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Sancetur vai ficar no lugar da Transwolff, na zona Sul, investigada por suposta ligação com o PCC de forma emergencial

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Companhia estava sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2024

ADAMO BAZANI

A partir de 1°de fevereiro de 2026, a Sancetur, da família Chedid, passa a operar de forma emergencial por 12 meses as 133 linhas que eram operadas pela Transwolff, investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A intenção da prefeitura é realizar posteriormente uma licitação.

A companhia estava sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2024, quando o Ministério Público realizou a Operação Fim da Linha.

O despacho foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

Veja nota da prefeitura

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, assinou um contrato emergencial com a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, que passa a operar, a partir de 1/2, as 133 linhas e  1.100 ônibus da Transwolff, que estava sob intervenção desde 9 de abril de 2024. A Sancetur dará início a uma operação assistida e vai garantir a continuidade dos serviços na zona Sul da cidade, sem qualquer prejuízo para os 555 mil passageiros atendidos por dia. Os empregos dos trabalhadores serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Os compromissos firmados com fornecedores também serão honrados.

 

Para tanto, foram consultadas concessionárias que atendem integralmente aos requisitos legais. A Sancetur atendeu a todos eles, incluindo a comprovação de capacidade técnica, econômico-financeira, operacional e logística, bem como a execução satisfatória de serviços e a regularidade da documentação fiscal necessária para a prestação dos serviços de transporte coletivo de passageiros. A Prefeitura também iniciou o processo de licitação que definirá o próximo concessionário.

 

Histórico

Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na Transwolff, em atendimento à deliberação da Justiça. A substituição da concessionária foi anunciada em janeiro de 2025 e, em julho, foi criado um Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade de transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Diante do descumprimento de obrigações e termos contratuais, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos em dezembro do mesmo ano, assegurando a continuidade da prestação do serviço à população, uma vez que a empresa está impedida de operar.

 

Sancetur

Fundada em 1922, a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui experiência consolidada na operação do transporte coletivo urbano operando atualmente em diversas cidades do Estado de São Paulo como Americana, Atibaia, Caraguatatuba, Cubatão, Indaiatuba, Itanhaém, Jarinu, Limeira, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Peruíbe, Presidente Prudente, Rio Claro, Salto, São Sebastião, São Vicente, Ubatuba, Valinhos, entre outras.

VEJA PUBLICAÇÃO OFICIAL:

A partir de 1°de fevereiro de 2026, a Sancetur, da família Chedid, passa a operar de forma emergencial por 12 meses as 133 linhas que eram operadas pela Transwolff, investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A intenção da prefeitura é realizar posteriormente uma licitação.

A companhia estava sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2024, quando o Ministério Público realizou a Operação Fim da Linha.

A operação é por 12 meses.

O despacho foi publicado em Diário Oficial nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Veja nota da prefeitura

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, assinou um contrato emergencial com a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda, que passa a operar, a partir de 1/2, as 133 linhas e  1.100 ônibus da Transwolff, que estava sob intervenção desde 9 de abril de 2024. A Sancetur dará início a uma operação assistida e vai garantir a continuidade dos serviços na zona Sul da cidade, sem qualquer prejuízo para os 555 mil passageiros atendidos por dia. Os empregos dos trabalhadores serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Os compromissos firmados com fornecedores também serão honrados.

 

Para tanto, foram consultadas concessionárias que atendem integralmente aos requisitos legais. A Sancetur atendeu a todos eles, incluindo a comprovação de capacidade técnica, econômico-financeira, operacional e logística, bem como a execução satisfatória de serviços e a regularidade da documentação fiscal necessária para a prestação dos serviços de transporte coletivo de passageiros. A Prefeitura também iniciou o processo de licitação que definirá o próximo concessionário.

 

Histórico

Em 9 de abril de 2024, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na Transwolff, em atendimento à deliberação da Justiça. A substituição da concessionária foi anunciada em janeiro de 2025 e, em julho, foi criado um Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade de transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Diante do descumprimento de obrigações e termos contratuais, a administração municipal decretou a caducidade dos contratos em dezembro do mesmo ano, assegurando a continuidade da prestação do serviço à população, uma vez que a empresa está impedida de operar.

 

Sancetur

Fundada em 1922, a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda. atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui experiência consolidada na operação do transporte coletivo urbano operando atualmente em diversas cidades do Estado de São Paulo como Americana, Atibaia, Caraguatatuba, Cubatão, Indaiatuba, Itanhaém, Jarinu, Limeira, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Peruíbe, Presidente Prudente, Rio Claro, Salto, São Sebastião, São Vicente, Ubatuba, Valinhos, entre outras.

Saída definitiva da Transwolff e PCC no transporte: Entenda o decreto oficial  publicado. Podem haver contratações emergenciais de viações

Prefeitura fica com garagens e ônibus. Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos. Empresa diz que vai recorrer

ADAMO BAZANI

Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam. A prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

Relembre:

A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.

A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.

A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.

Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista. A onda de ataques contra 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, em especial na capital paulista e cidades vizinhas, segundo policiais civis do Deic, tem como principal linha de investigação a transição de contratos. O Diário do Transporte revelou que no mesmo dia em que começaram os ataques, em 12 de junho de 2025, a prefeitura assinou um documento que viabilizava a transferência de contratos, que, depois de quase dois anos de tentativas, não ocorreu.

O Diário do Transporte também revelou que um dos motivos foi a complexa estrutura da Transwolff que na verdade se trata de mais de uma empresa dentro de uma, com diferentes núcleos e correntes. O organograma traçado na reportagem foi considerado nas investigações sobre a atuação de membros da Transwolff no crime organizado.

O DECRETO:

Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:

– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.

– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;

– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;

– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;

– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização

– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);

– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;

– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;

– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;

– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;

– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;

TRANSWOLFF NÃO ACEITA:

O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:

Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

ORGANOGRAMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:

A transição, porém, não ocorreu.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

PREFEITURA DIZ QUE NINGUÉM SERÁ PREJUDICADO:

Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

 Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público. 

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

FIM DA TRANSWOLFF – PCC e Transporte e ataques a ônibus: Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir

Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo informou na noite desta quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, que publicará no Diário Oficial desta sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, por ora, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.

Sobre a UPBus, a prefeitura ainda não informou sobre se a transição continua ou não.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

*Nota Oficial – Transwolff*

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

Companhia, juntamente com a UPBus, na zona Leste, foi alvo de operação do MP que apura suposto envolvimento de viações da capital paulista com a fação criminosa PCC

ADAMO BAZANI

O Deic, departamento da Polícia Civil de São Paulo que investiga o crime organizado, por meio da SSP (Secretaria de Segurança Pública), confirmou ao Diário do Transporte nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, que, mesmo após meses do final da onda de ataques a ônibus no Estado, em especial na capital e Grande São Paulo, as investigações ainda prosseguem. O inquérito não foi concluído, seguindo, “em trâmite”.

Segundo a pasta, os ataques não mais ocorrem, mas o trabalho de identificação de possíveis envolvidos continua, com diligências ainda sendo realizadas. Ao menos, 20 pessoas foram detidas (mais abaixo, a reposta na íntegra)

Entre junho e agosto deste ano de 2025, os transportes na capital paulista entraram em alerta e o Diário do Transporte foi o veículo de comunicação que escancarou a gravidade da situação repercutindo em diversos colegas de imprensa profissional: a maior parte das ações criminosas foi cometida com pedradas ou com bolinhas de ferro. Foram, em todo o Estado, mais de 1,5 mil ônibus atacados, diversas pessoas feridas.

O número de ocorrências começou a cair, após a prisão de um funcionário público do estado de São Paulo, que sozinho teria cometido quase 20 ações, em 22 de julho de 2025 e também com a presença de GCMs, guardas civis municipais, dentro dos ônibus da capital.

Apesar de o inquérito não ter sido concluído, os investigadores estão quase que integralmente convictos de que questões contratuais envolvendo empresas de ônibus que estão sendo retiradas da capital paulista sejam as principais motivações, muito embora também ocorreram ações isoladas.

Nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, o Diário do Transporte mostrou que ainda permanece sem conclusão a transição de contratos da Transwolff e da UPBus, duas viações investigadas pelo Ministério Público de São Paulo por suposta ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), para outras empresas. Isso frustra todos os anúncios e promessas da gestão do prefeito Ricardo Nunes.

A falta de transparência também é outra marca. Documentos que deveriam ser públicos são colocados como restritos e a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos ônibus da capital e que realiza intervenção nas duas empresas, não responde aos questionamentos do Diário do Transporte desde quinta-feira, 27 de novembro de 2025.

As apurações realizadas mostram que, apesar de a UPBus ter se manifestado judicialmente contra a intervenção e o fim dos contratos, os maiores problemas residem na Transwolff. Não por ser a maior frota, mais de 1,2 mil ônibus e 100 linhas, porque a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista, foi selecionada pela prefeitura como em condições de assumir todas as operações no lugar da Transwolff.

Uma das questões principais está na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura tem de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

RESPOSTA SSP:

O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.

Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.

Onda de ataques teria sido motivada por contratos, segundo Polícia Civil

Não há movimentações desde setembro nos processos da prefeitura e os documentos não são acessíveis à população. Diário do Transporte questiona desde quinta-feira, sem respostas

ADAMO BAZANI

O assunto já é considerado, nos bastidores, um dos grandes tabus na área de mobilidade da gestão do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.

Com anúncios e promessas sem cumprimento, ocorre sem transparência e gerando dúvidas e especulações a transição dos contratos de empresas de ônibus que foram alvos em abril de 2024 de uma operação do Ministério Público de São Paulo sobre o envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os contratos da Transwolff, na zona Sul, foram anunciados para serem transferidos para a Sancetur, empresa da família Chedid, forte em transportes do interior paulista, e da UPBus, na zona Leste, para a Alfa Rodobus, ex-cooperativa de transportes que já opera na capital. Tanto Transwolff como UPBus também surgiram de cooperativas. Há suspeitas de interferência do crime organizado para os processos não irem para a frente e não há atualização desde 17 de setembro de 2025 na página oficial de acompanhamento da prefeitura. Documentos públicos são colocados como restritos, especulações e dúvidas são comuns. Desde quinta-feira da semana passada, 27 de novembro de 2025, o Diário do Transporte questiona a administração Nunes e insiste na resposta, mas ainda sem retorno até esta terça-feira, 02 de dezembro de 2025.

A reportagem apurou que a não resposta é porque, apesar de os discursos oficiais, muito pouco avançou a transição em comparação com o esperado, em especial no caso da Transwolff.

ONDA DE ATAQUES:

Como mostrou o Diário do Transporte, a principal linha de investigação da Polícia Civil de São Paulo mostrou que esta transição, em especial no caso da Transwolff, foi o principal motivador para onda de ataques a pedradas contra ônibus na Grande São Paulo, que resultou em quase 1,5 mil coletivos depredados e diversas de pessoas feridas.

Foi um documento revelado pelo Diário do Transporte que tornou a principal linha de investigação a transferência do despacho do secretário de transportes da cidade de São Paulo, Celso Caldeira, criando um grupo de trabalho para viabilizar a transferência de linhas de ônibus da zona Leste, da UPBus para a Alfa Rodobus, e principalmente da zona Sul, da Transwolff para a Sancetur. UPBus e Transwolff foram alvos, em abril de 2024, de uma operação do Ministério Público contra o crime organizado.

Para a polícia, a data da publicação desse despacho, em 12 de junho de 2025, é considerado o início da onda de ataques. As demais hipóteses, como jogos pela internet, de desafio online ou problemas localizados, foram descartados como as principais causas, assim como disputas no sindicato dos trabalhadores.

Relembre:

PROMESSAS E ANÚNCIOS SEM CUMPRIMENTO:

Até agora, apesar de as respostas oficiais por nota informarem que a transição segue conforme o previsto, não é isso que ocorre quando pessoalmente as autoridades são questionadas sobre o assunto.

Há descumprimentos de prazos e anúncios.

Em 03 de abril de 2025, o Secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em resposta ao Diário do Transporte, durante a entrega de 115 ônibus elétricos que em aproximadamente 90 dias, deveria estar concluída a transição das linhas, atualmente operadas pela UPBus, para a Alfa RodoBus, e das linhas operadas pela Transwolff para a Sancetur.

O prazo anunciado acabaria, portanto, em 03 de julho de 2025.

Relembre:

O Diário do Transporte voltou a questionar. Em resposta ao jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte, na manhã de uma quarta-feira, 23 de julho de 2025, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que Transwolff e UPBus iriam “desaparecer” (termo utilizado pelo próprio gestor) da cidade de São Paulo em 60 dias

Em setembro de 2025, portanto, não deveria mais haver ônibus com as marcas Transwolff e UPBus rodando, mas os veículos seguem normalmente nas ruas.

Relembre:

No mesmo dia, ainda em resposta ao Diário do Transporte, Nunes questionou as declarações desta terça-feira (22) do diretor do Deic (Departamento de Investigações Criminais), Ronaldo Sayeg, que descartou os jogos de desafios pela internet como uma das causas das depredações, assim como reduziu a possibilidade de os casos estarem relacionados com disputas internas no sindicato de motoristas. Segundo Nunes, na ocasião, não havia problemas de contratos na cidade de São Paulo e já está decidido que ambas as empresas investigadas não vão mais operar.

INVESTIGAÇÕES PROSSEGUEM, DIZ SSP

O Diário do Transporte também procurou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo que, diferentemente da SPTrans e da Prefeitura de São Paulo, respondeu.

Segundo a pasta, ainda são realizadas investigações e prossegue o trabalho de identificação de possíveis envolvidos nos ataques.

O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.

Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.

POR ADAMO BAZANI

RESUMO:

Justamente com a UPBus (na zona Leste), a Transwolff (zona Sul) foi em 09 de abril de 2025, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público, que apontou que integrantes das duas companhias lavavam dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) –  crime organizado – e tiveram envolvimento em homicídios e tráfico de drogas e de armas. No mesmo dia, foi decretada a intervenção da prefeitura nas empresas por meio da gerenciadora pública de transportes (SPTrans – São Paulo Transporte). Após alegar que a equipe de intervenção e uma verificadora externa (Ernst & Young) constaram a incapacidade de a UPBus e a Transwolff permanecerem no sistema, no fim de janeiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a transferência dos contratos das duas empresas para outras viações. Da Transwolff para a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista; e da UPBus para a Alfa Rodobus, que surgiu de cooperativa de transportes e já atua na capital paulista. Em 12 de junho de 2025, a prefeitura de São Paulo publicou documento oficial que viabilizaria a transferência definitiva, mesmo dia em que começaram os ataques em massa contra ônibus, com 1,5 mil coletivos danificados e dezenas de pessoas feridas, sendo a principal linha de investigação da Polícia Civil. Em 04 de dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a extinção dos contratos da Transwolff, um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.

Relembre:

Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos

ADAMO BAZANI

Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari

Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam.

Relembre:

A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.

A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.

A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.

Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista.

ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:

Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:

A transição, porém, não ocorreu.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

O DECRETO:

Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:

– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.

– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;

– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;

– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;

– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização

– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);

– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;

– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;

– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;

– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;

– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;

TRANSWOLFF NÃO ACEITA:

O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

 

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a publicação no Diário Oficial de sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo disse que assumiria integralmente a Transwolff e garante ainda que honraria compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

Matéria original em:

Direção da Transwolff é investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Polícia Civil vai apurar, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. Pode ser também, segundo uma das linhas de apuração, um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar. Prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em *12 de julho de 2025*

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

– 12 de junho de 2025, às 19h32 – O secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da capital paulista, Celso Jorge Caldeira, assina despacho dando prosseguimento à transferência do contrato da Transwolff, empresa que opera na zona Sul, para a Sancetur, companhia da família Chedid, que atua em parte do interior e do litoral de São Paulo.

– Horas depois, no mesmo dia 12 de junho de 2025 – Começava uma onda de ataques a ônibus jamais vista em todo o Estado de São Paulo e na América Latina, que foi responsável já por mais de 600 coletivos depredados, quase 350 destes somente na capital.

A Transwolff é a terceira maior frota da cidade: 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Juntamente com a UPBus, na zona Leste, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024, da Operação Fim da Linha, do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga uma suposta ligação entre diretores destas companhias de transportes com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde então, ambas empresas passaram a ser alvos de uma intervenção da SPTrans (São Paulo Transporte) e, após verificações por uma consultoria externa de técnicos do poder público, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais a Transwolff e a Upbus no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações.

Levantamentos de fontes diferentes, um da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas municipais de São Paulo, e outro do SPUrbanuss, sindicato das empresas de transportes da cidade, os quais o Diário do Transporte teve acesso mostram que, até 12 de junho de 2025, a média de depredações a ônibus não passava de cinco casos por dia. Mas na noite de 12 de junho de 2025, o número de casos explodiu para cerca de 40, ou seja, no mesmo dia em que o secretário de transportes assinou o despacho, começou a ocorrer a explosão de casos.

A Polícia Civil vai passar a investigar se há ligação entre os fatos.

O documento, pelo qual, o secretário Celso Caldeira diz: “determino o prosseguimento do feito para as providências necessárias à transferência dos Contratos”, foi publicado em Diário Oficial no dia 13 de junho de 2025, mas já no dia 12 de junho de 2025 poderia ser consultado na página de processos da Prefeitura, por qualquer cidadão, bastando apenas clicar em “Visualizar”

O Diário do Transporte no dia 14 de junho de 2025 publicou a notícia sobre o despacho que determinou a instauração de um Grupo de Trabalho, que deve contar com a participação da SPTrans e das empresas interessadas: a Transwolff e a Sancetur. Este grupo deveria em 30 dias a partir da publicação definir as regras finais desta transição. Ou seja, o prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em 12 de julho de 2025.

Relembre:

A Polícia Civil de São Paulo investiga se há alguma relação entre os fatos, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. O ABC Paulista, por exemplo, é um dos principais palcos dos ataques e não têm ligação direta com esta transferência.

Os policiais não descartam que esta sim pode ser uma das motivações entre várias, já que, regionalmente, oportunistas podem ter aproveitado o início da “onda” para fazer os seus acertos locais. Ou pior; um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar.

A apuração sobre a o documento, a Transwolff, Sancetur, PCC e a possível ligação com os ataques, entre as linhas de investigação foi feita entre os repórteres Adamo Bazani, do Diário do Transporte, e Filipe Peixoto, do Jornal da BAND.

RESPOSTA TRANSWOLFF

Em nota, ao Diário do Transporte, a Transwolf diz que não há possui ligação com atividades ilícitas e que o processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.

A Transwolff permanece se defendendo nas esferas adequadas, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

A empresa segue comprometida com a transparência e com a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda.
São Paulo, 10 de julho de 2025

VEJA OS DOCUMENTOS

POR ADAMO BAZANI

– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir

Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de 04 de dezembro de 2025, o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O Diário do Transporte noticiou na mesma semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

PLANO INICIAL

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.

O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).

Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024

Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.

Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.

Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.

Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.

Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.

Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.

No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.

Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.

02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus

31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.

“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.

20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).

23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.

A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.

Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).

27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.

A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.

27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a

Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.

O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.

“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”

28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.

O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.

Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.

“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” disse Nunes.

A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.

29 de janeiro de 2025:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.

Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz

A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.

Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.

A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.

Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.

Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.

Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.

NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre:

Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.

“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade. Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.

EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:

O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.

As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação

Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.

Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.

A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:

Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).

Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).

Já a UPBus opera a área 3.

Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).

Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.

11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.

As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.

Relembre:

Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.

O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.

Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.

Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.

Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.

O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.

19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.

20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.

Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.

Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.

Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.

Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.

Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.

Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.

A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.

Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.

Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.

QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

03 de abril de 2025: O secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em evento de entrega de 115 ônibus elétricos no Anhembi, garantiu na ocasião (03 de abril de 2025) que em cerca de 90 dias, da data da declaração, a transição seria finalizada e que haveria a assinatura final da transferência de contratos da UPBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur., Caldeira ainda reiterou que os pagamentos a fornecedores, funcionários e prestadores de serviços estariam assegurados.

ELETRIFICAÇÃO:

Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.

Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.

Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.

Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Baliza deixa de ser obrigatória para tirar CNH em cinco estados a partir desta segunda-feira (26)

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Mudança está em resolução do Contran e será implantada gradativamente em todo o País. Aumenta número de pontos negativos admitidos para ser aprovado. Carros automáticos poderão ser usados nos exames

ADAMO BAZANI

Em cinco Estados, a partir desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, a tão temida prova da baliza deixa de ser obrigatória no exame para obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação):  Amazonas, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul.

A possibilidade de não haver mais a exigência está em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que flexibiliza aos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) a determinarem o fim da obrigatoriedade.

Santa Catarina deve ser o próximo e há estimativa de gradualmente o novo modelo ser adotado em outros estados.

Agora, será examinado apenas o estacionamento durante o percurso, em três manobras.

A resolução também amplia o limite de três pontos para 10 pontos negativos para ser aprovado, ou seja, na prática, o candidato pode “errar mais”, com as seguintes graduações: infração leve (1 ponto), média (2 pontos), grave (4 pontos) e gravíssima (6 pontos).

Outra mudança foi admitir os carros automáticos nos exames.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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ViaQuatro e ViaMobilidade abrem mais de 280 vagas para atuação no setor metroferroviário

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Foto: Diário do Transporte

Oportunidades são para admissão imediata nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda

YURI SENA

As concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade estão com mais de 280 vagas abertas para atuação no setor metroferroviário em São Paulo. As oportunidades são para admissão imediata e abrangem as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, além das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, atualmente operadas pelas empresas.

As vagas disponíveis são para os cargos de Agente de Atendimento e Segurança (AAS) e Técnico(a) em Manutenção. Parte das oportunidades é destinada a ações afirmativas, com foco na inclusão de mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência (PCDs).

Para a função de Agente de Atendimento e Segurança, os profissionais atuam nas estações, prestando atendimento aos passageiros e auxiliando nas rotinas operacionais. É exigido ensino médio completo, e possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B é considerado um diferencial. Os candidatos também passam por um Teste de Aptidão Física (TAF), etapa obrigatória do processo seletivo.

Já para o cargo de Técnico(a) em Manutenção, é necessária formação técnica em áreas como Eletromecânica, Eletrotécnica, Mecatrônica, Mecânica, Manutenção Industrial ou áreas afins, além de experiência comprovada na área. As atividades envolvem manutenção de equipamentos fixos, rede aérea, sistemas de energia, material rodante, via permanente e sinalização.

As vagas oferecem benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale-refeição ou alimentação, vale-transporte ou estacionamento, previdência privada, licença-maternidade e paternidade estendida, auxílio-creche, acesso ao Wellhub, folga no dia do aniversário e participação nos lucros e resultados (PPLR).

As inscrições e mais informações sobre os processos seletivos estão disponíveis nos canais oficiais das concessionárias.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Rafinha diz que São Paulo têm acordo para quitar salários e rebate discurso de Crespo: ‘Se ficar pensando em política toda hora…’

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Mais novo gerente esportivo do São Paulo, Rafinha detonou o discurso de Hernán Crespo, técnico da equipe, após a derrota do Tricolor por 3 a 1 para o Palmeiras, na Arena Barueri, no último sábado (24), pelo Campeonato Paulista.

Durante transmissão ao vivo no SporTV, logo após anunciar que estava de saída do Grupo Globo para assumir o novo compromisso, o ex-lateral-direito disse que é preciso prestar mais atenção nas coisas que acontecem dentro de campo e que está será a sua função no clube.

“A gente sabe que é um ano muito difícil para o São Paulo por tudo que vem acontecendo. Por tudo que aconteceu com os responsáveis que estavam no comando do clube, mas essa parte atrapalha, mas de um lado tem que ter uma barreira para chegar até o futebol”.

‘Esse discurso que a gente viu do Crespo, das falas, claro até por estar de cabeça-quente, por conta do clássico, às vezes não era aquilo que ele queria colocar naquele momento, claro que afeta e preocupa muito o torcedor”.

“Mas esse discurso de toda hora ‘ah, a política’, se a gente for ficar pensando toda hora nessa política do clube, no momento que está vivendo o clube, os jogadores nem precisam entrar em campo. Acho que a minha função tem que ser de deixar os jogadores só focados no futebol”, disse Rafinha.

O dirigente revelou ainda que existe um acordo alinhado entre diretoria e jogadores para quitar as pendências financeiras. “A primeira coisa é colocar as coisas em dia, como já está sendo feito. Já fizeram acordo com os jogadores e vão pagar os que tem de atrasado. Está encaminhado, será repassado para os jogadores nessa semana ainda”.

Rafinha voltou a criticar o que foi dito por Crespo, disse que o clube não é “terra arrasada” e que o discurso de “perdedor” e “fracassado” não combina com o clube.

“O São Paulo tem que resgatar isso, mas sem soberba e ficar achando que a história vai levar o São Paulo. Não, não leva mais. Infelizmente o São Paulo ficou parado, estive lá 3 anos como atleta, mas também não é terra arrasada. Discurso de fracassado, de já entrar sofrendo, não cabe mais também”.

“Isso não vai mais acontecer. Não pode acontecer isso no São Paulo. Acabou isso. Temos que olhar para a frente, sem soberba, encarar a nossa realidade, mas não é terra arrasada. O São Paulo é um clube gigante. Esse discurso de perdedor, de fracassado, de medo, não cabe no São Paulo. Eu conheço o clube muito bem, esse discurso não cabe mais, finalizou.

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Donos de vans do “Ligado”, transporte especial metropolitano, fazem manifestação nesta segunda-feira (26)

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Grupo diz que pagamentos estão atrasados e quer retorno de 57 operadores descredenciados. Governo do Estado prometeu analisar

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Motoristas e proprietários de van do serviço Ligado, destinado a alunos com limitações severas de locomoção, na Grande São Paulo, fizeram nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, uma manifestação em frente a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), com cerca de 60 veículos, seguindo depois para a sede do governo paulista.

O grupo alega que há pagamentos atrasados por parte do Governo do Estado de São Paulo, responsável pela gestão dos serviços e contratação dos operadores.

O gerenciamento passou em julho de 2025 para a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (SEDUC). Antes, a responsabilidade era da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Os representantes do grupo ainda dizem que pode faltar vans para todos os estudantes que necessitam do serviço especial e pedem que sejam recontratados 57 operadores, desligados por falta de contrato.

Outra reivindicação é a manutenção do segundo carro de todos os credenciados.

O ato desta segunda-feira (26) foi organizado pela Asseoesp, entidade que tem sede em São Bernardo do Campo (SP), e representa operadores.

De acordo com um dos representantes da categoria, operador credenciado, Rodrigo Borja, a questão é urgente porque com o retorno às aulas, é necessário garantir a manutenção dos serviços integramente para quem já era atendido e também novas solicitações.

Segundo Borja, proprietário de uma destas vans, ao Diário do Transporte, o Governo do Estado prometeu dar uma resposta até esta terça-feira (27).

“Saímos de lá com muita fé e esperança de que tudo será resolvido da melhor forma para operadores, para o próprio Governo São Paulo e, o principal, para as crianças e usuários atendidos pelo programa SEC LIGADO. O Chefe da Casa Civil disse que o Governo olha por nós com muito carinho e preocupação” – disse.

“Ninguém presta o serviço que prestamos com tanto amor, dedicação e profissionalismo com aprovação de 97% pelos usuários. E isso pesa muito ao nosso favor” – complementou.

O Serviço Especial de Transporte – SEC Ligado atua para a inclusão social de pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida. Criado em 2009 na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e expandido para a Região Metropolitana de Campinas (RMC) em 2012, o serviço tem como objetivo atender alunos da Rede Regular de Ensino (REE) e de instituições credenciadas e conveniadas.

São, no estado, mais de 600 vans em operação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Fertilizantes: Restrições de oferta e forte demanda global ampliam desequilíbrios de mercado

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O mercado internacional de fertilizantes apresentou movimentações majoritariamente de avanços ao longo da semana na Bolsa de Chicago (CBOT). Em 23 de janeiro, a Ureia no Golfo dos Estados Unidos, com contrato para fevereiro, foi negociada a US$ 432 por tonelada FOB, registrando valorização de 4,7% frente à semana anterior. A Ureia no Oriente Médio, com o mesmo vencimento, apresentou avanço na mesma proporção, de 4,7%, sendo precificada a US$ 447,50 por tonelada FOB. Por outro lado, o Fosfato Diamônico (DAP), negociado no porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos, recuou 0,5% no comparativo semanal, com o contrato de fevereiro cotado a US$ 620 por tonelada FOB.

No mercado de importação brasileira, as cotações da ureia entregue ao país, com vencimento em fevereiro, foram negociadas a US$ 450 por tonelada CFR, registrando avanço expressivo de 5,3% na semana. O Fosfato Monoamônico (MAP), por sua vez, acompanhou um movimento de incremento no contrato com vencimento para junho, sendo negociado a US$ 685 por tonelada CFR.

O atual cenário mostra-se particularmente desafiador, sendo marcado por pressão altista. O primeiro vetor de suporte é a demanda global robusta. Na Índia, as importações de fertilizantes somaram 577 mil toneladas em dezembro de 2025, crescimento expressivo frente às 118 mil toneladas observadas em dezembro de 2024, segundo o governo do país. No acumulado do calendário agrícola indiano, que se estende de abril a março, as compras externas atingem 3,3 milhões de toneladas, alta de 122% em relação ao mesmo intervalo da safra anterior. Esse avanço foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento nas aquisições de ureia e DAP, elevando de forma significativa o dispêndio total do país com fertilizantes.

A China também segue importando bastante do insumo agrícola. Em 2025, o país adquiriu mais de 14,1 milhões de toneladas de fertilizantes, com a Rússia respondendo por cerca de 35% desse volume, aproximadamente 5 milhões de toneladas, conforme dados da Administração Geral de Alfândegas (GAC) chinesa.

Em contrapartida, a oferta internacional apresenta sinais de restrição, influenciada por limitações produtivas e medidas de controle às exportações. No segmento de nitrogenados, a produção de ureia no Irã foi reduzida em razão do período de inverno, quando o gás natural é priorizado para o aquecimento doméstico. Ademais, instabilidades políticas internas contribuem para o redirecionamento das atenções do país à segurança energética e social.

No segmento de potássicos, o Canadá, por meio da Canpotex, informou que as vendas do primeiro trimestre já estão integralmente comprometidas, com todo o volume de produção previamente negociado. Na Rússia, a Uralkali tende a adotar postura mais cautelosa ao longo do mesmo período, reforçando o ambiente de oferta ajustada.

Os custos elevados das matérias-primas essenciais ao processo produtivo também têm afetado negativamente a cadeia de suprimentos, resultando em paralisações pontuais. Os altos preços da amônia restringem a atuação de produtores de ureia, enquanto a valorização do enxofre limita a oferta de fertilizantes fosfatados. Soma-se a esse quadro a extensão das restrições chinesas à exportação desses insumos até agosto de 2026, intensificando o aperto na oferta global pelo segundo ano consecutivo.

No mercado doméstico, a Mosaic anunciou a prorrogação, por mais 30 dias, da paralisação da produção de superfosfato simples (SSP) em suas unidades da Fospar, no Paraná, e de Araxá, em Minas Gerais. A decisão está associada à recente elevação dos preços do enxofre, insumo-chave na fabricação do produto, e a companhia sinaliza que não pretende adquirir o a matéria-prima no mercado interno no curto prazo.

A expectativa é de que a recomposição da oferta ocorra de forma gradual nos próximos meses, mantendo a disponibilidade limitada dos principais fertilizantes utilizados no Brasil. A persistência de uma demanda aquecida neste início de ano amplia o desequilíbrio entre oferta e consumo, elevando o risco de novos repasses altistas ao longo da cadeia.

No entanto, a desvalorização do dólar frente ao real, de 1,7% na semana, com a moeda norte-americana cotada a R$ 5,28, atua como fator de atenuação das pressões externas. Com o real mais fortalecido, as importações tornam-se relativamente mais atrativas, mitigando parcialmente os impactos do ambiente internacional, sobretudo em um país fortemente dependente de fertilizantes de origem externa.

Em relação as importações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, até a terceira semana de janeiro (11 dias úteis), o Brasil importou 1,35 milhão de toneladas de Adubos ou Fertilizantes químicos, volume que representa 45,2% do total adquirido em janeiro de 2025 (2,98 milhões de toneladas). O preço médio negociado atingiu US$ 322,9/tonelada, avanço de 4,1% na comparação anual. A média diária do produto importado é de 122,78 mil toneladas, decréscimo de 9,6% ante igual período do ano anterior.

Já as importações de fertilizantes brutos somaram o volume de 28,8 mil toneladas, valor que representa 35,6% do total adquirido no mesmo mês do ano anterior (81,1 mil toneladas). O preço médio negociado atingiu US$ 151,6/tonelada, incremento de 17% na comparação anual. A média diária do produto importado é de 2,6 mil toneladas, queda de 28,8% ante igual período do ano passado.

Na tabela abaixo estão os preços médios dos principais fertilizantes nas regiões monitoradas:

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Obras provocam alterações no trânsito de veículos nas rodovias da Ecovias Noroeste Paulista no interior de São Paulo a partir desta segunda-feira (26)

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Obras diurnas ocorrem das 7h às 17h, e os serviços noturnas, das 21h às 7h

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A partir desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, até sábado, dia 31, as rodovias gerenciadas pela concessionária Ecovias Noroeste Paulista no interior de São Paulo sofrem alterações no trânsito de veículos.

Serão realizadas obras, intervenções e manutenções nas rodovias Washington Luís (SP-310); Brigadeiro Faria Lima (SP-326); Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil (SP-333); Comendador Pedro Monteleone (SP-351); José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto (SP-323).

Os serviços diurnos ocorrem das 7h às 17h, e as atuações noturnas, das 21h às 7h.

O cronograma está sujeito a alterações e pode ser acompanhado pelo Instagram@_econoreste.

Para as obras de ampliação da Rodovia Washington Luís (SP-310), o fechamento de faixas de tráfego ocorrem no período diurno:

SÃO CARLOS – de segunda a quinta-feira, das 6 às 17 horas, de sexta-feira, das 6 às 16 horas e sábado, das 7h às 17 horas.

MIRASSOL – de segunda a quinta-feira, das 7 às 17 horas, de sexta-feira, das 7 às 16 horas e sábado, das 7h às 17 horas.

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – de segunda a quinta-feira, das 7 às 17 horas, de sexta-feira, das 7 às 16 horas e sábado, das 7h às 17 horas.

SERVIÇOS GERAIS

Pavimento, sinalização horizontal e vertical, manutenção e conserva

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos / Ibaté – Quilômetros 227 a 247 (diurna, dois sentidos).

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

Araraquara / Matão / Taquaritinga /Fernando Prestes / Santa Adélia – Quilômetros 267 a 354 (diurna, dois sentidos).

Cedral / São José do Rio Preto / Mirassol – Quilômetros 427 a 454 (noturna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina e Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Sertãozinho / Barrinha / Jaboticabal – Quilômetros 83 a 109 (diurno, dois sentidos).

Taquaritinga / Itápolis / Borborema – Quilômetros 140 a 212 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

São Carlos / Ibaté – Quilômetros 228 a 241 (diurna, dois sentidos).

Ibaté / Araraquara / Matão / Taquaritinga – Quilômetros 247 a 330 (diurna, dois sentidos).

Santa Adélia / Pindorama / Catanduva – Quilômetros 354 a 379 (diurna, dois sentidos).

Cedral / São José do Rio Preto / Mirassol – Quilômetros 427 a 454 (noturna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina e Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Jaboticabal / Taquaritinga – Quilômetros 109 a 135 (diurno, dois sentidos).

Taquaritinga / Itápolis / Borborema – Quilômetros 140 a 212 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

São Carlos / Ibaté – Quilômetros 228 a 241 (diurna, dois sentidos).

Araraquara / Matão / Taquaritinga – Quilômetros 267 a 330 (diurna, dois sentidos).

Santa Adélia / Pindorama / Catanduva / Catiguá / Ibirá / Uchoa – Quilômetros 362 a 404 (diurna, dois sentidos).

Cedral / São José do Rio Preto / Mirassol – Quilômetros 427 a 454 (noturna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina e Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Taquaritinga / Itápolis / Borborema – Quilômetros 135 a 212 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

São Carlos / Ibaté – Quilômetros 228 a 241 (diurna, dois sentidos).

Araraquara / Matão / Taquaritinga – Quilômetros 267 a 330 (diurna, dois sentidos).

Catiguá / Ibirá / Uchoa / Cedral / São José do Rio Preto – Quilômetros 393 a 429 (diurna, dois sentidos).

Cedral / São José do Rio Preto / Mirassol – Quilômetros 427 a 454 (noturna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina e Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Taquaritinga / Itápolis / Borborema – Quilômetros 140 a 212 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

São Carlos / Ibaté – Quilômetros 228 a 241 (diurna, dois sentidos).

Araraquara / Matão / Taquaritinga – Quilômetros 267 a 330 (diurna, dois sentidos).

Matão / Taquaritinga – Quilômetros 307 a 330 (diurna, dois sentidos).

Cedral / São José do Rio Preto / Mirassol – Quilômetros 424 a 454 (diurna e noturna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina e Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Taquaritinga / Itápolis / Borborema – Quilômetros 140 a 212 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

São Carlos – dispositivo km228 ao dispositivo km287 (diurno).

Araraquara / Matão / Taquaritinga – Quilômetros 267 a 330 (diurna, dois sentidos).

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS) – INTERDIÇÃO DA FAIXA DA ESQUERDA

São Carlos – Quilômetros 231 a 240 (diurna, dois sentidos).

Interdição sentido bairro-centro do viaduto quilômetro 231+800m.

Interdição sentido bairro-UFSCar do viaduto quilômetro 235

Interdição total, das 8h30 às 16h30, do viaduto quilômetro 236+100m.

OBRA DE AMPLIAÇÃO (TERCEIRAS FAIXAS)

Mirassol – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central entre os quilômetros 452 e 444+750m e de recuperação das áreas de jazida e bota-fora.

São José do Rio Preto – Sem interdições. Trabalho de plantio de grama no canteiro central, entre os quilômetros 428 e 431 (Cedral – Rio Preto).

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Matão / Dobrada / Santa Ernestina / Guariba / Taquaritinga / Jaboticabal / Taiúva / Taquaral / Pitangueiras / Bebedouro / Colina / Barretos – Quilômetros 293 a 426 (diurno, dois sentidos).

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Taquaritinga / Itápolis – Quilômetros 140 a 182 (diurno, dois sentidos).

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Bebedouro / Pirangi / Paraíso / Palmares Paulista / Catanduva – Quilômetros 151 a 218 (diurno, dois sentidos).

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Taquaritinga / Monte Alto / Vista Alegre do Alto / Pirangi – Quilômetros 000 a 044 (diurno, dois sentidos).

SP-310 – Rodovia Washington Luís

Sem obras.

SP-326 – Rodovia Brigadeiro Faria Lima

Sem obras.

SP-333 – Rodovias Carlos Tonanni, Nemésio Cadetti, Laurentino Mascari e Dr. Mário Gentil

Sem obras.

SP-351 – Rodovia Comendador Pedro Monteleone

Sem obras.

SP-323 – Rodovias José Della Vechia e Orlando Chesini Ometto

Sem obras.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Tarifa técnica do transporte coletivo de Pouso Alegre (MG) aumenta, mas prefeitura mantém subsídio e passageiro não será afetado

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Segundo a SMTT, custos operacionais subiram e reajuste foi necessário

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) definiu novos valores para as tarifas do transporte coletivo urbano e rural, com vigência a partir de 2 de fevereiro de 2026. A atualização foi anunciada pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e ocorre em meio ao aumento dos custos operacionais do sistema e à redução no número de passageiros pagantes.

De acordo com os dados apresentados, a projeção de demanda mensal caiu de 485 mil para 478 mil usuários em 2026. Em paralelo, a expansão urbana e a criação de novos bairros elevaram a quilometragem percorrida pelos ônibus, exigindo a implantação de seis novos atendimentos apenas em 2025. Com custos fixos elevados e menos passageiros para diluição das despesas, a tarifa técnica de remuneração foi estabelecida em R$ 7,60 no sistema urbano e R$ 10,10 no rural.

Outro fator que pressionou a planilha de custos foi a reoneração do INSS sobre a folha de pagamento, cuja alíquota federal passou de 5% para 10% em 2026. Segundo a SMTT, esse item, isoladamente, representou acréscimo de R$ 0,10 no valor da tarifa técnica.

Apesar desse cenário, o município manterá a política de subsídio por meio da Tarifa Social, absorvendo parte significativa do custo da operação. Em 2025, o orçamento municipal destinado a esse fim superou R$ 18 milhões. Com isso, os valores pagos pelos usuários permanecem abaixo da tarifa técnica: R$ 4,00 na tarifa urbana e R$ 6,50 na tarifa rural, com opção de compra antecipada a R$ 5,30.

A administração municipal também informou que seguem válidos os benefícios de gratuidade para idosos acima de 60 anos e para pessoas com deficiência, neste último caso com direito a acompanhante, sem custo ao usuário. Estudantes do ensino regular e profissionalizante têm direito à meia tarifa, incluindo matriculados no Instituto Federal e em unidades do Sistema S, como SESI, SENAI, SENAC, SESC, SEST e SENAT.

O reajuste ocorre após a entrega de melhorias no sistema ao longo dos últimos 12 meses, entre elas a instalação e reforma de mais de 200 abrigos, a adoção de aplicativo para acompanhamento dos veículos em tempo real e a incorporação de 11 novos ônibus, que entram em operação em fevereiro.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Linha 2-Verde do Metrô tem operação normalizada na tarde desta segunda-feira (26)

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Foto: Divulgação

Interferência na via férrea foi registrada na Estação Vila Madalena

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo teve a operação normalizada na tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

Devido a uma interferência na via férrea na Estação Vila Madalena, os trens circularam temporariamente com velocidade reduzida e maior tempo de parada.

O Diário do Transporte contatou a empresa operadora para mais informações.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Sinner vence compatriota Darderi e avança às quartas de final do Australian Open

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O número 2 do mundo, Jannik Sinner, dominou grande parte do jogo contra o compatriota Luciano Darderi (25 do ranking da ATP) nesta segunda-feira (26) em Melbourne, na Austrália, e passou para as quartas de final do Australian Open, que tem transmissão ao vivo de todas as quadras pela ESPN no Plano Premium do Disney+. O atual campeão venceu em três sets, com parciais de 6-1, 6-3 e 7-6.

Diferente do último jogo, o calor não foi um fator que atrapalhou o cabeça de chave número 2 do torneio. Embora fizesse 29ºC na partida, não houve interrupções devido às altas temperaturas.

O tetracampeão de Grand Slam não precisou se desgastar no início de jogo, fechando o primeiro set em menos de meia hora. Darderi se irritou muito com os erros durante a partida e não fez questão de esconder sua frustração quando perdia pontos. Durante o segundo set, o italiano chegou a jogar sua raquete no chão e bateu uma bolinha para a arquibancada em sinal de raiva com seu jogo.

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Darderi se irrita com próprios erros contra Sinner e até ‘come bolinha’

Assista ao Australian Open pela ESPN no Plano Premium do Disney+

Passada a frustração, Darderi conseguiu impor seu ritmo de jogo no terceiro set e igualou o confronto. Os compatriotas jogaram o tiebreak, mas Sinner chamou a responsabilidade, subiu o nível, venceu sete pontos seguidos e venceu por 7 a 2, garantindo sua vaga nas quartas de final do torneio em Melbourne.

O italiano de 24 anos segue impressionando e chega à 20ª vitória consecutiva, sua segunda melhor marca na carreira, permanecendo invicto desde sua desistência no início de outubro de 2025, na terceira rodada do Masters de Xangai.

Nas quartas de final, Sinner enfrentará o americano Ben Shelton (7º do mundo), que venceu o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1.

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