O Real Madrid está aí para mostrar ao mundo, ainda bem, que só dinheiro não ganha nada no futebol.
Pelas regras do futebol espanhol, o clube mais rico do planeta pode ter gasto anual no futebol de 761 milhões de euros (quase R$ 4,8 bilhões), incluindo salários e contratações.
Isso é mais que o dobro do que o Barcelona pode investir (351 milhões de euros), ou mais de 20 vezes o limite do Levante (35 milhões de euros).
O Albacete, que nesta quarta-feira eliminou o Real Madrid na Copa do Rei, joga a segunda divisão espanhola, mas também tem um limite de gastos no futebol.
De acordo com as regras da liga espanhola, o clube tem um teto de gastos de 8,511 milhões de euros (ou R$ 53 milhões).
Assim, o Albacete tem permissão para investir no futebol 1,1% do que o Real Madrid pode.
No Brasil, a diferença de gastos do Flamengo para os rivais não é tão gigante quanto do Real Madrid para seus rivais na Espanha.
Segundo o relatório “Convocados”, que toda temporada analisa os balanços dos clubes brasileiros, o Flamengo teve custos e despesas de R$ 931 milhões em 2024.
Não muito longe dos R$ 747 milhões registrados pelo Corinthians. Só 33% maior do que os R$ 699 milhões gastos pelo São Paulo.
Entre os clubes da primeira divisão, os menores custos eram do Juventude, com R$ 90 milhões, ou quase 10% das despesas do Flamengo.
O Flamengo no ano passado teve uma supremacia que o Real Madrid não consegue ter atualmente.
Na temporada 2024/2025, o clube merengue não ganhou nada. Na atual, além do vexame histórico contra o Albacete, foi vice na Supercopa e faz campanha nada impressionantes na Champions e no Espanhol.
O fiasco do Real é uma lição para o mundo do futebol, incluindo o Flamengo e seus rivais.
Para o rubro-negro, o alerta que dinheiro, se não for bem administração e com escolhas acertadas de elenco e comissão técnica, não resolve.
No caso dos rivais flamenguistas, a luz que é possível sonhar, para clubes pequenos como o Albacete, ou fazer bom trabalho, como o Barcelona, para os outros grandes, e encontrar uma forma de peitar o time da Gávea.


