Houve falha em equipamento de mudança de via. Linha 12 também trouxe transtornos aos passageiros
ADAMO BAZANI
Após mais de duas horas, pouco antes de 14h desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) entrou em normalização.
Segundo a estatal, antes de meio dia, ocorreu um defeito num Aparelho de Mudança de Via (AMV) na região da estação Rio Grande da Serra
Na manhã desta terça-feira (27/01), a circulação de trens na Linha 10-Turquesa está sendo realizada em via única entre as estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, devido a uma falha em um Aparelho de Mudança de Via (AMV) na região da estação Rio Grande da Serra. Em razão da ocorrência, os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Mauá e Rio Grande da Serra. A CPTM pede desculpas aos passageiros.
Como mostrou o Diário do Transporte, em outra linha, a 12-Safira, o passageiro também encontra problemas.
De acordo com a CPTM, em seus canais oficiais, por problemas técnicos, os trens da linha 12 operam com velocidade reduzida entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana.
Relembre:
O Diário do Transporte questionou a empresa sobre quais seriam estes problemas.
A estatal, sem dar detalhes, informou ser um “serviço de manutenção”.
Devido a um serviço de manutenção na região da estação Jardim Romano, os trens da Linha 12-Safira estão circulando em via única na estação desde as 13h desta terça-feira (27/01), causando maiores intervalos entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana. A previsão de conclusão é para 15h. A CPTM pede desculpas aos passageiros.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Dia complicado para quem depende dos serviços da estatal
ADAMO BAZANI
Dia complicado para quem depende de serviços de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Depois de a linha 10-Turquesa, do ABC Paulista, apresentar problemas no fim da manhã, com defeito num Aparelho de Mudança de Via (AMV) na região da estação Rio Grande da Serra, é a vez da linha 12-Safira trazer dor de cabeça para os passageiros da estatal.
De acordo com a CPTM, em seus canais oficiais, por problemas técnicos, os trens da linha 12 operam com velocidade reduzida entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana.
O Diário do Transporte questionou a empresa sobre quais seriam estes problemas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Além disso, será inaugurado um dos maiores eletropostos para transporte coletivo da América Latina. Estado também vai disponibilizar a compra de 501 ônibus de “gás de lixo” (biometano)
ADAMO BAZANI
O governo de Goiás confirmou em nota nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que entrega na próxima sexta-feira (30), 21 ônibus 100 % elétricos para o sistema de corredores de ônibus de alta capacidade (BRT – Bus Rapid Transit) da região metropolitana de Goiânia.
O Diário do Transporte fará a cobertura no local em entrevista com o governador Ronaldo Caiado.
Até o final de 2026, o sistema BRT contará com 199 ônibus, sendo 63 veículos elétricos, 79 movidos a biometano e 57 com tecnologia diesel Euro 6.
O sistema possui 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, atendendo a mais de 2,5 milhões de usuários por mês, com operação realizada por cinco empresas consorciadas.
Entre os novos veículos, estão biarticulados elétricos, fabricados pela Volvo com carroceria Marcopolo.
As unidades são do modelo Volvo BZRT, sendo 16 articulados e cinco biarticulados, a primeira comercialização de veículos deste tipo da montadora sueca no Brasil, fabricados na planta de Curitiba (PR).
A empresa compradora foi o Grupo HP.
O tipo biarticulado tema aproximadamente 28 metros e capacidade para 250 passageiros e o articulado possui em torno de 21 metros e transporta 180 pessoas, ambos com zero emissões de CO₂ e baixo nível de ruído.
Segundo a Volvo, o modelo BZRT é equipado com dois motores elétricos de 200 kW cada, totalizando 400 kW, o equivalente a 540 cv. O chassi pode contar com até oito baterias, com 720 kWh de capacidade total. O motor elétrico fica na parte central, abaixo do piso, assegurando melhor distribuição de peso e equilíbrio dinâmico. As baterias também ficam na parte inferior do veículo, permitindo carrocerias com salão completamente livre para os passageiros.
ELETROPOSTO:
Além disso, será inaugurado um dos maiores eletropostos para transporte coletivo da América Latina.
A estrutura tem 23 carregadores da marca Nansen de 240 kW, com capacidade total para recarregar até 46 ônibus simultaneamente e potência total de 6 MVA, chamado de Eletroposto Oeste.
O local ainda contará com o Sistema de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) móvel utilizado comercialmente no transporte público brasileiro. Com 50 kWh de capacidade e 60 kW de potência, a tecnologia garante estabilidade energética em situações de pico, emergência ou necessidade de redundância, permitindo testes avançados de recarga inteligente, integração com geração fotovoltaica e gestão eficiente da energia.
BIOMETANO:
Enquanto apresenta ônibus elétricos, o governo também aposta no chamado gás de lixo (biometano), combustível obtido na decomposição de resíduos, e GNV (Gás Natural Veicular).
A gestão estadual implantação definitiva de um posto de biometano até março de 2026.
Além disso, como mostrou o Diário do Transporte, em 16 de janeiro de 2026, o Governo Caiado publicou aditivo contratual com as empresas de ônibus para a implantação de 501 coletivos movidos a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos, conhecido como “gás de lixo”) e GNV (Gás Natural Veicular).
Serão modelos de diversos portes, todos com ar-condicionado, desde padrons (dois eixos entre 12,1 m e 13,2 m e três eixos de 15 m) até articulados de 19,2 metros.
Configurações:
79 ônibus articulados, de 19,2 metros, com piso alto e ar-condicionado, destinados ao BRT (4º lote);
22 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (4º lote);
110 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (5º lote);
168 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (6º lote);
122 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (7º lote).
Cronograma de entregas
8 ônibus articulados até 31 de março de 2026;
71 ônibus articulados até 30 de setembro de 2026;
22 ônibus padron do 4º lote até 30 de setembro de 2026;
110 ônibus padron do 5º lote até 30 de junho de 2027;
168 ônibus padron do 6º lote até 31 de dezembro de 2027;
122 ônibus padron do 7º lote até 31 de dezembro de 2027.
Relembre:
EM PRIMEIRA-MÃO: Governo de Goiás assina aditivo para implantação de 501 ônibus biometano/GNV, entre articulados de 19,2 m e padrons para o sistema metropolitano de Goiânia
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Biel não jogará pelo Atlético-MG em 2026. O atacante que esteve emprestado ao Galo na última temporada, pelo Sporting, de Portugal, já foi liberado pelos clubes para se acertar com uma nova equipe.
Como apurou a ESPN, o jogador de 24 anos está na Arábia Saudita, já com acerto encaminhado para assinar empréstimo com o novo clube que defenderá.
Contratado pelo Atlético em julho do ano passado, Biel não conseguiu se estabelecer com a camisa do Galo. O jovem atacante marcou apenas um gol e deu duas assistências nas 24 partidas que disputou.
Biel também ficou marcado por sua atuação na final da CONMEBOL Sul-Americana, quando perdeu duas chances na porrogação e desperdiçou sua cobrança na disputa por pênaltis – Galo foi vice para o Lanús, da Argentina.
Fora dos planos de Jorge Sampaoli, o ex-Bahia sequer foi relacionado para os cinco jogos do time mineiro na temporada.
Biel será mais uma saída do elenco atleticano. Rony, em negociação com o Santos, é outro atacante que deve deixar o clube.Entre os que já deixaram a equipe estão Guilherme Arana, Fausto Vera e mais três jogadores.
De acordo com fabricante, vendas tiveram crescimento de 12% em 2025 em relação ao ano anterior
ADAMO BAZANI
A Volkswagen Caminhões e Ônibus divulgou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, o balanço de vendas no mercado argentino.
Segundo a montadora, a Argentina liderou as vendas fora do Brasil da Volkswagen Caminhões e Ônibus, totalizando 2.182 unidades e alcançando um crescimento de 12% em 2025 em relação ao ano anterior.
O ônibus Volksbus 15.190 OD, chassi médio para segmentos urbanos e de fretamento, conhecido como midi ou micrão foi o destaque no segmento de transporte coletivo de passageiros, segundo a marca, em nota.
Na Argentina, as normas de redução de poluição ainda são com base no padrão internacional Euro 5. No Brasil, a norma já é Euro 6 desde janeiro de 2026.
Em nota, a Volkswagem ainda relaciona os caminhões 17.280 e os Delivery 11.180 e 9.170.
Os veículos são produzidos na fábrica de Córdoba e também em Resende (RJ).
“A produção de caminhões e ônibus em Córdoba, iniciada em 2024, teve impacto direto nos nossos negócios no mercado argentino, com cerca de 2 mil veículos comercializados no ano passado. Um avanço significativo em relação às quase 600 unidades de 2023”, afirma, em nota, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da VWCO, Ricardo Alouche,.
A montadora atua na Argentina há mais de 25 anos e conta com a segunda maior rede de concessionários fora do Brasil: são 13 concessionárias e 16 pontos de venda que atendem todo o território argentino. A linha de montagem no país ocupa uma área de 15 mil metros quadrados, dedicada à produção de caminhões e do chassi de ônibus. Além da Argentina, os principais destinos de vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus no exterior em 2025 foram o México, com 1.868 unidades, seguido pelo Chile, com 1.251 veículos, e pelo Peru, com 503 unidades. – prossegue o comunicado.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Decisões da SUPAS negam emissão de Termos de Autorização e reforçam posição da agência diante de tentativas de ingresso por via judicial
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indeferiu 15 pedidos apresentados pela Turissul (nome fantasia da Catarinense Agência de Viagens Ltda) para a emissão de Termos de Autorização (TAR) no transporte rodoviário interestadual de passageiros. As negativas constam das Decisões SUPAS nº 125 a nº 139, todas de 21 de janeiro de 2026, e foram publicadas no Diário Oficial da União. Os indeferimentos ocorrem em um contexto no qual a empresa tem recorrido ao Judiciário como forma de viabilizar a entrada e a permanência em mercados interestaduais, estratégia que envolveu recentemente a linha Porto Alegre (RS) – Guarulhos (SP), cuja operação acabou suspensa após decisão judicial favorável à própria ANTT.
Em todas as decisões, a agência reguladora aponta o mesmo fundamento: os mercados objeto dos pedidos não estão autorizados à requerente, o que caracteriza inobservância da Resolução ANTT nº 6.033/2023, que estabelece as regras do atual marco regulatório do transporte rodoviário interestadual sob o regime de autorização.
Indeferimentos em série
As decisões foram assinadas pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, e analisaram pedidos protocolados em processos administrativos distintos, todos com resultado negativo.
Foram indeferidos os seguintes pedidos de emissão de Termos de Autorização:
Decisão SUPAS nº 125 – Processo nº 50505.003239/2026-76
Decisão SUPAS nº 126 – Processo nº 50505.003238/2026-21
Decisão SUPAS nº 127 – Processo nº 50505.003237/2026-87
Decisão SUPAS nº 128 – Processo nº 50505.003236/2026-32
Decisão SUPAS nº 129 – Processo nº 50505.003235/2026-98
Decisão SUPAS nº 130 – Processo nº 50505.003234/2026-43
Decisão SUPAS nº 131 – Processo nº 50505.003233/2026-07
Decisão SUPAS nº 132 – Processo nº 50505.003230/2026-65
Decisão SUPAS nº 133 – Processo nº 50505.003229/2026-31
Decisão SUPAS nº 134 – Processo nº 50505.003228/2026-96
Decisão SUPAS nº 135 – Processo nº 50505.003227/2026-41
Decisão SUPAS nº 136 – Processo nº 50505.003226/2026-05
Decisão SUPAS nº 137 – Processo nº 50505.003225/2026-52
Decisão SUPAS nº 138 – Processo nº 50505.003224/2026-16
Decisão SUPAS nº 139 – Processo nº 50505.003221/2026-74
Em todos os casos, a ANTT reafirma que a inexistência de autorização prévia dos mercados pretendidos impede a emissão dos TARs, independentemente do número de processos protocolados.
O que diz o marco regulatório
A Resolução ANTT nº 6.033/2023 estabelece que apenas empresas regularmente habilitadas e com mercados expressamente autorizados podem requerer a emissão de Termos de Autorização para operação de linhas interestaduais. Quando o mercado solicitado não integra o escopo autorizado da empresa, o pedido é passível de indeferimento, como ocorreu nos processos analisados.
A Turissul foi fundada em 04 de outubro de 2006, sob a razão social Catarinense Agência de Viagens Ltda., com sede no município de Tubarão (SC). Nos processos agora indeferidos, a empresa buscava ingressar no serviço regular de transporte rodoviário coletivo interestadual de passageiros.
Todas as decisões entram em vigor na data de sua publicação.
Judiciário, operação sub judice e novas negativas administrativas
Os sucessivos indeferimentos administrativos agora registrados pela ANTT se inserem em um histórico recente no qual a Turissul tem buscado autorizações por meio de decisões judiciais, mesmo sem o atendimento integral das exigências regulatórias.
O caso mais emblemático envolve a linha Porto Alegre (RS) – Guarulhos (SP). Em janeiro de 2025, a empresa obteve decisão judicial que lhe permitiu operar o serviço em caráter sub judice, apesar de não possuir autorização definitiva da ANTT. À época, a agência destacou que a operação estava condicionada à manutenção da decisão judicial.
Em janeiro de 2026, no entanto, a Justiça acolheu recurso da ANTT e reformou o entendimento anterior, resultando na suspensão da linha Porto Alegre–Guarulhos. Com isso, a autorização judicial perdeu efeito e a operação foi interrompida, reforçando o posicionamento da agência reguladora quanto à necessidade de observância do marco regulatório.
Além desse episódio, a ANTT voltou a negar novos pleitos da empresa nesta segunda-feira (26), ao publicar outras decisões que indeferiram pedidos de autorização da Turissul, novamente sob o argumento de que os mercados pretendidos não estão autorizados à requerente, em desacordo com a Resolução nº 6.033/2023.
O conjunto das decisões indica que, apesar das tentativas de ingresso por via judicial em determinados mercados, a agência tem mantido, na esfera administrativa, posição firme quanto à aplicação das regras do novo modelo regulatório do transporte rodoviário interestadual de passageiros.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Programa funciona como “Caminho da Escola Brasileiro”, mas voltado para transportes não poluentes. Gestão Trump reporta cancelamentos de US$ 30 bilhões, entre diversas aplicações, e fala em dinheiro “desperdiçado de forma frívola”
ADAMO BAZANI
O governo do presidente Donald Trump, nos EUA, confirmou de forma oficial na última semana a interrupção dos financiamentos do Programa de Ônibus Escolares Limpos, destinado a compra de veículos elétricos.
A informação foi atualizada em 22 de janeiro de 2026 no portal do EPA, nome em inglês para o programa, do próprio governo norte-americano.
No site, a gestão reporta cancelamentos de US$ 30 bilhões, entre diversas aplicações voltadas para o meio-ambiente, e fala em dinheiro “desperdiçado de forma frívola”
A EPA está revisando e reformulando ativamente o Programa de Ônibus Escolares Limpos, em conformidade com a Ordem Executiva do Presidente Trump “Liberando a Energia Americana”, para garantir que o dinheiro dos impostos americanos, arduamente conquistado, seja utilizado da melhor maneira possível e não desperdiçado de forma frívola, como frequentemente acontecia durante o governo anterior. Sob a liderança do Administrador Zeldin, a EPA está comprometida em administrar com excelência o dinheiro dos contribuintes e em entregar resultados mensuráveis para as famílias americanas, ao mesmo tempo em que cumpre a intenção do Congresso. O Administrador Zeldin cancelou aproximadamente US$ 30 bilhões em subsídios e contratos dispendiosos desde que foi confirmado no cargo. A EPA prevê fornecer informações adicionais sobre o Programa de Ônibus Escolares Limpos reformulado e modernizado em breve. – diz o portal oficial. Veja emhttps://www.epa.gov/cleanschoolbus#:~:text=EPA%20Clean%20School%20Bus%20Program,of%20Clean%20School%20Buses%20page.
O programa EPA funciona como “Caminho da Escola Brasileiro”, mas voltado para transportes não poluentes.
Em setembro de 2025, o Diário do Transporte já mostrava a preocupação com a continuidade da liberação dos recursos.
Relembre:
O programa foi criado para garantir US$ 5 bilhões ao longo de 5 anos (de 2022 a 2026) aos distritos escolares com o objetivo de substituir os ônibus escolares mais antigos e poluentes por ônibus elétricos com emissão zero.
A decisão de suspender o financiamento foi tomada com base em US$ 2,3 bilhões em fundos que ainda não haviam sido alocados no âmbito do programa, “após a reação negativa ao decreto da [Governadora de Nova York, Kathy] Hochul e porque os veículos estavam apresentando defeitos devido ao frio e não estavam sendo produzidos em tempo hábil para os distritos.
A possibilidade de corte, confirmada na última semana, foi antecipada pelo “New York Post” no início de janeiro.
O administrador da EPA, Lee Zeldin, tomou a decisão de revisar o programa financiado pelos contribuintes depois que US$ 2,7 bilhões já haviam sido ‘desperdiçados de forma frívola’ sob o governo do ex-presidente Joe Biden em milhares de ônibus elétricos, de acordo com um porta-voz da agência ao jornal, na época, o que equivale a um custo aproximado de US$ 318.452,45 por veículo para produzir.”
“Na cidade de Nova Iorque, por exemplo, mais de 61 milhões de dólares em financiamento da EPA foram destinados a apenas duas entidades que fabricaram 180 ônibus ‘verdes’ para cinco distritos escolares, com um custo que variava de 295.000 a quase 395.000 dólares por unidade.”
Aproximadamente 150 ônibus elétricos estão atualmente em uso em Nova York, com mais de US$ 210 milhões investidos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Prefeitura e Suzantur cobram valores diferentes, mas judiciário entendeu que Constituição determina que o preço seja o mesmo
ADAMO BAZANI
O Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e determinou que a prefeitura de Diadema, no ABC Paulista, e a operadora dos ônibus Suzantur, cobrem pelo vale-transporte comprado pelas empresas associadas os mesmos valores regulares praticados no sistema municipal.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 12 de janeiro de 2026, a tarifa de ônibus municipais de Diadema, no ABC Paulista, subiu e os valores variam, de acordo com a forma de pagamento.
Valores:
Cartão SOU+ (Bilhetagem Eletrônica): R$ 4,25 para R$ 4,50
Dinheiro: R$ 5,50 para R$ 5,90
Vale-Transporte dos trabalhadores: De R$ 7,00 para R$ 7,50
Para a Justiça, a Constituição Federal determina que o preço seja o mesmo praticado para todos os usuários.
Segundo a Ciesp, em nota, em reajustes anteriores, a entidade conseguiu a equiparação dos valores.
A liminar assegura aos associados do Ciesp o direito de adquirir o vale-transporte pelos valores regulares praticados em Diadema, de R$ 5,90 e R$ 4,40, evitando aumento injustificado de custos e garantindo segurança jurídica às empresas. Antes, o decreto fixava o valor do vale-transporte em R$ 7,50.
Na decisão, a Justiça reconheceu que a diferenciação de valores para o mesmo serviço de transporte coletivo é ilegal e inconstitucional, por violar o princípio da isonomia e afrontar a Lei Federal nº 7.418/85, que determina a comercialização do vale-transporte pelo valor da tarifa vigente, sem ônus adicional aos empregadores.
A atuação do Ciesp reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos interesses da indústria, atuando de forma firme, técnica e responsável para coibir medidas que impactem negativamente a atividade produtiva e o emprego.
Em 2024, a entidade também entrou com um Mandado de Segurança Coletivo para proteger suas associadas do Decreto 7.567/18, que estabeleceu aumento nas tarifas de transporte urbano em Diadema. Na ocasião, a liminar concedida ao Ciesp reforçou o entendimento de que adotar tarifa diferenciada para vale-transporte desvia da finalidade de defender o empregado, ao ponto de causar-lhe ônus.
O Diário do Transporte já havia mostrado que na cidade vizinha, Santo André, onde os valores também são diferenciados, a ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, também conseguiu que as empresas-membros da entidade também paguem os mesmos preços.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Aryna Sabalenka segue em busca do tricampeonato no Australian Open. Nesta segunda-feira (26), a líder do ranking mundial fez mais uma vítima ao derrotar a norte-americana Iva Jovic por 2 sets a 0, parciais de 6-3 e 6-0, e garantir vaga na semifinal.
Com o resultado na Rod Laver Arena, a bielorrussa amplia o caminho para voltar ao topo do primeiro Grand Slam do ano após o vice na temporada anterior.
Embalada após vitórias sobre nomes como Anastasia Potapova, 55º do mundo, e Victoria Mboko, número 16, Sabalenka foi para o duelo sem perder um set sequer no torneio.
Em seu primeiro encontro com a número 1 do circuito, Iva Jovic levava na babagem sua melhor campanha de Grand Slam, que contou com triunfos sobre tenistas como Jasmine Paolini, 8ª do ranking, e Yulia Putintseva, algoz de Bia Haddad na primeira rodada. Motivos que a tornaram uma das sensações do torneio aos 18 anos.
Nem mesmo essas credenciais, no entanto, foram suficientes para conter o ímpeto de Sabalenka. Com ritmo intenso desde o início, a bielorrussa controlou as ações e fechou o primeiro set em 6 a 3, pavimentando o caminho para a classificação.
Na segunta parcial, a líder do ranking dispensou qualquer esperança de Jovic e, com direito a um ‘pneu’, fechou o set em 6 a 0, amplindo ainda mais seu caminho em Melbourne.
Duas vezes campeã do Australian Open, com títulos em 2023 e 2024, Sabalenka busca seu tricampeonato após ficar com o vice na última temporada para Madison Keys, dos Estados Unidos, que ficou pelo caminho este ano ao perder para Jessica Pegula nas oitavas de final.
Agência homologa cancelamento do TAR e determina garantias aos passageiros; operações serão encerradas em fevereiro
ALEXANDRE PELEGI
A Conceito Transportes e Turismo, que opera comercialmente sob o nome fantasia Expresso Concorrência, teve homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a renúncia ao Termo de Autorização (TAR) da linha Goiânia (GO) – São Félix do Araguaia (MT), com trajeto via Jussara (GO) e respectivas seções. A decisão também revoga um ato anterior de 2024 relacionado à autorização do serviço.
A medida consta da Decisão SUPAS nº 123, de 21 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27).
Com a homologação da renúncia, fica cancelado o TAR nº GOMT0052007, o que implica o encerramento de todas as operações vinculadas à autorização. A decisão estabelece ainda que a transportadora deverá assegurar os direitos dos passageiros, especialmente quanto ao cancelamento de bilhetes de viagens já programadas para data posterior ao fim das atividades, conforme prevê a Resolução ANTT nº 6.033/2023.
No mesmo ato, a ANTT revogou a Decisão SUPAS nº 2.356, de 16 de outubro de 2024, publicada no Diário Oficial da União de 23 de outubro daquele ano.
A decisão entra em vigor em 18 de fevereiro de 2026.
A Expresso Concorrência tem sede em Goiânia (GO) e foi fundada em agosto de 2005, atuando no transporte rodoviário interestadual de passageiros.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes