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Volta a modalidade Semanal do Bilhete Único de São Paulo, mas de forma restrita e não em todos os ônibus


Informação foi confirmada oficialmente ao Diário do Transporte pela prefeitura nesta segunda-feira, 05 de janeiro de 2026

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

A modalidade Semanal do Bilhete Único voltou  há mais de um ano ao sistema de transportes da capital paulista, podendo ser usada somente nos ônibus gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte). Mas muita gente que poderia ser beneficiada, não sabe da possibilidade. Nem mesma a reportagem, que diariamente acompanha o tema, estava a par das regras atuais.

A informação foi confirmada oficialmente ao Diário do Transporte pela gerenciadora da prefeitura nesta segunda-feira, 05 de janeiro de 2026.

Mas atenção. Diferentemente de antes, a opção, que pode resultar em economia para os passageiros dependendo da quantidade de viagens utilizadas, está restrita ao pagamento por aplicativo com aproximação por Bluetooth, ainda em caráter experimental e em frota reduzida.

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), a opção já estava prevista numa portaria de dezembro de 2024.

Entretanto, muita gente não sabe da possibilidade, apesar de limitada ainda.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans esclarecem que o crédito semanal está disponível apenas para a modalidade de pagamento via aplicativo com aproximação por Bluetooth, ainda em caráter experimental e em frota reduzida. Esta modalidade de pagamento já estava prevista na PORTARIA SMT.SETRAM nº 031/2024

Com o aumento da tarifa aplicado nesta terça-feira, 06 de janeiro de 2026, a modalidade passa a custar R$ 66,94.

O Bilhete Único Semanal em São Paulo permite o uso de até 10 passagens por dia durante 7 dias seguidos, contando a partir do primeiro uso, para ônibus municipais, com recargas via Bluetooth (com cadastro)

Membro da próxima composição do CMTT (Conselho Municipal de Transporte e Trânsito), o estudante de Administração, Leandro Chemalle, disse nesta segunda-feira (05), ao Diário do Transporte, que a modalidade poderia ser mais vantajosa.

“Do jeito que está agora, ida e volta, vale mais a pena o Bilhete Comum, de tarifa de R$ 5,30. A prefeitura não considera a Tarifa Zero aos Domingos para deixar as modalidades temporais atrativas e fidelizar demanda de passageiros para o transporte público. Neste caso do Semanal, pelo valor que está, só vale a pena para quem embarca mais de três vezes por dia com tarifa cheia ao menos três vezes por semana” – disse.

Na última semana, o Diário do Transporte mostrou que enquanto a cidade de São Paulo perde demanda no transporte coletivo por ônibus, sendo que a maior parte dos passageiros migrou para meios individuais de deslocamento, uma forma que poderia fidelizar o uso dos coletivos deixou de ser atraente para muitos passageiros: as modalidades temporais do Bilhete Único não são mais vantajosas em muitos casos e até mais caras.

O tema foi alvo de críticas na reunião na última sexta-feira, 02 de janeiro de 2026, ao CMTT – Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, na qual a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus da capital paulista explicou os custos de operação e manutenção e as justificativas para o aumento da tarifa, que passa de R$ 5 para 5,30 em 06 de janeiro de 2026.

Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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