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Transporte sobre trilhos têm ajustes durante a Páscoa em São Paulo (SP); confira

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Imagem meramente ilustrativa

Programação especial envolve CPTM e Metrô com intervalos diferenciados e reforço de trens reserva

ARTHUR FERRARI

Os serviços de transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo (SP) e capital terão alterações operacionais entre esta Sexta-feira Santa (3) e o domingo de Páscoa (5). As mudanças envolvem as linhas administradas pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e pelo Metrô.

Durante o período, as empresas também manterão trens reserva posicionados estrategicamente para atender eventuais aumentos na demanda e garantir a regularidade da circulação.

Na CPTM, as quatro linhas operadas diretamente pela companhia funcionarão na sexta-feira (3) com intervalos equivalentes aos praticados aos domingos. Já no sábado (4) e no domingo (5), a operação seguirá a programação habitual de finais de semana, com intervalos médios característicos desses dias.

No Metrô, a sexta-feira (3) contará com programação de feriado nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. No sábado (4), haverá funcionamento contínuo durante 24 horas, com todas as estações abertas para embarque e desembarque de passageiros.

No domingo de Páscoa (5), as linhas do Metrô operarão com grade horária típica de domingos, seguindo o horário habitual para esse dia.

A Linha 17-Ouro mantém a operação de segunda a sexta-feira, incluindo feriados, no período das 10h às 15h. O funcionamento ocorre de forma gradual até a ampliação para horário integral.

As alterações visam adequar a oferta de transporte à demanda prevista para o feriado prolongado, quando há mudanças no fluxo de passageiros em toda a Região Metropolitana de São Paulo (SP).

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Capital paulista terá nova linha de ônibus que ligará Terminal Água Espraiada e Aeroporto de Congonhas a partir deste sábado (04)

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Imagem meramente ilustrativa

Itinerário será gerenciado pela Viação Gatusa e contará com seis ônibus em circulação, com intervalo programado de 10 minutos no horário de pico

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A partir deste sábado, 04 de abril de 2026, os moradores da capital paulista passam a contar com a nova linha de ônibus 776M-10 Terminal Água Espraiada/Aeroporto.

O itinerário municipal possibilitará a integração do sistema de mobilidade por ônibus com a linha 17-Ouro de monotrilho, que integra o Metrô de São Paulo.

De acordo com a SPTrans (São Paulo Transporte), seis ônibus irão circular entre o aeroporto e a Zona Sul, com intervalo programado de 10 minutos no horário de pico.

A nova linha, que será gerenciada pela Viação Gatusa, foi desenhada para oferecer um deslocamento que se integra às estações do monotrilho ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho e que facilite o acesso de turistas e trabalhadores à região da Chucri Zaidan e Vila Cordeiro.

Ainda segundo a SPTrans, a 776M-10 terá um itinerário circular, permitindo que o passageiro que desembarca do monotrilho acesse com facilidade o centro financeiro da Avenida Doutor Chucri Zaidan partindo do Aeroporto.

Confira o itinerário:

Linha: 776M-10 Term. Água Espraiada – Aeroporto

Sentido único: Term. Água Espraiada, Av. Jorn. Roberto Marinho, acesso, Av. Washington Luiz, Pça. Hussam Eddine Hariri, retorno sob Viad. João Julião da Costa Aguiar, Av. Washington Luiz, Rua Palmares, Av. Jorn. Roberto Marinho, Av. Dr. Chucri Zaidan, Av. João Dória, Av. das Nações Unidas, Av. Jorn. Roberto Marinho, Term. Água Espraiada.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Barcelona e Real Madrid fazem clássico nas quartas da Champions Feminina

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Administradores da Marcopolo vão receber remuneração de até R$ 47 milhões e consultorias voltam a indicar ações com Caminho da Escola. Diário do Transporte antecipou reabertura

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O que pode prejudicar o desempenho da empresa é a redução de compras públicas para o segundo semestre e as incertezas por causa da guerra de Trump contra o Irã

ADAMO BAZANI

Os administradores da Marcopolo S.A., fabricante de ônibus, carrocerias e veículos leves sobre trilhos, dona da marcas Marcopolo, NEXT, Marcopolo Rail, Ciferal/Neobus e Volare, vão receber até R$ 47 milhões como remuneração referente ao exercício que se inicia agora a partir de abril de 2026.

Esta foi uma das decisões confirmadas na Assembleia Geral de Investidores realizada na segunda-feira, 30 de março de 2026.

Tendo James Eduardo Bellini como presidente da mesa e Eduardo Frederico Willrich como secretário, a assembleia contou com a presença de acionistas que representam mais de dois terços do capital social com direito a voto e aprovou as demonstrações financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.

O lucro líquido, de R$ 1,22 bilhão (R$ 1.223.348.277,61), teve também a destinação aprovada. Deste total, R$$ 61,2 milhões (R$ 61.167.413,88) irão para a reserva legal. Já para pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos serão R$ 991,6 milhões (R$ 991.664.752,58). O restante é para reservas estatutárias.

Também foram aprovados os pagamentos de dividendos, na ordem de R$ 1,16 bilhão (R$ 1.161.454.094,14), desembolsados ao longo de 2025.

CAMINHO DA ESCOLA E INFORMAÇÃO DO DIÁRIO DO TRANSPORTE:

O criador de Diário do Transporte, Adamo Bazani, em primeira-mão, noticiou o relançamento da licitação para habilitação de compra de 7.470 ônibus escolares por meio do Programa Caminho da Escola, do Governo Federal.

Após sucessivos adiamentos e eventos de suspensão desde 2025, a nova data foi agendada para 14 de abril de 2026

Relembre:

A notícia teve repercussão imediata no segmento de transportes, indústria e mercado financeiro, inclusive diretamente na cotação e perspectivas das ações da Marcopolo, em bolsa de valores.

Consultorias e empresas de análise de investimentos e riscos voltaram a indicar os papéis da fabricante que, historicamente, nos últimos ciclos do Caminho da Escola, abocanhou entre 40% e 60% do volume de veículos previstos no programa governamental.

Algumas destas consultorias, inclusive, chegaram a reproduzir frases da reportagem de Adamo Bazani.

Isso tem mostrado a influência do Diário do Transporte.

Assim, se mantido o perfil da Marcopolo, deste total de quase 7,5 mil ônibus escolares, o potencial da gaúcha é chegar a algo próximo de quatro mil unidades.

O BB Investimentos manteve as ações da Marcopolo (POMO4) em sua carteira de dez papéis indicados para o ano de 2026, com 10% de peso na lista e 8,3% de retorno em dividendos de uma ação, em relação ao seu preço atual (Dividend Yield – DY).

Segundo o “Guia do Investidor”, analisas do UBS BB, banco de investimento e corretora institucional, disseram que o Marcopolo entrou no radar do mercado após a retomada da licitação do programa Caminho da Escola.

Entretanto, de acordo com estes especialistas, a notícia é “levemente positiva” para a Marcopolo.

Isso se deve a possibilidade de haver novas suspensões, revogações e adiamentos do Caminho da Escola e, principalmente, por outros fatores como a redução de compras públicas para o segundo semestre, em razão da lei eleitoral, e as incertezas por causa da guerra de Donald Trump contra o Irã, que impacta diretamente no segmento de transportes e logístico.

O novo edital do Caminho da Escola, relançado em 01º de abril de 2026, traz as atualizações tecnológicas, de configuração e de segurança dos 13 modelos que somam 7.470 unidades e o Diário do Transporte, de forma exclusiva, neste dia 02 de abril de 2026, destaca algumas das principais características que representam avanços em relação aos modelos que eram previstos no ciclo de compras iniciado em 2023. (AO LONGO DA REPORTAGEM, VEJA A TABELA NA ÍNTEGRA)

No ciclo anterior, por exemplo, o diferencial traseiro tinha dispositivo de bloqueio com acionamento automático. Agora, vai precisar apesentar dispositivo de bloqueio e/ou Sistema Eletrônico de Controle de Tração Automático (acionamento automático).

No edital de 2023, não havia exigência de assistências obrigatórias. Agora, a nova proposta inclui Controle de Estabilidade e Assistência de Partida em Rampa.

O painel traseiro também mudou. De área envidraçada terá agora de ser totalmente fechado, com compartimento de acesso externo.

Não havia previsão de reforços estruturais nas saias (parte inferior da carroceria). Agora, são obrigatórios reforços metálicos na parte dianteira.

Os protetores de Arla 32 (um líquido injetado na queima do diesel para reduzir a poluição), no ciclo de 2023 tinham de ser metálicos. Agora, a exigência está mais rigorosa, a exemplo do sistema de escape, que precisará ter escapamento inclinado para baixo (20° a 25°), acima da linha da passa-balsa.

Em primeira-mão, o Diário do Transporte mostrou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), após suspensões e anulações de editais que se arrastam desde 2025, relançou a licitação que deve habilitar montadoras e encarroçadoras para a compra de 7.470 ônibus escolares pelo Programa Caminho da Escola. A entrega das propostas para os 13 modelos desta frota total foi remarcada (se não houver novo entrave) para 14 de abril de 2026.

Relembre:

Além de ser esperada por estudantes, pais, prefeitos e governadores, a licitação é muito aguardada pela indústria. O Caminho da Escola representa 30% do volume de produção de ônibus no Brasil.

Apesar de o principal motivo para os adiantamentos e suspensão da licitação foi a entrada de novas regras tributárias sobre os veículos, pesou também para a nova decisão a questão de segurança, cujo debate foi ampliado, principalmente depois uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

MODELOS MAIS SEGUROS, MAS NÃO LIVRES DE EMISSÕES:

Os ônibus escolares nos Estados Unidos são sinônimos de segurança, força e até um símbolo de orgulho do País. Muito comuns de aparecerem em filmes e até produções de Hollywood, os amarelões com cara de caminhão (devido ao cofre do motor avançado para o lado de fora), são tão robustos que, de acordo com reportagens de mídia norte-americana, já foram feitos bunkers e abrigos de ataques antiaéreos com as carrocerias destes ônibus. A sinalização destes veículos é especial e há até regras nas leis de trânsito norte-americanas sobre respeito e prioridade a estes ônibus que devem ser seguidas por motoristas de outros veículos. Apesar de o presidente Donald Trump ter bloqueado verbas para modelos elétricos, os escolares nos EUA entraram para a era dos veículos de emissão zero.

E no Brasil? O transporte escolar é, de uma forma geral, extremamente precário, com ônibus velhos, mal conservados e operações clandestinas.  Mas a situação melhorou muito com a adoção, em 2007, do Programa Caminho da Escola, pelo qual, o Governo Federal compra e financia aos Estados e municípios os ônibus escolares. Foram desenhados juntamente com as fabricantes de chassis e carrocerias os padrões com uniformização técnica, sendo atualizados a cada ciclo de licitação.

Atualmente, os veículos estão mais acessíveis e, seguindo as normas Euro 6 para motores a diesel, estão menos poluentes, mas ainda não livre de emissões como nos EUA.

Em parte pela falta de infraestrutura de recarga para baterias nas cidades, pelas condições severas de tráfego e por haver ainda pouca oferta no mercado nacional de ônibus elétricos com padrão escolar: a única fabricante a de fato apresentar um modelo indicado como escolar foi a nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), em parceria com a Caio e Mercedes-Benz.

MODELOS E QUANTIDADES

1 ORE 1 Mecânica - 1.700

2 ORE 2 Mecânica - 2.000

3 ORE 3 Mecânica - 2.100

4 ORE 0 4X4 Mecânica - 260

5 ORE 1 4X4 Mecânica - 380

6 ONUREA PA Mecânica - 400

7 ONUREA PB Mecânica  – 200

8 ORE 1 Automática - 130

9 ORE 2 Automática -120

10 ORE 3 Automática - 120

11 ORE 1 4X4 Automática – 20

12 ONUREA PA Automática - unidade 20

13 ONUREA PB Automática - 20

TOTAL – 7.470 ÔNIBUS

 Tipos de Ônibus (ORE e ONUREA):

  • ORE 0 (4×4): Capacidade para 13 estudantes.
  • ORE 1: Capacidade para 29 estudantes.
  • ORE 1 (4×4): Capacidade para 23 ou 29 estudantes.
  • ORE 2: Capacidade para 44 estudantes, com bloqueio de diferencial.
  • ORE 3: Capacidade para 59 ou 60 estudantes.
  • ONUREA Piso Alto: Capacidade para 29 estudantes.
  • ONUREA Piso Baixo: Capacidade para 21 ou 29 estudantes (com acessibilidade).

VEJA HISTÓRICO:

Após dois entraves, a bilionária concorrência foi remarcada para 23 de fevereiro de 2026.

Relembre:

A primeira tentativa de licitação foi suspensa em 17 de dezembro de 2025 para esclarecimentos sobre o edital, depois revogada para ajustes de acordo com novas regras fiscais .

Relembre:

Em 03 de fevereiro de 2026, notícia dada em primeira-mão pelo Diário do Transporte, revelou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), do Governo Federal, revogou a licitação para a compra de cerca de 7,5 mil ônibus escolares por meio do Programa Caminho da Escola. O motivo foi justamente a Nova lei alterou isenções, exigindo nova pesquisa e relançamento

Relembre:

As dúvidas tributárias persistem.

A questão da reforma tributária preocupa porque se a fabricante ganha neste ano de 2026, e o pregão tem validade de um ano, ainda haverá ônibus para fornecer no próximo ano de 2027 pelo mesmo preço de 2026. Mas em 2027 entram os novos efeitos da reforma tributária com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir o ICMS e o ISS, adotando o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Também entra em 2027 a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) que também vai ser como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para substituir PIS, Cofins e parte do IPI.

Não há certezas dos impactos nos preços dos ônibus.

Além disso, os ônibus escolares tinham isenção de impostos desde 2007. Agora passam a ser tributados.

Uma cláusula no edital do Caminho da Escola para proteger os fornecedores desta variação poderia deixar o mercado mais seguro. Ou seja, as regras deveriam ser mantidas pelo momento do resultado do pregão e não da entrega dos ônibus.

Mas pesou mesmo para a nova decisão, uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

A quantidade de veículos e modelos não mudam.

REABERTURA:

Uma das notícias mais aguardadas da indústria de veículos pesados finalmente saiu numa quarta-feira, 1º de abril de 2026, e em seu papel de hardnews, com cobertura do jornalismo factual, o Diário do Transporte trouxe em primeira-mão:

Foi marcada a data para o prosseguimento da licitação para habilitar montadoras e encarroçadoras a produzir e comercializar 7.470 ônibus escolares pelo “Programa Caminho da Escola”, do Governo Federal. A abertura das propostas foi, desta vez, depois de adiamentos e suspensões, agendada para 14 de abril de 2026.

Na terça-feira, 31 de março de 2026, o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, já havia noticiado, também de forma exclusiva, o aviso de reabertura do processo licitatório.

O FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação), do Ministério da Educação, responsável pela concorrência, havia comunicado o “Evento de Reabertura com publicação prevista para 01/04/2026. Motivo: Saneamento dos artefatos da licitação”.

Saneamento de artefatos (documentos e propostas) em licitações é um instrumento previsto na chamada Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que possibilita a correção de erros ou falhas formais que não alterem propostas, os documentos de habilitação ou o teor geral dos editais.

O relançamento da concorrência é aguardado ansiosamente por prefeituras e governos estaduais, que podem se habilitar para as compras, mas também pela indústria automotiva e de autopeças.

O “Caminho da Escola” chega a representar cerca de 30% de toda a produção de ônibus do Brasil, impactando até mesmo nas ações de fabricantes de capital aberto e que negociam em Bolsa de Valores, como a Marcopolo.

 

ATUALIZAÇÕES TÉCNICAS:

O novo edital do Caminho da Escola, relançado em 01º de abril de 2026, traz as atualizações tecnológicas, de configuração e de segurança dos 13 modelos que somam 7.470 unidades e o Diário do Transporte, de forma exclusiva, neste dia 02 de abril de 2026, destaca algumas das principais características que representam avanços em relação aos modelos que eram previstos no ciclo de compras iniciado em 2023. (AO LONGO DA REPORTAGEM, VEJA A TABELA NA ÍNTEGRA)

No ciclo anterior, por exemplo, o diferencial traseiro tinha dispositivo de bloqueio com acionamento automático. Agora, vai precisar apesentar dispositivo de bloqueio e/ou Sistema Eletrônico de Controle de Tração Automático (acionamento automático).

No edital de 2023, não havia exigência de assistências obrigatórias. Agora, a nova proposta inclui Controle de Estabilidade e Assistência de Partida em Rampa.

O painel traseiro também mudou. De área envidraçada terá agora de ser totalmente fechado, com compartimento de acesso externo.

Não havia previsão de reforços estruturais nas saias (parte inferior da carroceria). Agora, são obrigatórios reforços metálicos na parte dianteira.

Os protetores de Arla 32 (um líquido injetado na queima do diesel para reduzir a poluição), no ciclo de 2023 tinham de ser metálicos. Agora, a exigência está mais rigorosa, a exemplo do sistema de escape, que precisará ter escapamento inclinado para baixo (20° a 25°), acima da linha da passa-balsa.

Em primeira-mão, o Diário do Transporte mostrou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), após suspensões e anulações de editais que se arrastam desde 2025, relançou a licitação que deve habilitar montadoras e encarroçadoras para a compra de 7.470 ônibus escolares pelo Programa Caminho da Escola. A entrega das propostas para os 13 modelos desta frota total foi remarcada (se não houver novo entrave) para 14 de abril de 2026.

Relembre:

Além de ser esperada por estudantes, pais, prefeitos e governadores, a licitação é muito aguardada pela indústria. O Caminho da Escola representa 30% do volume de produção de ônibus no Brasil.

Apesar de o principal motivo para os adiantamentos e suspensão da licitação foi a entrada de novas regras tributárias sobre os veículos, pesou também para a nova decisão a questão de segurança, cujo debate foi ampliado, principalmente depois uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

MODELOS MAIS SEGUROS, MAS NÃO LIVRES DE EMISSÕES:

Os ônibus escolares nos Estados Unidos são sinônimos de segurança, força e até um símbolo de orgulho do País. Muito comuns de aparecerem em filmes e até produções de Hollywood, os amarelões com cara de caminhão (devido ao cofre do motor avançado para o lado de fora), são tão robustos que, de acordo com reportagens de mídia norte-americana, já foram feitos bunkers e abrigos de ataques antiaéreos com as carrocerias destes ônibus. A sinalização destes veículos é especial e há até regras nas leis de trânsito norte-americanas sobre respeito e prioridade a estes ônibus que devem ser seguidas por motoristas de outros veículos. Apesar de o presidente Donald Trump ter bloqueado verbas para modelos elétricos, os escolares nos EUA entraram para a era dos veículos de emissão zero.

E no Brasil? O transporte escolar é, de uma forma geral, extremamente precário, com ônibus velhos, mal conservados e operações clandestinas.  Mas a situação melhorou muito com a adoção, em 2007, do Programa Caminho da Escola, pelo qual, o Governo Federal compra e financia aos Estados e municípios os ônibus escolares. Foram desenhados juntamente com as fabricantes de chassis e carrocerias os padrões com uniformização técnica, sendo atualizados a cada ciclo de licitação.

Atualmente, os veículos estão mais acessíveis e, seguindo as normas Euro 6 para motores a diesel, estão menos poluentes, mas ainda não livre de emissões como nos EUA.

Em parte pela falta de infraestrutura de recarga para baterias nas cidades, pelas condições severas de tráfego e por haver ainda pouca oferta no mercado nacional de ônibus elétricos com padrão escolar: a única fabricante a de fato apresentar um modelo indicado como escolar foi a nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), em parceria com a Caio e Mercedes-Benz.

MODELOS E QUANTIDADES

1 ORE 1 Mecânica - 1.700

2 ORE 2 Mecânica - 2.000

3 ORE 3 Mecânica - 2.100

4 ORE 0 4X4 Mecânica - 260

5 ORE 1 4X4 Mecânica - 380

6 ONUREA PA Mecânica - 400

7 ONUREA PB Mecânica  – 200

8 ORE 1 Automática - 130

9 ORE 2 Automática -120

10 ORE 3 Automática - 120

11 ORE 1 4X4 Automática – 20

12 ONUREA PA Automática - unidade 20

13 ONUREA PB Automática - 20

TOTAL – 7.470 ÔNIBUS

 Tipos de Ônibus (ORE e ONUREA):

  • ORE 0 (4×4): Capacidade para 13 estudantes.
  • ORE 1: Capacidade para 29 estudantes.
  • ORE 1 (4×4): Capacidade para 23 ou 29 estudantes.
  • ORE 2: Capacidade para 44 estudantes, com bloqueio de diferencial.
  • ORE 3: Capacidade para 59 ou 60 estudantes.
  • ONUREA Piso Alto: Capacidade para 29 estudantes.
  • ONUREA Piso Baixo: Capacidade para 21 ou 29 estudantes (com acessibilidade).

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Grande Vitória (ES) recebe estação do ExpressoGV, obras na rodoviária e reforço no transporte aquaviário

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Projeto de corredor exclusivo, modernização estrutural e nova embarcação ampliam integração metropolitana

ARTHUR FERRARI

O Renato Casagrande apresentou nesta quinta-feira (02) a primeira estação do ExpressoGV, novo corredor exclusivo de ônibus em padrão BRT implantado na Avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha. A agenda também incluiu a entrega de reformas na rodoviária de Vitória e a ampliação do Sistema Aquaviário que atende a Região Metropolitana da Grande Vitória.

O ExpressoGV teve o número de estações ampliado, passando de seis para sete. Ao todo, o projeto contará com 14 plataformas do sistema Transcol, sendo 12 em Vila Velha (ES) e duas em Cariacica, localizadas ao lado do Terminal de Jardim América. As estruturas terão videomonitoramento, painéis com informações em tempo real e acessibilidade para passageiros.

“Esse aumento no número de pontos de embarque garantirá que o sistema atenda ainda mais cidadãos, otimizando o fluxo no corredor exclusivo e proporcionando uma integração muito mais eficiente entre os municípios”, destacou Fábio Damasceno.

Com investimento de quase R$ 300 milhões, o ExpressoGV terá sete quilômetros de faixas exclusivas em concreto. O projeto também prevê a implantação de ciclovia, construção de novas calçadas, urbanização do entorno e dois viadutos que farão conexão com a Segunda Ponte, ampliando a ligação com Cariacica (ES).

Rodoviária e transporte aquaviário

Durante a agenda, também foram entregues intervenções na rodoviária de Vitória (ES) e melhorias no sistema aquaviário, com investimentos totais de R$ 20 milhões. As obras modernizaram áreas de embarque, desembarque, estacionamento e pontos de táxi, com objetivo de melhorar a circulação e a integração entre modais.

A reforma do píer da Estação Élcio Álvares, localizada na Rodoviária de Vitória (ES), possibilitou a criação da quarta estação do sistema aquaviário, ampliando a conexão entre Vitória (ES), Vila Velha (ES) e Cariacica (ES).

Outra novidade foi a entrega da sétima embarcação da frota, o barco Rio Doce, com capacidade para 130 passageiros. A embarcação conta com climatização, bicicletário, banheiro e acessibilidade.

“A ampliação do Aquaviário, com a chegada da sétima embarcação e a nova estação na Rodoviária, consolida o modal como uma alternativa eficiente e sustentável. Estamos integrando a cidade pelo mar, diminuindo o tempo de viagem e oferecendo uma experiência de transporte moderna para a população”, ressaltou Fábio Damasceno.

Atualmente, o sistema aquaviário opera com seis embarcações — Fonte Grande, Morro do Moreno, Mestre Álvaro, Moxuara, Penedo e Forno Grande — conectando as estações da Prainha, em Vila Velha (ES); Praça do Papa, em Vitória (ES); e Porto de Santana, em Cariacica (ES).

As ações integram o conjunto de investimentos em mobilidade urbana na Região Metropolitana da Grande Vitória, com foco na integração entre ônibus, transporte aquaviário e infraestrutura viária.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Ônibus exclusivos para mulheres em Maceió (AL) começam a operar com quatro linhas dedicadas

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Programa prevê veículos na cor rosa, motoristas femininas e botão de pânico para acionamento das forças de segurança; veículos começam a circular na segunda-feira (06)

ARTHUR FERRARI

A cidade de Maceió (AL) passará a contar com quatro linhas de ônibus destinadas exclusivamente a pessoas que se identificam com o gênero feminino. Os veículos fazem parte do programa Massa Mulher, lançado nesta quarta-feira (1º) pela prefeitura da capital alagoana, e começam a circular na próxima segunda-feira (6).

A iniciativa é voltada a um público que representa cerca de 60% dos usuários do transporte coletivo da cidade. Os ônibus foram identificados com a cor rosa e contam com recursos voltados à segurança das passageiras.

Entre os dispositivos implantados está o sistema chamado Parada Segura, também conhecido como botão de pânico. Ao ser acionado, o equipamento envia um alerta silencioso para agentes da Guarda Municipal e servidores da Secretaria da Mulher, permitindo resposta rápida e discreta em situações de risco.

“Infelizmente, Maceió e Alagoas ainda registram índices preocupantes de violência contra a mulher, o que nos causa muita tristeza. E não podemos aceitar isso como normal. Por isso, estamos criando um ambiente mais protegido, com ônibus exclusivos, canal de denúncia e resposta rápida, para que as mulheres possam se deslocar com mais tranquilidade e segurança. O Maceió sem Assédio também é outra frente de atuação que soma nossa luta contra a violência às mulheres”, explicou o prefeito JHC.

Além da exclusividade para mulheres, os veículos serão conduzidos por motoristas do sexo feminino. Também será permitida a entrada de crianças acompanhadas por mulheres e homens que auxiliam mulheres com deficiência.

A primeira-dama Marina Candia e a senadora Dra. Eudócia participaram da apresentação dos veículos. O programa integra ações voltadas ao enfrentamento da violência de gênero no município.

“Isso vai dar mais autonomia às mulheres que muitas vezes acabam não utilizando o meio de transporte público por medo. Deixam de estudar, de empreender, de trabalhar porque têm medo de serem violentadas. E isso não pode acontecer. A cidade é para todos, sobretudo para as mulheres. Então a gente fica muito feliz de lançar essa medida pioneira e que pode servir de espelho para outras cidades do Brasil”, pontuou JHC.

O vice-prefeito Rodrigo Cunha também comentou a iniciativa durante o lançamento.

“Os ônibus entregues hoje representam respeito, proteção e um compromisso real com a segurança das mulheres de Maceió. Eles fazem parte de uma política pública que entende que o transporte também precisa ser um espaço de acolhimento e dignidade. Com a visão do prefeito JHC, seguimos avançando com ações concretas dentro da campanha Maceió sem Assédio, porque combater a violência contra as mulheres também é garantir que elas possam ir e vir com mais tranquilidade e segurança”, afirmou.

De acordo com a prefeitura, o programa Massa Mulher posiciona Maceió (AL) como pioneira no país na implantação de linhas regulares exclusivas para mulheres dentro do sistema de transporte coletivo urbano.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Da piscina do clube à venda de jogadores: o duelo de milhões entre Flamengo e Palmeiras

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O Flamengo divulgou em seu site o balanço financeiro de 2025. O Palmeiras já havia feito isto há algumas semanas.

Agora então é possível comparar as finanças dos clubes mais ricos do país.

No verdadeiro clássico dos milhões, sobrou opulência.

Puxados por venda de jogadores e o Mundial de Clubes, os dois clubes bateram seus recordes históricos de faturamento.

No placar geral, o rubro-negro venceu: teve receitas de R$ 2,089 bilhões, contra R$ 1,696 bilhão do alviverde.

A comparação entre as principais receitas de um clube de futebol coloca o Flamengo na frente da maioria deles.

O Flamengo soma o que fatura com direitos de TV em todas as mídias e premiações. Em 2025, teve receitas de R$ 611,553 milhões com isso.

Com esses mesmos itens, o Palmeiras faturou R$ 527,130 milhões.

Em patrocínios e faturamento com a marca, a diferença cresce.

A equipe carioca obteve R$ 401,4 milhões em “patrocínios e publicidade”. Nesse ponto, os paulistas amealharam R$ 213,653 milhões.

Em licenciamento de produtos, nova vitória, e folgada, flamenguista: R$ 131 milhões contra R$ 35,219 milhões alviverdes.

Com bilheteria dos jogos, o Flamengo novamente ficou na frente, arrecadando R$ 142,490 milhões com venda de ingressos. O Palmeiras conseguiu R$ 95,028 milhões.

O programa de sócio-torcedor do clube da Gávea faturou R$ 87,669 milhões em 2025. O Avanti palmeirense ficou nos R$ 73,614 milhões.

Mas nem tudo foi derrota do Palmeiras no clássico dos milhões com o Flamengo.

Os paulistas faturaram mais com a venda de jogadores: R$ 653 milhões diante dos R$ 519 milhões dos rubro-negros.

Por fim, o Palmeiras ganhou mais com seu clube social e suas piscinas. Foram R$ 79,7 milhões com mensalidades e taxas de quem pratica esporte nas suas instalações.

O Flamengo arrecadou R$ 44,2 milhões com essas atividades.

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Busscar entrega 19 novos ônibus El Buss FT para linhas especiais do Consórcio Fênix em Florianópolis (SC)

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Modelos executivos integram frotas das empresas Canasvieiras, Transol e Insular

ARTHUR FERRARI

O sistema de transporte coletivo de Florianópolis (SC) começou a receber 19 novos ônibus seletivos que passam a integrar as chamadas linhas executivas, conhecidas como “Amarelinhos”. Os veículos, do modelo El Buss FT, estão sendo entregues pela Busscar às empresas Canasvieiras, Transol e Insular, integrantes do Consórcio Fênix, responsável pela operação deste tipo de serviço na capital catarinense.

Parte da nova frota já iniciou operação, enquanto as demais unidades seguem em fase final de produção, com previsão de entrega ao longo do mês de abril. A incorporação dos veículos faz parte do processo de renovação do transporte coletivo local.

Os novos ônibus mantêm o tradicional padrão visual amarelo, característica marcante das linhas seletivas de Florianópolis (SC). O modelo El Buss FT foi desenvolvido para operações urbanas com maior demanda e possui estrutura reforçada, além de área interna com maior aproveitamento de espaço e ampla área envidraçada.

Os veículos contam com 47 poltronas do modelo Soft Class, equipadas com cintos de segurança retráteis e apoio de braço escamoteável. Cada assento possui entradas USB-A e USB-C para recarga de dispositivos eletrônicos durante a viagem. Entre os itens adicionais, estão dois tetos solares, porta-pacotes com iluminação individual de leitura e sistema de iluminação para identificação dos assentos.

Os ônibus também dispõem de cinco lugares reservados com identificação tátil, elevador para passageiros com mobilidade reduzida e sistema de ar-condicionado. A iluminação interna em LED e a preparação para sistemas de bilhetagem eletrônica também fazem parte dos equipamentos incorporados.

Outro recurso presente nos veículos é o sistema de catraca, utilizado para organizar o embarque dos passageiros. Os ônibus são equipados com chassi Volkswagen e atendem ao padrão de emissões Euro 6, além de contar com câmbio automático ZF, tecnologia que contribui para redução de poluentes e condução mais suave no tráfego urbano.

“Estamos comprometidos em oferecer veículos que atendam às necessidades das operações urbanas, com foco em conforto, eficiência e acessibilidade. Essa entrega para Florianópolis reforça nossa parceria com os operadores e nosso papel na evolução da mobilidade urbana”, afirma Paulo Corso, diretor comercial da Busscar.

Com a chegada das novas unidades, as linhas seletivas de Florianópolis (SC) passam a contar com veículos mais recentes, ampliando a renovação da frota do transporte coletivo na cidade.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Governo da Bahia lança concorrência para novo segmento do VLT em Salvador, entre Baixa do Fiscal e Retiro

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Edital prevê implantação de 3,75 km e integração com rede metroviária da capital

ARTHUR FERRARI

O governo da Bahia iniciou o processo de contratação para a construção de mais um trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Salvador. A licitação foi publicada pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB) e prevê a expansão do sistema ferroviário urbano com ligação entre a Baixa do Fiscal e a Estação Retiro.

O novo segmento terá 3,75 quilômetros de extensão e deverá conectar a Parada Santa Luzia e a Baixa do Fiscal ao Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, por meio da Estação Retiro. A proposta é ampliar a integração entre modais e facilitar o deslocamento entre regiões da capital e da Região Metropolitana.

O modelo adotado será de contratação integrada, em que a empresa ou consórcio vencedor ficará responsável por todas as etapas do projeto. Entre as atribuições previstas estão o desenvolvimento dos projetos básico e executivo, execução das obras civis, implantação dos sistemas operacionais e fornecimento dos equipamentos necessários para o funcionamento do novo trecho.

Também estão incluídas no escopo atividades como instalação de estruturas, realização de testes operacionais e de segurança, além do comissionamento final, etapa necessária antes do início da operação comercial.

De acordo com o cronograma divulgado, a sessão pública para entrega das propostas técnicas e comerciais está marcada para o dia 12 de junho de 2026, às 14h. A partir da definição da empresa vencedora, serão estabelecidos os prazos para elaboração dos projetos e execução das obras.

A ampliação faz parte do planejamento de expansão do VLT em Salvador (BA), sistema que vem sendo implantado gradualmente com o objetivo de reforçar a mobilidade urbana e criar novas conexões com a rede metroviária existente.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Confira as principais atualizações técnicas dos modelos de ônibus exigidos na licitação do Caminho da Escola

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À esquerda, ônibus escolar norte-americano elétrico. À direita, ônibus do Caminho da Escola brasileiro, com carroceria mais elevada

Após acidentes, reclamações e novas normais, veículos passaram por ajustes e modernizações quanto a segurança, redução de emissões e acessibilidade

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

O novo edital do Caminho da Escola, relançado em 01º de abril de 2026, traz as atualizações tecnológicas, de configuração e de segurança dos 13 modelos que somam 7.470 unidades e o Diário do Transporte, de forma exclusiva, neste dia 02 de abril de 2026, destaca algumas das principais características que representam avanços em relação aos modelos que eram previstos no ciclo de compras iniciado em 2023. (AO LONGO DA REPORTAGEM, VEJA A TABELA NA ÍNTEGRA)

No ciclo anterior, por exemplo, o diferencial traseiro tinha dispositivo de bloqueio com acionamento automático. Agora, vai precisar apesentar dispositivo de bloqueio e/ou Sistema Eletrônico de Controle de Tração Automático (acionamento automático).

No edital de 2023, não havia exigência de assistências obrigatórias. Agora, a nova proposta inclui Controle de Estabilidade e Assistência de Partida em Rampa.

O painel traseiro também mudou. De área envidraçada terá agora de ser totalmente fechado, com compartimento de acesso externo.

Não havia previsão de reforços estruturais nas saias (parte inferior da carroceria). Agora, são obrigatórios reforços metálicos na parte dianteira.

Os protetores de Arla 32 (um líquido injetado na queima do diesel para reduzir a poluição), no ciclo de 2023 tinham de ser metálicos. Agora, a exigência está mais rigorosa, a exemplo do sistema de escape, que precisará ter escapamento inclinado para baixo (20° a 25°), acima da linha da passa-balsa.

Em primeira-mão, o Diário do Transporte mostrou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), após suspensões e anulações de editais que se arrastam desde 2025, relançou a licitação que deve habilitar montadoras e encarroçadoras para a compra de 7.470 ônibus escolares pelo Programa Caminho da Escola. A entrega das propostas para os 13 modelos desta frota total foi remarcada (se não houver novo entrave) para 14 de abril de 2026.

Relembre:

Além de ser esperada por estudantes, pais, prefeitos e governadores, a licitação é muito aguardada pela indústria. O Caminho da Escola representa 30% do volume de produção de ônibus no Brasil.

Apesar de o principal motivo para os adiantamentos e suspensão da licitação foi a entrada de novas regras tributárias sobre os veículos, pesou também para a nova decisão a questão de segurança, cujo debate foi ampliado, principalmente depois uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

MODELOS MAIS SEGUROS, MAS NÃO LIVRES DE EMISSÕES:

Os ônibus escolares nos Estados Unidos são sinônimos de segurança, força e até um símbolo de orgulho do País. Muito comuns de aparecerem em filmes e até produções de Hollywood, os amarelões com cara de caminhão (devido ao cofre do motor avançado para o lado de fora), são tão robustos que, de acordo com reportagens de mídia norte-americana, já foram feitos bunkers e abrigos de ataques antiaéreos com as carrocerias destes ônibus. A sinalização destes veículos é especial e há até regras nas leis de trânsito norte-americanas sobre respeito e prioridade a estes ônibus que devem ser seguidas por motoristas de outros veículos. Apesar de o presidente Donald Trump ter bloqueado verbas para modelos elétricos, os escolares nos EUA entraram para a era dos veículos de emissão zero.

E no Brasil? O transporte escolar é, de uma forma geral, extremamente precário, com ônibus velhos, mal conservados e operações clandestinas.  Mas a situação melhorou muito com a adoção, em 2007, do Programa Caminho da Escola, pelo qual, o Governo Federal compra e financia aos Estados e municípios os ônibus escolares. Foram desenhados juntamente com as fabricantes de chassis e carrocerias os padrões com uniformização técnica, sendo atualizados a cada ciclo de licitação.

Atualmente, os veículos estão mais acessíveis e, seguindo as normas Euro 6 para motores a diesel, estão menos poluentes, mas ainda não livre de emissões como nos EUA.

Em parte pela falta de infraestrutura de recarga para baterias nas cidades, pelas condições severas de tráfego e por haver ainda pouca oferta no mercado nacional de ônibus elétricos com padrão escolar: a única fabricante a de fato apresentar um modelo indicado como escolar foi a nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), em parceria com a Caio e Mercedes-Benz.

MODELOS E QUANTIDADES

1 ORE 1 Mecânica - 1.700

2 ORE 2 Mecânica - 2.000

3 ORE 3 Mecânica - 2.100

4 ORE 0 4X4 Mecânica - 260

5 ORE 1 4X4 Mecânica - 380

6 ONUREA PA Mecânica - 400

7 ONUREA PB Mecânica  – 200

8 ORE 1 Automática - 130

9 ORE 2 Automática -120

10 ORE 3 Automática - 120

11 ORE 1 4X4 Automática – 20

12 ONUREA PA Automática - unidade 20

13 ONUREA PB Automática - 20

TOTAL – 7.470 ÔNIBUS

 Tipos de Ônibus (ORE e ONUREA):

  • ORE 0 (4×4): Capacidade para 13 estudantes.
  • ORE 1: Capacidade para 29 estudantes.
  • ORE 1 (4×4): Capacidade para 23 ou 29 estudantes.
  • ORE 2: Capacidade para 44 estudantes, com bloqueio de diferencial.
  • ORE 3: Capacidade para 59 ou 60 estudantes.
  • ONUREA Piso Alto: Capacidade para 29 estudantes.
  • ONUREA Piso Baixo: Capacidade para 21 ou 29 estudantes (com acessibilidade).

VEJA HISTÓRICO:

Após dois entraves, a bilionária concorrência foi remarcada para 23 de fevereiro de 2026.

Relembre:

A primeira tentativa de licitação foi suspensa em 17 de dezembro de 2025 para esclarecimentos sobre o edital, depois revogada para ajustes de acordo com novas regras fiscais .

Relembre:

Em 03 de fevereiro de 2026, notícia dada em primeira-mão pelo Diário do Transporte, revelou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), do Governo Federal, revogou a licitação para a compra de cerca de 7,5 mil ônibus escolares por meio do Programa Caminho da Escola. O motivo foi justamente a Nova lei alterou isenções, exigindo nova pesquisa e relançamento

Relembre:

As dúvidas tributárias persistem.

A questão da reforma tributária preocupa porque se a fabricante ganha neste ano de 2026, e o pregão tem validade de um ano, ainda haverá ônibus para fornecer no próximo ano de 2027 pelo mesmo preço de 2026. Mas em 2027 entram os novos efeitos da reforma tributária com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que vai substituir o ICMS e o ISS, adotando o modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Também entra em 2027 a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) que também vai ser como um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para substituir PIS, Cofins e parte do IPI.

Não há certezas dos impactos nos preços dos ônibus.

Além disso, os ônibus escolares tinham isenção de impostos desde 2007. Agora passam a ser tributados.

Uma cláusula no edital do Caminho da Escola para proteger os fornecedores desta variação poderia deixar o mercado mais seguro. Ou seja, as regras deveriam ser mantidas pelo momento do resultado do pregão e não da entrega dos ônibus.

Mas pesou mesmo para a nova decisão, uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

A quantidade de veículos e modelos não mudam.

REABERTURA:

Uma das notícias mais aguardadas da indústria de veículos pesados finalmente saiu numa quarta-feira, 1º de abril de 2026, e em seu papel de hardnews, com cobertura do jornalismo factual, o Diário do Transporte trouxe em primeira-mão:

Foi marcada a data para o prosseguimento da licitação para habilitar montadoras e encarroçadoras a produzir e comercializar 7.470 ônibus escolares pelo “Programa Caminho da Escola”, do Governo Federal. A abertura das propostas foi, desta vez, depois de adiamentos e suspensões, agendada para 14 de abril de 2026.

Na terça-feira, 31 de março de 2026, o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, já havia noticiado, também de forma exclusiva, o aviso de reabertura do processo licitatório.

O FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação), do Ministério da Educação, responsável pela concorrência, havia comunicado o “Evento de Reabertura com publicação prevista para 01/04/2026. Motivo: Saneamento dos artefatos da licitação”.

Saneamento de artefatos (documentos e propostas) em licitações é um instrumento previsto na chamada Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que possibilita a correção de erros ou falhas formais que não alterem propostas, os documentos de habilitação ou o teor geral dos editais.

O relançamento da concorrência é aguardado ansiosamente por prefeituras e governos estaduais, que podem se habilitar para as compras, mas também pela indústria automotiva e de autopeças.

O “Caminho da Escola” chega a representar cerca de 30% de toda a produção de ônibus do Brasil, impactando até mesmo nas ações de fabricantes de capital aberto e que negociam em Bolsa de Valores, como a Marcopolo.

 

ATUALIZAÇÕES TÉCNICAS:

O novo edital do Caminho da Escola, relançado em 01º de abril de 2026, traz as atualizações tecnológicas, de configuração e de segurança dos 13 modelos que somam 7.470 unidades e o Diário do Transporte, de forma exclusiva, neste dia 02 de abril de 2026, destaca algumas das principais características que representam avanços em relação aos modelos que eram previstos no ciclo de compras iniciado em 2023. (AO LONGO DA REPORTAGEM, VEJA A TABELA NA ÍNTEGRA)

No ciclo anterior, por exemplo, o diferencial traseiro tinha dispositivo de bloqueio com acionamento automático. Agora, vai precisar apesentar dispositivo de bloqueio e/ou Sistema Eletrônico de Controle de Tração Automático (acionamento automático).

No edital de 2023, não havia exigência de assistências obrigatórias. Agora, a nova proposta inclui Controle de Estabilidade e Assistência de Partida em Rampa.

O painel traseiro também mudou. De área envidraçada terá agora de ser totalmente fechado, com compartimento de acesso externo.

Não havia previsão de reforços estruturais nas saias (parte inferior da carroceria). Agora, são obrigatórios reforços metálicos na parte dianteira.

Os protetores de Arla 32 (um líquido injetado na queima do diesel para reduzir a poluição), no ciclo de 2023 tinham de ser metálicos. Agora, a exigência está mais rigorosa, a exemplo do sistema de escape, que precisará ter escapamento inclinado para baixo (20° a 25°), acima da linha da passa-balsa.

Em primeira-mão, o Diário do Transporte mostrou que o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), após suspensões e anulações de editais que se arrastam desde 2025, relançou a licitação que deve habilitar montadoras e encarroçadoras para a compra de 7.470 ônibus escolares pelo Programa Caminho da Escola. A entrega das propostas para os 13 modelos desta frota total foi remarcada (se não houver novo entrave) para 14 de abril de 2026.

Relembre:

Além de ser esperada por estudantes, pais, prefeitos e governadores, a licitação é muito aguardada pela indústria. O Caminho da Escola representa 30% do volume de produção de ônibus no Brasil.

Apesar de o principal motivo para os adiantamentos e suspensão da licitação foi a entrada de novas regras tributárias sobre os veículos, pesou também para a nova decisão a questão de segurança, cujo debate foi ampliado, principalmente depois uma tragédia com a morte de uma estudante no Ceará foi levada em conta para a mudança, conforte apurou o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani.

A menina Maria Isabella Rodrigues, de apenas 10 anos, morreu em 05 de fevereiro de 2026, na cidade de Nova Russas, a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, após cair do ônibus escolar do Caminho da Escola que a levava para casa.

A porta do veículo se abriu “sozinha” em movimento.

As causas estão sendo apuradas e a hipótese mais provável é falha na manutenção. Mas diante do fato, fontes ligadas ao Ministério da Educação, disseram ao Diário do Transporte, que itens de redundância para reforço de segurança foram considerados.

MODELOS MAIS SEGUROS, MAS NÃO LIVRES DE EMISSÕES:

Os ônibus escolares nos Estados Unidos são sinônimos de segurança, força e até um símbolo de orgulho do País. Muito comuns de aparecerem em filmes e até produções de Hollywood, os amarelões com cara de caminhão (devido ao cofre do motor avançado para o lado de fora), são tão robustos que, de acordo com reportagens de mídia norte-americana, já foram feitos bunkers e abrigos de ataques antiaéreos com as carrocerias destes ônibus. A sinalização destes veículos é especial e há até regras nas leis de trânsito norte-americanas sobre respeito e prioridade a estes ônibus que devem ser seguidas por motoristas de outros veículos. Apesar de o presidente Donald Trump ter bloqueado verbas para modelos elétricos, os escolares nos EUA entraram para a era dos veículos de emissão zero.

E no Brasil? O transporte escolar é, de uma forma geral, extremamente precário, com ônibus velhos, mal conservados e operações clandestinas.  Mas a situação melhorou muito com a adoção, em 2007, do Programa Caminho da Escola, pelo qual, o Governo Federal compra e financia aos Estados e municípios os ônibus escolares. Foram desenhados juntamente com as fabricantes de chassis e carrocerias os padrões com uniformização técnica, sendo atualizados a cada ciclo de licitação.

Atualmente, os veículos estão mais acessíveis e, seguindo as normas Euro 6 para motores a diesel, estão menos poluentes, mas ainda não livre de emissões como nos EUA.

Em parte pela falta de infraestrutura de recarga para baterias nas cidades, pelas condições severas de tráfego e por haver ainda pouca oferta no mercado nacional de ônibus elétricos com padrão escolar: a única fabricante a de fato apresentar um modelo indicado como escolar foi a nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), em parceria com a Caio e Mercedes-Benz.

MODELOS E QUANTIDADES

1 ORE 1 Mecânica - 1.700

2 ORE 2 Mecânica - 2.000

3 ORE 3 Mecânica - 2.100

4 ORE 0 4X4 Mecânica - 260

5 ORE 1 4X4 Mecânica - 380

6 ONUREA PA Mecânica - 400

7 ONUREA PB Mecânica  – 200

8 ORE 1 Automática - 130

9 ORE 2 Automática -120

10 ORE 3 Automática - 120

11 ORE 1 4X4 Automática – 20

12 ONUREA PA Automática - unidade 20

13 ONUREA PB Automática - 20

TOTAL – 7.470 ÔNIBUS

 Tipos de Ônibus (ORE e ONUREA):

  • ORE 0 (4×4): Capacidade para 13 estudantes.
  • ORE 1: Capacidade para 29 estudantes.
  • ORE 1 (4×4): Capacidade para 23 ou 29 estudantes.
  • ORE 2: Capacidade para 44 estudantes, com bloqueio de diferencial.
  • ORE 3: Capacidade para 59 ou 60 estudantes.
  • ONUREA Piso Alto: Capacidade para 29 estudantes.
  • ONUREA Piso Baixo: Capacidade para 21 ou 29 estudantes (com acessibilidade).

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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