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Porto Velho (RO) estuda reorganizar linhas para reduzir viagens de universitários à noite


Uso de dados de demanda embasa proposta para remanejar frota e encurtar deslocamentos até a UNIR

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Porto Velho (RO) desenvolve um estudo técnico para reestruturar o transporte universitário noturno com foco em reduzir tempos de viagem e melhorar o atendimento aos estudantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A proposta em análise aposta na reorganização operacional do sistema, sem ampliação de frota ou novos custos ao município.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade (Semtran) e prevê o remanejamento de um veículo já em operação para cumprir duas viagens noturnas com itinerário adaptado, voltado a regiões com maior concentração de estudantes.

A estratégia parte de levantamentos técnicos e do cruzamento de informações de demanda, incluindo mapas de calor e dados fornecidos pela universidade, para redefinir pontos prioritários de atendimento e encurtar trajetos atualmente realizados pelos usuários.

A proposta não envolve criação de novas linhas, mas sim um redesenho da operação existente, com foco em ganhos de eficiência e melhor aproveitamento da estrutura já disponível.

Segundo o secretário da Semtran, Iremar Torres, “Estamos trabalhando com base em dados técnicos para oferecer mais segurança e agilidade aos universitários. A proposta permite ajustar o serviço atual para encurtar caminhos, mantendo o rigoroso equilíbrio do subsídio tarifário municipal e a responsabilidade fiscal da gestão”, afirmou.

As discussões tiveram origem em demandas apresentadas pela Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da UNIR e evoluíram para um processo de análise operacional que deverá seguir ao longo dos próximos meses.

De acordo com o cronograma apresentado, testes e eventual implantação do novo formato estão projetados para o segundo semestre de 2026, após conclusão dos estudos de viabilidade financeira e operacional.

A medida aposta em inteligência de dados aplicada à mobilidade como instrumento para requalificar o atendimento estudantil, em um modelo que busca combinar racionalização de recursos e melhoria do serviço prestado.

Caso implementada, a mudança poderá alterar a dinâmica do deslocamento noturno de universitários, especialmente em pontos de maior demanda, com foco em trajetos mais diretos e redução de tempo de percurso.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



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