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Araucária (PR) conhece ônibus alternativos ao diesel entre modelos elétricos, biometano e a gás natural


Prefeito Luiz Gustavo Botogoski vistoriou veículos. Intenção é futuramente fazer testes em linhas e implementar gradativamente frota menos poluente

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

A prefeitura de Araucária (PR), na região metropolitana de Curitiba, pretende experimentar no sistema de transportes locais, ônibus urbanos que não dependem de diesel para funcionar.

O prefeito de Araucária, Luiz Gustavo Botogoski, e outros representantes da administração municipal vistoriaram na manhã desta sexta-feira, 1º de maio de 2026, no Parque Cachoeira, onde ocorre a “Festa do Trabalhador” até domingo (03), três modelos de diferentes portes e trações.

Um deles é 100% elétrico com tecnologia integralmente brasileira da empresa Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista.  No modelo, também são produzidas no Brasil a plataforma (Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo-SP); a carroceria (Caio, em Botucatu-SP); e as baterias com os motores (WEG, de Jaraguá do Sul-SC).

Com autonomia entre 250 km e 300 km e tempo de recarga completo em até quatro horas, o modelo e_Millennium tem capacidade para 76 pessoas, entre sentadas e em pé, piso baixo, ar-condicionado, entradas USB para recarga de celulares e não emite poluentes durante a operação, bem como tem baixo nível de ruído. O veículo foi o que mais chamou a atenção da população pelo nível de conforto e tecnologia e por ser diferenciado. A unidade apresentada possui a configuração exigida pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora da capital paulista, e conta ainda com wiifi para acesso a internet, entradas USB para recarga de celuales, iluminação de Led e vidros colados com tratamento antirraios UV (Ultravioleta) do Sol. Os motores rendem o equivalente a 380 cv em cada ônibus e ficam nos eixos, ligados às rodas.

A prefeitura também conheceu um micro-ônibus movido a biometano, da marca Volare, do Grupo Marcopolo, também de fabricação nacional. É o modelo Volare Fly 10 GV, que também pode rodar com GNV (Gás Natural Veicular) derivado de petróleo. O veículo tem motor FPT Industrial de cerca de 200 cv e torque de 750 Nm e é equipado com três cilindros que somam 360 litros, permitindo rodar até 450 km. A versão urbana pode ser configurada para levar de 35 a 38 passageiros.

Também fez parte da apresentação um modelo GNV/biometano com tecnologia IVECO BUS 17-210 G e carroceira Caio Apache Vip 5, produzida também no Brasil. O veículo possui ar-condicionado, wi-fi, entradas USB para recargas de celulares, mas não é piso baixo, com entrada e saída por degraus e acessibilidade por meio de elevador na porta central para cadeira de rodas. O motor é na frente, FPT Industrial N60 CNG com potência entre 204 a 210 cv e torque de 750 Nm. A autonomia é de 350 km.

Localmente, durante a operação, os modelos elétricos não emitem poluentes atmosféricos. Já os demais, com GNV reduzem em cerca de 70% as emissões e entre 85% e 95% com biometanno.

A cidade também tem investido em hidrogênio verde, que pode gerar energia para ônibus elétricos integrais ou híbridos. Em 18 de março de 2026, foi apresentado pelo poder público o Projeto Selene – a planta de produção de hidrogênio verde –, realizada na unidade da CSN (Companha Siderúrgica Nacional) no município.

A implantação de uma “usina de hidrogênio verde”, segundo a prefeitura, está bem adiantada. A previsão é de que o combustível disponível para comercialização entre agosto e setembro ainda de 2026.

A ideia é que este combustível possa abastecer veículos como caminhões, empilhadeiras e ônibus – inclusive do transporte público – em pouco tempo. A expectativa é que a unidade seja capaz de produzir cerca de 709 toneladas de hidrogênio por ano, ou seis caminhões-tanque por dia. O investimento foi de R$ 120 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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