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Criminosos bloqueiam acesso ao Aeroporto do Galeão com ônibus sequestrados na manhã desta terça-feira (16), no Rio de Janeiro

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Via foi obstruida durante operação policial na Comunidade do Barbante, na Ilha do Governador

ARTHUR FERRARI

Criminosos sequestraram dois ônibus municipais do Rio de Janeiro (RJ) na Ilha do Governador e os utilizaram para fechar o único acesso ao Aeroporto do Galeão na manhã desta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, durante uma operação policial na Comunidade do Barbante.

Segundo o Rio Ônibus, por meio de nota, os veículo, das linha 325 Ribeira x Castelo e 910 Bananal x Irajá, foram abordados e tiveram suas chaves retiradas. Os coletivos foram removidos da via pelas autoridades por volta de 7h45.

“O Rio Ônibus informa que dois ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como barricadas, na Estrada do Galeão. São eles: B28601 – 325 Ribeira x Castelo e B32771 – 910 Bananal x Irajá”, informou a entidade.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Edital da licitação dos ônibus do Rio autoriza uso de um mesmo veículo em diferentes linhas do lote

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Um dos modelos de novos ônibus no Sistema Rio – Reprodução

Esclarecimento da SMTR reforça flexibilidade operacional, mantém entendimentos anteriores e confirma ajustes no cronograma do Sistema Rio

ALEXANDRE PELEGI

A Comissão Especial de Licitação da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro (SMTR) confirmou que as concessionárias poderão utilizar um mesmo veículo para atender diferentes serviços dentro de um mesmo lote da licitação do Sistema Rio, desde que sejam respeitados os quadros horários, a tipologia exigida e as regras do edital.

O entendimento consta do Aviso de Esclarecimento nº 10, publicado no âmbito da Concorrência CO SMTR nº 001/2025, que trata da concessão comum, sem exclusividade, do transporte coletivo por ônibus na capital fluminense.

O esclarecimento reforça a possibilidade de otimização operacional da frota, permitindo reduzir tempos ociosos nos terminais. Segundo a Comissão, o edital não vincula veículos específicos a serviços determinados, cabendo às concessionárias organizar a frota de forma eficiente, inclusive com atendimento a múltiplos serviços dentro do mesmo lote, desde que observadas as regras do instrumento convocatório, especialmente o Anexo I.3, que trata do planejamento operacional.

A interpretação está alinhada ao próprio Termo de Referência do edital, que prevê que, ao longo da vigência contratual, o Poder Concedente poderá promover ajustes operacionais e reorganizações da rede com foco em eficiência e melhoria da qualidade do serviço.

Esclarecimentos seguem válidos apesar das mudanças no edital

No mesmo Aviso, a Comissão também esclareceu que as respostas já dadas a pedidos de esclarecimento anteriores continuam válidas, mesmo após alterações no edital, desde que os dispositivos ou cláusulas correspondentes não tenham sido modificados por errata ou republicação. Esses entendimentos permanecem eficazes até manifestação expressa em sentido contrário ou até mudança específica no edital que afete diretamente o conteúdo já esclarecido.

A Comissão reforçou, contudo, que as interessadas devem sempre consultar a versão mais recente do edital e de seus anexos, diante das alterações ocorridas ao longo do certame.

Quadro horário já incorpora tempos operacionais

Outro ponto relevante é a confirmação de que todos os parâmetros operacionais necessários já estão embutidos no Quadro Horário, incluindo tempos de placa e de parada operacional nos terminais. Dessa forma, não é necessária a inclusão de tempos adicionais de regulagem no planejamento das concessionárias.

Processo já passou por adiamentos e ajustes

A licitação do Sistema Rio foi lançada oficialmente em 17 de outubro de 2025, com a publicação do edital e de seus anexos no Diário Oficial do Município. O certame faz parte do processo de reorganização do sistema de ônibus do Rio de Janeiro, estruturado em lotes operacionais e com contratos de longo prazo.

Inicialmente, a sessão pública de abertura das propostas estava prevista para 10 de dezembro de 2025. No entanto, em 1º de dezembro, a Prefeitura promoveu alterações no edital, o que levou à republicação do cronograma e ao adiamento do certame. O principal motivo foi a necessidade de ajustes nos estudos econômicos e nos valores estimados dos contratos, além de esclarecimentos técnicos solicitados por interessados.

Com isso, o cronograma foi sendo sucessivamente ajustado, passando por uma previsão intermediária para janeiro de 2026, até que a administração municipal fixou como nova data do certame o dia 6 de fevereiro de 2026, conforme a versão mais recente do edital.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), o motivo é que os valores de contratos e remunerações foram revisados para baixo. Entretanto, inicialmente, está mantida a previsão do início de operação com os novos ônibus a partir de abril de 2026. Toda mudança de edital requer 45 dias para adaptação e conhecimento do mercado.

De acordo com a nova publicação oficial da prefeitura, os valores ficaram da seguinte maneira:

Lote A2:

ANTES: contrato de R$ 221,28 milhões, tarifa de referência R$ 10,53/km e mínima R$ 8,04/km.

REVISADO: R$220.098.824,87 (duzentos e vinte milhões, noventa e oito mil, oitocentos  e vinte e quatro reais e oitenta e sete centavos).TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 10,55 por Km TARIFA MÍNIMA: R$ 8,05 por Km

Lote B1:

ANTES: contrato de R$ 223,03 milhões, tarifa de referência R$ 11,64/km e mínima R$ 8,57/km.

REVISADO: R$221.956.023,87 (duzentos e vinte e um milhões, novecentos e cinquenta  e seis mil, vinte e três reais e oitenta e sete centavos).TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 11,65 por Km TARIFA  MÍNIMA: R$ 8,58 por Km

Lote B2:

ANTES: contrato de R$ 132,39 milhões, tarifa de referência R$ 11,91/km e mínima R$ 9,32/km.

REVISADO: VALOR DO CONTRATO: R$131.154.647,59 (cento e trinta e um milhões, cento e cinquenta e quatro mil, seiscentos e quarenta e sete reais e cinquenta e nove centavos). TARIFA DE REFERÊNCIA: R$ 11,91 por KM TARIFA MÍNIMA: R$ 9,32 por Km

Segundo o novo edital, a concessão compreenderá 3 LOTES (A2; B1 e B2), incluindo a implantação de garagem e fornecimento de frota. Os lotes se referem às linhas de Campo Grande e Santa Cruz.

Na primeira etapa da concessão são previstos investimentos de R$577 milhões.

Errata altera data-base do valor estimado

Além dos esclarecimentos operacionais, a Comissão publicou a Errata nº 04, que altera a data-base utilizada para o cálculo do valor estimado dos contratos. Onde constava julho de 2025, passa a valer outubro de 2025 como referência para a soma dos investimentos estimados a serem realizados pelas concessionárias ao longo do prazo da concessão, conforme detalhado no Anexo I.9 – Estudo Econômico de Referência.

A Concorrência CO SMTR nº 001/2025 é considerada um dos principais processos em curso para a reformulação do sistema de ônibus do Rio de Janeiro e segue sendo acompanhada de perto pelo mercado diante dos ajustes sucessivos no edital e no cronograma.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Por que Flamengo, campeão da Libertadores e do Brasileirão, ficou atrás do Palmeiras em ranking da CONMEBOL? Entenda

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Atual campeão da CONMEBOL Libertadores, o Flamengo aparece em segundo no ranking dos melhores times do continente atualizado pela entidade nesta segunda-feira (15). O Palmeiras, vice-campeão, é o líder. O que explica isso?

A CONMEBOL adota um sistema de pontuação para montar seu ranking anual. A lista não reflete necessariamente o desempenho dos clubes na última temporada.

O próprio Palmeiras, após conquistar o bicampeonato consecutivo da Libertadores em 2020 e 2021, não alcançou a liderança da lista, ficando atrás do River Plate. O que explica isso são os três fatores que garantem pontos aos times.

O primeiro critério é o desempenho dos clubes nas últimas 10 edições da Libertadores e Sul-Americana (2025-2015).

Na Libertadores, por exemplo, um time pode receber 25 pontos se for eliminado na fase prévia, enquanto outro pode receber mais de 1.000 em caso de título.

Vitórias e empates também rendem pontos aos times, assim como classificações. A pontuação é menor para a Sul-Americana, mas segue o mesmo critério. Os pontos vão perdendo peso a cada edição atualizada.

O coeficiente histórico leva em conta o desempenho das equipes nas duas competições da CONMEBOL entre 1960 e 2014.

Ao chegar na semifinal da Libertadores, por exemplo, o clube ganha 30 pontos. O vice vale 50, enquanto o título vale 100 – além de 8 pontos por vitória e 4 pontos por empate da fase de grupos em diante.

O último critério é o desempenho dos clubes nos campeonatos locais na última década. Os campeões ganham 50 pontos por título, como o Flamengo este ano. As conquistas também têm um decréscimo de 0,1 no peso ano após ano.

Esses critérios explicam o fato de o Palmeiras estar na frente do Flamengo. O Verdão soma, por exemplo, 12 semifinais e 7 finais de Libertadores. Este ano, por exemplo, o time de Abel Ferreira passou pela fase de grupos 100%.

Desde 2015, a equipe paulista também conquistou o Brasileirão por quatro vezes. Tais pontos contribuem para o Verdão superar o Rubro-Negro na lista.

Top 30 do ranking da CONMEBOL

  1. Palmeiras – 9828,6 pontos

  2. Flamengo – 9303,1

  3. River Plate (Argentina) – 8762,8

  4. Boca Juniors (Argentina) – 7360

  5. Peñarol (Uruguai) – 6029,4

  6. Atlético-MG – 5949,2

  7. São Paulo – 5631,5

  8. Nacional (Uruguai) – 5521

  9. Racing Club (Argentina) – 5312,7

  10. LDU (Equador) – 5168

  11. Fluminense – 4968,5

  12. Athletico-PR – 4517,1

  13. Internacional – 4408,1

  14. Grêmio – 4320,6

  15. Olimpia (Paraguai) – 4292,4

  16. Independiente del Valle (Equador) – 4128,4

  17. Libertad (Paraguai) – 4007,8

  18. Estudiantes (Argentina) – 3905,4

  19. Botafogo – 3716,6

  20. Cerro Porteño (Paraguai) – 3708,7

  21. Lanús (Argentina) – 3658,9

  22. Corinthians – 3525,7

  23. Bolívar (Bolívia) – 3466,6

  24. Independiente (Argentina) – 3404,4

  25. Colo-Colo (Chile) – 3366,5

  26. Vélez Sarsfield (Argentina) – 3261,3

  27. Santos – 3238,2

  28. Barcelona de Guayaquil (Equador) – 3176,6

  29. Cruzeiro – 2951

  30. Atlético Nacional (Colômbia) – 2855,4

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Rio de Janeiro autoriza uso de bermudas para motoristas de ônibus, táxi e vans até março de 2026

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Medida assinada por Eduardo Paes repete prática adotada em verões anteriores para amenizar efeitos do calor extremo sobre trabalhadores do transporte e servidores municipais

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura do Rio de Janeiro voltou a autorizar o uso de bermudões e bermudas na altura do joelho por motoristas de ônibus, táxis, vans e kombis credenciadas, além de servidores municipais, durante o período de verão. A permissão consta do Decreto Rio nº 57.431, publicado em 15 de dezembro de 2025, com validade até 31 de março de 2026.

Assinada pelo prefeito Eduardo Paes, a norma entra em vigor na data da publicação e busca minimizar os impactos das altas temperaturas, sobretudo para profissionais que passam longas jornadas expostos ao calor intenso nas ruas da cidade.

A medida, no entanto, não é inédita na capital fluminense. A autorização para o uso de vestimenta mais leve durante o verão vem sendo adotada de forma recorrente ao longo dos últimos anos. No verão 2023/2024, por exemplo, decreto semelhante liberou o uso de bermudas para os mesmos grupos profissionais até o fim de março, em meio a sucessivas ondas de calor que elevaram as temperaturas acima dos 40 °C em diferentes regiões da cidade.

O mesmo ocorreu no verão de 2022/2023, quando a Prefeitura publicou ato autorizando servidores e motoristas do transporte público a utilizarem bermudas como forma de reduzir o desconforto térmico. A prática, segundo registros históricos da administração municipal, existe desde o início dos anos 2000, quando passou a ser adotada de maneira sazonal durante os meses mais quentes.

Assim como nos decretos anteriores, o texto atual estabelece que, em função de situações específicas, os titulares das secretarias e os presidentes de empresas públicas municipais poderão regulamentar internamente a aplicação da norma, considerando as características de cada atividade.

A repetição anual da medida reflete o reconhecimento, por parte do poder público, de que as condições climáticas extremas impactam diretamente a saúde, o conforto e o desempenho operacional dos profissionais que atuam na linha de frente do transporte urbano e dos serviços municipais no Rio de Janeiro.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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A cidade desorganizada derruba o transporte coletivo… mas quem fiscaliza a prefeitura?

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A foto é de arquivo, mas a situação continua a mesma…

Vice-presidente da ANTP afirma que a cobrança se concentra nas empresas operadoras enquanto o poder público descumpre atribuições essenciais sobre viário, obras, calçadas e segurança de passageiros

ALEXANDRE PELEGI

Depois de defender que o transporte coletivo precisa voltar a seduzir o passageiro e gerar orgulho em quem encara o ônibus todos os dias, o vice-presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Cláudio de Senna Frederico, amplia o foco do debate e aponta um fator que costuma passar quase despercebido — embora esteja bem diante dos olhos de todos: a responsabilidade direta das prefeituras na qualidade do serviço.

Para Frederico, a fiscalização do transporte coletivo segue um roteiro conhecido. A lupa está quase sempre apontada para as empresas concessionárias e permissionárias — aquelas que dirigem, mantêm a frota e tentam cumprir horários — enquanto o poder público, que organiza (ou desorganiza) a cidade, muitas vezes fica fora do enquadramento.

Segundo o dirigente da ANTP, fiscalizar o transporte coletivo não é apenas conferir planilhas, pontualidade ou estado do veículo. É também fiscalizar quem controla a rua, a calçada, a obra e o entorno. Afinal, ônibus não anda no vácuo — anda na cidade real, com buraco, caçamba, carro parado em fila dupla e faixa exclusiva tratada como estacionamento eventual.

Uma das principais responsabilidades das prefeituras, destaca Frederico, é a priorização efetiva do sistema viário. E isso vai muito além de pintar uma faixa no asfalto e tirar foto para divulgação. Significa manter corredores livres de estacionamento irregular, de carga e descarga fora de hora, de obras privadas avançando sobre a via e de pavimento que mais parece teste de suspensão.

Outro ponto sensível é a gestão das obras urbanas. Intervenções viárias feitas sem coordenação com o transporte coletivo — ou com desvios improvisados que surgem da noite para o dia — afetam diretamente a operação das linhas, aumentam o tempo de viagem e colocam o passageiro numa espécie de “tour involuntário” pela cidade. Para Frederico, isso não é fatalidade urbana, é falha de gestão pública do transporte.

Como contraponto, ele cita Londres, onde centros de controle acompanham permanentemente o uso do viário, monitoram obras, organizam desvios e fiscalizam qualquer interferência que possa atrapalhar ônibus e outros modais. Lá, a rua não é apenas cenário do trânsito: é parte do sistema de transporte. Nada de “depois a gente vê”.

O mesmo raciocínio vale para os espaços fora do veículo. Calçadas, pontos de embarque e desembarque e áreas de distribuição de passageiros, segundo o vice-presidente da ANTP, precisam ser tratados como infraestrutura de transporte. Em outras palavras, não são sobras do urbanismo. Devem funcionar como uma estação de metrô — com ordem, acessibilidade e lógica — e não como um teste diário de obstáculos.

A segurança entra como capítulo essencial. Para Frederico, a segurança de passageiros e funcionários do transporte coletivo precisa ser superior à média da cidade, assim como ocorre nos sistemas metroferroviários. E isso não se resolve com adesivo no vidro nem boa vontade do motorista. Trata-se de uma atribuição direta do poder público.

Na avaliação de Cláudio de Senna Frederico, o passageiro só volta a confiar no transporte coletivo quando sente que há cuidado permanente com o serviço e presença efetiva do Estado na sua gestão. Quando percebe que alguém está olhando por ele — dentro e fora do ônibus — e não apenas esperando que “se vire”.

Sem que as prefeituras assumam essas responsabilidades básicas, o transporte coletivo perde competitividade e atratividade. Com uma cidade organizada, fiscalização equilibrada e gestão pública atuante — como mostram experiências internacionais — o ônibus deixa de ser apenas uma obrigação cotidiana e passa, finalmente, a ser uma escolha.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Campo Grande (MS) chega ao segundo dia de greve do transporte coletivo nesta terça-feira (16) com milhares de passageiros prejudicados

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Paralisação total do sistema acontece enquanto trabalhadores do Consórcio Guaicurus reivindicam pagamentos atrasados; segundo prefeitura, repasses estão em dia

ARTHUR FERRARI

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande (MS) entrou no segundo dia nesta terça-feira (16) sem qualquer previsão de encerramento. Após reunião realizada no fim da tarde desta segunda-feira (15), os trabalhadores decidiram manter a paralisação, e os ônibus operados pelo Consórcio Guaicurus continuam fora de circulação na capital sul-mato-grossense.

Como noticiado pelo Diário do Transporte, a cidade amanheceu sem ônibus na segunda-feira (15) em razão do protesto organizado pelos funcionários do sistema. A principal reivindicação da categoria é o pagamento de salários atrasados referentes ao mês de novembro, além do 13º salário.

Segundo o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande), a retomada das atividades está condicionada à comprovação dos depósitos nas contas dos trabalhadores. O presidente da entidade, Demétrio Freitas, afirmou que a decisão da categoria é manter a paralisação por tempo indeterminado, mesmo diante de multa determinada pela Justiça.

Do outro lado, a Prefeitura de Campo Grande sustenta que não há pendências financeiras com o Consórcio Guaicurus. Em nota, o município informou que, por meio da Agência Municipal de Regulação (Agereg) e da Procuradoria-Geral, todos os repasses previstos em contrato foram realizados e que, inclusive, houve a antecipação de cerca de R$ 3 milhões na tentativa de evitar a greve.

A administração municipal afirma ainda que, somente em 2025, foram transferidos mais de R$ 35 milhões ao consórcio, considerando subsídios e valores de vale-transporte. Para a prefeitura, o movimento grevista é considerado abusivo e ilegal.

A Agereg também apontou uma série de descumprimentos contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, como frota envelhecida — com 197 ônibus acima da idade média permitida — e atrasos na contratação de seguro obrigatório. De acordo com a agência, já foram aplicadas multas que somam R$ 12 milhões, além de outras penalidades que ainda estão em fase de análise.

Sem acordo entre trabalhadores, empresa e poder público, o transporte coletivo segue totalmente paralisado, afetando milhares de usuários em Campo Grande.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Governo Tarcísio de Freitas autoriza mais de R$ 3 bilhões em operações de créditos para metrô, corredor metropolitano e VLT

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BNDES é um dos atuais financiadores da Linha 6-Laranja, com R$ 12,3 bilhões em crédito

Lei sancionada pelo governador paulista libera financiamentos para a Linha 6-Laranja, expansão da Linha 2-Verde, Corredor Itapevi–Osasco e VLT da Baixada Santista, além de permitir operações em reais, dólares e euros

ALEXANDRE PELEGI

O Governo do Estado de São Paulo sancionou a Lei nº 18.353, de 15 de dezembro de 2025, que autoriza a contratação de mais de R$ 3 bilhões em operações de crédito — considerando valores em moeda nacional e estrangeira — para projetos estratégicos, com forte concentração em transporte público estruturante, especialmente metrô, corredores metropolitanos de ônibus e sistemas sobre trilhos.

No eixo metroferroviário, a lei autoriza a contratação de até US$ 100 milhões para as obras civis da expansão da Linha 2-Verde do Metrô, ampliando o financiamento de um dos principais projetos de crescimento da rede metroviária da capital paulista.

O texto também reforça o suporte financeiro à PPP da Linha 6-Laranja, permitindo novas operações de crédito de até € 312,68 milhões, ou alternativamente US$ 325 milhões, voltadas à implantação e expansão da linha. Além disso, a norma altera a Lei nº 18.067/2024 e amplia o limite global já autorizado para a PPP, que passa a permitir financiamentos de até R$ 2,26 bilhões, ou € 351,24 milhões, consolidando maior fôlego financeiro à medida que a obra avança.

A nova legislação também promove alterações na Lei nº 14.990, de 2013, atualizando limites de crédito para projetos sob responsabilidade da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) — ou de eventual sucessora. Entre os destaques estão o Corredor Itapevi–São Paulo, no trecho Jandira–Vila Iara (Osasco), com autorização de até R$ 325 milhões, e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista, com limite de financiamento de até R$ 858,9 milhões, considerado estruturante para a mobilidade urbana da região.

A lei ainda disciplina as condições financeiras das operações, autoriza garantias pelo Estado ou pela União — com contragarantia estadual — e permite a vinculação de receitas constitucionais para assegurar o pagamento dos financiamentos, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Embora o texto também contemple projetos em outras áreas, o conjunto das autorizações evidencia prioridade do governo estadual em assegurar recursos para o transporte público de alta capacidade, integrando metrô, corredores metropolitanos e sistemas sobre trilhos como pilares.

A norma entrou em vigor na data de sua publicação, em 15 de dezembro de 2025, com assinatura do governador Tarcísio de Freitas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Semana começa com maior parte do país em alerta para chuvas fortes

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A terça-feira, 16 de dezembro, será marcada pela atuação de uma frente fria combinada ao calor e à alta umidade em diferentes camadas da atmosfera. Segundo a Climatempo, esse cenário favorece a ocorrência de pancadas de chuva, temporais isolados e rajadas de vento em várias partes do Brasil.

Enquanto o tempo começa a apresentar melhora gradual em áreas do Sul ao longo do dia, Sudeste e Centro-Oeste entram em estado de atenção para volumes elevados de chuva. No Nordeste, o calor segue predominando, com instabilidades mais concentradas no interior, e na região Norte, a chuva continua frequente, por vezes com intensidade elevada.

O Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) divulgou alertas para tempestades e chuvas fortes que abrangem quase todos os Estados do país. Apenas Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte não devem ser atingidos pelas instabilidades nesta semana.

O alerta amarelo abrange áreas do Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nessas regiões, há previsão de chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo isolado, com baixo risco de transtornos como quedas de galhos, alagamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia.

Já os laranjas, que indicam perigo, aparecem com maior destaque em áreas do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nessas localidades, são esperadas chuvas mais intensas, entre 30 e 60 mm por hora ou acumulados de 50 a 100 mm por dia, acompanhadas de ventos fortes a muito fortes, entre 60 e 100 km/h. O risco é maior para alagamentos, quedas de árvores e galhos, descargas elétricas e cortes no fornecimento de energia.

Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro também estão sob alerta vermelho, com previsão de chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. O Inmet avisa que há grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de grandes deslizamentos de encostas em cidades com tais áreas de risco.

Veja a previsão por região

No Sul do país, a frente fria provoca chuva desde as primeiras horas do dia em áreas do norte, nordeste, serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, além da Região Metropolitana de Porto Alegre. Pela manhã, as instabilidades avançam por Santa Catarina e por grande parte do Paraná, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais, especialmente entre o litoral paranaense, o norte catarinense e o noroeste do Paraná, informa a Climatempo.

Ao longo do dia, o tempo fica mais firme no oeste e no sul gaúcho, com maior presença de sol, e até a noite a chuva perde força na maior parte da região. As temperaturas entram em declínio, trazendo sensação mais agradável no Rio Grande do Sul e em áreas do interior de Santa Catarina e do Paraná. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h, podendo alcançar 70 km/h em áreas litorâneas.

Sudeste

No Sudeste, as instabilidades atuam desde a manhã no noroeste, interior e sul de Minas Gerais. Com a aproximação de uma nova frente fria, a chuva se espalha pela região entre a manhã e o início da tarde, inicialmente com fraca a moderada intensidade, mas ganhando força ao longo do dia. Chove de forma moderada a forte em São Paulo, no Rio de Janeiro, em grande parte de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo, com risco de temporais.

Na capital paulistana, segundo a Climatempo, o dia será de instabilidade persistente, com pancadas de chuva desde o início da manhã. Durante a tarde, a chuva ganha força e aumenta o risco de temporais. A temperatura máxima deve alcançar 29°C, e a mínima tende a ser registrada no período da noite.

A situação é mais preocupante no leste paulista, em grande parte do território fluminense e na Zona da Mata mineira, onde os volumes de chuva podem ser elevados. Em contrapartida, o tempo fica mais firme no restante do Espírito Santo e no nordeste de Minas.

As temperaturas seguem altas, e os ventos sopram com rajadas entre 40 e 50 km/h, podendo atingir 70 km/h no litoral sul de São Paulo e na Baixada Santista.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a frente fria posicionada no Sul do país ajuda a canalizar a umidade da Amazônia, provocando pancadas de chuva desde cedo no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e também no sul, sudoeste, leste e norte de Mato Grosso. Em Goiás, as instabilidades ocorrem de forma mais isolada durante a manhã.

À tarde, a chuva se espalha por toda a região, com intensidade moderada a forte, risco de temporais e volumes elevados, principalmente no oeste, noroeste, norte e interior de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso.

As temperaturas diminuem um pouco em Mato Grosso do Sul e em algumas áreas de Mato Grosso e do sul de Goiás, deixando o clima mais ameno. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h, podendo chegar a 70 km/h no oeste sul-mato-grossense e no extremo sul mato-grossense.

Nordeste

No Nordeste, o tempo permanece firme na maior parte da região, mas há previsão de chuva moderada a forte no oeste e sudoeste da Bahia, na metade sul do Maranhão, em grande parte do Piauí, no sul do Ceará, no oeste da Paraíba e no extremo norte de Pernambuco, diz a Climatempo.

Na faixa litorânea norte e no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a chuva ocorre de forma mais fraca e isolada. O calor predomina, e a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas do norte da Bahia e do extremo sul de Pernambuco. Os ventos sopram com rajadas entre 40 e 50 km/h, inclusive ao longo do litoral.

Norte

Na região Norte, as instabilidades seguem atuando com pancadas de chuva de moderada a forte intensidade no Amazonas, Acre, Tocantins, Rondônia, Amapá e no oeste e sul do Pará, com risco de temporais isolados.

Em Roraima, a chuva ocorre de forma mais intensa em boa parte do Estado. Já no nordeste do Pará, na metade sul do Amapá e em algumas áreas de Roraima, o tempo fica mais firme. As temperaturas permanecem elevadas, e as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h, especialmente em Roraima, no extremo norte do Amazonas e no sul de Rondônia.

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Tabela do Brasileirão 2026: como ficou o calendário rodada a rodada do seu time na competição

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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou, nesta segunda-feira (15), todos os jogos das 38 rodadas do Brasileirão de 2026. A disputa, como antecipado pela entidade máxima do futebol nacional, terá início no final de janeiro.

Como publicou a CBF, o Brasileirão terá início no dia 28 de janeiro e será finalizado em 2 de dezembro, com todos os jogos disputados de maneira simultânea, como de costume.

O ESPN.com.br agora te mostra, rodada a rodada, como ficou o calendário do próximo Brasileirão, já com a pausa na metade do ano por conta da disputa da Copa do Mundo.

Atual campeão, o Flamengo fará a sua estreia fora de casa contra o São Paulo, no Morumbis. O duelo acontecerá ou no dia 28 ou 29 de janeiro. Vice em 2025, o Palmeiras também inicia a sua campanha como visitante, contra o Atlético-MG, na Arena MRV.

Veja todos os jogos do Campeonato Brasileiro de 2026 abaixo.

1ª rodada – 28/01 e 29/01

2ª rodada – 04/02 e 05/02

  • Flamengo x Internacional

  • Vasco da Gama x Chapecoense

  • Santos x São Paulo

  • Palmeiras x Vitória

  • Red Bull Bragantino x Atlético-MG

  • Cruzeiro x Coritiba

  • Grêmio x Botafogo

  • Athletico-PR x Corinthians

  • Bahia x Fluminense

  • Remo x Mirassol

3ª rodada – 11/02 e 12/02

4ª rodada – 25/02 e 26/02

5ª rodada – 28/01 e 29/01

6ª rodada – 14/03, 15/03 e 16/03

7ª rodada – 18/03 e 19/03

  • Flamengo x Remo

  • Vasco x Fluminense

  • Santos x Internacional

  • Palmeiras x Botafogo

  • Mirassol x Coritiba

  • Atlético-MG x São Paulo

  • Grêmio x Vitória

  • Athletico-PR x Cruzeiro

  • Bahia x Red Bull Bragantino

  • Chapecoense x Corinthians

8ª rodada – 21/03, 22/03 e 23/03

  • Fluminense x Atlético-MG

  • Vasco x Grêmio

  • São Paulo x Palmeiras

  • Corinthians x Flamengo

  • Red Bull Bragantino x Botafogo

  • Cruzeiro x Santos

  • Internacional x Chapecoense

  • Athletico-PR x Coritiba

  • Vitória x Mirassol

  • Remo x Bahia

9ª rodada – 01/04 e 02/04

  • Fluminense x Corinthians

  • Botafogo x Mirassol

  • Santos x Remo

  • Palmeiras x Grêmio

  • Red Bull Bragantino x Flamengo

  • Cruzeiro x Vitória

  • Internacional x São Paulo

  • Coritiba x Vasco

  • Bahia x Athletico-PR

  • Chapecoense x Atlético-MG

10ª rodada – 04/04, 05/04 e 06/04

  • Flamengo x Santos

  • Vasco x Botafogo

  • São Paulo x Cruzeiro

  • Corinthians x Internacional

  • Mirassol x Red Bull Bragantino

  • Atlético-MG x Athletico-PR

  • Grêmio x Remo

  • Coritiba x Fluminense

  • Bahia x Palmeiras

  • Chapecoense x Vitória

11ª Rodada – 11/04, 12/04 e 13/04

12ª Rodada – 18/04, 19/04 ou 20/04

13ª Rodada – 25/04, 26/04 e 27/04

14ª Rodada – 02/05, 03/05 e 04/05

15ª Rodada – 09/05, 10/05 e 11/05

16ª Rodada – 16/05, 17/05 e 18/05

17ª Rodada – 23/05, 24/05 e 25/05

18ª Rodada – 30/05, 31/05 e 01/06

19ª Rodada – 22/07 e 23/07

20ª Rodada – 25/07, 26/07 e 27/07

21ª rodada – 29/07 e 30/07

22ª Rodada – 08/08, 09/08 e 10/08

23ª Rodada – 15/08, 16/08 e 17/08

24ª Rodada – 22/08, 23/08 e 24/08

25ª Rodada – 29/08, 30/08 e 31/08

26ª Rodada – 05/09, 06/09 e 07/09

  • Fluminense x Vasco

  • Botafogo x Palmeiras

  • São Paulo x Atlético-MG

  • Corinthians x Chapecoense

  • Red Bull Bragantino x Bahia

  • Cruzeiro x Athletico-PR

  • Internacional x Santos

  • Coritiba x Mirassol

  • Vitória x Grêmio

  • Remo x Flamengo

27ª Rodada – 12/09, 13/09 e 14/09

  • Flamengo x Corinthians

  • Botafogo x Red Bull Bragantino

  • Santos x Cruzeiro

  • Palmeiras x São Paulo

  • Mirassol x Vitória

  • Atlético-MG x Fluminense

  • Grêmio x Vasco

  • Coritiba x Athletico-PR

  • Bahia x Remo

  • Chapecoense x Internacional

28ª Rodada – 19/09, 20/09 e 21/09

  • Flamengo x Red Bull Bragantino

  • Vasco x Coritiba

  • São Paulo x Internacional

  • Corinthians x Fluminense

  • Mirassol x Botafogo

  • Atlético-MG x Chapecoense

  • Grêmio x Palmeiras

  • Athletico-PR x Bahia

  • Vitória x Cruzeiro

  • Remo x Santos

29ª Rodada – 07/10 e 08/10

  • Fluminense x Coritiba

  • Botafogo x Vasco

  • Santos x Flamengo

  • Palmeiras x Bahia

  • Red Bull Bragantino x Mirassol

  • Cruzeiro x São Paulo

  • Internacional x Corinthians

  • Athletico-PR x Atlético-MG

  • Vitória x Chapecoense

  • Remo x Grêmio-

30ª Rodada – 10/10, 11/10 ou 12/10

31ª Rodada – 17/10, 18/10 e 19/10

32ª Rodada – 24/10, 25/10 e 26/10

33ª Rodada – 28/10 ou 29/10

34ª Rodada – 04/11 ou 05/11

35ª Rodada – 18/11 e 19/11

36ª Rodada – 21/11, 22/11 e 23/11

37ª Rodada – 28/11 e 29/11

38ª rodada – 02/12

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Queda de 18% no preço da ureia altera estratégia de compra de fertilizantes no Brasil

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O mercado global de fertilizantes nitrogenados vive um momento de reacomodação, com impactos diretos sobre as decisões de compra no Brasil. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes da StoneX, empresa global de serviços financeiros, a demanda mundial mais fraca tem pressionado os preços da ureia, abrindo espaço para que o produto recupere parte de sua atratividade frente a alternativas como o sulfato de amônio (SAM) e o nitrato de amônio (NAM).

Ao longo de 2025, os compradores brasileiros direcionaram uma parcela relevante da demanda para fertilizantes de menor concentração, especialmente o SAM. Em diversos momentos do ano, o produto apresentou uma relação custo-benefício mais favorável do que a ureia, fertilizante mais concentrado e amplamente utilizado no país.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, essa mudança de perfil foi influenciada, principalmente, por dois fatores. “O primeiro deles foi o patamar elevado de preços de fertilizantes como a ureia e o MAP, que mantiveram cotações altas ao longo de 2025, resultando em relações de troca pouco atrativas. O segundo fator foi o cenário de custos de produção elevados e margens mais apertadas, que levou produtores a buscar alternativas para reduzir despesas”, realça.

No entanto, esse movimento começa a mostrar sinais de reversão. A demanda global enfraquecida, aliada à ausência de restrições relevantes de oferta na maioria dos países produtores, pressionou os preços da ureia nos últimos meses.

“Desde o final de agosto até a segunda semana de dezembro, as cotações da ureia nos portos brasileiros acumulam uma queda de aproximadamente 18%. Em algumas semanas, a retração superou US$ 10 por tonelada, evidenciando a falta de sustentação dos preços no mercado internacional”, explica Pernías.

Essa redução devolveu competitividade à ureia, que passa novamente a disputar espaço com outros nitrogenados. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda pelo sulfato de amônio elevou as cotações do produto nas últimas semanas, reforçando esse movimento de recuperação da atratividade da ureia.

Apesar disso, ainda há incertezas quanto à principal escolha dos compradores brasileiros em 2026. Dados da StoneX indicam que há um volume significativo de SAM programado para desembarcar nos portos do país, o que deve manter a oferta abundante no curto prazo. Além disso, a trajetória dos preços da ureia e do SAM nos próximos meses será determinante para as decisões de compra.

O cenário internacional também seguirá no radar. A aproximação do período de aplicações de fertilizantes nos Estados Unidos e na China tende a movimentar o mercado global de nitrogenados. Outro fator relevante é a demanda da Índia, cujas licitações podem trazer volatilidade adicional aos preços.

“É fundamental que os compradores brasileiros acompanhem de perto esses movimentos, pois eventos como as compras indianas e a sazonalidade de grandes consumidores globais podem gerar oscilações importantes no mercado e impactar diretamente os custos de aquisição”, conclui Pernías.

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