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Novas tarifas de ônibus intermunicipais do Rio de Janeiro entram em vigor neste domingo (15) – VEJA TODOS OS VALORES

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Aumentos são de 9,93%; 11,69% e 12,61% dependendo do tipo da linha e dos serviços

ADAMO BAZANI

Andar de ônibus intermunicipais no Rio de Janeiro ficou mais caro a partir deste domingo, 15 de fevereiro de 2026.

O Detro-RJ, departamento estadual que gerencia os transportes, publicou portaria com os novos valores.

Os aumentos variam de acordo com o tipo da linha e dos serviços:

9,93% para os serviços urbanos de natureza não metropolitana (tarifa “SA”);

11,69% para os serviços rodoviários não metropolitanos (tarifas “A” e “AC”);

12,61% para os serviços de caráter metropolitano (tarifas “SA”, “A” e “AC”);

Segundo o Detro, o mais recente reajuste entrou em vigor em 29 de março de 2025.

Para justificar o novo aumento, o departamento estadual diz na portaria que desde o último reajustes ocorreram sucessivas elevações nos custos dos insumos essenciais à prestação dos serviços de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros, bem como variações no volume de passageiros transportados, além da “significativa participação do preço dos combustíveis na estrutura de custos dos referidos serviços impõe a necessidade de atualização tarifária para garantir a Manutenção do equilíbrio econômico financeiro do sistema”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Diniz é sincero e diz se temeu por demissão ou cogitou pedir para sair do Vasco em caso de eliminação no Carioca

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Foi por pouco, mas o Vasco da Gama avançou para as semifinais do Campeonato Carioca ao passar pelo Volta Redonda nos pênaltis após empatar por 1 a 1 no tempo normal.

A equipe cruz-maltina saiu atrás no placar e foi para o intervalo perdendo. No segundo tempo, porém, o desempenho melhorou, e dentre as várias chances desperdiçadas, Claudio Spinelli empatou de cabeça aos 21 minutos.

Apesar da classificação, o jogo foi marcado pela pressão da torcida sobre Philippe Coutinho e o treinador Fernando Diniz. Quando o Vasco ainda estava em desvantagem, ao término do primeiro tempo, o som das arquibancadas era de protesto e xingamentos à comissão técnica vascaína.

Após a partida, entretanto, Fernando Diniz garantiu que não pensou em pedir demissão ou teve receio de ser mandado embora caso o Vasco fosse eliminado.

“Eu nunca pedi demissão na minha carreira e nunca saí também para outro clube. Minha carreira é marcada, quando estou em um clube, como estive no Vasco, receber convites para sair, e nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, provavelmente um dia eu vou ser mandado embora, dificilmente vai acontecer de eu pedir demissão”, afirmou.

Ainda assim, o momento da equipe não é bom. O Vasco venceu apenas um dos últimos cinco jogos, o clássico contra o Botafogo na última rodada da fase de grupos do Carioca. No Brasileirão, o time ainda não venceu. Após perder para o Mirassol fora de casa na estreia, teve dois tropeços em casa: empate com a Chapecoense e derrota para o Bahia. Atualmente, o Gigante da Colina está na 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento do campeonato nacional.

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Torcida protesta contra Diniz após primeiro tempo ruim em São Januário; VEJA

Em São Januário, o Vasco eliminou o Volta Redonda nos pênaltis e espera por Fluminense ou Bangu na semifinal do Carioca

Próximos jogos do Vasco:

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ViaMobilidade realiza manutenções programadas nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda neste domingo (15)

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Foto: Diário do Transporte

Concessionária realizará intervenções, prioritariamente, em horários de menor movimento

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda têm uma nova etapa de manutenções programadas.

De acordo com a ViaMobilidade, as intervenções serão realizadas, prioritariamente, em horários de menor movimento.

Confira o cronograma:

Linha 8-Diamante

Das 4h às 9h, haverá intervalos de cerca de 18 minutos entre as estações Júlio Preste e Itapevi, com operação em via única entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Domingos de Moraes; Barueri e Jandira.

Linha 9-Esmeralda

Das 4h às 5h, os intervalos serão de aproximadamente 30 minutos entre as estações Osasco e Varginha, com operação em via única entre as estações Berrini-Casas Bahia e Vila Olímpia, além de Cidade Jardim e Berrini-Casas Bahia. Entre 5h e 9h, haverá intervalos de cerca de 15 minutos entre as estações Osasco e Varginha, com via única entre as estações Berrini-Casas Bahia e Vila Olímpia.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Linha 7-Rubi opera normalmente neste domingo (15) de Carnaval. Serviço funcionou com problemas por mais de 30 horas

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Equipamentos foram danificados por descarga elétrica durante tempestade na de sexta-feira (13)

ARTHUR FERRARI

Os trens da linha 7-Rubi circulam normalmente desde o início da operação, às 4h, deste domingo, 15 de fevereiro de 2025, de Carnaval. O serviço funcionou com restrições de velocidade e maior tempo de parada desde a tarde de sexta-feira (13), quando uma descarga elétrica durante uma tempestade danificou equipamentos e gerou falha de sinalização, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre

Linha 7-Rubi continua com problemas ao longo deste sábado (14) e passageiros sofrem com estações lotadas

Passageiros foram prejudicados e estações ficaram superlrotadas durante os horários de pico em toda a extensão da linha, entre as estações Palmeiras/Barra Funda, na capital paulista, e Jundiaí, no interior do estado.

Em nota, a TIC Trens, concessionária responsável pela linha 7, disse que a queda de raios e de árvores atingiram estruturas elétricas responsáveis pela alimentação do sistema de sinalização, causando danos ao longo de toda a linha.

A empresa lamentou os transtornos gerados.

Confira a nota da TIC Trens na íntegra

A Linha 7-Rubi opera normalmente. Entre 19h55 de sexta-feira (13) e 4h08 deste domingo (15), os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí, devido a uma falha de sinalização, causada pelas fortes chuvas de sexta-feira.

A queda de raios e de árvores atingiram estruturas elétricas responsáveis pela alimentação do sistema de sinalização, causando danos ao longo de toda a linha.

A TIC Trens lamenta os transtornos causados aos passageiros.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Empresas lançam campanha para valorização e preservação do meio de transporte também nos dias de folia

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Nesta época, transporte coletivo acaba sendo alvo de vandalismo acima da média. Diversas cidades já estão com atendimento especial

ADAMO BAZANI

Com o tema “Ônibus, o abre-alas do Carnaval”, campanha da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que reúne cerca de mil viações de todo o País, quer valorizar o meio de transporte também nesta época do ano e despertar a conscientização dos foliões para preservar os veículos, paradas, estações, terminais e infraestruturas, além de respeitar o trabalho de motoristas, cobradores, fiscais, demais funcionários e os demais passageiros, em especial, as mulheres e famílias.

Nesta época, o transporte coletivo acaba sendo alvo de vandalismo acima da média, seja por causa de aglomerações ou pessoas empolgadas.

Se a ordem é: “se dirigir, não beba”, o transporte coletivo é a principal forma de garantir com baixo custo (ou mesmo tarifa-zero, dependendo da cidade) o deslocamento para a folia.

Mas estar um “um pouco mais alegre” não pode significar pretexto para exagerar, quebrar e desrespeitar as pessoas.

Na campanha, a NTU destaca a importância do transporte público para o acesso ao lazer e que preservar é um ato de cidadania e zelar pelo espaço público.

Nos grandes eventos culturais, a mobilidade urbana é fundamental para garantir que todas as pessoas tenham acesso à cultura e ao lazer! 🎭

O transporte coletivo amplia oportunidades, promove inclusão social e mantém a cidade em movimento. Neste Carnaval, respeitar o transporte é exercer a cidadania e cuidar do espaço público. 🚌✨

Diversas cidades pelo Brasil já estão com atendimento dedicado para o Carnaval. São linhas especiais, desvios, operação de 24 horas, trajetos noturnos e, em alguns sistemas, até tarifa-zero.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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TIC Trens celebra 159 anos de história da São Paulo Railway escrevendo novo capítulo de modernização e tecnologia

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* Pedro Moro

No próximo dia 16 de fevereiro, a São Paulo Railway (SPR) completa 159 anos. Trata-se de uma das ferrovias mais antigas do Brasil e a primeira implantada em território paulista. Com 139 quilômetros de extensão, a estrada de ferro conectava o interior do Estado ao Porto de Santos, partindo de Jundiaí e passando pela capital, com o objetivo de escoar a produção cafeeira proveniente da região de Campinas.

À época, a iniciativa representou um marco de inovação em infraestrutura e logística, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento econômico de São Paulo. A ferrovia impulsionou a expansão de novos trechos ferroviários, fortaleceu o processo de industrialização, estimulou o crescimento urbano e o povoamento das áreas situadas ao longo de seu traçado.

Com o aumento da demanda por deslocamento da população, a malha ferroviária, originalmente construída para o transporte de cargas, passou a exercer papel estratégico também no transporte de passageiros. Esse movimento ocorreu tanto no atendimento urbano e nas ligações com a Baixada Santista, pelas vias da São Paulo Railway, quanto nas conexões entre a capital e o interior do Estado, integrando-se a outras companhias, como a Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF).

Assim, “A Ingleza”, como a SPR era mais conhecida, fez seus primeiros investimentos direcionados ao transporte metropolitano no começo da década de 1930. Entretanto, o trecho entre Rio Grande da Serra e Jundiaí só viria a ganhar características de uma ferrovia urbana entre as décadas de 1950 e 1960, quando a ferrovia já estava sob administração do Governo Federal, com o nome Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), adotado em 1946. Aquele período foi marcado pela substituição dos trens a vapor por trens elétricos e pela ampliação da estrutura de estações existentes e a construção de novos edifícios para esse fim.

O rápido crescimento de cidades como Caieiras, Francisco Morato e Franco da Rocha, assim como bairros ao Noroeste da cidade de São Paulo, como Pirituba, Jaraguá e Perus, levou ao surgimento de autarquias como a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em 1984, empresa estatal vinculada à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), com a missão de modernizar e ampliar os serviços prestados. Com a previsão de estatização deste serviço, segundo a Constituição Federal de 1988, foi criada pelo governo do estado a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que, em 1994, assumiu a malha da CBTU. Concomitantemente, o transporte de média e longa distância foi sendo deixado de lado em detrimento da operação de cargas, até ser extinto em 2001.

Agora, o próximo passo é pioneiro no Brasil: a construção do primeiro trem de média velocidade estruturado, contínuo e integrado aos padrões atuais de mobilidade. No projeto TIC Eixo Norte, a TIC Trens é a concessionária responsável pela implantação, operação e manutenção do Trem Intercidades (TIC), ligando São Paulo a Campinas em pouco mais de uma hora, e do Trem Intermetropolitano (TIM), conectando Jundiaí a Campinas.

Em paralelo, a TIC Trens também é responsável pela operação, manutenção e modernização da Linha 7-Rubi, que transporta 400 mil pessoas diariamente por meio de suas 17 estações e quase 60 km de distância entre a Estação Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí. E este é o maior desafio, pois trata-se de uma linha que remonta aos primórdios da São Paulo Railway, com estações construídas ainda no século XIX, sendo algumas delas tombadas pelos órgãos patrimoniais de preservação.

Na linha, as estações Jaraguá, Perus, Caieiras, Várzea Paulista e Jundiaí são patrimônio cultural tombado, com construções datadas do século XIX. Durante os próximos cinco anos, as edificações passarão por um processo de adequação de acessibilidade, mobiliário e identidade visual. A minuciosidade do trabalho se revela, pois a modernização será realizada sem alterações nas características originais dos prédios e sem interrupções na operação ferroviária, que conta com trens passando a cada cinco minutos e meio nos horários de maior movimento de passageiros.

Para nós, esse desafio representa um grande passo para a história da ferrovia nacional de passageiros, pois o patrimônio cultural com o qual estamos trabalhando dia após dia representa a memória coletiva da sociedade, materializada em edificações, monumentos, documentos, objetos e práticas. A São Paulo Railway foi o ponto de partida para trajetórias que moldaram a identidade dos conglomerados urbanos de todo o estado e, até mesmo, do país.

Ao longo dos últimos 159 anos, às margens da ferrovia, cidades foram construídas, famílias foram formadas, indústrias se instalaram e toda a sociedade se desenvolveu. Hoje, a preservação desse patrimônio histórico constitui fundamento essencial para a compreensão de processos históricos, econômicos, tecnológicos e sociais, sustentados por um legado que honramos e cujo compromisso assumimos de perpetuar: o protagonismo da ferrovia de passageiros no desenvolvimento do país.

* Pedro Moro é diretor-presidente da TIC Trens

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Como greve de astros no All-Star Game de 1964 revolucionou a NBA e firmou bases da liga que duram até hoje

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Em 2026 (e há muito tempo), além de melhor liga de basquete do mundo, a NBA também é sinônimo de dinheiro. Muito dinheiro. Franquias bilionárias, jogadores com salários astronômicos que crescem a cada ano e acordos televisivos cada vez mais pomposos e de cifras exorbitantes.

Além disso, dentre os princípios da liga, uma das maiores do planeta em qualquer modalidade, parte fundamental é um acordo firmado entre os donos das franquias e os jogadores, estipulando regras salariais, divisão de lucros da NBA, condições dignas de trabalho, etc., chamado de CBA (Collective Bargaining Agreement, ou Acordo Coletivo de Trabalho, em tradução livre), que precisa ser refeito de tempos em tempos. Sem esse acordo, os jogos não começam, como já aconteceu em quatro oportunidades, que acabaram encurtando a temporada.

Mas nem sempre foi assim. E a grande mudança aconteceu minutos antes do All-Star Game de 1964, em Boston, em um enorme ponto de virada na história da NBA.

A NBA buscando um lugar ao sol

Muito mais nova que as outras grandes ligas americanas (MLB, no beisebol, NFL, no futebol americano, e NHL, no hóquei) a NBA demorou para engrenar e tomar a relevância que detém hoje. Criada no final dos anos 1940, ainda não tinha, até 1964, jogos transmitidos ao vivo nos EUA. Eram todos passados depois, e nem sempre na íntegra.

Buscando ampliar a presença na mídia, a NBA fez uma série de movimentações que resultaram em um acordo com a emissora ABC na temporada 1963-64, que teria início com a transmissão do All-Star Game de 1964, no dia 14 de janeiro, em Boston.

Seria a grande exposição para o público americano dos astros da liga, como Bill Russell, Wilt Chamberlain, Oscar Robertson, Elgin Baylor, Jerry West, Bob Petit, entre outros, o que poderia render, num futuro próximo, um contrato de longo prazo de direitos televisivos, o que poderia injetar uma enorme quantia de dinheiro na liga (e que realmente aconteceu pouco tempo depois).

A união dos jogadores

Apesar (ou talvez também por isso) de ser a liga mais nova dentre as principais modalidades nos EUA, a NBA também foi pioneira em apoiar e/ou reconhecer diversas lutas sociais da sociedade americana no século XX. Mas nem sempre por iniciativa própria.

Em 1954, menos de dez anos após a criação da NBA e uma década antes do fatídico All-Star Game, Bob Cousy, astro do Boston Celtics, se uniu com os principais jogadores da outras franquias e formou a Associação Nacional dos Jogadores de Basquete (NBPA, na sigla em inglês) para lutar por melhores condições para os jogadores. Na prática, um sindicato. E mesmo que as organizações de trabalhadores já existissem há mais de um século nos EUA, o esporte ainda não era contemplado por nenhuma delas.

Diferente de hoje, na época a NBA era uma ‘liga de donos’, e não dos jogadores. Muitos deles precisavam, inclusive, de outros empregos durante a intertemporada para complementar renda e poderem voltar a jogar no ano seguinte, além de não terem nenhum tipo de apoio das franquias em casos como lesões, enfermidades, etc.

A iniciativa de Cousy, porém, não ‘pegou’ logo de cara. Apesar de ter conseguido alguns avanços ao longo dos anos, o progresso era muito lento. E oficialmente, a NBA nem reconhecia a existência da NBPA (ou Sindicato dos Jogadores). Também por isso, muitos deles, sofrendo pressão de alguns dos donos das franquias, não declaravam apoio publicamente e nem se filiavam à associação.

A maior demanda dos atletas era a criação de um fundo de pensão que permitisse a possibilidade de aposentadoria enquanto profissionais do basquete. Até então, exercer o esporte significava sacrificar os anos iniciais da vida profissional e precisar arrumar um novo emprego quando a carreira basquetebolística terminasse, o que geralmente acontecia no início dos 30 anos de idade.

Até que em 1961, a NBPA, que na época já era presidida por Tommy Heinsohn, companheiro de Bob Cousy nos Celtics, chegou a um acordo com a NBA para a criação de um fundo de pensão. Só que ele nunca saiu do papel, e a insatisfação só aumentou.

A greve

Quando a transmissão do All-Star Game de 1964 foi anunciada, Tommy Heinsohn identificou a oportunidade perfeita para pressionar a liga a ampliar os direitos dos atletas. Afinal, a NBA estava prestes a ficar mais popular e, principalmente, mais endinheirada. Junto de Elgin Baylor, então astro do Los Angeles Lakers, articulou as principais demandas da época, como o já citado plano de pensão, seguro contra lesões, auxílio nas mudanças de cidade em situações de troca, melhorias nas equipes médicas das franquias e ajustes no calendário.

Mas o plano inicial não envolvia, diretamente, uma greve. Foi marcada uma reunião com a NBA, os donos das franquias e os jogadores presentes no All-Star para o dia 13 de janeiro, véspera do All-Star Game, para negociar os pedidos.

Só que uma forte nevasca na cidade de Boston, que está no auge do inverno em janeiro, impediu que a reunião acontecesse. Assim, os atletas só se encontraram, de fato, no dia 14 de janeiro, já nos vestiários, horas antes da partida começar.

Os jogadores pediram por uma nova reunião com os dirigentes, mas após o cancelamento por conta da neve no dia anterior, os donos só queriam se reunir novamente após o fim da temporada. Foi então que Tommy Heinsohn e Elgin Baylor, apoiados por Bill Russell e Oscar Robertson (que viria a se tornar presidente da NBPA anos depois), colocaram todos os companheiros à par da situação e sugeriram entrar em greve.

O vestiário, composto por 20 jogadores (10 de cada conferência), se dividiu. A primeira votação foi de 11 a 9 a favor do boicote ao evento. Os que eram contrários à greve não necessariamente discordavam das demandas dos colegas, mas tinham medo de possíveis retaliações ao prejudicar um evento tão importante.

O impasse seguiu, e o horário do evento foi ficando cada vez mais próximo. Os donos dos clubes, já cientes de todo o imbróglio, ameaçaram os jogadores de diversas maneiras possíveis, com destaque para o então dono dos Lakers, Bob Short, vociferando que Elgin Baylor e Jerry West jamais pisariam numa quadra de basquete novamente.

Mas as reprimendas, no final das contas, uniram ainda mais os jogadores, que decidiram, então, pela greve até que a NBA acatasse os pedidos.

Com o jogo já atrasado para começar, foi a vez da ABC partir para cima dos donos das equipes. Se a situação não fosse resolvida, eles cancelariam tanto a transmissão do All-Star Game quanto das demais partidas previstas em contrato.

Para evitar um desastre nas projeções financeiras da liga, e especialmente no bolso dos donos, Walter Kennedy, então comissário da NBA, atendeu aos pleitos dos atletas, garantindo o fundo de pensão e os demais pedidos, além de reconhecer oficialmente a existência da NBPA.

Embora a liga e os jogadores já houvessem firmado acordos em 1957 e 1961, foi a greve de 1964 que resultou na primeira CBA como conhecemos hoje. O All-Star Game, então, aconteceu normalmente na sequência, como a grande festa que sempre foi.

O crescimento nos anos seguintes

O evento, no final das contas, foi um sucesso. A NBA firmou novos acordos com a ABC para outras temporadas, resultando num crescimento considerável a médio prazo. A injeção de dinheiro aconteceu junto do aumento da popularidade por todo o país, num boom que durou até meados dos anos 1970, quando a NBA entrou em uma nova crise, mas que é assunto para outro dia.

Se em 1964 apenas nove franquias disputavam a competição, em 1974 esse número já era de 18 times, o que tanto ajudou no aumento de popularidade da NBA, espalhando-a para ainda mais cidades (e grandes mercados) do país, como foi reflexo do sucesso do bom produto apresentado à época.

Para os jogadores, a situação também melhorou ano a ano. Os salários cresceram, a NBPA ficou ainda mais relevante, e melhores condições foram negociadas em outras temporadas, já sob o comando de Oscar Robertson, como um fundo de pensão ainda melhor, diminuição no número de jogos de exibição (amistosos) para arrecadar dinheiro e expandir a influência do basquete, aprimoramento nos seguros e condições médicas, limite de 82 jogos na temporada regular, entre outras mudanças.

O acordo firmado em 1964 criou as bases, ao menos financeiras e de condições mínimas de trabalho, que transformaram a NBA no que ela é hoje, permitindo todos os grandes saltos das décadas seguintes: criação da free agency (agência livre), novos acordos salariais e televisivos, épocas marcantes como a era Magic Johnson x Larry Bird, a era Michael Jordan, processo de internacionalização da liga, entre muitos outros, tanto os já concluídos, quanto os ainda em transformação.

Por isso, por mais que há vários anos o All-Star Game careça de competitividade e da mesma relevância de outrora, ele segue no imaginário da NBA, dos jogadores e do público, especialmente o americano, como a grande reunião das estrelas, estopim de algumas das melhores histórias de toda a existência do campeonato.

Os 20 jogadores do All-Star Game de 1964

Conferência Leste

Conferência Oeste

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CPTM altera circulação dos trens na linha 11-Coral e Expresso Aeroporto neste domingo (15)

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Foto meramente ilustrativa

Mudanças efetuadas pela empresa ocorrem em razão de uma nova etapa de manutenções programadas ao longo da via férrea

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, as linhas da CPTM sofrem mudanças na operação durante uma nova etapa de manutenções programadas ao longo da via férrea.

Confira:

Domingo (15)

Linha 11-Coral:

– Das 21h até o fim da operação, os trens circulam em via única na Estação da Luz (plataforma 3) para a realização de serviço de restauração entre as estações Luz e Brás.

Serviço Expresso Aeroporto:

– O intervalo do Expresso Aeroporto é de 1h durante toda a operação. Além disso, das 21h às 24h, os trens chegam e partem da plataforma 8 da estação do Brás, devido à restauração da torre da Estação da Luz.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Vasco sofre ‘apagão’ no 1° tempo, flerta com ‘zebra’, mas elimina Volta Redonda nos pênaltis e vai à semifinal do Carioca

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Foi com emoção, mas o Vasco está na semifinal do Campeonato Carioca. Neste sábado de Carnaval (14), em São Januário, o Cruzmaltino recebeu o Volta Redonda pelas quartas e se classificou após vitória nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 no tempo normal.

Mesmo jogando em casa, o Cruzmaltino teve dificuldades no primeiro tempo e viu Ygor Catatau, ex-atacante do clube, abrir o placar para o Voltaço. Na etapa final, Claudio Spinelli deixou tudo igual e a definição foi para a marca da cal, com o Vasco avançando por 5 a 3.

Agora, o Vasco aguarda pela definição do duelo entre Fluminense e Bangu, na próxima segunda-feira (16), para conhecer o seu adversário na semifinal, que terá jogos de ida e volta.

O jogo

O primeiro tempo não começou nada bem para o Vasco. Apesar da posse maior, o Cruzmaltino teve dificuldades para armar as jogadas, e mesmo tocando muito a bola, criou pouco.

Quem levou perigo de fato foi o Volta Redonda, que desde os primeiros minutos deu trabalho à defesa cruzmaltina. E o Voltaço foi recompensado, abrindo o placar em São Januário.

Aos 27 minutos, Ygor Catatau recebeu lançamento de Jean Victor e saiu cara a cara com Léo Jardim, tocando na saída do goleiro vascaíno para fazer 1 a 0.

Inclusive, o atacante do Voltaço fez a “lei do ex” acontecer na Colina Histórica, já que passou pelo Vasco entre 2020 e 2021.

E por muito pouco os visitantes não foram para o intervalo com uma vantagem ainda maior. Catatau puxou contra-ataque e tentou cruzamento para MV, mas Robert Renan tirou a bola no momento certo e mandou para escanteio.

A torcida do Vasco não perdoou o desempenho abaixo do time e fez um coro de vaias direcionado ao técnico Fernando Diniz e o meia Philippe Coutinho.

E as críticas surtiram efeito dentro de campo. Na volta do intervalo, o Vasco voltou com uma postura diferente e, aliada às substituições, o time melhorou e chegou ao empate.

Aos 21, Cuesta cruzou na área, e Claudio Spinelli, de cabeça, estufou as redes para anotar o seu primeiro gol com o manto cruzmaltino e fazer 1 a 1.

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Nova esperança de gols do Vasco? Spinelli sai do banco contra o Volta Redonda e marca pela primeira vez; VEJA

Em sua segunda partida pelo Cruzmaltino, atacante argentino empatou no segundo tempo e recolocou equipe no jogo

O Vasco teve a chance de virar o placar ainda com bola rolando, mas o goleiro Avelino virou um “paredão” e pegou tudo, levando a definição para os pênaltis.

E a série de cobranças começou bem para o Vasco, que converteu com Rojas e viu Marquinhos mandar para fora. Em seguida, todos os demais cobrados acertaram suas cobranças, e a falha do jogador do Voltaço acabou favorecendo o Cruzmaltino, que garantiu a classificação.

Próximos jogos do Vasco:

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Bonito (MS) incorpora micro-ônibus IVECOBUS 15.210 E-C com carroceria Caio à frota do transporte estudantil

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Unidade com 60 lugares e ar-condicionado atenderá a linha Pitangueira antes do início do calendário letivo

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Bonito (MS) oficializou, na manhã desta quarta-feira (11), a entrega de um novo ônibus destinado ao transporte de alunos da rede municipal. A solenidade ocorreu no pátio da sede do Executivo e contou com a presença de autoridades e servidores.

O veículo é do modelo IVECOBUS 15.210 E-C, com capacidade para 60 passageiros e equipado com ar-condicionado. Segundo a administração municipal, o ônibus será utilizado na linha Pitangueira, trajeto percorrido diariamente por estudantes que se deslocam até as unidades de ensino do município.

A aquisição foi viabilizada por meio de recursos da bancada federal, em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, ampliando a estrutura destinada ao atendimento dos alunos.

O início do ano letivo da Rede Municipal de Ensino está marcado para 19 de fevereiro. Com a incorporação do novo veículo, o atendimento aos estudantes — especialmente os que residem na zona rural — passa a contar com reforço na operação desde o primeiro dia de aula.

O transporte escolar integra os serviços voltados ao acesso dos alunos às escolas da cidade, e a ampliação da frota representa incremento na capacidade de atendimento da rede municipal.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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