Publicado em: 18 de março de 2026

Empresa aponta cenário favorável ao transporte rodoviário diante da pressão sobre custos do setor aéreo e destaca investimentos em conforto e tecnologia
YURI SENA
A Viação Garcia e suas coligadas, Brasil Sul, Santo Anjo e Princesa do Ivaí, projetam crescimento no número de passageiros ao longo deste ano. A expectativa está relacionada, entre outros fatores, ao cenário de custos do transporte aéreo e à ampliação de investimentos no serviço rodoviário.
Segundo a empresa, a instabilidade no mercado internacional de petróleo pode influenciar diretamente o valor do combustível de aviação, elevando o preço das passagens aéreas. Esse contexto tende a favorecer a competitividade das viagens de ônibus, especialmente em trajetos de média e longa distância.
Além da questão tarifária, o setor rodoviário é apontado como alternativa por oferecer maior flexibilidade de horários e rotas, cobertura em cidades de diferentes portes e acesso facilitado aos terminais de embarque. A empresa também destaca a redução de filas e a praticidade no deslocamento como fatores considerados pelos usuários no momento da escolha.
Para acompanhar a possível ampliação da demanda, o grupo informa manter investimentos na renovação da frota e na oferta de serviços considerados diferenciados. Os veículos utilizados contam com carrocerias da Marcopolo e são equipados com itens voltados ao conforto, como poltronas com grande reclinação, conexão à internet e serviço de bordo.
Entre as inovações recentes está a chamada “cabine privativa”, disponível em viagens da linha que liga Maringá ao Rio de Janeiro. O espaço individual reúne poltrona com reclinação total, monitor de entretenimento, mesa retrátil, tomadas e controle próprio de ar-condicionado, além de kit de viagem.
De acordo com a empresa, a combinação entre modernização da frota, tecnologia embarcada e ampliação de serviços faz parte da estratégia para atrair passageiros e fortalecer a participação do transporte rodoviário no mercado de viagens intermunicipais e interestaduais.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


