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Scania terá novo diretor-geral das Operações Comerciais no Brasil, que entra em momento de desafios no setor de veículos pesados


Eronildo Barros assume cargo a partir de 1º de maio de 2026. Executivo participou de almoço com jornalistas do setor, entre os quais, do Diário do Transporte em São Paulo

ADAMO BAZANI

A previsão é de que 2026 seja um dos mais desafiadores para o setor de veículos pesados.

As incertezas sobre os impactos da guerra Estados Unidos-Israel e Irã em toda a mobilidade de pessoas e na cadeia de produção e distribuição de bens de capital e mercadorias, além do preço do diesel, estão entre os fatores a serem superados tanto pelos segmentos de ônibus como de caminhões.

No caso dos caminhões, especificamente, as tensões quanto a esta situação por parte de caminhoneiros autônomos e empresas transportadoras, os preços e políticas de fretes e a safra agrícola estão entre as questões.

Para o segmento de ônibus, a análise é de altos e baixos. Ao mesmo tempo em que existem estas incertezas, podem trazer alguma sinalização positiva o processo eleitoral, que no primeiro semestre deve estimular renovação de frotas urbanas, e a crise da aviação, por causa dos efeitos da guerra, podendo representar uma migração de passageiros do aéreo para o rodoviário, entre outros fatores.

Outro ponto de atenção é a “descarbonização”, com a expectativa real (econômica, social e ambiental), mas também política e midiática, traz oportunidades, pelo desenvolvimento de veículos com fontes de energia das quais o Brasil é mais independente, mas com as limitações e necessidade de investimentos e concretização de infraestrutura de recarga (elétricos) e distribuição (gás natural e biometano – combustível obtido na decomposição de resíduos).

É neste contexto que assumirá o cargo de diretor-geral das Operações Comerciais no Brasil, na Scania, Eronildo Barros Santos, oficialmente a partir de 1º de maio de 2026. A transição já começou.

Eronildo, que dirigia a Scania Peru desde maio de 2022, sucede o executivo italiano, que esteve à frente da operação comercial brasileira desde março de 2023 e deixa a companhia após 25 anos para assumir projetos pessoais.

Na última sexta-feira, 10 de abril de 2026, uma das primeiras atividades de Eronildo no Brasil nesta nova fase de sua carreira na montadora, antes de assumir oficialmente o cargo, foi um almoço de confraternização com jornalistas especializados em São Paulo, entre os quais, o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

Não ocorreu uma “entrevista formal”, mesmo porque, oficialmente, o executivo ainda não assumiu o posto. Mas houve um bate-papo e uma fala de boas-vindas, na qual, Eronildo resumiu o desafio, ainda mais no momento atual, com duas palavras: “continuidade e avanço”.

E a ideia é essa mesma. Continuar os investimentos no que for possível para o momento, manter a política do que está dando certo, mas avançar com vistas às novas necessidades, aos ajustes que podem ter de ser feitos para enfrentar o momento e, pensar em médio e longo prazo, já focando o pós-crise conjuntural que o setor de pesados pode vir a passar.

Eronildo quer estar atento a tudo: caminhões, ônibus, agricultura, preço do diesel, exigências de prefeitos e governadores sobre frota limpa e o perfil dos transportadores e seus sucessores nas famílias, afinal, desde abril de 2022, seu último cargo na Scania no Brasil, em quatro anos, muita coisa mudou nos controles das transportadoras, tanto de cargas como de passageiros.

Na nota oficial da Scania sobre o novo cargo, Eronildo destacou a relação com os frotistas, a descarbonização, com tecnologias para ônibus e caminhões menos poluentes, e não deixou de lado o cuidado que terá com a rede de concessionários, sua “raiz” na Scania.

“Seguirei comprometido com os objetivos da Scania de os clientes estarem sempre em primeiro lugar, no centro das decisões e no apoio irrestrito a eles, de avançar na liderança da descarbonização do transporte e ampliar nossa competitividade por meio de soluções completas com o menor custo total de operação. Além de continuar a evolução da nossa competente rede de concessionárias.” – disse.

Na nota, a Scania ainda fez um resumo da carreira de Eronildo, que devido ao tempo que ficou trabalhando no Peru, já trazia uma leve entonação “castelhana” e, no bate-papo mais informal com os jornalistas contou algumas curiosidades do País, como a geografia, o clima seco onde praticamente não chove, a operação severa dos ônibus e caminhões nas áreas de mineração (uma das principais atividades econômica do país) e até a gastronomia. O famoso ceviche peruano, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, aqui, no Brasil, é quase que um “acontecimento” gastronômico e caro.

Mas a preparação refrescante de peixe cru marinado em suco de cítricos, na qual a acidez do limão “cozinha” quimicamente a proteína do peixe, no Peru, obviamente é um alimento comum, mas tão comum que é usado muito como entrada de refeições e até comercializado em estações e terminais de ônibus.

Eronildo Santos, 53 anos, é brasileiro, casado, tem duas filhas e nasceu em São Bernardo do Campo (SP). Formou-se em Administração de Empresas pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, tem pós-graduação em Marketing, também pela UMESP, e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. Complementou sua formação com programas internacionais nos Estados Unidos, Suécia, Holanda e Argentina.

 Sua carreira na Scania começou em 1998, quando ingressou na função de gerente de negócios na área de Vendas de Caminhões. Em setembro de 2001, assumiu a gerência geral de Vendas da Casa Scania Codema, concessionária no Estado de São Paulo. Em abril de 2006, teve a primeira experiência internacional aceitando o desafio de comandar Vendas e Marketing da Scania México. Em 2007, regressou ao Brasil para assumir a gerência do Programa SuperZerado, de caminhões seminovos. No ano de 2008, assumiu a gerência executiva de Vendas de caminhões da Scania no Brasil na qual permaneceu até setembro de 2011. Entre outubro de 2011 a dezembro de 2014, Eronildo Santos foi diretor de Vendas de Veículos responsável pelas equipes de caminhões e ônibus. No período de 2015 a abril de 2018 liderou como diretor o time de Desenvolvimento de Negócios.

 Seu último cargo no Brasil, de 2018 a abril de 2022, foi de diretor-geral das casas cativas da Scania, formadas pelas concessionárias Codema (SP), Cavese (SC) e Suvesa (RS). De onde partiu para comandar a operação comercial peruana.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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