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Prefeitura de São Paulo atualiza valores de referência para subsidiar ônibus elétricos às empresas da cidade


Pelas regras, viações pagam os preços referentes aos modelos a diesel e prefeitura paga a diferença para um elétrico

ADAMO BAZANI

A gestão do prefeito Ricardo Nunes atualizou os valores de referência dos ônibus elétricos.

O objetivo é subsidiar as viações na aquisição destes modelos não poluentes que custam, dependendo do porte e configuração, em torno de três vezes mais.

Pela tabela divulgada em diário oficial desta quinta-feira, 26 de março de 2026, os valores dos elétricos variam de R$ 2,2 milhões para os minis a R$ 4,65 milhões para os articulados de 23 metros, enquanto os ônibus a diesel variam entre R$ 414 mil e R$ 1,5 milhão.

Não são valores praticados necessariamente no mercado, que costumam ser maiores, mas são calculados com base no contrato.

Os novos preços vão retroagir à subvenção de compras realizadas a partir de maio de 2025.

Pelo modelo contratual da cidade, os empresários pagam os valores referentes a um similar a diesel, que seria em torno de 1/3 do elétrico, e os outros 2/3 quem banca é a prefeitura.

A gestão Ricardo Nunes diz que obteve linhas de crédito de quase R$ 7 bilhões para este financiamento em instituições bancárias e de fomento nacionais e internacionais e que estes valores são subsídios à parte, ou seja, não entram na conta dos subsídios para a tarifa e operações, que recentemente, representam cerca de R$ 7 bilhões (dados consolidados de 2025).

Apesar de haver dinheiro, a frota não avança como planejado pela prefeitura, que havia colocado como meta 2,6 mil elétricos até dezembro de 2024. Atualmente, março de 2026, são oficialmente menos de 1,3 mil.

O maior problema está na falta de infraestrutura de recarga, que não dá conta da elevação da demanda de energia elétrica.

É o que a cidade de São Paulo tem experimentado na prática. Se ao mesmo tempo, os ônibus elétricos ampliam a qualidade dos serviços e trazem benefícios ambientais, a eletrificação do sistema tem significado envelhecimento da frota geral.

A capital paulista possui a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, reunindo mais de 80% deste tipo de veículo em todo o território nacional. Mesmo assim, está com as metas de troca de coletivos atrasadas. Com a nova entrega, em março de 2026, serão 1.289 elétricos e a meta era de ter em circulação 2,6 mil coletivos eletrificados em dezembro de 2024. A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.

Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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