Publicado em: 11 de março de 2026

Sistema deveria ter sido entregue até Copa do Mundo de Futebol de 2014 e traçado deveria ser maior
ADAMO BAZANI
Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, que finalmente, com 12 anos de atraso, o monotrilho da linha 17-Ouro vai começar a operar.
A previsão é mesmo para até o final do mês de março, podendo ter mudanças de datas, mas seriam questões de dias.
A declaração foi feita durante entrega da modernização do CCO (Centro de Controle Operacional) do Metrô.
O monotrilho da linha 17 foi um projeto que integrava a matriz de mobilidade para a Copa do Mundo no Brasil em 2014 e foi concebida, inicialmente, para ser mais ampla e atender a uma demanda maior. Deveria ter sido entregue até o mundial, mas acabou enfrentando diversas situações de engenharia, como necessidades de mudanças de projetos e encontros de galerias, legais, como contestações judiciais sobre licitações envolvendo obras e fornecimento, além de esclarecimentos junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) e até empresariais, como a falência da fornecedora tailandesa de trens Scomi. Agora as composições são de responsabilidade da chinesa BYD, a mesma que faz ônibus elétricos.
O projeto original da Linha 17-Ouro previa 17,7 km ligando Jabaquara (Linha 1-Azul) a São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela), com uma demanda de 300 mil passageiros por dia.
Nesta fase, entretanto, serão apenas 6,7 km (Washington Luís, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi). A demanda prevista é de 100 mil passageiros por dia por causa das conexões Aeroporto de Congonhas à Linha 5-Lilás (Campo Belo) e Linha 9-Esmeralda (Morumbi).
Apesar de menor e com capacidade reduzida, o sistema de trens leves em elevados vai ficar bem mais caro, passando de R$ 3,7 bilhões, quando foi estimado, para R$ 6,2 bilhões.
Ainda de acordo com Tarcísio de Freitas, o monotrilho da linha 17 vai inicialmente operar das 10h às 15h, só indo até Congonhas, com quatro trens. Somente depois a operação será até o ramal a Washington Luiz.
VEJA NA ÍNTEGRA:
A ideia é que a gente comece a operar agora no final do mês de março, uma previsão, pode variar alguma coisinha, mas a ideia é final do mês de março. Os últimos trabalhos nas estações estão sendo finalizados.
A gente deve começar, como toda operação assistida, num horário intermediário. A gente vai começar operando de 10h às 15h, com um tempo de intervalo entre 3 e aproximadamente 7 minutos, um tempo de percurso de mais ou menos 20 minutos.
A gente vai chegar até a estação Congonhas, pouco tempo depois, algum tempo depois, a gente coloca a Washington Luiz também para operar, porque observe que lá tem uma bifurcação. Então, nesse primeiro momento, por uma questão de segurança, a gente vai operar até Congonhas.
E a ideia é que a gente comece agora no final do mês. Quantos trens a gente vai começar operando agora? A gente, para a operação em shuttle, precisa de quatro trens, dois operando, dois em reserva, e já têm nove disponíveis. A gente tem nove disponíveis, um total de 14, e o 14º já foi embarcado, então, a gente já tem praticamente todos os trens, ou chegando, ou já no nosso pátio da Água Espraiada.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


