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Anfavea prevê vendas 450 mil veículos eletrificados em 2026. Em ônibus, Eletra/Caio lidera abril com 76% de mercado, segundo Fenabrave


Entidade que representa fabricantes, diz que total de carros comercializados e que foram montados no Brasil passou de 25% para 40% entres os elétricos

ADAMO BAZANI

O mercado para carros e ônibus elétricos promete ser positivo no Brasil em 2026.

É o que indicaram nesta semana projeções de duas entidades do setor: a Anfavea, que reúne as fabricantes, e a Fenabrave, que congrega revendedores e concessionárias.

Nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, ao divulgar dados de produção e vendas, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou que prevê que neste ano serão vendidos no Brasil em torno de 450 mil veículos eletrificados. Em 2025, foram comercializados 285,4 mil carros elétricos e híbridos.

Somente no mês de abril de 2026, foram comercializados no País 40 mil carros elétricos ou híbridos, que corresponde a 18,3% de todos os veículos vendidos no Brasil, um recorde na proporção.

Em coletiva, durante a apresentação dos dados, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, diz que a eletrificação deve mudar o perfil da indústria automotiva brasileira e aposta que em pouco tempo, os elétricos e híbridos vão chegar a 50% de todo o volume produzido no País.

“Daqui a pouco vamos chegar à metade dos veículos dessa nova forma de propulsão sendo produzidos no País”, afirmou Calvet na coletiva.

A nacionalização também tem aumentado. Entre todos os carros elétricos vendidos entre janeiro e abril de 2026, 40% foram montados no Brasil. No ano anterior, este total era de 25,7%.

ÔNIBUS:

Já o segmento de ônibus registra queda de emplacamentos até abril de 2026, mas o movimento acompanha o ritmo do setor de modelos urbanos e, com a liberação de financiamentos federais para coletivos não poluentes, inclusive no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e de licitações de prefeituras que já incluem este tipo de modelo, as perspectivas não são de todo negativas.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, os emplacamentos de ônibus elétricos foram 29,25% menores que no mesmo período de 2025, com 179 unidades. De janeiro a abril e 2025, foram 253 coletivos.

Com 13 unidades emplacadas em abril de 2026, o volume foi 85,56% menor que os 90 coletivos elétricos de abril de 2025. Em março de 2026, foram emplacados 75 ônibus elétricos, o que significa queda de 82,67% de abril em relação a março

MARCAS:

A parceria entre a fabricante brasileira de tecnologia Eletra e a produtora de carrocerias Caio-Induscar continua liderando o mercado de ônibus elétricos no País, de acordo com o balanço divulgado em 06 de maio de 2026 pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Entre todas as marcas de ônibus elétricos emplacadas no Brasil em abril de 2026, a parceria Eletra/Induscar Caio representou 76,92% de participação. Foram 10 emplacamentos entre todos oos 13 licenciados

Já, no acumulado do ano de 2026, entre janeiro e abril de 2026, a Eletra/Induscar-Caio, mantém também a liderança também, com 58,66% de participação entre janeiro e abril, o que significa 105 de todos os 179 ônibus elétricos emplacados.

*“Apesar da queda no acumulado em todo o mercado de ônibus elétricos no Brasil neste ano até agora em relação ao ano passado, continuamos em pleno crescimento e seremos uma das marcas que mais farão lançamentos ainda em 2026. A Eletra alcançou mais de mil unidades vendidas somente para a cidade de São Paulo em toda a trajetória da eletrificação dos transportes da capital paulista. Temos mais de 600 unidades já em carteira encomendadas”* – revelou a diretora presidente da Eletra, Milena Braga Romano.

*“Os números de entidades de alta relevância como Anfavea, Fenabrave e ABVE confirmam o favoritismo do mercado pela tecnologia brasileira. Além de mais linhas de financiamento disponíveis, o maior nível de personalização dos ônibus de acordo com as necessidades de operação de cada cidade e uma assistência técnica permanente e com toda uma consultoria no pré e no pós-venda, tornam os ônibus com tecnologia Eletra imbatíveis no mercado”* – completou a diretora comercial da empresa, Ieda Oliveira.

Em segundo lugar no acumulado do ano entre janeiro e abril de 2026, com 36 unidades e participação de 20,11% figura a BYD, seguida de Mercedes-Benz em terceiro lugar com 11,73% e 21 unidades, 12 unidades do Attivi Integral da Marcopolo com 6,70%. Volvo e a chinesa CRRC finalizam o ranking com 0,56% e uma unidade cada.

No caso da CRRC, a Viação Piracicabana importou 90 unidades, sendo facilitada pela parceria do Grupo Comporte, ao qual pertence, e que é parceiro da fabricante chinesa em empreendimentos ferroviários como na concessão da linha 7-Rubi de trens metropolitanos de São Paulo e o do TIC (Trem Intercidades) São Paulo x Campinas.

Com isso, os próximos números da Fenabrave devem ter esta alteração pontual0.

Como mostrou o Diário do Transporte, estes 90 ônibus foram comprados para o sistema de transportes do Distrito Federal.

Nesta semana, houve a apresentação de 45 unidades.

Relembre:

Distrito Federal recebe 85 ônibus 0 km: 45 elétricos chineses da Piracicabana nesta terça (05)

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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