27.6 C
Rondonópolis
quinta-feira, 2 julho - 10:21
Publicidade
Home Blog Page 297

Espanha cria passe nacional mensal de € 60 para transporte público a partir de 2026

[ad_1]

Bilhete na Espanha equivale a 5% do salário mínimo; no Brasil, custo similar consumiria 25% da renda; passe valerá apenas para trens e ônibus de competência federal, sem incluir metrôs e ônibus urbanos municipais 

ALEXANDRE PELEGI

O governo da Espanha anunciou a criação de um passe nacional mensal de transporte público no valor de € 60, com início previsto para janeiro de 2026. Na fase inicial, o novo bilhete não inclui os sistemas municipais de transporte, como metrôs, VLTs e redes locais de ônibus urbanos, que continuam operando com tarifas próprias definidas por governos regionais e prefeituras.

O passe permitirá viagens ilimitadas por 30 dias exclusivamente nos serviços públicos de transporte sob gestão estatal, abrangendo trens metropolitanos e de subúrbio (Cercanías), trens de média distância (Media Distancia) e linhas de ônibus intermunicipais e de longa distância concedidas pelo governo central. Para jovens com menos de 26 anos, o valor mensal será reduzido para € 30.

Comparando custos com Brasil

Para efeito de comparação internacional, o valor do novo passe nacional espanhol também pode ser analisado em relação ao salário-mínimo brasileiro. Considerando a cotação média recente de € 1 em torno de R$ 6,30, o passe de € 60 equivale a aproximadamente R$ 380.

No Brasil, o salário-mínimo nacional em 2025 é de R$ 1.518. Isso significa que um gasto mensal equivalente a € 60 representaria cerca de 25% do salário-mínimo brasileiro — proporção significativamente superior à observada na Espanha, onde o passe corresponde a aproximadamente 5% do salário-mínimo mensal local.

A comparação ajuda a dimensionar o peso relativo do custo do transporte no orçamento do trabalhador. Enquanto o modelo espanhol busca limitar o gasto com mobilidade a uma fração reduzida da renda básica, no Brasil, valores semelhantes em termos reais representam uma parcela muito mais elevada do rendimento mínimo, evidenciando os desafios estruturais do financiamento do transporte público no país.

De acordo com o Ministério dos Transportes da Espanha, a exclusão dos sistemas urbanos municipais nesta etapa ocorre porque metrôs, VLTs e ônibus locais são de competência administrativa e tarifária das comunidades autônomas e dos municípios, o que exige negociações específicas e acordos de adesão para qualquer integração ao passe nacional.

O governo federal afirma, porém, que o modelo foi estruturado desde a origem para permitir a integração futura. A expectativa oficial é que redes regionais e municipais possam aderir de forma voluntária, incorporando seus serviços a uma plataforma nacional de mobilidade, com mecanismos de compensação financeira e divisão de receitas entre os operadores.

A meta de médio e longo prazo é que o sistema espanhol se aproxime do modelo alemão do Deutschlandticket, que oferece acesso amplo a praticamente todos os modais locais e regionais por meio de um único passe mensal. No caso espanhol, essa ampliação dependerá do interesse e da concordância das administrações locais.

Mesmo restrito aos serviços federais nesta fase inicial, o governo espanhol estima que o novo passe poderá gerar reduções relevantes no custo de deslocamentos intermunicipais, especialmente para trabalhadores e estudantes que utilizam com frequência trens regionais e ônibus de média e longa distância.

A regulamentação detalhada do passe — incluindo formas de venda, controle de uso, critérios de elegibilidade e eventual cronograma de adesão dos sistemas urbanos — deverá ser publicada até o início de 2026.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

[ad_2]

Fonte

Nunes diz que atraso na eletrificação de ônibus em São Paulo vai entrar no processo de rompimento com a ENEL

[ad_1]

Respondendo a Adamo Bazani, do Diário do Transporte, prefeito disse ainda que acredita que até o fim de 2026, Brasil pode liderar frota na América Latina, como disse fabricante na COP-30

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, que o atraso na eletrificação da frota de ônibus na cidade deve entrar no pedido de caducidade (rompimento de contrato) contra a ENEL.

Respondendo ao repórter Adamo Bazani, do Diário do Transporte, Nunes voltou a atribuir este atraso o atraso à demora por parte da distribuidora em adequar a tensão da rede e a ligação para as garagens.

As declarações foram feitas durante cerimônia de entrega de mais 140 ônibus elétricos para o sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte).

Com a entrega nesta quarta-feira (17), a cidade passa a ter 1.149 ônibus elétricos, sendo que a meta até dezembro de 2024 eram 2.600 coletivos. Agora, a situação tem evoluído. Também em resposta ao repórter Adamo Bazani, editor do Diário do Transporte, Nunes acredita que será possível, até o final de 2026, o Brasil ter a maior frota de ônibus elétrico da América Latina por causa do avanço de São Paulo.

A declaração vai na mesma linha da informação da presidente da Eletra Industrial, Milena Romano, na COP30, que no evento internacional em Belém (PA), também relatou ao repórter Adamo Bazani esta previsão.

Relembre

ENTREVISTA: Brasil vai ter a maior frota de ônibus elétricos da América Latina até dezembro de 2026 e São Paulo superou problemas

Como mostrou o Diário do Transporte, o ministro de Minas Energia, Alexandre Silveira e o governador Tarciso de Freitas, ao lado do prefeito Nunes, anunciaram que vão formalizar o pedido de caducidade à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

[ad_2]

Fonte

Alcaraz anuncia fim da parceria com Ferrero como treinador: ‘Obrigado por tornar meus sonhos de infância realidade’

0

[ad_1]

O mundo do tênis foi pego de surpresa nesta quarta-feira (17) com o anúncio feito pelo número 1 do mundo, Carlos Alcaraz, sobre o fim de sua parceria com o técnico Juan Carlos Ferrero.

Após uma trajetória de sete anos marcada por inúmeras conquistas, a dupla decidiu seguir caminhos distintos.

Em uma postagem emocionante em suas redes sociais, Alcaraz expressou a dificuldade em comunicar a decisão.

“É muito difícil escrever esta postagem… Após mais de sete anos juntos, ‘Juanki’ e eu decidimos encerrar nossa história como treinador e jogador”, declarou o tenista, ilustrando o anúncio com fotos de abraços trocados durante o período de colaboração. A mensagem ressaltou o impacto do treinador na realização dos sonhos de infância de Alcaraz.

Trajetória de sucesso

A parceria entre Alcaraz e Ferrero foi fundamental para o desenvolvimento e ascensão do jovem espanhol ao topo do ranking mundial.

Sob o comando de Ferrero, Alcaraz conquistou títulos importantes e consolidou seu nome como uma das maiores promessas e, posteriormente, realidade do tênis masculino.

Agradecimento e futuro

O agradecimento de Alcaraz a Ferrero evidenciou a forte relação construída entre eles, que transcende o aspecto puramente profissional.

A decisão de encerrar a parceria, embora difícil, marca o início de um novo capítulo na carreira do número 1 do mundo, que agora buscará novas estratégias e orientações para manter seu grande desempenho nas quadras.

Veja abaixo o texto publicado por Alcaraz sobre Ferrero:

“É muito difícil para mim escrever esta mensagem… Depois de mais de sete anos juntos, eu e Juanki decidimos encerrar nossa parceria como treinador e jogador.

Obrigado por tornar meus sonhos de infância realidade. Começamos essa jornada quando eu ainda era criança, e durante todo esse tempo você me acompanhou em uma jornada incrível, dentro e fora das quadras. E eu aproveitei cada passo dessa jornada ao seu lado.

Chegamos ao topo, e sinto que, se nossos caminhos no esporte tivessem que se separar, teria que ser lá de cima. Do lugar para o qual sempre trabalhamos e sempre aspiramos chegar.

Tantas lembranças me vêm à mente que escolher apenas uma seria injusto. Você me ajudou a crescer como atleta, mas, acima de tudo, como pessoa. E algo que valorizo imensamente: aproveitei cada momento dessa jornada. É isso que vou guardar para sempre, a caminhada que compartilhamos.

Agora, tempos de mudança se aproximam para nós dois, novas aventuras e novos projetos. Mas tenho certeza de que os enfrentaremos da maneira certa, dando o nosso melhor, como sempre fizemos. Sempre seguindo em frente juntos.

Desejo-lhe sinceramente tudo de bom em tudo o que vier pela frente. Encontro conforto em saber que não deixamos nada por dizer, que demos um ao outro tudo o que tínhamos.

Obrigado por tudo, Juanki!”

[ad_2]

Fonte

Um dia após pedir caducidade contra Enel, Prefeitura de São Paulo apresenta ônibus elétricos que tiveram atraso por causa de concessionária

[ad_1]

Além da gestão Nunes, pediram a caducidade o Ministro Alexandre Silveira e o Governador Tarcísio de Freitas

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Um dia após o pedido de abertura de processo de caducidade contra a distribuidora de energia elétrica Enel, a Prefeitura de São Paulo apresentou no Pacaembu, na Zona Oeste da capital paulista, nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, uma nova frota de ônibus elétricos. São 140 veículos de diferentes marcas e operadoras.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, os atrasos na eletrificação da frota da cidade, com não cumprimento das metas, ocorrem principalmente por causa da ineficiência da Enel, segundo palavras repetidas do prefeito Ricardo Nunes.

Na terça-feira (16), ao lado do Governador Tarcísio de Freitas e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, do governo Lula, as três esferas do poder pediram que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), abra processo de caducidade contra a empresa italiana. A Enel se defende, dizendo que tem feito os investimentos e que os problemas com o fornecimento de energia elétrica foram decorrentes de eventos climáticos extremos, como a ventania que ocorreu na cidade de São Paulo e região metropolitana na última semana.

O Diário do Transporte faz a cobertura presencial do evento, que tem diversas marcas e fabricantes, diversas empresas, e ao longo do dia traz mais informações.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

[ad_2]

Fonte

Governo Federal anuncia R$ 4 bilhões para reestruturar metrô da Grande Recife

[ad_1]

Recursos serão aplicados nos cinco primeiros anos após a assinatura do contrato de concessão do sistema, que terá prazo de 30 anos

ADAMO BAZANI

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, a aplicação de cerca de R$ 4 bilhões para a reestruturação do sistema metroferroviário de Recife e região metropolitana.

Os R$ 4 bilhões virão pelo Ministério das Cidades e serão aplicados nos cinco primeiros anos após a assinatura do contrato de concessão, que terá prazo de 30 anos.

Segundo a pasta, entre as principais ações previstas estão a aquisição de 18 novos trens e quatro novos veículos leves sobre trilhos (VLTs).

Por meio de nota, o ministro Jader Filho, disse que as medidas iniciais já estão autorizadas a começar, com ações emergenciais, que devem custar R$ 57 milhões.

“Temos trabalhado de forma incansável para melhorar o transporte público em Recife. Este é um momento crítico, mas estamos avançando com soluções concretas. Já estão garantidos R$ 57 milhões em investimentos iniciais para melhorias nas estações, com ações autorizadas a começar imediatamente”, disse.

A liberação dos recursos integra um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a União, o Governo de Pernambuco e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela modelagem da Parceria Público-Privada (PPP). O acordo prevê ainda a abertura de consulta pública e audiências para a posterior publicação do edital.

Ainda na nota, o Ministério das Cidades detalha as ações emergenciais que devem começar já em 2026.

Até dezembro de 2026 serão disponibilizados R$ 57 milhões para obras civis, recuperação de coberturas e contratação de serviços para melhorar as condições de conforto e segurança nas estações.  Além disso, a CBTU promoverá o reforço da frota com a incorporação de 11 trens, adquiridos ou transferidos de outras praças de operação da empresa. O objetivo é dar mais qualidade, conforto e segurança aos usuários.

A Rede Metroferroviária da Região Metropolitana do Recife (Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Camaragibe) possui 71,4 km de trilhos, 5 linhas e 37 estações, transportando entre 160 mil e 180 mil passageiros por dia.

É importante destacar que não haverá aumento de tarifa e que os empregos dos trabalhadores da CBTU, em Pernambuco, serão preservados.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

[ad_2]

Fonte

Com mais 40 ônibus elétricos entregues em evento da Prefeitura de São Paulo, nesta quarta (17), Eletra reforça liderança na capital paulista

[ad_1]

Há outras mais de 600 unidades encomendadas. Para diretora-presidente da empresa 100% nacional, Milena Romano, São Paulo fará do Brasil líder latino-americano em frota não poluente

ADAMO BAZANI
O prefeito Ricardo Nunes apresenta nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona Oeste, mais 140 ônibus elétricos para a cidade, que passará a ter 1.149 unidades.
A Eletra Industrial, empresa 100% brasileira, tendo como origem um grupo operador de transportes com 115 anos de atuação, diz que vai participar ativamente do evento, com a entrega de mais 40 ônibus, fortalecendo a liderança na capital paulista.
São 25 unidades do tipo básico, com piso baixo, ar-condicionado, wi-fi e tomadas USB para os passageiros carregarem os celulares, para a operadora Transunião, que atende linhas, na zona Leste, e mais 15 veículos do mesmo padrão para a A2 Transportes, que atua na zona Sul.
De toda a frota já em circulação Brasil, 64% possuem tecnologia Eletra.
E a frota paulistana vai ser ainda mais ampliada com a força brasileira da Eletra. São Paulo corresponde a mais de 80% de todos os ônibus elétricos no País.
A diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, diz que o ritmo de eletrificação deve avançar mais ainda agora na cidade de São Paulo. Somente a empresa tem mais de 600 encomendas para a capital paulista.
Milena disse ainda acreditar que por causa de São Paulo, até o fim de 2026, o Brasil terá a maior frota de ônibus elétricos da América Latina, ultrapassando Chile e Colômbia.
São Paulo dá lição para todo o País. O prefeito Ricardo Nunes enfrentou desafios, obstáculos, mas nunca desistiu e sempre foi um grande incentivador do transporte não poluente na cidade, o que rendeu até reconhecimentos internacionais. O Brasil vai liderar a América Latina e a energia para isso é de São Paulo – disse Milena.
A diretora comercial da Eletra, Ieda Oliveira, diz que os modelos com tecnologia nacional são os mais indicados para São Paulo e para os demais sistemas de transportes do País por serem flexíveis e haver diversas opções de configuração.
A Eletra oferece para o mercado latino-americano as soluções mais completas, desde versões para o transporte escolar, passando por mídis, básicos, padrons, padrons 15 metros, articulados e superarticulados. Customizamos os veículos de acordo com as necessidades de cada sistema. Em São Paulo, por exemplo, há várias características operacionais e em diferentes regiões. Somos líderes porque atendemos a todas” – disse a executiva que ainda lembra que a Eletra não só fornece ônibus elétricos.
Por meio do serviço Eletra Consult, presta consultoria completa para eletrificação que vai desde a implantação das estruturas nas garagens, escolha das linhas de financiamento, dos modelos mais adequados de ônibus, até treinamento de motoristas e equipes de manutenção e pós-venda.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

[ad_2]

Fonte

Pesquisa com passageiros em Curitiba revela que usuários do transporte coletivo querem ônibus elétricos

[ad_1]

Segundo Ogeny Pedro Maia, cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal

ADAMO BAZANI 

Colaboraram Vinicius de oliveira e Yuri Sena

 

O presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), Ogeny Pedro Maia, responsável pelo gerenciamento dos transportes da capital paranaense, e pela licitação do sistema, conversou com o Diário do Transporte sobre dúvidas que a reportagem repercutiu com o especialista em mobilidade, Eraldo Constanski, a respeito da concorrência.

A conversa ocorreu na noite desta quarta-feira,  15 de outubro de 2025, pouco antes da segunda audiência pública sobre o tema.

Segundo Ogeny Pedro Maia, a cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal.

Além disso, o executivo admitiu que a divisão de lotes pode gerar quilometragem morta, mas as empresas podem criar novas garagens. 

Confira a entrevista na integra: 

O Diário do Transporte trouxe, nesta quarta-feira, alguns questionamentos. A gente deu uma olhadinha no edital, viu algumas dúvidas, na minuta do edital, na verdade, uma proposta que está sendo submetida à audiência pública, e levantou algumas dúvidas. A gente conversou com o especialista em transportes, que também acabou apontando essas dúvidas.

Para tentar esclarecer o máximo possível, o nosso contato é com o presidente da URBS (Urbanização de Curitiba S/A), que é responsável pelo gerenciamento, e vai ser responsável também por essa licitação dos transportes, Ogeny Pedro Maia Neto, a quem a gente já agradece a atenção para com o Diário do Transporte.

Adamo Bazani:

Ogeny, a gente levantou algumas dúvidas, algumas questões, que realmente ficaram em aberto, pelo menos no nosso entendimento. Divisão do sistema, vai ser por lote operacional, por exemplo, norte, sul, leste, oeste, mas teve essa dúvida em relação à tipologia dos veículos, né? Um ônibus, por exemplo, a empresa ganha no norte, mas vai ter que operar, se for ligeirinho, na leste também.

Como vai ser isso? Qual é a divisão correta do sistema?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Bom, nós temos cinco lotes que foram divididos neste edital. Então, dos cinco lotes, dois são lotes de BRT. Então, os eixos de BRT vão ser divididos em dois lotes. E aí, nós temos essas linhas expressas em dois lotes. Os outros lotes, que são ônibus convencionais, são divididos em três regiões de Curitiba. Então, nós temos lá a região norte, a sul e a leste de Curitiba. Então, três lotes por região e dois lotes por tipologia, que são os BRTs.

Adamo Bazani:

Certo, mas não há um risco, por exemplo, de ter quilometragem morta no caso, por exemplo, da tipologia do ligeirinho, quem levar essa tipologia?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Isso é possível, essa quilometragem morta é possível, mas também a possibilidade das garagens terem mais de um ponto de garagem para poder fazer o atendimento de sua frota também está previsto no edital. Então, a gente não está fixando a garagem em apenas um ponto. A garagem operadora pode ter mais do que um ponto para poder fazer a operação e diminuir essa quilometragem morta.

Adamo Bazani:

Certo, e em relação à garagem também, há um ponto de que a prefeitura pode obrigar a empresa a vender a garagem, é isso?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Não, está previsto no edital que ao final da licitação, se houver necessidade do município querer reverter, a garagem terá que fazer, por exemplo, uma comunicação com o município, ou seja, desculpe, o município terá que fazer a comunicação à garagem com dois anos de antecedência para que ela se prepare, pois daí o imóvel seria, então, disponibilizado ao município. Então, haverá essa possibilidade do município reverter as garagens ao final deste contrato, mas aí também com um aviso prévio antecipadamente.

Adamo Bazani:

Em relação à eletrificação, a gente viu, por exemplo, que a gente acompanha bastante na capital paulista, teve muito problema em relação à infraestrutura, principalmente a infraestrutura da porta da garagem para fora, quem ia bancar conta, não estava batendo com o contrato da Enel, como que foi definida essa questão aqui?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Foram todos os pontos estudados, onde nós temos garagens, as atuais garagens, todos os pontos foram mapeados e além do mais, mais dois pontos de garagem pública que estão previstos também no contrato. Mais alguns pontos também estão previstos e todos mapeados e já com avaliação da concessionária Copel para fornecimento de energia. Este fornecimento de energia, quando nós fizemos a consulta, ele já está travado. Então, se houver novamente um outro empreendimento nessas áreas ou próximas que necessite de uma ampliação de rede, essas obras terão que ser pagas por quem vai fazer a ampliação de rede. Então, toda a energia para as unidades de recarga pública e também das garagens já estão garantidas pela Copel.

Adamo Bazani:

Ainda em relação às dúvidas, houve uma recomendação do BNDES para ser PPP. Aí não foi PPP, mas se criou um termo novo, uma concessão comum adaptada. Isso não pode dar problema jurídico? Por que não foi optado por uma PPP, por exemplo?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Primeira coisa que tenho que falar é que não tem esse risco, primeiro porque foi aprovado em legislação municipal. Passou pela Câmara Municipal, passou pelas comissões, foi debatido e aprovado como lei municipal. Então, nós estamos garantidos pela lei. Em segundo ponto, quando nós fizemos a consulta ao BNDES, esta consulta foi no sentido de provocar o BNDES para verificar qual o modelo, PPP ou concessão. Então, os dois modelos foram estudados. Como o modelo de transporte público tradicionalmente é uma concessão e nós não temos investimentos vultuosos em infraestrutura, é apenas ônibus e apenas duas unidades de recarga, a concessão se mostra melhor porque a PPP acaba travando a receita corrente líquida do município. Então, como o município criou a PARS, que é justamente para fazer investimentos em PPPs, ela precisa ter esse 5% da receita corrente líquida para poder fazer investimento em PPPs que são de relevância também para o município, no caso, saúde e educação que são as principais e também nos terminais de transporte coletivo que são possíveis de PPP também.

Adamo Bazani:

O ponto do capital social mínimo, também há essa questão que pode restringir a competitividade porque daria aí 1,8 bilhão somando todos os contratos. Por que não sobre o investimento, esse capital social mínimo e não sobre o valor total dos contratos?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Veja, o BNDES adotou um critério que é o mesmo critério das rodovias que eles fazem as concessões e este critério não se mostrou adequado, tanto que foi questionado na audiência passada e será ajustado para essa audiência.

Adamo Bazani:

Ah, vai ser mudado então, né?

Ogeny Pedro Maia Neto:

Vai ser ajustado.

Adamo Bazani:

Certo, para a gente finalizar mesmo, que a gente não quer pegar muito tempo do senhor, a bilhetagem eletrônica, as empresas vão poder assumir o serviço de bilhetagem eletrônica?

Ogeny Pedro Maia Neto:

O sistema de bilhetagem eletrônica é do município, ele não será assumido na concessão pelas empresas de transporte.

Adamo Bazani:

Ogeny Pedro Maia Neto, a gente agradece bastante os seus esclarecimentos, sua atenção para com o Diário de Transporte.

Ogeny Pedro Maia Neto:

Obrigado a todos.

O Diário do Transporte está em Curitiba para acompanhar a licitação do sistema de ônibus que já foi referência nacional em mobilidade, mas atualmente, com uma infraestrutura defasada, frota sem ar-condicionado e bancos duros sem nenhum estofamento para o passageiro e ainda sem um bilhete único temporal que permite integrações em qualquer ponto da cidade, mostra que parou no tempo.

A concorrência, cujos contratos de concessão devem somar R$ 18 bilhões ao longo de 15 anos, com investimentos entre R$ 3,7 bilhões e R$ 3,9 bilhões, promete corrigir esse “erro histórico”, mas brechas jurídicas, falta de planejamento e de dados básicos e até mesmo possíveis incoerências com a operação dos transportes podem colocar tudo a perder.

Nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, ocorre no Centro de Eventos – Imap, do Parque Barigui, no bairro Santo Inácio, a partir das 19h, a segunda audiência pública para receber sugestões e esclarecer dúvidas.

A intenção da prefeitura é publicar o edital “pra valer” em novembro de 2025 com a concorrência na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em janeiro de 2026.

Mas há riscos de não ocorrer, como afirma o especialista em transportes públicos e consultor, Eraldo Constanski.

A reportagem analisou a minuta (proposta) do edital e ficou com diversas dúvidas, consultando o especialista que, apesar de 30 anos de experiência em análises de sistemas de transportes públicos também ficou.

Segundo Constanski, além de inviabilizar as operações, aumentar os custos e repetir os mesmos erros de outras gestões públicas pelo País, como em São Paulo sobre a eletrificação, os riscos de a concorrência ser barrada por eventuais interessados ou mesmo pelo TCE – PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) são grandes.

Entre os principais pontos verificados pela reportagem são:

– Divisão de operação por tipo de veículo ou por região: Ao mesmo tempo que o edital prevê a divisão do sistema de transportes em lotes (BRT-1, BRT-2, Norte, Oeste e Sul), vai conceder as operações por tipo de veículos e não por região. Ou seja, se ganhar o lote Norte e a tipologia do ônibus “Ligeirinho”, a empresa terá de rodar na cidade inteira, inclusive no Oeste e Sul. Mas isso tendo garagem e pontos de apoio em uma só região, o que geraria “quilometragem morta”, que é o deslocamento de ônibus vazios e fora de serviço até os pontos iniciais das linhas. Os resultados seriam maiores custos e impactos em trânsito e no fluxo do transporte coletivo da cidade.

– Infraestrutura de eletrificação: O edital prevê 245 ônibus elétricos, dos quais 100 biarticulados, modelo que hoje somente a Volvo possui no Brasil. Não há definições ainda sobre como vai ser a adaptação da rede externa de distribuição de energia (fora das garagens) para preparar os bairros e se a criação desta infraestrutura poderá ser feita em dois anos mesmo como prevê a inclusão desta frota elétrica. Em São Paulo, justamente a falta de preparação da infraestrutura da rede fez com que a meta de eletrificação não fosse cumprida.

De 2,4 mil ônibus elétricos a bateria previstos para até dezembro de 2024, rodam neste mês de outubro de 2025, cerca de 700. O pior: centenas de veículos parados nas garagens e envelhecimento da frota (desde 17 de outubro de 2022, as viações não podem comprar mais ônibus a diesel) causam desperdícios de recursos e degradação dos serviços. As redes dos bairros precisam ser adaptadas de baixa para média ou alta tensão e as subestações têm de ser públicas. Se 50 ônibus de dois eixos de até 13,2 m ou 20 articulados ou biarticulados carregarem de uma vez só, chega a faltar energia em casas, comércios e hospitais.

BNDES não foi ouvido quanto a PPP: O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que ajudou na formulação do edital, recomendou que o modelo de contrato seja por PPP (Parceria Público Privada) por prever mais possibilidades de investimentos, maior segurança para o poder público cobrar das empresas e das empresas terem o retorno dos investimentos e por ser previsto em lei federal. Porém, a prefeitura não ouviu e decidiu criar um modelo novo, uma “concessão comum adaptada”, que funcionaria como um “puxadinho jurídico” entre a concessão comum e a PPP. Ocorre que este modelo não tem base jurídica, pode ser barrado e, por causa disso, não garante segurança nem para as empresas e nem para a própria prefeitura.

Só privilégio aos poderosos: O capital social mínimo exigido se baseou nos modelos de contratos de rodovias, cujos números são vultosos. É o dinheiro que as empresas precisam apresentar em 60 dias como garantia. Mas em vez de ser 10% sobre os investimentos previstos, o que daria cerca de R$ 380 milhões, a proposta é sobre os valores de todos os contratos, ou seja, R$ 1,8 bilhão, somando os cinco lotes. É uma cifra muito alta, o critério não é usado nas concessões e PPPS de transportes em todo o País e pode prejudicando empresas menores e beneficiando grandes grupos. Na área de transportes, quase nenhum operador no País teria condições de atender. A competitividade seria restringida.

Impactos do VLT: Não há estudos definidos sobre eventuais impactos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) Metropolitano que deve ser implantado pelo Governo do Estado e se sobreporia a diversas linhas municipais. As empresas operadoras teriam de assumir os riscos de investir para uma demanda de passageiros e perder com o VLT, deixando, por exemplo, frotas de ônibus parada, inclusive os elétricos.

Empresas de ônibus podem ser obrigadas a vender as garagens: Outro ponto é que a proposta de edital prevê que a prefeitura pode requerer a qualquer momento das garagens de ônibus e as viações serão obrigadas a vender pelo valor estipulado pelo poder público. Além de gerar conflitos jurídicos, não foram detalhados os critérios e os motivos pelos quais a prefeitura poderia requerer essas garagens.

Bilhetagem nas mãos das viações: Enquanto o Brasil todo parte para que a Bilhetagem Eletrônica seja de controle do poder público e operado por concessões independentes e auditadas, o edital abre brecha para as próprias viações controlarem a bilhetagem e toda a arrecadação.

Durante a apresentação do BNDES,  um grupo de movimentos sociais interrompeu a exibição e fez um protesto contra a forma de condução da licitação. 

Segundo estes movimentos, o certame vai privilegiar os mesmos empresários que já atuam no sistema,  que a participação da sociedade deveria ser mais ampla com audiências públicas no centro da cidade e Curitiba terá de contar com tarifa zero. 

Veja o que o especialista disse:

ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte tem acompanhado a discussão em torno da licitação de ônibus de Curitiba, um dos sistemas que já foi, sim, no passado referência nacional, ainda tem muitas qualidades, porém, foi se desatualizando, perdendo esse status de uma das principais referências ao longo do tempo. Agora, pode ser uma oportunidade de recuperar isso ou até colocar tudo a perder. O Diário do Transporte fez uma análise do edital, muitas dúvidas, muitos pontos polêmicos. Na verdade, é uma minuta de edital, ainda vai ser lançada, a estimativa da Prefeitura é de que a licitação haja concorrência no início do ano que vem, e para tentar esclarecer esses pontos, a gente está aqui com o especialista em transportes, Eraldo Constanski, que vai conversar com a gente sobre algumas dúvidas que ficaram em relação a essa proposta de edital.

Eraldo, primeiro, muito obrigado por atender o Diário do Transporte, nessa matéria especial que a gente faz em Curitiba. Eraldo, a gente ficou com dúvida em relação a distribuição, a divisão dos lotes operacionais. Uma hora se fala em lote regional, norte, oeste, sul e o BRT1 e o BRT2. Depois fala por tipologia do veículo. Afinal, vai ser por tipologia, vai ser por região, o que você analisou também?

ERALDO CONSTANSKI: Prazer em receber você em Curitiba, na nossa cidade, como você bem colocou, uma cidade que foi referência para o mundo todo no transporte público. E quanto à sua pergunta, são dúvidas que a gente tem também, analisando o edital, ele coloca os cinco lotes, o BRT1, o BRT2 e as três regionais, as dúvidas são quanto à disposição e operação. Hoje, Curitiba tem sua operação totalmente integralizada e do jeito que está sendo colocado, a gente pode ter problemas operacionais no futuro, porque os BRTs vão cruzar a cidade norte, sul, leste e oeste e as regionais estão desenhadas com suas alimentadoras e veículos convencionais, no entanto, existem dentro dos lotes regionais os ligeirinhos que circulam toda a cidade também. Então, como vai ser essa disposição de operação e como a gente vai poder controlar isso. Essa é uma dúvida que a gente tem, que na primeira audiência pública que teve fizemos uma pergunta, não ficou bem esclarecida e acho que hoje, na próxima audiência, vamos tentar tirar essa dúvida novamente.

ADAMO BAZANI: Quer dizer, eu consegui a concessão, por exemplo, do lote norte, mas eu vou ter que operar no sul, se eu tenho ligeirinho, só que eu não vou ter garagem lá, não vou ter infraestrutura lá, aí vai ter uma quilometragem morta para eu rodar de novo até a minha garagem, como vai ser a logística?

ERALDO CONSTANSKI: O grande problema estão nas linhas ligeirinhos, né? Se eu ganho a regional norte, por exemplo, eu vou operar as alimentadoras daquela região e as convencionais. Os ligeirinhos, por exemplo, a gente tem o Inter 2, que circula toda a cidade, o Inter Bairros 2, que circula toda a cidade também e temos ainda a inclusão de que, se não for o mesmo operador que ganha o BRT daquela região, vai ter um problema de integração entre eles, né? Por mais que o edital esteja falando em integração total, em qualquer lugar da cidade, eu acho que o próprio sistema atual do sistema de bilhetagem não iria comportar essa integração temporal. Mas é uma questão também que os participantes dessa licitação vão ter que pedir explicações, tanto a URBS quanto ao IPPUC, que estão desenhando os novos sistemas.

ADAMO BAZANI: Eraldo, outro ponto também que levanta bastante dúvida, pelo menos aqui na reportagem, não sei se levantou aqui, infraestrutura para a eletrificação. Em São Paulo, quem acompanha o Diário do Transporte vê que houve um grande problema em relação à infraestrutura, a capacidade de rede de energia envolvendo a Enel, tanto a Enel, que é a distribuidora, quanto o prefeito Ricardo Nunes, trocando farpas, trocando acusações de responsabilidades. Uma das grandes questões da infraestrutura não é da garagem para dentro, né? O empresário vai colocar lá seu carregador, vai colocar lá seu ponto de recarga e tudo mais. Da garagem para fora, a subestação de energia para o bairro, a adequação de baixa para média ou alta tensão, esses problemas podem se repetir aqui de acordo com o que está previsto.

ERALDO CONSTANSKI: Boa pergunta, e é um outro ponto do edital que a gente tem uma preocupação. Quando a gente trabalha com transporte público, essa parte da eletrificação e a parte de colocação, de onde vão ser essas garagens, não sabemos ao certo como vão ficar divididos esses custos, quem vai arcar com o custo. Tem no edital que a própria URBS entra com uma parte dos valores, mas qual é a parte do concorrente, da empresa que vai operar esse sistema. A gente não tem muita certeza e o que aconteceu em São Paulo provavelmente vai acontecer aqui, porque nos primeiros carros que vieram ano passado para serem implantados em Curitiba, os primeiros carros ficaram parados nas garagens 8, 10 dias, porque não tinha estrutura de garagem para abastecer um veículo elétrico.

ADAMO BAZANI: Aqui ficou parado também como aconteceu em São Paulo.

ERALDO CONSTANSKI: Até a COPEL, a empresa de energia da cidade, chegar na garagem, vê o problema, colocar o seu transformador para carregar só aquele ônibus. Eu fiquei sabendo que para carregar um ônibus elétrico desse que está operando na linha Intervalos 1, acabou a luz da garagem. Uma garagem de 200 ônibus para carregar um só.

ADAMO BAZANI: E os elétricos vão ser todos desse tipo?

ERALDO CONSTANSKI: É, eles estão prevendo 160 biarticulados elétricos e 100 articulados elétricos no sistema. Então isso vai gerar um impacto do portão para fora da garagem. E aí um investimento pesadíssimo que a gente tem que saber de onde vem.

ADAMO BAZANI: Que é o problema que teve na capital paulista.

ERALDO CONSTANSKI: E que eu acho que teriam que olhar mais esses outros sistemas para não ter o mesmo problema aqui em Curitiba.

ADAMO BAZANI: Também a gente estava vendo lá no edital a questão do capital social. O que é o capital social? Para o ouvinte, para o leitor e para o telespectador entender. É o que a empresa tem que apresentar, ter lá em “cash”, praticamente em 60 dias, 45 dias, para apresentar lá e dizer, “olha, eu tenho esse dinheiro”. Somando os cinco lotes, digamos assim, dá quase 2 bilhões, 1,8 bilhão. Não é muito esse valor? Não pode restringir a competitividade no caso de um sistema de transporte em que existem empresas grandes, mas ao mesmo tempo existem empresas menores, não só aqui em Curitiba, mas outras, por exemplo, de outros lugares do país que possam se interessar na licitação.

ERALDO CONSTANSKI: Esse é outro ponto relevante, porque eu estou há 30 anos na área do transporte público. Já viajei o mundo todo, trabalho em Curitiba, em mais de 60 cidades do Brasil. Eu não vi licitações que busquem um aporte tão grande do capital integralizado. Porque, na verdade, esse 1,8 bilhão é referente aos 18 bilhões do contrato todo. A gente vê isso muito em editais de rodovias, não de transporte público. Então, é algo novo que está sendo colocado e que, como você colocou, eu acho que no Brasil não existe grupo empresarial que tenha esse capital integralizado e que possa colocar seus 10% num projeto desse. E isso vai acabar inviabilizando a licitação.

ADAMO BAZANI: Tem umas outras questões jurídicas que são muito pormenorizadas, mas que a gente analisou, por exemplo, um novo modelo, uma concessão adaptada ao invés de uma PPP. A gente leu que a PPP, que é uma parceria público-privada, o BNDES recomendou, a prefeitura não fez essa PPP. Em compensação, também não está usando um modelo comum de concessão, ela está pegando um modelo comum e adaptando, ela própria usa o termo adaptada. É uma licitação que corre o risco de ser barrada, de não acontecer?

ERALDO CONSTANSKI: Não é minha área jurídica, mas pelo que eu entendo, tem grandes chances de ser barrada se algum operador ou algum concorrente observar que não vai ter condição de participar desse certame.

ADAMO BAZANI: O próprio Tribunal de Contas pode?

ERALDO CONSTANSKI: O próprio Tribunal de Contas pode, esse edital deve ser passado para o Tribunal de Contas, muito provavelmente, e ele vai ter seus achados ali e vai poder indicar algum problema dentro do edital.

ADAMO BAZANI: A gente vai procurar a URBS também, vai mandar uma demanda de imprensa. Vamos tentar entender mais detalhes desse edital. É um sistema que é referência para o Brasil todo, para o mundo todo. É igual São Paulo, o que acontece em São Paulo, o mundo olha. O que acontece em Curitiba, o mundo olha. A gente não está falando só de Curitiba ou só de São Paulo, a gente está falando de exemplos de casos no Brasil. O Diário do Transporte vai continuar acompanhando.

VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS:

Por ADAMO BAZANI, jornalista especializado em transportes – MTB 31.521 (formação superior)

DATAS:

A consulta pública, por meio do site da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), gestora da prefeitura de serviços como de transportes por ônibus e táxis, vai entre 19 de setembro e 17 de outubro de 2025. Também serão realizadas duas audiências públicas, em 1º e no dia 15 de outubro de 2025, das 19h às 22h, no Centro de Eventos IMAP Barigui – Salão de Atos do Parque Barigui.

CRONOGRAMA PREVISTO:

– 11 de abril de 2025: Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;

– Novembro de 2025: Lançamento do edital (Era Setembro de 2025);

– Janeiro de 2026: Oferecimento das propostas (Era Dezembro de 2025);

– Segundo semestre de 2026: O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);

CRITÉRIOS DA LICITAÇÃO:

No leilão, será escolhido vencedor da licitação quem apresentar o maior percentual de desconto a ser aplicado sobre a remuneração de referência de cada lote, que é baseada na tarifa técnica por quilômetro rodado. Assim, trechos com maior número de frota e viagens terão valores de referência maiores (veja mais abaixo os valores previstos).

MAIS LINHAS E CINCO LOTES:

O edital terá cinco lotes operacionais – dois para os eixos Norte/Sul e Leste/Oeste, um para Linhas Diretas/Ligeirinhos e dois para os convencionais. A malha de linhas será dividida nestes cinco lotes e outra promessa, com a licitação, é a criação de mais itinerários. O projeto incial prevê a criação de cinco novas linhas, mudanças em outros 30 itinerários e reforço de 41 ônibus nas linhas mais utilizadas pela população, sendo 13 deste total modelos biarticulados.

O lote BRT 1 abrange 24 linhas; o BRT 2, 18 linhas; o regional Norte, 99 linhas; o Sul, 86 linhas; e o Oeste, 83 linhas.

INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:

Como tem mostrado o Diário do Transporte, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados entre R$ 3,7 bilhões e R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.

A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).

Estes investimentos incluem a aquisição de 245 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.

A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.

NÚMEROS ATUAIS:

Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.

CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:

Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.

A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.

ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:

A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).

Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o Diário do Transporte – Relembre neste link:

BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)

A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.

Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.

Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.

FROTA MAIS CONFORTÁVEL:

Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.

FUNDO GARANTIDOR:

Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.

VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):

Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

OUTRAS PROMESSAS:

– Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;

– Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;

– Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;

ESTUDOS DO BNDES E CONCESSÃO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE CURITIBA:

Em 27 de outubro de 2023, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.

Entre as metas dos estudos do BNDES sobe o novo modelo de transportes de Curitiba, que já foi considerado referência mundial de mobilidade, mas que agora necessita de aperfeiçoamentos, estão:

– redesenho das linhas de ônibus;

– aumentando a eficiência energética do sistema;

– implantação de uma solução gradual para descarbonizar os veículos da frota, com 33% de ônibus elétricos até 2030 e ter toda a frota eletrificada até 2050, zerando as suas emissões de CO2.

– ampliar o número de passageiros no transporte coletivo, reduzindo o uso do transporte individual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o transporte público atualmente é responsável por cerca de 25% das locomoções na cidade. Com a reestruturação, espera-se que, até 2050, os deslocamentos em transporte coletivo e mobilidade ativa (bicicleta ou caminhada) no município cheguem a 85%.;

Atualmente, o sistema de Curitiba transporta aproximadamente 755 mil passageiros por dia em 244 linhas, operando com uma frota de mais 1,1 mil veículos, incluindo ônibus articulados, biarticulados e convencionais.  São apenas sete ônibus elétricos em circulação até o momento, seis da marca BYD nas linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) e um Volvo na linha 863-Água Verde.

ÔNIBUS ELÉTRICOS QUE COMEÇARAM NO SISTEMA:

A Prefeitura de Curitiba anunciou no segundo semestre de 2024 que iria comprar mais 54 veículos com recursos de R$ 380 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, com previsão para entrar em funcionamento em 2025. Também já foi aprovado, na Câmara Municipal de Curitiba, o projeto para a aquisição de 70 ônibus, com investimento de R$ 317 milhões.

Estes veículos seriam comprados pela prefeitura e repassados às viações.

No fim de janeiro de 2025, a cidade recebeu missões de avaliação do KfW Bankengruppe, o banco de desenvolvimento alemão, para assinar um contrato de empréstimo de 100 milhões de euros.

A prefeitura terá de, com recursos próprios, providenciar uma contrapartida equivalente a 25 milhões de euros.

O dinheiro foi planejado para ser usado para a compra de 84 ônibus elétricos e o financiamento prevê ainda a construção de dois eletroterminais e a instalação de painéis de energia fotovoltaica em 27 equipamentos públicos.

Os representantes do banco alemão foram à cidade para validar a aprovação do financiamento pela Comissão de Financiamentos Externos (Confiex), do Governo Federal, obtido em setembro de 2024.

PRIMEIRAS LINHAS COM ÔNIBUS ELÉTRICOS:

Interbairros I

Os seis ônibus da linha Interbairros I são do modelo D9W, da marca BYD, e têm 13,2 metros, com capacidade para 90 passageiros e autonomia de 250 quilômetros. Os veículos estão em operação desde 15 de julho.

As linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) transportam cerca de 2,5 mil passageiros por dia e percorrem 14 bairros, em trajeto de cerca de 20 quilômetros e 75 minutos. Elas passam pelos bairros Centro Cívico, Bom Retiro, Mercês, Bigorrilho, Batel, Água Verde, Rebouças, Parolin, Prado Velho, Jardim Botânico, Alto da XV, Hugo Lange, Alto da Glória e Juvevê.

Água Verde

Com extensão de 13.584 metros (ida e volta) ligando o bairro Água Verde à Praça Tiradentes, a linha 863-Água Verde atende a 900 passageiros em dias úteis. Desde setembro, um ônibus elétrico do modelo Volvo BZL está circulando na linha, com capacidade para 85 passageiros e extensão de 12,6 metros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Vinícius de Oliveira e Yuri Sena para o Diário do Transporte 

 

[ad_2]

Fonte

Como Savinho conquistou Guardiola em 15 minutos sem gol e assistência no City e o que assistir no Disney+

0

[ad_1]

Atacantes não necessariamente precisam fazer gols para encantar seus técnicos e ganhar espaço entre os titulares. Pergunte a Pep Guardiola, que foi a público defender um dos jogadores mais criticados no Manchester City atual.

Provavelmente titular nesta quarta-feira (17), contra o Brentford, em duelo pelas quartas de final da Copa da Liga Inglesa e com transmissão ao vivo do Disney+, Savinho vive temporada discreta. Tem um gol e duas assistências em 19 partidas.

Os números atraem críticas de torcedores e imprensa, mas não de Guardiola, que se mostra mais preocupado com o que o brasileiro pode oferecer ao time em termos de postura.

“Savinho vai jogar muitos minutos aqui”, disparou o treinador espanhol, que se mostrou deliciado com o comprometimento defensivo do camisa 26 durante os minutos finais de uma partida contra o Sunderland, pela Premier League.

Na ocasião, Savinho entrou a 15 minutos do fim, com o placar já em 3 a 0 a favor do City, e foi fundamental na recomposição da marcação ao perder a bola no campo de ataque. Postura bem diferente da que havia mostrado dias antes, contra o Fulham.

“Teve um lance contra o Fulham, que Savinho foi e cruzou para o Haaland cabecear na trave. A jogada continuou, mas ele [Savinho] não correu para a defesa. Eu disse isso para ele, mas hoje [contra o Sunderland], ele perdeu uma ou duas bolas e em dois segundos virou lateral”.

“Eles [jogadores] sabem o segredo do time. Não preciso me preocupar com a qualidade do Savinho ou do Rayan [Cherki], mas eles e todos os outros precisam fazer coisas para deixar o time estável. É por isso que Bernardo [Silva] corre muito, Phil [Foden] corre muito, Jeremy [Doku] está melhorando”, continuou Guardiola.

“Fiquei incrivelmente satisfeito por esses 15 minutos do Savinho. Foi uma máquina para recuperar a bola. Ele não gosta de ouvir, mas eu preciso dizer. Se você vem do banco, tem que correr dobrado, porque os outros estão cansados”.

O brasileiro terá mais uma chance de mostrar que Guardiola está certo em apostar no seu futuro


Real Madrid, Champions feminina e NBA ao vivo

Tem muito mais esporte na tela do Disney+ nesta quarta-feira.

Além de City x Brentford, outro jogo da Copa da Liga acontece às 17h15, entre Newcastle e Fulham.

Na Copa do Rei, o Real Madrid é a grande atração da terceira fase, ao visitar o Talavera de la Reina às 17h. Antes, às 15h, tem Atlético de Madrid contra Atlético Baleares.

A Champions League feminina também é destaque com a última rodada da fase de classificação. São nove jogos simultâneos às 17h, com destaque para Wolfsburg x Chelsea, Leuven x Arsenal, Paris FC x Barcelona e Juventus x Manchester United.

Nos outros esportes, o Next Gen ATP Finals abre a fase de grupos a partir das 8h, enquanto a temporada regular da NBA volta com Memphis Grizzlies e Minnesota Timberwolves às 22h.

[ad_2]

Fonte

ARTESP autoriza aditivo de R$ 24 milhões para obras do Sacolão Vila Cardoso na Linha 6-Laranja do metrô

[ad_1]

Futura Estação Vila Cardoso. (Crédito: Fernandes / Arquitetos Associados)

Deliberação recomenda formalização de termo aditivo ao contrato da concessão patrocinada; obras de construção do equipamento são necessárias em razão das intervenções para implantação da futura Estação Vila Cardoso

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) autorizou e recomendou ao Poder Concedente a formalização do Termo Aditivo Modificativo nº 04/2025 ao Contrato de Concessão Patrocinada nº 015/2013, que rege a implantação da Linha 6-Laranja do metrô, incluindo investimentos adicionais e a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro relacionada às obras do Sacolão Vila Cardoso, na região da Freguesia do Ó/Brasilândia, na zona norte da capital.

A decisão consta da Deliberação ARTESP nº 877, aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor da agência e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, no âmbito do Processo SEI nº 134.00029834/2025-01, tendo como interessada a Concessionária Linha Universidade S.A. (Linha Uni).

O termo aditivo autoriza a inclusão de investimentos adicionais da Fase I da Linha 6-Laranja no contrato e formaliza a incorporação, ao escopo da concessão, das obras de construção de um sacolão provisório e de um sacolão definitivo. A intervenção tornou-se necessária após a demolição do antigo Sacolão Municipal da Estrada do Sabão, equipamento público que ocupava área estratégica para o avanço das obras do metrô, incluindo escavações, poços de ventilação e estruturas associadas às estações do trecho norte da linha.

Com a retirada do equipamento original, o Estado assumiu o compromisso de garantir a continuidade do atendimento à população local. Assim, o aditivo prevê inicialmente a construção de uma estrutura provisória, para manter o abastecimento durante o período das obras, seguida da entrega de um sacolão definitivo em novo local, restabelecendo o serviço público sem prejuízo à comunidade da região.

A recomposição do equilíbrio econômico-financeiro associada especificamente a essas obras foi estimada em cerca de R$ 24 milhões e já havia sido aprovada em fevereiro de 2025 pela Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissões (CMCP), conforme noticiado pelo Diário do Transporte. O valor corresponde à compensação devida à concessionária pela execução de uma intervenção urbana não prevista originalmente no contrato da concessão.

De acordo com a deliberação da ARTESP, o reequilíbrio decorrente do sacolão provisório e do sacolão definitivo será realizado por meio do emprego de verbas do Tesouro Estadual, enquanto os desequilíbrios associados aos investimentos adicionais da Fase I da Linha 6-Laranja serão tratados por meio da majoração do aporte público, conforme decisão já manifestada pelo Poder Concedente nos autos do processo.

Além de autorizar a formalização do termo aditivo, o Conselho Diretor da ARTESP recomendou o encaminhamento do processo à Comissão de Acompanhamento de Contratos de Parcerias Público-Privadas (CAC-PPP) e ao Conselho Gestor do Programa de Parcerias (CG-PPP), instâncias responsáveis pela governança e supervisão das PPPs no Estado de São Paulo. A agência também ratificou toda a instrução processual e determinou a adoção das medidas administrativas cabíveis.

A Linha 6-Laranja é uma das maiores obras metroviárias em execução no país e ligará a Brasilândia, na zona norte, ao centro expandido da capital paulista. A previsão do governo estadual é de que a operação parcial do ramal tenha início no segundo semestre de 2026, após a conclusão das principais frentes de obras civis.


Deliberação aprovada em 27 de fevereiro de 2025:


Deliberação aprovada no dia 04 de dezembro de 2025


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

[ad_2]

Fonte

Linha 11-Coral da CPTM opera normalmente nesta quarta (17). Serviço enfrentou problemas desde a tarde de terça-feira (16)

[ad_1]

Imagem meramente ilustrativa

Falha no sistema de energia prejudicou circulação por mais de sete horas, até o encerramento do atendimento

ARTHUR FERRARI

Os trens da linha 11-Coral da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) operam normalmente na manhã desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, após mais de sete horas com problemas desde a tarde de terça-feira (16).

De acordo com a CPTM, uma falha no sistema de energia elétrica entre as estações Mogi das Cruzes e Estudantes prejudicou o atendimento.

Relembre

Problemas no sistema de energia afetam operação da Linha 11-Coral na tarde desta terça-feira (16)

Nota da CPTM

Na tarde desta terça-feira (16/12), por volta das 16h20, foi identificada uma falha no sistema de energia entre as estações Mogi das Cruzes e Estudantes, linha 11-Coral. Para atuação da equipe de manutenção, os trens estão circulando com velocidade reduzida na região e maior tempo de parada nas plataformas. A CPTM pede desculpa pelos transtornos gerados.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

[ad_2]

Fonte