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Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão

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Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional

ADAMO BAZANI

Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira

A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.

Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.

Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.

O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.

Ao repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.

“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.” – disse Paulo Bongiovanni.

O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.

Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de “home office”.

O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.

“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” – contou.

Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.

Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.

Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.

Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.

O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.

“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso” – disse o empresário.

Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.

Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira

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Fonte

Copa Africana mantém ‘revolução’ no comando e pode ter fato inédito em 2026

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É uma questão histórica que passa pelo passado de exploração do continente, mas a Copa Africana de Nações conseguiu, após muito tempo, reagir e fazer uma espécie de ‘revolução’ no que diz respeito ao comando das seleções.

O ESPN.com.br acompanha a questão há cerca de 15 anos, e a situação, que já chegou quase ao extremo, virou radicalmente: enfim, a partir de 2021, os técnicos africanos passaram a ser maioria entre as equipes da principal disputa continental.

Mas não era assim, e o ápice do comando estrangeiro se deu em 2015. Ainda com 16 participantes, a CAN teve naquela edição disputada na Guiné-Equatorial 13 países com técnicos ‘gringos’, 12 da Europa, sendo cinco franceses (o único de outra parte do mundo foi o argentino Esteban Becker, que liderou o país-sede). Incríveis 81% – apenas África do Sul, República Democrática do Congo e Zâmbia tiveram comandantes africanos (19%).

Em 2017, no Gabão, os estrangeiros repetiram a maioria contra os africanos no comando: 12 a 4 (75% contra 25%); dois anos depois, no Egito e na primeira vez com 24 seleções, a CAN manteve a tendência de queda neste tópico, mas de novo o levantamento mostrou bem mais técnicos ‘gringos’ que africanos: 16 a 8 (66,6% contra 33,4%).

Enfim, a virada africana

A virada finalmente veio em 2021. Em Camarões, dois terços dos 24 técnicos que começaram a disputa, ou seja, 16, eram africanos, logo, houve uma inversão exata da porcentagem observada em terras egípcias (66,6% contra 33,4%). Sim, a mudança pode ter a ver com o inchaço do campeonato, que chegou à quarta edição com o número atual de seleções (24), mas ainda não há qualquer dado concreto que possa comprovar isto.

O fato é que a ‘revolução’ foi feita. E tem sido mantida. Em 2024, na Costa do Marfim, e agora em 2025/2026, no Marrocos, o índice caiu um pouco em relação há dois anos, mas segue com os técnicos africanos sendo maioria em relação aos estrangeiros: 14 a 10, logo, uma proporção de 58,3% contra 41,7%.

Vale explicar que para este levantamento não foi levado em consideração apenas o local de nascimento dos treinadores, mas toda a sua trajetória no futebol – como a seleção que defendeu quando jogador -, nacionalidade dos pais, entre outros. É o caso, por exemplo, de Amir Abdou, em 2021, que nasceu em Marselha, na França, mas tem pais e nacionalidade de Comores, seleção que praticamente não existia até sua chegada, em 2014 – foi considerado africano; é também a situação do mais famoso técnico do continente na atualidade, Walid Regragui, que surpreendeu o globo ao assumir em cima da hora e mesmo assim levar Marrocos à semifinal e, no fim, ao quarto lugar da Copa do Mundo de 2022, no Qatar. Filho de pais marroquinos, ele nasceu e foi criado no subúrbio de Paris, mas sempre teve ligação com a cultura do país africano e, quando atleta, o lateral-direito jogou pelos Leões do Atlas por oito anos, tendo até sido vice-campeão da CAN em 2004 (final perdida para a Tunísia).

Fato inédito em 2026?

Um verdadeiro escândalo. Foi isto que aconteceu em 2024 com a Costa do Marfim, que sediou a CAN, chegou como uma das candidatas ao título e até venceu a Guiné-Bissau na estreia (1 a 0), mas depois despencou: derrota para a Nigéria (1 a 0) e uma goleada inexplicável sofrida para a modesta Guiné Equatorial (4 a 0).

Diante da vergonha, a federação de futebol do país não teve qualquer dúvida e anunciou a saída do técnico francês Jean Louis-Gasset (que morreu no último dia 26 de dezembro aos 72 anos) antes mesmo de os demais jogos da rodada final da fase de grupos acabarem. Assumiu o auxiliar-técnico, que é o marfinense Emerse Faé, os resultados ajudaram, e os Elefantes não só se classificaram como um dos quatro melhores terceiros colocados como acabaram campeões da competição pela terceira vez na história (2 a 1 sobre a Nigéria na final).

A incrível história de reviravolta dos Elefantes há dois anos, que começaram com um comandante estrangeiro e acabaram com um africano, possibilita agora a chance de algo inédito na história da Copa Africana: por quatro edições seguidas só técnicos do continente acabarem campeões.

Já são três vezes em que o ‘tri’ genuíno aconteceu, uma para o lado estrangeiro e duas para o lado africano. Nas edições de 1984 (Camarões campeão), 1986 (Egito campeão) e 1988 (Camarões campeão), o então iugoslavo Radivoje Ognjanović, o inglês Mike Smith e o francês Claude Le Roy, nesta ordem, saíram vitoriosos; o ‘troco’ veio em 2006, 2008 e 2010, quando o egípcio Hassan Shehata levou os títulos com o Egito.

Na atual sequência, o argelino Djamel Belmadi venceu em 2019 com a Argélia, o senegalês Aliou Cissé ganhou com Senegal em 2021 e, por fim, como já relatado, o marfinense Emerse Faé ficou com a taça ano passado com a Costa do Marfim. Na história, após 34 edições (esta de 2025 é a 35ª), a divisão de títulos é esta: Africanos – 19; Estrangeiros – 15.

Nesta quarta-feira (31), serão conhecidos os últimos classificados da fase de grupos, e aí saberemos quantos técnicos estrangeiros e africanos seguirão na briga pelo título de 2025/2026 da CAN, que terá nova edição em 2027, com três países-sede, Quênia, Tanzânia e Uganda, e outra já em 2028, quando passará a ser disputada de quatro em quatro anos, o que não fará mais a competição ter disputas em anos de Copa do Mundo.

Veja, abaixo, quem são os técnicos da CAN 2025, se são africanos ou estrangeiros e algumas curiosidades

  • Total de técnicos: 24

  • Africanos: 14 (58,3%)

  • Estrangeiros: 10 (41,7%)

  • Seleções comandas por técnicos do próprio país: 11

  • Seleções comandas por técnicos africanos de outros países: 3 (Botsuana, Nigéria e Sudão)

Grupo A

Comores

  • Stefano Cusin, canadense-italiano (nasceu em Montreal, no Canadá), 57 anos

Mali

  • Tom Saintfiet, belga, 52 anos

  • ‘Senhor África’ (já comandou 7 seleções do continente – Namíbia, Zimbábue, Etiópia, Malauí, Togo, Gâmbia e Mali)

Marrocos

Zâmbia

Grupo B

África do Sul

  • Hugo Broos, belga, 73 anos

  • Lenda do futebol belga

  • Campeão da CAN em 2017, com Camarões (Terceiro com a África do Sul em 2023)

Angola

  • Patrice Beaumelle, francês, 47 anos

  • Bicampeão da CAN (2012, com Gâmbia, e 2015, com a Costa do Marfim)

Egito

  • Hossam Hassan, egípcio, 59 anos

  • 3 vezes campeão da CAN

  • Maior goleador da seleção do Egito (69 gols em 177 jogos – Salah tem 65)

  • Ídolo do Al-Ahly-EGI

Zimbábue

Grupo C

Nigéria

  • Éric Chelle, malinês, 48 anos

  • Era zagueiro

  • Nasceu na Costa do Marfim (Abdijan), filho de mãe malinesa e pai francês

Tanzânia

Tunísia

  • Sami Trabelsi, tunisiano, 57 anos

  • Era defensor e jogou a Copa de 1998 com o país

Uganda

  • Paul Put, belga, 69 anos

  • Outro técnico ‘Senhor África’ (já treinou 6 seleções do continente – Gâmbia, Burkina Faso, Quênia, Guiné, Congo e Uganda)

Grupo D

Benin

  • Gernot Rohr, alemão, 72 anos

  • Jogou no timaço Bayern de Munique-ALE do começo dos anos 1970, mas não teve sucesso; no Bordeaux-FRA de 1977 a 1989, virou ídolo: campeão do Francês 3 vezes (1984, 1985 e 1987) e da Copa da França duas (1986 e 1987)

  • Outro técnico ‘Senhor África’ (já comandou 5 seleções do continente – Gabão, Níger, Burkina Faso, Nigéria e Benin)

Botsuana

República Democrática do Dongo

Senegal

Grupo E

Argélia

  • Vladimir Petkovic, bósnio-suíço, 62 anos

  • Ganhou a Copa da Itália 2012/2013 com a Lazio

Burkina Faso

Guiné-Equatorial

  • Juan Micha, guinéu-equatoriano, 50 anos

  • Desde março de 2021 no cargo

Sudão

Grupo F

Camarões

Costa do Marfim

  • Emerse Faé, marfinense, 41 anos

  • Campeão da CAN 2024 com a Costa do Marfim após começar como assistente e assumir o comando técnico durante a competição

Gabão

Moçambique

  • Francisco Queriol Conde Júnior, Chiquinho Conde, moçambicano, 60 anos

Levantamento sobre técnicos

  • Africanos – 14 (Marrocos 1 + Zâmbia 1 + Egito 1 + Mali 1 + Tunísia 1 + África do Sul + Senegal 1 + Burkina Faso 1 + Guiné-Equatorial 1 + Gana, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Moçambique)

  • Nigéria com malinês

  • Botsuana com sul-africano

  • Sudão com ganês

  • Estrangeiros – 10 (Bélgica 3 + França 2 + Alemanha 1 + Argentina 1 + Canadá/Itália 1 + Bósnia/Suíça 1 + Romênia 1)

CAN 2015

  • 16 seleções

  • Estrangeiros – 13 (81%)

  • Africanos – 3 (19%)

CAN 2017

Estrangeiros – 12 (75%)

  • Jose Antonio Camacho, Espanha (Gabão)

  • Paulo Duarte, Portugal (Burkina Faso)

  • Hugo Broos, Bélgica (Camarões)

  • Georges Leekens, Bélgica (Argélia)

  • Henryk Kasperczak, Polônia (Tunísia)

  • Michel Dussuyer, França (Costa do Marfim)

  • Claude Le Roy, França (Togo)

  • Hervé Renard, França (Marrocos)

  • Avram Grant, Israel (Gana)

  • Milutin Sredojevic, Sérvia (Uganda)

  • Alain Giresse, França (Mali)

  • Héctor Cúper, Argentina (Egito)

Africanos – 4 (25%)

  • Baciro Candé, Guiné-Bissau (Guiné-Bissau)

  • Callisto Pasuwa, Zimbábue (Zimbábue)

  • Aliou Cisse, Senegal (Senegal)

  • Florent Ibenge, República Democrática do Congo (República Democrática do Congo)

CAN 2019

  • 24 seleções

  • Estrangeiros – 16

  • Africanos – 8

CAN 2021

Estrangeiros – 8 (33,4%)

  • Toni Conceição, Portugal (Camarões)

  • Vahid Halilhodzic, Bósnia e Herzegovina (Marrocos)

  • Milovan Rajevac, Sérvia (Gana)

  • Patrice Neveu, França (Gabão)

  • Carlos Queiroz, Portugal (Egito)

  • Didier Gomes Da Rosa, França (Botsuana)

  • Tom Saintfiet, Bélgica (Gâmbia)

  • Patrice Beaumelle, França (Costa do Marfim)

Africanos – 16 (66,6%)

  • Firmin Sanou, Burkina Faso (Burkina Faso)

  • Wubetu Abate, Etiópia (Etiópia)

  • – Pedro Leitão Brito (Bubista), Cabo Verde (Cabo Verde)

  • Aliou Cisse, Senegal (Senegal)

  • Norman Mapeza, Zimbábue (Zimbábue)

  • Kaba Diawara, Guiné (Guiné)

  • Meke Mwase, Malauí (Malauí)

  • Amir Abdou, França-Comores (Comores)

  • John Keister, Inglaterra-Serra Leoa (Serra Leoa)

  • Djamel Belmadi, Argélia (Argélia)

  • Augustine Eguavoen, Nigéria (Nigéria)

  • Burhan Tia, Sudão (Sudão)

  • Baciro Candé, Guiné-Bissau (Guiné-Bissau)

  • Mondher Kebaier, Tunísia (Tunísia)

  • Mohamed Magassouba, Mali (Mali)

  • Juan Micha, Guiné-Equatorial (Guiné-Equatorial)

CAN 2023 (disputada em 2024)

Estrangeiros – 10 (41,7%)

  • Jean-Louis Gasset, França (Costa do Marfim) MUDOU DEPOIS

  • José Peseiro, Portugal (Nigéria)

  • Rui Vitória, Portugal (Egito)

  • Chris Hughton, Inglaterra-Irlanda (Gana)

  • Tom Saintfiet, Bélgica (Gâmbia)

  • Pedro Gonçalves, Portugal (Angola)

  • Hubert Velud, França (Burkina Faso)

  • Hugo Broos, Bélgica (África do Sul)

  • Sebastien Desabre, França (República Democrática do Congo)

  • Avram Grant, Israel (Zâmbia)

Africanos – 14 (58,3%)

  • Baciro Candé, Guiné-Bissau (Guiné-Bissau)

  • Juan Micha, Guiné-Equatorial (Guiné-Equatorial)

  • Conde Chioquinho, Moçambique (Moçambique)

  • Pedro Leitão Brito (Bubista), Cabo Verde (Cabo Verde)

  • Aliou Cisse, Senegal (Senegal)

  • Rigobert Song, Camarões (Camarões)

  • Kaba Diawara, Guiné (Guiné)

  • Djamel Belmadi, Argélia (Argélia)

  • Amir Abdou, França-Comores (Mauritânia)

  • Jalel Kadri, Tunísia (Tunísia)

  • Collin Benjamin, Namíbia (Namíbia)

  • Eric Chelle, Mali (Mali)

  • Walid Regragui, França-Marrocos (França-Marrocos)

  • Adel Amrouche, Argélia (Tanzânia)

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Fonte

MONITRIIP marca o fim do improviso e torna 2026 o “ano da verdade” no transporte interestadual, avalia especialista

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“O recado da ANTT é claro: acabou o improviso. Após anos operando com soluções provisórias, o setor passa a ser fiscalizado com base em dados estruturados e auditáveis”, diz Ilo Löbel

ALEXANDRE PELEGI

A atualização das regras do Sistema de Monitoramento do Transporte Rodoviário Coletivo Interestadual e Internacional de Passageiros (MONITRIIP), publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no último dia útil de 2025, sinaliza uma mudança estrutural na forma como o transporte rodoviário interestadual de passageiros será fiscalizado e regulado a partir de 2026. Com a entrada em vigor da versão 4.0 do Documento de Interface de Software (DIS), a Agência amplia o rigor sobre a coleta, a validação e o cruzamento de dados operacionais das empresas.

Para o especialista em transporte rodoviário Ilo Löbel da Luz, a nova portaria encerra definitivamente o período de improviso regulatório vivido pelo setor nos últimos anos. Segundo ele, a exigência de integração digital, criptografia e transmissão padronizada de informações transforma a tecnologia em um requisito básico de operação, e não mais em diferencial competitivo.

O recado da ANTT é claro: acabou o improviso. O setor passou anos operando com soluções provisórias, mas agora a fiscalização passa a ser orientada por dados estruturados e auditáveis. Isso muda completamente a lógica de controle”, afirma Löbel da Luz.

Na avaliação do especialista, o endurecimento das regras do MONITRIIP ocorre em um momento crítico, marcado pela dificuldade de implementação do Novo Marco Regulatório do transporte rodoviário interestadual, instituído pela Resolução ANTT nº 6.033/2023. Apesar de a norma estar em vigor desde fevereiro de 2024, ainda não houve a abertura efetiva de janelas de autorização para novos operadores ou mercados.

Vivemos um paradoxo. Temos hoje um sistema de fiscalização digital com padrão próximo ao de sistemas bancários, mas seguimos sem novas autorizações. Mais de 500 dias se passaram e o placar continua zerado. Sem previsibilidade regulatória, as empresas não conseguem planejar”, analisa.

Outro ponto de atenção destacado por Löbel da Luz é o prazo de apenas 60 dias concedido pela ANTT para que as empresas se adaptem às novas exigências tecnológicas. Para ele, a medida evidencia que a digitalização deixou de ser opcional. “Quem ainda depende de processos manuais ou sistemas analógicos vai ficar para trás. A tecnologia virou o piso do setor, inclusive como instrumento de combate ao transporte irregular”, diz.

O especialista também chama atenção para o impacto econômico das novas obrigações. Com os custos de tecnologia integralmente arcados pelos operadores, somados à alta do diesel e à necessidade de renovação de frota, ele alerta para o risco de desequilíbrio econômico-financeiro do sistema. “A conta precisa fechar. Tarifas artificialmente comprimidas resultam em menos oferta e pior qualidade, o que acaba atraindo ainda mais regulação punitiva”, avalia.

Por fim, Löbel da Luz aponta a comunicação como um dos principais gargalos do transporte regular. Segundo ele, o setor tem dificuldade em explicar ao passageiro que o endurecimento do controle de dados tem relação direta com segurança e qualidade do serviço.

“Quem não comunica perde narrativa e abre espaço para o transporte clandestino, que é ilegal, mas sedutor. Em 2026, comunicar bem será tão estratégico quanto operar bem”, conclui.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,3% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão

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Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional

ADAMO BAZANI

Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira

A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.

Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.

Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.

O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.

Ao repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.

“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.” – disse Paulo Bongiovanni.

O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.

Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de “home office”.

O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.

“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” – contou.

Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.

Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.

Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.

Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.

O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.

“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso” – disse o empresário.

Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.

Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira

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Investimento recorde de 1,6 bilhão de libras vai transformar ônibus na Região Metropolitana de Liverpool, Inglaterra

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Plano da autoridade metropolitana prevê ampliação da frota elétrica, bilhetagem inteligente, franquia dos serviços e manutenção do teto tarifário de £2, uma das tarifas mais baixas do Reino Unido

ALEXANDRE PELEGI

A Liverpool City Region Combined Authority (LCRCA), autoridade pública responsável por coordenar o transporte, o planejamento urbano e os investimentos estratégicos da região metropolitana de Liverpool, noroeste da Inglaterra, anunciou oficialmente na semana anterior ao Natal um plano de investimentos de centenas de milhões de libras esterlinas para transformar profundamente o sistema de ônibus local. A iniciativa integra o pacote de £1,6 bilhão do programa Transport for City Region (TCR) — o equivalente a cerca de R$ 12 bilhões — e coloca o transporte coletivo no centro da estratégia regional de mobilidade, desenvolvimento econômico e transição ambiental.

O TCR é um programa do governo do Reino Unido que destina recursos de longo prazo a autoridades metropolitanas para financiar projetos estratégicos de transporte, infraestrutura e mobilidade integrada, vinculados a metas de desenvolvimento econômico e descarbonização.

Ônibus no centro da mobilidade regional: eletrificação

Com cerca de 1,6 milhão de habitantes, a região metropolitana de Liverpool apresenta uma particularidade relevante no cenário britânico: mais de 80% das viagens de transporte público são realizadas por ônibus. Esse peso do modal fez com que a LCRCA concentrasse esforços na modernização da frota, na reorganização operacional e na adoção de tecnologias que tornem o sistema mais confiável, acessível e integrado ao cotidiano da população.

Um dos pilares do plano é a ampliação da frota de ônibus zero-emissão, com foco em veículos elétricos a bateria. Atualmente, a região já opera mais de 100 ônibus elétricos, e o novo investimento permitirá acelerar essa transição. Após uma revisão técnica e financeira, a autoridade decidiu converter 20 ônibus que inicialmente seriam movidos a hidrogênio para modelos elétricos, sinalizando uma reavaliação pragmática sobre custos, maturidade tecnológica e infraestrutura necessária para cada tipo de solução energética.

Infraestrutura, confiabilidade e prioridade operacional

Além da frota, o programa prevê investimentos significativos em infraestrutura viária, corredores preferenciais, sistemas de prioridade semafórica e melhorias operacionais destinadas a reduzir tempos de viagem e aumentar a confiabilidade dos serviços.

No campo regulatório, o anúncio também reforça a aposta da região no processo de franquia dos serviços de ônibus, que devolve ao poder público o controle sobre rotas, frequências e tarifas, após décadas de operação predominantemente privada. A implementação está prevista para começar em 2026, inicialmente nos distritos de St Helens e Wirral, com expansão gradual para toda a região até 2027. O objetivo é integrar planejamento, operação e política tarifária sob uma única governança pública.

A política de preços segue como um elemento central do pacote. A LCRCA confirmou a manutenção do teto tarifário de £2 por viagem, uma das tarifas mais baixas do Reino Unido, além do congelamento do valor do bilhete diário destinado a jovens, conhecido como MyTicket. A estratégia busca conter o custo de deslocamento, ampliar o acesso ao transporte e reforçar o papel social do sistema, especialmente em um contexto de pressão inflacionária sobre o custo de vida.

Para o prefeito regional Steve Rotheram, o investimento representa uma mudança estrutural no papel do transporte coletivo na vida urbana. Segundo ele, a combinação entre frota limpa, tecnologia, controle público e tarifas acessíveis cria as bases para um sistema mais justo e eficiente, capaz de ampliar o acesso ao emprego, à educação e aos serviços públicos, ao mesmo tempo em que contribui para a redução das emissões de carbono.

O plano anunciado consolida a Liverpool City Region como uma das principais referências no Reino Unido em reorganização do transporte coletivo sob liderança pública, combinando transição energética, inovação tarifária e governança integrada — um modelo que vem sendo observado de perto por outras regiões britânicas e por cidades de diferentes países que buscam alternativas ao esgotamento do transporte individual.

Bilhetagem inteligente

Outro eixo central é a bilhetagem inteligente, baseada em pagamentos por aproximação (tap-and-go), que permite ao passageiro embarcar utilizando cartão bancário ou dispositivo digital, sem a necessidade de adquirir bilhetes físicos.

O sistema de bilhetagem inteligente na Região Metropolitana de Liverpool está em processo de evolução e integração para tornar o pagamento e o uso do transporte público mais simples, rápido e econômico, com foco em ônibus, trens e balsas.

Principais características do sistema

1. MetroCard – cartão inteligente reutilizável

O MetroCard é o cartão inteligente da região que pode ser carregado com diversos tipos de bilhetes (diários, semanais, mensais) e usado em trens, ônibus e futuros serviços integrados. Ele substitui gradualmente os bilhetes em papel e unidades antigas, estabelecendo a base para ferramentas mais modernas de bilhetagem.

2. Tap-and-Go (Pagamento sem contato)

Recentemente foi lançado um sistema “Tap & Go” no Merseyrail (rede ferroviária local), onde o usuário simplesmente encosta o MetroCard em leitores ao entrar e sair da estação. O sistema então calcula automaticamente a tarifa mais barata possível, aplicando teto de preço diário e semanal para garantir que o passageiro não pague mais do que o necessário.

3. Pagamento com cartão bancário ou smartphone (fase futura)
Embora o sistema atualmente utilize o MetroCard para o Tap & Go, **a próxima fase prevista permitirá pagamentos diretamente com cartões bancários contactless, smartphones e smartwatches — sem necessidade do cartão físico — aumentando a conveniência e modernidade do sistema.

4. Portal MetroSmart e compra online

Os usuários podem gerenciar e comprar bilhetes através do portal MetroSmart, que permite adquirir produtos e carregar o MetroCard online, oferecendo mais flexibilidade.

Objetivos e integração

O plano da autoridade de transporte é implementar um sistema integrado semelhante ao Oyster em Londres, com fare capping, pagamentos contactless e bilhetagem única para múltiplos modos de transporte (ônibus, trens e balsas), incentivando o uso do transporte público e reduzindo barreiras de uso.

O fare capping é um mecanismo que estabelece um teto automático de gasto para o passageiro, que paga por viagem no modelo tap-and-go, mas tem a cobrança interrompida ao atingir um limite diário ou semanal, garantindo sempre a tarifa mais vantajosa; a lógica contrasta com o modelo brasileiro, baseado na tarifa fixa por embarque e no vale-transporte, que subsidia o deslocamento casa-trabalho, mas não atua diretamente como instrumento tarifário para incentivar múltiplas viagens ao longo do dia.

A bilhetagem na prática para usuários

  • Ativação: Usuário obtém um MetroCard (geralmente com pequena taxa) e registra online.
  • Uso: Encosta para entrar/sair (tap-in/tap-out) no equipamento disponível.
  • Cálculo automático de tarifa: O sistema ajusta tarifas ao menor custo para o passageiro.
  • Futuro sem cartão físico: Em breve, será possível usar apenas cartões bancários ou celulares.

Em resumo, a bilhetagem inteligente em Liverpool está evoluindo de um esquema tradicional de cartões recarregáveis para uma solução moderna integrada com pagamento contactless, cálculo automático de tarifas e compra online, alinhada com as tendências globais de cidades com sistemas de transporte público de alta conveniência.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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Do Arsenal inalcançável ao lanterna sem vitórias: quem fez bonito e as decepções da temporada da Premier League

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O fim do ano também marca o desfecho do primeiro turno da Premier League. E após 19 rodadas – com alguns times ainda com jogos pendentes -, já é possível fazer uma espécie de balanço do que aconteceu de melhor (ou nem tanto) entre os times e jogadores que disputam a elite inglesa.

No topo, o Arsenal, claro, é o principal destaque e faz uma campanha praticamente irretocável neste primeiro turno. Os Gunners ainda se despediram de 2025 com uma sonora goleada por 4 a 1 para cima do Aston Villa, que também vinha embalado no Campeonato Inglês.

(Conteúdo patrocinado por Novibet, Claro, Ford e C6 Bank)

Já na parte de baixo da tabela, o Wolverhampton faz uma campanha de destaque – mas pelo lado negativo. Isso porque os Wolves ainda sequer saborearam uma vitória após 19 rodadas.

Há também, claro, times que não vêm fazendo a campanha que se esperava. E são alguns os exemplos terminada a primeira metade do campeonato nacional.

O ESPN.com.br agora faz um resumo do que aconteceu de melhor neste primeiro turno da Premier League, com os times que estão em alta ou em baixa após 19 rodadas.

Em alta

Quem encabeça a lista entre quem está por cima na Premier League, claro, é o Arsenal. São 45 pontos em 19 jogos para o clube londrino, que perdeu apenas duas vezes neste primeiro turno. Os Gunners ocupam a liderança isolada da tabela e vão passar a virada do ano com uma vantagem de cinco pontos para o Manchester City, atual segundo colocado.

Os londrinos também têm a melhor defesa do Campeonato Inglês, com apenas 12 gols sofridos até aqui, com média bem inferior a um gol por jogo.

Vice-líder da tabela, o City só volta a campo agora nos primeiros dias do ano, mas também seguirá com a sua posição intacta na classificação. São 40 pontos em 18 partidas, e muito por conta da estrelada dupla que tem no pelotão de frente.

Com 19 gols em 18 jogos, Erling Haaland é o artilheiro isolado da Premier League, enquanto Rayan Cherki é o principal garçom da elite inglesa, com sete assistências.

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Cherki e Reijnders marcam, City vence o Forest e pressiona o Arsenal na liderança da Premier League; VEJA os gols

Com a vitória, clube chegou aos 40 pontos

Ainda falando em gols, é inevitável não citar o brasileiro Igor Thiago. Até então um “desconhecido”, inclusive na Europa, o atacante bem fazendo bonito com a camisa do Brentford. O camisa 9 é quem mais se aproxima de Haaland na artilharia da Premier League e tem 11 gols em 18 partidas.

Quem também merece destaque nessa lista é o Aston Villa. Apesar da goleada para o Arsenal no último compromisso do ano, que deu fim a uma sequência de 11 vitórias consecutivas, o clube de Birmingham conseguiu uma importante campanha de recuperação em 19 jogos.

O Villa, que antes flertou com a degola e chegou a frequentar a zona de rebaixamento, pegou o elevador na tabela e agora é o colocado, sonhando até mesmo com a liderança da tabela.

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Gabriel Jesus faz golaço, e Arsenal passeia contra o Aston Villa em noite de brasileiros na Premier League; VEJA

Gunners interrompem sequência de 11 jogos invicta do Aston Villa e chega a nove partidas seguidas sem saber o que é perder

Em baixa

Amargando a lanterninha da Premier League há bastante tempo, o Wolverhampton somou apenas três pontos em 19 jogos e ainda não venceu na competição. A campanha do time tem 16 derrotas e três empates.

E mesmo com a demissão do técnico Vítor Pereira para a chegada de Rob Edwards, a situação dos Wolves segue de mal a pior. Em oito jogos, o novo treinador somou sete derrotas e um empate.

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United sai na frente, mas leva empate do lanterna Wolverhampton e volta a tropeçar na Premier League; VEJA lances

Assista à Premier League no Disney+

Atual campeão inglês, o Liverpool também é uma decepção. Antes do início da temporada, os Reds investiram pesado na janela de transferências e fizeram movimentos interessantes. Mas, no fim das contas, isso não se refletiu em campo.

Os comandados de Arne Slot iniciaram a campanha com cinco vitórias seguidas e isolados na liderança. Mas, de repente, foram seis derrotas em sete rodadas, e o Liverpool entrou em modo “parafuso”, despencando na tabela.

Apesar da reação nas últimas rodadas, sem derrotas nas últimas seis partidas, os Reds dificilmente conseguirão o bicampeonato sob o comando do técnico holandês. Neste momento, a distância para o Arsenal é de 13 pontos.

Ainda no atual campeão da Premier League, Mohamed Salah também pode ser incluído entre as decepções. O egípcio iniciou a campanha em alta por conta dos números da temporada passada, mas até aqui o seu desempenho deixa muito a desejar.

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Wirtz desencanta, Liverpool vence mais uma e afunda ainda mais o Wolverhampton; VEJA

Liverpool e Wolverhampton se enfrentaram pela 18ª rodada da Premier League

São apenas quatro gols em 14 partidas na elite inglesa, ainda bem distante dos 29 anotados na temporada anterior, além de uma enorme polêmica com Arne Slot, que rendeu até mesmo “geladeira” para o astro, que ficou de fora de alguns jogos do Liverpool neste fim de ano.

Sensação da última edição da Premier League, com chances até mesmo de ir à Champions, o Nottingham Forest segue em queda livre na elite inglesa. São 11 derrotas em 19 partidas até aqui, o que deixa o time que tem como dono o grego Evangelos Marinakis na briga contra o rebaixamento passado o primeiro turno.

São 18 pontos somados até aqui, apenas quatro a mais do que o West Ham, que abre a zona da degola da tabela. O Forest ainda tem a quarta pior defesa, com 30 gols sofridos e apenas 18 marcados.

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City supera assistência de Igor Jesus e defesaças de John, vence o Nottingham Forest e pressiona o Arsenal na Premier League; melhores momentos

Cherki e Reijnders marcaram para o time de Guardiola; Hutchinson descontou para os visitantes

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Motiva poderá captar até R$ 100 milhões com incentivos fiscais para as Linhas 5 e 17 do Metrô

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Projeto da concessionária, nova marca da CCR, prevê investimentos totais de R$ 3,1 bilhões e foi enquadrado como prioritário pelo Ministério das Cidades

ALEXANDRE PELEGI

O Ministério das Cidades aprovou o enquadramento, como projeto prioritário de mobilidade urbana, dos investimentos previstos para as Linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo, operadas pela Concessionária das Linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo S.A., atualmente sob a marca Motiva, nova identidade do Grupo CCR. Com a decisão, a empresa poderá captar até R$ 100 milhões por meio de debêntures incentivadas, instrumento que concede benefícios fiscais a investidores em projetos de infraestrutura .

O enquadramento foi formalizado pela Portaria MCID nº 1.521, de 30 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União, e está amparado na Lei nº 12.431/2011, que estimula a participação do capital privado no financiamento de obras e sistemas de transporte público coletivo.

A Concessionária das Linhas 5 e 17 do Metrô de São Paulo S.A. é controlada pelo grupo Motiva (ex-CCR), que detém 83,34% do capital, tendo como sócia minoritária a Ruasinvest Participações S.A., com 16,66%. A concessão envolve a operação, manutenção e execução de investimentos nas duas linhas metroferroviárias, consideradas estratégicas para a mobilidade da capital paulista.

Escopo e volume de investimentos

O projeto enquadrado como prioritário reúne um volume estimado de R$ 3,115 bilhões em investimentos totais, com prazo de implantação de 20 anos, iniciados em abril de 2018 e com conclusão prevista para dezembro de 2038. De acordo com os dados oficiais, o empreendimento encontra-se em execução, com cerca de 56,6% das obras e intervenções já realizadas .

A parcela de R$ 100 milhões a ser captada por meio de debêntures incentivadas representa aproximadamente 3,2% do montante global do projeto e poderá ser utilizada para financiar melhorias operacionais, sistemas complementares e outras intervenções associadas à infraestrutura das linhas.

Impactos diretos para o sistema e os usuários

A Linha 5-Lilás cumpre papel relevante ao ligar a zona sul ao centro expandido de São Paulo, atendendo áreas densamente povoadas e facilitando o acesso a complexos hospitalares e centros especializados, como os atendidos pelas estações Hospital São Paulo e AACD-Servidor.

Já a Linha 17-Ouro, em monotrilho, é considerada fundamental para a conexão do sistema metroferroviário com o Aeroporto de Congonhas, além de reforçar a integração com outras linhas do metrô, ampliando a eficiência da rede e reduzindo tempos de deslocamento.

Benefícios sociais e ambientais

O Ministério das Cidades destaca que o projeto traz benefícios diretos, como a migração de usuários do transporte individual para o transporte coletivo sobre trilhos, melhoria do conforto, da segurança e da regularidade da operação, além da redução da emissão de gases de efeito estufa, já que o sistema utiliza energia elétrica de fonte renovável.

O empreendimento está classificado no setor prioritário de mobilidade urbana, na modalidade de infraestrutura de transporte público coletivo urbano (metrô e monotrilho).

Continuidade e flexibilidade do projeto

A portaria prevê ainda que eventuais alterações técnicas no projeto, desde que previamente autorizadas pelo Ministério das Cidades, não exigirão nova publicação de enquadramento, garantindo maior agilidade administrativa e continuidade aos investimentos ao longo do período da concessão.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Trem São Paulo–Campinas e Linha 7-Rubi poderão captar R$ 7,86 bilhões no mercado

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Meramente ilustrativa

Portaria do Ministério das Cidades reconhece investimento da TIC Trens, concessionária controlada pelo Grupo Comporte e pela CRRC, com uso de debêntures incentivadas para modernização ferroviária

ALEXANDRE PELEGI

O Ministério das Cidades aprovou o enquadramento, como projeto prioritário de mobilidade urbana, do investimento apresentado pela TIC Trens S.A., concessionária responsável pela modernização e operação da Linha 7-Rubi e pela implantação e operação do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas.

A decisão consta da Portaria MCID nº 1.518, de 30 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial da União, e permite que o projeto utilize o mecanismo de debêntures incentivadas, com benefícios fiscais previstos na Lei nº 12.431/2011, ampliando as alternativas de financiamento privado de longo prazo para o empreendimento.

A TIC Trens S.A. é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada por dois grandes grupos do setor ferroviário e de transporte:

  • o Grupo Comporte, que detém 54% do capital e atua como controlador da concessão;
  • a CRRC (Hong Kong) Co. Limited, maior fabricante de trens do mundo, com 46% de participação.

Além do projeto do Trem Intercidades Eixo Norte, o Grupo Comporte também já teve outro investimento ferroviário enquadrado como prioritário pelo governo federal, no segmento de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o que reforça a presença do grupo no setor de transporte sobre trilhos urbano e regional e sua atuação em projetos estruturados com acesso a instrumentos de financiamento de infraestrutura. Relembre:

Grupo Comporte recebe aval do governo federal para compra de trens do VLT Fase II da Baixada Santista


Investimento total chega a R$ 15,2 bilhões

O volume estimado de recursos financeiros do projeto é de R$ 15,2 bilhões. Desse total, a concessionária prevê a captação de R$ 7,86 bilhões por meio de debêntures incentivadas, o equivalente a 52% do investimento total.

O prazo previsto para implantação do empreendimento é de 63 meses, com início estimado em 25 de maio de 2026 e conclusão prevista para 24 de setembro de 2031.

A Portaria estabelece ainda que eventuais alterações técnicas, desde que autorizadas pelo Ministério das Cidades, não exigirão a publicação de nova portaria, garantindo maior flexibilidade para a execução do projeto.

O que prevê o projeto enquadrado como prioritário

De acordo com o anexo da Portaria, o projeto aprovado contempla:

  • a modernização e operação da infraestrutura da Linha 7-Rubi, atualmente parte da rede da CPTM;
  • a implantação e operação do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, conectando a capital paulista à Região Metropolitana de Campinas;
  • a implantação do Trem Intermetropolitano (TIM), voltado a deslocamentos regionais intermediários;
  • obras de infraestrutura ferroviária, incluindo vias permanentes e sistemas;
  • aquisição de material rodante, além de sistemas de sinalização, telecomunicações e controle operacional;
  • adequações e melhorias em estações ao longo do corredor.

O traçado atenderá os municípios de São Paulo, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas, todos no estado de São Paulo.

Detalhes

Em 26 de novembro de 2025, a TIC Trens assumiu integralmente a operação da Linha 7-Rubi da CPTM (Luz–Jundiaí), que servirá de base para o futuro sistema. A construção da nova infraestrutura para o trem SP-Campinas está prevista para começar em maio de 2026, com previsão de em 2029 iniciar o Trem Intermetropolitano (TIM) entre Jundiaí e Campinas, e em 2031 a operação total do Trem Intercidades (TIC) ligando a Barra Funda a Campinas. 

Trajeto: 101 km com paradas previstas em Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Velocidade e Tempo: O trem alcançará até 140 km/h, completando o trajeto expresso em aproximadamente 1h04min.

Tarifas: Estimadas em cerca de R$ 50,00 para a viagem completa (valor de referência da licitação).

Segundo o Ministério das Cidades, o projeto tem como objetivo estruturar um corredor ferroviário mais rápido, confiável e com maior capacidade, voltado a atender a crescente demanda entre a capital paulista e o interior do estado.

Entre os benefícios esperados estão:

  • redução significativa do tempo de deslocamento entre São Paulo e Campinas;
  • aumento da capacidade de transporte de passageiros;
  • melhoria da eficiência operacional e da segurança do sistema ferroviário;
  • maior conforto, previsibilidade e regularidade das viagens;
  • impacto positivo na mobilidade regional e na integração metropolitana.

O que significa o enquadramento como projeto prioritário

O enquadramento como projeto prioritário de mobilidade urbana permite que a concessionária emita debêntures incentivadas, títulos de dívida com benefícios fiscais para os investidores, conforme a Lei nº 12.431/2011 e o Decreto nº 11.964/2024.

Na prática, o mecanismo:

  • reduz o custo de financiamento do projeto;
  • amplia o acesso a capital privado de longo prazo;
  • aumenta a atratividade para investidores institucionais;
  • viabiliza grandes projetos de infraestrutura sem depender exclusivamente de recursos orçamentários.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


 

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BRT Sorocaba transporta mais de 19 milhões de passageiros em 2025 e registra aprovação superior a 84%

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Foto: Alexandre Pelegi/Diário do Transporte

Sistema completa cinco anos de operação com avanço em tempo de viagem, segurança e satisfação dos usuários; concessionária projeta ações sociais e de conscientização para 2026

ALEXANDRE PELEGI

O sistema BRT Sorocaba encerrou o ano de 2025 com mais de 19 milhões de passageiros transportados, consolidando a maturidade operacional da concessão em seu quinto ano de funcionamento. O desempenho foi acompanhado por alto índice de aprovação dos usuários, segundo a 5ª edição da pesquisa anual A Jornada do Passageiro, realizada pela concessionária.

Desde o início da operação, o BRT Sorocaba já ultrapassou a marca de 80 milhões de passageiros transportados, tornando-se um dos principais eixos da mobilidade urbana do município do interior paulista. Os dados da pesquisa indicam avanço consistente na percepção de qualidade do serviço em diferentes indicadores.

No quesito tempo de viagem, 87,7% dos passageiros declararam-se satisfeitos ou muito satisfeitos — um crescimento de 10 pontos percentuais em relação a 2024. Já a avaliação geral do sistema atingiu 84,4% de aprovação, aumento de 5,7 pontos percentuais na comparação anual.

A segurança, um dos aspectos mais sensíveis do transporte coletivo, também apresentou evolução, alcançando 83,9% de satisfação, avanço de 5 pontos percentuais frente à edição anterior da pesquisa. O resultado reflete a previsibilidade operacional do sistema, que atualmente opera 24 linhas.

Segundo o presidente da BRT Sorocaba, Renato Andere, o acompanhamento da percepção dos usuários é central para a gestão do sistema.

“Saber o que pensa o passageiro é fundamental para a qualidade dos serviços que oferecemos. Tivemos muitos desafios ao longo do ano, mas conseguimos superá-los. A pesquisa mostra que os esforços estão sendo percebidos e que estamos conseguindo manter o padrão do transporte. Se quem usa o sistema está satisfeito, significa que estamos no caminho certo”, afirmou.

Operação e fluxo nos terminais

Em 2025, cerca de 4 milhões de pessoas circularam pelos terminais do BRT Sorocaba. O Terminal Vitória Régia concentrou o maior fluxo de passageiros, seguido pelos terminais Ipiranga e São Bento. Ao longo do ano, o sistema realizou mais de 971 mil viagens, mantendo índices de regularidade e pontualidade.

Para 2026, a concessionária afirma que seguirá investindo em eficiência operacional, mas também pretende ampliar iniciativas de apoio social e campanhas de conscientização, utilizando a capilaridade do sistema como ferramenta de comunicação com a população.

Somos modernos em tecnologia, mas também em ideias e posicionamento. Queremos usar o alcance do sistema para levar mensagens de conscientização e promover valores ligados à coletividade e ao cuidado mútuo. O transporte coletivo é, por essência, um espaço de convivência”, disse Andere.

A proposta posiciona o BRT Sorocaba como um agente além da operação de transporte, associando mobilidade urbana a temas de cidadania, bem-estar e desenvolvimento social.

A BRT Sorocaba é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelas empresas CS Brasil e Terra Transportes e Participações S.A. (Grupo MobiBrasil). A concessionária é responsável pela implantação, operação e manutenção do sistema de transporte coletivo urbano de Sorocaba (SP).

Pioneira em empreendimentos que combinam construção e operação por concessão no transporte coletivo brasileiro, a empresa emprega cerca de 600 colaboradores diretos.

Visita do Diário do Transporte

O Diário do Transporteesteve em Sorocaba em setembro deste ano para conhecer de perto os cinco anos do sistema, que até então já transportara mais de 80 milhões de passageiros.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Grupo Comporte recebe aval do governo federal para compra de trens do VLT Fase II da Baixada Santista

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Projeto de R$ 801 milhões permitirá captação de R$ 500 milhões em debêntures incentivadas para expansão do VLT no trecho Barreiros–Samaritá, em São Vicente (SP)

ALEXANDRE PELEGI

O governo federal aprovou o enquadramento, como projeto prioritário de mobilidade urbana, do plano de R$ 801 milhões para a compra de trens, sistemas e equipamentos da Fase II do VLT da Baixada Santista, no trecho Barreiros–Samaritá, em São Vicente (SP).

A medida, formalizada pela Portaria MCID nº 1.520, de 30 de dezembro de 2025, abre caminho para a captação de R$ 500 milhões por meio de debêntures incentivadas, instrumento que reduz o custo do financiamento e viabiliza investimentos de grande porte em transporte público.

O projeto é de responsabilidade da BR Mobilidade Baixada Santista SPE S.A., empresa controlada pelo Grupo Comporte, que opera desde 2015 a concessão do Sistema Integrado Metropolitano da Região Metropolitana da Baixada Santista (SIM RMBS), com contrato válido até 2035. A concessão envolve a operação do VLT e a integração do transporte metropolitano, incluindo aspectos operacionais e tarifários do sistema.

Detalhamento do projeto do VLT Fase II

O projeto enquadrado como prioritário tem como foco viabilizar a expansão do VLT da Baixada Santista – Fase II, por meio da aquisição de material rodante, sistemas complementares e equipamentos operacionais necessários à entrada em operação do novo trecho em São Vicente.

Entre os principais itens previstos estão:

  • compra de novos trens para o VLT, dimensionados para ampliar a oferta e melhorar a regularidade do serviço;

  • implantação e reforço de sistemas complementares, como sinalização, controle operacional, telecomunicações e energia;

  • equipamentos de apoio à operação e à manutenção, aumentando a confiabilidade do sistema ao longo do tempo.

A Fase II corresponde à ampliação do VLT no eixo Barreiros–Samaritá, reforçando o papel do sistema como estrutura central da mobilidade urbana e metropolitana na Baixada Santista.

Investimento e estrutura financeira

O volume total estimado de investimentos é de R$ 801 milhões. Desse montante, R$ 500 milhões deverão ser captados via debêntures incentivadas, o que representa 62,4% do valor total necessário para a implantação do projeto. O restante dos recursos será complementado por outras fontes previstas no modelo da concessão.

As debêntures incentivadas são um instrumento previsto na legislação federal que oferece benefícios fiscais aos investidores, aumentando a atratividade do projeto e facilitando a mobilização de capital privado para obras de infraestrutura em mobilidade urbana.

Benefícios urbanos e ambientais

Por se tratar de um sistema elétrico sobre trilhos, a expansão do VLT traz benefícios ambientais relevantes, como a redução de emissões de gases de efeito estufa, menor ruído urbano e estímulo à migração do transporte individual para o transporte coletivo.

A ampliação também contribui para a redução do tempo de deslocamento, melhora a previsibilidade das viagens e fortalece a integração com os sistemas de ônibus municipais e intermunicipais da região.

Acompanhamento e controle público

A portaria estabelece que a concessionária deverá cumprir uma série de obrigações de transparência e prestação de contas junto ao Ministério das Cidades. Entre elas estão a apresentação periódica de informações sobre o andamento físico e financeiro do projeto, comunicação de alterações relevantes e envio de relatórios técnicos.

O objetivo é garantir que os recursos captados com incentivos fiscais sejam aplicados exclusivamente na implantação da Fase II do VLT, assegurando controle público e aderência aos objetivos de mobilidade urbana.

O que muda para o usuário do VLT

Com a implantação da Fase II do VLT da Baixada Santista, os principais impactos para quem utiliza o sistema serão:

  • mais trens em operação, com redução de intervalos entre viagens;

  • aumento da capacidade de transporte, especialmente em São Vicente;

  • viagens mais regulares e previsíveis, com sistemas operacionais modernizados;

  • melhor integração com ônibus municipais e intermunicipais;

  • mais conforto, com trens modernos, silenciosos e climatizados;

  • ganhos ambientais, com incentivo ao transporte coletivo elétrico;

  • maior confiabilidade do serviço, com investimentos em manutenção e operação.


O Grupo Comporte consolida-se como um gigante da mobilidade multimodal, com forte base rodoviária e expansão acelerada no transporte sobre trilhos, combinando escala operacional, capacidade de investimento e presença nacional.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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