Publicado em: 27 de janeiro de 2026

Em entrevista ao Diário do Transporte, executivo pontua que empresa estuda melhores formas de iniciar serviços também na Estação Água Branca, que será, em um primeiro momento, o único ponto de interligação da Linha 7-Rubi com a nova Linha 6-Laranja de metrô
VINÍCIUS DE OLIVEIRA / YURI SENA
Para os próximos anos, a população da capital paulista e Região Metropolitana pode esperar novidades no sistema de transporte sobre trilhos.
O novo TIC Eixo Norte abrange o Trem Intercidades (TIC), Trem Intermetropolitano (TIM) e operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi.
Nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, em entrevista ao Diário do Transporte, o presidente da TIC Trens Pedro Moro informa que a Estação Piqueri será uma das primeiras neste ano a receber obras de melhorias.
O executivo ressalta que a companhia obteve a licença de instalação para as obras da Estação Água Branca no final do ano passado. Foi debatida a ideia de fechar temporariamente o terminal para a realização dos serviços, e durante o período fossem implementados ônibus gratuitos do sistema Paese. Contudo, a equipe da TIC Trens tem reavaliado a questão e crê que não seria a melhor opção, tendo em vista que a Estação Água Branca será o único ponto de interligação com a nova Linha 6-Laranja de metrô.
Já sobre as falhas que vem ocorrendo na rede aérea, à nossa equipe de reportagem Moro disse que, dentre as iniciativas tomadas, está a última grande poda de árvores realizada, como forma de prevenir que as vegetações ao redor dos trilhos possam prejudicar o sistema de energia.
Neste período de chuva intensa em São Paulo, o presidente reforça que foi assinado um contrato com uma empresa de meteorologia para fiscalizar o clima e evitar possíveis problemas na rede aérea.
Felipe Alvarez, gerente de manutenção de material rodante e oficinas na TIC Trens, destaca que desde que a empresa assumiu a operação da Linha 7-Rubi, conta com um trem equipado com a tecnologia PCDS (Pantograph Collision Detection System).
Trata-se de um sistema de detecção de colisões do pantográfo, que registra e mapeia imperfeições na via férrea em tempo real. Com isso, são agendados os serviços de reparo, e dependendo da gravidade, equipes são enviadas imediatamente para corrigir as falhas.
Segundo Alvarez, a operadora também já estuda a adoção de uma nova tecnologia, que deverá ser importada de outro país, e prevê de forma mais precisa falhas que podem vir a ocorrer.
Ainda sob o guarda-chuva da TIC Trens e do programa SP Nos Trilhos, do Governo Federal, o TIC Eixo Norte conta com investimento de R$ 14,2 bilhões. O início das obras está previsto para este primeiro semestre de 2026, e a expectativa é de que sejam gerados mais de 10 mil empregos.
Quando concluído, o trajeto deverá ser realizado em cerca de 60 minutos, com integração ao TIM (Trem Intermetropolitano) e à Linha 7–Rubi, esta que teve a operação repassada da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para a TIC Trens.
Vinícius de Oliveira e Yuri Sena, para o Diário do Transporte


