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Metrô de São Paulo inaugura novo centro de controle operacional com tecnologia de monitoramento em tempo real nesta quarta-feira (11)


Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

Estrutura chamada CCOx recebeu investimento de R$ 49 milhões; nova central é responsável por acompanhar e gerenciar em tempo real a circulação dos trens, além de supervisionar sistemas essenciais da rede metroviária

YURI SENA

O Metrô de São Paulo colocou em operação nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, o novo Centro de Controle Operacional, batizado de CCOx. A modernização do espaço contou com investimento de R$ 49 milhões e marca a maior atualização da estrutura desde sua criação, há mais de 50 anos.

A nova central é responsável por acompanhar e gerenciar em tempo real a circulação dos trens, além de supervisionar sistemas essenciais da rede metroviária. Atualmente, as linhas monitoradas pelo centro transportam aproximadamente 3 milhões de passageiros por dia.

“Este novo centro de operações, supermoderno, é uma grande ferramenta de tomada de decisão. Vamos enxergar melhor a operação, incluindo as linhas, os sistemas elétricos, pátios de manobra e imagens de vigilância. Se algo acontece, pode ser imediatamente corrigido. Quem ganha com isso é o passageiro, que vai ter cada vez mais segurança e qualidade de serviço. Isso faz parte de todo o trabalho que o Metrô de São Paulo está fazendo, que envolve não só o investimento em tecnologia e sistemas, mas também em linhas”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Entre os principais recursos do novo centro está um videowall de alta definição com 36 metros de comprimento, formado por 90 telas de 55 polegadas. O painel é considerado um dos maiores da América Latina e permite que operadores acompanhem simultaneamente informações sobre circulação dos trens, sistemas elétricos, funcionamento das estações, movimentação nos pátios e imagens de segurança.

A estrutura foi projetada para adaptar a exibição das informações conforme a necessidade operacional, seja no acompanhamento da rotina diária ou em situações de contingência.

Com a modernização, o sistema passa a contar com ferramentas capazes de analisar dados da operação em tempo real. Entre elas está o sistema TOTH, que coleta informações diretamente dos trens e ajuda os operadores a identificar irregularidades, prever impactos na circulação e tomar decisões com mais rapidez.

Esse monitoramento contínuo contribui para reduzir o tempo de resposta diante de ocorrências e agilizar a normalização do serviço quando surgem falhas operacionais.

Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

O novo CCOx também passa a operar de forma integrada ao Centro de Controle da Segurança, responsável pelo monitoramento eletrônico do sistema metroviário. Atualmente, mais de 5 mil câmeras estão instaladas em estações, trens e áreas operacionais.

O sistema utiliza recursos de análise inteligente de imagens, capazes de identificar situações como objetos abandonados, presença de crianças desacompanhadas, delimitação de áreas de segurança e contagem de passageiros. As gravações podem ser armazenadas por até 30 dias.

Além disso, foram implementadas medidas de segurança em diferentes níveis da infraestrutura, incluindo proteção cibernética, redes segregadas, redundância de sistemas e controle rigoroso de acesso às áreas sensíveis do centro de operações.

O projeto também inclui um data center exclusivo para a operação metroviária, instalado em ambiente separado da sala de controle. A estrutura possui alta disponibilidade e sistemas redundantes para garantir estabilidade ao funcionamento do serviço, que opera continuamente.

Outra inovação foi a virtualização completa das estações de trabalho, permitindo que a modernização fosse realizada sem impacto na operação das linhas. Durante as obras, o controle foi mantido em um centro provisório, solução inédita na história do metrô paulista.

O espaço conta ainda com 56 novos postos de trabalho configuráveis por login, com mobiliário ergonômico, consoles ajustáveis, tratamento acústico, climatização específica e iluminação adaptável a diferentes cenários operacionais.

Também foram criados ambientes dedicados para planejamento estratégico, gestão de crises, apoio técnico e recepção institucional, permitindo a realização de reuniões e visitas sem interferir no funcionamento da central.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte



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