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Higer terá centro de desenvolvimento e nacionalização de ônibus elétricos em Piracicaba (SP), inaugura sede comercial na capital paulista e prepara produção no Brasil


De acordo com fabricante chinesa ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, a estrutura de Piracicaba também será um hub logístico de reposição. Mercado paulistano, no sistema gerido pela SPTrans é um dos focos. mas planos vão para além da capital paulista

ADAMO BAZANI

Agora com estrutura institucional nova e representação própria da marca, a Higer Bus no Brasil começa a concretizar investimentos e avanços esperados pelo mercado e que até então eram tratados apenas como promessas.

Nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, o diretor geral da Higer Bus para América do Sul, Marcelo Barella, revelou ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que a marca chinesa inaugura, já neste mês de maio de 2026, sua sede própria comercial, na região do Brooklin, na zona Sul da capital paulista. As obras estão praticamente finalizadas.

“Esta sede em São Paulo atuará como base das operações no Brasil e centro de coordenação para a América Latina” – disse.

Além de receber futuros compradores dos ônibus, o espaço será dedicado para apresentação de modelos da marca, negociações institucionais, integração com novos vendedores e primeiros contatos mais facilitados com representantes de gestões públicas e até do meio acadêmico.

O mercado paulistano, no sistema gerido pela SPTrans  (São Paulo  Transporte) é um dos focos. mas planos vão para além da capital paulista.

Mas um investimento ainda maior deve ser apresentado até setembro de 2026, segundo Barella: o início das atividades do Centro Técnico em Piracicaba, no interior de São Paulo, o primeiro da Higer Bus deste tipo na América Latina.

O espaço terá oito mil metros quadrados, sendo e quatro mil de espaço fechado em área construída.

“O centro será dedicado à nacionalização de componentes e à capacitação técnica especializada — e do Armazém Central de Peças, que funcionará como hub logístico de reposição”. – disse o executivo nesta informação de mercado divulgada em primeira-mão por Adamo Bazani

Isso significa, segundo Barella, que além de atender ao próprio mercado brasileiro, o centro piracicabano vai ser um grande distribuidor de peças, serviços e atendimento geral para as demais operações da Higer nos países vizinhos, na América Latina.

Outra notícia que é aguardada pelo mercado é a etapa final de uma planta de montagem no Brasil. As últimas e definitivas conversas com o Governo Federal já estão concretizadas e a empresa vai anunciar, agora de fato, sua unidade fabril em solo brasileiro.

Apesar de a Higer ser conhecida no Brasil principalmente pelos ônibus urbanos, modelos rodoviários-fretamento e também vans e caminhões estão nos planos da marca para o mercado local.

“A operação local permitirá oferecer um portfólio completo — incluindo veículos urbanos, rodoviários, vans e caminhões com tecnologias elétricas e a hidrogênio — e novas gerações de ônibus, com maior aderência às demandas operacionais, regulatórias e ambientais do país. Também preparando a base para produção local” – disse Barella ao Diário do Transporte.

Ainda de acordo o executivo a Adamo Bazani, o portifólio de modelos vai ser ainda mais “tropicalizado”, ou seja, terá versões e produtos desenvolvidos especialmente para o mercado brasileiro e dos países vizinhos.

Este desenvolvimento personalizado já ocorre, mas lá da China. Agora, com a sede da capital paulista, o centro tecnológico de Piracicaba e a futura fábrica, vai ocorrer em solo brasileiro.

“A decisão reflete a relevância estratégica do Brasil no cenário global de mobilidade e tem como objetivo elevar os padrões de governança, garantindo maior controle de qualidade, eficiência operacional e proximidade no relacionamento com clientes, parceiros e futuros concessionários. A iniciativa também marca um avanço no compromisso da companhia com a tropicalização de seu portfólio, adaptando tecnologias globais às necessidades específicas do mercado brasileiro”. – explicou Barella.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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