19.4 C
Rondonópolis
quinta-feira, 7 maio - 02:14
- Publicidade -
Publicidade
HomeTransportesFalhas de software podem paralisar operação e gerar prejuízos milionários no transporte...

Falhas de software podem paralisar operação e gerar prejuízos milionários no transporte público


Estudo da empresa de tecnologia aponta que indisponibilidade de sistemas impacta diretamente a operação, aumenta custos e compromete a confiança dos passageiros

ALEXANDRE PELEGI

A operação do transporte público, marcada por funcionamento contínuo e alta complexidade, depende cada vez mais da confiabilidade dos sistemas tecnológicos que dão suporte ao planejamento, despacho e controle das frotas. Estudo reunido no eBook Reliable Transit Service, produzido pela empresa de tecnologia Optibus, mostra que falhas de software podem ter efeitos diretos e imediatos na prestação do serviço, com impactos operacionais e financeiros significativos. 

Segundo o material, qualquer indisponibilidade de sistemas se traduz rapidamente em interrupções no serviço. Entre os principais efeitos estão a perda de visibilidade da frota, a impossibilidade de alocar motoristas e o comprometimento do acompanhamento da pontualidade das viagens. 

Impacto direto na operação

A paralisação de sistemas pode gerar um efeito cascata na operação. Sem acesso às ferramentas digitais, os centros de controle ficam “no escuro”, o que dificulta a tomada de decisão e a comunicação com os operadores.

Além disso, o estudo aponta que falhas tecnológicas aumentam a necessidade de horas extras, já que as equipes precisam compensar manualmente processos que seriam automatizados, elevando custos operacionais.

Outro ponto crítico são as penalidades regulatórias. Autoridades de transporte frequentemente aplicam multas em casos de falhas na prestação do serviço ou ausência de dados operacionais, o que agrava ainda mais o impacto financeiro. 

O levantamento cita estimativa da consultoria Gartner de que o custo médio de indisponibilidade de sistemas de TI chega a cerca de US$ 5.600 por minuto. No caso do transporte público, esse valor pode ser ainda maior ao considerar perda de receita tarifária e penalidades contratuais. 

Sistemas antigos ampliam riscos

De acordo com o estudo, sistemas legados — muitas vezes apenas migrados para ambientes em nuvem sem reestruturação — apresentam pontos únicos de falha, o que aumenta o risco de colapso operacional.

Entre os principais problemas apontados estão falhas de hardware, vulnerabilidades a ataques cibernéticos e a dificuldade de atualização dos sistemas, que muitas vezes são evitadas por receio de interrupções.

Nova arquitetura reduz vulnerabilidades

Como alternativa, o material destaca o avanço de plataformas desenvolvidas com arquitetura nativa em nuvem, que distribuem operações em múltiplos servidores e permitem continuidade mesmo em caso de falhas pontuais.

Esse modelo possibilita maior escalabilidade, atualizações contínuas sem interrupção e redundância de dados, reduzindo riscos operacionais e aumentando a resiliência do sistema.

A adoção de novas tecnologias, segundo o estudo, vai além de uma escolha técnica e passa a ser uma decisão estratégica para operadores e autoridades públicas.

O modelo baseado em serviços (OPEX), por exemplo, permite substituir altos investimentos iniciais em infraestrutura por custos operacionais mais previsíveis, além de liberar equipes de TI para atuar em soluções voltadas ao usuário.

Ao final, o documento conclui que a confiabilidade tecnológica passa a ser elemento central para garantir a continuidade do serviço e a confiança do passageiro em sistemas de transporte cada vez mais dependentes de dados e automação.

Para baixar o eBook só clicar no link: <LINK>

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Fonte

RELATED ARTICLES

Most Popular

Recent Comments