Publicado em: 11 de março de 2026

Alerta de ponto cego frontal, assistente de sinalização de trânsito, detector de fadiga do motorista e alerta de ponto cego lateral estão entre os recursos
ADAMO BAZANI
A fabricante Volvo detalhou, em primeira-mão ao Diário do Transporte, nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, as principais características dos 40 ônibus rodoviários de dois andares adquiridos pela empresa Real Maia, de Palmas (TO), com atuação em todas as regiões brasileiras.
A venda foi noticiada, também em primeira-mão, pela reportagem que esteve em evento da fabricante na capital paulista, há exato um mês, em 11 de fevereiro de 2026.
Relembre:
No material desta quarta-feira, 11 de março de 2026, a Volvo destaca o pacote de segurança dos veículos, todos do modelo B460R 6×2, de três eixos, com carrocerias Comil Campione Invictus DD (Double Decker – dois pisos).
Entre os principais recursos do pacote de SSA (Sistema de Segurança Ativa) da Volvo, presentes nestes novos ônibus da Real Maia estão:
– alerta de ponto cego frontal,
– assistente de sinalização de trânsito,
– detector de fadiga do motorista e alerta de ponto cego lateral,
– alerta de colisão com frenagem de emergência,
– alerta de mudança involuntária de faixa,
– piloto automático adaptativo,
– programa eletrônico de estabilidade (ESP),
– freios eletrônicos EBS5
Segundo a Volvo e a Real Maia, a escolha pela versão com o pacote de segurança se dá pelo perfil de operações das linhas rodoviárias interestaduais, que estão entre as mais extensas do País.
Para se ter uma ideia, de acordo com o gerente regional de vendas de ônibus da Volvo, Luciano Tedesco, em nota, um dos trechos sob responsabilidade da Real Maia, gerenciado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) tem cerca de três mil quilômetros de extensão
“Os ônibus da Real Maia precisam oferecer muita segurança, conforto e qualidade. Várias das rotas que eles já começaram a fazer são novas e muito longas. O trecho de Palmas (TO) à capital gaúcha, por exemplo, tem cerca de três mil quilômetros. “A empresa opera em um País continental. Ela precisa de veículos avançados e, ao mesmo tempo, com baixo consumo, robustos e com muita tecnologia”, disse.
Ainda de acordo com a Volvo e a Real Maia, grande parte desta frota são para operar em novas ligações.
Entre estas novas linhas estão: Palmas-Porto Alegre via Erechim; Palmas-Porto Alegre via Curitiba; Palmas-Vitória via Belo Horizonte; São Paulo-João Pessoa via Belo Horizonte; Palmas-João Pessoa via Natal; Timon (MA)-Recife via Fortaleza; e Palmas-João Pessoa via Salvador.
O gerente comercial e de marketing da Real Maia, Paulo Miguel, diz que a renovação não somente amplia a segurança, o que por si só justificaria o investimento, como aumenta o conforto. E isso, pode atrair mais passageiros.
“Estamos dando um novo passo em nosso plano de expansão e modernização de nossos ônibus. Queremos melhorar ainda mais o atendimento aos passageiros com veículos robustos, de elevada segurança e grande disponibilidade. A ideia é ligar o Norte e o Nordeste ao Sul e ao Sudeste do Brasil”, explicou, no comunicado.
O negócio foi fechado pela Suécia Veículos, concessionária Volvo no Tocantins, com financiamento concedido pelo Banco Volvo.
“Esta foi uma das mais importantes aquisições recentes de ônibus rodoviários Volvo. A Real Maia volta a investir em veículos de alta tecnologia para oferecer conforto e segurança a seus passageiros. Estamos muito orgulhosos em fornecer os veículos para essa ampliação de frota”, afirmou o diretor comercial de ônibus da Volvo, Ricardo Seixas, na nota.
Com 30 anos de atuação, a Viação Real Maia atende 19 capitais brasileiras, conectando importantes polos regionais e econômicos. As novas unidades irão operar em trajetos que ligam cidades como Palmas, Goiânia, Brasília e São Paulo a outras capitais, como Belo Horizonte, Vitória e Porto Alegre.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, cada vez mais o mercado de linhas rodoviárias interestaduais está competitivo. Renovar frota, oferecendo mais que o exigido pela ANTT é questão de sobrevivência.
A concorrência vem de vários lados.
Primeiro pelas novas regras de mercado, segundo as quais, dependendo das linhas, o novo marco legal da ANTT possibilita que mais empresas peçam autorização para operar.
Isso se soma á concorrência com aplicativos (de ônibus e carona), com o avião, com a viagem de carro e, claro, com o “clássico” transporte clandestino.
Se, em muitos casos, não dá para vencer o clandestino e o aplicativo no preço, e o avião, na rapidez, a aposta tem sido em promoções, clubes de fidelidade e, principalmente, em conforto e segurança, o que passa, necessariamente, não apenas em frota nova, mas tecnológica.
As viações que investem, mesmo que recursos a mais, garantem que está valendo a pena.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


