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Por que seleção encara França e Croácia nos EUA? Entenda os últimos amistosos antes da lista da Copa


A seleção brasileira inicia nesta segunda-feira (23) a preparação para os últimos amistosos antes da convocação final para a Copa do Mundo. A Data Fifa de março coloca a equipe de Carlo Ancelotti frente a frente contra França, nesta quinta (26), às 17h (de Brasília), em Boston, e depois Croácia, na outra terça (31), às 21h (também de Brasília), em Orlando.

A escolha por esses adversários e também os locais dos jogos têm explicação nos bastidores, com algo que envolve desde o planejamento da comissão técnica até um acordo com a Nike, principal parceira da CBF desde 1996, quando passou a criar os uniformes da seleção no lugar da Umbro.

Desde o meio de 2025, após a chegada de Ancelotti, o objetivo da direção da CBF era testar o Brasil contra diferentes escolas antes da Copa, uma maneira de se preparar para estilos diversos que poderiam cair no caminho verde e amarelo.

Ficou definido, então, que a seleção encararia países asiáticos em outubro (Coreia do Sul e Japão), africanos em novembro (Senegal e Tunísia) e depois testaria sua força contra europeus na janela de março. O planejamento, inclusive, era que estes jogos de 2026 fossem disputados no Velho Continente.

Mas um acordo com a Nike alterou o cronograma e levou tais amistosos para os Estados Unidos, com a prerrogativa que fossem oferecidos ao Brasil rivais de alto nível e que também fossem patrocinados pela gigante norte-americana, que poderia assim fazer um mega lançamento dos uniformes para a Copa.

Quatro adversários foram avaliados pela CBF: França, Croácia, Holanda e Portugal, todas que cumpriam os pedidos.

Os franceses, que venceram o Brasil nas Copas de 1998 e 2006, foram os primeiros a fechar negócio, enquanto o segundo amistoso ainda era pendente. Sem avanço nas conversas com Holanda e Portugal, coube aos croatas aceitarem o desafio.

“Essa é a melhor preparação que poderíamos ter. Jogar contra times de alto nível, que vão nos colocar em dificuldades, ajuda a entender o que precisamos melhorar e o que temos que manter. Isso nos dá experiência para esse final de ciclo”, festejou o zagueiro Marquinhos, do PSG, novamente convocado e liderança da seleção.

Por que enfrentar europeus virou ‘impossível’?

A dificuldade de medir forças contra os europeus não tem a ver com a presença de Ancelotti. Carrascos do Brasil nas últimas cinco Copas (de 2006 a 2022), os países do Velho Continente têm sido adversários cada vez mais raros na história recente da seleção.

Muito da culpa disso é a criação da Nations League, idealizada pela primeira vez em 2011 e posta em prática a partir de 2018. Nela, as seleções europeias se enfrentam em um torneio amistoso a cada duas temporadas, o que normalmente inviabiliza o teste contra outros continentes.

O Brasil é prova disso: são apenas três amistosos contra equipes da Europa nos últimos nove anos. Teve a República Tcheca, em 2019, ainda sob a direção de Tite, e a sequência contra Inglaterra e Espanha, estes em 2024, no início da passagem de Dorival Júnior.

“Nem sempre as que sobram são as melhores. Temos que trabalhar em cima para fazer o que é melhor para a seleção”, reclamou certa vez Edu Gaspar, diretor de seleções até o título da Copa América, em 2019, quando mudou-se para o Arsenal e foi substituído por Juninho Paulista.

Testes contra equipes da Europa, sobretudo as mais tradicionais, eram quase uma exigência dentro do futebol brasileiro, como forma de testar a seleção antes de uma Copa do Mundo. Os resultados em todos os torneios desde o pentacampeonato de 2002 provam que é mesmo necessário.

Nas últimas cinco edições, a seleção foi eliminada por europeus: França (quartas em 2006), Holanda (quartas em 2010), Alemanha (semifinal em 2014), Bélgica (quartas em 2018) e Croácia (quartas em 2022, esta nos pênaltis). Agora, Carlo Ancelotti terá a possibilidade de realizar estes testes antes da convocação final.

“Todo teste é válido, principalmente contra grandes seleções. A França é hoje uma das melhores do mundo, então para nós será um grande teste, também para o nosso treinador ver do que somos capazes, observar jogadores antes da lista final da Copa do Mundo”, elogiou Marquinhos.

“Fico muito feliz de enfrentar grandes equipes que a gente não vinha enfrentando. Era sempre Copa América, Eliminatórias, os mesmos times. É muito bom enfrentar seleções diferentes, escolas diferentes”.

Próximos jogos da seleção:

  • França (N) – 26/03, 17h – Amistoso

  • Croácia (N) – 31/03, 21h – Amistoso

  • Panamá (N) – 31/05, horário indefinido – Amistoso



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