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Mesmo com congelamento de tarifa de ônibus, Santo André (SP) vai manter plano de renovação de frota e criação de mais linhas para 2026. Edital de Vila Luzita ainda não foi lançado

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Após boa receptividade do Circular da Saúde (B45), que é a linha melhor avaliada no Brasil, apesar de necessidade de ajustes de itinerário, cidade vai criar mais serviços sob demanda

ADAMO BAZANI

Mesmo com o congelamento da tarifa de ônibus para o ano de 2026, em R$ 5,90 para pagamento com dinheiro e cartão e R$ 7,25 pelo Vale-Transporte, a prefeitura de Santo André, no ABC Paulista, diz que está mantida a continuação dos planos de melhorias para o transporte público, incluindo o prosseguimento na renovação de frota com veículos dotados de ar-condicionado pelo Consórcio União Santo André, liderado pela Viação Guaianazes.

Também será dado prosseguimento a criação de mais linhas, algumas no estilo “transporte coletivo sob demanda”, como a B45 – Circular da Saúde, pedido de mais de 20 anos da população e que liga o bairro Paraíso, onde fica o Hospital Mário Covas, referência no Estado de São Paulo, e o Jardim Represa, na região de Vila Luzita, uma das mais adensadas da região. O serviço liga com uma única tarifa mais de 10 estabelecimentos de saúde da cidade, entre particulares e públicos.

A diferença é que a roteirização foi feita com auxilia da tecnologia que identificou solicitações de viagens por meio de aplicativos e dados da bilhetagem eletrônica de origem e destino e embarque e desembarque.

Em uma pesquisa de mobilidade do fim de 2025, realizada pelo instituto de abrangência nacional, o Paraná Pesquisas apontou 91% de aprovação dos usuários, a linha de transporte público com maior aprovação do Brasil.

Relembre:

Apesar da boa aprovação, a B45 ainda precisa de melhorias, como ampliação der frota aos domingos e mudanças no trajeto. Os passageiros serão mais beneficiados com a troca do ponto final para a baia onde hoje somente para a linha I08, que abrangeria a ainda excluída Policlínica Paraíso e ao percorrer toda a Rua Jabaquara, atenderia funcionários de estabelecimentos comerciais, da Justiça Federal, de escritórios e mais residências. Além disso, a extensão para o centro da cidade, apesar de aumentar o tempo de trajeto, tornaria mais interessante a linha.

A expectativa desta vez, como já mostrou o Diário do Transporte, é a criação de mais uma linha da Saúde, ligando o segundo subdistrito da cidade, onde ficam os bairros de Camilópolis, Utinga e o Hospital da Mulher, com a região do Bairro Paraíso, até o Hospital Mário Covas.

Relembre:

RENOVAÇÃO DE FROTA

A renovação de frota, por sua vez, faz parte do pacote total do ProMobi, que  prevê até 2028 investimentos de R$ 255 milhões. A maior parte deste total, R$ 200 milhões, é para a compra de cerca de 200 ônibus 0 km com ar-condicionado, acessibilidade, tomadas USB para recarga de celulares, vidros com tratamento contra raios ultravioleta do sol, entre outros itens.

O Diário do Transporte esteve na apresentação do programa em abril de 2025, mês de aniversário da cidade.

Relembre:

Fazem parte dos investimentos também a instalação já realizada no primeiro ano de 90 novos abrigos e a reforma de mais de 300 pontos de ônibus já existentes em diferentes regiões da cidade. Entretanto, como constatou o Diário do Transporte, muitas destas paradas estão com relações antigas de linhas, inclusive na “Perimetral”, uma das principais vias do centro, mesmo meses depois de mudanças de itinerários, confundindo os passageiros.

Para os novos abrigos e troca dos pontos mais antigos, as empresas de ônibus investiram R$ 1,18 milhão.

LCITAÇÃO VILA LUZITA:

Um desafio para 2026, prometido para 2025, mas que a prefeitura não realizou em 2025, é a licitação do sistema tronco-alimentado de Vila Luzita.

O Diário do Transporte mostrou que várias vezes o prefeito Gilvan Ferreira prometeu lançar a concorrência até o fim de 2025.

Relembre:

Desde 2016, após a falência da antiga operadora, a Expresso Guarará, os serviços são prestados por meio de contrato provisório pela Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda). A frota total é de 74 coletivos, atualmente.

Apesar de, a empresa renovar os ônibus de forma reiterada, tendo inclusive uma das menores idades do ABC e de ter ampliado a oferta em relação a Guarará, sem um contrato que não seja provisório, não é possível realizar outros investimentos necessários no sistema, como a reforma do pavimento do Corredor da Avenida Capitão Mario Toledo de Camargo, com a troca do asfalto para concreto, material mais adequado ao peso dos ônibus. O Terminal de Integração de Vila Luzita, defasado e com espaço insuficiente, também precisa de adequações, com a ampliação de plataformas, áreas de manobras e mudanças na iluminação.

Outra ação necessária é o fechamento das estações ao longo do corredor, que possibilitaria pagamento de passagem antecipado, liberando mais espaço interno nos coletivos e maior conforto, com proteção de sol, chuva, vento e calor; além de poder incorporar câmeras de monitoramento, painéis com previsão de chegada dos ônibus e, nas mais movimentadas, até sanitários.

Um novo CCO (Centro de Controle Operacional), com mais câmeras e tecnologias de monitoramento e controle mais atualizadas também é necessário.

As equipes da prefeitura estudam se as mudanças de infraestrutura devem fazer parte da concessão com a remuneração e ampliação do tempo de contrato para a empresa de ônibus ou se serão assumidas pelo poder público, com redução nos repasses à viação que assumir ou do tempo contratual.

A Suzantur poderá tentar ficar, mas outras empresas podem participar da concorrência. O grupo empresarial da Viação Guaianazes, que já é líder e responsável pelo Consórcio União Santo André, o maior da cidade, também está de olho. Viações de fora de Santo André podem tentar, mas por enquanto, no mercado, não houve ainda nenhuma sinalização de que isso aconteça.

Desde 2016, foram ao menos três tentativas de licitação, havendo bloqueios por parte do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e sessões esvaziadas, sem a apresentação de propostas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Tryvia está em processo de adequação e orienta as empresas de ônibus de forma segura

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Com novas regras do DIS 4.0, Tryvia inicia adequação ao Monitriip e orienta operadoras

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em 29 de dezembro de 2025, a Portaria nº 9/2025, que aprova o Documento de Interface de Software (DIS) – versão 4.0, estabelecendo novas diretrizes para a estrutura, transmissão e validação dos dados do transporte rodoviário coletivo de passageiros.

A norma reforça o controle regulatório sobre os registros operacionais, especialmente aqueles relacionados a vendas, cancelamentos, embarque, operação embarcada e integrações com sistemas de venda, gerando impactos diretos para as empresas do setor.

Posicionamento da Tryvia

A Tryvia, empresa pioneira no Monitriip e maior provedora da solução no país, por meio das empresas Quadri Systems e NEWS GPS, através da aplicação E-Trip, informa que já iniciou o processo de adequação ao DIS 4.0, atuando de forma coordenada com seus clientes e parceiros tecnológicos.

O trabalho está sendo conduzido com foco especial nos sistemas de venda e nos pontos de integração, que concentram parte das adequações exigidas pela nova regulamentação. Cada cliente está sendo avaliado de forma individual, respeitando suas particularidades operacionais e tecnológicas.

Compromisso com os clientes

Mais do que atender a uma exigência regulatória, a Tryvia reafirma seu compromisso com:

* Transparência na comunicação;

* Segurança e integridade das informações;

* Continuidade operacional;

* Apoio próximo aos clientes durante todo o processo de adequação.

A empresa mantém diálogo ativo com transportadoras e fornecedores de sistemas de venda para garantir uma transição organizada, responsável e dentro dos prazos estabelecidos pela ANTT.

“Nossa prioridade é dar tranquilidade aos clientes. O Monitriip é uma operação crítica e, por isso, tratamos esse processo com planejamento, proximidade e responsabilidade, preservando a estabilidade da operação e a confiança construída ao longo dos anos”, afirma Brenda Freitas, Diretora de Negócios e Operações da Tryvia.

Confiança construída na experiência

Com ampla experiência no ecossistema do transporte rodoviário e atuação consolidada em escala nacional, a Tryvia segue comprometida em prestar um serviço de excelência, apoiando seus clientes não apenas na adequação regulatória, mas na evolução contínua de seus processos e tecnologias.

  DIS 4.0 e Monitriip – Perguntas Frequentes

  1. O que é o DIS 4.0?

É a nova versão do Documento de Interface de Software da ANTT, que estabelece padrões mais rigorosos para a estrutura, transmissão e validação dos dados do Monitriip.

  1. O que muda com o DIS 4.0?

A principal mudança está no aumento do controle, da padronização e da segurança dos dados. Há impacto direto nos dados de bilhetes enviados nas integrações com sistemas de venda, bem como na forma e no modelo de envio das informações e dos registros operacionais.

  1. O Monitriip vai parar de funcionar?

Não. A Tryvia está conduzindo o processo de adequação de forma planejada, com foco em evitar qualquer impacto na operação.

  1. O impacto é apenas no sistema da Tryvia?

Não. Parte relevante das adequações envolve os sistemas de venda, por isso o trabalho está sendo realizado em conjunto com cada cliente, considerando suas integrações específicas.

  1. A Tryvia já está se adequando?

Sim. A Tryvia já iniciou o processo de adequação, com análises técnicas, alinhamentos com a ANTT e atuação conjunta dos times de Produto e Desenvolvimento, garantindo a condução estruturada das adequações necessárias.

  1. Preciso fazer algo agora?

Neste momento, não. O time da Tryvia prestará as orientações necessárias a cada cliente, conforme seu cenário. Nenhuma ação deve ser tomada sem alinhamento prévio com a nossa equipe.

  1. Posso confiar que estarei em conformidade?

Sim. A Tryvia é empresa pioneira no Monitriip e a maior provedora da solução no país, com histórico, escala e expertise para conduzir esse processo com responsabilidade, proximidade e segurança.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Apucarana (PR) renova 50% da frota e entrega 22 ônibus zero quilômetro

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Investimento de R$ 14 milhões coloca o transporte coletivo do município entre os mais modernos do Paraná

YURI SENA

O sistema de transporte coletivo de Apucarana deu um salto expressivo com a renovação de 50% da frota operacional, resultado da parceria entre a Prefeitura e a Viação Apucarana Ltda (VAL). Nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, 22 ônibus zero quilômetro foram oficialmente entregues à população em solenidade realizada na Praça Rui Barbosa, marcando um avanço histórico para a mobilidade urbana do município.

Com os novos investimentos, Apucarana passa a integrar o grupo de cidades com transporte coletivo de alto padrão no Paraná. O aporte total é de R$ 14 milhões, aplicado em veículos equipados com acessibilidade, Wi-Fi gratuito, câmeras de monitoramento e motores com tecnologia Euro 6, que reduzem em até 80% a emissão de poluentes, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

Durante a cerimônia, o prefeito Rodolfo Mota classificou a entrega como um marco histórico, integrando as comemorações pelos 82 anos de Apucarana. Segundo ele, os usuários já sentirão os efeitos da renovação imediatamente. “A partir desta quarta-feira, metade da frota em circulação será composta por veículos novos. Trata-se de um compromisso com trabalhadores, aposentados, gestantes e todos os cidadãos que dependem diariamente do transporte público”, afirmou.

O prefeito também destacou os desafios financeiros enfrentados para viabilizar a modernização do sistema. Ao assumir a gestão, segundo Rodolfo Mota, o município herdou uma dívida de R$ 15 milhões junto à concessionária. “Propusemos uma nova relação, priorizando o cuidado com o passageiro antes mesmo de tratar do parcelamento dessa dívida, que continua existindo”, explicou.

Rodolfo Mota detalhou ainda o modelo de custeio do transporte coletivo em Apucarana. O valor real da tarifa é de R$ 8,36, mas o usuário paga R$ 5,20, sendo a diferença subsidiada pela Prefeitura. “Esse esforço garante uma das menores tarifas entre cidades de médio porte do Paraná e mantém a gratuidade para idosos e gestantes com recursos do caixa municipal”, destacou.

Além da renovação da frota, o prefeito anunciou novos investimentos em infraestrutura. Por meio de parceria com o Governo do Estado, serão instalados 350 novos abrigos cobertos em pontos de ônibus de diversos bairros, com investimento estimado em quase R$ 4 milhões. As obras devem começar entre janeiro e fevereiro. “O trabalhador não pode ficar exposto à chuva antes de ir ao trabalho. Vamos garantir dignidade e proteção a quem utiliza o transporte público”, pontuou, citando também as reformas já realizadas no Terminal Urbano.

Os novos abrigos viabilizados pelo Estado contam com o apoio do secretário das Cidades, Guto Silva, e dos deputados estaduais Delegado Jacovós e Do Carmo. Jacovós destacou que os pontos seguirão padrões modernos de acessibilidade e proteção, reforçando o compromisso do Governo Ratinho Júnior com a melhoria da infraestrutura urbana. O parlamentar também elogiou a segurança jurídica oferecida pela administração municipal à concessionária, fator que possibilitou o investimento privado na aquisição dos novos ônibus. “Mobilidade urbana é respeito ao cidadão”, afirmou.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Conselho Deliberativo do São Paulo define data para votação de possível impeachment de Casares

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Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres agendou, na noite de terça-feira (06), a data para a reunião para votar o impeachment do presidente Julio Casares diante dos escândalos divulgados nos últimos dias. A votação foi marcada para o próximo dia 14 de janeiro (quarta-feira), às 18h30 (de Brasília).

O primeiro chamado acontece às 18h30, enquanto o segundo está previsto para 19h.

A votação do impeachment de Casares pelos 255 conselheiros do clube será secreta e realizada de forma presencial nas dependências do Morumbis.

Os conselheiros do São Paulo votarão para aprovar ou não o pedido de impeachment, protocolado em dezembro do ano passado pela oposição. A destituição de Casares pode se confirmar se dois terços dos conselheiros (171) votarem a favor. Caso contrário, o requerimento é arquivado.

Caso a maioria simples no Conselho aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.

A última instância do processo de impeachment é a Assembleia Geral dos Sócios, que também precisaria ser agendada por Olten Ayres, presidente do CD, em caso de aprovação da destituição pelos conselheiros.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Em contrapartida, se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo, o caso será encerrado.

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Caminhão pega fogo e provoca interdição na Rodovia Anhanguera em Sumaré (SP) na manhã desta quarta-feira (7) 

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Foto: Reprodução Redes Sociais

Incêndio causa congestionamento de cerca de 8 km no sentido capital; causas ainda serão investigadas

YURI SENA

Um caminhão pegou fogo na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, e provocou a interdição total da Rodovia Anhanguera (SP-330), na altura do km 107, em Sumaré, no interior de São Paulo, no sentido da capital.

De acordo com informações da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o incêndio teve início por volta das 5h50, enquanto o veículo trafegava pela faixa três da rodovia. Pouco depois do início das chamas, os pneus do caminhão estouraram e houve vazamento de óleo diesel.

Ainda segundo a Artesp, o combustível escorreu pela pista e atingiu uma canaleta de água, o que exigiu a interdição total do trecho no sentido capital por questões de segurança. Uma grande coluna de fumaça preta pôde ser vista à distância.

Por conta da ocorrência, o congestionamento chegou a aproximadamente 8 quilômetros, entre os km 115 e 107. O tráfego foi desviado para a pista marginal da rodovia.

O motorista do caminhão não se feriu. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam no local para o controle das chamas e no rescaldo. As causas do incêndio ainda serão investigadas.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Orçamento de São Paulo para 2026 é sancionado; Transportes Metropolitanos ampliam investimentos e Parcerias em Investimentos ganha dotação efetiva

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Lei publicada no DOE confirma R$ 382,3 bilhões em receitas e R$ 30,9 bilhões em investimentos; comparação com 2025 mostra crescimento nominal na STM e mudança de patamar na SPI

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Estado de São Paulo sancionou e publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (07) a Lei nº 18.387/2026, que fixa a receita e a despesa estaduais para o exercício de 2026, com receita estimada em R$ 382,3 bilhões e R$ 30,9 bilhões destinados a investimentos, após aprovação pela Assembleia Legislativa e sanção do governador Tarcísio de Freitas.

No recorte das pastas ligadas à mobilidade e à estruturação de concessões, a lei orçamentária define os valores da Secretaria dos Transportes Metropolitanos e da Secretaria de Parcerias em Investimentos, que seguem com dotações expressivas no desenho fiscal do Estado para 2026.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) terá R$ 12,34 bilhões no Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. No Orçamento de Investimentos, a pasta concentra R$ 5,48 bilhões, a maior dotação entre os órgãos estaduais nessa rubrica, direcionada às empresas estatais do setor metroferroviário e à continuidade de projetos de infraestrutura de transporte metropolitano.

Já a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) contará com R$ 11,58 bilhões no orçamento fiscal e da seguridade social, além de R$ 19,3 milhões no Orçamento de Investimentos. A pasta responde pela coordenação das concessões e parcerias público-privadas do Estado, área à qual está vinculada administrativamente a ARTESP, agência reguladora dos serviços públicos delegados de transporte.

Em termos comparativos, os dados da Lei Orçamentária indicam comportamentos distintos entre 2025 e 2026. No Orçamento de Investimentos, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos passou de aproximadamente R$ 5,15 bilhões em 2025 para R$ 5,48 bilhões em 2026, o que representa crescimento nominal da ordem de R$ 330 milhões, mantendo a pasta como principal concentradora de investimentos diretos do Estado. Já a Secretaria de Parcerias em Investimentos, que em 2025 aparecia com valor meramente simbólico nessa rubrica, passa a registrar R$ 19,3 milhões em 2026, indicando ampliação nominal da dotação, ainda que em patamar absoluto inferior ao da STM.

Segundo informações divulgadas pelo governo paulista, quase três quartos da receita do Orçamento 2026 estão direcionados a áreas consideradas essenciais, como educação, saúde, segurança pública, geração de empregos, cultura, desenvolvimento social, habitação de interesse social, segurança hídrica e preservação ambiental, com o objetivo de ampliar a qualidade dos serviços públicos e reduzir desigualdades.

Na área de infraestrutura, a lei orçamentária prevê a continuidade das obras das Linhas 6-Laranja, 17-Ouro, 2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata do Metrô, além da modernização das linhas ferroviárias e das rodovias estaduais. Também estão contemplados recursos para a conclusão do Rodoanel Norte, o início da construção do Túnel Imerso Santos–Guarujá, a implantação do Trem Intercidades (São Paulo–Campinas) e o desenvolvimento do Centro Administrativo de São Paulo, projeto de revitalização urbana no centro da capital.

A Lei Orçamentária Anual entrou em vigor com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026 e servirá de base para a execução financeira do Estado ao longo do ano.

O texto completo da Lei, comforme publicado no Diário Oficial do Estado, pode ser lido no link: lei orca.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Eletra é habilitada no Programa Mover para ampliar pesquisa e desenvolvimento de ônibus elétricos nacionais

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Com isso, planta de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, vai receber mais investimentos, contribuindo com o desenvolvimento regional no Estado de São Paulo e também impactando positivamente onde as parceiras atuam em todo o País

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

A Eletra Industrial, fabricante de ônibus elétricos 100% brasileira, com sede em São Bernardo do Campo (SP), comunica que foi habilitada pelo MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), do Governo Federal, no âmbito do Programa Mover para obtenção de créditos e financiamentos voltado a P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). A portaria com a habilitação foi publicada no Diário Oficial da União de 30 de dezembro de 2025.
“Este é um marco importantíssimo na história da Eletra e da indústria brasileira de produtos, bens e conhecimento de alto valor agregado. Essa conquista vai resultar em ônibus elétricos genuinamente brasileiros ainda mais modernos e tecnológicos. A Eletra se tornou referência com reconhecimento internacional em veículos de emissão zero, capaz de atender todo o mercado nacional e outros países pela alta flexibilidade de seus modelos, a gama mais completa do segmento, desde micro-ônibus até veículos de grande capacidade, como superarticulados” – comemora a diretora presidente da Eletra Industrial Milena Braga Romano.
Segundo Milena, os investimentos vão refletir em benefícios regionais para o Estado de São Paulo e nacionais porque vão impactar também regionalmente onde atuam as parceiras da Eletra, como em Jaraguá do Sul (SC) e Botucatu (SP), entre tantas outras localidades onde estão as fornecedoras de bens e serviços.
“Incentivar a indústria brasileira de ônibus elétricos é garantir desenvolvimento, arrecadação, geração de empregos qualificados, renda e todo um ciclo positivo para as cidades e Estados. Com a habilitação da Eletra no MOVER, a planta de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, vai receber mais investimentos, contribuindo com o desenvolvimento regional para o Estado de São Paulo e também impactando positivamente onde as parceiras atuam em todo o País. O ABC vai ser de novo referência em indústria automotiva, mas agora, limpa, com menos emissões. Com a Eletra e suas parceiras, São Paulo e onde estão suas plantas industriais entram para a nova era da indústria mundial” – complementou Milena.
O Mover (Programa Nacional Mobilidade Verde e Inovação) estimula investimentos em novas rotas tecnológicas e aumenta as exigências de descarbonização da frota automotiva brasileira, incluindo carros de passeio, ônibus e caminhões.
Ao todo, entre 2024 e 2028, o Mover para todo o País, disponibiliza um total de R$ 19,3 bilhões de créditos financeiros, que podem ser usados pelas empresas para abatimento de impostos federais em contrapartida a investimentos realizados em P&D e em novos projetos de produção.
“Já estão nos nossos planos para 2026 a ampliação de nossa capacidade e a modernização de processos industriais, além de lançamentos de modelos que vão ampliar ainda mais as opções no mercado brasileiro. Tudo isso não vem de agora ou de um oportunismo. Há 30 anos, investimentos em eletrificação. Acreditamos no Brasil como referência em transporte limpo e hoje isso é uma realidade. Antes ninguém acreditava, mas nós já tínhamos esta convicção” – disse a diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira.
A Eletra começou um ciclo de investimentos e lançamentos em 2025 que se estende em 2026.
Em 2025, foi lançada a linha de chassis com marca própria da Eletra, mas mantendo também a parceria com a Mercedes-Benz e Scania. Também em 2025, foi apresentado ao mercado o serviço de consultoria Eletra Consult, para apoio e orientação de gestores públicos e operadores com vistas a todas etapas de eletrificação dos sistemas de transportes públicos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Reunidas Paulista obtém autorizações judiciais para novas linhas interestaduais

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Reunidas Paulista – 75 anos (2023)

ANTT libera operações sub judice nas rotas São José do Rio Preto–Angra dos Reis e Três Lagoas–Campinas, com seções intermediárias autorizadas.

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a Empresas Reunidas Paulista de Transportes a operar duas linhas interestaduais de passageiros, ambas na condição sub judice, em cumprimento a decisões judiciais. As autorizações constam das Decisões SUPAS nº 2.048 e nº 2.049, publicadas no Diário Oficial da União.

Por meio da Decisão SUPAS nº 2.048, de 30 de dezembro de 2025, a ANTT deferiu o pedido para autorizar a operação da linha São José do Rio Preto (SP) – Angra dos Reis (RJ), com as seguintes seções intermediárias:

Linha: São José do Rio Preto (SP) – Angra dos Reis (RJ)

  • Angra dos Reis (RJ) – Araraquara (SP)
  • Angra dos Reis (RJ) – Campinas (SP)
  • Angra dos Reis (RJ) – São Carlos (SP)
  • Angra dos Reis (RJ) – São José do Rio Preto (SP)
  • Paraty (RJ) – Araraquara (SP)
  • Paraty (RJ) – Campinas (SP)
  • Paraty (RJ) – São Carlos (SP)
  • Paraty (RJ) – São José do Rio Preto (SP)

Na Decisão SUPAS nº 2.049, também de 30 de dezembro de 2025, a ANTT autorizou a operação da linha Três Lagoas (MS) – Campinas (SP), igualmente sob regime sub judice, com as seguintes seções:

Linha: Três Lagoas (MS) – Campinas (SP)

  • Três Lagoas (MS) – Araçatuba (SP)
  • Três Lagoas (MS) – Bauru (SP)
  • Três Lagoas (MS) – Campinas (SP)
  • Três Lagoas (MS) – Lins (SP)

Fundada em 1948 e com sede em Araçatuba (SP), a Reunidas Paulista é uma empresa tradicional do transporte rodoviário interestadual brasileiro, com forte presença no interior paulista e atuação em ligações entre o Sudeste e o Centro-Oeste.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Julio Casares descarta renunciar do cargo de presidente do São Paulo em meio à investigação

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Julio Casares, presidente do São Paulo, descartou que vá renunciar do cargo em meio às investigações a respeito de um suposto recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro na sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A informação da denúncia foi publicada pelo Uol nesta terça-feira (6).

Os documentos indicam que a conta era usada, de forma sistemática, para custear despesas de sua ex-mulher, e diretora licenciada do São Paulo, Mara Casares.

Ainda de acordo com a reportagem, na avaliação de Casares, uma renúncia neste momento seria como confessar o crime cometido. Por conta disso, o mandatário sequer se afastará das atividades e seguirá à frente do clube para enfrentar as acusações que tem recebido.

A notícia, inclusive, foi repassada por Casares a aliados no clube. Ainda na avaliação do grupo que apoia o presidente no São Paulo, o dirigente tem a possibilidade de se defender das acusações ao lado de seu corpo jurídico.

Além disso, Mara Casares, ex-esposa do presidente do São Paulo, se afastou das atividades e, nos últimos dias, protocolou em cartório um documento que exime o atual mandatário da história da venda ilegal de camarotes do estádio do Morumbis, que foi publicada pela ESPN no último dia 15 de dezembro.

Após a divulgação da investigação, o presidente do São Paulo emitiu uma nota à imprensa por meio de seus advogados.

“Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

“Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhados e esclarecidos no curso das investigações – com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.

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Bilhete Único Escolar da SPTrans dos ônibus e trilhos para o ano de 2026 já pode ser solicitado

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Pedidos devem ser feitos exclusivamente pela internet tanto para primeira via como para revalidação

ADAMO BAZANI

O Bilhete Único Escolar, gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte), já pode ser solicitado para o ano de 2026.

O cartão é utilizado nos ônibus municipais da capital paulista e no sistema de trilhos (metrô, trem e monotrilho).

Os pedidos devem ser feitos exclusivamente pela internet tanto para primeira via como para revalidação.

O link oficial é:

O Bilhete Único Escolar garante tarifa zero ou desconto de 50% na passagem, dependendo do grupo que o estudante se enquadra, de acordo com as regras de São Paulo.

Atenção: Para fazer o pedido de um novo bilhete ou se for revalidar o cartão que já possui, é preciso que a instituição de ensino tenha enviado a matrícula do aluno à SPTrans.

Segundo a gerenciadora dos transportes da cidade, os estudantes que utilizarem o Bilhete Único pela primeira vez receberão o cartão em casa ou no endereço que escolher. Para isso, é preciso concluir o processo de solicitação e pagamento via cartão de crédito, boleto ou PIX do valor de validação do benefício, que é de sete tarifas, ou seja, R$ 37,10 (sete tarifas considerando o reajuste para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro de 2026).

A SPTrans também informou que a solicitação do Bilhete Único de Estudante no final do ano letivo de 2025, seja primeira ou segunda via, não isenta o aluno do pagamento da revalidação para ter direito ao benefício no ano de 2026.

Em nota, a SPTrans detalha como deve ser o passo a passo para solicitação, tanto da revalidação ou da primeira via.

– Informar a Unidade de Ensino que deseja utilizar o Bilhete Único de Estudante em 2026;
– Após a Instituição de Ensino enviar os dados de matrícula para a SPTrans, o estudante já pode solicitar o benefício pelo site: sptrans.dne.com.br

Primeira via
Caso não tenha um Bilhete Único de Estudante ativo, utilizado a partir de 2022, o aluno poderá solicitar a emissão do cartão. Após completar o procedimento, ele será enviado em até 15 dias ao endereço escolhido. Após desbloquear o bilhete pelo site, o benefício estará disponível para recarga e uso no cartão. Para esse procedimento será cobrado o valor correspondente a R$37,10 (sete tarifas considerando o reajuste para R$5,30 a partir de 06 de janeiro de 2026).

Revalidar o cartão atual
Caso possua um Bilhete Único de Estudante ativo, emitido a partir de 2022, o aluno poderá optar por revalidá-lo, para utilizar o mesmo cartão durante o período letivo, sem a necessidade da emissão de uma nova via. Nesse caso, o estudante assume a responsabilidade de possuir um bilhete em perfeito estado de funcionamento e conservação, sem trincas ou envergaduras e com a foto e numeração, impressas na parte frontal, legíveis. Após completar a solicitação, o benefício estará disponível para recarga e uso no cartão. Para esse procedimento será cobrado o valor correspondente a R$ 37,10 (sete tarifas considerando o reajuste para R$5,30 a partir de 06 de janeiro de 2026).

Cartões emitidos em 2021 ou em anos anteriores não poderão ser revalidados. Nesse caso, um novo Bilhete Único deverá ser solicitado, para envio ao endereço cadastrado, após a solicitação e pagamento do valor correspondente a R$ 37,10 (sete tarifas considerando o reajuste para R$5,30 a partir de 06 de janeiro de 2026).

Unidades de ensino
Desde o dia 1º de dezembro de 2025 as Unidades de Ensino já podem encaminhar os dados de matrícula referentes a 2026 dos alunos e professores, por meio do site matricula.dne.com.br. O Sistema de Bilhetagem Eletrônica – SBE/CadEscola já está habilitado para receber os arquivos eletrônicos, que devem ser encaminhados de acordo com o especificado no Manual de Instruções para Instituições de Ensino, Estudantes e Professores.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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