Publicado em: 21 de abril de 2026

Plataforma que pertence a instituição financeira, no entanto, aponta para um cenário neutro por causa da “fraqueza do setor de ônibus urbanos”. Análise vai na linha do que o vice-presidente da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, respondeu ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani
ADAMO BAZANI
O que é sinal de dificuldade também pode ser de oportunidade.
Se por um lado, os crescentes custos com combustível por causa da guerra Estados Unidos/Israel e Irã e pela especulação podem representar problemas para as empresas de ônibus, por outro lado, podem ser uma chance de conquistar mais passageiros do setor aéreo e, até mesmo, de quem viaja de carro que colocando na conta, pode concluir que um trajeto de média e longa extensão financeiramente nem sempre é vantajoso de veículo próprio.
A leitura é do Banco Safra, que em sua plataforma informativa “O Especialista”, nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, indicou as ações da Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), maior fabricante de carrocerias de ônibus da América Latina e multinacional brasileira. A gaúcha também comercializa ônibus já montados (os micro-ônibus Volare e os elétricos Attivi Integral), VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e Aeromóveis (People Mover).
A oportunidade é para o segmento de ônibus diante dos impactos sobre os custos e tarifas aos passageiros do setor aéreo que tendem a ser maiores que sobre o rodoviário.
“Para preservar margens, as companhias aéreas teriam de reajustar tarifas em 17%. No caso dos operadores rodoviários, o repasse necessário ficaria em torno de 8%. Em outras palavras, o choque de petróleo pesa mais sobre o transporte aéreo” – diz um dos trechos da análise.
Obviamente, que nem tudo são flores.
A indústria de ônibus deve encontrar problemas. Além dos custos sobre as companhias de ônibus aumentarem e ainda existir um medo de escassez do diesel, o segmento de urbanos, que é o maior em volume de todo o mercado de veículos de transportes coletivos de grande porte, não tem as melhores estimativas em 2026.
Assim, a análise do banco Safra continua recomendando investir nas ações da Marcopolo, pelas oportunidades de crescimento dos valores e ainda baixa procura pelos papéis da fabricante de ônibus, porém, aponta para um “cenário neutro” para a marca gaúcha.
Por outro lado, o cenário segue mais desafiador no transporte urbano. As operadoras atuam sob concessões municipais e dependem de reajustes tarifários que, muitas vezes, enfrentam resistência política. Como resultado, aumentam as incertezas sobre fluxo de caixa e rentabilidade. Em vários casos, subsídios públicos compensam apenas parte da pressão de custos. Esse ambiente tende a adiar decisões de renovação de frota e, por consequência, reduz a demanda por novos ônibus urbanos. Assim, embora o segmento rodoviário ofereça um vetor positivo, a fraqueza do mercado urbano limita uma recuperação mais forte para a fabricante”. – explica ainda o texto na plataforma jornalística do Banco Safra.
A análise vai na linha do que o vice-presidente da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, respondeu ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, em evento na sede da montadora em São Bernardo do Campo (SP), em 16 de abril de 2026. Para o executivo, 2026 é de incertezas.
“A polarização das Eleições Federais e Estaduais, a Guerra no Oriente Médio e a restrição ao crédito, com taxas elevadas de juros, estão entre os principais fatores que geram as maiores incertezas para o ano de 2026 no segmento de transportes” – disse Barbosa a Adamo Bazani.
Relembre:
CONFIRA A ANÁLISE DO BANCO SAFRA:
Alta do petróleo favorece fábricas de ônibus e pode beneficiar a Marcopolo
Se as tarifas aéreas continuarem sob pressão e o transporte rodoviário mantiver ganho de competitividade, a Marcopolo (POMO4) pode colher benefícios no segmento interestadual
20/04/2026 | Atualizado em 20/04/2026 Redação
Os preços do petróleo voltaram ao centro das atenções e reacenderam uma discussão relevante para o setor de transportes: como a alta do Brent altera a demanda entre ônibus e avião.
Na avaliação do Safra, esse movimento pode beneficiar o transporte rodoviário interestadual, embora o efeito final sobre a Marcopolo (POMO4) siga neutro no curto prazo. Mesmo assim, o banco elevou o preço-alvo da ação para R$ 9,10 em 12 meses e manteve a recomendação de compra.
Petróleo muda a conta entre avião e ônibus
O avanço do Brent impacta de forma distinta os dois modais. Isso ocorre porque o querosene de aviação acompanha mais de perto os preços internacionais do petróleo, enquanto o diesel teve, ao longo do período recente, maior apoio governamental no Brasil.
Desde o início da guerra, o querosene de aviação acumulou alta de 53%. Já o diesel subiu 24%. Essa diferença altera a estrutura de custos das empresas de transporte e amplia a pressão sobre as companhias aéreas.
Segundo estimativas com base em dados de Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e LATAM, o combustível representa cerca de 33% das despesas operacionais das empresas aéreas. No transporte rodoviário, essa fatia varia entre 25% e 33%.
Com isso, para preservar margens, as companhias aéreas teriam de reajustar tarifas em 17%. No caso dos operadores rodoviários, o repasse necessário ficaria em torno de 8%. Em outras palavras, o choque de petróleo pesa mais sobre o transporte aéreo.
Ônibus interestadual pode ganhar espaço
O Safra observa, desde 2023, um padrão claro no mercado. Quando as passagens aéreas sobem, o transporte rodoviário interestadual tende a ganhar participação.
Esse comportamento reforça a tese de migração de demanda entre modais. Na prática, viagens de média distância podem se tornar mais competitivas para o ônibus, sobretudo em um cenário de renda pressionada e busca por alternativas mais baratas.
Para a Marcopolo, essa mudança pode sustentar a demanda por veículos voltados ao transporte rodoviário interestadual. Além disso, esse segmento costuma contar com uma reposição de frota mais previsível.
Segmento urbano ainda enfrenta entraves
Por outro lado, o cenário segue mais desafiador no transporte urbano. As operadoras atuam sob concessões municipais e dependem de reajustes tarifários que, muitas vezes, enfrentam resistência política.
Como resultado, aumentam as incertezas sobre fluxo de caixa e rentabilidade. Em vários casos, subsídios públicos compensam apenas parte da pressão de custos. Esse ambiente tende a adiar decisões de renovação de frota e, por consequência, reduz a demanda por novos ônibus urbanos.
Assim, embora o segmento rodoviário ofereça um vetor positivo, a fraqueza do mercado urbano limita uma recuperação mais forte para a fabricante.
Safra vê impacto neutro para a Marcopolo
Ao ponderar esses dois movimentos, o Safra considera o efeito neutro para a POMO4. De um lado, a companhia pode se beneficiar de um eventual deslocamento de passageiros do avião para o ônibus interestadual. De outro, o segmento urbano continua pressionado por fatores regulatórios e políticos.
Portanto, o potencial de alta em uma frente acaba compensado pelas limitações da outra. Essa leitura ajuda a explicar por que a avaliação operacional não mudou de forma relevante, mesmo em um contexto de preços de energia mais altos.
Preço-alvo sobe para R$ 9,10
O Safra atualizou suas estimativas para a Marcopolo após incorporar os resultados do quarto trimestre de 2025 e revisar premissas macroeconômicas.
A nova projeção considera receita de R$ 9,578 bilhões em 2026, queda de 1,7% em relação à estimativa anterior. A revisão reflete principalmente câmbio mais fraco, projetado em R$ 5,14 por dólar, e menores volumes de ônibus urbanos, parcialmente compensados por maiores entregas ao Ministério da Saúde e ajustes nas projeções relacionadas ao Caminho da Escola.
O banco também revisou o EBITDA para R$ 1,712 bilhão, com margem de 17,9%. Já a estimativa de lucro líquido para 2026 subiu 4,7%.
Com isso, o Safra elevou o preço-alvo da ação para R$ 9,10 em 12 meses, ante R$ 9,00 anteriormente. O novo valor implica potencial de valorização de 30%, com manutenção da recomendação de compra.
Ação negocia abaixo da média histórica
Aos preços atuais, a Marcopolo negocia a 6,9 vezes preço sobre lucro. Esse patamar fica cerca de 2% abaixo da média histórica da companhia.
Esse desconto, ainda que pequeno, reforça a visão construtiva do Safra para o papel. Ao mesmo tempo, o banco segue atento aos fatores que podem alterar o ritmo de demanda e a rentabilidade da empresa nos próximos trimestres.
Quais são os principais riscos
Entre os principais riscos para a tese de investimento em Marcopolo, o Safra destaca:
- piora do ambiente macroeconômico e da atividade, já que a venda de ônibus responde ao crescimento do Produto Interno Bruto;
- perda de participação de mercado para outros modais;
- inflação de matérias-primas;
- desempenho abaixo do esperado da força de trabalho;
- concorrência mais intensa;
- juros mais altos, com impacto sobre vendas e produção de veículos;
- mix de produção menos favorável;
- avanço adicional do custo do diesel, com efeito negativo sobre a demanda.
O que o investidor deve observar
A evolução do petróleo seguirá como variável importante para o setor de transportes. Se as tarifas aéreas continuarem sob pressão e o transporte rodoviário mantiver ganho de competitividade, a Marcopolo (POMO4) pode colher benefícios no segmento interestadual.
Ainda assim, a recuperação mais ampla da companhia depende de melhora no mercado urbano, onde os entraves regulatórios e fiscais continuam relevantes. Por isso, a tese de investimento combina oportunidade de valorização com monitoramento atento do cenário macroeconômico, político e setorial.
* POR ADAMO BAZANI, EDITOR-CHEFE E CRIADOR DO DIÁRIO DO TRANSPORTE
Sim, mas com alguns pontos de atenção.
O que o Diário do Transporte, após ouvir especialistas, recomenda:
– Pelo cenário atual, comprar ações da Marcopolo pode ser vantajoso, mas são necessárias cautelas.
– Caminho da Escola: Havia no mercado uma expectativa de participação maior da Volare no Programa Caminho da Escola que, como de forma exclusiva mostrou o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, teve a classificação das ofertas de fabricantes nesta terça-feira, 14 de abril de 2026. A Volare, unidade de veículos leves da Marcopolo, foi classificada, pelo critério de preço, em quatro dos 13 itens, com 620 ônibus dos 7.470 veículos licitados no total, representando apenas 8,3% do volume.
Mas, uma ressalva importante. As outras melhores propostas foram da Volkswagen e da Agrale (esta parceira da Marcopolo e Volare).
Ambas empresas são fabricantes de chassis e mecânica, ou seja, podem receber carrocerias da Marcopolo. No caso, a empresa dedica a este segmento a marca Neobus/Ciferal, de sua propriedade, que podem encaroçar estes chassis.
A Volkswagen foi classificada com as melhores propostas de preços em oito dos 13 modelos (itens), totalizando 6.590 ônibus dos 7.470 veículos, com 88,22% do volume total de coletivos.
A Agrale foi classificada em um dos 13 lotes, somando 260 unidades, ou 3,48%. Os veículos Volare (Marcopolo), em sua maioria, são de mecânica Agrale.
Relembre:
Outra ressalva é que nesta terça-feira (14), houve a classificação dos melhores preços. Mas a licitação ainda não foi encerrada.
As equipes do Ministério da Educação, órgão responsável pela concorrência, analisam todas as documentações e eventuais contestações de adversários da Marcopolo no leilão.
– Procure corretoras e profissionais: Outra dica é que o pequeno investidor e quem não tem muita familiaridade com mercado financeiro procure uma corretora que pode orientar sobre quantidades de ações e momento de compra e venda. A maior parte dos bancos onde as pessoas “comuns” têm conta, também possuem corretoras.
– Procure notícias de fontes confiáveis: Uma dica também é estar por dentro da situação da empresa, negociações e do setor onde atua. Mas a fontes precisam ser confiáveis. O Diário do Transporte, por exemplo, traz apenas informações oficiais das empresas de do mercado de mobilidade. Neste caso, entregas de ônibus, vendas para frotistas entre outros, além de notícias das concorrentes, também pesam muito.
– O que espera a Marcopolo e o mercado?
O período eleitoral habitualmente é visto como positivo no segmento de transportes, mas as instabilidades geradas pelo conflito internacional Estados Unidos-Israel e Irã, que impactam o diesel, principal fonte de tração dos ônibus, acendem um sinal de alerta. Os efeitos de uma eventual crise entre os donos de empresas de ônibus, que compram estes veículos, são sentidos de imediato pelas fabricantes de chassis e carrocerias.
Como renovação de frota de ônibus traz uma imagem política positiva, muitas vezes os gestores que querem se reeleger ou eleger seus indicados, “pressionam” as empresas de transportes a anteciparem ou acelerarem renovações já previstas.
Quanto às alternativas ao diesel, a Marcopolo estima crescimento de vendas de seu ônibus elétrico integral Attivi, que também pode ter a versão encarroçada sobre outras marcas. Mas a diversificação é uma das palavras da Marcopolo, que lançou ônibus e micro-ônibus elétricos híbridos com motores a eletricidade e a etanol, além da aposta no GNV (Gás Natural Veicular)/Biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos), considerada uma opção às dificuldades do avanço da eletrificação pelas limitações de infraestrutura da tensão nas redes de distribuição das cidades.
Os rodoviários e fretamento devem ser os segmentos nos quais a Marcopolo manterá o domínio em 2026.
A bem-sucedida família da oitava geração dos modelos rodoviários Viaggio e Paradiso, que começou a ser lançada em 2021, bem no auge da pandemia de covid-19, chegou a 5 mil unidades vendidas no acumulado desde então, em 2025, com anúncio de ampliação da participação dos modelos no mercado da Europa, feito na Busworld 2025, maior evento de ônibus do mundo, na Bélgica, ao qual o Diário do Transporte esteve presente a convite da Mercedes-Benz.
Relembre:
O Diário do Transporte cobriu o evento antes mesmo da abertura oficial ao público em geral, com atividades apenas para imprensa especializada mundial a partir do dia 02, tendo viajado a convite da Mercedes-Benz do Brasil. O repórter Adamo Bazani, do Diário do Transporte, foi um dos poucos jornalistas brasileiros presencialmente na Busworld, a maior feira de ônibus do mundo.
Por causa do convite da Mercedes-Benz, foi possível para o Brasil trazer informações em primeira mão, inclusive da Marcopolo.
Em 03 de outubro de 2025, antes mesmo da abertura geral ao público, em dia dedicado à imprensa especializada, o Diário do Transporte gerou matéria do estande da Marcopolo revelando que a marca comercializou 5 mil unidades da Geração 8, desde o lançamento em 20 de julho de 2021, em meio a pandemia de covid-19.
Relembre:
No dia seguinte, em 04 de outubro de 2025, o Diário do Transporte trazia uma entrevista exclusiva com os executivos da marca, Ricardo Portolan e João Paulo Ledur, que detalharam os planos da empresa para a Europa. Segundo eles, já houve contatos e negociações com empresários e operadores europeus para as primeiras vendas, que devem se concretizar em breve.
As entregas iniciais estão previstas para ocorrer a partir do último trimestre de 2026, após a finalização de todas as homologações. França, Itália, Espanha e Portugal devem ser os primeiros mercados. Os executivos também comentaram sobre os planos em relação ao urbano elétrico Attivi e sobre a perspectiva da Marcopolo quanto às normas de redução de emissões na Europa. Como mostrou o Diário do Transporte, um dos grandes desafios tem sido a infraestrutura para os chamados veículos de classe três, que são os ônibus rodoviários de longa distância.
Relembre:
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No mesmo dia, o Diário do Transporte também trouxe outro destaque da Marcopolo S.A.: HORSE Powertrain, em parceria com a Volare, da Marcopolo, apresentaram uma tecnologia de motores híbridos (a etanol + eletricidade) que promete praticamente dobrar a autonomia das baterias.
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O LANÇAMENTO DO G 8:
Apresentado oficialmente em 20 de julho de 2021, com a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, a adquirir a primeira unidade comercial, a Geração 8 da Marcopolo prometeu diversas inovações: Faróis com maior alcance, carroceria mais leve e com nova aerodinâmica, novo tipo de reclinação de poltronas pneumática, acabamento que evita trepidações, dutos de ar-condicionado que não ocupam porta-pacotes, quatro centrais elétricas, plásticos com deformidade programada em vez de fibra de vidro estão entre as novidades que, segundo empresa, provavam que nova geração vai além de mudanças estéticas.
Relembre:
ENTREVISTA e mais de 20 fotos: Marcopolo lança Geração 8 com célula de sobrevivência ao motorista, espaço interno ampliado para passageiros e aerodinâmica que reduz consumo de diesel
O MILÉSIMO G 8:
Pouco menos de oito meses após o lançamento, a Geração 8 de ônibus rodoviários da Marcopolo atingia a marca de mil unidades produzidas, entre as diferentes versões do Viaggio e do Paradiso.
No dia 19 de abril de 2023, a Marcopolo comunicou de forma oficial que o milésimo ônibus foi um Double Decker – modelo de dois andares – comprado pela Viação Garcia, do Grupo Viação Garcia Brasil Sul.
A milésima unidade da Geração 8 da Marcopolo fez parte de um pedido de 53 novos ônibus do Grupo Garcia-Brasil Sul (Viação Garcia e Brasil Sul), sendo 28 Paradiso G8 1800 DD, 19 veículos Paradiso G8 1200 e seis Viaggio G7 900, para linhas rodoviárias interestaduais e intermunicipais e em serviço de fretamento contínuo (Viaggio 900).
Relembre:
Garcia renova com mais 53 ônibus e adquire a milésima unidade do G8
QUATRO MIL ÔNIBUS EM TRÊS ANOS:
A oitava geração de ônibus rodoviários da Marcopolo, chamada de G8, atingiu em agosto de 2024, mais de quatro mil unidades vendidas desde quando foi lançada em 20 de julho de 2021.
O número foi revelado pela Marcopolo na Lat.Bus 2024, evento de mobilidade que ocorreu entre os dias 06 e 08 de agosto na capital paulista.
Na feira, foi apresentado oficialmente o modelo Viaggio 1050, da linha de produtos G8, e, como noticiou em primeira mão o Diário do Transporte, já com 50 unidades vendidas.
Relembre:
Viaggio G8 1050 já tem mais de 50 unidades vendidas e é um dos destaques da Marcopolo da LatBus 2024
Com o lançamento, a linha de carrocerias G8 passa a contar com os seguintes modelos: Viaggio 800, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1350, Paradiso 1600 LD (Low Driver) – amplos bagageiros, Paradiso 1800 DD (Double Decker) – dois andares.
O ônibus de dois andares responde por 2,2 mil unidades de todas as cerca de quatro mil entre todos os modelos da Geração 8.
No mesmo período, foram aproximadamente 900 ônibus G8 exportados.
UM DOS MAIS BONITOS DO MUNDO, EVENTOS INTERNACIONAIS E CINCO MIL UNIDADES:
A linha da Geração 8, da brasileira Marcopolo, pode ser considerada uma das mais bonitas para ônibus rodoviários do Planeta e integrou um dos principais painéis mundiais sobre tendências de design para veículos deste tipo.
Não é exagero.
A Marcopolo participou da Busworld 2025, em Bruxelas, na Bélgica, não apenas expondo os veículos, como já havia mostrado do Diário do Transporte – Relembre:
A fabricante nacional integrou o Congresso 2025 da feira mais importante do setor de transportes por ônibus do mundo.
O diretor de Engenharia, Luciano Resner, expôs o case da geração 8 (G8) no painel “Trends in exterior and interior coach design and infotainment” – “Tendências do design e entretenimento exterior e interior em ônibus rodoviários).
A Busworld é o evento mais relevante de ônibus em todo o Planeta. O Diário do Transporte foi um dos poucos veículos de comunicação profissional do Brasil a cobrir presencialmente, indo à feira a convite da Mercedes-Benz. Pelos corredores da Busworld foi possível ver pessoas de todas as regiões do Planeta. O que vai ser o futuro dos transportes globalmente passa pela Busworld.
Na ocasião, sobre a Marcopolo, o Diário do Transporte conversou com os executivos da marca, Ricardo Portolan e João Paulo Ledur, que detalharam os planos da empresa para a Europa. Segundo eles, já houve contatos e negociações com empresários e operadores europeus para as primeiras vendas, que devem se concretizar em breve.
As entregas iniciais estão previstas para ocorrer a partir do último trimestre de 2026, após a finalização de todas as homologações. França, Itália, Espanha e Portugal devem ser os primeiros mercados.
Já sobre o painel, a Marcopolo diz que Luciano Resner apresentou o processo de desenvolvimento do design exterior e interior dos ônibus da marca, reconhecido internacionalmente pelo superior conforto, segurança e tecnologia.
Luciano enfatizou o desenvolvimento da aerodinâmica, feito em túnel de vento para se alcançar um dos mais baixos coeficientes de penetração para um veículo de mais de 3.000mm de altura e área frontal de cerca de 10 m2.
“No processo de desenvolvimento do design dos ônibus Marcopolo focamos em cinco pilares: Sofisticação, Tecnologia, Segurança, Conforto e Experiência. E, por intermédio do equilíbrio entre esses pontos vitais para a concepção do veículo, alcançamos o modelo ideal”, destaca Luciano Resner.
Assim, a Marcopolo definiu as linhas da Geração 8, com desenho limpo e linhas fluidas e aerodinâmicas. O resultado é um veículo com melhor eficiência energética, menor consumo de combustível e pneus, maior espaço interno e para bagagens, e conforto e segurança para os ocupantes.
A Geração 8 de ônibus rodoviários Marcopolo foi lançada em meio a pandemia de covid 19, em 20 de julho de 2021, e já conta com mais de 5 mil unidades produzidas, das quais cerca de 1.600 exportadas para mais de 20 países.
Sobre o fato de ter alcançado 5 mil unidades, o Diário do Transporte trouxe a informação em primeira mão na Busworld 2025.
Relembre:
Busworld 2023:
A Marcopolo já havia participado de uma Busworld com o G8. Foi na edição anterior, a de 2023.
Segundo o diretor de Engenharia, Luciano Resner, o conforto interno dos modelos da Geração 8 se destaca pela ergonomia, poltronas que envolvem o passageiro, espaço para circulação, capacidade dos porta-pacotes e acessibilidade. “Na edição da Busworld de 2023, todos os visitantes e participantes que estiveram no nosso estande se surpreenderam com o conforto, segurança e tecnologia do modelo Paradiso 1800 DD que apresentamos”, comenta Luciano.
Aspectos como mais conforto para curtas, médias e grandes viagens, ergonomia com poltronas que se ajustam ao corpo, materiais exclusivos para mais sofisticação e opções integradas ao assento foram estudados e trabalhados para alcançar os melhores resultados aos passageiros. – complementou
iF Design Award
O design da Geração 8 Marcopolo, em 2022, recebeu o prêmio iF AWARD 2022, um dos mais importantes de design de todo o mundo. Um júri independente de especialistas internacionais em design elegeu os projetos premiados com base em cinco critérios (Ideia, Forma, Função, Diferenciação, Impacto).
“Essa conquista demonstra a vanguarda internacional do ônibus Marcopolo, combinando estilo à funcionalidade do veículo para a concepção de um produto inédito e exclusivo que consolida a identidade e valores da marca”, enfatiza o Luciano Resner.
O Diário do Transporte viajou à BusWorld 2025, na Bélgica, a convite da Mercedes-Benz do Brasil.





O ano era 2021, ápice da pandemia de covid-19. Ninguém sabia para onde o mundo iria. Ninguém sabia se o mercado de ônibus conseguiria se recuperar.
A principal excelência do transporte, o passageiro, havia sumido. E o passageiro mostrou mais uma vez que é o ponto fundamental de tudo.
A partir daí, indústria, operadores e gestores públicos começaram a fazer o que deveriam já ter realizado há décadas e décadas, olhar com mais carinho os usuários.
Diante das incertezas, a Marcopolo fez uma jogada. Lançou em pleno auge da crise uma nova família de produtos, a geração 8.
A apresentação ocorreu no espaço natural do passageiro, o terminal rodoviário e o maior da América Latina, o Tietê.
Hoje, a Marcopolo vê os frutos da aposta. A pandemia foi superada, talvez nem tudo ainda se recuperou, mas o mercado de ônibus rodoviários voltou a ter fôlego. E enquanto as outras tentavam fazer futurologia, a Marcopolo apostou no presente e colheu no futuro.
Na Busworld 2025, que acontece na Bélgica, a empresa anuncia 5 mil unidades dos diversos ônibus rodoviários da geração 8.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


