Publicado em: 5 de março de 2026

Greve acontece em decorrência de atraso salarial e benefícios
ARTHUR FERRARI
Uma greve de motoristas da empresa Transportes Paranapuan interrompe a circulação de ônibus na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta quinta-feira, 5 de março de 2026. A paralisação foi iniciada nas primeiras horas do dia e não tem previsão de encerramento.
De acordo com representantes da categoria, cerca de 350 motoristas aderiram ao movimento, suspendendo totalmente a operação da frota da empresa. Com isso, veículos permaneceram estacionados na garagem da companhia e diversas linhas que atendem a região deixaram de circular.
A mobilização foi motivada por atrasos no pagamento de salários e no repasse do vale-alimentação aos funcionários. Segundo informações divulgadas pelos trabalhadores, a empresa apresentou uma proposta de parcelamento dos vencimentos, prevendo o pagamento de 30% do salário em uma primeira parcela, outros 30% em uma segunda etapa e os 40% restantes em uma terceira parcela, sem definição sobre a regularização do benefício alimentar.
A paralisação afeta o atendimento de linhas municipais que ligam bairros da Ilha do Governador a outros pontos da cidade. Informações divulgadas indicam que entre nove e dez linhas estão diretamente impactadas pela greve, enquanto outros relatos apontam a suspensão de até 22 serviços operados pela empresa na região.
Desde o início da manhã, representantes da empresa e motoristas participam de negociações para tentar encerrar o movimento, mas até o momento não houve acordo entre as partes.
O Rio Ônibus informou que acompanha a situação e mantém tratativas para restabelecer a operação das linhas, destacando que o episódio ocorre em meio à crise enfrentada pelo sistema de transporte coletivo por ônibus na capital fluminense.
Em nota, a Prefeitura do Rio declarou que os repasses de subsídios ao sistema municipal estão sendo feitos regularmente e que a paralisação envolve uma questão entre a empresa e seus funcionários.
A suspensão do serviço provocou dificuldades para passageiros que dependem do transporte público para deslocamentos dentro da Ilha do Governador e para outras áreas da cidade.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


