Operadora levou ao evento 24 modelos BYD e 18 Eletra/Caio, reforçando plano de eletrificação e renovação do transporte coletivo na capital
ALEXANDRE PELEGI
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apresentou nesta quarta-feira (17), no município de São Paulo, mais 140 ônibus elétricos a bateria que passam a integrar ou reforçar a frota do transporte coletivo da capital. Entre os veículos exibidos, a A2 Transportes teve participação de destaque ao apresentar 42 ônibus totalmente elétricos.
Os veículos apresentados no evento pertencem a diferentes empresas operadoras e fabricantes, como BYD, Eletra, Marcopolo, Mercedes-Benz e Volkswagen. Com a nova entrega, a cidade passa a contar com 1.149 ônibus movidos a eletricidade, incluindo 189 trólebus. Mesmo com o avanço, o número ainda representa menos da metade da meta originalmente prevista para dezembro de 2024.
A nova meta da Prefeitura de São Paulo, para o período da gestão 2025–2028, é a incorporação de 2,2 mil ônibus com tecnologias alternativas ao diesel, não restritas apenas aos modelos elétricos a bateria, mas incluindo também soluções como gás natural e biometano, combustível obtido a partir da decomposição de resíduos.
No caso da A2 Transportes, a frota elétrica atual soma 69 ônibus, sendo 24 modelos BYD e 45 veículos Eletra, todos com carroceria Caio. Durante o evento desta quarta-feira, a empresa levou 42 coletivos, número que corresponde a quase um terço de todos os ônibus apresentados pelas operadoras.
Do total exibido pela A2, 18 ônibus são do conjunto Eletra/Caio — sendo 15 que chegaram à garagem da empresa na semana passada e outros três que não haviam participado do evento anterior. Além disso, a operadora apresentou 24 ônibus BYD que chegaram à garagem na terça-feira (16).
Francisco, gestor operacional da A2 Transportes, destacou o significado da ampliação da frota elétrica para a empresa, colaboradores e usuários. Segundo ele, o processo de renovação representa uma conquista coletiva e reforça o compromisso com conforto, sustentabilidade e emissão zero de carbono.
“É muito significante. A A2 vem passando por uma reformulação da frota e isso é importante tanto para nós, colaboradores, quanto para os passageiros. Nosso interesse é que o usuário tenha o melhor: conforto, sustentabilidade e emissão zero”, afirmou.
Presidentes e representantes das empresas que estiveram na solenidade de apresentação dos 140 novos elétricos
Os ônibus 100% elétricos se caracterizam pela emissão zero de poluentes locais, baixo nível de ruído e sistemas voltados à eficiência energética. A adoção dessa tecnologia está alinhada às metas ambientais do município e às diretrizes do programa de renovação da frota do transporte coletivo, que prevê a ampliação gradual de veículos de baixa ou nenhuma emissão.
De acordo com a A2 Transportes, a expansão da frota elétrica faz parte de um plano contínuo de investimentos em mobilidade sustentável e modernização do serviço, com foco na redução de impactos ambientais e na melhoria das condições operacionais do sistema.
A A2 Transportes atua no transporte coletivo da zona sul da capital paulista e vem ampliando de forma progressiva o uso de ônibus elétricos em suas linhas, acompanhando o processo de transição energética do setor de mobilidade urbana em São Paulo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
A mais recente apresentação, realizada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta quarta-feira (17), contou com mais 40 ônibus
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A fabricante 100% brasileira Eletra Industrial alcançou uma das maiores frotas de ônibus elétricos da América Latina e responde por 64% de em torno de 1,4 mil coletivos com tecnologia limpa em operação no Brasil, incluindo modelos elétricos a bateria, trólebus e os E-Trol (que permitem a recarga de baterias quando conectados à rede de fiação aérea durante a operação).
O número foi ampliado nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, quando a Eletra participou do evento de entrega de mais ônibus elétricos para a cidade, realizado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
Na ocasião, foram entregues mais 40 ônibus elétricos da marca brasileira, sendo 25 unidades do tipo básico, com piso baixo, ar-condicionado, Wi-Fi e tomadas USB para os passageiros carregarem seus celulares, destinadas à operadora Transunião, que atende linhas na zona Leste, e outras 15 unidades do mesmo padrão para a A2 Transportes, que atua na zona Sul.
Somente na cidade de São Paulo, há ao menos 408 ônibus elétricos em circulação com tecnologia Eletra.
Mas, de acordo com a presidente da empresa, Milena Romano, esse número vai ultrapassar mil. Isso porque já há cerca de outras 600 unidades encomendadas para o sistema paulistano.
“A Eletra já virou a cara do transporte limpo da cidade de São Paulo. Muito antes de a redução de emissões pelo transporte coletivo se tornar lei na capital paulista e muito antes de qualquer outra marca, já investíamos em eletrificação no Brasil. São 30 anos de estrada e, agora, respondemos com prontidão às necessidades da cidade e estamos em consonância com a administração municipal do prefeito Ricardo Nunes por um transporte limpo e confortável”, disse Milena Romano.
A diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira, aponta que a variedade dos modelos da empresa e a capacidade de personalizar as configurações dos veículos estão entre os principais destaques.
“A Eletra vem de um grupo operador com 115 anos de atuação. Sabemos das diferentes características não apenas entre os sistemas de transporte no Brasil, mas também dentro de um mesmo sistema, como é o caso da cidade de São Paulo. Por isso, oferecemos desde modelos menores até os superarticulados. Para todo o país, temos ônibus de piso alto e piso baixo e podemos ajustar a quantidade de baterias de acordo com as necessidades. Tudo na medida”, afirma Ieda Oliveira.
Por meio do serviço Eletra Consult, a empresa oferece consultoria completa para eletrificação, que vai desde a implantação das estruturas nas garagens e a escolha das linhas de financiamento e dos modelos de ônibus mais adequados até o treinamento de motoristas e das equipes de manutenção e pós-venda.
FROTA COM TECNOLOGIA ELETRA JÁ EM CIRCULAÇÃO NA CAPITAL PAULISTA
Flagrante feito por página informativa é confirmado em perfis oficiais da prefeitura
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A cidade do Rio de Janeiro começa a receber os primeiros ônibus zero quilômetro dentro do novo padrão visual de pinturas do sistema. Este padrão também será exigido na licitação dos transportes. A página informativa Diário de Bangu divulgou imagens de ônibus zero quilômetro na cor de tonalidade marrom e ocre, ainda sem emplacamento.
Em suas páginas oficiais nas redes sociais, a prefeitura confirmou se tratar de uma nova frota.
Após passar por um processo de despadronização, a cidade volta a adotar esquemas de pinturas, não mais por empresas, mas por região atendida. O layout do ônibus em vídeo é justamente um dos layouts exigidos no edital.
Como mostrou o Diário do Transporte, a licitação revisou para baixo os valores dos contratos com as empresas.
Na apresentação do novo plano de transporte, o prefeito Eduardo Paes, junto com a secretária Maína Celidônio, que cuida da pasta de transportes, falou que a padronização seria com cores fortes e marcantes para facilitar a identificação do usuário.
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Foto: Transportes da Zona Oeste – T.Z.O
Licitação dos transportes do Rio de Janeiro: Pintura padronizada retorna, todos os ônibus padrons vão ter piso baixo e motor traseiro. Serão comprados cinco mil novos veículos
Sistema será dividido em 31 lotes e não mais quatro como agora. Concorrência será gradativa
ADAMO BAZANI E ARTHUR FERRARI
Os ônibus da cidade do Rio de Janeiro voltarão a ter pintura padronizada em todo o sistema, mas não será uma padronização com “layout” apagado, mas haverá uma “cafonice de leve” para o passageiro, principalmente o que tem dificuldade na visão identificar melhor.
Os termos foram usados pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao apresentar a licitação que vai remodelar o sistema de transportes municipais, na manhã desta quarta-feira, 28 de maio de 2025.
Além disso, todos os veículos serão gradativamente trocados, alcançando a marca de cerca de cinco mil ônibus zero km. Todos os veículos deverão ter piso baixo com motor traseiro, no caso dos padrons. Micros e mídis continuam com piso alto e motor dianteiro, mas todos, independentemente do porte terão de contar com ar-condicionado e mostrador de velocidade para os passageiros verem, entre outros itens.
Ao longo da concessão devem ser comprados cinco mil ônibus zero quilômetro e não foi falado de exigência para serem elétricos. A frota deve ser ampliada em 25%.
A bilhetagem não volta para as empresas.
A divisão do sistema vai passar dos atuais quatro lotes para 31, sendo 22 estruturais e nove locais.
Serão na verdade diversas licitações separadas por lotes, segundo a secretária de transportes e mobilidade, Maína Celidonio de Campos, começando pelas áreas mais problemáticas.
O projeto estabelece a substituição do atual sistema, hoje operado por quatro grandes consórcios (Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz), por 31 áreas com diferentes operadores, em um modelo que pretende aumentar a concorrência, padronizar o serviço e melhorar o atendimento à população.
Campo Grande e Santa Cruz serão as primeiras áreas contempladas. A previsão é de que o lote estrutural de Campo Grande Norte aumente de 95 para 150 ônibus, enquanto o lote local salte de 37 para 200 veículos. Já Santa Cruz terá a frota ampliada de 67 para 330 ônibus. No total, a Zona Oeste receberá um reforço de 481 veículos.
De acordo com Maína, a seleção das regiões segue critérios técnicos. “A gente vai avançando na cidade, sempre indo para as áreas onde temos a pior qualidade de serviço e deixando para o final as que têm qualidade maior”, explicou. O prefeito Eduardo Paes classificou o cronograma como “ousado”, ressaltando que os impactos não serão imediatos.
A frota nova deverá contar com responsabilidade de investimento atribuída às empresas vencedoras das licitações. A prefeitura também determinou que os últimos 200 ônibus sem climatização sejam retirados de circulação até 1º de novembro de 2025.
A segunda fase do processo deve atingir a Ilha do Governador no início de 2026. Segundo a prefeitura, a Paranapuan, operadora local, tem a pior avaliação no IQT (Índice de Qualidade de Transportes). As demais fases seguirão até 2028, acompanhando o encerramento dos contratos atuais.
Além de melhorias na frota, a proposta prevê maior transparência na operação e fiscalização mais rigorosa. Uma das metas é o combate às chamadas linhas fantasmas e o cumprimento rigoroso de horários, garantindo maior confiabilidade ao sistema.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Filipe Luís não escondeu o desejo de trabalhar na Europa depois do Flamengo ser vice-campeão da Copa Intercontinental, nesta quarta-feira (17). O diretor de futebol José Boto, porém, ainda não vê o treinador pronto para isso.
Em entrevista ao jornal espanhol AS, o dirigente rasgou elogios ao treinador rubro-negro, mas acredita que Filipe Luís precisa de mais uma temporada no Flamengo antes de sair para a Europa.
“Já trabalhei com muitos treinadores novos e o comparo ao De Zerbi, que tive no Shakhtar. Ele é incrivelmente dedicado. Trabalha incansavelmente analisando os adversários e a própria equipe. Depois de mais um ano aqui, estará pronto para a Europa”, afirmou Boto.
“É importante mantê-lo aqui porque toda a estrutura foi construída em torno dele. Temos um estilo de jogo muito característico, e isso se deve a ele. Se ele sair, será difícil para nós continuarmos da mesma forma. Além disso, mais um ano no Flamengo será muito bom para o futuro da sua carreira”, completou.
Nesta quinta-feira (18), Filipe Luís vai se reunir com José Boto e o presidente Bap para discutir seu futuro. O treinador deixou claro que não recebeu propostas, mas não garantiu a renovação do contrato, que se encerra no fim do ano.
Vini Jr. vai voltar?
Ao ser questionado sobre a relação de Vinicius Jr. com o Flamengo, José Boto projetou o retorno do atacante no futuro.
Revelado no clube rubro-negro, o jogador de 25 anos é um dos principais jogadores do Real Madrid, com quem tem contrato até junho de 2027.
“Quem vive o Flamengo cria um amor e uma paixão para toda a vida. Chegará o momento em que desejará voltar. Isso é certo”, garantiu o dirigente.
Associação Brasileira de Engenharia Automotiva defende política industrial ativa e conteúdo local; posição converge com críticas de Cláudio de Senna Frederico à postura brasileira no cenário global
ALEXANDRE PELEGI
“Estamos assistindo, de braços cruzados, ao enfraquecimento da engenharia nacional.” A frase, dita pelo presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Marcus Vinicius Aguiar, sintetiza a preocupação da entidade com os rumos da indústria brasileira diante do avanço de modelos produtivos que priorizam importações e reduzem o papel do País como polo de engenharia, pesquisa e desenvolvimento.
O alerta foi feito nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, durante o lançamento do Fórum Estratégico de Engenharia, iniciativa da AEA que busca mobilizar montadoras, sistemistas, governo, academia e instituições financeiras em torno de uma agenda clara: fortalecer a engenharia automotiva nacional e adensar a produção local de veículos, sistemas, peças e componentes.
Segundo a entidade, a crescente entrada de produtos nos formatos formatos como CBU, quando o veículo chega pronto do exterior; SKD, com montagem local restrita;e CKD, em que o produto é desmontado em kits para recomposição no país, sem exigências robustas de conteúdo local, transferência tecnológica ou instalação de centros de engenharia, tem provocado uma perda silenciosa de capacidade técnica instalada no Brasil.
“Esse cenário mais recente nos preocupa porque, nos últimos anos, estamos assistindo, de braços cruzados, certo enfraquecimento da engenharia nacional, quando – em realidade – nossos profissionais possuem domínio tecnológico, em se tratando de descarbonização veicular, para mostrar ao mundo sua capacitação em tecnologias inovativas de biocombustíveis, diante da realidade brasileira de ser privilegiada com abundância de fontes renováveis”, argumenta Marcus Vinicius Aguiar.
Para a AEA, o problema não é a abertura de mercado em si, mas a ausência de uma política industrial estruturante, capaz de transformar demanda em desenvolvimento.
A avaliação parte de um paradoxo. O Brasil dispõe de engenheiros qualificados e domínio tecnológico relevante, especialmente em temas nos quais o mundo busca respostas — como biocombustíveis, eletrificação e bioeletrificação. Ainda assim, esse capital técnico não tem sido convertido em vantagem competitiva duradoura, nem em geração consistente de empregos qualificados.
Esse diagnóstico encontra eco na análise de Cláudio de Senna Frederico, vice-presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e um dos responsáveis pela estruturação do Metrô de São Paulo. Em entrevista ao Diário do Transporte, Frederico relembra que a implantação do metrô paulista, nos anos 1970, esteve ancorada em uma diretriz explícita de proteção à indústria ferroviária nacional e de transferência de tecnologia, o que permitiu o surgimento e a consolidação de fabricantes brasileiros.
Para Frederico, essa visão estratégica foi sendo abandonada ao longo do tempo. Ele chama atenção para o fato de que, enquanto países como Canadá, Estados Unidos e membros da União Europeia utilizam compras públicas como instrumento de política industrial, o Brasil mantém uma postura que já não encontra respaldo no cenário internacional. O episódio recente de Toronto, que cancelou uma licitação internacional para garantir conteúdo local mínimo na aquisição de trens, é citado como exemplo de pragmatismo econômico.
“O mundo mudou”, avalia Frederico. “Vivemos uma era de barreiras agressivas e práticas protecionistas generalizadas, enquanto o Brasil insiste em um ‘fair play’ que não existe mais.” Para ele, não se trata de barrar novas tecnologias ou fornecedores, mas de condicionar sua entrada a parcerias com a indústria instalada no País, garantindo absorção tecnológica e fortalecimento da engenharia local.
Ao criar o Fórum Estratégico de Engenharia, a AEA pretende justamente oferecer subsídios técnicos ao Governo Federal para a formulação de políticas industriais de Estado no setor automotivo, com reflexos diretos no transporte coletivo e na mobilidade urbana. A entidade planeja realizar quatro edições do fórum por ano a partir de 2026.
A convergência entre a manifestação da AEA e a leitura de Cláudio de Senna Frederico reforça um ponto central: defender a indústria nacional não é ideologia, é estratégia.
Sem engenharia forte, o Brasil perde capacidade de decidir, de inovar e de transformar investimentos públicos em desenvolvimento econômico e social duradouro.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Norma sancionatória é baseada na Resolução nº 6.074 e detalhada pela Instrução Normativa nº 41; especialista alerta para impacto sobre plataformas digitais e para riscos na aquisição de ônibus usados
ALEXANDRE PELEGI
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou um novo conjunto normativo que reorganiza profundamente o regime de infrações e multas aplicáveis ao transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. O eixo central é a Resolução ANTT nº 6.074, de 17 de dezembro de 2025, que redefine condutas infracionais e sanções, complementada pela Instrução Normativa ANTT nº 41/2025, responsável por explicar como a fiscalização deve identificar os chamados fatos geradores das infrações.
Na avaliação do advogado e consultor especialista em regulação da ANTT, Ilo Löbel da Luz, a nova resolução representa um avanço relevante no combate à concorrência desleal, mas também inaugura um cenário de atenção redobrada para a gestão de ativos das empresas de transporte.
Resolução nº 6.074 é a base do novo regime sancionatório
A Resolução ANTT nº 6.074 funciona como o novo marco sancionatório do setor, ao sistematizar as infrações administrativas e as penalidades aplicáveis às empresas autorizadas pela agência. O texto abrange desde regras de comercialização de passagens, atendimento ao passageiro e acessibilidade até questões operacionais, bagagens, serviços acessórios e cumprimento das outorgas concedidas.
Entre os pontos de maior impacto estão os artigos 71 a 74, que tratam especificamente da prestação de serviço clandestino. A norma explicita que a comercialização irregular do transporte, inclusive por meio de plataformas tecnológicas, está sujeita a multas severas, equiparando a responsabilização de operadores digitais e tradicionais.
Instrução Normativa nº 41 detalha a aplicação das multas
Na sequência, a ANTT editou a Instrução Normativa nº 41/2025, que não cria novas infrações, mas estabelece critérios objetivos para o enquadramento das condutas previstas na Resolução nº 6.074. A norma define o conceito de fato gerador e orienta que a autuação deve se basear na situação concreta observada em fiscalização.
O texto traz ainda um anexo extenso, com tabelas que correlacionam dispositivos da resolução aos respectivos fatos geradores, funcionando como um guia prático para fiscais, empresas e instâncias de julgamento administrativo.
A Instrução Normativa ANTT nº 41 entra em vigor em 18 de agosto de 2026, prazo definido para adaptação dos procedimentos da agência e das empresas reguladas.
Leitura conjunta muda o ambiente regulatório
Para Ilo Löbel da Luz a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) promoveu uma das mais relevantes reformulações recentes no regime de infrações e sanções aplicáveis ao transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. A mudança é estruturada pela Resolução ANTT nº 6.074, de 17 de dezembro de 2025, complementada pela Instrução Normativa ANTT nº 41/2025, que detalha a aplicação prática das penalidades.
Para o advogado e consultor especialista em regulação da ANTT, trata-se de um marco que fortalece a concorrência leal, mas impõe uma nova lógica de risco regulatório às empresas.
Ilo destaca que a resolução altera de forma significativa a relação entre fiscalização, operação e gestão empresarial:
“A norma muda o patamar do setor. Ela organiza o sistema sancionatório, fecha brechas interpretativas e deixa claro que a ANTT passa a exigir um nível mais elevado de governança e compliance das empresas autorizadas.”
A Resolução nº 6.074 funciona como o novo código de infrações da ANTT, ao sistematizar condutas irregulares e as respectivas sanções em praticamente todos os aspectos da prestação do serviço. O texto abrange desde regras de comercialização, atendimento ao passageiro e acessibilidade até transporte de bagagens, cumprimento de esquemas operacionais e observância das outorgas.
Na avaliação de Ilo Löbel, essa reorganização traz ganhos institucionais:
“Ao vincular cada infração a um fato gerador claro, a ANTT reduz a margem para autuações genéricas e cria um ambiente mais previsível. Isso é positivo para quem opera corretamente.”
A Instrução Normativa ANTT nº 41/2025, diretamente vinculada à resolução, não cria novas infrações, mas estabelece como a fiscalização deve identificar e enquadrar os fatos geradores das penalidades. A norma apresenta tabelas explicativas que associam dispositivos legais às situações concretas encontradas em campo.
Segundo o especialista, essa etapa é decisiva:
“A instrução normativa é o elo entre o texto jurídico e a prática fiscalizatória. Ela orienta o agente e, ao mesmo tempo, permite que a empresa saiba exatamente o que pode ser questionado ou defendido no processo administrativo.”
Dentro do novo regime, o Capítulo VII da Resolução nº 6.074 trata do serviço clandestino, tema que recebeu atenção especial pela severidade das sanções. O artigo 71 prevê multa elevada para a comercialização ou execução irregular do transporte, inclusive por meio de plataformas tecnológicas, além de medidas administrativas como interdição de estabelecimentos, recolhimento de veículos e transbordo de passageiros.
Para Ilo Löbel, o endurecimento era necessário:
“O enfrentamento da prestação de serviços sem outorga — ou sem correspondência com as outorgas existentes — é vital para garantir a concorrência leal. Não há planejamento possível quando parte do mercado opera fora das regras.”
O ponto mais sensível, segundo o especialista, está na previsão de perdimento do veículo em caso de reincidência, mesmo que o ônibus tenha sido vendido a outro proprietário. A regra considera o histórico do bem, e não apenas o operador atual.
“A resolução cria um risco oculto na gestão de ativos. A lei não quer saber de quem é o ônibus hoje. Se houve reincidência no uso para serviço clandestino, o veículo pode ser perdido, mesmo após a venda.”
Essa lógica, afirma Ilo, exige mudança imediata de postura das empresas:
“A compra de ônibus usados passa a exigir auditoria regulatória. Não basta olhar preço, ano ou estado de conservação. É preciso checar histórico de multas e gravames, sob pena de prejuízo irreversível.”
O especialista ressalta que o novo regime sancionatório não distingue modalidade:
“Transporte regular, fretamento ou semiurbano: todos estão sujeitos às mesmas regras. O erro operacional agora tem consequências mais amplas, que podem ultrapassar a multa e atingir o patrimônio.”
Conteúdo:
A Instrução Normativa 41pode ser lida aqui
Já a Resolução nº 6.074 está disponível no link
CAPÍTULO VII
SERVIÇO CLANDESTINO
Art. 71. A comercialização ou a execução de serviço clandestino, inclusive por meio de plataformas tecnológicas, sujeitará o infrator à multa no valor de 53.240 (cinquenta e três mil, duzentos e quarenta) UMRP.
§ 1º Quando constatada a comercialização de serviço clandestino, será adotada a medida administrativa de interdição de uso do estabelecimento.
§ 2º Quando constatada a execução de serviço clandestino, serão adotadas as seguintes medidas administrativas:
I – transbordo dos passageiros para veículo devidamente autorizado, com deslocamento até o terminal rodoviário ou outro ponto de embarque ou desembarque indicado pela fiscalização; e
II – recolhimento do veículo.
§ 3º O deslocamento dos passageiros, a que se refere o inciso I, poderá ser realizado, a critério da fiscalização, no veículo do infrator, desde que escoltado por veículo de serviço especial e observadas as condições de segurança durante o transporte.
§ 4º Em caso de reincidência no uso do mesmo veículo, dentro do período de 1 (um) ano, para a execução de serviço clandestino, independentemente se pelo proprietário ou por quem detém a sua posse direta, será aplicada a pena de perdimento do veículo, sem prejuízo do disposto no caput.
§ 5º O prazo de 1 (um) ano previsto no § 4º se inicia na data do trânsito em julgado da decisão administrativa que aplicar a multa prevista no caput.
§ 6º O perdimento referido no § 4º será aplicado conforme os procedimentos estabelecidos em regulamento específico da ANTT.
Art. 72. O veículo será recolhido pelo prazo de 96 (noventa e seis) horas e, após esse período, sua liberação ocorrerá mediante comprovação do pagamento das despesas de remoção, guarda e estadia do veículo, mediante apresentação de documento emitido pelas instituições públicas ou credenciadas responsáveis pelos serviços.
Parágrafo único. A comprovação do pagamento das despesas decorrentes do recolhimento do veículo será realizada na forma estipulada pela Superintendência responsável pela fiscalização e conforme estabelecido no Termo de Recolhimento de Veículo.
Art. 73. O infrator deverá assegurar:
I – os bilhetes de passagem até a origem ou destino da viagem, conforme as opções de horários regulares ofertados no terminal rodoviário ou ponto de parada; e
II – a assistência devida aos passageiros, abrangendo, quando cabível, o custeio das despesas de alimentação e hospedagem, nos termos da Lei nº 11.975, de 7 de julho de 2009.
Art. 74. Aplicam-se, naquilo que não for contrário às disposições deste Capítulo, as regras de medidas administrativas previstas nesta Resolução.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Total de empréstimo, na ordem de R$ 2,5 bilhões para a capital paulista contempla cerca de 1,3 mil coletivos, todos de fabricação nacional, o que para diretora do banco é o mais importante
ADAMO BAZANI
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) já liberou para a cidade de São Paulo recursos efetivamente usados para a compra de 494 ônibus elétricos a bateria, dos 960 deste tipo de veículo que rodam no município.
O dado foi revelado nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, pela diretora de Infraestrutura e Mudança Climática da instituição, Luciana Costa, em evento de entrega de mais 140 unidades, ao qual o repórter Adamo Bazani, editor-chefe do Diário do Transporte, esteve em cobertura presencial a convite da prefeitura.
Dos 140 coletivos apresentados no evento, 96 vieram foram adquiridos por meio de financiamentos do BNDES.
Na ocasião, Luciana Costa ressaltou a importância de os ônibus financiados serem de fabricação nacional.
Para Luciana, a aquisição de ônibus elétricos brasileiros não somente traz vantagens ambientais, como também econômicas e sociais, uma vez que geram empregos, renda e recursos para a própria população no País e os cofres públicos.
O total de empréstimo, na ordem de R$ 2,5 bilhões para a capital paulista contempla cerca de 1,3 mil coletivos, mas ainda nem toda verba foi empenhada.
No evento, o prefeito Ricardo Nunes lembrou que a cidade, entre diferentes instituições de fomento nacionais e internacionais, obteve créditos de R$ 6,5 bilhões.
“Luciana, fique tranquila. Vamos pagar direitinho, assim como todas as outras linhas de financiamentos que a prefeitura conseguiu para demais investimentos” , disse Nunes ao enfatizar que os cofres do município hoje possuem saúde financeira para honrar os compromissos já assinados e firmar novos.
O prefeito classificou como referência o modelo de financiamento de ônibus elétricos na cidade de São Paulo, pelo qual enquanto as empresas pagam o valor correspondente a um ônibus a diesel, a prefeitura cobre a diferença para o valor do elétrico. Praticamente, enquanto as viações desembolsam 1/3 do ônibus elétrico, a prefeitura banca o dobro deste valor, isso porque, em média, um modelo a eletricidade custa 3 vezes mais.
Na ponta do lápis, ao longo da vida útil dos veículos elétricos, que é de 15 anos em vez de 10 como no diesel, a prefeitura diz que financeiramente é mais vantajoso ter modelos nacionais a eletricidade.
Isso porque, se o custo de aquisição é 3 vezes maior, o de manutenção é 5 vezes menor
Pelo cálculo da gestão, por mês um ônibus a diesel tem manutenção estimada de R$ 25 mil enquanto os elétricos chegam a R$ 5 mil.
A isso se somam as externalidades, como a redução dos custos com saúde pública hoje por causa da poluição atmosférica e sonora.
Segundo o BNDES, 2 mil ônibus elétricos para o transporte público representam potencial de redução de emissões de 122 mil toneladas de CO² ao ano.
A vantagem de serem nacionais é que há mais linhas de financiamentos e garantias para as operações.
A cidade de São Paulo possui ao todo 13 mil ônibus, dos quais 1149 são elétricos, sendo 960 a bateria e 189 trólebus.
A meta era de que 2,6 mil coletivos elétricos, sendo 2,4 mil a bateria, estivessem operando até dezembro de 2024.
Mas o índice não foi alcançado, segundo Nunes, principalmente porque a ENEL não fez a ligação para as garagens e nem aumentou a potência da rede distribuição.
Este fator estará no pedido de caducidade do contrato da distribuidora em São Paulo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) feito em conjunto pela prefeitura, Estado e Governo Federal, como disse Nunes ao responder pergunta de Adamo Bazani.
Veja vídeo neste link
ENTREVISTA: Nunes diz que atraso na eletrificação de ônibus em São Paulo vai entrar no processo de rompimento com a ENEL
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Solução de planejamento operacional sustentou expansão de frota, triplicou a demanda diária e elevou a pontualidade a 98%
Com o uso da plataforma da Optibus, o BRT do Rio de Janeiro, operado pela Mobi-Rio, adicionou 611 ônibus à sua frota e duplicou o número diário de passageiros.
Alguns números
509% – Crescimento da Frota de Ônibus
133% – Aumento do número de passageiros
98% – Performance de Pontualidade
Visão Geral
A Mobi-Rio é a operadora do serviço de Bus Rapid Transit (BRT) do Rio de Janeiro, um dos maiores sistemas de transporte público do Brasil. Para reconstruir e expandir o BRT diante dos desafios econômicos e do período pós-pandemia, a Mobi-Rio implementou a plataforma da Optibus para otimizar suas 9.000 viagens diárias e aprimorar a gestão de 1.900 motoristas.
Com uma melhor alocação de equipes e veículos, a Mobi-Rio ampliou sua frota de 120 para 731 ônibus, adicionou seis novas garagens e alcançou 98% de pontualidade, enquanto o número diário de passageiros triplicou.
Créditos: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio de Janeiro
“A Optibus mantém a qualidade do nosso serviço, mesmo à medida que nossa rede cresce e se torna mais complexa. Sem a Optibus, seria impossível planejar e ajustar as operações com essa eficiência” – Diego Mateus da Silva, Diretor de Planejamento e Operações.
Desafio
O BRT do Rio de Janeiro enfrentou grandes desafios devido às crises econômicas e à pandemia de COVID-19. O serviço diário foi reduzido de 400 para 120 ônibus, e a demanda caiu de 400 mil para 200 mil passageiros por dia. A Mobi-Rio precisava reconstruir sua operação e otimizar a alocação de motoristas e ônibus, ao mesmo tempo em que expandia significativamente sua rede para integrar um novo corredor (Transbrasil), seis novas garagens, centenas de novos veículos e mais de mil novos motoristas.
Tudo isso precisava ser alocado de forma eficiente para atender ao aumento da demanda diária, incluindo o fluxo adicional gerado por grandes eventos na cidade — como o Rock in Rio, o Web Summit e a Bienal do Livro — que atraem centenas de milhares de visitantes ao Rio.
Solução
A Mobi-Rio implementou os produtos da Optibus de Planning e Scheduling para impulsionar uma operação de BRT coordenada e responsiva, capaz de:
Reagir rapidamente às flutuações diárias de demanda por conta de grandes eventos, mantendo frequência, pontualidade e satisfação dos passageiros;
Monitorar o serviço e o desempenho, e realizar ajustes em tempo real;
Otimizar a alocação de motoristas e ônibus, reduzindo quilometragem ociosa e custos operacionais.
Planejar serviços mais rapidamente, graças a ferramentas e fluxos de trabalho avançados e baseados em nuvem..
Resultados
Com a Optibus, a Mobi-Rio alcançou as seguintes melhorias na rede de BRT do Rio:
Planejamento mais rápido: De 14 para 3 dias (80% de economia de tempo).
Operações ampliadas junto com crescimento sem precedentes: gestão de uma das maiores expansões de serviço da operação, aumentando a frota de 120 para 731 ônibus (+509%), adicionando seis novas garagens e lançando um novo corredor de BRT (Transbrasil) sem interrupções de serviço ou operacionais, graças ao agendamento otimizado de equipes e veículos.
Serviços de qualidade para mais passageiros: o crescimento da rede de BRT do Rio aumentou a demanda anual em 133%, passando de 200 mil para 466 mil passageiros por dia. Com a Optibus, a Mobi-Rio conseguiu gerenciar esse crescimento de forma eficiente, aumentando a frequência dos serviços para atender à enorme demanda. Os serviços estão em conformidade com os padrões e operam com 98% de pontualidade.
Insights sobre a operação: as falhas de veículos foram reduzidas. O painel de KPIs do Optibus oferece visibilidade sobre a economia de custos relacionada e melhorias no custo por km, permitindo que a Mobi-Rio compreenda melhor seus gastos e economias.
Gestão de motoristas: o time de motoristas da Mobi-Rio cresceu de 350 para 1.900 devido à expansão dos serviços. O planejamento mais eficiente permite que a Mobi-Rio gerencie esse crescimento de forma suave em sua complexa operação diária.
“A qualidade do serviço melhorou drasticamente. Os passageiros elogiam a pontualidade do serviço.” – Diego Mateus da Silva, Diretor de Planejamento e Operações.
Apontado como um dos responsáveis pela eliminação do Cruzeiro para o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil, o atacante do Gabigol foi defendido pelo pai.
Nesta quarta-feira (17), Valdemir Silva desabafou sobre as críticas recebidas pelo filho após perder o pênalti que colocaria o Cruzeiro na final da Copa do Brasil.
O pai do atacante citou os quatro pênaltis perdidos pelo Flamengo na final da Copa Intercontinental para o PSG, nesta quarta-feira (17), e também a cobrança de Dembélé, que saiu por cima do travessão.
“Um dia muito importante para a reflexão de muitos que duvidam da índole daqueles que lutam e amam o que fazem e que só pensam em vencer… Lembre-se, no futebol sempre existem heróis e vilões, nervos a flor da pele, hoje vi o melhor do mundo chutar o pênalti na lua, vi quatro jogadores perderem pênaltis em seguida, erro deles ou mérito do goleiro”, citou.
“Será que vão expor eles ao ridículo, será que vão ser crucificados, será que vão duvidar da índole deles… Para vocês torcedores e para aqueles que se dizem jornalistas, reflitam”, completou.
Horas depois da eliminação do Cruzeiro, torcedores vandalizaram um muro da Toca da Raposa que tinha a imagem de Gabigol.
Apesar das críticas dos torcedores, o atacante deve permanecer na Raposa para 2026. Pelo menos foi o que indicou o vice-presidente de futebol Pedro Junio.
Maior parte irá para subsidiar sistema de ônibus. Eletrificação de frota e bonde de São Paulo) também vão contar com recursos substanciais
ADAMO BAZANI
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, o Orçamento para a cidade em 2026.
Os vereadores também aprovaram o Plano Plurianual 2026-2029. O valor para o quadriênio é de R$ 588,4 bilhões.
Já somente para 2026, o orçamento da cidade será de R$ 137,4 bilhões.
O valor significa aumento em relação ao primeiro texto do projeto, por causa de emendas e remanejamentos.
O orçamento de 2026 previsto inicialmente pela Prefeitura era de R$ 135,4 bilhões. Para a 1ª votação, o valor foi reajustado para R$ 136,6 bilhões.
Já no 2º turno, o montante foi majorado para R$ 137,4 bilhões para atender “pautas da habitação, da cultura, da saúde, da zeladoria, principalmente nas periferias da cidade de São Paulo, segurança pública chegando a quase R$ 2 bilhões”, segundo a Câmara.
Para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, a gestão do prefeito Ricardo Nunes reservou mais de R$ 11 bilhões.
Mais da metade dos recursos da mobilidade irá para subsidiar o sistema de ônibus.
De acordo com o texto original da LOA (Lei Orçamentária Anual), as “compensações tarifárias do sistema de ônibus (ação orçamentária 4701) têm um orçamento de R$ 6,22 bilhões (R$ 6.225.023.714,00) para o exercício de 2026, valor que contempla as gratuidades instituídas no Município para a redução de desigualdades e a ampliação de acesso universal a espaços e serviços públicos, como a tarifa zero aos domingos e a expansão do benefício a públicos específicos nos outros dias da semana”.
A Câmara destacou que, de acordo com o Programa de Trabalho da pasta, que especifica onde a verba poderá ser aplicada, estão previstos R$ 2,27 bilhões para a eletrificação da frota de ônibus e melhoria da gestão do sistema de transporte coletivo. Além disso, há R$ 56,33 milhões para a implantação do bonde São Paulo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do centro.
Também estão contemplados na peça da Secretaria R$ 360,13 milhões para intervenções na área de mobilidade urbana. Destaque para investimentos de R$ 54,47 milhões para a manutenção e operação de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, mais R$ 20 milhões para a construção de novas faixas para este tipo de modal na capital paulista.
Veja alguns pontos principais do texto:
TRANSPORTE A mobilidade urbana, a qualidade do transporte coletivo e a facilidade no trânsito de pessoas, bens e serviços, considerando distância, tempo e custo, bem como a relação das pessoas quanto à ocupação e à fruição dos espaços públicos, têm impacto direto com a qualidade de vida e desempenham relevante função social. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte é responsável por formular, propor, gerir e avaliar políticas públicas para o desenvolvimento da mobilidade urbana, estudar, planejar, gerir, integrar, fiscalizar e controlar os transportes individuais e coletivos do Município, além de executar os serviços de trânsito da competência do Município. Os planos setoriais de sua competência são o Plano Cicloviário do Município de São Paulo, Plano de Segurança Viária do Município e Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Entre as medidas previstas nas ações orçamentárias da proposta para mobilidade urbana em 2026, destacam-se as iniciativas de eletrificação da frota de ônibus, a incorporação progressiva de biometano à frota, a expansão e a requalificação da malha cicloviária, a modernização semafórica e da sinalização viária, a expansão do Programa Faixa Azul e de iniciativas de educação no trânsito e a ampliação da infraestrutura viária e da malha de corredores e faixas exclusivas, além da modernização do sistema municipal de transporte coletivo com a adoção de novos modais, como o hidroviário e os veículos leves sobre trilhos (VLT). A função Transporte representa R$ 9.941.154.986,00 no orçamento de 2026. A cidade de São Paulo possui um sistema de transporte complexo e interligado, destacando-se a constante expansão do sistema cicloviário, para o qual estão previstos R$ 205.923.097,00 (ações orçamentárias 1097, 1098, 2093 e 2098). Em 2026, também serão empreendidos esforços para a ampliação da capacidade de operação do transporte coletivo na região leste da Cidade, por meio dos investimentos no BRT – Aricanduva, sistema de transporte rápido que conta com a previsão de investimentos que totalizam R$ 414.253.087,00 (ações 1094, 3758, 3759, 3761, 3762, 3763, 3764 e 3765). Também estão previstos outros investimentos, destacando-se R$ 77.075.222,00 em construção de terminais de ônibus (ação 1095), R$ 144.051.668,00 em construção de outros corredores (ações 1099 e 5392) e R$ 2.270.330.908,00 para a eletrificação da frota de veículos do sistema coletivo de ônibus (ação 1800).
Com grande impacto no orçamento municipal, as compensações tarifárias do sistema de ônibus (ação orçamentária 4701) têm um orçamento de R$ 6.225.023.714,00 para o exercício de 2026, valor que contempla as gratuidades instituídas no Município para a redução de desigualdades e a ampliação de acesso universal a espaços e serviços públicos, como a tarifa zero aos domingos e a expansão do benefício a públicos específicos nos outros dias da semana. Em relação à manutenção da qualidade e à eficiência nas ações de operação do trânsito, segurança viária, implantação e manutenção da sinalização de trânsito, educação e treinamento de trânsito, entre outros, está previsto o valor de R$ 1.408.023.719,00 para os serviços de Engenharia de Tráfego (ação 4702).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes