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Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda passam por nova etapa de manutenções programadas neste domingo (14); confira

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Estação Granja Julieta, Linha 9-Esmeralda

Trens circulam em via única entre as estações Sagrado Coração e Engenheiro Cardoso, da Linha 8-Diamante

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos passam por alterações na circulação dos trens neste domingo, 14 de dezembro de 2025.

A concessionária ViaMobilidade segue com o cronograma de manutenções programadas.

Para não prejudicar os passageiros, os serviços são realizados fora do horário de pico.

Confira:

Linha 8-Diamante

No domingo (14), haverá operação em via única adicional entre as estações Sagrado Coração e Engenheiro Cardoso.

Linha 9-Esmeralda

No domingo (14), entre 4h e 5h30, os trens circularão com intervalos de cerca de 15 minutos entre Osasco e Varginha, com via única entre Socorro e Jurubatuba-Senac.

Após esse período, das 5h30 até 0h, os intervalos serão de aproximadamente 20 minutos entre as estações Osasco e Varginha.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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Fonte

São Paulo se interessa por Savarino e mais dois após Botafogo enviar proposta por Ferraresi e Pablo Maia; veja detalhes

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Ativos no mercado da bola, Botafogo e São Paulo negociam importantes peças de seus respectivos elencos para a próxima temporada.

Depois de o Glorioso formalizar ofertas pelas contratações do zagueiro Nahuel Ferraresi e do volante Pablo Maia, o Tricolor do Morumbis colocou na mesa três nomes do time carioca que tem interesse: o atacante Savarino, o volante Marlon Freitas e o lateral-direito Vitinho.

Segundo apurou a ESPN, a operação ainda é embrionária e está longe de um desfecho, visto que os dois clubes entendem que o negócio é ”complexo”.

As negociações pela chegada de Ferraresi estão em estágio mais avançado se comparado a Pablo Maia. O Botafogo propôs um empréstimo com opção de compra fixada pelo defensor.

Além da dupla, o Alvinegro ainda vê com bons olhos o meio-campista Rodriguinho. No entanto, não enviou nenhum tipo de proposta por ele.

Agora, o São Paulo avalia as condições apresentadas pelo Botafogo pela dupla, e os clubes terão uma reunião na próxima quarta-feira (17) para entender o quadro.

O Tricolor avalia modelo de negócio para compor uma possível negociação, podendo ser uma troca entre atletas ou dinheiro.

A equipe paulista entenderá as carências do seu elenco e a melhor forma de proceder antes de avançar nas conversas.

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Fonte

Veja o documento pelo qual Águia Branca alega que Suzantur realizou manobra para burlar competição e ficar com todas as linhas

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Tentativa não surtiu efeito. Segundo a argumentação, houve uso indevido de termos de mercado para gerar confusão e empresa do ABC teria até mesmo citado argumento da ANTT para induzir agência, o qual sempre foi contra ao longo do processo

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

Diário do Transporte teve acesso na íntegra e com exclusividade à denúncia  da Viação Águia Branca, do Espírito Santo, pela qual, em linhas gerais, a companhia capixaba de ônibus alega que outra empresa de transportes, a Suzantur, de Santo André (SP), tentou enganar a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e teria realizado uma suposta manobra para tentar ficar definitivamente com 125 linhas rodoviárias interestaduais correspondentes à malha do Grupo Itapemirim, que foi a falência em 21 de setembro de 2022.

Diário do Transporte torna pública neste sábado, 13 de dezembro de 2025, a denúncia que mexe com um passivo de mais de R$ 3 bilhões e a vida de milhares de trabalhadores e credores que têm direito a receber estes débitos, além dos cofres públicos.

Desde março de 2023, a Suzantur opera por arrendamento estas linhas que estão em meio a uma disputa judicial para definir quem deve continuar as operações arrendadas até a realização de um leilão que vai definir quem ficará de forma permanente com estas operações.

De acordo com a denúncia, a Suzantur teria tentado em 22 de outubro de 2025 uma manobra junto a ANTT para burlar todo o processo competitivo e ficar com as operações definitivamente.

Para isso, ainda de acordo com a denúncia, a Suzantur quis criar uma confusão jurídica com os termos “regularização administrativa” das linhas sob judice e “regularização de mercado”, muito usados em decisões da ANTT para forçar que a agência federal concedesse a empresa a titularidade definitiva destas linhas.

Requerimento de Assunção da Titularidade das Linhas do Grupo Itapemirim. A Viação Águia Branca tomou conhecimento de que, no último dia 22.10.2025, a Suzantur requereu a suposta regularização administrativa junto à ANTT de todos os mercados outrora operados pelo Grupo Itapemirim (Doc. 1). Por ‘regularização administrativa’ se entenda o reconhecimento, em seu favor, da titularidade definitiva desses mercados, o que potencialmente pode prejudicar futuramente a sua alienação a terceiro via UPI, em notório prejuízo aos credores da massa falida e em contradição ao status precário da operação de arrendamento por ela até então conduzida – diz trecho da denúncia.

Ainda de acordo com o apontamento da Águia Branca protocolado no processo e que o Diário do Transporte teve acesso, a Suzantur alegou para a ANTT que uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) teria concedido à empresa de Santo André (SP) o direito permanente e definitivo de operar estes mercados. Ocorre que o STJ autorizou a permanência da Suzantur nas operações arrendadas atuais até a definição de uma data de leilão e de um possível novo arrendamento pleiteado pela Águia Branca. Mas nunca o STJ concedeu direito definido pelas linhas à Suzantur.

Na petição encaminhada à agência reguladora, a Suzantur sustenta que, por força de decisões proferidas no âmbito desta falência e do Superior Tribunal de Justiça, teria adquirido o direito permanente e definitivo de operar esses mercados e, com isso, faria jus à titularidade definitiva das linhas perante a ANTT.

Além disso, prossegue a denúncia, a Suzantur teria usado um argumento da própria ANTT ao qual sempre foi contra, mas agora, mudou o discurso para tentar criar uma brecha.

A ANTT sempre se mostrou contra o arrendamento e, posteriormente, contra o leilão das linhas. A argumentação da Agência é que as linhas não são propriedades de empresas e sim autorizações do Governo Federal, da União, por isso não deveriam ser arrendadas ou leiloadas.

Segundo a denúncia, quando esse posicionamento da ANTT contrariava os interesses da Suzantur, a empresa se opunha, no processo, porque queria a manutenção do arrendamento e o leilão.

Mas, ao ver uma brecha, mudou o discurso, tentou convencer a ANTT usando o argumento da própria ANTT e passou a alegar que linhas não de empresas, por isso, deveriam ser regularizadas. Como é a Suzantur quem está operando estas linhas, logo, com a pleiteada “regularização” a própria Suzantur ficaria definitivamente com estas linhas.

A Suzantur argumenta, ainda, que o deferimento de seu pedido pela ANTT seria útil para a “redução de riscos regulatórios”, pois, segundo afirma, colocaria fim à alegada insegurança decorrente de decisões judiciais proferidas em processos falimentares que tratam as linhas de ônibus como ativos empresariais suscetíveis de arrendamento ou transferência. Em suas palavras, colocaria “fim ao litígio relacionado com a destinação de linhas em processos falimentares, nos quais os juízes podem determinar o arrendamento ou transferência de linhas de transporte rodoviário como ativos empresariais comuns, sem levar em consideração a posição institucional da ANTT, no sentido de que se trata de serviço público delegado, cuja gestão e fiscalização competem exclusivamente a esta Agência.” – prossegue a denúncia.

A manobra parece não ter dado certo.

Tanto é que de forma exclusiva, nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, o Diário do Transporte noticiou a decisão judicial acerca do leilão das linhas do falido Grupo Itapemirim, pela qual, com base nesta denúncia apresentada pela empresa de ônibus Viação Águia Branca, do Espírito Santo, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou explicações da ANTT e da EXM Partners, administradora judicial da falência.

Relembre:

A suposta manobra no caso do da tentativa de “regularizar as linhas”, seroa que a Suzantur, de acordo com a denúncia, estaria requerendo à ANTT, com base nas Súmulas 4 e 5, a “convolação das linhas sub judice da Itapemirim em linhas administrativas”. Curiosidade 1: Não existe discussão em relação às linhas da Itapemirim.

Ocorre que tais linhas não estão sub judice. O que se discute é a capacidade do juízo falimentar promover o arrendamento de autorizações federais, no caso, as linhas da Itapemirim. Para fins de aplicação dessas Súmulas, a empresa requerendo tem que se comprometer a pedir desistência das ações onde tais linhas estão sendo discutidas.

Vale ainda destacar que em 05 de dezembro de 2025, a ANTT publicou na semana a Deliberação (Del 470, publicado em 05/12/2025) revogando as Súmulas 4 e 5 argumentadas pela Suzantur, mas frisou que os pedidos já protocolados serão julgados com base nessas Súmulas.

A Águia Branca aponta riscos caso os pedidos da Suzantur fossem aceitos.

O primeiro seria o de esvaziar o leilão e prejudicar todos os credores porque o que vale mesmo é o conjunto das linhas. Os guichês, os ônibus velhos e até mesmo as duas marcas da Itapemirim seriam menos interessantes ao mercado. A lógica é: o que ainda marca sem linha, sem serviço?

O outro poderia afetar todo o mercado rodoviário, ao criar precedentes até ilegais e confusões administrativas e jurídicas que impactam o mercado gerando inconsistências e inseguranças judiciais e nos processos diretos entre a ANTT e as viações.

Potenciais Consequências do Pedido da Suzantur nesta Falência.

O requerimento administrativo apresentado pela Suzantur perante a ANTT — cujo objetivo é transformar uma operação provisória, decorrente de decisão judicial falimentar, em titularidade definitiva das linhas — parece impactar de forma imediata e direta nesta falência. Isso porque, se deferido, o pedido administrativo:

(i) deslocaria para a Suzantur, de forma unilateral e sem procedimento competitivo, a titularidade das mesmas linhas que hoje compõem a UPI a ser alienada perante a ANTT;

(ii) consequentemente esvaziaria o valor econômico da UPI e a perspectiva de arrecadação de dinheiro com esse ativo;

(iii) contrariaria frontalmente a lógica do arrendamento, que foi concedido de forma temporária, para preservação do valor do ativo e geração de receitas enquanto se define os parâmetros de sua alienação – alienação esta que, curiosamente, a Suzantur vem tentando que aconteça a qualquer custo, conforme já indeferido por Vossa Excelência às fls. 1.020/1.023; e

(iv) interferiria na jurisdição desse D. Juízo, produzindo efeitos que, na prática, substituiriam decisões judiciais vigentes no âmbito desta falência que reconheceram a titularidade da massa falida sobre as linhas de ônibus.

NÃO ARRANHA NEM A SUPERFÍCIE:

O novo movimento judicial de dezembro de 2025, trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte, aponta avaliação total de R$ 145 milhões (R$ 145.080.895,99), dos quais, a estimativa de arrematação em leilões anteriores que já venderam bens imóveis (como o complexo de Cachoeiro de Itapemirim, que foi a principal sede do grupo), além de ônibus e equipamentos usados, de R$ 67,6 milhões (R$ 67.623.128,38).

As operações por arrendamento pela Suzantur, os leilões já realizados e o principal leilão aguardado, que deve ser decidido nos próximos dias (notícias confiáveis e oficiais você confere no Diário do Transporte – o original) são para arrecadar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, entre trabalhadores, fornecedores, bancos e poder público por meio de impostos não pagos.

Entretanto, somando todos os atos arrecadatórios não seriam suficientes para “arranhar” a superfície do total de débitos do Grupo Itapemirim deixados pela família Cola, por Camila Valdívia e Sidnei Piva.

Trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte neste mês de dezembro de 2025, o movimento judicial atualiza o total de dívidas do Grupo até 31 de julho de 2025 (o dado consolidado mais recente), que passou de R$ 2,9 bilhões para mais de R$ 3 bilhões (R$ 3.050.215.080,65).

Entretanto, há diversas contestações judiciais e cobranças que podem elevar este valor para R$ 4,3 bilhões, uma vez que a atualização trazida com exclusividade pelo Diário do Transporte mostra a existência de R$ 1,3 bilhão de novas cobranças que podem ser incorporadas no passivo total.

ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:

A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.

Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.

Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.

O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.

A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.

Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.

O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.

Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento

As propostas foram:

Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;

Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens

Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.

A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.

A Águia Branca concordou com todas as condições.

As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.

LEILÃO NÃO VAI NEM “ARRANHAR A SUPERFÍCIE” DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM

O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.

Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.

As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.

A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:

Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.

O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros

VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis

CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –

EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA

Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:

VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim

Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:

VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro

Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.

Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS

Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas

ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA

NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:

A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.

O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.

Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².

Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.

PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.

O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.

ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.

NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.

LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter

TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.

A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.

MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.

INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:

Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.

“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”

A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse

Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.

AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP

Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.

Dimensões do complexo:

Área atual: 5.917 m²

Área da ampliação: 7.839 m²

Área total consolidada: 13.756 m²

Principais melhorias e ampliações previstas:

Ampliação do Centro de Encomendas:

A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.

Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:

Será implementado um ambiente de alto padrão com:

Toaletes acessíveis;

Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;

Área de descanso;

Espaço coworking;

Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

Novo Refeitório Ampliado:

Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.

Expansão Administrativa e Operacional:

Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.

Alojamentos para Colaboradores:

A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.

Infraestrutura de Tecnologia da Informação:

Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

Expansão do Pátio Operacional:

O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.

HISTÓRICO

A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.

À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.

Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.

Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.

– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.

– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.

– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)

– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.

– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.

– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).

A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:

  • 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
  • 39 guichês rodoviários;
  • 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
  • 2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.

A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.

Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO

Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.

Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Relembre:

Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento

A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.

Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.

A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.

Veja o que alegam.

CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR

Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.

EXM PARTNERS

A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.

SUZANTUR

A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.

O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?

A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.

De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.

Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.

Relembre:

EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis

Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.

NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:

Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.

A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.

Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.

No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.

Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais

Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.

Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.

Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.

Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar

PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO

Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.

A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.

O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.

Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.

STALKING HORSE

A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.

Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.

Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.

De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.

Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”

Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.

Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.

VENDA EM LOTES:

A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.

Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.

Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).

Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.

ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):

Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.

Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.

Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim

TRIBUS:

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.

“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.

Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:

Ônibus Prefixo 70000:

Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.

Relembre:

Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970

Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:

Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.

O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.

Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.

Relembre:

EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto

O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:

Relembre:

EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ônibus históricos arrematados em leilão:

Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.

Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)

– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;

– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.

– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).

– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.

– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.

– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.

Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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CPTM opera com mudanças nas linhas 11-Coral e 12-Safira neste domingo (14)

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Alterações de plataforma e intervalos ampliados seguem válidos durante as obras de modernização

YURI SENA

A CPTM manteve neste domingo, 14 de dezembro de 2025, intervenções operacionais nas linhas 11-Coral e 12-Safira para a continuidade dos trabalhos de manutenção e modernização da via férrea. As mudanças afetam o embarque de passageiros e a operação do Expresso Aeroporto ao longo do dia.

Na Linha 12-Safira, até as 20h, os trens utilizam exclusivamente a plataforma 1 nas estações São Miguel Paulista e Comendador Ermelino, nos dois sentidos. A alteração é necessária para dar sequência às obras de modernização e movimentação de materiais na via permanente.

Já na Linha 11-Coral, entre 9h e 18h, todos os trens — inclusive os do Expresso Aeroporto — operam pela plataforma 4 nas estações Brás e Luz. Durante esse horário, o embarque e desembarque do Expresso Aeroporto acontecem exclusivamente na estação Luz. Como alternativa, passageiros podem optar pela Linha 10-Turquesa para acessar a estação Palmeiras–Barra Funda.

Ao longo de todo o domingo, o Expresso Aeroporto também circula com intervalo de uma hora entre as partidas.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Surpresa! Knicks e Spurs disputarão título inédito da NBA Cup

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Estão definidos os finalistas da NBA Cup 2025: New York Knicks e San Antonio Spurs disputarão o título inédito na próxima terça-feira (16), às 22h30 (de Brasília), na T-Moblie Arena, em Las Vegas.

Ambas as equipes tiveram duelos bem equilibrados na semifinal, mas avançaram para a decisão com domínio sobre os adversários na reta final e sem nenhum grande desfalque.

A configuração garantiu que a NBA Cup terá um campeão inédito, visto que nenhum dos finalistas sequer tinha jogado uma final da competição nas edições anteriores. Mais do que isso, a disputa reacende a busca por títulos dos dois times, há tempos longe de decisões. Especialmente os Knicks, que não disputam a final da NBA desde 1999 e não vencem um título desde 1973. Já os Spurs venceram pela última vez há 11 anos, em 2014.

Brunson decide mais uma vez

Na partida de abertura das semifinais, os Knicks venceram o Orlando Magic por 120 x 132. O primeiro período foi bem equilibrado, com as duas equipes alternando a liderança a todo momento, até que New York conseguiu abrir vantagem de dez pontos antes do intervalo.

O Magic ainda respondeu bem na volta dos vestiários, especialmente com Paolo Banchero, que embora não tenha tido um bom aproveitamento do perímetro, conseguiu atacar o garrafão com eficiência. Mas logo os Knicks retomaram o controle do jogo, baseados no trio Jalen Brunson, autor de 40 pontos no jogo, Karl-Anthony Towns e Og Anunoby, que combinaram para 47 pontos no segundo tempo.

Sem Franz Wagner, lesionado, e com um Desmond Bane encaixotado pela defesa dos Knicks, o Magic ainda viu Jalen Suggs, destaque do time no primeiro tempo, jogar pouco na reta final, também por conta de uma lesão. No fim, mesmo com bons momentos do calouro Jase Richardson, a subida já era grande demais, e os Knicks confirmaram a classificação com bom aproveitamento nos lances livres nos minutos finais.

Wemby mostra nível de MVP, e Spurs estragam início quase perfeito do Thunder, que sucumbe à ‘maldição’

24 vitórias e apenas uma derrota nos primeiros 25 jogos. A arrancada inicial do Oklahoma City Thunder na temporada é a melhor da história da NBA, ao lado do Golden State Warriors de 2015-16. Mesmo assim, os Spurs conseguiram dar um banho de água fria em OKC e avançaram para a final da competição.

Mas não parecia que seria esse o cenário quando o jogo começou. O Thunder foi implacável no primeiro período e logo abriu uma vantagem de 12 pontos, que subiria para 16 na segunda parcial. Victor Wembanyama, que voltava de lesão após 12 jogos afastado, começou no banco e só entrou no segundo quarto.

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Wembanyama volta em alto nível, domina o Thunder e classifica os Spurs para a final da NBA Cup

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Só que tão logo o francês entrou em quadra, ficou claro que o ritmo do jogo seria outro com ele no quinteto de San Antonio. Wemby dominou o garrafão nos dois lados da quadra e ainda contribuiu como criador de algumas posses dos Spurs. Logo na volta do intervalo os texanos viraram o jogo pela primeira vez. O trio De’Aaron Fox, Stephon Castle, Dylan Harper, além do ala Devin Vassell, subiram de produção ao lado do pivô, diminuíram o número de erros e travaram o jogo de transição do Thunder.

Os times alternaram de liderança diversas vezes no último período, levando o jogo para um final alucinante. Embora o último minuto tenha sido anticlimático, com as duas equipes levando os adversários para a linha do lance livre rapidamente, os Spurs garantiram uma vitória inesperada, mas contundente.

Até agora, todos os jogos da NBA Cup contaram para a temporada regular. Mas a final na terça-feira, será um jogo extra para Knicks e Spurs.

Nas duas edições da NBA Cup até então, tivemos campeões diferentes: os Lakers ficaram com o título em 2023, após vencerem os Pacers, e em 2024, os Bucks superaram o Thunder e saíram com o caneco.

Calendário da NBA Cup

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Estudiantes vence Racing nos pênaltis, é campeão argentino e garante vaga na Libertadores de 2026

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O Estudiantes é campeão argentino! A equipe de de La Plata venceu o Racing por 5 a 4 nos pênaltis, após empate em 1 a 1, em final única realizada na noite deste sábado (13), no Estádio Único Madre de Ciudades, em Santiago del Estero.

Herói da decisão, o goleiro Muslera catou a última cobrança, desperdiçada por Franco Pardo, e deu não só o título do Torneio Clausura ao time do técnico Eduardo Domínguez, como também a vaga na fase de grupos da CONMEBOL Libertadores de 2026.

Esse foi o terceiro campeão argentino no ano. Em junho, o Platense conquistou o Apertura ao bater o Huracán na final.

O Rosario Central também venceu a liga em um título polêmico e inédito. Isso porque a organização do campeonato anunciou a equipe liderada pelo atacante Ángel Di María como campeã por ter a melhor campanha geral, somando Apertura e Clausura.

O jogo

O jogo estava empatado em 0 a 0 até os 36 minutos do segundo tempo, quando Adrian “Maravilla” Martínez abriu o placar para o Estudiantes com um golaço.

Só que nos acréscimos, Guido Carrillo deixou tudo igual e levou a partida para a prorrogação.

Como o empate seguiu, a decisão foi para os pênaltis. Edwuin Cetre perdeu para o time de La Plata, mas posteriormente Gastón Martireña e Franco Pardo desperdiçaram para a equipe de Avellaneda, coroando o título do Estudiantes.

Todos os argentinos classificados para a Libertadores 2026

A próxima edição da Libertadores terá sete clubes argentinos, sendo dois estreantes: Boca Juniors, Lanús, Argentino Júniors, Rosario Central e Estudiantes estão no torneio, enquanto Platense e Independiente Rivadavia jogarão a competição pela primeira vez.

A grande surpresa é a ausência do River Plate, que ficará fora da competição pela primeira vez desde 2014 e vai disputar a Sul-Americana.

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Censo dos Deslocamentos do IBGE pela primeira vez mostra a necessidade de BRTs Metropolitanos, menos usados que “pau de arara” e mototáxis

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O Censo Demográfico 2022 mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa. O automóvel (32,3%) é o meio de transporte mais utilizado pelas pessoas no deslocamento para o trabalho. Entre os estudantes, os cursos de Ensino Superior concentram a maior parte dos alunos que residem em município diferente daquele onde fica a instituição de ensino que frequentam. Os dados foram publicados hoje (9) pelo IBGE, juntamente com os resultados sobre trabalho e rendimento.

O evento de divulgação da pesquisa acontece também hoje, às 10h, na Casa Brasil IBGE, dentro do Palácio da Fazenda, na região central do Rio de Janeiro (RJ). Haverá transmissão ao vivo pelo portal do IBGE e pelas redes sociais do Instituto.

O “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra” apresenta as características do deslocamento para trabalho e para estudo da população brasileira, complementando os volumes de divulgação do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, e trazendo um panorama inicial das características da mobilidade das pessoas de 10 anos ou mais de idade que precisam se deslocar para exercer seu trabalho ou estudar.

“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.

O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país. Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.

Chama atenção o alto número de deslocamentos a pé, feitos por 12,4 milhões de pessoas (17,8%), e por bicicleta, realizados por 4,4 milhões de pessoas (6,2%), o que revela um padrão de deslocamento significativo da população brasileira. Outro aspecto relevante foi o baixo percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade, como trem ou metrô, com apenas 1,6% dos deslocamentos (1,1 milhão de pessoas), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados, utilizados por 945 mil pessoas (1,4%).

Mulheres se deslocam relativamente menos do que os homens para trabalhar

Dentre os indivíduos que exercem suas atividades de trabalho no domicílio, 7,4 milhões são homens (15,1%) e 7,3 milhões são mulheres (19,3%). Já os que trabalham fora de casa, mas no município de residência, são 35,2 milhões de homens (72,0%) e 26,7 milhões de mulheres (70,7%).

Um contingente de 9,3 milhões de pessoas (10,7%) trabalha fora do município onde reside, a maioria formada por homens (11,6% deles estão nessa situação), somando 5,7 milhões, enquanto 9,5% das mulheres ocupadas (3,6 milhões) trabalham em município diferente daquele no qual moram. Segundo Mauro Pinheiro, “mesmo não sendo uma grande diferença em termos proporcionais, considerando também os dados de deslocamento no município de residência, observamos que há uma desigualdade na distribuição por sexo no deslocamento para o trabalho, em que as mulheres tendem a realizar o trabalho o mais próximo ou em casa”.

Uma parcela expressiva da população que se desloca para trabalhar retorna do trabalho para casa três dias ou mais na semana, demonstrando um fluxo pendular significativo entre os municípios brasileiros. “A mobilidade intermunicipal varia de acordo com a rede urbana e a organização do território, sendo identificada com mais intensidade em áreas de concentrações urbanas e em municípios próximos a grandes centros. Além disso, aproximadamente 1% da população ocupada declarou trabalhar em mais de um município ou país, e cerca de 0,04% em país estrangeiro, o que indica, especialmente na faixa de fronteira, a interação de cidades brasileiras e estrangeiras no deslocamento para trabalho”, explica Raphael Rocha, analista da pesquisa.

Em relação aos deslocamentos para trabalho em outro país, 32 mil pessoas fazem esse movimento, especialmente em municípios localizados na faixa de fronteira. Dos indivíduos que se deslocam para o trabalho, 783 mil têm como local de exercício do trabalho principal mais de um município ou país, sendo esse quantitativo proporcionalmente maior para os homens (1,3%) do que para as mulheres (0,4%).

Formas de deslocamento para o trabalho ilustram desigualdades e diferenças regionais do país

Há diferenças regionais nos padrões de deslocamento ao trabalho. O transporte individual motorizado predomina, sobretudo nas regiões Centro-Oeste (58,8%) e Sul (57,1%). O uso principal do automóvel para o trabalho alcança quase metade dos trabalhadores no Sul (45,9%) e pouco mais de um quinto no Norte (21,8%) e Nordeste (21,0%). Por outro lado, a motocicleta é o principal meio de transporte no Norte (28,5%) e Nordeste do país (26,0%), percentuais superiores frente ao resultado para o Brasil (16,4%).

Em relação aos transportes coletivos, o ônibus apresenta maiores valores absolutos e relativos no Sudeste, onde 8,3 milhões de trabalhadores passam mais tempo nesse meio de transporte, representando mais de um quarto de trabalhadores (26,6%) dessa região, enquanto os menores valores proporcionais para o uso de ônibus estão no Norte (16,0%) e Sul (16,4%) do país. Embora a utilização do trem ou metrô seja mais representativa no Sudeste, com 1,0 milhão (89,8%) dos 1,1 milhão de trabalhadores nesses transportes, seu uso principal para trabalho dentro da região é de apenas 3,3%, repetindo a pouca expressividade vista no panorama nacional. Fica evidente, portanto, a baixa prevalência de transportes de alta capacidade para a região mais concentrada do país, assim como para o restante do Brasil.

O Rio de Janeiro é o estado que mais utiliza o transporte coletivo como forma de deslocamento principal para trabalho: ônibus (35,8%), BRT ou ônibus de trânsito rápido (1,8%), e trem ou metrô (4,8%). Distrito Federal e São Paulo também se destacam no quesito transporte coletivo. Por outro lado, os estados que proporcionalmente menos utilizam ônibus como meio principal para o trabalho são Rondônia (4,2%), Roraima (5,9%) e Acre (7,1%), enquanto trem ou metrô possui baixa expressividade ou é ausente no deslocamento da população para o trabalho em várias unidades da federação.

No deslocamento para o local de trabalho por transportes individuais não motorizados (a pé ou bicicleta), o Nordeste (30,4%) apresenta a maior proporção, com quase um terço dos trabalhadores que se deslocam por mais tempo por esses meios, enquanto o Centro-Oeste (18,9%) tem o menor quantitativo proporcional para a categoria. De forma desagregada, o Norte (10,0%) mostra a maior proporção do uso principal de bicicleta, e quase um quarto da Região Nordeste (23,5%) passa a maior parte do tempo indo a pé para o trabalho.

Ainda no transporte principal para o trabalho, por hidrovias, seja embarcação de pequeno, médio ou grande porte, o maior valor relativo e absoluto está na Região Norte, totalizando 124 mil trabalhadores, sendo a única região em que esse percentual ultrapassa 2% dos deslocamentos realizados.

As unidades da federação com maior participação relativa de pessoas no transporte a pé são Bahia (28,1%), Alagoas (25,5%) e Pernambuco (25,4%), enquanto proporcionalmente o deslocamento para trabalho por bicicleta é mais alto no Amapá (17,4%), Acre (13,3%) e Mato Grosso do Sul (12,6%).

Deslocamentos para outros municípios aumentam conforme a renda, até a faixa entre três e cinco salários mínimos de rendimento domiciliar per capita

A análise da relação entre os deslocamentos da população e o rendimento nominal mensal domiciliar per capita revela que a proporção de pessoas que se desloca para outro município a trabalho aumenta à medida em que cresce a renda até a faixa entre três e cinco salários mínimos de renda domiciliar per capita. Dentre as que se deslocam para outro município, aquelas que têm rendimento nominal mensal domiciliar per capita de três a cinco salários mínimos (13,2%) são quase o triplo das que possuem rendimento de até um quarto do salário mínimo (4,6%).

Quanto aos indivíduos que exercem suas atividades no domicílio ou propriedade, destacam-se aqueles classificados como sem rendimento (48,8%). O grupo com as rendas mais altas, superiores a cinco salários mínimos, predominam em relação ao que está no extrato intermediário das faixas de renda, ou seja, quanto maior a renda, associada, geralmente, a maior nível de instrução, maior a proporção do trabalho realizado em casa, a exemplo dos que fazem teletrabalho integral.

Dois em cada três deslocamentos para trabalho são feitos em até meia hora no Brasil

A análise do tempo de deslocamento entre a casa e o local de trabalho mostra que a maior parte (56,8%) das pessoas que se deslocam para o trabalho leva de seis minutos até meia hora, totalizando 40 milhões de pessoas, enquanto 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Além disso, nos resultados por cor ou raça, a população preta (13,9%) e a parda (11,0%) possuem maior participação relativa na faixa de mais de uma hora até duas horas, do que a população branca (8,9%). Na faixa de seis minutos até meia hora, a população branca (58,5%) possui maior proporção do que a preta (51,0%), com 7,5 pontos percentuais de diferença.

Dos vinte municípios com população acima de 100.000 habitantes e maior percentual de trabalhadores cujo tempo de deslocamento para o trabalho supera duas horas, 11 são do Rio de Janeiro, sete de São Paulo e dois do Pará. O tempo de deslocamento nas 15 metrópoles brasileiras apresentou variações, com Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) mostrando maiores proporções de pessoas que levam até meia hora para chegar ao trabalho, enquanto Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Manaus (AM) apresentam as maiores proporções das faixas acima de meia hora. No Rio de Janeiro (RJ), nota-se 5,6% de duração de mais de duas horas entre seus deslocamentos.

Proporcionalmente, população de cor ou raça amarela se desloca mais para outro município

Sobre o deslocamento das pessoas que trabalham fora do seu domicílio e retornam três dias ou mais na semana do trabalho para casa, considerando cor ou raça, verifica-se que a população de cor ou raça amarela é a que mais se desloca para outro município (12,8%), percentual próximo ao das pessoas de cor ou raça branca (12,5%). Já 89,0% da população de cor ou raça parda exerce seu trabalho no município de residência, enquanto 87,8% da população de cor ou raça preta se desloca para o trabalho no próprio município de residência.

Os dados do Censo 2022 evidenciam ainda diferenças quanto ao meio de transporte mais utilizado para ir ao trabalho, dependendo da cor ou raça das pessoas. A população de cor ou raça branca usa principalmente o automóvel, totalizando 13,3 milhões de pessoas (42,9%), o maior valor absoluto dentre todos os meios de transporte, seguido do deslocamento por ônibus, realizado por 5,5 milhões de pessoas (17,6%). Os deslocamentos feitos a pé, realizados por 4,9 milhões de pessoas brancas (15,7%), e por motocicleta, com 13,6% dos deslocamentos, abrangendo 4,2 milhões de pessoas, também são significativos.

Quando se observa o deslocamento da população de cor ou raça preta, há maior uso de ônibus (29,5%), escolha de 2,4 milhões de pessoas desse grupo. O uso do automóvel, o segundo meio de transporte mais expressivo, por 1,7 milhões de pessoas (21,0%), é semelhante à quantidade de pessoas pretas que se deslocam para o trabalho a pé, totalizando 1,6 milhões de pessoas (19,8%).

Já a população de cor ou raça amarela usa majoritariamente o automóvel (56,1%) no deslocamento para trabalho, compreendendo 167 mil pessoas. Esse é o único grupo no qual um único meio de transporte responde por mais da metade das pessoas. Na sequência aparecem o deslocamento feito a pé, realizado por 42 mil pessoas (13,9%), e por ônibus, feito por 37 mil pessoas (12,4%), valores bastante menores quando comparados aos deslocamentos por automóvel.

Dentre as pessoas de cor ou raça parda, existe proximidade entre os quantitativos daquelas que utilizam automóvel e ônibus. Enquanto o primeiro meio de transporte é usado por 24,4% do grupo (7,4 milhões de pessoas), o segundo é utilizado por 23,1% (7,0 milhões). A diferença entre os deslocamentos feitos por motocicleta (19,6% ou 5,9 milhões de pessoas) e a pé (19,3% ou 5,8 milhões de pessoas) é igualmente pequena.

59,0% das pessoas que vão de automóvel para o trabalho são brancas

Olhando o perfil dos usuários de cada meio de transporte, vemos que 59,0% das pessoas que usam esse tipo de transporte são de cor ou raça branca (13,3 milhões de pessoas), proporção que supera significativamente o percentual de pardos (32,6%) que utilizam esse meio de transporte, com 7,4 milhões de pessoas, o segundo grupo que mais usa esse meio de transporte. O cenário é semelhante na categoria táxi ou assemelhados, já que a população branca representa 52,7% dos que se deslocam até o trabalho com esse meio de transporte.

São Paulo e Goiás têm maior proporção de população ocupada trabalhando fora do município de residência

No âmbito regional, os estados de São Paulo (13,7%), Goiás (13,7%), Rio Grande do Norte (15,5%), Sergipe (16,0%) e Pernambuco (15,2%) apresentam os percentuais mais elevados de população ocupada que se desloca para trabalhar em outro município. Esses valores decorrem dos fortes processos de integração que existem entre municípios, especialmente aqueles que compõem concentrações urbanas. Em São Paulo, por exemplo, 2,8 milhões de pessoas ocupadas se deslocam para trabalhar em outro município, o que representa 30,5% do total de pessoas que se deslocam para trabalho em outro município no Brasil.

No estado do Amazonas (98,1%), há maior proporção de pessoas que trabalham em seu município de residência, em contraposição a Sergipe (82,7%), unidade da federação com menor proporção para essa categoria. No que diz respeito ao trabalho exercido no próprio domicílio de residência, Rondônia (22,7%) apresenta a maior proporção, enquanto o Distrito Federal aparece na outra ponta, com 14,9%.

Já nos deslocamentos para trabalhar em outro país, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo são os estados com maiores números absolutos: 6,2 mil, 5,2 mil e 4,4 mil pessoas, respectivamente. Merecem destaque também os resultados para locais de exercício de trabalho em mais de um município ou país, mais expressivos em São Paulo (183,5 mil pessoas), Minas Gerais (80,7 mil) e Paraná (76,4 mil).

Quanto mais alta a escolaridade das pessoas, maior é o uso de automóvel, trem ou metrô, e de táxi ou assemelhados

O nível de instrução é outra característica que diferencia o uso do meio de transporte para ir trabalhar. À medida que aumenta o nível de instrução da população, há um crescimento proporcional do uso de automóvel, de trem ou metrô e de táxi ou assemelhados, enquanto o transporte a pé, por bicicleta e por caminhonete ou caminhão adaptado (pau de arara) perdem participação entre as pessoas com graus de instrução mais elevados.

A maioria dos trabalhadores com nível superior completo utiliza automóvel (57,8%) para se deslocar, e 68,1% adotam como transporte principal os individuais motorizados (automóvel ou motocicleta) para ir ao trabalho. No nível sem instrução e fundamental incompleto, esses percentuais são 18,9% para automóvel, e 37,1% quando se considera automóvel ou motocicleta em conjunto.

3,8 milhões de pessoas estudam em município diferente do qual residem

O Censo 2022 também investigou o deslocamento para estudo. Dentre as 53,6 milhões de pessoas residentes em domicílios particulares no Brasil que frequentam alguma instituição de ensino, 49,7 milhões (92,7%) se deslocam para locais dentro do seu próprio município de residência, enquanto 3,8 milhões (7,2%) o fazem em outro município, e 75 mil (0,1%) em um país estrangeiro.

Desagregando os dados por sexo, 92,0% das mulheres (25,0 milhões) e 93,4% dos homens (24,7 milhões) estudam em seu município de residência. Quando se avalia o movimento para fora do município de residência, o resultado é o seguinte: 7,8% das mulheres (2,1 milhões) e 6,5% dos homens (1,7 milhões) se deslocam para outro município, e 0,1% das mulheres (40 mil) e 0,1% dos homens (35 mil) vão até outro país para estudar.

Mais de 10% da população de cor ou raça amarela estuda em outro município

As pessoas de cor ou raça amarela são as que mais se deslocam para instituições de ensino fora do seu município de origem, sendo o único grupo no qual menos de 90% estuda no próprio município (88,5%). “O maior percentual de deslocamento dos estudantes de cor ou raça amarela pode estar associado a fatores como busca por instituições mais especializadas e condições socioespaciais”, afirma Mauro Pinheiro. Já o grupo de cor ou raça indígena é o que registra as maiores percentagens de indivíduos estudando dentro do município de residência (95,9%). Tal grupo, no entanto, possui a segunda maior percentagem de estudantes que se deslocam para outros países (0,2%), atrás somente da população amarela (0,9%).

Existe também uma tendência de os brancos se deslocarem mais para outros municípios ou países (8,7%) do que a população preta (7,2%) e parda (6,1%).

Deslocamento para estudo no exterior é mais frequente em cidades fronteiriças do país

Regionalmente, a proporção de deslocamento para estudo em outro município no Norte (4,0%) é bem inferior à média nacional (7,2%), resultado que pode ser justificado pela relação entre municípios com áreas significativamente extensas e redes de transporte deficientes em diversas escalas. A mesma região, entretanto, tem praticamente o dobro da proporção de deslocamento para países estrangeiros (0,2%) em relação à média nacional.

Valores regionais de deslocamento para o estrangeiro acima da média do país também são observados nas regiões Sul (0,2%) e Centro-Oeste (0,2%), o que pode ser explicado pelas dinâmicas fronteiriças bastante presentes nessas regiões. O deslocamento para outros países, apesar de pouco significativo, revela uma dimensão das redes internacionais em que o Brasil está conectado para estudo, especialmente nas cidades fronteiriças do Sul do país.

O Sudeste, por concentrar quase 40% do total de estudantes do Brasil, tem percentagens muito próximas aos valores nacionais (92,3% estudando no mesmo município de residência, 7,6% em outro município do Brasil e 0,1% em outro país). Já o Nordeste apresenta a menor proporção de deslocamento para país estrangeiro (menos de 0,1%), o que pode ser explicado por ser a região mais distante das fronteiras internacionais terrestres. Além disso, mostra valor levemente superior à taxa nacional para o deslocamento entre municípios brasileiros (7,4%), índice próximo ao registrado no Sudeste.

Analisando o comportamento dos estudantes nos municípios que pertencem às concentrações urbanas, vê-se que suas taxas de deslocamento para outros municípios são menores do que as verificadas nos municípios que não pertencem a esses recortes urbanos. Embora sejam formações urbanas marcadas pelas maiores trocas de fluxos e pessoas no território nacional, é nas grandes aglomerações urbanas que existe maior oferta de infraestrutura e instituições de ensino, acima da média nacional, o que proporciona aos estudantes maiores opções de ensino dentro do seu próprio município.

Maiores índices de deslocamento para estudo estão no Ensino Superior

Proporcionalmente, o deslocamento para estudo em outro município aumenta conforme a escolaridade. Os estudantes dos cursos iniciais tendem a frequentar locais mais próximos de sua residência, o que pode ser explicado pela maior capilaridade desse tipo de ensino, resultado da ampliação da oferta de educação básica no país, especialmente considerando as redes mantidas por municípios e estados. Somente 1,7% das pessoas que frequentam creche, e 1,9% dos indivíduos que cursam a pré-escola, o fazem em município diferente de onde moram, enquanto no Ensino Fundamental (3,3%) e no Ensino Médio (6,8%) os percentuais são um pouco maiores.

As taxas de deslocamento para estudo são bem mais expressivos, no entanto, entre os estudantes dos cursos superiores de graduação (27,8%) e de especialização de nível superior, mestrado ou doutorado (32,9%). Isso indica maior concentração dessas modalidades de ensino em determinados locais, principalmente as grandes cidades, consequentemente provocando maior necessidade de deslocamento para acesso aos cursos de nível superior.

Sobre a pesquisa

Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra aborda as informações coletadas no bloco de Educação, no quesito referente ao deslocamento para estudo, do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022, onde foram investigados o município ou país em que as pessoas estudavam (da creche ao doutorado). Também são reveladas as informações coletadas no bloco de perguntas relativas ao deslocamento para trabalho, do caderno de trabalho do Questionário da Amostra, no qual foram pesquisados o local de trabalho, a frequência de retorno para casa ao longo da semana, o tempo de deslocamento no trajeto casa – trabalho e o principal meio de transporte utilizado para esse deslocamento.

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Mbappé em busca de recorde de Cristiano Ronaldo no Real Madrid e o que assistir no Disney+

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Ausência na derrota por 2 a 1 para o Manchester City na Champions League, Kylian Mbappé tem tudo para voltar ao Real Madrid neste domingo (14), contra o Alavés, às 17h (de Brasília). A partida, válida pela 16ª rodada de LALIGA, terá transmissão ao vivo do Disney+ Premium.

Ao mesmo tempo em que ajuda o time merengue na caça ao rival Barcelona pela liderança do campeonato, o astro francês corre contra o tempo para atingir uma marca de Cristiano Ronaldo, hoje no Al Nassr.

Mbappé tem 55 gols anotados em todas as competições em 2025, quatro a menos que o recorde estabelecido por CR7 nos tempos de Real Madrid. Tal marca foi atingida em 2013, quando o astro, contratado em 2009, ainda não havia atingido o patamar de lenda histórica no Santiago Bernabéu.

O Real ainda terá pela frente Alavés, Sevilla e Betis, todos por LALIGA, além do Talavera, pela Copa do Rei, até acabar o ano. Caso Mbappé atue em todos os jogos, terá uma chance de ouro de destronar o antigo dono da camisa 7 merengue.

No aspecto individual, a temporada do atacante francês é impressionante. Mbappé soma 25 gols em 21 partidas, sendo 16 no Campeonato Espanhol e nove na Liga dos Campeões. Não à toa, é o artilheiro em ambas as competições.

Marcar mais quatro até o fim do ano, portanto, não parece uma missão das mais absurdas. Está nas mãos, ou nos pés, do camisa 10 superar o ano-calendário mais artilheiro de Cristiano Ronaldo.


Premier League, Campeonato Italiano, NFL e mais!

O domingo está repleto de emoções no Disney+!

A rodada da Premier League promete a partir das 11h (de Brasília) com Crystal Palace x Manchester City, Nottingham Forest x Tottenham, Sunderland x Newcastle e muito mais!

A bola também vai rolar no país da bota! Udinese e Napoli se enfrentam às 11h, enquanto Bologna e Juventus duelam às 16h45 (de Brasília).

Para o fã de esporte que curte NFL, às 15h (de Brasília) é hora de Los Angeles Chargers x Kansas City Chiefs.

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São José dos Campos (SP) amplia viagens noturnas de ônibus para o Urbanova a partir desta segunda (15)

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Linhas 128 e 121 passam a ter novos horários à noite e reforçam atendimento ao bairro da região oeste

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de São José dos Campos (SP) ampliou a oferta de horários do transporte público para o bairro Urbanova, na região oeste da cidade. A partir desta segunda-feira, 15 de dezembro, as linhas que atendem a região passam a contar com mais viagens no período noturno, de segunda a sexta-feira.

Segundo a administração municipal, a ampliação busca oferecer mais comodidade, segurança e opções de deslocamento para moradores que estudam, trabalham ou utilizam o transporte coletivo no período da noite. Com as mudanças, o sistema passa a registrar 154 novas partidas por mês destinadas ao atendimento do bairro.

A linha 128 – Urbanova terá novos horários com saídas do Terminal Central às 21h40, 00h10 e 00h50. No sentido bairro, os ônibus sairão do Urbanova às 00h30 e 01h10. Já a linha 121 – Urbanova contará com uma nova viagem com saída do Terminal Central à 00h30 e retorno do Urbanova às 00h50.

A ampliação das viagens noturnas faz parte do processo de reestruturação gradual do transporte público em São José dos Campos. Desde outubro, cinco novos ônibus elétricos já estão em circulação no sistema municipal.

De acordo com a Prefeitura, outros 15 veículos elétricos devem ser incorporados à frota até o final de dezembro, dentro de um plano de modernização que prevê, de forma progressiva, a implantação de cerca de 400 ônibus elétricos.

O novo modelo de transporte público da cidade também contempla a criação de 33 novas linhas e a ampliação da oferta de viagens, inclusive no período noturno, com o objetivo de tornar os deslocamentos mais eficientes, sustentáveis e alinhados à rotina dos moradores de São José dos Campos.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Santo André (SP) é onde mais estudantes precisam sair da cidade; Rio de Janeiro concentra a maior parte das viagens de ônibus e São Paulo tem as viagens de motos, trens e metrô mais longas

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O Censo Demográfico 2022 mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa. O automóvel (32,3%) é o meio de transporte mais utilizado pelas pessoas no deslocamento para o trabalho. Entre os estudantes, os cursos de Ensino Superior concentram a maior parte dos alunos que residem em município diferente daquele onde fica a instituição de ensino que frequentam. Os dados foram publicados hoje (9) pelo IBGE, juntamente com os resultados sobre trabalho e rendimento.

O evento de divulgação da pesquisa acontece também hoje, às 10h, na Casa Brasil IBGE, dentro do Palácio da Fazenda, na região central do Rio de Janeiro (RJ). Haverá transmissão ao vivo pelo portal do IBGE e pelas redes sociais do Instituto.

O “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra” apresenta as características do deslocamento para trabalho e para estudo da população brasileira, complementando os volumes de divulgação do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, e trazendo um panorama inicial das características da mobilidade das pessoas de 10 anos ou mais de idade que precisam se deslocar para exercer seu trabalho ou estudar.

“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.

O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país. Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.

Chama atenção o alto número de deslocamentos a pé, feitos por 12,4 milhões de pessoas (17,8%), e por bicicleta, realizados por 4,4 milhões de pessoas (6,2%), o que revela um padrão de deslocamento significativo da população brasileira. Outro aspecto relevante foi o baixo percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade, como trem ou metrô, com apenas 1,6% dos deslocamentos (1,1 milhão de pessoas), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados, utilizados por 945 mil pessoas (1,4%).

Mulheres se deslocam relativamente menos do que os homens para trabalhar

Dentre os indivíduos que exercem suas atividades de trabalho no domicílio, 7,4 milhões são homens (15,1%) e 7,3 milhões são mulheres (19,3%). Já os que trabalham fora de casa, mas no município de residência, são 35,2 milhões de homens (72,0%) e 26,7 milhões de mulheres (70,7%).

Um contingente de 9,3 milhões de pessoas (10,7%) trabalha fora do município onde reside, a maioria formada por homens (11,6% deles estão nessa situação), somando 5,7 milhões, enquanto 9,5% das mulheres ocupadas (3,6 milhões) trabalham em município diferente daquele no qual moram. Segundo Mauro Pinheiro, “mesmo não sendo uma grande diferença em termos proporcionais, considerando também os dados de deslocamento no município de residência, observamos que há uma desigualdade na distribuição por sexo no deslocamento para o trabalho, em que as mulheres tendem a realizar o trabalho o mais próximo ou em casa”.

Uma parcela expressiva da população que se desloca para trabalhar retorna do trabalho para casa três dias ou mais na semana, demonstrando um fluxo pendular significativo entre os municípios brasileiros. “A mobilidade intermunicipal varia de acordo com a rede urbana e a organização do território, sendo identificada com mais intensidade em áreas de concentrações urbanas e em municípios próximos a grandes centros. Além disso, aproximadamente 1% da população ocupada declarou trabalhar em mais de um município ou país, e cerca de 0,04% em país estrangeiro, o que indica, especialmente na faixa de fronteira, a interação de cidades brasileiras e estrangeiras no deslocamento para trabalho”, explica Raphael Rocha, analista da pesquisa.

Em relação aos deslocamentos para trabalho em outro país, 32 mil pessoas fazem esse movimento, especialmente em municípios localizados na faixa de fronteira. Dos indivíduos que se deslocam para o trabalho, 783 mil têm como local de exercício do trabalho principal mais de um município ou país, sendo esse quantitativo proporcionalmente maior para os homens (1,3%) do que para as mulheres (0,4%).

Formas de deslocamento para o trabalho ilustram desigualdades e diferenças regionais do país

Há diferenças regionais nos padrões de deslocamento ao trabalho. O transporte individual motorizado predomina, sobretudo nas regiões Centro-Oeste (58,8%) e Sul (57,1%). O uso principal do automóvel para o trabalho alcança quase metade dos trabalhadores no Sul (45,9%) e pouco mais de um quinto no Norte (21,8%) e Nordeste (21,0%). Por outro lado, a motocicleta é o principal meio de transporte no Norte (28,5%) e Nordeste do país (26,0%), percentuais superiores frente ao resultado para o Brasil (16,4%).

Em relação aos transportes coletivos, o ônibus apresenta maiores valores absolutos e relativos no Sudeste, onde 8,3 milhões de trabalhadores passam mais tempo nesse meio de transporte, representando mais de um quarto de trabalhadores (26,6%) dessa região, enquanto os menores valores proporcionais para o uso de ônibus estão no Norte (16,0%) e Sul (16,4%) do país. Embora a utilização do trem ou metrô seja mais representativa no Sudeste, com 1,0 milhão (89,8%) dos 1,1 milhão de trabalhadores nesses transportes, seu uso principal para trabalho dentro da região é de apenas 3,3%, repetindo a pouca expressividade vista no panorama nacional. Fica evidente, portanto, a baixa prevalência de transportes de alta capacidade para a região mais concentrada do país, assim como para o restante do Brasil.

O Rio de Janeiro é o estado que mais utiliza o transporte coletivo como forma de deslocamento principal para trabalho: ônibus (35,8%), BRT ou ônibus de trânsito rápido (1,8%), e trem ou metrô (4,8%). Distrito Federal e São Paulo também se destacam no quesito transporte coletivo. Por outro lado, os estados que proporcionalmente menos utilizam ônibus como meio principal para o trabalho são Rondônia (4,2%), Roraima (5,9%) e Acre (7,1%), enquanto trem ou metrô possui baixa expressividade ou é ausente no deslocamento da população para o trabalho em várias unidades da federação.

No deslocamento para o local de trabalho por transportes individuais não motorizados (a pé ou bicicleta), o Nordeste (30,4%) apresenta a maior proporção, com quase um terço dos trabalhadores que se deslocam por mais tempo por esses meios, enquanto o Centro-Oeste (18,9%) tem o menor quantitativo proporcional para a categoria. De forma desagregada, o Norte (10,0%) mostra a maior proporção do uso principal de bicicleta, e quase um quarto da Região Nordeste (23,5%) passa a maior parte do tempo indo a pé para o trabalho.

Ainda no transporte principal para o trabalho, por hidrovias, seja embarcação de pequeno, médio ou grande porte, o maior valor relativo e absoluto está na Região Norte, totalizando 124 mil trabalhadores, sendo a única região em que esse percentual ultrapassa 2% dos deslocamentos realizados.

As unidades da federação com maior participação relativa de pessoas no transporte a pé são Bahia (28,1%), Alagoas (25,5%) e Pernambuco (25,4%), enquanto proporcionalmente o deslocamento para trabalho por bicicleta é mais alto no Amapá (17,4%), Acre (13,3%) e Mato Grosso do Sul (12,6%).

Deslocamentos para outros municípios aumentam conforme a renda, até a faixa entre três e cinco salários mínimos de rendimento domiciliar per capita

A análise da relação entre os deslocamentos da população e o rendimento nominal mensal domiciliar per capita revela que a proporção de pessoas que se desloca para outro município a trabalho aumenta à medida em que cresce a renda até a faixa entre três e cinco salários mínimos de renda domiciliar per capita. Dentre as que se deslocam para outro município, aquelas que têm rendimento nominal mensal domiciliar per capita de três a cinco salários mínimos (13,2%) são quase o triplo das que possuem rendimento de até um quarto do salário mínimo (4,6%).

Quanto aos indivíduos que exercem suas atividades no domicílio ou propriedade, destacam-se aqueles classificados como sem rendimento (48,8%). O grupo com as rendas mais altas, superiores a cinco salários mínimos, predominam em relação ao que está no extrato intermediário das faixas de renda, ou seja, quanto maior a renda, associada, geralmente, a maior nível de instrução, maior a proporção do trabalho realizado em casa, a exemplo dos que fazem teletrabalho integral.

Dois em cada três deslocamentos para trabalho são feitos em até meia hora no Brasil

A análise do tempo de deslocamento entre a casa e o local de trabalho mostra que a maior parte (56,8%) das pessoas que se deslocam para o trabalho leva de seis minutos até meia hora, totalizando 40 milhões de pessoas, enquanto 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Além disso, nos resultados por cor ou raça, a população preta (13,9%) e a parda (11,0%) possuem maior participação relativa na faixa de mais de uma hora até duas horas, do que a população branca (8,9%). Na faixa de seis minutos até meia hora, a população branca (58,5%) possui maior proporção do que a preta (51,0%), com 7,5 pontos percentuais de diferença.

Dos vinte municípios com população acima de 100.000 habitantes e maior percentual de trabalhadores cujo tempo de deslocamento para o trabalho supera duas horas, 11 são do Rio de Janeiro, sete de São Paulo e dois do Pará. O tempo de deslocamento nas 15 metrópoles brasileiras apresentou variações, com Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) mostrando maiores proporções de pessoas que levam até meia hora para chegar ao trabalho, enquanto Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Manaus (AM) apresentam as maiores proporções das faixas acima de meia hora. No Rio de Janeiro (RJ), nota-se 5,6% de duração de mais de duas horas entre seus deslocamentos.

Proporcionalmente, população de cor ou raça amarela se desloca mais para outro município

Sobre o deslocamento das pessoas que trabalham fora do seu domicílio e retornam três dias ou mais na semana do trabalho para casa, considerando cor ou raça, verifica-se que a população de cor ou raça amarela é a que mais se desloca para outro município (12,8%), percentual próximo ao das pessoas de cor ou raça branca (12,5%). Já 89,0% da população de cor ou raça parda exerce seu trabalho no município de residência, enquanto 87,8% da população de cor ou raça preta se desloca para o trabalho no próprio município de residência.

Os dados do Censo 2022 evidenciam ainda diferenças quanto ao meio de transporte mais utilizado para ir ao trabalho, dependendo da cor ou raça das pessoas. A população de cor ou raça branca usa principalmente o automóvel, totalizando 13,3 milhões de pessoas (42,9%), o maior valor absoluto dentre todos os meios de transporte, seguido do deslocamento por ônibus, realizado por 5,5 milhões de pessoas (17,6%). Os deslocamentos feitos a pé, realizados por 4,9 milhões de pessoas brancas (15,7%), e por motocicleta, com 13,6% dos deslocamentos, abrangendo 4,2 milhões de pessoas, também são significativos.

Quando se observa o deslocamento da população de cor ou raça preta, há maior uso de ônibus (29,5%), escolha de 2,4 milhões de pessoas desse grupo. O uso do automóvel, o segundo meio de transporte mais expressivo, por 1,7 milhões de pessoas (21,0%), é semelhante à quantidade de pessoas pretas que se deslocam para o trabalho a pé, totalizando 1,6 milhões de pessoas (19,8%).

Já a população de cor ou raça amarela usa majoritariamente o automóvel (56,1%) no deslocamento para trabalho, compreendendo 167 mil pessoas. Esse é o único grupo no qual um único meio de transporte responde por mais da metade das pessoas. Na sequência aparecem o deslocamento feito a pé, realizado por 42 mil pessoas (13,9%), e por ônibus, feito por 37 mil pessoas (12,4%), valores bastante menores quando comparados aos deslocamentos por automóvel.

Dentre as pessoas de cor ou raça parda, existe proximidade entre os quantitativos daquelas que utilizam automóvel e ônibus. Enquanto o primeiro meio de transporte é usado por 24,4% do grupo (7,4 milhões de pessoas), o segundo é utilizado por 23,1% (7,0 milhões). A diferença entre os deslocamentos feitos por motocicleta (19,6% ou 5,9 milhões de pessoas) e a pé (19,3% ou 5,8 milhões de pessoas) é igualmente pequena.

59,0% das pessoas que vão de automóvel para o trabalho são brancas

Olhando o perfil dos usuários de cada meio de transporte, vemos que 59,0% das pessoas que usam esse tipo de transporte são de cor ou raça branca (13,3 milhões de pessoas), proporção que supera significativamente o percentual de pardos (32,6%) que utilizam esse meio de transporte, com 7,4 milhões de pessoas, o segundo grupo que mais usa esse meio de transporte. O cenário é semelhante na categoria táxi ou assemelhados, já que a população branca representa 52,7% dos que se deslocam até o trabalho com esse meio de transporte.

São Paulo e Goiás têm maior proporção de população ocupada trabalhando fora do município de residência

No âmbito regional, os estados de São Paulo (13,7%), Goiás (13,7%), Rio Grande do Norte (15,5%), Sergipe (16,0%) e Pernambuco (15,2%) apresentam os percentuais mais elevados de população ocupada que se desloca para trabalhar em outro município. Esses valores decorrem dos fortes processos de integração que existem entre municípios, especialmente aqueles que compõem concentrações urbanas. Em São Paulo, por exemplo, 2,8 milhões de pessoas ocupadas se deslocam para trabalhar em outro município, o que representa 30,5% do total de pessoas que se deslocam para trabalho em outro município no Brasil.

No estado do Amazonas (98,1%), há maior proporção de pessoas que trabalham em seu município de residência, em contraposição a Sergipe (82,7%), unidade da federação com menor proporção para essa categoria. No que diz respeito ao trabalho exercido no próprio domicílio de residência, Rondônia (22,7%) apresenta a maior proporção, enquanto o Distrito Federal aparece na outra ponta, com 14,9%.

Já nos deslocamentos para trabalhar em outro país, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo são os estados com maiores números absolutos: 6,2 mil, 5,2 mil e 4,4 mil pessoas, respectivamente. Merecem destaque também os resultados para locais de exercício de trabalho em mais de um município ou país, mais expressivos em São Paulo (183,5 mil pessoas), Minas Gerais (80,7 mil) e Paraná (76,4 mil).

Quanto mais alta a escolaridade das pessoas, maior é o uso de automóvel, trem ou metrô, e de táxi ou assemelhados

O nível de instrução é outra característica que diferencia o uso do meio de transporte para ir trabalhar. À medida que aumenta o nível de instrução da população, há um crescimento proporcional do uso de automóvel, de trem ou metrô e de táxi ou assemelhados, enquanto o transporte a pé, por bicicleta e por caminhonete ou caminhão adaptado (pau de arara) perdem participação entre as pessoas com graus de instrução mais elevados.

A maioria dos trabalhadores com nível superior completo utiliza automóvel (57,8%) para se deslocar, e 68,1% adotam como transporte principal os individuais motorizados (automóvel ou motocicleta) para ir ao trabalho. No nível sem instrução e fundamental incompleto, esses percentuais são 18,9% para automóvel, e 37,1% quando se considera automóvel ou motocicleta em conjunto.

3,8 milhões de pessoas estudam em município diferente do qual residem

O Censo 2022 também investigou o deslocamento para estudo. Dentre as 53,6 milhões de pessoas residentes em domicílios particulares no Brasil que frequentam alguma instituição de ensino, 49,7 milhões (92,7%) se deslocam para locais dentro do seu próprio município de residência, enquanto 3,8 milhões (7,2%) o fazem em outro município, e 75 mil (0,1%) em um país estrangeiro.

Desagregando os dados por sexo, 92,0% das mulheres (25,0 milhões) e 93,4% dos homens (24,7 milhões) estudam em seu município de residência. Quando se avalia o movimento para fora do município de residência, o resultado é o seguinte: 7,8% das mulheres (2,1 milhões) e 6,5% dos homens (1,7 milhões) se deslocam para outro município, e 0,1% das mulheres (40 mil) e 0,1% dos homens (35 mil) vão até outro país para estudar.

Mais de 10% da população de cor ou raça amarela estuda em outro município

As pessoas de cor ou raça amarela são as que mais se deslocam para instituições de ensino fora do seu município de origem, sendo o único grupo no qual menos de 90% estuda no próprio município (88,5%). “O maior percentual de deslocamento dos estudantes de cor ou raça amarela pode estar associado a fatores como busca por instituições mais especializadas e condições socioespaciais”, afirma Mauro Pinheiro. Já o grupo de cor ou raça indígena é o que registra as maiores percentagens de indivíduos estudando dentro do município de residência (95,9%). Tal grupo, no entanto, possui a segunda maior percentagem de estudantes que se deslocam para outros países (0,2%), atrás somente da população amarela (0,9%).

Existe também uma tendência de os brancos se deslocarem mais para outros municípios ou países (8,7%) do que a população preta (7,2%) e parda (6,1%).

Deslocamento para estudo no exterior é mais frequente em cidades fronteiriças do país

Regionalmente, a proporção de deslocamento para estudo em outro município no Norte (4,0%) é bem inferior à média nacional (7,2%), resultado que pode ser justificado pela relação entre municípios com áreas significativamente extensas e redes de transporte deficientes em diversas escalas. A mesma região, entretanto, tem praticamente o dobro da proporção de deslocamento para países estrangeiros (0,2%) em relação à média nacional.

Valores regionais de deslocamento para o estrangeiro acima da média do país também são observados nas regiões Sul (0,2%) e Centro-Oeste (0,2%), o que pode ser explicado pelas dinâmicas fronteiriças bastante presentes nessas regiões. O deslocamento para outros países, apesar de pouco significativo, revela uma dimensão das redes internacionais em que o Brasil está conectado para estudo, especialmente nas cidades fronteiriças do Sul do país.

O Sudeste, por concentrar quase 40% do total de estudantes do Brasil, tem percentagens muito próximas aos valores nacionais (92,3% estudando no mesmo município de residência, 7,6% em outro município do Brasil e 0,1% em outro país). Já o Nordeste apresenta a menor proporção de deslocamento para país estrangeiro (menos de 0,1%), o que pode ser explicado por ser a região mais distante das fronteiras internacionais terrestres. Além disso, mostra valor levemente superior à taxa nacional para o deslocamento entre municípios brasileiros (7,4%), índice próximo ao registrado no Sudeste.

Analisando o comportamento dos estudantes nos municípios que pertencem às concentrações urbanas, vê-se que suas taxas de deslocamento para outros municípios são menores do que as verificadas nos municípios que não pertencem a esses recortes urbanos. Embora sejam formações urbanas marcadas pelas maiores trocas de fluxos e pessoas no território nacional, é nas grandes aglomerações urbanas que existe maior oferta de infraestrutura e instituições de ensino, acima da média nacional, o que proporciona aos estudantes maiores opções de ensino dentro do seu próprio município.

Maiores índices de deslocamento para estudo estão no Ensino Superior

Proporcionalmente, o deslocamento para estudo em outro município aumenta conforme a escolaridade. Os estudantes dos cursos iniciais tendem a frequentar locais mais próximos de sua residência, o que pode ser explicado pela maior capilaridade desse tipo de ensino, resultado da ampliação da oferta de educação básica no país, especialmente considerando as redes mantidas por municípios e estados. Somente 1,7% das pessoas que frequentam creche, e 1,9% dos indivíduos que cursam a pré-escola, o fazem em município diferente de onde moram, enquanto no Ensino Fundamental (3,3%) e no Ensino Médio (6,8%) os percentuais são um pouco maiores.

As taxas de deslocamento para estudo são bem mais expressivos, no entanto, entre os estudantes dos cursos superiores de graduação (27,8%) e de especialização de nível superior, mestrado ou doutorado (32,9%). Isso indica maior concentração dessas modalidades de ensino em determinados locais, principalmente as grandes cidades, consequentemente provocando maior necessidade de deslocamento para acesso aos cursos de nível superior.

Sobre a pesquisa

Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra aborda as informações coletadas no bloco de Educação, no quesito referente ao deslocamento para estudo, do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022, onde foram investigados o município ou país em que as pessoas estudavam (da creche ao doutorado). Também são reveladas as informações coletadas no bloco de perguntas relativas ao deslocamento para trabalho, do caderno de trabalho do Questionário da Amostra, no qual foram pesquisados o local de trabalho, a frequência de retorno para casa ao longo da semana, o tempo de deslocamento no trajeto casa – trabalho e o principal meio de transporte utilizado para esse deslocamento.

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