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São Paulo vai à Justiça contra empresa que faz limpeza do clube em briga de R$ 3,7 milhões


O São Paulo entrou na Justiça contra a empresa Milclean, empresa responsável pela limpeza do complexo social do Morumbi. No total, o time tricolor discute R$ 3,7 milhões, entre pagamentos devidos que podem ser compensados e multas por descumprimento contratual.

A ação foi aberta nesta segunda-feira (23) e corre na 2ª Vara Cível de São Paulo. O time tricolor discute o que considera “falhas graves” na prestação do serviço por parte da empresa.

O São Paulo quer o reconhecimento de R$ 2.061.521,48 como restituição referentes a valores pagos a mais pelo clube em virtude do fornecimento de quadro operacional menor do que o previsto em contrato. Além de uma multa de R$ 615.444,70, que seriam compensados do devido pelo clube à Milclean pelos serviços prestados entre dezembro de 2025 e março de 2026, e ainda a condenação da empresa para pagar R$ 1.025.384,97.

O contrato entre as partes foi feito em dezembro de 2024, retroativo de junho, com período de vigência de 3 anos e objetivo de prestação de serviços de limpeza e conservação do complexo social do time tricolor, mediante o fornecimento de pessas, produtos e equipamentos.

O combinado era a disponibilização de um quadro operacional fixo e diário de 96 funcionários de segunda a sábado e 95 aos domingos e feriados, com o pagamento mensal de R$ 569.856,20.

Porém, no segundo semestre do ano passado, o clube constatou que a empresa não enviava o número mínimo de pessoas exigidas em contrato e não apresentava relatórios indicando a presença de funcionários. O clube realizou auditoria interna e percebeu “grave violação contratual” por parte da Milclean.

O São Paulo diz que a gravidade da situação era “notória”, com o fornecimento inadequado de quadro operacional, reduções significativas de funcionários e patamares bem superiores de limites contratuais, de até 60 faltas por mês.

Em fevereiro deste ano, as partes haviam marcado uma reuião, que foi cancelada pela empresa. O clube ficou insatisfeito. A Milclean, então, tentou justificar a conduta de falhas na prestação dos serviços com “alegações evasivas e infundadas”, e apontou que as alterações unilaterais na prestação dos serviços foram por “reequilíbrio financeiro entre as partes”.

A Milclean teria justificado que investiu R$ 398 mil em tecnologia para substituir funcionários, diante da dificuldade de encontrar mão de obra no mercado, e que teria arcado com novos custos de benefícios de assiduidade de seus fucnionários, que foram “repassados” ao time tricolor na forma de redução do quadro operacional.

Após alguns dias de conversas infrutíferas, o São Paulo enviou notificação extrajudicial à Milclean pedindo a restituição de valores pagos, o reestabelecimento do fornecimento operacional, entre outros pedidos. O clube ajuizou a ação nesta segunda-feira para conseguir reaver os investimentos, compensar valores devidos e receber uma multa contratual rescisória.

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