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Você sabia? Rival do Santos tem presidente que ainda é jogador e sonha com classificação na Sul-Americana para entrar em campo


Você sabia que o Depotiva Recolota, clube do Paraguai que enfrenta o Santos pela CONMEBOL Sul-Americana, nesta terça-feira (14), às 21h30 (de Brasília), com transmissão do plano premium do Disney+, tem um presidente que também é jogador?

Aos 52 anos, a maioria dos dirigentes de futebol está preocupada com planilhas de custos, logística de viagens e renovações de contratos. Luis Vidal, porém, vive uma realidade distinta. O mandatário do Recoleta foi o rosto de um projeto que desafia um padrão entre os clubes de futebol: o homem que divide seu tempo entre a caneta e a chuteira.

O modesto clube paraguaio entra em campo pelo torneio continental carregando uma das histórias mais curiosas do planeta. Vidal pode protagonizar um capítulo raríssimo, jogar uma competição internacional sendo o principal mandatário do time.

O presidente está registrado em uma lista provisória de atletas para uma eventual fase seguinte, porém, depende de uma autorização da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) para que isso se concretize.

“Sempre quis encerrar minha carreira jogando internacionalmente, já que venho atuando nas divisões inferiores nos últimos sete anos e na primeira divisão no ano passado. Mas, mais do que eu, a comissão técnica e os atletas me pedem para me aposentar dessa forma”, contou Vidal, em entrevista à ESPN.

O presidente/jogador assumiu o Recoleta em 2019, quando o clube ainda amargava divisões inferiores. Sob sua gestão, o “Funebrero” ascendeu da 3ª divis]ap à elite do Paraguai, e na última temporada, garantiu vaga inédita em competições da Conmebol.

Detentor do recorde de atleta mais velho a atuar na primeira divisão paraguaia – marca estabelecida no final de 2025 contra o Nacional -, o atleta/cartola prova que a idade é apenas um detalhe burocrático diante da paixão pelo jogo.

“No Paraguai, já não posso mais jogar porque existe, agora, um regulamento que proíbe diretores de serem elegíveis a atuar nos gramados. Porém o desejo por atuar em uma competição internacioal, sempre existiu”, salientou.

Além da “dupla-função”, a mística não se prende a esse quesito. O paraguaio atua na equipe, junto a seu filho, que também integra o elenco profissional do Recoleta, e estará à disposição para enfrentar o Santos na Vila Belmiro.

Fora das quatro linhas, o ritmo não diminui. O fôlego que os levaram a elite paraguaia vem da mesma energia que dedica ao mundo corporativo sendo donos de empresa de grama sintética e construções esportivas.



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