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Santo André (SP) intensifica fiscalização de fumaça preta na frota circulante do município


Fotos: Divulgação/Semasa

Desde o início de 2025, já foram realizadas 224 inspeções em diferentes vias do município

YURI SENA

Em um esforço para combater as emissões de gases poluentes e combater os efeitos das mudanças climáticas, a cidade de Santo André, por meio do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental (Semasa) e da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, intensificou a fiscalização de fumaça preta nos veículos a diesel em circulação na cidade. Desde o início de 2025, já foram realizadas 224 inspeções em diferentes vias do município.

As blitze do ProAr, programa municipal voltado à qualidade do ar, ocorrem de duas a três vezes por semana em pontos estratégicos, como corredores de grande circulação. A fiscalização é focada nos veículos a diesel e ocorre com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e Polícia Militar. As operações são parte de uma ação contínua para reduzir a poluição do ar e minimizar os impactos ambientais e à saúde pública.

Somente em janeiro deste ano, foram realizadas 11 operações de fiscalização, resultando em 45 veículos aprovados, 134 autos de infração ambiental e 45 advertências ambientais. As multas são impostas quando o valor da opacidade da fumaça emitida está acima dos limites estabelecidos pela Resolução Conama. A penalidade aplicada pelo Semasa é de 500 FMPs (equivalente a R$ 2.776,95), e os proprietários têm 60 dias para regularizar o veículo, apresentando um laudo técnico de opacidade aprovado. Caso cumpram os requisitos, os motoristas podem solicitar a redução de até 90% do valor da multa.

Além das vistorias nas vias públicas, os veículos da frota pública e da SATrans também são inspecionados preventivamente. Em 2024, foram realizados 2.201 testes de opacidade em veículos a diesel, distribuídos por 20 pontos diferentes ao longo do ano.

A preocupação com a qualidade do ar é crescente, uma vez que o dióxido de carbono (CO2) – um dos principais gases de efeito estufa – e o material particulado presente na fumaça preta geram sérios riscos à saúde humana, como doenças respiratórias, cardiovasculares e complicações neonatais, como prematuridade e baixo peso ao nascer. Segundo o Inventário de Gases de Efeito Estufa da Prefeitura de Santo André, o setor de transportes é responsável por 34% das emissões do município, sendo que o diesel representa 26% desse total.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte





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