Publicado em: 14 de abril de 2026

Ministro Guilherme Boulos fala em “lobby” de iFood, 99 e Uber
ADAMO BAZANI
A convocação de uma greve nacional de motoristas de aplicativo de transportes e de passageiros e de entregadores para esta terça-feira, 14 de abril de 2026, deve provocar a retirada da pauta da Câmara dos Deputados do PL 152 que prevê regras sobre o pagamento destes profissionais.
Mudanças apresentadas pelo relator Augusto Coutinho desagradaram as lideranças que anunciaram a eventual paralisação e protestos em Brasília e diferentes capitais.
O Governo Federal também retirou apoio ao projeto.
Entre as alterações que desagradaram está a substituição de uma tarifa mínima por viagem em troca de limitar o desconto das plataformas a 30%.
Outro ponto polêmico é que, no caso de entregas, o novo texto propõe R$ 8,50 como remuneração mínima por corrida em vez de R$ 10 como queriam as lideranças dos profissionais.
O projeto torna estes profissionais “autônomos plataformizados”, afastando qualquer possibilidade de vínculo empregatício e vinculação de acordo com a CLT.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, Guilherme Boulos, disse à imprensa que as mudanças são “lobby” de empresas como 99, Uber e iFood.
Usuários deste tipo de serviço, em alguns momentos do dia, podem sentir mais dificuldades em conseguir as corridas ou encontrar preços maiores.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


