Publicado em: 1 de janeiro de 2026

Pesquisa analisou quase 11 mil quilômetros no estado e apontou os maiores índices de qualidade do país
ARTHUR FERRARI
As estradas do estado de São Paulo (SP) obtiveram a melhor avaliação entre todas as unidades da Federação na mais recente Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento considerou critérios como condições gerais das vias, pavimento, sinalização e geometria, com resultados superiores às médias nacionais em todos os indicadores analisados.
São Paulo (SP) teve a segunda maior extensão de rodovias avaliadas no país, com 10.970 quilômetros, o equivalente a cerca de 10% dos 114.197 quilômetros pesquisados em todo o Brasil. Desse total, 49,4% foram classificados como ótimos e 27,7% como bons, somando 77,1% de avaliações positivas. No cenário nacional, o índice de ótimo e bom foi de 37,9%.
Na análise do pavimento, 62,7% da malha paulista foram considerados ótimos e 5,9% bons, totalizando 68,6%. Outros 28,8% ficaram na categoria regular, 2,6% foram avaliados como ruins e não houve registro de trechos classificados como péssimos. No Brasil, o percentual de ótimo e bom nesse quesito foi de 43,5%.
A sinalização apresentou o melhor desempenho do país. Segundo a CNT, 72% da extensão avaliada em São Paulo (SP) receberam classificação ótima e 21,1% boa, alcançando 93,1%. Apenas 6,7% ficaram como regulares, enquanto 0,1% foram considerados ruins e outros 0,1% péssimos. A média nacional de ótimo e bom nesse critério foi de 50,4%.
No item geometria da via, que considera características como curvas, aclives, declives, acostamentos, pontes e viadutos, 52,8% da malha paulista foram avaliados como ótimos e 13,4% como bons, somando 66,2%, o maior índice entre os estados. Outros 26,9% ficaram como regulares, 5,6% como ruins e 1,3% como péssimos. No Brasil, o percentual de ótimo e bom foi de 37,8%.
O ranking nacional das rodovias melhor avaliadas concentra 14 das 20 primeiras colocações em trechos localizados no estado de São Paulo (SP), sendo 11 deles sob administração de concessionárias. Entre os destaques estão segmentos da SP-270 (Raposo Tavares), da SP-348 (Bandeirantes), da SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto), da SP-021 (Rodoanel) e da SP-300 (Marechal Rondon).
De acordo com a CNT, rodovias em más condições elevam, em média, 31,2% os custos operacionais do transporte, percentual que pode chegar a 35,8% em estradas sob gestão pública direta. No caso paulista, parte significativa dos trechos mais bem avaliados está associada a contratos de concessão rodoviária, modelo predominante entre as vias que aparecem no topo do ranking.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


