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Prefeitura de Guarujá (SP) sanciona lei que prevê mudanças na entrada e circulação de ônibus de turismo vindos de outros municípios

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Documento publicado no Diário Oficial da última terça-feira (16) também inclui micro-ônibus e demais veículos de transporte coletivo nas novas normas

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, a Prefeitura de Guarujá (SP) informou que foi sancionada a Lei Complementar nº 350, que estabelece novas regras para a entrada, circulação, permanência e estacionamento de ônibus, micro-ônibus e demais veículos de transporte coletivo provenientes de outros municípios.

As alterações previstas no documento publicado na última terça-feira (16) no Diário Oficial buscam organizar o fluxo de veículos turísticos, garantir a mobilidade urbana e fortalecer o turismo local de forma ordenada.

A nova legislação antecipa que a circulação desses veículos na cidade passa a depender da autorização prévia da Semob (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana), por meio da AEV (Autorização para Entrada e Saída de Veículo).

Para a concessão da autorização, será obrigatória a comprovação de hospedagem na rede hoteleira local e, quando necessário, a reserva de vaga em estacionamento regular, compatível com o porte do veículo.

O texto também inclui critérios técnicos exigidos para que os estacionamentos destinados a esses veículos operem de acordo com a legislação, como limites de capacidade, metragem mínima e exigências estruturais, como a disponibilidade de sanitários. Além disso, ficam estabelecidos os locais e horários permitidos para embarque e desembarque de passageiros.

De acordo com a prefeitura, entre as principais vedações previstas estão a entrada no município sem autorização, estacionamento em vias públicas e logradouros não permitidos, circulação fora das rotas autorizadas e a apresentação de documentação irregular.

Em caso de descumprimento das normas haverá a apreensão ou retenção do veículo, além da aplicação de multa no valor de 450 Unidades Fiscais (UFs). Em caso de reincidência, no período inferior a 12 meses, o valor da multa será dobrado.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Leilão para escolher empresa que vai substituir SuperVia no Rio de Janeiro ocorre em 27 de janeiro de 2026

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Anúncio foi feito pelo Governador Cláudio Castro. Contrato será de cinco anos por permissão

ADAMO BAZANI

Acontece no próximo dia 27 de janeiro de 2026 o leilão que vai definir uma nova empresa que vai operar os trens metropolitanos no Rio de Janeiro no lugar da SuperVia.

O anúncio foi feito na terça-feira, 16 de dezembro de 2025, pelo governador Cláudio Castro.

Segundo o Governo do Estado, a Procuradoria Geral do Estado e a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) já concluíram o edital.

A íntegra pode ser consultada no processo de recuperação judicial da SuperVia.

De acordo com a modelagem desenvolvida, será uma permissão por cinco anos, prazo que poder ser estendido por igual período.

Ainda segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a remuneração da nova empresa passará a ser por quilômetro rodado e não mais pela quantidade de passageiros.

O intuito é oferecer ao poder concedente, no caso o Estado do Rio de Janeiro, “uma maior previsibilidade no controle das tarifas, reduzindo os pedidos de reequilíbrio contratual por queda de demanda”.

O contrato que é contemplado pela disputa também prevê uma série de índices de performance que deverão ser cumpridos para manter a boa qualidade do serviço à população.

Foi criada, para que a concorrência atraia mais empresas interessadas, uma Unidade Produtiva Isolada Ferroviária (U.P.I Ferroviária).

Na visão do Governo do Estado, a UPI permite um modelo de gestão que possibilita ao novo operador assumir o sistema sem ter que administrar as dívidas e processos judiciais da SuperVia. O acordo faz parte do aditivo ao plano de recuperação judicial da SuperVia, homologado pelo juízo da 6ª Vara Empresarial da Capital.

O aditivo contratual também estabeleceu a criação de um fundo – que será gerido pelo administrador judicial.

“As medidas são importantes também porque contribuem para a preservação da atividade econômica, mantendo os empregos, sem descontinuidade do serviço dos trens até a entrada do novo investidor” – defende o Governo do Estado, em nota.

“Este é um marco histórico que dará início ao processo de modernização do transporte por trens na Região Metropolitana do Rio. Desde o começo do meu governo, tomei a decisão de mudar o operador, diante da má qualidade dos serviços. Era preciso acabar com essa concessão obsoleta e houve um empenho muito grande jurídico e operacional para que essa transição ocorresse sem prejudicar a população. A solução para o problema dos trens é parte de um trabalho maior, que está sendo feito por este governo, como a retomada da Estação Gávea e a nova gestão das barcas” – diz o governador Castro, no mesmo comunicado.

A secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, afirmou que a remuneração por serviços, em vez de passageiros transportados, deve melhorar a qualidade o atendimento.

“O novo edital é um passo histórico para a modernização dos trens urbanos do Rio de Janeiro. Estamos inaugurando um novo modelo de operação, focado na qualidade do serviço, com pagamento por quilômetro rodado e metas claras de desempenho. Todo esse processo foi construído com segurança jurídica, responsabilidade e investimentos do Estado, para garantir uma transição tranquila e um transporte ferroviário mais eficiente e digno para a população” – disse a secretária

O procurador-geral do Estado, Renan Saad, por sua vez, diz que a aceitação pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, indica que o novo edital é um caminho para encontrar uma solução para o sistema de transportes.

“ A decisão do TJRJ demonstra o trabalho incansável e técnico da PGE-RJ para solucionar um problema que há anos vem afetando a vida dos usuários dos trens do Estado do Rio. O novo edital vai garantir que uma nova concessionária possa operar o sistema com responsabilidade e proporcionar, com investimentos, um serviço de qualidade para a população” – disse.

HISTÓRICO:

Como mostrou o Diário do Transporte, em 26 de novembro de 2024, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia assinaram um acordo que vai permitir transferência de concessão das linhas de trens metropolitanos para uma nova empresa.

Relembre:

A medida foi o primeiro passo oficial para a saída definitiva da atual concessionária, em recuperação judicial e se que queixava de desequilíbrio econômico e até ingressou na Justiça pedindo indenizações que somam R$ 1,2 bilhão, como noticiado em 14 de maio de 2024, o Diário do Transporte.

Relembre:

Pelo acordo, a SuperVia continua operando até o fim da transição.

No dia 16 de dezembro de 2025, o governador Cláudio Castro informou que o leilão para escolher uma nova operadora foi marcado para 27 de janeiro de 2026.

De acordo com a modelagem desenvolvida, a previsão de autorização por cinco anos, prazo que poder ser estendido por igual período.

Ainda segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a remuneração da nova empresa foi contemplada ser por quilômetro rodado e não mais pela quantidade de passageiros.

Em nota, a gestão estadual trouxe um balanço de investimentos públicos na transição.

Ao longo do período de transição, o Governo do Estado investiu R$ 160 milhões na melhoria do sistema ferroviário, a partir do acordo da PGE (Procuradoria Geral do Estado). O objetivo foi manter os serviços e garantir que a mudança ocorra com tranquilidade e sem prejuízo para os usuários.

 Um dos principais investimentos feitos foi a substituição de 40 km de cabos de cobre por alumínio, diminuindo a atratividade pelo material e, consequentemente, os casos de furto. No primeiro semestre de 2025, foram registradas 225 ocorrências, contra 450 no mesmo período do ano passado. Além de reduzir o número de ocorrências em 50%, a iniciativa também melhora a confiabilidade na operação dos trens, aprimorando a performance da rede aérea e da sinalização.

 Houve ainda a reintegração ao sistema de cinco trens que estavam afastados para manutenção após ocorrências, incluindo vandalismo. Nas composições, foram implementadas medidas com tecnologia antivandalismo, a partir da troca de mais de 7.000 visores de porta, 2.600 assentos e 35 para-brisas dos trens. De janeiro a julho deste ano, o número de janelas danificadas caiu de 369 para apenas 30. 

O investimento também resultou em outras mudanças perceptíveis para os passageiros, começando pela redução dos intervalos e do tempo de deslocamento entre os terminais nos ramais Japeri, Saracuruna e Santa Cruz, somando 25 minutos a menos de viagem para a população. Na linha férrea, 402 toneladas de trilhos, 44.808 dormentes, 210 vigas de pontes e 275 mil acessórios de fixação estão sendo substituídos.

A reportagem do Diário do Transporte noticiou que a SuperVia comunicou em 07 de junho de 2021, que entrou com pedido de recuperação judicial.

A empresa que possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui, em mensagem assinada pelo presidente Antonio Carlos Sanches ressaltou os impactos econômicos da pandemia, na ocasião.

Relembre:

A empresa possuía, na ocasião, dívidas de R$ 1,2 bilhão.

Os principais credores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que corresponde a cerca de 70% e a Light, que tem 13% do total devido pela SuperVia.

Outra parte da dívida se refere a títulos de empréstimos relacionados a infraestrutura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Suspensa licitação para a compra de 7,5 mil ônibus do Programa Caminho da Escola, do Governo Federal

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Pregão estava marcado para esta sexta-feira (19), mas segundo FNDE, são necessários mais esclarecimentos

ADAMO BAZANI

Em primeira-mão no Diário do Transporte você confere: O FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), acaba de suspender, no fim da tarde desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, a nova licitação do Programa Caminho da Escola, do Governo Federal, que abriria a possibilidade compra de quase 7,5 mil ônibus escolares, divididos em 13 modelos diferentes.

O pregão para apresentação das propostas estava previsto para ocorrer na sexta-feira (19), mas agora não há data para ser retomado.

Segundo comunicado oficial do FNDE, ao qual o Diário do Transporte teve acesso exclusivo, a suspensão é administrativa “para análises sobre as questões apresentadas nos pedidos de esclarecimentos”

O edital tem sofrido questionamentos, inclusive de fabricantes de ônibus.

Com os pedidos, há possibilidade de alteração das regras ou ainda serem mantidas, com os esclarecimentos.

Como havia mostrado também em primeira-mão o Diário do Transporte, são cerca de 7,5 mil coletivos, divididos em 13 modelos diferentes com capacidades que vão de 15 a 60 lugares, opções de transmissão automática e manual, versões com tração 4×4 e especificações para uso urbano e rural, inclusive para áreas ribeirinhas.

Segundo o Governo Federal, cada proposta deve apresentar valor unitário e total, modelo, fabricante, descrição detalhada do objeto, especificações técnicas e informações sobre garantia.

Podem participar empresas cujo ramo de atividade seja compatível com o objeto da licitação e que estejam previamente credenciadas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF) e no Sistema de Compras do Governo Federal. A participação e o envio de propostas são feitos exclusivamente pelo sistema eletrônico mencionado.

Criado em 2007, o Programa Caminho da Escola tem como objetivo garantir o acesso diário e a permanência de estudantes residentes em áreas rurais e ribeirinhas nas escolas públicas de educação básica, contribuindo para a redução da evasão escolar e da distorção idade–série por meio de transporte adequado e seguro.

O Governo diz ainda que a iniciativa reforça a renovação da frota escolar e busca oferecer melhores condições de deslocamento para milhões de estudantes da rede pública. Para consultar o edital na íntegra e obter mais informações sobre o pregão eletrônico, acesse o portal do FNDE.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Manchester City escala reservas contra o Brentford na Copa da Liga; SIGA

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Acompanhe a partida pelas quartas de final do torneio inglês

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Jundiaí (SP) inicia revitalização de pontos de ônibus na Avenida Nove de Julho

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Primeira etapa inclui troca de assentos danificados e prevê melhorias estruturais nos abrigos

YURI SENA

A Prefeitura de Jundiaí deu início à primeira fase das ações de revitalização dos pontos de ônibus localizados ao longo da Avenida Nove de Julho. Nesta etapa, foram substituídos assentos que apresentavam desgaste ou danos, com a instalação de novas chapas metálicas para ampliar a segurança e o conforto dos usuários do transporte coletivo.

Os trabalhos foram executados de forma integrada pelas secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos (SMISP) e de Mobilidade e Transporte (SMMT). Segundo a administração municipal, muitos dos bancos removidos estavam quebrados ou comprometidos pelo uso contínuo e pela ação do tempo.

De acordo com o secretário interino da SMISP, Jeferson Coimbra, a iniciativa faz parte de um programa permanente de manutenção dos equipamentos urbanos. Ele destacou que a melhoria da infraestrutura nos pontos de parada é fundamental para garantir condições adequadas aos passageiros.

A definição dos locais atendidos segue critérios técnicos das secretarias envolvidas e também considera solicitações registradas pela população por meio do canal 156 da Prefeitura.

As próximas fases do trabalho preveem a pintura das estruturas e dos novos assentos, a limpeza de vidros pichados e a substituição de painéis danificados, com o objetivo de melhorar a visibilidade, a conservação e a segurança nos abrigos.

Para a secretária de Mobilidade e Transporte, Ana Paula de Almeida, a manutenção dos pontos de ônibus é essencial para qualificar o serviço oferecido à população. Segundo ela, a meta é garantir espaços mais organizados, seguros e confortáveis para quem depende diariamente do transporte público.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Metrô instala vigas metálicas sobre a Linha 10-Turquesa para expansão do monotrilho

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Estruturas metálicas foram posicionadas próximo à futura Estação Ipiranga, em operação realizada no fim de semana

YURI SENA

O Metrô de São Paulo concluiu a instalação de duas vigas metálicas que integram as obras de expansão da Linha 15-Prata até a futura Estação Ipiranga, que fará conexão com a Linha 10-Turquesa da CPTM. As estruturas foram posicionadas de forma suspensa sobre os trilhos da ferrovia, em uma operação realizada ao longo do último fim de semana.

As vigas têm grandes dimensões e fazem parte do trecho estrutural do novo ramal do monotrilho. A primeira, instalada na sexta-feira, possui 39,42 metros de comprimento e pesa cerca de 120 toneladas. A segunda, lançada no sábado, mede 38,76 metros e tem peso aproximado de 118 toneladas. Ambas contam com 2 metros de largura e 2,5 metros de altura.

Para o içamento das estruturas, foram utilizados dois guindastes com capacidade de 500 toneladas cada, além de contrapesos de aproximadamente 165 toneladas por equipamento. O transporte dos contrapesos demandou o uso de seis carretas para cada conjunto.

De acordo com o planejamento da obra, os serviços foram executados com o objetivo de minimizar impactos na operação da Linha 10-Turquesa. Após a liberação da via pelas equipes da CPTM, cada lançamento levou, em média, uma hora e meia, incluindo a movimentação, o posicionamento, a fixação das vigas e a retirada dos equipamentos de içamento.

A futura Estação Ipiranga deverá atender cerca de 28 mil passageiros por dia e terá área aproximada de 10,7 mil metros quadrados. O projeto prevê dois níveis interligados por seis elevadores e 12 escadas rolantes, além de dois acessos externos e espaço para estacionamento de 150 bicicletas.

A ampliação da Linha 15-Prata no sentido oeste prevê a implantação de 1,8 quilômetro adicional de via elevada, com conexão direta à Linha 10-Turquesa da CPTM. No sentido leste, o projeto inclui as futuras estações Boa Esperança e Jacu Pêssego, que deverão acrescentar mais 3 quilômetros ao traçado do monotrilho.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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PRVias apresenta proposta de contorno rodoviário de Ponta Grossa, no Paraná

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Concessionária protocolou o projeto funcional do traçado junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que tem 180 dias para avaliar o projeto preliminar

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A PRVias, uma empresa Motiva, apresentou na segunda (15) e na terça-feira (16) a proposta para o contorno rodoviário de Ponta Grossa a lideranças políticas e empresariais de Ponta Grossa e do Paraná. O traçado considerado o mais viável tecnicamente foi baseado em análises geotécnicas e de diretrizes de respeito às áreas de proteção ambiental, atendendo às normas de engenharia e de sustentabilidade.

Nesses encontros, a concessionária recebeu sugestões para a proposta, que estão em análise pela equipe técnica. O projeto apresentado pela PRVias visa a melhoria da segurança viária, do transporte de cargas e da mobilidade, retirando o tráfego pesado da zona urbana.

Existe a preocupação ambiental em interferir o mínimo possível na grande quantidade de cursos d’água e de cavernas da região, mantendo o contorno fora dos limites da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, patrimônio histórico e destino de ecoturismo nos Campos Gerais, e da Fazenda Pitangui, local de interesse arqueológico.

Outra limitação importante são áreas que fazem parte de indústrias estabelecidas, grandes complexos industriais em implantação e a fazenda-escola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Para seguir o rito regulatório, a concessionária protocolou o projeto funcional do traçado junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que tem 180 dias para avaliar o projeto preliminar. A partir de então, a PRVias entregará o projeto executivo, com todos os detalhamentos e elementos construtivos do novo segmento rodoviário.

“O contorno é um projeto esperado há muito tempo pela população de Ponta Grossa e de desenvolvimento para todo o Estado, concebido para contribuir com o crescimento da cidade por ligações a importantes eixos viários, que garantem uma mobilidade mais dinâmica e segura”, diz o gerente de Obras da PRVias, Gabriel Ramos.

Formato

O traçado proposto obedece requisitos do Programa de Exploração da Rodovia (PER) da ANTT, incluindo os pontos de conexão com as rodovias BR-373, PR-151 e BR-376, e todos os requisitos ambientais do Instituto de Água e Terra (IAT) do Paraná.

O trecho será de Classe 1-A, com acessos controlados por meio de nove dispositivos de conexão entre o contorno e outras vias. Desse modo, evita-se que qualquer tipo de estabelecimento comercial se instale às margens da rodovia e crie um acesso próprio, como ocorre hoje com as avenidas Sousa Naves (BR-373) e Presidente Kennedy (BR-376).

Foram realizados mais de 200 pontos de sondagem, considerando uma análise geográfica ampla por ser uma região com relevos acidentados e com vários tipos de solo, características da região importantes para obedecer as normas de construção rodoviária.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano pode ser votado com urgência pela Câmara dos Deputados

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Foto: Adamo Bazani/Diário do Transporte

Requerimento para que projeto fosse votado em regime de urgência contou com 394 assinaturas confirmadas, reunindo cerca de 76,8% dos parlamentares

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

O Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano pode ser apreciado ainda esta semana pela Câmara dos Deputados, após intensa articulação política das entidades do setor de transporte. O requerimento para que o projeto fosse votado em regime de urgência contou com 394 assinaturas confirmadas, reunindo cerca de 76,8% dos parlamentares.

De acordo com a NTU, o Marco Legal representa um avanço institucional considerado estratégico para a organização, a sustentabilidade e a modernização dos sistemas de transporte público coletivo no Brasil. O texto do PL n° 3.278/21 reconhece o transporte coletivo urbano como serviço público essencial, indispensável à garantia do direito constitucional de ir e vir, à inclusão social e ao acesso da população ao trabalho, à educação, à saúde e aos serviços públicos, além de reafirmar seu papel estruturante na política urbana e no desenvolvimento econômico das cidades.

Uma avaliação feita pelas entidades representativas do setor, incluindo a NTU, considera que a ausência histórica de um marco legal específico e atualizado contribuiu para a fragilização estrutural dos sistemas de transporte coletivo, cenário agravado pela queda da demanda, pelo aumento dos custos operacionais e pela insuficiência de fontes estáveis de financiamento. O novo marco busca enfrentar esses desafios ao estabelecer diretrizes para o financiamento adequado do custeio e dos investimentos, ampliar a previsibilidade regulatória e fortalecer a segurança jurídica, respeitando o pacto federativo e as limitações fiscais dos municípios.

O projeto final foi resultado de amplo processo de discussão no âmbito do Fórum Consultivo de Mobilidade Urbana, coordenado pelo Ministério das Cidades, com participação do poder público, da sociedade civil e do setor produtivo, culminando em um texto consensual. A proposta já havia sido aprovada por unanimidade no Senado Federal, em dois turnos, e na Comissão de Infraestrutura, evidenciando elevado grau de convergência política e institucional em torno do tema.

“A aprovação do Projeto de Lei representa um avanço relevante para o transporte público no Brasil. O Marco Legal atualiza e moderniza regras centrais da Política Nacional de Mobilidade. O pedido de urgência na tramitação desse projeto se justifica pela necessidade imediata de organizar, dar segurança jurídica e qualificar a gestão do transporte público no país, explica Fábio Damasceno, secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Transportes e Mobilidade.

Na Câmara dos Deputados, a matéria também foi debatida em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Urbano, com ampla participação de representantes dos usuários, dos entes federativos e de entidades nacionais do setor, reforçando a importância da aprovação do texto nos mesmos termos validados pelo Senado, como forma de preservar seu equilíbrio técnico e jurídico.

Ogeny Maia, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, afirmou que a aprovação do Marco Legal representa a reconstrução da mobilidade urbana brasileira, colocando, de fato, o transporte público como direito social fundamental porque “possibilita criarmos um sistema nacional com regras, sistema de dados e financiamento de custeio”.

A diretora executiva da ANPTrilhos, Ana Patrizia Lira, enfatizou a urgência da matéria: “a aprovação é importante e urgente pois o PL 3.278/21 cria um ambiente favorável para investimentos de longo prazo, com retorno previsível, tarifa justa e serviço de qualidade — exatamente o tripé que falta hoje para reverter a crise do transporte coletivo no Brasil”, explica.

Para Francisco Christovam, diretor presidente da NTU, a aprovação do Marco Legal é imprescindível para o futuro das cidades brasileiras. “O transporte público coletivo urbano é uma política pública estruturante. A aprovação deste marco criará condições para reverter a perda de demanda, melhorar a qualidade dos serviços e garantir maior previsibilidade e segurança jurídica para gestores públicos, operadores e para a sociedade como um todo”, afirmou.

Segundo Christovam, o marco também será um reforço na agenda de sustentabilidade e desenvolvimento. “Fortalecer o transporte coletivo é reduzir congestionamentos, diminuir emissões de gases de efeito estufa, ampliar a acessibilidade e melhorar a qualidade de vida nas cidades, em consonância com os compromissos climáticos assumidos pelo Brasil”, destacou.

A NTU avalia que a aprovação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano deve representar uma medida estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país, ao contribuir para o aumento da produtividade, a redução das desigualdades territoriais e a promoção de uma mobilidade urbana mais eficiente, inclusiva e sustentável.

A expectativa do setor é que a combinação entre o consenso unânime no setor, a demanda urgente da sociedade e o apoio expressivo do parlamento permita a aprovação do projeto ainda esta semana.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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PSG x Flamengo AO VIVO: siga a final da Copa Intercontinental em tempo real

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Chegou o momento mais esperado! Flamengo e PSG decidem nesta quarta-feira (17), às 14h (de Brasília), no estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan, no Qatar, o título da Copa Intercontinental.

O Rubro-Negro chegou à final da competição ao eliminar Cruz Azul, do México, e Pyramids, do Egito, nas fases anteriores. Por outro lado, os franceses, por serem os atuais campeões da Champions League, entram direto na finalíssima e farão sua estreia no torneio.

O time carioca buscará seu 2º título mundial – o primeiro com a nomenclatura ”Intercontinental”, depois de ter sido campeão em 1981, contra o Liverpool.

A equipe de Paris, por sua vez, quer o troféu inédito, já que nunca havia sido campeão da Europa antes da última temporada.

Quem levará a melhor?

Acompanhe abaixo o tempo real de PSG x Flamengo:

(as notícias podem demorar alguns segundos para aparecerem)

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Nunes diz que intenção é não dar reajuste real, com correção pela inflação

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Em entrevista durante entrega de ônibus elétricos, o prefeito de São Paulo afirmou também que o ideal é não ter aumento, porém vai analisar planilhas da SPTrans e conversar com Tarcísio de Freitas

ADAMO BAZANI

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, que deve receber as planilhas da gerenciadora dos transportes da capital paulista, a SPTrans (São Paulo Transporte), sobre os custos dos serviços.

Com isso, será possível concluir os estudos sobre o eventual aumento de tarifa de ônibus já em janeiro de 2026.

A intenção, segundo o prefeito, é que não haja um reajuste real, apenas uma correção da inflação.

Entretanto, são essas planilhas que devem definir os reais índices, mas não serão levadas em conta somente os números da planilha.

Segundo o prefeito, o ideal mesmo é que houvesse um congelamento, mas provavelmente não será possível.

Assim, além dos dados levantados pela SPTrans, haverá conversas com o governador Tarcísio de Freitas, a respeito das tarifas de metrô, trens e ônibus metropolitanos.

Apesar de não haver uma vinculação direta, sempre se busca, segundo Nunes, um equilíbrio entre os ônibus municipais e os transportes metropolitanos, ambos que possuem integração principalmente entre os ônibus SPTrans e o sistema de trilhos.

“Com relação à questão dos estudos da correção da tarifa, a gente sempre no final do ano recebe os estudos da SPTrans, que traz todo um panorama com relação à questão ao custeio do sistema, a questão do dissídio, a questão do preço de diesel, a questão de pneus e também da questão do que a gente tem de possibilidade de arrecadação por conta da tarifa. Eles não me apresentaram ainda, então eu não tenho essa resposta para te dar. Normalmente, eles me apresentam isso depois do dia 20, porque pega todo o histórico do ano e assim que eles me apresentarem, a gente senta com o Governo do Estado, que tem a questão do metrô também, não tem uma vinculação, mas até por uma questão de integração, a gente senta para poder falar e aí a gente vai apresentar se a gente vai ter ou não. Uma coisa que eu acho que a gente vai trabalhar bastante é para que não tenha aumento real. O ideal é manter congelada a tarifa. Se a gente não conseguir, que a gente não passe da inflação, mas isso vai depender dos estudos que eles vão estar me trazendo para a gente poder colocar. E é bom destacar que a tarifa de São Paulo é a menor tarifa aqui da região metropolitana. Todas as cidades do entorno têm a tarifa de R$ 5,60, R$ 5,40, têm tarifa de R$ 5,80, a nossa é R$ 5,00, então a gente mantém essa tarifa bem reduzida e de que se nós não tivéssemos o subsídio, que no ano passado foi de R$ 6 bilhões, a tarifa seria aproximadamente R$ 9,00, então a gente mantém em R$ 5,00 para poder fazer com que as pessoas tenham mais acesso ao transporte público e a prefeitura vai continuar, tem capacidade de manter o subsídio, mas também a gente precisa equilibrar para não tirar dinheiro da saúde, não tirar dinheiro da habitação, não tirar dinheiro da segurança, cada área podendo fluir de uma forma responsável”, comunicou o prefeito Ricardo Nunes.

As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira (17) durante a apresentação de 140 ônibus elétricos para a cidade. A frota sobe agora para 1.149 veículos desse tipo, abaixo da meta.

Como já havia mostrado o Diário do Transporte, o atraso na eletrificação dos ônibus da cidade será levado em conta na abertura do processo de caducidade contra a Enel, anunciada na última terça-feira (16).

Relembre:

Governos Lula, Tarcísio e Nunes se unem contra ENEL em São Paulo e Aneel vai abrir processo de caducidade de contrato. Além de apagões, ônibus elétricos atrasaram

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Arthur Ferrari e Vinícius de Oliveira

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