Publicado em: 4 de maio de 2026

Distribuição pulverizada e alta demanda por autopeças marcam operação em mais de 130 municípios
ARTHUR FERRARI
A operação de transporte de cargas fracionadas na Bahia vem ganhando escala fora dos grandes centros urbanos, com destaque para o avanço da Águia Branca Encomendas, que atende atualmente 138 municípios no estado e mantém 49 agências em funcionamento.
Entre o segundo semestre de 2025 e os primeiros meses de 2026, a empresa movimentou cerca de 986 mil pacotes, com emissão aproximada de 280 mil conhecimentos de transporte (CT-e) e atendimento a mais de 10 mil clientes. O volume reflete a necessidade de abastecimento contínuo em regiões com menor densidade logística.
As origens das encomendas estão concentradas principalmente em Salvador (BA), seguida por Feira de Santana (BA), Eunápolis (BA) e Itabuna (BA). Já no destino, o fluxo se distribui de forma mais ampla, com destaque para Irecê (BA), além das próprias Salvador (BA), Itabuna (BA), Eunápolis (BA) e Porto Seguro (BA), evidenciando a capilaridade da operação no interior.
O perfil das cargas revela predominância do setor de autopeças, responsável por 41% do total transportado. Na sequência aparecem os segmentos médico-hospitalar, com 11%, e de eletrônicos, com 8%, indicando forte vínculo com cadeias que exigem reposição ágil e funcionamento contínuo.
A malha logística também incorpora conexões interestaduais, com cidades como Aracaju (SE) figurando entre os principais pontos de origem de envios. Esse fluxo reforça o papel da Bahia como elo de integração entre diferentes mercados regionais.
A estratégia operacional utiliza o transporte rodoviário por ônibus como base, aproveitando a frequência das viagens para acelerar prazos de entrega, especialmente em rotas de curta e média distância. O modelo amplia a regularidade das saídas e permite atender localidades onde outros modais têm menor alcance.
A operação inclui ainda sistemas de rastreamento, controle de cargas e processos padronizados ao longo de todo o trajeto, o que contribui para manter a previsibilidade nas entregas, um dos principais desafios logísticos em regiões fora dos grandes polos.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


