Projeto Abrigo Amigo amplia proteção a usuários do transporte coletivo e prevê expansão para todas as regiões da Capital
ARTHUR FERRARI
A Prefeitura de Fortaleza (CE) iniciou a implantação de estruturas de acolhimento e segurança em pontos de ônibus com funcionamento noturno. O Projeto Abrigo Amigo foi lançado nesta segunda-feira (26/01) e transforma paradas da cidade em espaços monitorados, com atendimento remoto e possibilidade de acionamento imediato das forças de segurança.
A primeira unidade foi apresentada em frente ao Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro Parquelândia. A iniciativa integra o programa FORtaleCE, que reúne ações conjuntas da Prefeitura com o Governo do Estado do Ceará voltadas à segurança urbana e ao uso do transporte público no período da noite.
Durante o lançamento, o prefeito Evandro Leitão afirmou: “Fortaleza é a primeira capital do Nordeste a receber o Abrigo Amigo. Já iniciamos com 20 equipamentos em funcionamento, instalados em pontos de grande circulação, para que as pessoas não se sintam sozinhas ou inseguras nas paradas de ônibus. É uma iniciativa que acolhe, protege e permite orientação imediata, inclusive com acionamento das forças de segurança quando necessário. Estamos trabalhando para proteger as mulheres, mas também para cuidar de toda a população”, disse o prefeito Evandro Leitão.
Atualmente, 20 abrigos já estão em operação. Segundo a Prefeitura, outros 30 equipamentos devem ser instalados até o fim de fevereiro, ampliando a cobertura para diferentes regionais da cidade. A coordenação do projeto é da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), com participação do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), além de parcerias com as empresas Eletromidia, UrbMídia e Claro, patrocinadora oficial.
Os abrigos funcionam diariamente, das 20h às 5h, e contam com totens equipados com botão de acionamento que conecta o usuário a uma central de atendimento remoto por vídeo. O atendimento é realizado por mulheres treinadas e pode servir tanto para apoio imediato quanto para o chamado das forças de segurança, quando necessário. O foco principal da política é a proteção das mulheres, sem restringir o atendimento aos demais usuários do transporte coletivo.
De acordo com o presidente da Etufor, George Dantas, os locais foram definidos com base no fluxo de passageiros no período noturno. “Os abrigos foram instalados em áreas com fluxo intenso no período noturno, como regiões próximas a universidades e hospitais, para garantir acolhimento enquanto as pessoas aguardam o ônibus. O acionamento é simples e intuitivo, com funcionamento das 20h às 5h, e todas as 12 regionais de Fortaleza serão contempladas”, afirmou George Dantas.
A secretária das Mulheres, Fátima Bandeira, destacou o impacto do projeto nas políticas públicas voltadas ao público feminino. “Essa iniciativa reforça o cuidado da Prefeitura de Fortaleza com as mulheres, especialmente no horário noturno, quando a sensação de insegurança é maior. O projeto contribui para que as mulheres se sintam mais protegidas para circular pela cidade, estudar, se capacitar e exercer plenamente sua autonomia, sabendo que terão um acesso imediato a apoio e orientação em situações de emergência”, disse Fátima Bandeira.
As estruturas possuem câmeras de alta resolução, microfones, alto-falantes e integração com uma central de monitoramento. Há ainda recursos de acessibilidade, como botão em braille, altura compatível com cadeirantes, atendimento em Libras e uso de legendas.
Usuária do transporte coletivo no período da noite, a estudante Isabelle Maria de Loiola Lima relatou a percepção de maior segurança com a implantação do projeto. “Acredito que esse novo sistema que estão colocando vai trazer essa sensação de mais segurança e também vai afastar qualquer tipo de incidente ou pessoa com más intenções. Isso dá mais tranquilidade pra gente pegar ônibus”, afirmou Isabelle Maria de Loiola Lima.
Entre os pontos já contemplados estão avenidas como Washington Soares, Alberto Nepomuceno, Duque de Caxias, Humberto Monte, Oliveira Paiva e Presidente Juscelino Kubitschek, além de vias em bairros como Centro, Parquelândia, Edson Queiroz, Dionísio Torres, Varjota, Maraponga e Passaré.
Comunicado foi emitido pela prefeitura de São Paulo que diz que vai publicar edital de licitação
ADAMO BAZANI
A Sancetur informou a prefeitura de São Paulo na noite desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, que não tem condições de assumir todas as linhas da Transwolff.
O comunicado foi emitido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte por meio de nota oficial.
Com isso, a prefeitura de São Paulo que diz que vai publicar edital de licitação
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, recebeu nesta quarta-feira (28/1), ofício da Sancetur em que alega impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial dos lotes D10 e D11 operados pela Transwolff. Diante do fato, a Prefeitura informa que segue adotando todas as medidas necessárias para publicação do edital para concessão do serviço dos referidos lotes.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024 da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo que investiga a suposta ligação da direção da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Após uma auditoria, a prefeitura concluiu que a empresa não tinha condições de operar e começou a transferir os dois contratos para a Sacentur.
O processo foi tenso e a Polícia Civil de São Paulo atribuiu à transição a parte da onda de ataques contra cerca de 1,5 mil coletivos entre junho e agosto de 2025.
A transição “amistosa” dos contratos da Transwolff para a Sancetur foi frustrada, o que fez com que a prefeitura decretasse o rompimento em dezembro de 2025 e, em 26 de janeiro de 2026, assinasse com a Sancetur uma operação emergencial de 12 meses.
O rompimento dos contratos ocorreu um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificados durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.
Relembre:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
A Sancetur informou a prefeitura de São Paulo na noite desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, que não tem condições de assumir todas as linhas da Transwolff.
O comunicado foi emitido pela gestão do prefeito Ricardo Nunes ao Diário do Transporte por meio de nota oficial.
Com isso, a prefeitura de São Paulo que diz que vai publicar edital de licitação
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, recebeu nesta quarta-feira (28/1), ofício da Sancetur em que alega impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial dos lotes D10 e D11 operados pela Transwolff. Diante do fato, a Prefeitura informa que segue adotando todas as medidas necessárias para publicação do edital para concessão do serviço dos referidos lotes.
Como tem mostrado o Diário do Transporte, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024 da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo que investiga a suposta ligação da direção da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A prefeitura de São Paulo confirmou que os empregados que atuam na Transwolff, serão mantidos no sistema com a entrada da Sancetur, empresa da família Chedid, que a partir de 1º de fevereiro de 2026, assume os serviços.
A empresa de ônibus Transwolff opera na zona Sul da capital paulista e a direção é investigada por suposta ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Como mostrou o Diário do Transporte, nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, despacho assinado pelo Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte – SMT, Celso Jorge Caldeira, autoriza a contratação da Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, para os lotes operacionais D10 e D11 (Distribuição Regional), que eram concedidos a Transwolff.
São 133 linhas operadas por 1.106 ônibus que transportam 555 mil passageiros por dia. A Transwolff é a terceira maior frota da cidade, ficando apenas atrás da Viação Metrópole Paulista e Sambaíba Transportes Urbanos.
A contratação é por 12 meses em caráter emergencial.
Em nota ao Diário do Transporte, a prefeitura ainda informou que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de linha, já foi autorizada a abrir um processo de licitação para a continuação dos serviços após o contrato emergencial.
A frota, por enquanto, será aproveitada e credores e fornecedores terão pagamentos garantidos.
A execução das linhas se dará no modelo de “operação assistida” numa transição com as equipes da SPTrans que controlam a Transwolff desde 09 de abril de 2024, por meio de intervenção, quando a companhia, juntamente com a UPBus, da zona Leste de São Paulo, foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investida a atuação do crime organizado em parte dos transportes da capital.
A transição de contrato entre UPBus e a Alfa Rodobus continua transcorrendo.
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
Veja nota da prefeitura ao Diário do Transporte:
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, assinou um contrato emergencial com a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, que passa a operar, a partir de 1/2, as 133 linhas e 1.100 ônibus da Transwolff, que estava sob intervenção desde 9 de abril de 2024. A Sancetur dará início a uma operação assistida e vai garantir a continuidade dos serviços na zona Sul da cidade, sem qualquer prejuízo para os 555 mil passageiros atendidos por dia. Os empregos dos trabalhadores serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Os compromissos firmados com fornecedores também serão honrados.
Para tanto, foram consultadas concessionárias que atendem integralmente aos requisitos legais. A Sancetur atendeu a todos eles, incluindo a comprovação de capacidade técnica, econômico-financeira, operacional e logística, bem como a execução satisfatória de serviços e a regularidade da documentação fiscal necessária para a prestação dos serviços de transporte coletivo de passageiros. A Prefeitura também iniciou o processo de licitação que definirá o próximo concessionário.
Histórico
Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na Transwolff, em atendimento à deliberação da Justiça. A substituição da concessionária foi anunciada em janeiro de 2025 e, em julho, foi criado um Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade de transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Diante do descumprimento de obrigações e termos contratuais, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos em dezembro do mesmo ano, assegurando a continuidade da prestação do serviço à população, uma vez que a empresa está impedida de operar.
A partir de 1°de fevereiro de 2026, a Sancetur, da família Chedid, passa a operar de forma emergencial por 12 meses as 133 linhas que eram operadas pela Transwolff, investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A intenção da prefeitura é realizar posteriormente uma licitação.
A companhia estava sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2024, quando o Ministério Público realizou a Operação Fim da Linha.
A operação é por 12 meses.
O despacho foi publicado em Diário Oficial nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Veja nota da prefeitura
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, assinou um contrato emergencial com a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, que passa a operar, a partir de 1/2, as 133 linhas e 1.100 ônibus da Transwolff, que estava sob intervenção desde 9 de abril de 2024. A Sancetur dará início a uma operação assistida e vai garantir a continuidade dos serviços na zona Sul da cidade, sem qualquer prejuízo para os 555 mil passageiros atendidos por dia. Os empregos dos trabalhadores serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Os compromissos firmados com fornecedores também serão honrados.
Para tanto, foram consultadas concessionárias que atendem integralmente aos requisitos legais. A Sancetur atendeu a todos eles, incluindo a comprovação de capacidade técnica, econômico-financeira, operacional e logística, bem como a execução satisfatória de serviços e a regularidade da documentação fiscal necessária para a prestação dos serviços de transporte coletivo de passageiros. A Prefeitura também iniciou o processo de licitação que definirá o próximo concessionário.
Histórico
Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na Transwolff, em atendimento à deliberação da Justiça. A substituição da concessionária foi anunciada em janeiro de 2025 e, em julho, foi criado um Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade de transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Diante do descumprimento de obrigações e termos contratuais, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos em dezembro do mesmo ano, assegurando a continuidade da prestação do serviço à população, uma vez que a empresa está impedida de operar.
Sancetur
Fundada em 1922, a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui experiência consolidada na operação do transporte coletivo urbano operando atualmente em diversas cidades do Estado de São Paulo como Americana, Atibaia, Caraguatatuba, Cubatão, Indaiatuba, Itanhaém, Jarinu, Limeira, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Peruíbe, Presidente Prudente, Rio Claro, Salto, São Sebastião, São Vicente, Ubatuba, Valinhos, entre outras.
Saída definitiva da Transwolff e PCC no transporte: Entenda o decreto oficial publicado. Podem haver contratações emergenciais de viações
Prefeitura fica com garagens e ônibus. Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos. Empresa diz que vai recorrer
ADAMO BAZANI
Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam. A prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
Relembre:
A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.
A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.
A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.
Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista. A onda de ataques contra 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, em especial na capital paulista e cidades vizinhas, segundo policiais civis do Deic, tem como principal linha de investigação a transição de contratos. O Diário do Transporte revelou que no mesmo dia em que começaram os ataques, em 12 de junho de 2025, a prefeitura assinou um documento que viabilizava a transferência de contratos, que, depois de quase dois anos de tentativas, não ocorreu.
O Diário do Transporte também revelou que um dos motivos foi a complexa estrutura da Transwolff que na verdade se trata de mais de uma empresa dentro de uma, com diferentes núcleos e correntes. O organograma traçado na reportagem foi considerado nas investigações sobre a atuação de membros da Transwolff no crime organizado.
O DECRETO:
Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:
– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.
– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;
– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;
– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;
– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização
– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);
– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;
– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;
– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;
– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;
– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;
TRANSWOLFF NÃO ACEITA:
O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.
Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda São Paulo, 4 de dezembro de 2025
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
ORGANOGRAMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:
A transição, porém, não ocorreu.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
PREFEITURA DIZ QUE NINGUÉM SERÁ PREJUDICADO:
Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
FIM DA TRANSWOLFF – PCC e Transporte e ataques a ônibus: Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir
Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo informou na noite desta quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, que publicará no Diário Oficial desta sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, por ora, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.
Sobre a UPBus, a prefeitura ainda não informou sobre se a transição continua ou não.
A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.
Relembre:
Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
*Nota Oficial – Transwolff*
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.
Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda São Paulo, 4 de dezembro de 2025
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
Companhia, juntamente com a UPBus, na zona Leste, foi alvo de operação do MP que apura suposto envolvimento de viações da capital paulista com a fação criminosa PCC
ADAMO BAZANI
O Deic, departamento da Polícia Civil de São Paulo que investiga o crime organizado, por meio da SSP (Secretaria de Segurança Pública), confirmou ao Diário do Transporte nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, que, mesmo após meses do final da onda de ataques a ônibus no Estado, em especial na capital e Grande São Paulo, as investigações ainda prosseguem. O inquérito não foi concluído, seguindo, “em trâmite”.
Segundo a pasta, os ataques não mais ocorrem, mas o trabalho de identificação de possíveis envolvidos continua, com diligências ainda sendo realizadas. Ao menos, 20 pessoas foram detidas (mais abaixo, a reposta na íntegra)
Entre junho e agosto deste ano de 2025, os transportes na capital paulista entraram em alerta e o Diário do Transporte foi o veículo de comunicação que escancarou a gravidade da situação repercutindo em diversos colegas de imprensa profissional: a maior parte das ações criminosas foi cometida com pedradas ou com bolinhas de ferro. Foram, em todo o Estado, mais de 1,5 mil ônibus atacados, diversas pessoas feridas.
O número de ocorrências começou a cair, após a prisão de um funcionário público do estado de São Paulo, que sozinho teria cometido quase 20 ações, em 22 de julho de 2025 e também com a presença de GCMs, guardas civis municipais, dentro dos ônibus da capital.
Apesar de o inquérito não ter sido concluído, os investigadores estão quase que integralmente convictos de que questões contratuais envolvendo empresas de ônibus que estão sendo retiradas da capital paulista sejam as principais motivações, muito embora também ocorreram ações isoladas.
Nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, o Diário do Transporte mostrou que ainda permanece sem conclusão a transição de contratos da Transwolff e da UPBus, duas viações investigadas pelo Ministério Público de São Paulo por suposta ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), para outras empresas. Isso frustra todos os anúncios e promessas da gestão do prefeito Ricardo Nunes.
A falta de transparência também é outra marca. Documentos que deveriam ser públicos são colocados como restritos e a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos ônibus da capital e que realiza intervenção nas duas empresas, não responde aos questionamentos do Diário do Transporte desde quinta-feira, 27 de novembro de 2025.
As apurações realizadas mostram que, apesar de a UPBus ter se manifestado judicialmente contra a intervenção e o fim dos contratos, os maiores problemas residem na Transwolff. Não por ser a maior frota, mais de 1,2 mil ônibus e 100 linhas, porque a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista, foi selecionada pela prefeitura como em condições de assumir todas as operações no lugar da Transwolff.
Uma das questões principais está na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura tem de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
RESPOSTA SSP:
O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.
Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.
Onda de ataques teria sido motivada por contratos, segundo Polícia Civil
Não há movimentações desde setembro nos processos da prefeitura e os documentos não são acessíveis à população. Diário do Transporte questiona desde quinta-feira, sem respostas
ADAMO BAZANI
O assunto já é considerado, nos bastidores, um dos grandes tabus na área de mobilidade da gestão do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.
Com anúncios e promessas sem cumprimento, ocorre sem transparência e gerando dúvidas e especulações a transição dos contratos de empresas de ônibus que foram alvos em abril de 2024 de uma operação do Ministério Público de São Paulo sobre o envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os contratos da Transwolff, na zona Sul, foram anunciados para serem transferidos para a Sancetur, empresa da família Chedid, forte em transportes do interior paulista, e da UPBus, na zona Leste, para a Alfa Rodobus, ex-cooperativa de transportes que já opera na capital. Tanto Transwolff como UPBus também surgiram de cooperativas. Há suspeitas de interferência do crime organizado para os processos não irem para a frente e não há atualização desde 17 de setembro de 2025 na página oficial de acompanhamento da prefeitura. Documentos públicos são colocados como restritos, especulações e dúvidas são comuns. Desde quinta-feira da semana passada, 27 de novembro de 2025, o Diário do Transporte questiona a administração Nunes e insiste na resposta, mas ainda sem retorno até esta terça-feira, 02 de dezembro de 2025.
A reportagem apurou que a não resposta é porque, apesar de os discursos oficiais, muito pouco avançou a transição em comparação com o esperado, em especial no caso da Transwolff.
ONDA DE ATAQUES:
Como mostrou o Diário do Transporte, a principal linha de investigação da Polícia Civil de São Paulo mostrou que esta transição, em especial no caso da Transwolff, foi o principal motivador para onda de ataques a pedradas contra ônibus na Grande São Paulo, que resultou em quase 1,5 mil coletivos depredados e diversas de pessoas feridas.
Foi um documento revelado pelo Diário do Transporte que tornou a principal linha de investigação a transferência do despacho do secretário de transportes da cidade de São Paulo, Celso Caldeira, criando um grupo de trabalho para viabilizar a transferência de linhas de ônibus da zona Leste, da UPBus para a Alfa Rodobus, e principalmente da zona Sul, da Transwolff para a Sancetur. UPBus e Transwolff foram alvos, em abril de 2024, de uma operação do Ministério Público contra o crime organizado.
Para a polícia, a data da publicação desse despacho, em 12 de junho de 2025, é considerado o início da onda de ataques. As demais hipóteses, como jogos pela internet, de desafio online ou problemas localizados, foram descartados como as principais causas, assim como disputas no sindicato dos trabalhadores.
Relembre:
PROMESSAS E ANÚNCIOS SEM CUMPRIMENTO:
Até agora, apesar de as respostas oficiais por nota informarem que a transição segue conforme o previsto, não é isso que ocorre quando pessoalmente as autoridades são questionadas sobre o assunto.
Há descumprimentos de prazos e anúncios.
Em 03 de abril de 2025, o Secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em resposta ao Diário do Transporte, durante a entrega de 115 ônibus elétricos que em aproximadamente 90 dias, deveria estar concluída a transição das linhas, atualmente operadas pela UPBus, para a Alfa RodoBus, e das linhas operadas pela Transwolff para a Sancetur.
O prazo anunciado acabaria, portanto, em 03 de julho de 2025.
Relembre:
O Diário do Transporte voltou a questionar. Em resposta ao jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte, na manhã de uma quarta-feira, 23 de julho de 2025, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que Transwolff e UPBus iriam “desaparecer” (termo utilizado pelo próprio gestor) da cidade de São Paulo em 60 dias
Em setembro de 2025, portanto, não deveria mais haver ônibus com as marcas Transwolff e UPBus rodando, mas os veículos seguem normalmente nas ruas.
Relembre:
No mesmo dia, ainda em resposta ao Diário do Transporte, Nunes questionou as declarações desta terça-feira (22) do diretor do Deic (Departamento de Investigações Criminais), Ronaldo Sayeg, que descartou os jogos de desafios pela internet como uma das causas das depredações, assim como reduziu a possibilidade de os casos estarem relacionados com disputas internas no sindicato de motoristas. Segundo Nunes, na ocasião, não havia problemas de contratos na cidade de São Paulo e já está decidido que ambas as empresas investigadas não vão mais operar.
INVESTIGAÇÕES PROSSEGUEM, DIZ SSP
O Diário do Transporte também procurou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo que, diferentemente da SPTrans e da Prefeitura de São Paulo, respondeu.
Segundo a pasta, ainda são realizadas investigações e prossegue o trabalho de identificação de possíveis envolvidos nos ataques.
O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.
Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.
POR ADAMO BAZANI
RESUMO:
Justamente com a UPBus (na zona Leste), a Transwolff (zona Sul) foi em 09 de abril de 2025, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público, que apontou que integrantes das duas companhias lavavam dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) – crime organizado – e tiveram envolvimento em homicídios e tráfico de drogas e de armas. No mesmo dia, foi decretada a intervenção da prefeitura nas empresas por meio da gerenciadora pública de transportes (SPTrans – São Paulo Transporte). Após alegar que a equipe de intervenção e uma verificadora externa (Ernst & Young) constaram a incapacidade de a UPBus e a Transwolff permanecerem no sistema, no fim de janeiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a transferência dos contratos das duas empresas para outras viações. Da Transwolff para a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista; e da UPBus para a Alfa Rodobus, que surgiu de cooperativa de transportes e já atua na capital paulista. Em 12 de junho de 2025, a prefeitura de São Paulo publicou documento oficial que viabilizaria a transferência definitiva, mesmo dia em que começaram os ataques em massa contra ônibus, com 1,5 mil coletivos danificados e dezenas de pessoas feridas, sendo a principal linha de investigação da Polícia Civil. Em 04 de dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a extinção dos contratos da Transwolff, um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.
Relembre:
Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari
Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam.
Relembre:
A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.
A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.
A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.
Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista.
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:
A transição, porém, não ocorreu.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
O DECRETO:
Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:
– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.
– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;
– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;
– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;
– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização
– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);
– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;
– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;
– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;
– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;
– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;
TRANSWOLFF NÃO ACEITA:
O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.
Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda São Paulo, 4 de dezembro de 2025
A Prefeitura de São Paulo informou na noite de quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a publicação no Diário Oficial de sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.
A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.
Relembre:
Em nota, a prefeitura de São Paulo disse que assumiria integralmente a Transwolff e garante ainda que honraria compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
Matéria original em:
Direção da Transwolff é investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Polícia Civil vai apurar, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. Pode ser também, segundo uma das linhas de apuração, um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar. Prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em *12 de julho de 2025*
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
– 12 de junho de 2025, às 19h32 – O secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da capital paulista, Celso Jorge Caldeira, assina despacho dando prosseguimento à transferência do contrato da Transwolff, empresa que opera na zona Sul, para a Sancetur, companhia da família Chedid, que atua em parte do interior e do litoral de São Paulo.
– Horas depois, no mesmo dia 12 de junho de 2025 – Começava uma onda de ataques a ônibus jamais vista em todo o Estado de São Paulo e na América Latina, que foi responsável já por mais de 600 coletivos depredados, quase 350 destes somente na capital.
A Transwolff é a terceira maior frota da cidade: 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Juntamente com a UPBus, na zona Leste, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024, da Operação Fim da Linha, do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga uma suposta ligação entre diretores destas companhias de transportes com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Desde então, ambas empresas passaram a ser alvos de uma intervenção da SPTrans (São Paulo Transporte) e, após verificações por uma consultoria externa de técnicos do poder público, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais a Transwolff e a Upbus no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações.
Levantamentos de fontes diferentes, um da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas municipais de São Paulo, e outro do SPUrbanuss, sindicato das empresas de transportes da cidade, os quais o Diário do Transporte teve acesso mostram que, até 12 de junho de 2025, a média de depredações a ônibus não passava de cinco casos por dia. Mas na noite de 12 de junho de 2025, o número de casos explodiu para cerca de 40, ou seja, no mesmo dia em que o secretário de transportes assinou o despacho, começou a ocorrer a explosão de casos.
A Polícia Civil vai passar a investigar se há ligação entre os fatos.
O documento, pelo qual, o secretário Celso Caldeira diz: “determino o prosseguimento do feito para as providências necessárias à transferência dos Contratos”, foi publicado em Diário Oficial no dia 13 de junho de 2025, mas já no dia 12 de junho de 2025 poderia ser consultado na página de processos da Prefeitura, por qualquer cidadão, bastando apenas clicar em “Visualizar”
O Diário do Transporte no dia 14 de junho de 2025 publicou a notícia sobre o despacho que determinou a instauração de um Grupo de Trabalho, que deve contar com a participação da SPTrans e das empresas interessadas: a Transwolff e a Sancetur. Este grupo deveria em 30 dias a partir da publicação definir as regras finais desta transição. Ou seja, o prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em 12 de julho de 2025.
Relembre:
A Polícia Civil de São Paulo investiga se há alguma relação entre os fatos, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. O ABC Paulista, por exemplo, é um dos principais palcos dos ataques e não têm ligação direta com esta transferência.
Os policiais não descartam que esta sim pode ser uma das motivações entre várias, já que, regionalmente, oportunistas podem ter aproveitado o início da “onda” para fazer os seus acertos locais. Ou pior; um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar.
A apuração sobre a o documento, a Transwolff, Sancetur, PCC e a possível ligação com os ataques, entre as linhas de investigação foi feita entre os repórteres Adamo Bazani, do Diário do Transporte, e Filipe Peixoto, do Jornal da BAND.
RESPOSTA TRANSWOLFF
Em nota, ao Diário do Transporte, a Transwolf diz que não há possui ligação com atividades ilícitas e que o processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.
A Transwolff permanece se defendendo nas esferas adequadas, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.
A empresa segue comprometida com a transparência e com a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda. São Paulo, 10 de julho de 2025
VEJA OS DOCUMENTOS
POR ADAMO BAZANI
– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)
Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir
Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo informou na noite de 04 de dezembro de 2025, o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff.
A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O Diário do Transporte noticiou na mesma semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.
Relembre:
Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
PLANO INICIAL
Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.
Relembre:
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana
Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.
O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).
Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024
Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.
Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.
Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.
Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.
Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.
Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.
No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.
Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.
02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus
31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.
“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.
20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).
23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.
A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.
Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).
27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.
A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.
27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a
Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.
O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.
“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”
28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.
O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.
Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.
“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” – disse Nunes.
A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.
29 de janeiro de 2025:
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.
Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, “o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz
A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.
Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.
A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.
Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.
Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.
Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.
NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre:
Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.
“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade.Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.
EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:
O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.
As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação
Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.
Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.
A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:
Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).
Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).
Já a UPBus opera a área 3.
Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).
Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.
11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.
As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.
Relembre:
Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.
O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.
Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.
Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.
Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.
O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.
19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.
20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.
Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.
Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. – diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.
Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.
Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.
Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.
Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.
A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.
Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.
Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.
QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?
Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.
Relembre:
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
03 de abril de 2025: O secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em evento de entrega de 115 ônibus elétricos no Anhembi, garantiu na ocasião (03 de abril de 2025) que em cerca de 90 dias, da data da declaração, a transição seria finalizada e que haveria a assinatura final da transferência de contratos da UPBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur., Caldeira ainda reiterou que os pagamentos a fornecedores, funcionários e prestadores de serviços estariam assegurados.
ELETRIFICAÇÃO:
Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.
Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.
Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.
Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Goleiro do Benfica, Anatoliy Trubin foi o grande “herói” da vitória por 4 a 2 sobre o Real Madrid, nesta quarta-feira (28), na Champions League, e fez o quarto gol dos Encarnados, que se garantiram no mata-mata.
E o ucraniano entrou para uma lista seleta de arqueiros que já fizeram gols na principal competição de clubes da Europa, sendo o quinto da posição na história a conseguir o feito.
Além dele, o alemão Hans-Jörg Butt, ex-Hamburgo, o belga Sinan Bolat, ex-Standard Liège, o nigeriano Vincent Enyeama, ex-Hapoel Tel-Aviv, e o italiano Ivan Provedel, ex-Lazio, já fizeram gols em um jogo de Liga dos Campeões.
Butt é o único do quinteto a marcar mais de um gol na competição, conseguindo o feito em 2000, 2002 e da última vez em 2009.
Por outro lado, Trubin é apenas o terceiro na história da Champions a estufar as redes de cabeça na competição, ao lado de Bolat e Provedel.
O gol do arqueiro ucraniano do Benfica ainda foi o responsável por garantir o clube português nos playoffs por conta do saldo de gols, que foi superior ao do Olympique de Marselha, que acabou eliminado.
Investimento total previsto chega a quase R$ 7 bilhões e túnel deve ser inaugurado em 2030
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Governo de São Paulo assinou, nesta quarta-feira (28), o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá com o grupo português Mota-Engil. O acordo contempla uma demanda centenária da Baixada Santista e assegura investimento total de quase R$ 7 bilhões em um dos maiores projetos de infraestrutura do país. Este será o primeiro túnel imerso do Brasil, construído em módulos fabricados fora do canal e posteriormente imersos no leito do Porto de Santos.
“Assinamos o contrato com a concessionária Túnel Santos-Guarujá. O que era impossível e esperado há 100 anos, a gente vai tornar possível. Agora a gente começa a discutir o projeto funcional e o projeto executivo. No ano que vem, a gente começa a mobilização e o início das obras. Em 2028, a gente começa a fabricar os elementos, que são as 6 partes que vão fazer parte do túnel. Em 2029, a gente começa a submergir esses elementos formando o túnel, para que em 2030, a gente tenha o comissionamento do túnel e ele entregue para a população”, afirma o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.
Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto prevê a construção de um túnel de 870 metros sob o canal portuário, com três faixas por sentido, passagem para pedestres e ciclistas e galeria de serviços. O contrato, com prazo de 30 anos, inclui também as etapas de operação e manutenção da infraestrutura.
A construção do túnel deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos no projeto que se consolida como novo pilar de desenvolvimento urbano e logístico de toda a Baixada Santista. O tempo de travessia entre Santos e Guarujá cairá para até cinco minutos; hoje, a ligação rodoviária entre as duas cidades tem 40 quilômetros de extensão, com tempo de viagem em torno de uma hora. Já a travessia por balsa é prejudicada por questões climáticas e passagem de navios.
Do leilão ao acordo formal
A Mota-Engil venceu o leilão realizado na B3, em setembro de 2025, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual de R$ 438,3 milhões. O processo pode ser acompanhado pelo site oficial (www.tunelsantosguaruja.sp.gov.br), que reúne todas as informações sobre o projeto, o cronograma de execução e o andamento das etapas, reforçando o compromisso da gestão com a transparência e o acesso público às ações do Estado.
A licença ambiental prévia já foi emitida pela Cetesb, que atesta a viabilidade e autoriza o avanço das próximas etapas, assegurando previsibilidade e segurança jurídica ao cronograma. A análise considerou aspectos como impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, estabelecendo condicionantes que deverão ser seguidas na etapa de licenciamento do túnel.
Além da estrutura principal, estão previstas intervenções viárias em Santos e Guarujá, que visam melhorar a fluidez do trânsito local e preparar as cidades para o novo fluxo de veículos. O início dessas obras complementares deve ocorrer já em 2027, com fiscalização da Artesp, a agência reguladora responsável por acompanhar o cumprimento do cronograma e a transparência do processo.
Próximos passos do cronograma
2026 – Projetos funcional e executivo
Desenvolvimento dos projetos funcional e executivo, realização de estudos complementares, tratativas de desapropriação e condução dos licenciamentos ambientais necessários para a implantação da obra.
2027 – Início das obras
Construção da doca seca, execução das dragagens preliminares e implantação dos canteiros de obra.
2028 – Fabricação dos elementos
Pré-moldagem das peças do túnel, dragagem da trincheira no canal portuário e início das rampas de acesso.
2029 – Imersão e montagem
Instalação dos elementos do túnel, selagem das juntas e execução das obras de acesso.
2030 – Finalização
Acabamentos finais, instalação dos sistemas e realização dos testes operacionais.
Tuneladora chega ao VSE Soares Neiva após travessia sob as Linhas 11-Coral e 3-Vermelha
YURI SENA
A tuneladora Cora Coralina, responsável pela escavação dos túneis da ampliação da Linha 2-Verde do Metrô, concluiu nesta terça-feira, 28 de janeiro de 2026, mais uma fase do projeto ao alcançar o VSE Soares Neiva. A frente de escavação teve início em dezembro, no canteiro da futura Estação Penha, que fará integração com a Linha 3-Vermelha.
O trecho vencido é considerado um dos mais complexos da obra por envolver a passagem sob a Linha 11-Coral da CPTM, além da área de influência da Linha 3-Vermelha, ambas em operação. Para garantir a segurança das estruturas e a continuidade do serviço ferroviário, foram adotados procedimentos específicos de perfuração, monitoramento contínuo e controle geotécnico.
Desde a saída da Estação Penha, o equipamento avançou 331 metros, com a retirada de aproximadamente 39 mil metros cúbicos de terra e a instalação de 217 anéis de concreto, responsáveis pelo revestimento do túnel até o poço de ventilação.
Com a conclusão desta etapa, a tuneladora será reposicionada dentro do VSE Soares Neiva para preparação técnica e retomada das escavações no início de fevereiro, em direção à Estação Aricanduva. A previsão é que o equipamento chegue ao próximo ponto da obra na primeira quinzena de março, conforme o cronograma do empreendimento.
Desde o início das escavações no Complexo Rapadura, a tuneladora já percorreu 3,6 quilômetros, retirando cerca de 441 mil metros cúbicos de solo e instalando 2.452 anéis de concreto, totalizando 4,5 quilômetros de túneis executados no sentido da Estação Vila Prudente.
Órgão do Ministério da Justiça analisa concentração
ADAMO BAZANI
Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena
O CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do Ministério da Justiça, tornou público nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o ato de concentração formado pela aquisição da Empresa Reunidas Paulista de Transportes Ltda pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.
Já pertencente a um braço da família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL e líder do Grupo Comporte, com o ato de concentração, a Reunidas Paulista passará ao controle majoritário da maior empresa do grupo atualmente, no segmento rodoviário.
O ato de concentração foi publicado em Diário Oficial da União.
EDITAL Nº 70, DE 26 DE JANEIRO DE 2026
Nos termos do art. 53, § 2º, da Lei nº 12.529/2011, dá-se publicidade ao Ato de Concentração nº 08700.000725/2026-60. Partes: Viação Piracicabana S.A. e Empresa Reunidas Paulista de Transportes Ltda. Advogados: Daniel Elias do Nascimento e Luciano Benetti Timm. Natureza da operação: aquisição de controle. Setor econômico envolvido: transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, exceto em região metropolitana (CNAE 4922-1/01)
A publicidade do ato foi assinada pelo secretário-adjunto do CADE, Felipe Neiva Mundim
Órgão do Ministério da Justiça analisa concentração para dar o aval definitivo.
DOCUMENTO EXCLUSIVO:
O Diário do Transporte teve acesso de forma exclusiva à petição, que foi protocolada nas última sexta-feira, 23 de janeiro de 2026.
De acordo com o documento, “A Operação consiste na proposta de aquisição, pela Piracicabana, da totalidade das quotas da Reunidas, de titularidade da Srª Aurivânia Constantino. Desta forma, a Operação se enquadra como um Ato de Concentração, de acordo com o Art. 90, II, da Lei 12.529/2011”.
Ainda de acordo com o documento, assinado pelo advogado Daniel Elias do Nascimento, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, “A Operação, portanto, resulta da decisão da Vendedora de sair do mercado e da decisão da Compradora de investir na Empresa-Alvo, promovendo uma simples substituição do agente econômico titular do controle da Empresa-Alvo”
A defesa das duas empresas no negócio, tenta, no documento, obtido pelo Diário do Transporte, convencer o CADE que a compra não vai prejudicar concorrência no mercado.
“Embora relevante, não configura concentração capaz de prejudicar a concorrência, nem mesmo potencial, ainda mais considerando a estrutura regulatória de delegação, de operação e de precificação vigente no mercado, uma vez que a oferta e as tarifas são definidas e fixadas pelo próprio Poder Concedente, razão pela qual, a Operação não gera maiores preocupações concorrenciais, e, com a devida vênia, e no entender das Requerentes, a Operação deve ser analisada pelo Rito Sumário, e aprovada sem restrições”. – diz, de acordo com o documento obtido pelo Diário do Transporte.
No pedido, ao qual o Diário do Transporte tece acesso, a defesa apresenta um resumo das partes vendedora e compradora.
DAS PARTES DO ATO DE CONCENTRAÇÃO 2.
A Compradora é controlada pela Comporte Participações S.A., holding do grupo Comporte, conglomerado que reúne sociedades atuantes no segmento de transporte coletivo rodoviário de passageiros, urbano e intermunicipal, além de transporte metroferroviário e serviços correlatos (“Grupo Comporte”).
A Reunidas é uma empresa com sede em São Paulo, Brasil, fundada em 1948 e tem como principal atividade o transporte coletivo rodoviário de passageiros, principalmente no interior paulista como nas cidades de Araçatuba, Lins, Birigui, Penápolis e Campinas. – diz o documento ao qual o Diário do Transporte revela
No pedido, a defesa também cita a comunicação de solicitação ao CADE sobre a Expresso Fênix
De acordo com os parâmetros do Guia do CADE, mercados com HHI entre 1.500 e 2.500 são classificados como moderadamente concentrados. Em tais mercados, preocupações concorrenciais tendem a surgir quando a variação do HHI é superior a 100 pontos. No caso concreto, a variação estimada é significativamente inferior a esse patamar, o que reforça a inexistência de preocupações concorrenciais relevantes decorrentes da Operação. Para fins de completude e transparência, a Compradora informa que recentemente notificou a este CADE outra operação neste mesmo mercado. Trata-se da operação de compra, pela Compradora, da Rápido Fênix Viação Ltda. (“Fênix”). A Compradoradestaca que muito embora aquela operação e esta tratam do mesmo mercado, elas são completamente independentes. Além disso, é importante destacar que a Fênix opera somente no mercado da ARTESP e não há qualquer sobreposição entre linhas operadas pela Fênix, com a Compradora ou com a Vendedora. Adicionalmente, em termos de volume de vendas, a Fênix faturou no sistema ARTESP, em 2024, [Acesso Restrito à Compradora]. Desta forma, ainda que a operação com a Fênix seja aprovada por este CADE, sob o ponto de vista concorrencial, ela não gerará impactos na análise da presente Operação
Principais Marcos da História da Reunidas Paulista:
Fundação (1948): Iniciou operações em Lins, SP, atendendo cidades da região Noroeste com uma frota inicial de 10 a 15 veículos.
Sede em Bauru (1952): A sede da empresa foi transferida de Lins para Bauru, consolidando sua operação no centro do estado.
Inovação Pioneira (1969): Em 25 de março de 1969, lançou o primeiro ônibus-leito, marcando a história do transporte rodoviário com tecnologia de ponta para a época.
Expansão e Transferência (1980): A empresa transferiu sua sede administrativa para Araçatuba para otimizar a gestão das rotas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Trecho entre Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio está sem circulação devido às fortes chuvas
YURI SENA
A Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) opera de forma parcial nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, em decorrência dos alagamentos provocados pelas fortes chuvas que atingem a capital paulista e a Região Metropolitana.
Segundo informações da CPTM, os trens não estão circulando no trecho entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio devido ao acúmulo de água na via. A situação provoca alterações no serviço e maiores intervalos entre as composições nos trechos em operação.
As condições climáticas adversas seguem impactando a operação do sistema ferroviário, e equipes técnicas atuam para restabelecer a circulação normal assim que houver segurança operacional.
Confira a nota da CPTM sobre a situação nos trilhos:
“Devido às fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana de São Paulo, foram identificados pontos de alagamentos na Linha 12-Safira, interrompendo a circulação de trens, desde as 15h48, entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio. O Sistema Paese foi solicitado para atender os passageiros no trecho. As equipes técnicas monitoram a situação para normalizar a circulação assim que o nível da água baixar.”
A fase de liga da Uefa Champions League 2025/26 trouxe muitas emoções e gols incríveis, mas ela está chegando ao final e as fases eliminatórias estão se aproximando rapidamente. Nesta quarta-feira (28), todos os 18 jogos restantes na primeira etapa da competição acontecerão simultaneamente às 17h (de Brasília), para que as últimas vagas classificatórias possam ser decididas ao vivo.
E mesmo com apenas uma rodada falta, vários dos maiores clubes do mundo ainda passam por um dia decisivo, e põe tudo em jogo durante sua última partida. Liverpool, Barcelona, Chelsea, Tottenham e o PSG, por exemplo, estão competindo por vagas entre os oito primeiros, o que os enviaria diretamente para as oitavas de final.
Além disso, ainda existe a disputa pelas vagas entre o nono e o vigésimo quarto lugar, que classificam os times para os 16 avos de final. Gigantes como Juventus, Inter de Milão e Borussia Dortmund estão atualmente nesse bolo, por exemplo.
Por isso a última rodada promete ser tão emocionante, com diversos clubes lutando para não ser eliminados, até porque nesta edição nenhum clube será rebaixado para a Europa League, como foi no ano passado. Do vigésimo quinto ao trigésimo sexto colocados, todos os times serão diretamente eliminados.
Com isso em mente, podem sobrar algumas perguntas: Quais equipes ainda estão na disputa pela classificação? O que está em jogo para cada clube? Até onde meu time pode chegar? Para responder isso – e muito mais – o ESPN.com.br reuniu aqui tudo que você precisa saber sobre a última rodada da fase de liga da Champions League.
Quem já está classificado para as fases eliminatórias?
Oitavas de final (2):
O Arsenalvai obrigatoriamente ficar em primeiro ou segundo lugar, e assim ocupar uma posição de destaque na chave.
O Bayern de Munique garantiu sua vaga nas oitavas de final com uma vitória por 2 a 0 sobre o Union Saint-Gilloise na quarta-feira (21).
Garantido pelo menos um lugar na fase de 16-avos de final (13):
Real Madrid, Liverpool, Tottenham, PSG, Newcastle, Chelsea, Barcelona, Sporting, Manchester City, Atlético de Madrid, Atalanta, Inter de Milão e Juventus
Pode se classificar para os 16-avos de final ou ser eliminado (17):
Borussia Dortmund, Galatasaray, Qarabag, Olympique de Marselha, Bayer Leverkusen, Monaco, PSV, Athletic Bilbao, Olympiacos, Napoli, Copenhagen, Club Brugge, Bodo/Glimt, Benfica, Pafos, Union Saint-Gilloise e Ajax
Fora (4):
Eintracht Frankfurt, Slavia Praga, Villarreal e Kairat Almaty
A batalha para avançar: como as equipes podem se classificar?
(Cada equipe abaixo está listada com seu oponente na quarta-feira, além da pontuação atual e do saldo de gols)
1. Arsenal (21 pontos, saldo de gols de +18)
Oponente na quarta: Kairat Almaty (Casa)
Os Gunners estão classificados e com certeza vão ficar entre os dois primeiros. Isso garante que eles terão a vantagem de jogar a segunda partida de cada confronto em casa até a final.
2. Bayern de Munique (18 pontos, saldo de gols de+13)
PSV Eindhoven (Fora)
O Bayern garantiu seu lugar nas oitavas de final e assegurará uma das duas primeiras posições com um empate ou vitória contra o PSV. Isso garantiria que os bávaros evitassem o Arsenal até a final, se ambas as equipes chegarem tão longe.
3. Real Madrid (15 pontos, saldo de gols de +11)
Benfica (F)
4. Liverpool (15 pontos, saldo de gols de+6)
Qarabag (C)
Os dois gigantes estão em posições semelhantes — basta vencer na última semana de jogos que a passagem para as oitavas de final os aguarda. No entanto, enquanto um empate contra o Benfica quase certamente garantiria a classificação do Real Madrid entre os oito primeiros, o saldo de gols baixo do Liverpool os coloca em uma situação ligeiramente mais arriscada se não conquistarem os três pontos em Anfield contra o Qarabag.
5. Tottenham Hotspur (14 pontos, saldo de gols de +8)
Eintracht Frankfurt (F)
Embora a campanha dos Spurs na Premier League tenha enfrentado suas dificuldades, eles estão em uma boa posição na Europa. Uma vitória contra o Frankfurt garantiria uma vaga nas oitavas de final, e um empate poderia fazer o mesmo se o clube de Thomas Frank receber ajuda de outros lugares.
6. Paris Saint-Germain (13 pontos, saldo de gols de+10)
Newcastle (F)
7. Newcastle United (13 pontos, saldo de gols de +10)
Paris Saint-Germain (F)
8. Chelsea (13 pontos, saldo de gols de +6)
Napoli (F)
9. Barcelona (13 pontos, saldo de gols de +5)
Copenhagen (C)
10. Sporting (13 pontos, saldo de gols de +5)
Athletic Bilbao (F)
11. Manchester City (13 pontos, saldo de gols de +4)
Galatasaray (C)
12. Atlético de Madrid (13 pontos, saldo de gols de +3)
Bodo/Glimt (C)
13. Atalanta (13 pontos, saldo de gols de +1)
Union Saint-Gilloise (F)
Aqui é onde as coisas ficam um pouco loucas. Seis vagas automáticas nas oitavas de final ainda estão em disputa, e todos esses clubes estão firmemente na corrida. Esses clubes torcem principalmente para Real Madrid, Liverpool e/ou Tottenham perderem pontos, o que os ajudaria a garantir a tão sonhada vaga direta com uma vitória.
O saldo de gols pode desempenhar um papel enorme na determinação de quem consegue uma dessas vagas, e é possível que mais critérios de desempate sejam necessários. Os próximos, para referência, são gols feitos e gols feitos fora de casa. (A lista completa de critérios de desempate está abaixo).
Em particular, PSG x Newcastle promete ser um jogo imperdível. Embora ambas as equipes possam avançar para as oitavas de final com um empate, nenhuma delas se sentiria confortável com isso, e o bom saldo de gols de ambos significa que uma vitória muito provavelmente os classificaria.
Uma coisa é certa: Não importa o que aconteça em outros lugares, as três equipes deste grupo que vencerem sua partida final e terminarem com mais pontos e melhor saldo de gols avançarão para as oitavas de final.
14. Inter de Milão (12 pontos, saldo de gols de +6)
Borussia Dortmund (C)
15. Juventus (12 pontos, saldo de gols de +4)
Benfica (C)
Esta dupla de clubes italianos também tem uma chance remota de conseguir a passagem direta para as oitavas de final. Para que isso aconteça, eles precisariam vencer seu último jogo. Isso os colocaria com 15 pontos, então eles precisariam (por exemplo) que seis dos oito clubes atualmente com 13 pontos empatassem ou perdessem na rodada.
O saldo de gols relativamente forte da Inter — igual ou melhor do que sete dos 13 clubes acima deles na tabela — coloca-os em uma posição decente para qualquer desempate necessário.
No mínimo, os clubes sabem que passaram da fase de liga e estão classificados para o mata-mata.
16. Borussia Dortmund (11 pontos, saldo de gols de +4)
Internazionale (F)
17. Galatasaray (10 pontos , saldo de gols de 0)
Manchester City (F)
18. Qarabag (10 pontos, saldo de gols de -2)
Liverpool (F)
Essas equipes ainda estão tecnicamente na corrida para as oitavas de final, mas sua atenção (especialmente a do Galatasaray e do Qarabag) provavelmente estará voltada para continuar à frente dos clubes até a vigésima quarta posição.
O Dortmund deve vencer ou empatar para garantir que avançará para o mata-mata, enquanto o Galatasaray e o Qarabag devem conquistar vitórias contra concorrentes de alto nível. Ainda seria necessário que muitos resultados fossem contra eles para perderem suas vagas, mas uma derrota por goleada poderia colocar qualquer u deles em risco.
19. Olympique de Marselha (9 pontos, saldo de gols de 0)
Club Brugge (F)
20. Bayer Leverkusen (9 pontos, saldo de gols de -4)
Villarreal (C)
21. Monaco (9 pontos, saldo de gols de -6)
Juventus (C)
Às vezes a tarefa é simples: Ganhe sua partida final e você avança para o mata-mata. E essa é a realidade para esses três clubes. Embora um empate ainda possa ser o suficiente, ele daria aos seis clubes diretamente abaixo deles na tabela uma razão para ter esperanças.
Pontos perdidos podem ser particularmente desastrosos para o Monaco. Cinco dos seis clubes abaixo deles, com sete ou oito pontos, têm saldos de gols melhores.
22. PSV Eindhoven (8 pontos, saldo de gols de -1)
Bayern de Munique (F)
23. Athletic Club (8 gols, saldo de gols de -4)
Sporting (C)
24. Olympiacos (8 pontos, saldo de gols de -5)
Ajax (F)
25. Napoli (8 pontos, saldo de gols de -5)
Chelsea (C)
26. Copenhagen (8 pontos, saldo de gols de -6)
Barcelona (F)
27. Club Brugge (7 pontos, saldo de gols de -5)
Marselha (C)
No coração da corrida para os 24 melhores classificados, o segundo critério de desempate (gols feitos) atualmente separam o Olympiacos e o Napoli na fronteira da classificação.
Os confrontos específicos desempenham um papel importante em determinar como essas equipes se sentirão em relação às suas chances de se classificar. O Olympiacos, por exemplo, certamente está feliz em enfrentar o Ajax (atualmente 32º na tabela). Enquanto isso, PSV, Napoli e Copenhagen terão desafios enormes pela frente se quiserem garantir a classificação, enfrentando algumas das maiores equipes da Europa.
Vencer seus últimos jogos seria maravilhoso para qualquer uma dessas equipes, embora nada possa ser garantido sem os outros resultados.
28. Bodo/Glimt (6 pontos, saldo de gols de -2)
Atlético de Madrid (F)
29. Benfica (6 pontos, saldo de gols de -4)
Real Madrid (C)
30. Pafos (6 pontos, saldo de gols de -6)
Slavia Praga (C)
31. Union Saint-Gilloise (6 pontos, saldo de gols de -10)
Atalanta (F)
32. Ajax (6 pontos, saldo de gols de -12)
Olympiacos (F)
Esse grupo precisa vencer e torcer por muita ajuda do bloco de cima. Qualquer coisa a menos que um milagre, e suas campanhas europeias chegarão ao fim.
33. Eintracht Frankfurt (4 pontos, saldo de gols de -9)
Tottenham Hotspur (C)
34. Slavia Praga (3 pontos, saldo de gols de -11)
Pafos (F)
35. Villarreal (1 pontos, saldo de gols de -10)
Bayer Leverkusen (F)
36. Kairat Almaty (1 pontos, saldo de gols de -14)
Arsenal (F)
Os quatro últimos clubes já estão eliminados.
Quais são os critérios de desempate na fase de grupos?
1 – Saldo de gols
2 – Gols feitos
3 – Gols feitos fora de casa
4 – Vitórias
5 – Vitórias fora de casa
6 – Maior número total de pontos acumulados pelos adversários na fase de liga
7 – Maior saldo de gols acumulados pelos adversários da fase de grupos
8 – Maior número de gols feitos pelos adversários na fase de grupos
9 – Pontos disciplinares
10 – Coeficiente de clubes da UEFA
A colocação final do seu clube é importante?
Com certeza, visto que as colocações na fase de grupos moldam a tabela do mata-mata!
O sistema introduzido para 2024/25 faz com que as equipes melhor colocadas não se enfrentem até as fases finais do mata-mata. Isso, no entanto, não significa que os maiores clubes não podem se cruzar ainda no início da fase eliminatória.
A última temporada forneceu um exemplo notável de como o novo sistema pode ter um grande impacto. O Manchester City não se classificou para o mata-mata até o último dia da fase de liga, e sua 22ª colocação fez com que eles tivessem que competir nos 16-avos de final. Isso os colocou em rota de colisão com o Real Madrid, que venceu o confronto por 6-3 em dois jogos. No entanto, o PSG que também se classificou só nos playoffs, passou tranquilamente do Brest e terminou a competição como o grande campeão.
Em resumo, os oito primeiros colocados se classificam direto para as oitavas de final. Antes disso, os clubes distribuídos entre o nono e o vigésimo quarto lugar se enfrentam em um fase de 16-avos, encarada como um playoff classificatório. O chaveamento exato das equipes após a fase de liga só é determinado por um sorteio, mas ainda assim ele tem uma estrutura minimamente previsível.
O primeiro confronto dos playoffs será entre 17° ou o 18° contra o 15° ou o 16°. O vencedor desse jogo pegará ou o 1° ou o 2° colocado, e assim por diante. a partir das oitavas, não há mais sorteios, e o chaveamento segue diretamente até a grande final
E quando é o sorteio do mata-mata?
O sorteio para os playoffs da fase eliminatória — que contará com os clubes que terminarem do nono ao 24º lugar — ocorrerá no dia 30 de janeiro às 8h (de Brasília).
Dentre os veículos encomendados, 62 unidades correspondem ao modelo OF 1619 e 47 ao OF 1721; todas já em operação na capital
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
O Grupo Redentor, um dos maiores operadores de transporte urbano do Rio de Janeiro, adquiriu 109 chassis de ônibus Mercedes-Benz. Deste total, 62 unidades correspondem ao modelo OF 1619 e 47 unidades ao OF 1721.
Todos esses veículos foram comercializados pelo concessionário Guanabara Diesel, com financiamento viabilizado pelo Banco Mercedes-Benz
“Essa negociação reflete a confiança do cliente na marca Mercedes-Benz, construída ao longo de uma parceria sólida e de longo prazo”, destaca Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.
“A atuação estratégica da Guanabara Diesel foi essencial para estruturar a operação e garantir eficiência em todas as etapas da venda. O trabalho conjunto entre concessionário, cliente e fabricante foi determinante, permitindo que a renovação dos carros estivessem plenamente alinhadas às necessidades operacionais do Grupo Redentor”, completa. Os ônibus foram incorporados às frotas da Viação Redentor e Transporte Futuro, empresas pertencentes ao grupo, e já estão em operação na capital carioca.
Mercedes-Benz do Brasil e Grupo Redentor: uma parceria de sucesso
Desde que a Mercedes-Benz deu início à fabricação de veículos comerciais no Brasil, em 1956, até os dias de hoje, a frota do Grupo Redentor é 100% composta por ônibus da marca.
“É uma honra celebrar mais um importante capítulo da nossa parceria de décadas com o Grupo Redentor. A aquisição de 109 chassis reforça a qualidade e a confiabilidade dos produtos Mercedes-Benz, além da solidez de uma relação construída com respeito, diálogo e compromisso com a mobilidade urbana”, ressalta Walter Barbosa. “Com esses ônibus, estamos contribuindo diretamente para a eficiência e a segurança do deslocamento urbano. É motivo de orgulho saber que nossos produtos e serviços ajudam a viabilizar essa missão.”
Cliente no centro dos negócios da Mercedes-Benz do Brasil
“Ao comprar esses 109 chassis, reafirmamos o nosso compromisso com a segurança, conforto e qualidade de vida da população da cidade do Rio de Janeiro”, afirma Renata Pinheiro, sócia do Grupo Redentor. “Todos os dias, transportamos histórias de milhares de pessoas que acreditam na qualidade dos serviços do Grupo Redentor. Por isso, automaticamente, confiamos no alto padrão de excelência dos veículos Mercedes-Benz há quase 70 anos.”
“A Mercedes-Benz demonstra que um relacionamento sólido não se baseia apenas em grandes entregas, mas também no cuidado diário, no pós-venda presente, competente e comprometido. E é exatamente isso que recebemos: uma equipe que entende a importância da disponibilidade da frota, que antecipa necessidades, oferece soluções, e que faz do atendimento técnico um diferencial estratégico para o nosso negócio”, diz Renata Pinheiro.
OF 1721 é campeão de vendas da marca há mais de 10 anos
Reconhecido há mais de uma década como líder absoluto de vendas da Mercedes-Benz, o OF 1721 consolida-se como uma solução versátil e confiável para diferentes necessidades de mobilidade. Projetado para elevar a eficiência no transporte urbano de passageiros, o modelo também atende com excelência operações de fretamento contínuo, como o deslocamento diário de colaboradores, além de fretamentos eventuais, voltados a grupos de turistas ou deslocamentos específicos.
Projetado para receber carroçarias de até 13,2 metros, o OF1721 com tecnologia BlueTec 6, compatível com a legislação Proconve P8 (Euro 6), vem equipado com o motor eletrônico OM-924 LA de 4 cilindros, que oferece potência de 208 cv a 2.200 rpm e torque de 780 Nm de 1.200 a 1.600 rpm.
OF 1619: versatilidade, segurança e robustez para linhas urbanas e de fretamento.
Com um PBT de 16 toneladas, o OF 1619 é equipado com o motor OM 924 LA ProconveP8 (Euro 6), de 4 cilindros, 185 cv de potência a 2.200 rpm e 700 Nm de torque entre 1.200 e 1.600 rpm. Esse veículo possui caixa de câmbio exclusiva da Mercedes-Benz (MB G-71) e variações de comprimento que possibilitam aplicações para linhas urbanas e de fretamento, com carroçarias de até 11,3 metros.
Banco Mercedes-Benz: soluções financeiras para o cliente
A Mercedes-Benz do Brasil, além de seus produtos, também se destaca por um ecossistema completo que inclui serviços de pós-venda de alta performance e soluções financeiras integradas, fundamentais para a sustentabilidade do negócio de seus clientes.
Nesse contexto, o Banco Mercedes-Benz exerce papel estratégico ao viabilizar condições de financiamento competitivas e personalizadas ao cliente.
Sistema municipal passa a contar com cinco novos veículos menos poluentes
ARTHUR FERRARI
A frota do transporte público de Itu (SP) começou a ser renovada com a incorporação de cinco novos ônibus equipados com tecnologia Euro 6, considerada uma das mais avançadas do mundo no controle de emissões de poluentes. Os veículos foram apresentados oficialmente na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, em cerimônia realizada no Paço Municipal.
Os novos ônibus passam a integrar o sistema municipal como parte de um processo gradual de substituição de veículos mais antigos. A tecnologia Euro 6 é reconhecida por reduzir de forma significativa a emissão de gases nocivos ao meio ambiente, além de oferecer maior eficiência operacional em comparação a padrões anteriores.
A entrega marca o início de uma nova etapa de modernização da frota que atende os passageiros do transporte coletivo urbano do município. A proposta é ampliar, ao longo do tempo, a participação de veículos com menor impacto ambiental, acompanhando a expansão e a necessidade de atualização do sistema.
De acordo com as informações divulgadas, os cinco ônibus entregues representam a primeira fase desse processo de renovação, que prevê a continuidade da substituição de veículos em operação, com foco em melhorar as condições do serviço prestado à população e adequar o transporte público às exigências ambientais mais recentes.