Publicado em: 3 de março de 2026

Projeto bilionário inclui sete prédios, dez torres e equipamento integrado à Estação da Luz, com previsão de melhorias viárias no entorno
ARTHUR FERRARI
O Governo do Estado de São Paulo anunciou na última quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, o resultado do leilão da parceria público-privada para implantação do Novo Centro Administrativo, na cidade de São Paulo (SP). O consórcio MEZ-RZK apresentou a melhor oferta e venceu a disputa realizada na sede da B3, a Bolsa de Valores.
O grupo ofereceu desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima estipulada em R$ 76,6 milhões. O Consórcio Acciona-Construcap, que também participou do certame, apresentou proposta com abatimento de 5%.
O empreendimento prevê aportes estimados em cerca de R$ 6 bilhões e contempla a construção de sete edifícios distribuídos em dez torres nos Campos Elíseos. O espaço deverá concentrar o gabinete do governador, além de secretarias e demais órgãos estaduais.
Dentro do plano está prevista a desativação do Terminal Princesa Isabel, situado na Alameda Glete, nº 433. No lugar, será implantado o Terminal Luz, com conexão direta à Estação da Luz por meio de túnel de acesso a ser construído pela CPTM, permitindo integração com as linhas metropolitanas e ferroviárias.
De acordo com o governo estadual, o consórcio vencedor terá a “obrigação de realizar estudos focados na melhoria da mobilidade e tráfego do entorno, conforme previsto no contrato”.
Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada com 1.564 pessoas, indica que 83% dos moradores ou trabalhadores da região central acreditam que a área poderá se tornar mais segura com a transferência das estruturas administrativas. O levantamento também aponta expectativa de avanços na limpeza urbana (80%), na geração de empregos (74%), no turismo (70%) e nas condições de moradia (55%).
Na avaliação do conjunto da população da capital, 64% consideram a iniciativa ótima ou boa, enquanto 77% entendem que poderá haver melhora na segurança. Entre 79% e 84% avaliam que os benefícios superam eventuais prejuízos para moradores, comerciantes, trabalhadores e para a cidade.
A iniciativa integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), que reúne mais de 30 projetos qualificados e carteira superior a R$ 550 bilhões em investimentos previstos.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


