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Transbraz vai ampliar operações no Nordeste com mais 70 atendimentos entre cidades do interior e grandes centros econômicos


Companhia foi contemplada com novos mercados de ônibus interestaduais na primeira “janela” da ANTT e, com isso, vai cobrir rotas onde passageiros não tinham opção direta de transportes

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

OUÇA ABAIXO:

O Nordeste vai contar com 70 novos atendimentos, que até então não tinham ligações diretas, de ônibus rodoviários interestaduais (entre diferentes estados) pela empresa Transbraz, de São José do Egito (PE).

São trechos que vão ligar cidades menores do interior de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia a grandes centros econômicos como Caruaru, Petrolina, Mossoró, Campina Grande, além de duas capitais, Recife e João Pessoa. (MAIS A FRENTE NA REPORTAGEM, VEJA A RELAÇÃO COMPLETA DAS CIDADES E AS ORIGENS E DESTINOS).

É que a Transbraz obteve junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), órgão do Governo Federal que regula este setor, a liberação de 70 mercados de linhas de ônibus rodoviários na chamada “primeira janela”, que são oportunidades de as viações solicitarem autorização para novos atendimentos.

O objetivo, segundo a Agência, nesta primeira fase de liberação de mercados, é oferecer transportes onde não existiam ligações diretas entre pontos de diferentes estados ou ampliar a concorrência onde só tinha uma empresa operando.

A estimativa da ANTT é que a partir de julho de 2026, as ligações comecem gradativamente a sair do papel.

Cada mercado significa uma ligação entre um ponto e outro dentro de uma mesma linha. Assim, uma linha pode ter vários mercados.

No caso da Transbraz, todos os mercados liberados não tinham nenhuma ligação direta, ou seja, a empresa, neste momento, optou pelos chamados até então de “mercados desatendidos” e não os “mercados monopolistas”, onde só há uma empresa apenas atendendo até agora.

Ao editor e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, site especializado em mobilidade, o diretor da Transbraz, Áureo Braz, disse que o momento pode ser considerado “histórico” tanto para a companhia quanto para moradores destas regiões mais afastadas que passarão a ter acesso direto a oportunidades de renda e trabalho, saúde, educação e lazer em municípios com mais recursos.

“Essa concessão, além de um marco histórico da operação da Transbraz, também possibilitará várias cidades do interior desses estados a ligação com essas cidades de potencial econômico maior, fazendo com que movimentem ainda mais a economia desses lugares É com grande satisfação que trazemos aqui, em primeira mão, para o Diário do Transporte, a novidade que são os mercados concedidos pela ANTT pela janela extraordinária 01-2024.” – disse

O editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, tem atualizado as informações sobre o procedimento que, na aposta da ANTT, deve ampliar o atendimento em todo o País e a concorrência, muito embora, segundo advogados especialistas ouvidos pelo site, como Ilo Lobel, Rita Januzzi e Liana Variani, na prática, os números de novos serviços aos cidadão serão menores que o anunciado pela agência federal, já que muitas empresas não vão atender a todas exigências para a operação e alguns destes mercados são isolados, não conseguem compor linhas e conexões e não devem ter viabilidade econômica ou técnica. A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

Áureo Braz, entretanto, garante que a Transbraz vai assumir todos os 70 mercados aos quais obteve autorização por se enquadrarem dentro da estrutura de malha de linhas e de frota da companhia.

VEJA A RELAÇÃO COMPLETA DAS LINHAS:

ARAPIRACA/AL-CAMPINA GRANDE/PB

ARAPIRACA/AL-MOSSORO/RN

ARAPIRACA/AL-PATOS/PB

ARAPIRACA/AL-SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE

ARAPIRACA/AL-SANTA LUZIA/PB

CACHOEIRINHA/PE-CAICO/RN

CACHOEIRINHA/PE-MOSSORO/RN

CAMPINA GRANDE/PB-AFOGADOS DA INGAZEIRA/PE

CAMPINA GRANDE/PB-CACHOEIRINHA/PE

CAMPINA GRANDE/PB-CAICO/RN

CAMPINA GRANDE/PB-GARANHUNS/PE

CAMPINA GRANDE/PB-JATAUBA/PE

CAMPINA GRANDE/PB-SAO JOSE DO EGITO/PE

CAMPINA GRANDE/PB-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

CAMPINA GRANDE/PB-TABIRA/PE

CARUARU/PE-CAICO/RN

CARUARU/PE-MOSSORO/RN

CARUARU/PE-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

CONGO/PB-CARUARU/PE

CONGO/PB-LAGOA GRANDE/PE

CONGO/PB-PETROLINA/PE

CONGO/PB-RECIFE/PE

GARANHUNS/PE-CAICO/RN

GARANHUNS/PE-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

JOAO PESSOA/PB-AFOGADOS DA INGAZEIRA/PE

JOAO PESSOA/PB-JATAUBA/PE

JOAO PESSOA/PB-SAO JOSE DO EGITO/PE

JOAO PESSOA/PB-TABIRA/PE

JUAZEIRO/BA-AFOGADOS DA INGAZEIRA/PE

JUAZEIRO/BA-JATAUBA/PE

JUAZEIRO/BA-OURO VELHO/PB

JUAZEIRO/BA-SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE

JUAZEIRO/BA-SAO JOSE DO EGITO/PE

JUAZEIRO/BA-SUME/PB

JUAZEIRO/BA-TABIRA/PE

OURO VELHO/PB-CARUARU/PE

OURO VELHO/PB-LAGOA GRANDE/PE

OURO VELHO/PB-PETROLINA/PE

OURO VELHO/PB-RECIFE/PE

OURO VELHO/PB-SALGUEIRO/PE

OURO VELHO/PB-SERRA TALHADA/PE

PALMEIRA DOS INDIOS/AL-CAICO/RN

PALMEIRA DOS INDIOS/AL-CAMPINA GRANDE/PB

PALMEIRA DOS INDIOS/AL-PATOS/PB

PALMEIRA DOS INDIOS/AL-SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE

PATOS/PB-BREJINHO/PE

PATOS/PB-CACHOEIRINHA/PE

PATOS/PB-CAICO/RN

PATOS/PB-CARUARU/PE

PATOS/PB-JATAUBA/PE

PATOS/PB-SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE

PATOS/PB-SAO JOSE DO EGITO/PE

PATOS/PB-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

PATOS/PB-TUPARETAMA/PE

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE-CAICO/RN

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE-MOSSORO/RN

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

SANTA LUZIA/PB-CARUARU/PE

SANTA LUZIA/PB-MOSSORO/RN

SANTA LUZIA/PB-SERRA NEGRA DO NORTE/RN

SOLEDADE/PB-CAICO/RN

SOLEDADE/PB-CARUARU/PE

SOLEDADE/PB-MOSSORO/RN

SUME/PB-BREJINHO/PE

SUME/PB-CARUARU/PE

SUME/PB-RECIFE/PE

TEIXEIRA/PB-CARUARU/PE

TEIXEIRA/PB-RECIFE/PE

TEIXEIRA/PB-SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE

TEIXEIRA/PB-SAO JOSE DO EGITO/PE

A TRANSBRAZ – HISTÓRIA:

Em nota ao Diário do Transporte, a empresa resume a história no segmento de transportes.

A história da TRANSBRAZ começa em 06 de abril de 1970, no Sítio Grosso, zona rural de São José do Egito – PE. Foi ali que um jovem agricultor de apenas 18 anos, Antônio Braz Filho, conhecido como Toinho Braz, com uma Rural iniciou os primeiros trajetos em estradas de barro, precárias e desafiadoras. Ainda assim, os obstáculos nunca foram suficientes para impedir o seu propósito. 

 Da Rural Willys vieram as Kombis, depois as Veraneios, os micro-ônibus e, mais tarde, os primeiros ônibus zero quilômetro, sempre acompanhando as necessidades dos clientes e ampliando a capacidade de atendimento.

 Desde então, a empresa passou a estruturar suas operações de forma mais organizada, sempre com foco em oferecer segurança, conforto e excelência no atendimento.

 Em 2013 a Transbraz passou por momentos intensos e decisivos para a história da empresa. De um lado, a dor profunda da perda prematura de seu fundador, Toinho Braz. Do outro, a conquista da concessão oficial de linhas interestaduais pela ANTT. Foi um momento de transição, em que o legado deixado se transformou em responsabilidade: continuar, honrar e evoluir.

Atualmente, a TRANSBRAZ atua de forma diversificada no setor de transporte, oferecendo:

  • linhas regulares intermunicipais e interestaduais
  • transporte escolar e universitário
  • fretamento para instituições e empresas de
  • turismo em todo o país, além do transporte de encomendas.

Com sede em São José do Egito – PE, a empresa conta com filiais em Santa Cruz do Capibaribe – PE, Afogados da Ingazeira-PE e Patos – PB, além de uma rede de agentes credenciados nas regiões onde atua.

GRUPOS TRADICIONAIS X “START UPS”

A ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%. Além disso, 5.459 mercados (11,5% do total) serão submetidos a processo seletivo público.

Cada “janela da ANTT” é uma oportunidade para, de acordo com as atuais regras do setor, que as empresas solicitem autorizações para operar, privilegiando trechos onde não há nenhum tipo de atendimento ainda ou apenas uma companhia atuando.

Com a marca própria Flixbus, a gigante alemã conseguiu 1158 mercados onde não havia oferta até então e 72 mercados onde já há uma oferta, somando 1230 mercados. A FlixBus está no Brasil desde 2021, mas a atuação na Europa começou em 2011 e hoje se tornou gigante, tendo, inclusive frota própria de ônibus e operando até mesmo ferrovias.

A Buser, criada no Brasil em 2017, obteve 27 mercados autorizados, sendo 26 onde não havia atendimento e um para concorrer onde há uma empresa apenas. Mas as liberações não foram para a Buser em si, mas para duas empresas de linhas regulares que comprou, a Transportes Santa Maria, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista; e Expresso JK, do Distrito Federal. Ambas já atuavam no setor dessas linhas. O aplicativo Buser se caracterizou pelo que chama de “fretamento colaborativo”, modelo que é alvo de um debate jurídico sobre se é legal ou não no Brasil.

Veja os detalhes:

Em 28 de abril de 2026, o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, mostrou que o aplicativo  Buser vai operar 27 mercados.

As operações se darão por meio da compra recente pelo aplicativo das empresas Transportes Santa Maria, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista; e Expresso JK, do Distrito Federal.

Somente em relação aos chamados mercados “desatendidos”, que são ligações para as quais não havia nenhuma oferta, são 26, sendo 18 pela empresa do ABC e oito pela JK.

Barbacena (MG) x Santo André (SP); Campo Belo (MG) x São Bernardo do Campo (SP); Formiga (MG) x São José do Rio Preto (SP); são alguns exemplos pela Santa Maria e; Morrinhos (MG) x Belo Horizonte (MG); Pinhas (PR) x Registro (SP) e Rio de Janeiro (RJ) x Itaquaquecetuba (SP), pela JK, são casos dos mercados antes sem oferta de ligações.

Já entre os mercados que tinham a atuação de uma só empresa, a Buser vai operar, pela Expresso JK, a ligação Contagem (MG) x Três Rios (RJ).

Relembre:

EXCLUSIVO: Buser ganhou mais 27 mercados de ônibus de linhas regulares interestaduais com janelas da ANTT

No dia 27 de abril de 2026, Adamo Bazani mostrou que a plataforma internacional Flixbus conseguiu autorizações para operar diretamente linhas de ônibus nestas janelas.

Foram 1158 mercados onde não havia oferta até então, que são chamados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), de mercados desatendidos, tendo a Flixbus como contemplada 1.: Alagoinhas (BA) x Jaboatão dos Guararapes (PE); Balneário Camboriú (SC) x Umbaúba (SE); Bayeux (PB) x Santo André (SP); Camapuã (MS) x Cascavel (PR) estão entre os exemplos.

A plataforma também vai atender 72 mercados onde já há uma oferta, como Curitiba (PR) x São Vicente.

Relembre:

EM PRIMEIRA-MÃO: Janelas da ANTT: Flixbus tem 1158 mercados antes sem atendimento e, Gontijo 3024. Sobre “monopolistas”, Águia Branca vai coincidir com rotas da Itapemirim

Os modelos de negócios foram escolhidos de forma diferente.

Enquanto a Flixbus fez as solicitações diretas por sua marca, a Buser foi contemplada por meio das compras de viações de linhas regulares que fez.

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte noticiou em primeira mão, de forma oficial, a aquisição.

Relembre:

Holding da Buser adquire CNPJ da Transportes Santa Maria, do ABC Paulista, para operações rodoviárias interestaduais regulares. JK já havia sido adquirida

O Diário do Transporte mostrou também que mesmo com participação da Buser e Flixbus na primeira janela da ANTT, associação que reúne aplicativos vê resultados com cautela.

Segundo Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), não há evidências ainda de que os benefícios para empresas e para os passageiros serão reais e muitos destes mercados não serão possíveis.

Relembre:

Mesmo com participação da Buser e Flixbus na primeira janela da ANTT, associação que reúne aplicativos vê resultados com cautela

O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, conversou em uma reportagem especial de “pós-divulgação dos resultados dos mercados aprovados” com vários advogados especializados neste setor e em segurança jurídica.

Todos entendem que houve avanços, mas também entendem ser necessária cautela e aliaram riscos jurídicos e operacionais.

“Grande parte dos mercados concedidos não vai ser operada, porque muitos destes mercados não são viáveis ou não conseguem compor uma linha rentável na prática. Resumindo: a janela no final pode ser uma grande ilusão” – explicou o advogado especializado em transportes rodoviários, considerado uma das referências no setor, Ilo Löbel da Luz.

Por este motivo, a advogada especializada em direito empresarial, Liana Variani, aponta também que, além da viabilidade econômica toda nova operação precisa ser avaliada pelo ponto de vista de risco jurídico.

“Toda regulamentação nova requer uma análise aprofundada por equipes de advogados especializados. Esta avaliação deve considerar as novas regras em si, a tal letra fria, mas as realidades próprias da empresa, levando em conta o contexto operacional, organizacional, concorrencial e até mesmo geográfico de determina operação. Vale a pena, então, entender o texto e o contexto de forma ampla e individualizada ao mesmo tempo” – disse.

“Para empresas que nunca operaram no modal rodoviário interestadual — como parece ser o caso de pelo menos parte das contempladas nesta rodada —, a curva de aprendizado regulatório pode ser longa e custosa. Infrações no início da operação, mesmo que involuntárias, geram autuações com penalidades significativas, suspensões e até cassação da autorização”. – detalhou a advogada especializada no setor rodoviário, Rita Januzzi.

Segundo o especialista em direito voltado para a área de transportes, o advogado Lucas Turquino, haverá acirramento concorrencial riscos de litígio.

“Um ponto que merece atenção jurídica é o acirramento competitivo que os resultados desta janela revelam — e em alguns casos, explicitamente agravam. Alguns novos vão aparecer outros vão se ampliar” – disse.

A matéria especial você acessa neste link:

ENTREVISTAS: Primeira janela de ônibus rodoviários da ANTT pode ser “pura ilusão”, grande parte dos mercados aprovados não vai virar realidade e vai ter muita briga na Justiça

O QUE SÃO JANELAS E QUANTAS SÃO:

As chamadas ‘janelas de entrada’ são períodos predefinidos pela agência durante os quais empresas de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros podem apresentar requerimentos para obter novas autorizações de linhas ou para a ampliação de serviços já existentes. Fora dessas janelas, o sistema regulatório é, em regra, fechado para novos pedidos.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 24 de abril de 2026, a ANTT aprovou 47.291 mercados. Desse total, 38.379 referem-se a mercados até então não atendidos, chamados pela agência de “mercados desatendidos”.  Outros 8.912 mercados são atualmente operados por apenas uma empresa e foram classificados pela ANTT como “mercados monopolistas”. Com isso, o total de mercados autorizados administrativamente deverá saltar de 33.961 para 72.340 — um crescimento de 113%.

A reportagem completa do editor e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, sobre as janelas, você confere neste link:

ANTT publica resultados de abertura de janelas extraordinárias de mercado de ônibus rodoviários e estima aumento de 52% no número de empresas

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Fonte

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