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Sorocaba x Campinas; Campinas x Ribeirão Preto e Sorocaba x Bauru


Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discurso e é aplaudido por Constantino de Oliveira (Nenê Constantino) e o filho Henrique Constantino)

Governador de São Paulo participou da cerimônia do início das obras do TIC – Trem Intercidades e prometeu que o Estado vai se tornar um “Eldorado das Ferrovias”

ADAMO BAZANI/VINÍCIUS DE OLIVEIRA E YURI SENA

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou nesta quarta-feira, 08 de abril de 2026, na região de Campinas, no interior paulista, da cerimônia do início efetivo das obras do TIC (Trem Intercidades) que vai fazer a ligação em composições de média velocidade entre a capital paulista, Jundiaí e Campinas. O trajeto completo de 101 km de extensão, com a conclusão integral das obras, é previsto pelo Governo do Estado, para 2031.

Na ocasião, além de reafirmar as datas prometidas para a ligação até Campinas, Tarcísio disse que em breve será aberto o diálogo competitivo (uma nova modalidade de licitação que ouve o mercado antes do lançamento do edital) do TIC – Trem Intercidades Sorocaba x São Paulo, que já está nos planos do Estado. O governador ainda disse que avançam as modelagens dos outros dois TICs já projetados: São José dos Campos x São Paulo e Santos x São Paulo, este que, por causa das dificuldades geográficas impostas pela Serra do Mar, tem mais indefinições quanto ao trajeto. Na última cerimônia sobre mobilidade, na semana passada, Tarcísio disse que a alternativa mais provável é que o trem de passageiros siga pela Vila de Paranapiacaba, pertencente ao município de Santo André, usando o sistema de “cremalheira”, espécie de “terceiro trilho” que é abraçado por “garras” dos trens na descida. É a solução usada pelos trens de carga que hoje fazem o trajeto entre o São Paulo e a Baixada Santista.

Na cerimônia, Tarcísio disse ainda que devem ser implantados novos trens regionais de média velocidade, após a inauguração destes TICs já planejados.

Entre os exemplos estão as ligações Sorocaba – Campinas; Campinas – Ribeirão Preto e Sorocaba – Bauru.

Segundo Tarcísio, em todas estas “novas possibilidades” já existem ligações por trilhos e leitos de ferrovia, grande parte em abandono.

“Tem linha ferroviária em todos esses percursos, linhas que foram ficando abandonadas no tempo. Linhas que agora a gente precisa revitalizar, resgatar, recuperar superestrutura ferroviária, adaptar, mudar a bitola, trazer o melhor em todo o sistema para que a gente possa fazer de São Paulo um Eldorado do transporte ferroviário de passageiros.” – disse Tarcísio.

No evento, o governador Tarcísio de Freitas não poupou elogios à família de Constantino Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, maior empresário de ônibus do Brasil (com sete mil coletivos, entre urbanos e rodoviários) e principal acionista da TIC Trens, empresa responsável pela concessão do TIC Norte (São Paulo x Campinas), que inclui a operação da linha 7-Rubi que era de responsabilidade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a inclusão do TIM (Trem Intermetropolitano), com 44 km de extensão e que ligará Jundiaí e Campinas, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos. Faz parte da concessão ainda a separação dos trens de caga dos trens de passageiros entre a Estação Barra Funda, na capital, e Jundiaí (veja os detalhes mais abaixo).

A TIC Trens, nome fantasia do Consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos, tem a Comporte Participações (Grupo Comporte, de Constantino, como líder), em sociedade com a fabricante chinesa de trens e ônibus elétricos CRRC Corporation Limited (China Railway Rolling Stock Corporation).

O contrato foi assinado em 29 de maio de 2024.

RelembrE   e:

A fabricante inaugurou uma planta para a fabricação das composições nas antigas instalações da Hyundai, em Araraquara (SP), no interior paulista.

A parceria entre a família Constantino e a CRRC facilitou a importação de 90 ônibus elétricos chineses da marca. Os coletivos vão circular no Distrito Federal e em Santos, no litoral paulista, onde o Grupo Comporte também possui concessão.

No dia 25 de março de 2026, em inauguração da planta de produção de trens da CRRC em Araraquara, no interior de São Paulo, o então ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e vice-presidente, Geraldo Alckimin, disse que o Governo Brasileiro vai estimular a vinda de mais fabricantes de trens para o Brasil.

Mas não somente isso. Na avaliação de técnicos da pasta, no dia, este incentivo a indústria de trens no Brasil também pode abrir as portas para ampliar produção de ônibus elétricos por outras marcas.

O Diário do Transporte noticiou:

A cerimônia desta quarta-feira, 08 de abril de 2026, contou com as presenças do próprio fundador da GOL e empresário de ônibus, Nenê Constantino, com 94 anos de idade, e do filho Henrique.

O governador disse que a família Constantino topou o desafio e que o primeiro ITC (Trem Intercidades) sequer existiria se não fosse o grupo empresarial.

“Não existiria a TIC se não fosse a vontade, se não fosse o estudo de vocês. Então não existiria uma série de outros projetos e eu agradeço muito” – discurso Tarcísio olhando para Nenê Constantino neste 08 de abril de 2026.

Tarcísio ainda lembrou e lamentou a morte precoce de Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos de idade no dia 24 de janeiro de 2026, presidente do conselho de administração da GOL. Um dos herdeiros do Grupo Comporte, Constantino Júnior estava internado em um hospital da capital paulista e há anos lutava contra um câncer.  Foi Constantino Júnior que idealizou trazer para o Brasil o modelo de aviação de “baixo custo”.

“Eu acredito na salvação, eu acredito na ressurreição, eu acredito na vida eterna, eu acredito no sacrifício de Cristo na cruz. Eu acredito que o Constantino Júnior está num lugar muito especial. E, no dia de hoje, eu só tenho a agradecer. Agradecer a parceria de vocês, que eu tenho certeza, pela energia que a gente está vendo aqui, que esse projeto vai ser um grande sucesso”.

DETALHES DO TIC – TREM INTERCIDADES:

A promessa é de que o trem beneficie ao menos 730 mil moradores por dia das regiões metropolitanas de São Paulo, Jundiaí e Campinas. O trajeto deve ter 101 km de extensão, com previsão de conclusão total em 2031. O investimento estimado é de R$ 14,2 bilhões, em valor atualizado pelo IPCA em 2024.

O projeto contempla as seguintes obras e serviços:

Segundo o Governo do Estado, ao todo, o empreendimento do Trem Intercidades Eixo Norte irá beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas em 11 municípios e gerar mais de 10,5 mil empregos, entre diretos, indiretos e induzidos.

– Trem Expresso (TIC – Trem Intercidades): 101 km de extensão, sendo um sistema de média velocidade (até 140 km/h), partindo da Barra Funda, e chegando em Campinas, com parada em Jundiaí. A tarifa máxima será de R$ 64 para o passageiro. A viagem deve ser feita em uma hora e quatro minutos e as partidas, em média, a cada 15 minutos. (valor médio de R$ 50 porque a cobrança será pelo trecho percorrido pelo passageiro).O Trem Intercidades Eixo Norte terá capacidade para transportar até 860 passageiros por viagem . Velocidade de até até 140 km/h.

Trem Intermetropolitano (TIM) ou Parador: 44 km de extensão e ligará Jundiaí e Campinas, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos. O teto de tarifa será de R$ 15, entre Jundiaí e Campinas, e de valor menor entre as cidades que ficam no meio do trajeto. (R$ 14,05 de tarifa média) O serviço parador terá velocidade média prevista de 80 km/h, com capacidade para transportar 2.048 passageiros em cada trem. O tempo de deslocamento estimado de 33 minutos.

– Concessão da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos): entre a Barra Funda e Jundiaí, com previsão de R$ 5 bilhões em investimentos para a melhoria dos serviços.  A tarifa continua sendo igual das outras linahas de trem e metrô (R$ 5 em 2024).Com extensão de 57 km e 17 estações, o ramal liga Jundiaí à estação Palmeiras-Barra Funda, na capital. O Governo de São Paulo estima que a concessão irá atender aproximadamente 400 mil pessoas por dia.

– Separação dos trens de caga dos trens de passageiros entre a Estação Barra Funda, na capital, e Jundiaí: atualmente, a circulação compartilhada afeta tanto o transporte de mercadorias, como de pessoas. As cargas só podem circular fora de horário de pico e não é possível reduzir o vão entre os trens e as plataformas de passageiros porque as composições cargueiras são mais largas.

Detalhamento –

As intervenções apresentadas em audiências públicas são divididas em três etapas: a Segregação do Transporte de Cargas (SNO) entre a Estação Barra Funda (SP) e Jundiaí; o Trem Intermetropolitano (TIM), ou “trem parador”, e o TIC em si, um trem expresso de média velocidade (até 140 km/h), partindo da Barra Funda.

Atualmente, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) mantém a Linha 7 Rubi, com viagens voltadas para trens de carga durante a manhã e à tarde. A limitação de horários compromete o transporte e sobrecarrega a manutenção do sistema e as intervenções devem iniciar com a construção de uma linha exclusiva para cargas até Jundiaí, paralela à Linha 7, liberando espaço para a construção do TIC. Os ganhos apontados na audiência são a elevação da capacidade de carga e maior número de viagens; a diminuição dos intervalos nos trens para passageiros; a melhoria da segurança do sistema, já que não haverá troca das composições de carga e de passageiros, e a redução do custo de manutenção.

Já o trem Intermetropolitano terá 44 km de extensão e ligará Jundiaí e Campinas, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos. O percurso será feito em 33 minutos, velocidade média de 80 km/h, superior aos 56 km/h médios do metrô. Os trens terão capacidade para até 2.048 passageiros cada. A tarifa terá um teto de R$15,00 entre Jundiaí e Campinas, com custo variável para os outros municípios, de acordo com a distância viajada.  Além disso, as 17 estações já existentes da Linha 7 da CPTM entre a Barra Funda e Jundiaí também receberão melhorias. A projeção atual é que a linha receba até R$ 5 bilhões em investimentos nos próximos anos. Já o TIC vai integrar as regiões metropolitanas de São Paulo (a partir do Terminal Barra Funda), Jundiaí e de Campinas com viagens de apenas 1h04, com 15 minutos de intervalo entre os trens. A velocidade média será de 95 km/h, podendo chegar a 140 km/h em alguns trechos. Cada trem poderá levar até 860 passageiros e o teto da tarifa foi estipulado em R$ 64,00.

FALAS DE TARCÍSIO:

Sobre os projetos de trens:

E o primeiro passo está sendo dado agora, que é o do Trem Intercidades. Foi feito o modelo, foi feito o leilão, o leilão funcionou. Tínhamos que fazer uma transição para a operação da Linha 7. Essa transição aconteceu muito a contento, a Linha 7 está operando muito bem e agora a gente dá o passo definitivo.

A gente começa a obra da ferrovia, a gente começa a obra do nosso Trem Intercidades. Dois serviços: o serviço do Intermetropolitano, o serviço Expresso e a ligação Campinas-São Paulo. Uma paradazinha de um dia aí? Não. O Intermetropolitano, aí sim, vai parar em Valinhos.

Vai parar em Vinhedo, vai parar em Louveira, vai parar em Jundiaí e aí assume o percurso da Linha 7, da Linha Rubi. E o Expresso, que vai sair de Campinas, vai fazer a parada em Jundiaí e vai chegar até São Paulo.

Quando a gente pensa que nós estamos fazendo o Trem Intercidades, que daqui a alguns anos esse serviço vai estar pronto, isso nos permite pensar nos próximos passos, permite sonhar mais alto, permite imaginar que daqui a pouco a gente já está tocando o diálogo competitivo para fazer o Sorocaba-São Paulo.

Já estamos trabalhando na modelagem do São José dos Campos-São Paulo e do Santos-São Paulo. A ideia é conectar — e tem uma lógica por trás disso — conectar a região geradora de PIB do Estado por trens de passageiros de média velocidade.

Mas aí não vai parar nesses trens, porque se a gente fez o Campinas-São Paulo, fez o Sorocaba-São Paulo, a gente vai pensar depois em ligar Sorocaba-Campinas. Se a gente ligou Sorocaba-Campinas, a gente vai pensar em ligar Campinas-Ribeirão Preto. Se a gente ligou Campinas-Ribeirão Preto, daqui a pouco a gente vai pensar em ligar Sorocaba-Bauru.

E o mais interessante: tem linha ferroviária em todos esses percursos, linhas que foram ficando abandonadas no tempo. Linhas que agora a gente precisa revitalizar, resgatar, recuperar superestrutura ferroviária, adaptar, mudar a bitola, trazer o melhor em todo o sistema para que a gente possa fazer de São Paulo um Eldorado do transporte ferroviário de passageiros. E fazer com que o exemplo de São Paulo inspire o resto do Brasil.

Tarcísio fala sobre Constantino

Queria cumprimentar a família Constantino. Henrique, obrigado por ter trazido o nenê Constantino, uma honra pra gente. O patriarca, né, 94 anos. Obrigado por tudo, obrigado pela presença de vocês aqui.

Mas, mais do que isso, obrigado por topar esse desafio, obrigado por entrar nos projetos do Governo do Estado de São Paulo, por acreditar que esses projetos vão fazer a diferença. Não existiria a TIC se não fosse a vontade, se não fosse o estudo de vocês. Então não existiria uma série de outros projetos e eu agradeço muito.

Eu tenho que falar que essa festa estaria completa se o Constantino Júnior estivesse aqui no dia de hoje, mas pode ter certeza — e eu acredito muito no sacrifício de Cristo na cruz — e eu sei que Cristo tem uma coisa muito legal pra gente. Essa vida, essa passagem nossa é muito breve. Eu acredito na salvação, eu acredito na ressurreição, eu acredito na vida eterna, eu acredito no sacrifício de Cristo na cruz. Eu acredito que o Constantino Júnior está num lugar muito especial.

E, no dia de hoje, eu só tenho a agradecer. Agradecer a parceria de vocês, que eu tenho certeza, pela energia que a gente está vendo aqui, que esse projeto vai ser um grande sucesso.

Aliás, vocês trouxeram uma pessoa muito especial para tocar esse projeto, que é o Pedro Moro, né, que teve lá anos à frente da CPTM, que agora está aí tocando esse projeto, conhece isso como ninguém. E eu tenho certeza, Pedro, que você vai ser muito bem-sucedido. Então, parabéns pela escolha do Pedro Moro também. Eu acho que vai dar muito certo.

*(Adamo Bazani)*

Resumo: O Grupo Comporte é liderado pela família do fundador da GOL, Constantino de Oliveira, detém mais de 7 mil ônibus em todo o País, com empresas como Viação Piracicabana, Penha e Expresso União; venceu os leilões do TIC (Trem Intercidades), incluindo a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), em São Paulo, das linhas 11,12 e 13  também da CPTM, e detém, concessões de trilhos, como o Metrô da Grande Belo Horizonte e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no Litoral Paulista.

O Grupo Comporte, liderado pela família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, é gigante em ônibus. Tem mais de sete mil coletivos, entre urbanos e rodoviários em todo o País.

Na área de trilhos, o Grupo de Constantino cresceu em mercados importantes com concessões.

O Grupo Comporte foi também declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) realizado em 28 de março de 2025, na B3, na capital paulista.

Relembre:

O Grupo Comporte obteve a concessão da malha do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista, região de Franco da Rocha, Francisco Morato, passando por Jundiaí, no interior paulista, até Americana e Campinas, também no interior.

A concessão, que envolve também a operação e modernização da linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foi obtida por meio de leilão n 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, pelo Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos (liderado pelo Grupo Comporte com participação da chinesa CRRC Hong Kong).

Relembre:

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Relembre:

Ainda pela BR Mobilidade opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e em 22 de dezembro de 2022, arrematou a concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte, também sendo a única a participar.

Relembre:

Entre as empresas de ônibus do Grupo Comporte e com participação estão Expresso União – Patrocínio/MG; Viação Piracicabana – Piracicaba/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Princesa do Norte – Santo Antônio da Platina/PR; Penha – Curitiba/PR; Expresso Maringá – Maringá/PR; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; Expresso Caxiense – Caxias do Sul/RS; e urbanos, suburbanos e metropolitanos como Viação Piracicabana – Santos/SP; Viação Piracicabana – Praia Grande/SP; BR Mobilidade Baixada Santista – Ônibus Intermunicipais e VLT – São Vicente/SP; Expresso Maringá do Vale – São José dos Campos/SP; Joseense Transportes – São José dos Campos/SP; Princesa do Norte Mogi das Cruzes – Mogi das Cruzes/SP; Empresa Cruz – Araraquara/SP; Viação Luwasa – Catanduva/SP; Expresso Itamarati – São José do Rio Preto/SP; Expresso Itamarati – Votuporanga/SP; Expresso de Prata – Bauru/SP; TCGB – Transporte Coletivo Grande Bauru – Bauru/SP; Cidade Verde Transporte Rodoviário – Sarandi/PR; TCCC – Transporte Coletivo Cidade Canção – Maringá/PR; VAL – Viação Apucarana – Apucarana/PR; BluMob – Blumenau/SC; Viação Piracicabana – Brasília/DF;  Empresa de Transportes Líder – Uberaba/MG; Viação São Geraldo Sacramento – Uberaba/MG, entre outras em sociedade ou de controle único.

Em primeira mão no jornalismo profissional, o Diário do Transporte noticiou na última semana de janeiro de 2026 mais duas aquisições/incorporações anunciadas pela Viação Piracicabana, integrante do Grupo Comporte, fundado por Constantino de Oliveira, pendentes de aprovação final do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça: Da Reunidas Paulista, tradicional companhia de ônibus da região de Araçatuba, no interior de São Paulo, que já tinha parte da família Constantino no comando, mas não a ligada diretamente ao núcleo de negócios dos futuros herdeiros do fundador, e também do braço rodoviário da Expresso Fênix com atuação em cerca de 50 cidades do interior e litoral de São Paulo e Sul de Minas Gerais, de um braço da família Chedid.

Relembre:

Fundada formalmente em 10 de junho de 2002, a Comporte Participações S. A., teve origem nos negócios de transportes rodoviários fundados por Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê Constantino, natural da cidade mineira de Patrocínio, nascido em 08 de agosto de 1931.

Os braços do Grupo Comporte estão indo além dos transportes e focam setores estratégicos, como de energia.

O próprio pedido ao CADE sobre a Reunidas e Fênix cita esta estratégia.

A Comporte Participações S.A, com a Illian Energias Renováveis adquiriu o controle indireto das companhias pré-operacionais das cinco empresas que formam a Usina Eólica Vitória S.A. do Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, um empreendimento de geração de energia renovável localizado em Santa Vitória do Palmar (RS) com capacidade para abastecer cerca de 400 mil residências. Atuando desde 2015, o complexo utiliza aerogeradores de grande porte (120m de altura) e torres de concreto produzidas localmente.

Tudo tem sido fruto de uma estratégia que, no mundo dos negócios, é considerada um risco: a mescla entre o caráter familiar do núcleo e controle dos negócios com a profissionalização dos processos e a ampliação de sociedades, parceiros e alianças.

A diversificação da atuação em diferentes ramos na família não é de hoje. Um dos maiores marcos foi o início das operações em 2001 da Gol Linhas Aéreas, que “revolucionou” a aviação no Brasil, trazendo o conceito de “low cost” (baixo custo) para o mercado nacional, hoje não tão mais baixo como ocorre em outros países.

O Diário do Transporte tem mostrado no seu noticiário factual essa diversificação: na área de mobilidade, a operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, da concessão do Metrô da Grande Belo Horizonte e, mais recentemente, da concessão da construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, que engloba a linha 7-Rubi de trens metropolitanos, em parceria com a fornecedora de trens CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). O Grupo Comporte é o sócio majoritário.

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Na área de tecnologia, mas ainda com vistas para os transportes de passageiros, a Mobifácil, do ponto de vista de negócios, é uma empresa de vendas de passagens (marketplace) com vida própria, ofertando até mesmo bilhetes de empresas que não são do grupo empresarial.

No relatório de administração (2024) obtido pelo Diário do Transporte, a Mobifácil é destaque. Foram quase 1,5 milhão de clientes e associações com buscadores como “Quero Passagens” e “De Ônibus”.

A área de tecnologia para fretamento, por meio da plataforma Mobiuse, também foi outro destaque do relatório:

A plataforma Mobiuse dedicada ao fretamento corporativo alcançou novos patamares, dobrando sua base de passageiros ativos de 18.578 em 2023 para 35.106 em 2024. Com 2.158 novas linhas otimizadas via roteirização inteligente e o uso de calculadoras de emissões de carbono, a plataforma reduziu emissões e otimizou custos operacionais, consolidando-se como referência em fretamento corporativo sustentável.

No segmento rodoviário, a Viação Piracicabana tem se tornado a marca maior dos novos negócios, entre aquisições externas e incorporações dentro do próprio Grupo Comporte, como tem ocorrido.

É o que tem mostrado o Diário do Transporte nos últimos anos.

Marcas tradicionais que já pertenciam ao Grupo foram incorporadas por outras do mesmo conglomerado, como ocorreu com a incorporação da Breda pela Piracicabana e da Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte.

Piracicabana assumirá Reunidas Paulista e a Fênix – CADE torna público ato: VEJA A PETIÇÃO – relembre reportagem de 28 de janeiro de 2026

– A Empresa Cruz foi incorporada à Viação Piracicabana. As duas empresas já pertenciam ao Grupo Comporte e o ato foi oficializado em março de 2024 – relembre matéria de 1° de abril de 2024

Relembre:

– Em 23 de junho de 2021, por exemplo, o Grupo confirmou ao Diário do Transporte que a Breda Serviços se tornara Viação Piracicabana.

Relembre:

– Manoel Rodrigues pela Princesa do Norte – relembre matéria de 09 de fevereiro de 2021

O Grupo também já vinha adquirindo empresas e operações, como na área de fretamento e rodoviários.

– Em 22 de dezembro de 2020, o Diário do Transporte noticiou que a diretoria Colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT concedeu anuência prévia para a operação de transferência de controle societário da VCB Transportes Ltda (Viação Campo Belo) para a Expresso União Ltda, do Grupo Comporte.

– A tradicional Firenze, de fretamento de Santo André, no ABC Paulista, comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em 22 de novembro de 2021

Relembre:

– Em 29 de junho de 2020, o Diário do Transporte noticiava que a Suzantur de fretamento era adquirida pelo Grupo Comporte, que ainda mantinha a marca Breda, na ocasião. A Suzantur passou a se dedicar apenas ao transporte urbano, com operações em Santo André (SP), Mauá (SP), Diadema (SP), Ribeirão Pires (SP) e São Carlos (SP).

Relembre:

– Também em fevereiro de 2020, o Grupo anunciou a incorporação da Viação São Paulo-São Pedro pela Viação Piracicabana

O EMBLEMÁTICO 2026:

O editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, apurou ainda em janeiro de 2026, que o ano seria marcado por surpresas e crescimento do Grupo Comporte.

A reportagem foi: Grupo Comporte não vai parar por aí: Centralização rodoviária e diversificação de ramos; as tendências para as próximas negociações do conglomerado fundado por Nenê Constantino

Relembre:

Dias depois, os fatos apurados começaram a se concretizar.

Além dos pedidos de compra pelo Grupo Comporte da Reunidas e da Fênix, outra notícia agitou o mercado de transportes.

De forma surpreende para quem não leu a reportagem de Adamo Bazani, mas esperada para quem leu, em 06 de fevereiro de 2026, o Grupo Comporte ofereceu como tarifa de remuneração por quilômetro na licitação para a operação de dois lotes de ônibus municipais na capital do Rio de Janeiro R$ 11,53 para a área B2, que tem no edital como teto R$ 11,74 e R$ 9,94 para o lote A2, cujo teto é de R$ 10,11. Não se trata da tarifa que será paga pelo passageiro, que continua a do sistema, hoje em R$ 5,00, mas é o que a empresa vai receber por quilômetro operado. Tratam-se dos lotes de linhas locais das regiões de Campo Grande e Santa Cruz (A2 e B2).

Relembre:

Após todas as análises do poder público, em 12 de março de 2026, o então prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou formalmente os contratos com a presença do diretor do Grupo, Joaquim Constantino.

Relembre:

A participação de Constantino no sistema municipal do Rio de Janeiro gerou um desconforto entre os empresários locais que viam riscos e não sustentabilidade econômica nas condições oferecidas pela prefeitura e pretendiam esvaziar a concorrência.

Em 10 de fevereiro de 2026, o Diário do Transporte trouxe uma entrevista com a advogada especializada em riscos jurídicos e empresariais, Liana Variani e, entre os assuntos está a licitação do sistema de ônibus da capital fluminense.

A concorrência é vista como oportunidade de grupos empresariais de diferentes partes do País com capacidade de investimento e expansão tentarem operar um dos principais sistemas de transportes do Brasil, há décadas atendido pelas mesmas famílias.

Além de Comporte na licitação e da Sancetur nas linhas de forma provisória, outros “novos” nomes no Rio de Janeiro podem surgir.

Liana Variani disse que grupos com capacidade de investimentos devem sim achar oportunidades e tentarem expansão, mas é necessário avaliar riscos jurídicos, econômicos e até políticos.

Os motivos pelos quais os empresários locais estão tentando alegar para esvaziar o certame em outros lotes, apontando desvantagens econômicas, contratuais e jurídicas, não devem ser desprezados e não só vistos como “choradeira”

Relembre:

Em 09 de março de 2026, o Diário do Transporte também noticiou que a Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, teve o registo na Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) renovado por mais cinco anos.

É um movimento burocrático necessário, porém, não será somente isso.

No ramo de fretamento, o Grupo Comporte tem planos de assumir outras grandes contas como fez recentemente com a Volkswagen no lugar da Viação Cometa.

Relembre:

Até mesmo a importação de 90 ônibus elétricos chineses é vista como estratégica pelo mercado. Os coletivos vão circular no Distrito Federal e em Santos, no litoral paulista, onde o Grupo Comporte também possui concessão.

O conglomerado liderado pela família de Constantino de Oliveira é sócio da fabricante destes ônibus, a chinesa CRRC na concessão da linha 7-Rubi de trens metropolitanos de São Paulo e no TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e a região da cidade de Campinas, no interior paulista.

No dia 25 de março de 2026, em inauguração da planta de produção de trens da CRRC em Araraquara, no interior de São Paulo, o então ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e vice-presidente, Geraldo Alckimin, disse que o Governo Brasileiro vai estimular a vinda de mais fabricantes de trens para o Brasil.

Mas não somente isso. Na avaliação de técnicos da pasta, no dia, este incentivo a indústria de trens no Brasil também pode abrir as portas para ampliar produção de ônibus elétricos por outras marcas.

O Diário do Transporte noticiou:

https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/exclusivo-incentivo-a-industria-de-trens-no-brasil-tambem-pode-abrir-as-portas-para-ampliar-producao-de-onibus-eletricos-por-outras-marcas/

TARCÍSIO ELOGIA EMPRESÁRIO E LEMBRA DA MORTE DO FILHO:

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discurso e é aplaudido por Constantino de Oliveira (Nenê Constantino) e o filho Henrique Constantino)

Na cerimônia de início das obras do TIC (Trem Inrtercidades) São Paulo x Campinas, na região de Campinas, no interior de São Paulo, em 08 de abril de 2026, o governador Tarcísio de Freitas não poupou elogios à família de Constantino Oliveira.

O evento contou com as presenças do próprio fundador da GOL e empresário de ônibus, Nenê Constantino, com 94 anos de idade, e do filho Henrique.

O governador disse que a família Constantino topou o desafio e que o primeiro ITC (Trem Intercidades) sequer existiria se não fosse o grupo empresarial.

“Não existiria a TIC se não fosse a vontade, se não fosse o estudo de vocês. Então não existiria uma série de outros projetos e eu agradeço muito” – discurso Tarcísio olhando para Nenê Constantino neste 08 de abril de 2026.

Tarcísio ainda lembrou e lamentou a morte precoce de Constantino de Oliveira Júnior, aos 57 anos de idade no dia 24 de janeiro de 2026, presidente do conselho de administração da GOL. Um dos herdeiros do Grupo Comporte, Constantino Júnior estava internado em um hospital da capital paulista e há anos lutava contra um câncer.  Foi Constantino Júnior que idealizou trazer para o Brasil o modelo de aviação de “baixo custo”.

“Eu acredito na salvação, eu acredito na ressurreição, eu acredito na vida eterna, eu acredito no sacrifício de Cristo na cruz. Eu acredito que o Constantino Júnior está num lugar muito especial. E, no dia de hoje, eu só tenho a agradecer. Agradecer a parceria de vocês, que eu tenho certeza, pela energia que a gente está vendo aqui, que esse projeto vai ser um grande sucesso”.

Breve História de Constantino de Oliveira (Nenê Constantino):

Constantino de Oliveira nasceu na cidade de Patrocínio (MG), em 08 de agosto de 1931.

Sem ter concluído o primário e sendo obrigado a trabalhar desde muito novo, começou no ramo dos transportes efetivamente aos 18 anos, quando foi levar uma carga de manteiga da cidade de Paracatu (MG) para Recife (PE) e recebeu a sugestão de, na viagem de volta, trazer passageiros. Na época, longas viagens de pessoas em carrocerias de caminhão eram comuns num Brasil que se desenvolvia de forma desigual, com crescimento econômico e mais oportunidades de emprego e renda no Sul e Sudeste.

Do caminhão “pau de arara” a um império de transportes, hoje denominado Grupo Comporte, que reúne em torno de sete mil ônibus em todo País, entre urbanos e rodoviários, Constantino tem a trajetória marcada por conquistas e também polêmicas.

O Grupo Comporte reúne empresas de ônibus como Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Empresa Nossa Senhora da Penha, Expresso União, entre tantas outras.

A família de “Nenê Constantino”, como é conhecido o empresário, não se limitou aos transportes por ônibus.

Em 2001, traz uma inovação ao setor aéreo brasileiro com a consolidação do conceito de preços menores para viagens de avião ao fundar a GOL Linhas Aéreas. O primeiro voo ocorreu no dia 15 de janeiro, às 6h56, quando um Boeing 737-700 decolou do Aeroporto de Brasília em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dos pneus, para o ar até entrar para os trilhos.

Atualmente, o Grupo Comporte opera o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no litoral paulista. Em 22 de dezembro de 2022, o Grupo Comporte arrematou a concessão do Metrô da Grande BH, na região metropolitana de Belo Horizonte. Já no dia 29 de fevereiro de 2024, na sede da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), na região central da capital paulista, o Grupo Comporte, juntamente com a chinesa CRRC Hong Kong, venceu o leilão para a construção e operação do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista, e a região de Campinas, no interior.

Em 28 de março de 2025, o Grupo Comporte foi declarado vencedor do leilão de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Condenação por homicídios e julgamentos anulados:

Em 2017, o Tribunal do Júri do DF (Distrito Federal) Nenê Constantino a 28 anos de prisão pela morte de um líder comunitário e de um motorista de ônibus que trabalhava na antiga Viação Planeta, que também pertencia ao empresário.

Mas, em 22 de março de 2022, a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou os dois julgamentos.

Três ministros acolheram o recurso da defesa, que alegou falta de isenção do juiz do Tribunal do Júri na elaboração das perguntas para o Conselho de Sentença, “o que implicaria em nulidade absoluta dos julgamentos”.

O primeiro julgamento ocorreu no mês de maio de 2017. Constantino de Oliveira foi condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato do líder comunitário Márcio Brito, em 2001, durante a invasão de uma área da empresa de ônibus Viação Planeta.

Em novembro de 2017 foi realizado o segundo julgamento sobre a morte do motorista Tarcísio Gomes Ferreira. Segundo o Ministério Público, Ferreira foi vítima de uma emboscada dentro de um trailer estacionado no terreno onde funcionava a garagem da Pioneira, no Setor Industrial de Taguatinga.

HOMENAGEM E APARIÇÃO EM PÚBLICO AOS 93 ANOS:

Em novembro de 2024, o patriarca do Grupo, Constantino de Oliveira, aos 93 anos, fez uma aparição em público na BBF (BusBrasil Fest), exposição de ônibus antigos e novos. Na oportunidade, recebeu uma homenagem dos organizadores

Relembre:

Cecílio Souza (com microfone na mão); funcionário há mais de 70 anos; ao meio, Joaquim Constantino (filho de Constantino de Oliveira) e o empresário de 93 anos, Constantino de Oliveira (Nenê Constantino), homenageado desta edição.

Recentemente, a BBF tem homenageado empresários de ônibus que formaram conglomerados do setor de transportes e se tornaram fortes e influentes na economia e até na política.

No ano de 2024, a homenagem foi a Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e do Grupo Comporte, que hoje reúne mais de sete mil ônibus distribuídos em diferentes empresas como Viação Piracicabana, Nossa Senhora da Penha, Expresso União, Expresso de Prata, Itamarati, entre tantas outras e que marca presença no segmento de trilhos, com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na Baixada Santista, no Metrô da Grande Belo Horizonte e na concessão para construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e as cidades de Jundiaí e Campinas, no interior, englobando a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e, em março de 2025, o Grupo Comporte venceu o leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM.

O empresário recebeu um troféu e uma placa. Nenê Constantino de 93 anos, nascido em 08 de agosto de 1931, em Patrocínio (MG), agradeceu e, ao final, brincou com um funcionário Cecílio Souza, que atua no grupo há mais de 70 anos e é responsável pelo Museu dos Transportes da família, que possui ônibus e trólebus de várias décadas.

“Só tenho de agradecer, agradecer e agradecer. Desejo a todos, muita saúde. Um abração” – agradeceu no meio da homenagem.

Ao final da apresentação, Nenê brincou.

“Aos colegas motoristas, muito obrigado pela boa vontade de todos. Aguentar os motoristas é fácil, o duro é aguentar o Cecílio … 70 anos já” – se divertiu com o funcionário e amigo.

Familiares e amigos também discursaram.

OUÇA:

Mesmo com a diversificação de negócios, o Grupo Comporte continua querendo crescer no segmento de ônibus e o fretamento também é um dos focos.

No início de 2026, chamou a atenção do mercado ao assumir as operações de transportes de funcionários da Volkswagen no lugar da Viação Cometa, do poderoso Grupo JCA.

A aposta em ampliação no fretamento não é de hoje e parece ter sido elaborada com base em um plano estruturado e tem se sobressaído em algumas operações até mesmo sobre concorrentes tradicionais, como o Grupo JSL (da Júlio Simões, outro poderoso do segmento).

O Diário do Transporte tem mostrado operações assumidas e até mesmo empresas compradas pela Viação Pirarcicabana, cuja marca incorporou o tradicional nome Breda Transportes, que já pertencia ao Grupo Comporte, na ocasião. A oficialização ocorreu em 1º de julho de 2021 – Relembre:

A série mais ferrenha e recente de incorporações e compras teve um marco inicial, quando em junho de 2020 assumiu, de “porteira fechada”, o braço de fretamento da Suzantur, que era tradicional neste segmento e passou, desde então, a se dedicar a ônibus urbanos.

O Diário do Transporte mostrou à época:

Pouco mais de um ano depois foi a vez da tradicional Firenze, empresa de fretamento de Santo André ser comprada pela Piracicabana, como noticiou o Diário do Transporte em novembro de 2021.

Relembre:

A extinção “natural” pela dinâmica de mercado, de empresas de fretamento menores também beneficiou a Piracicabana, como o fim de outra companhia tradicional, a Galo de Ouro, de Santo André, a partir de 2019, como também noticiou o Diário do Transporte, na ocasião.

Relembre:

Outra tradicional empresa que deixou o setor de fretamento contínuo, abrindo brecha para mercado foi a Bonini, de São Bernardo do Campo (SP).

A Planetatur, de Santo André, conhecida por atender indústrias de grande porte (como a antiga Pirelli, hoje Prometeon) também parou de trabalhar. A empresa que assumiu a conta? Piracicabana.

A Tursan (Turismo Santo André) vendo a situação saiu do ABC e foi para o Vale do Paraíba, no interior paulista, e parte do Rio de Janeiro. Fez a aposta certa e se deu bem.

A chamada desindustrialização do ABC, com a saída de parques fabris da região que já reuniu a maior parte de montadoras e plantas de autopeças, ajuda a explicar, em parte, a derrocada do fim destas viações de fretados.

Mas, na contramão, há empresas de fretamento menores que estão conseguindo crescer, não somente em frota, mas em operação.

É o caso da Opinião Turismo, de Rio Grande da Serra, considerada, dentro das proporções, fenômeno do setor.

Além de ampliar as contas de fretamento contínuo, a empresa que atuava com uma frota mais antiga passou a fazer compras de ônibus 0 km e modernos.

Uma das apostas é a condição dos veículos que, mesmo alguns mais antigos, se apresentam impecáveis com detalhes como até “pretinho” nos pneus.

A Turismo Santa Maria, de São Bernardo do Campo, é outra viação que se destaca pela frota considerada impecável e que é até tida como viação premium em serviços e veículos. A companhia tem mais de 50 anos de atuação.

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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