Publicado em: 15 de maio de 2026

Como mostrou o Diário do Transporte, prefeitura anunciou que a partir de 30 de maio só será aceita bilhetagem eletrônica
ADAMO BAZANI
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que abriu nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, inquérito civil, para investigar a proibição do pagamento em dinheiro das passagens nos ônibus municipais.
Um dos objetivos do órgão é apurar apura se a Secretaria Municipal de Transportes comete prática abusiva ao impor o uso exclusivo do sistema digital “Jaé”, operado pela empresa Bilhete Digital S.A.
As apurações são de responsabilidade da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela do Consumidor, do Contribuinte e de Proteção de Dados Pessoais.
A Promotoria requisitou que a Secretaria esclareça as razões técnicas e administrativas que embasaram a decisão e informe se existem alternativas para usuários sem acesso a meios digitais, assim como se foram previstas medidas voltadas à mitigação de eventual impacto sobre usuários em situação de vulnerabilidade.
Como mostrou o Diário do Transporte, a partir de 30 de maio, os usuários do transporte público do Rio de Janeiro (RJ) não terão mais a possibilidade do pagamento da tarifa em dinheiro nos ônibus municipais, sendo obrigatória a bilhetagem eletrônica.
O cartão verde do Jaé continuará válido para viagens unitárias, mas deixará de ter acesso à integração tarifária. Usuários que ainda utilizam esse modelo para integração devem criar uma conta digital no aplicativo Jaé e solicitar gratuitamente o cartão preto ou utilizar o QR Code no celular.
Atualmente, com o Bilhete Único Carioca (BUC), o passageiro pode realizar até três viagens no período de três horas, sendo uma delas no BRT, pagando apenas uma tarifa de R$ 5. Já o Bilhete Único Metropolitano (BUM) permite até quatro viagens entre BRT, VLT e ônibus municipais em até 20 horas, também por R$ 5 na integração municipal.
Relembre:
O MPRJ diz também que oficiou o consórcio Bilhete Digital para que detalhe o funcionamento do sistema Jaé, as formas de acesso disponíveis e a existência de pontos de recarga. A Secretaria e Consórcio têm prazo de dez dias para responder, dada a proximidade da implementação do novo sistema.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


