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NTU cria comissão de empresários de ônibus para debater Tarifa Zero e vai apresentar o Transporte para Todos


Presidente da entidade que representa mais de mil viações diz que tudo o que promove o transporte público é bem-vindo, mas não basta inclusão sem qualificação

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Um dos principais temas da disputa eleitoral de 2026, que deve ser bandeira do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição, passou a ser analisado com maior cautela neste ano pelos empresários de ônibus.

Tanto que a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), entidade que representa mais de mil viações do País, criou uma comissão de empresários para discutir o tema e desenvolver propostas.

A informação foi dada pelo presidente da entidade e do Grupo HP Transportes, Edmundo Pinheiro, durante apresentação realizada nesta sexta-feira, 27 de março de 2026, do novo modelo de ônibus articulado a biometano, o primeiro do País, que vai operar no sistema de transporte da Região Metropolitana de Goiânia.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, está no local a convite dos fabricantes dos veículos, Marcopolo (carrocerias) e Scania (chassis e tecnologia).

Segundo o dirigente, em breve a entidade deve apresentar um plano chamado Transporte para Todos, que reunirá propostas não apenas relacionadas às tarifas, mas também à qualificação dos serviços.

“Vejo como positita toda iniciativa para promover o transporte público, mas não basta garantir acesso ao transporte público, mas qualificar os serviços. Ou seja, ampliar a demanda, mas desde que dê conta e se mantenha” — disse durante o evento, realizado na principal garagem do Grupo HP.

Edmundo também revelou que a NTU desenvolve, em conjunto com o Ministério das Cidades, uma espécie de caderno técnico para orientar investimentos por parte das empresas de transporte e dos gestores públicos locais.

Para o presidente da entidade, nem sempre o problema está na falta de recursos, mas na ausência de projetos e no direcionamento adequado dos investimentos.

O dirigente também afirmou que é necessária a implementação do novo Marco Legal dos Transportes, que deve ser votado em abril na Câmara dos Deputados, após seguir em tramitação no Congresso desde 2021.

Segundo o representante, o novo conjunto de regras de financiamento e contratos não é a solução para todos os desafios, mas representa o início de uma reorganização do setor.

Ele defende que os contratos tenham maior duração, estabeleçam a separação entre tarifa pública (paga pelo passageiro) e tarifa de remuneração (relacionada ao custo do serviço), além de oferecer maior segurança jurídica.

O empresário tem participado de reuniões com gestores públicos, operadores, políticos e fabricantes e, ainda antes das eleições, a entidade deve lançar o conjunto completo de propostas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari



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