Publicado em: 30 de janeiro de 2026

Categoria rejeita reajuste de 2% e negociações seguem no Tribunal do Trabalho
ARTHUR FERRARI
O sistema de transporte público de São Luís (MA) e dos municípios da região metropolitana amanheceu sem ônibus nesta sexta-feira (30) em razão de uma greve geral deflagrada pelos rodoviários. A paralisação impacta cerca de 700 mil usuários e foi iniciada após a categoria rejeitar a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas operadoras.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), a oferta patronal previa aumento de 2% nos salários, percentual considerado insuficiente. Diante da recusa, motoristas e cobradores decidiram interromper as atividades até que uma nova proposta seja formalizada.
As reivindicações incluem reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a ampliação do número de dependentes atendidos pelo plano de saúde. Com o início da greve, garagens permaneceram fechadas e a circulação de veículos foi suspensa tanto na capital quanto nas cidades do entorno.
Em resposta ao movimento, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET) informou que acionou o Judiciário para tentar garantir a operação de uma frota mínima. A entidade declarou ainda que participou de reuniões com o Governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís (MA), mas que não houve apresentação de proposta de recomposição salarial por parte da administração municipal.
O setor já vinha enfrentando dificuldades nos últimos meses. Recentemente, a empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, suspendeu temporariamente os serviços após atraso no pagamento de salários aos funcionários.
Antes da paralisação, o Sttrema havia concedido prazo de 72 horas para avanço nas negociações, após o envio de ofícios às empresas, ao sindicato patronal e a órgãos públicos. Como não houve acordo, a greve foi confirmada.
Uma audiência de conciliação está prevista para ocorrer às 15h desta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA), com a presença de representantes dos trabalhadores, das empresas, da Prefeitura de São Luís (MA), da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do governo estadual. Até o momento, não há previsão para a retomada do transporte coletivo.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


