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Engavetamento entre dois ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte (MG) deixa feridos nesta segunda-feira (19)

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Foto: Reprodução/TV Globo

Caso ocorreu na Avenida Amazonas, na zona Centro-Sul da capital; vítimas foram socorridas pelo SAMU e encaminhadas a unidades de atendimento médico

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, ao menos 10 pessoas sofreram ferimentos em um engavetamento entre dois ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte (MG) e um carro, na Avenida Amazonas, localizada na zona Centro-Sul da capital.

O motorista de um dos coletivos teria passado mal e não freou, atingindo então o outro ônibus em sua frente.

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu a ocorrência e prestou socorro as mulheres que ficaram feridas, todas entre 20 e 50 anos.

Dentre as vítimas, três foram encaminhadas ao Hospital João XXIII e sete a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Meia do Real Madrid se pronuncia e desabafa após cavadinha ridícula na final da Copa Africana entre Marrocos e Senegal

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Um dia depois de seu erro absurdo na final da Copa Africana de Nações, o meia Brahim Díaz se pronunciou nas redes sociais e pediu desculpa ao Marrocos.

O jogador do Real Madrid teve a chance de dar o título aos “Leões do Atlas” com um pênalti no último minuto da partida contra Senegal, mas falhou de forma bisonha.

O camisa 10 tentou uma cavadinha para surpreender o goleiro Mendy, mas chutou fraquinho e viu o arqueiro rival defender com facilidade.

Para piorar, Senegal foi ao ataque na sequência e fez o gol da vitória por 1 a 0, ganhando a Copa Africana na capital marroquina.

Brahim Díaz, como era de se esperar, ficou desolado, chorando muito após subir ao palco de premiações para receber o troféu de artilheiro da competição.

Nesta segunda-feira (19), ele admitiu que “falhou” e assumiu “toda a responsabilidade” pelo erro na cavadinha, pedindo desculpas e dizendo que tentará dar a volta por cima.

“Vou custar a me recuperar, porque essa ferida não cicatrizará facilmente, mas vou tentar. Não por mim, mas por todos que acreditaram em mim e por todos que sofreram comigo”, escreveu.

“Seguirei adiante até que um dia possa devolver todo esse amor e ser um orgulho para meu povo marroquino”, acrescentou.

Leia a postagem de Brahim Díaz:

Me dói a alma. Sonhei com esse título graças a todo o amor que vocês me deram. A cada mensagem, a ada mostra de apoio, eu sentia que não não estava sozinho. Lutei com tudo o que tinha, com o coração acima de tudo.

Ontem, eu falhei e assumo toda a responsabilidade. Peço desculpas de todo o coração.

Vou custar a me recuperar, porque essa ferida não cicatrizará facilmente, mas vou tentar. Não por mim, mas por todos que acreditaram em mim e por todos que sofreram comigo.

Seguirei adiante até que um dia possa devolver todo esse amor e ser um orgulho para meu povo marroquino.

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Fórum do DETRO-RJ coloca transição energética no centro das decisões do transporte público, diz Ogeny Maia

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Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana afirma que mudanças climáticas exigem escolhas imediatas e cita Curitiba como exemplo prático de eletrificação com ganho de passageiros

ALEXANDRE PELEGI

Em entrevista ao Diário do Transporte nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2025, Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba S.A. (URBS) — empresa responsável pela gestão do sistema de transporte coletivo da capital paranaense — e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana destacou a importância do Fórum de Transição Energética do Transporte Público, promovido pelo DETRO-RJ nos dias 3 e 4 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

O evento reunirá gestores públicos, operadores, especialistas e representantes da indústria para debater os impactos técnicos, regulatórios e econômicos do novo desenho contratual e operacional do transporte coletivo diante da agenda de descarbonização.

Segundo Ogeny, o debate deixou de ser prospectivo. “As discussões sobre mudanças climáticas e seus nocivos efeitos não estão mais no tempo futuro. Estão muito mais relacionadas com o hoje, com o agora”, afirmou. Para ele, o Fórum surge como um espaço estratégico para alinhar decisões de curto prazo com metas estruturais de longo prazo.

Apoio institucional e articulação nacional

O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, presidido por Ogeny, figura como apoiador institucional do encontro, ao lado da ANTP. Também apoiam o evento entidades como a ABIOGAS, o ITDP e o SEMOVE, que representa os sindicatos e as empresas de ônibus em todo o estado do Rio de Janeiro.

Para Ogeny, essa articulação é essencial para dar escala e consistência às decisões. “As discussões que serão provocadas pelo Fórum de Transição Energética, no Rio de Janeiro, são de vital importância e necessárias”, avaliou.

Curitiba como laboratório da eletrificação

Além da atuação nacional, Ogeny falou a partir da experiência concreta à frente da URBS, empresa controlada pela Prefeitura de Curitiba e responsável pela gestão do transporte coletivo da capital paranaense. Ele lembrou que a cidade iniciou, em 2023, testes estruturados com ônibus elétricos, adotando uma abordagem técnica antes da tomada de decisão em larga escala.

Foram testados doze veículos de sete fabricantes e os resultados passaram a guiar a indicação dos modelos mais adequados para a operação em Curitiba”, explicou. A estratégia permitiu comparar desempenho, autonomia, custos operacionais e adequação ao perfil do sistema.

Hoje, Curitiba já opera duas linhas totalmente elétricas — Interbairros 1 e Água Verde. Segundo Ogeny, os ganhos não ficaram restritos ao aspecto ambiental. “Não só a novidade, mas também a conectividade e o conforto térmico e acústico fizeram com que as linhas registrassem um aumento de 30% do número de passageiros”, afirmou.

Nova licitação e metas de longo prazo

O presidente da URBS adiantou ainda que, ainda em 2026, será lançado o edital da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba, elaborado em parceria com o BNDES. O documento já trará diretrizes claras para a transição energética.

O edital preconizará a substituição dos ônibus a diesel para os ônibus elétricos”, disse Ogeny. A meta é que 33% da frota de Curitiba seja composta por veículos de emissão zero até 2030, chegando a 100% em 2050.

Referência para outros estados

Para Ogeny Maia, o Fórum promovido pelo DETRO-RJ dialoga diretamente com esse tipo de experiência e pode ajudar estados e municípios a reduzirem riscos na tomada de decisão. “As escolhas corretas devem ser feitas já e a opção pelos ônibus que zeram as emissões de gases de efeito estufa é acertada”, concluiu.

Na avaliação do dirigente, o encontro no Rio de Janeiro tem potencial para se consolidar como um marco técnico e institucional, ao colocar na mesma mesa poder público, operadores e indústria, em um momento em que o transporte coletivo brasileiro começa a redesenhar seus contratos e sua matriz energética.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Rumo aposta em tração híbrida e amplia transporte de biocombustíveis com apoio de R$ 350 milhões do BNDES

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Foto: Rumo Logística

Financiamento do Fundo Clima viabiliza compra de novas locomotivas e vagões e reforça a ferrovia como alternativa de menor emissão ao transporte rodoviário

ALEXANDRE PELEGI

A Rumo, maior operadora privada de ferrovias de carga do país, vai dar um novo passo na modernização de sua frota e na ampliação da logística de biocombustíveis no Brasil. A empresa recebeu aprovação de R$ 350 milhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de seis locomotivas híbridas e pelo menos 160 vagões-tanque, com foco no escoamento de etanol de milho produzido no Centro-Oeste.

Os recursos são do Fundo Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima, administrado pelo BNDES, voltado a projetos que contribuam para a redução de emissões e para a transição da matriz de transportes. Com o investimento, a capacidade anual de transporte ferroviário de biocombustíveis deverá crescer 928 mil metros cúbicos, um avanço de 32% em relação ao volume movimentado em 2024.

As novas locomotivas utilizam tecnologia híbrida, que combina motor a combustão e sistema elétrico. Esse arranjo permite operar com maior eficiência energética, reduzir picos de consumo e aproveitar a energia gerada na frenagem regenerativa. Segundo o BNDES, trata-se de uma solução considerada hoje a mais viável para a descarbonização da ferrovia no curto e médio prazo, por exigir menos obras e menor custo de implantação do que alternativas totalmente elétricas.

Além do ganho operacional, o banco estima que o projeto possibilite a redução de cerca de 62,3 mil toneladas de CO₂ por ano, especialmente pela substituição de parte do transporte rodoviário. Na comparação entre modais, o transporte sobre trilhos emite significativamente menos: o rodoviário pode ser até oito vezes mais emissor por tonelada-quilômetro útil.

A iniciativa também dialoga com a própria escala da Rumo no sistema logístico nacional. A companhia opera uma malha que ultrapassa 13 mil quilômetros de ferrovias, com uma base de ativos formada por cerca de 1.200 locomotivas e 33 mil vagões, conectando regiões produtoras a terminais de transbordo e portos. É nesse contexto que a ampliação da frota voltada a biocombustíveis ganha relevância estratégica, ao reforçar a ferrovia como eixo estruturante do escoamento do agronegócio.

Criado em 2009 e vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Fundo Clima tem natureza contábil e financia projetos, equipamentos e inovações tecnológicas voltadas à mitigação das mudanças climáticas. No caso da Rumo, os recursos ajudam a antecipar uma transição tecnológica no setor ferroviário, ainda fortemente dependente de locomotivas a diesel.

A aposta em tração híbrida e no aumento do transporte ferroviário de biocombustíveis reforça uma tendência que vem ganhando espaço no setor: usar a ferrovia não apenas como alternativa logística, mas como ferramenta concreta de redução de emissões em cadeias produtivas de grande escala.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Águia Branca cria linha São Paulo–Rio fora das rodoviárias tradicionais, com embarque em Itaquera e parada na Barra

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Operação está alinhada à estratégia da BusCO, joint venture formada pela Águia Branca com o Grupo JCA

Nova autorização da ANTT permite operação entre Shopping Metrô Itaquera e Via Parque Shopping, passando pelo Terminal Novo Rio; estratégia integra o modelo da BusCO

ALEXANDRE PELEGI

A Viação Águia Branca recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar uma nova linha interestadual entre São Paulo e Rio de Janeiro com um desenho que foge do modelo tradicional das grandes rodoviárias.

A permissão consta da Decisão SUPAS nº 1.947, publicada no Diário Oficial da União em 18 de dezembro de 2025, que emitiu o Termo de Autorização (TAR) nº SPRJ0006262 para a ligação São Paulo–Rio de Janeiro, no regime de mercado autorizado.

Embarque fora da rodoviária em São Paulo

Pelo novo desenho operacional, o ponto inicial da linha é o Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, um dos maiores polos de integração metroferroviária da cidade. No Rio de Janeiro, o serviço prevê duas paradas autorizadas:

  • Terminal Rodoviário Novo Rio, na Região Central;
  • Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca, caracterizado como terminal privado autorizado pela ANTT.

O detalhamento dos pontos de embarque e desembarque consta nos anexos técnicos do processo administrativo nº 50505.071778/2025-57.

Estratégia da BusCO

A operação está alinhada à estratégia da BusCO, joint venture formada pela Águia Branca com o Grupo JCA, que aposta em novos formatos de acesso ao transporte rodoviário interestadual.

A proposta é aproximar o ônibus do passageiro, utilizando pontos de embarque e desembarque fora das rodoviárias tradicionais, integrados a centros comerciais, estações de transporte público e áreas com maior facilidade de acesso urbano.

Na prática, o modelo amplia as opções de origem e destino, reduz deslocamentos internos nas cidades e cria uma alternativa especialmente atrativa para quem vive fora dos eixos centrais atendidos pelas rodoviárias convencionais.

Segundo a decisão da ANTT, publicada no Diário Oficial da União no dia 18 de dezembro de 2025, a Águia Branca deverá iniciar a operação da linha em até 30 dias a partir da vigência do TAR, prazo que pode ser prorrogado uma única vez, desde que devidamente justificado.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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No transporte rodoviário, viações correm o risco de virar “fornecedoras de assento”, diz especialista

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Ilo Löbel da Luz alerta que Big Techs já dominam a jornada do passageiro e podem concentrar o poder de decisão sobre preço, demanda e experiência de compra

ALEXANDRE PELEGI

Enquanto o setor de transporte rodoviário de passageiros concentra boa parte de sua energia na disputa comercial entre viações e plataformas de venda on-line (OTAs), uma transformação mais profunda avança de forma silenciosa. Para o advogado e consultor estratégico Ilo Löbel da Luz, o verdadeiro centro de poder não está nas taxas ou nos contratos, mas na infraestrutura digital que controla dados, comportamento e o relacionamento com o passageiro.

Em conversa com o Diário do Transporte, o especialista faz um alerta direto: a sobrevivência estratégica das empresas passa menos pela frota e mais pela capacidade de dominar a inteligência do próprio negócio.

Há, segundo Ilo Löbel da Luz, uma espécie de ilusão coletiva no debate atual do setor. Para ele, a discussão entre viações e OTAs é legítima, mas insuficiente para enfrentar o que realmente está em jogo.

“Existe hoje uma cortina de fumaça no transporte rodoviário. Gastamos muita energia debatendo taxas comerciais e condições contratuais, o que é necessário, mas isso é o varejo da discussão. O atacado, a verdadeira mudança estrutural, está em outro lugar.”

Esse “outro lugar”, explica, é a infraestrutura digital que sustenta toda a jornada do passageiro. “O elefante branco que está sendo construído na sala é a infraestrutura onde todo esse jogo vai acontecer. Quem controla essa base controla o mercado.”

Na avaliação do especialista, esse poder está cada vez mais concentrado nas Big Techs.

“Precisamos ser realistas: Google, Meta, WhatsApp, Instagram. No mundo digital existe uma regra de ouro — quem detém a interface do usuário e o histórico de dados é quem, de fato, manda no jogo.”

Hoje, observa Ilo, a relação do passageiro com o transporte começa muito antes da escolha da empresa ou da plataforma de venda. “Quando alguém decide viajar, a jornada quase sempre começa no Google ou em uma rede social. Essas empresas estão mapeando comportamento, desejo e necessidade de deslocamento muito antes de o passageiro entrar no site da viação ou no aplicativo de uma OTA.”

Esse processo, alerta, cria um risco estratégico direto para os operadores: a comoditização.

“Se as transportadoras não cuidarem do seu próprio Data Lake, não estruturarem seu CRM e não compreenderem a inteligência do seu cliente, elas correm o risco de virar meros fornecedores de assento.”

O cenário descrito por Ilo é duro, mas plausível. “A viação entra apenas com o ônibus, o motorista e o diesel. A inteligência artificial de uma Big Tech ou de um super app decide quem viaja, quando viaja e por quanto viaja.” Nesse modelo, diz ele, o operador perde não só margem, mas soberania sobre o próprio negócio.

O consultor reforça que a crítica não é ideológica. “Não se trata de demonizar a tecnologia. Trata-se de entender a hierarquia do poder digital. Tecnologia é ferramenta; o problema é terceirizar a inteligência e o relacionamento com o passageiro.”

Para ilustrar essa mudança de paradigma, Ilo cita exemplos fora do transporte. “O Mercado Livre não vendeu apenas produtos. Ele vendeu confiança e rapidez. Criou um padrão de experiência que o consumidor agora exige em tudo — inclusive na compra de passagens.”

Essa régua, segundo ele, já começou a ser elevada no transporte.

“Se as Big Techs decidirem facilitar de vez a venda de passagens — e o Google Flights e o Google Travel mostram que isso é uma tendência clara — o mercado muda imediatamente.”

Diante desse cenário, o dever de casa das viações precisa ser revisto. “Não basta mais ter a frota mais nova. É preciso ter o dado mais estruturado. A defesa da soberania das empresas passa, obrigatoriamente, por deter a inteligência do negócio e não terceirizar o relacionamento com o passageiro.”

No fim, a disputa não será apenas por preço ou escala, mas por controle da experiência.

“Quem tiver a melhor interface e a compra mais fluida levará o cliente. A grande questão é saber se o setor quer ser protagonista dessa venda ou apenas a engrenagem que faz a roda girar nos bastidores.”

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Com Bidon na mira da Europa, Corinthians quer ex-Premier League, mas esbarra em valores

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O Corinthians tem interesse na contratação de Vinícius Souza, volante revelado pelo Flamengo, com passagem pelo Sheffield United, da Inglaterra, e que atualmente defende o Wolfsburg, da Alemanha. A informação foi apurada pela ESPN nesta segunda-feira (19).

Ainda de acordo com a reportagem, o Timão abriu conversa com os alemães em uma tentativa de ter o atleta por empréstimo e aguarda agora uma posição do Wolfsburg. Apesar da tentativa do Corinthians por Vini Souza, a situação está longe de ser simples, principalmente por conta dos valores.

No entendimento dos nomes envolvidos, o Wolfsburg não vê com bons olhos uma liberação do atleta por empréstimo. Vinicius Souza custou 15 milhões de euros (R$ 93 milhões de acordo com o câmbio atual), além de outros dois milhões de euros (R$ 12,5 milhões), com um salário na casa de R$ 1 milhão por mês.

Além do time alemão não ver sentido no empréstimo, o Corinthians não teria condições de arcar com o salário integral do jogador. Para que exista um avanço no acordo, o Timão teria que subir consideravelmente os valores ou mudar de postura na negociação. A busca por um nome da posição no mercado tem relação com uma possível venda de Breno Bidon ao futebol europeu.

Um dos principais nomes do time de Dorival Júnior, a joia da base deve receber ofertas do Velho Continente nas próximas semanas e, por conta disso, o Corinthians tenta encontrar peças de reposição antes de negociar o garoto.

O Alvinegro tem uma meta de vendas de R$ 150 milhões e deverá negociar Bidon em caso de oferta. Na busca por novos reforços, o Corinthians também tenta organizar a casa aos poucos para ter as contas mais equilibradas em 2026, mas sem deixar de reforçar o elenco.

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Nova rodoviária de Salvador muda embarques e desembarques de passageiros de todo o País a partir desta terça (20)

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Empresas de ônibus como Águia Branca, Nova Itapemirim, Grupo Guanabara, Grupo Brasileiro, entre outras, já anunciariam alterações operacionais. Metrô dará acesso

ADAMO BAZANI

Passageiros de todo o País que usam ônibus interestaduais com destino e/ou origem em Salvador (BA) devem estar atentos porque a partir desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, entra em operação a nova rodoviária.

O novo espaço fica nas proximidades da BR-324, no bairro de Águas Claras.

O acesso se dá pela Via 29 de Março, ao lado da estação de metrô, que também é alternativa para quem usar o novo equipamento.

Futuramente, o local também será servido pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que está em construção.

Linhas de ônibus urbanas e metropolitanas foram alteradas para atender ao público.

São cerca de 10 linhas metropolitanas e diversas urbanas.

Já quanto às linhas de ônibus rodoviários, serão quase 400 ligações.

A rodoviária atual, no Iguatemi, funciona somente até esta segunda-feira (19).

Empresas de ônibus como Águia Branca, Nova Itapemirim, Grupo Guanabara, Grupo Brasileiro, entre outros, já anunciariam alterações operacionais.

A partir do dia 20/01 (terça-feira), as viagens da Águia Branca passam a sair e chegar na Nova Rodoviária de Salvador, localizada no bairro de Águas Claras, às margens da BR-324. O antigo terminal da região do Iguatemi será encerrado e não haverá mais embarques ou desembarques no local. Se for viajar a partir da madrugada do dia 20, dirija-se ao novo terminal Nossos ônibus estarão nos decks 10 a 15 e o embarque será feito exclusivamente pelas catracas, com o QRCode da passagem. – diz a empresa Águia Branca, em nota.

A nova rodoviária, em Águas Claras, segundo o governo da Bahia, tem área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros.

A estimativa é de circulação diária de cerca de 20 mil passageiros, com aproximadamente mil ônibus realizando embarques e desembarques todos os dias. O complexo abriga mais de 200 pontos comerciais e uma ampla rede de serviços, incluindo unidade do SAC, clínica médica, farmácias, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Jotamar e Expresso Maia têm linhas interestaduais autorizadas pela ANTT em caráter sub judice

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Decisões da SUPAS cumprem determinações judiciais e liberam operações com centenas de seções em diferentes corredores do país

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou, em caráter sub judice, a operação de linhas interestaduais de transporte rodoviário coletivo de passageiros para as empresas Jotamar e Expresso Maia, conforme decisões recentes da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS). As medidas decorrem de determinações judiciais e permanecem condicionadas ao julgamento final dos respectivos processos.

Jotamar – 230 seções e sequência de decisões judiciais

A Jotamar (Jotamar Comércio de Peças e Transportes Rodoviário Ltda., CNPJ nº 14.378.830/0001-61), fundada em 26 de setembro de 1977 e com sede em Vitória da Conquista (BA), obteve autorização sub judice pela Decisão SUPAS nº 74 para operar a linha Osasco (SP) – São Gonçalo (RJ), com 230 seções.

Dentre as principais seções destacadas no Anexo estão:

  • São Gonçalo (RJ) – Osasco (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – São Paulo (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – Guarulhos (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – Jacareí (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – São José dos Campos (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – Taubaté (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – Aparecida (SP)

  • São Gonçalo (RJ) – Cruzeiro (SP)

  • Niterói (RJ) – Osasco (SP)

  • Niterói (RJ) – São Paulo (SP)

  • Niterói (RJ) – Guarulhos (SP)

  • Rio de Janeiro (RJ) – São Paulo (SP)

  • Rio de Janeiro (RJ) – Guarulhos (SP)

Na mesma decisão, a SUPAS conheceu e negou provimento às impugnações apresentadas por Auto Viação 1001, Auto Viação Catarinense e Viação Cometa, mantendo a autorização concedida por força judicial.

Além dessa autorização específica, a Jotamar vem ampliando sua atuação interestadual por meio do Judiciário. Conforme já relatado pelo Diário do Transporte, a ANTT chegou a anular 47 linhas anteriormente autorizadas, mas, após novas determinações judiciais, reeditou 25 decisões em formato reestruturado. Também por via judicial, a empresa obteve autorizações para as linhas Brasília (DF) – Niterói (RJ), em dezembro de 2025, e Brasília (DF) – Palmas (TO), em janeiro de 2026, consolidando uma sequência de decisões favoráveis. Relembre as decisões anteriores:

Jotamar: ANTT anula 47 linhas autorizadas em 2 de dezembro e reedita 25 novas decisões hoje, em formato reestruturado

Jotamar, de Vitória da Conquista (BA), obtém autorização para mais uma linha interestadual – Brasília (DF) a Niterói (RJ)

Jotamar tem linha Brasília (DF) – Palmas (TO) autorizada pela ANTT após determinação judicial


Expresso Maia – 699 seções e novas autorizações judiciais

A Expresso Maia (Expresso Maia Ltda., CNPJ nº 01.526.219/0001-91), fundada em 8 de agosto de 1966 e sediada em Goiânia (GO), teve deferido pedido sub judice pela Decisão SUPAS nº 75, que autorizou a operação da linha Trindade (GO) – Parnaíba (PI), com 699 seções, em cumprimento a decisão judicial.

Principais seções destacadas no Anexo do DOU:

  • Trindade (GO) – Parnaíba (PI)

  • Goiânia (GO) – Parnaíba (PI)

  • Goiânia (GO) – Teresina (PI)

  • Goiânia (GO) – Floriano (PI)

  • Goiânia (GO) – Campo Maior (PI)

  • Palmas (TO) – Parnaíba (PI)

  • Palmas (TO) – Teresina (PI)

  • Imperatriz (MA) – Parnaíba (PI)

  • Balsas (MA) – Parnaíba (PI)

  • Sinop (MT) – Parnaíba (PI)

  • Cuiabá (MT) – Parnaíba (PI)

Além dessa linha, a ANTT atendeu recentemente a novas determinações judiciais favoráveis à Expresso Maia, autorizando a operação de outras três linhas interestaduais, igualmente em caráter sub judice, ampliando a presença da empresa em diferentes corredores do transporte rodoviário interestadual. Relembre:

Expresso Maia tem três autorizações atendidas pela ANTT por decisão judicial

Autorizações concedidas sub judice decorrem de ordens judiciais e produzem efeitos enquanto os processos estiverem em tramitação. Elas podem ser confirmadas, alteradas ou cassadas conforme o julgamento final, e as empresas permanecem obrigadas a cumprir integralmente a regulamentação do setor durante sua vigência.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Secretaria de Transportes do Rio rejeita impugnação e mantém modelo econômico da licitação dos ônibus municipais

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Empresas pediam inclusão de gatilho automático de revisão extraordinária da tarifa e revisão da fórmula de reajuste prevista no contrato de concessão

ALEXANDRE PELEGI

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro rejeitou a impugnação apresentada contra o edital da Concorrência CO SMTR nº 001/2025, que trata da concessão do sistema de ônibus municipais da capital fluminense. O pedido questionava principalmente o modelo de reajuste e de revisão da tarifa de remuneração, defendendo a criação de um gatilho automático para recomposição extraordinária diante de variações relevantes dos custos operacionais.

Na resposta oficial, a secretaria afirmou que o edital e a minuta contratual já preveem mecanismos suficientes para preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão e que a introdução de gatilhos automáticos alteraria de forma substancial o regime econômico originalmente concebido para o certame.

Segundo a SMTR, o modelo adotado não transfere os riscos de forma absoluta às concessionárias. O contrato estabelece uma matriz de riscos previamente definida e contempla instrumentos de reajuste anual, revisão ordinária e revisão extraordinária, todos com regras objetivas e transparentes.

Revisão extraordinária já prevista em contrato

Ao analisar o mérito da impugnação, a secretaria destacou que a minuta contratual já prevê expressamente a possibilidade de revisão extraordinária da tarifa de remuneração. De acordo com a cláusula contratual citada na resposta, o Poder Concedente pode promover a revisão em caráter excepcional, desde que observado o interesse público, tanto por iniciativa própria quanto mediante solicitação da concessionária, desde que esta comprove tecnicamente a necessidade do reequilíbrio.

Para a administração municipal, esse dispositivo afasta a alegação de omissão contratual. A SMTR sustenta que eventuais distorções relevantes entre os custos efetivos da operação e a atualização decorrente do reajuste anual devem ser tratadas por meio dos instrumentos já previstos no contrato, e não por gatilhos automáticos.

Fórmula paramétrica e critérios de reajuste

Outro ponto central da impugnação dizia respeito à fórmula paramétrica de reajuste anual da tarifa de remuneração, que considera a variação do preço do óleo diesel e dos índices INPC e IPCA. As empresas alegavam que o modelo não refletiria adequadamente os custos reais da operação, sobretudo no que se refere à mão de obra e a outros insumos, como pneus e veículos.

Na resposta, a SMTR argumentou que o reajuste anual é um mecanismo objetivo e periódico, construído a partir de componentes agregados que refletem os principais custos da operação. Segundo a secretaria, a fórmula não tem por finalidade capturar individualmente a variação de todos os insumos, mas sim assegurar uma atualização média compatível com a estrutura de custos do sistema, ficando a reavaliação mais ampla reservada aos processos de revisão contratual.

No caso da mão de obra, a pasta ressaltou que o componente considerado na fórmula não se limita a motoristas e cobradores, abrangendo também equipes de manutenção, áreas administrativas e estruturas de gestão. Por isso, o uso do INPC — índice de abrangência geral — foi considerado tecnicamente adequado. A SMTR também afastou a possibilidade de utilizar convenções coletivas como indexadores automáticos, citando a falta de regularidade, previsibilidade e metodologia uniforme desses instrumentos.

Ao final, a secretaria concluiu que o edital da Concorrência CO SMTR nº 001/2025 está em conformidade com a Lei nº 12.587/2012 (Lei da Mobilidade Urbana) e que a tarifa de remuneração definida no processo licitatório é suficiente para cobrir os custos do serviço e remunerar o prestador, com possibilidade de revisão extraordinária devidamente fundamentada. Assim, a impugnação foi rejeitada e o edital mantido sem alterações.


O que estava em disputa na impugnação

O que as empresas pediam

  • Inclusão de gatilho automático de revisão extraordinária da tarifa diante de variações relevantes dos custos operacionais.
  • Revisão da fórmula paramétrica de reajuste anual, sob o argumento de que ela não refletiria adequadamente custos de mão de obra e outros insumos.
  • Reconhecimento de que o serviço não poderia ser prestado estritamente “por conta e risco”, à luz da Lei da Mobilidade Urbana.
  • Maior detalhamento dos mecanismos de recomposição para garantir a sustentabilidade econômica da operação ao longo do contrato.

O que respondeu a SMTR

  • O contrato já prevê preservação do equilíbrio econômico-financeiro, com matriz de riscos definida e mecanismos claros de reajuste e revisão.
  • A revisão extraordinária da tarifa já está prevista e pode ser acionada em caráter excepcional, mediante decisão motivada.
  • A fórmula paramétrica utiliza componentes agregados, tecnicamente adequados à atualização periódica da tarifa.
  • A adoção de gatilhos automáticos alteraria o regime econômico-financeiro do edital sem necessidade, diante dos instrumentos já existentes.

Cronologia, lotes e valores da licitação do Sistema Rio

A licitação do Sistema Rio foi lançada oficialmente em 17 de outubro de 2025, com a publicação do edital e de seus anexos no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro. O certame integra o processo de reorganização do sistema de ônibus da capital fluminense, estruturado em lotes operacionais e com contratos de longo prazo, incluindo a implantação de garagens e o fornecimento de frota.

Inicialmente, a sessão pública de abertura das propostas estava prevista para 10 de dezembro de 2025. No entanto, em 1º de dezembro, a Prefeitura promoveu alterações no edital, o que levou à republicação do cronograma e ao adiamento do certame. O principal motivo foi a necessidade de ajustes nos estudos econômicos, nos valores estimados dos contratos e de esclarecimentos técnicos solicitados por interessados.

Com isso, o cronograma passou por sucessivos ajustes, incluindo uma previsão intermediária para janeiro de 2026, até que a administração municipal fixou como nova data do certame o dia 6 de fevereiro de 2026, conforme a versão mais recente e consolidada do edital. Essa data está mantida e confirmada.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, os valores de contratos e tarifas de remuneração foram revistos para baixo em relação às versões iniciais do edital. Apesar das alterações, permanece mantida a previsão de início da operação com os novos ônibus a partir de abril de 2026. A pasta ressalta que cada modificação no edital exige prazo mínimo de 45 dias para adaptação e conhecimento do mercado por parte das licitantes.

Valores dos contratos e tarifas por lote

Lote A2

  • Antes da revisão:
    • Valor do contrato: R$ 221,28 milhões
    • Tarifa de referência: R$ 10,53/km
    • Tarifa mínima: R$ 8,04/km
  • Após revisão:
    • Valor do contrato: R$ 220.098.824,87
    • Tarifa de referência: R$ 10,55/km
    • Tarifa mínima: R$ 8,05/km

Lote B1

  • Antes da revisão:
    • Valor do contrato: R$ 223,03 milhões
    • Tarifa de referência: R$ 11,64/km
    • Tarifa mínima: R$ 8,57/km
  • Após revisão:
    • Valor do contrato: R$ 221.956.023,87
    • Tarifa de referência: R$ 11,65/km
    • Tarifa mínima: R$ 8,58/km

Lote B2

  • Antes da revisão:
    • Valor do contrato: R$ 132,39 milhões
    • Tarifa de referência: R$ 11,91/km
    • Tarifa mínima: R$ 9,32/km
  • Após revisão:
    • Valor do contrato: R$ 131.154.647,59
    • Tarifa de referência: R$ 11,91/km
    • Tarifa mínima: R$ 9,32/km

Abrangência e investimentos

De acordo com o edital atualizado, a concessão compreenderá três lotes (A2, B1 e B2), que abrangem linhas das regiões de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Na primeira etapa da concessão, estão previstos investimentos da ordem de R$ 577 milhões, destinados principalmente à frota, garagens e estrutura operacional necessária para o início dos novos contratos.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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