Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, disse recentemente que seu clube será o único grande do país que não irá se transformar em uma SAF até 2029.
Mas, em 2026, quando ainda praticamente metade dos grandes do país não têm dono, o Flamengo já é o “clube mais SAF” do Brasil.
As decisões na Gávea, muitas antipáticas, são tomadas com a lógica empresarial e responsável que deveriam ser a obrigação de qualquer time que tenha se transformado em SAF, mas que não é o caso em tantos que já seguiram esse caminho.
Diminuir investimento no futebol feminino. Acabar com esportes olímpicos, como fez recentemente com a canoagem.
Tudo isso parece, e até é, mesquinho para um clube que fatura mais de R$ 2 bilhões por ano.
Mas, para Bap e sua diretoria, o Flamengo foi feito para ser dominante no futebol, e para fazer isso o clube precisa aumentar receitas, diminuir despesas no que para eles é secundário e montar um esquadrão no futebol masculino.
A favor do clube conta também o seu estatuto, que faz o que todos deveriam fazer ao apontar que seus cartolas irão pagar com seus bens pessoais em caso de administrações temerárias.
O Flamengo, ainda propriedade de seus sócios, resolveu ser administrado como se fosse uma SAF e consagrou a máxima que “futebol é negócio”.
Dá para discordar?


