais opções de modelos, grande parte da clientela da Mascarello na cidade de São Paulo é das empresas que operam as linhas locais de distribuição (alimentadoras), que mais utilizam os básicos e mídis.
Os lançamentos são com BYD, mas já são desenvolvidas carrocerias para tecnologias como Eletra, Mercedes-Benz, Scania, Volvo e Volkswagen.
LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Adamo Bazani:
Nosso contato aqui no Diário do Transporte é com o Miguel Rizzo, gerente de vendas da Barão Ônibus, parceira da Mascarello. Estamos neste lançamento. Miguel, já agradou o cliente esse modelo? A estratégia de lançar pelo básico… já tem modelo encomendado, né?
Miguel Rizzo:
Tem modelo encomendado. Nós temos um trabalho muito forte com nossos parceiros há mais de 20 anos, que estão nos apoiando e aguardando.
Esse carro é fruto de um trabalho árduo de engenharia, de rua, da experiência das garagens, de conhecer o produto, lidar com problemas técnicos apresentados e corrigi-los.
A Mascarello, nos últimos cinco anos, teve uma evolução extraordinária. Eu diria que o Horizon é uma virada de página. É uma fábrica que cresceu muito em qualidade, segurança e tecnologia.
Esse é um novo marco, um produto que veio para agradar o cliente e trazer eficiência e qualidade.
Adamo Bazani:
Já tem dono esse modelo aqui, né?
Miguel Rizzo:
Tem dono. Nós temos praticamente toda a produção vendida para este ano e boa parte do ano que vem, mesmo sem conhecer o carro, pela confiança no trabalho que fazemos com nossos parceiros.
Adamo Bazani:
Mais ou menos quantas unidades tem essa produção?
Miguel Rizzo:
São 270 unidades este ano e mais cerca de 120 para o primeiro trimestre do ano que vem.
Adamo Bazani:
Essa estratégia de começar o lançamento pelo básico, que é o que o cliente Mascarello — o operador na capital paulista — precisa, né?
Miguel Rizzo:
Exatamente. Existe uma demanda muito grande, desde o piso baixo até o Midi.
Nós já estamos na fase final de aprovação do Midi com a SPTrans, então vamos ter dois veículos que são a ponta de lança do mercado: o Básico e o Midi.
São os modelos que mais atendem o nosso tipo de cliente, que é o transporte local, que faz o deslocamento do interior dos bairros de São Paulo até os pontos de transbordo.
Adamo Bazani:
As linhas alimentadoras são muito importantes nessa questão. Às vezes se fala muito do BRT, de ônibus articulados e biarticulados, mas as pessoas precisam chegar até eles.
Inclusive no sistema sobre trilhos. Em uma cidade como São Paulo, é fundamental. Hoje não dá para pensar em São Paulo sem trem e metrô. Porém, eles não chegam a todos os lugares. As pessoas precisam acessar esses sistemas, e é justamente esse tipo de linha que atende essa demanda.
Miguel Rizzo:
É por isso que optamos por esses dois modelos, que são os mais utilizados nesse deslocamento do bairro para os pontos de distribuição.
Isso é muito importante, porque temos regiões onde atuamos que praticamente não possuem vias adequadas para deslocamento fácil.
Mesmo assim, temos um trabalho forte com a SPTrans, que vem atuando junto à prefeitura para melhorar o sistema viário. Essa melhoria já tem trazido ótimos resultados.
Então é fundamental ter um veículo médio, que vai atender grande parte do transporte da periferia até os centros de transbordo.
O modelo é considerado inovador, segundo a Mascarello. As linhas são mais leves, modernas e fluidas, deixando o aspecto mais leve ao olhar, mas marcante.
Além disso, há medidas de design que deixaram o veículo mais leve, como explicou o gerente de Engenharia de Desenvolvimento, Bruno Polak, ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani
Trouxemos uma nova solução para o teto do veículo, que é uma novidade. Os “frechais” do carro são em alumínio — depois você poderá observar — e isso traz um brilho e uma qualidade visual superiores, além de reduzir o peso. A carenagem superior também é em alumínio, e o teto utiliza uma tecnologia de fibra prensada, com uma camada mais fina. Com isso, conseguimos reduzir cerca de 130 kg no veículo apenas no teto.
O designer industrial da Mascarello, João Paulo Melo, disse que além de pensar no passageiro e no frotista, a fabricante também teve cuidados especiais para com o motorista.
Buscamos oferecer um cockpit mais confortável, que é a área de trabalho dele ao longo do dia. Melhoramos o acesso aos comandos e criamos um ambiente mais ergonômico. Ele fica um pouco isolado do fluxo de passageiros, então precisamos equilibrar isso dentro das limitações de projeto, como chassi e espaço interno. Conseguimos um resultado confortável, com melhor visibilidade e acesso aos comandos. Os “tablets” deixam tudo mais próximo, evitando movimentos longos com as mãos. Isso pode parecer pequeno, mas no dia a dia faz muita diferença na ergonomia. O motorista não precisa se deslocar tanto no banco para operar os controles. Além disso, por ser um veículo elétrico, sem vibração e com baixo ruído, o conforto para quem está ali o dia inteiro é ainda maior. – disse João Paulo Melo ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani
A REPORTAGEM DO LANÇAMENTO DO MODELO HORIZON, VOCÊ CONFERE NESTE LINK:
EM PRIMEIRA MÃO: Mascarello revela modelo Horizon, o primeiro ônibus 100% elétrico da marca, com chassi BC12 e bateria BYD Blade

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


