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Tarcísio remaneja R$ 2,6 bilhões do Orçamento de São Paulo para o túnel imerso Santos-Guarujá após TCU determinar suspensão de verbas federais


Órgão de Contas diz que devem ser definidos mecanismos mais claros de gestão dos recursos públicos envolvidos

ADAMO BAZANI

O Governo de São Paulo remanejou R$ 2,6 bilhões dos cofres do Estado para a continuação dos pagamentos e cronogramas do túnel imerso Santos-Guarujá, que deve contemplar um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e faixas para ônibus.

A medida, publicada em Diário Oficial de sexta-feira, 20 de março de 2026 foi uma alternativa encontrada pela equipe do governador Tarcísio de Freitas diante de determinação pelo TCU (Tribunal de Contas da União) de suspensão de verbas federas no projeto.

O Diário do Transporte noticiou que o Órgão de Contas diz que devem ser definidos mecanismos mais claros de gestão dos recursos públicos envolvidos.

O ministro Bruno Dantas solicitou a apresentação de um documento oficial, a ser elaborado em conjunto pelo Governo de São Paulo e pela APS, detalhando como será feita a administração dos valores federais.

Relembre:

Em nota, a gestão paulista diz que a medida reforça a capacidade financeira do Estado para a execução do Túnel Santos-Guarujá, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do país e uma demanda histórica da Baixada Santista, discutida há mais de um século como solução definitiva para a ligação entre os dois municípios.

Na mesma nota, a administração estadual detalha o projeto.

O projeto prevê a construção da primeira travessia imersa do Brasil, conectando Santos e Guarujá por meio de uma estrutura de aproximadamente 1,5 km de extensão, sendo cerca de 870 metros imersos. A nova ligação substituirá, em parte, a dependência do sistema de balsas e das rotas rodoviárias, reduzindo o tempo de deslocamento, que hoje pode chegar a até uma hora, para até 5 minutos.

Além de melhorar a mobilidade urbana, a obra terá impacto direto na logística do Porto de Santos, o maior da América Latina, ao facilitar o fluxo de cargas e reduzir gargalos operacionais na região.

Estruturado como uma parceria público-privada (PPP), pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado de SP (SPI), o projeto envolve a participação do Governo de São Paulo, da União e da iniciativa privada. O leilão foi realizado em setembro de 2025, com vitória do grupo Mota-Engil, responsável pela construção, operação e manutenção do túnel.

A modelagem do projeto passou por consulta pública e teve os documentos disponibilizados ao mercado desde a publicação do edital, em junho de 2025.

O cronograma do projeto está mantido, e a modelagem contratual assegura a continuidade da execução, com os prazos sendo regularmente cumpridos.

O crédito suplementar foi autorizado por meio do Decreto nº 70.472/2026, em conformidade com a legislação orçamentária vigente, e integra o planejamento do Estado para viabilizar investimentos estruturantes e ampliar a capacidade logística e econômica de São Paulo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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