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quarta-feira, 1 julho - 23:46
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Corrida em Manaus (AM) altera itinerários de ônibus na avenida Constantino Nery neste domingo (14)

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Estações de transferência Arena e São Jorge ficarão temporariamente inoperantes

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Manaus informou que diversas linhas de ônibus do transporte coletivo terão alterações temporárias de itinerário neste domingo, 14 de dezembro, das 5h às 7h, em razão da realização da corrida “Millenium em Movimento”, na avenida Constantino Nery, na zona Centro-Sul da capital. As mudanças serão coordenadas pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e têm como objetivo garantir a segurança dos atletas e a fluidez do tráfego durante o evento.

A prova, com percursos de cinco e dez quilômetros, terá largada e chegada no shopping Millenium, utilizando trechos da própria Constantino Nery. Durante o período da corrida, os ônibus irão realizar embarque e desembarque pelo lado direito da avenida, de forma paralela às plataformas existentes.

De acordo com o IMMU, as estações de transferência Arena e São Jorge ficarão temporariamente inoperantes até o término da competição. Com isso, as linhas alimentadoras dessas estações terão o trajeto estendido até o Terminal de Integração 1 (T1).

As linhas 118, 540 e 652, no sentido bairro/Centro, seguirão pela avenida Darcy Vargas e pela avenida Doutor Theomário Pinto da Costa, retornando pela rotatória das Letras para acessar a Constantino Nery. Já a linha 678 (T4/Ponta Negra) fará desvio pelas avenidas Theomário Pinto da Costa, Jacira Reis e Rita Gama Barros, seguindo posteriormente pela avenida Pedro Teixeira.

As linhas A402, A407 e 654 (bairro/Centro) utilizarão como desvio as avenidas Djalma Batista e João Valério, acessando a Constantino Nery até o T1. No sentido Centro/bairro, o itinerário será feito pelas ruas Simão Bolívar e Ferreira Pena, além da Constantino Nery, rua Pará e avenida Djalma Batista. As linhas A202, A206 e A225 (219 no retorno) também adotarão desvio semelhante.

Para as linhas 213 e 215, no sentido bairro/Centro, o trajeto seguirá normalmente até a avenida Lóris Cordovil, passando pela rua Vivaldo Lima, travessa dos Franceses, avenida Desembargador João Machado e, em seguida, pelas avenidas Mário Ypiranga ou Djalma Batista. No retorno aos bairros, os ônibus circularão pela rua Ferreira Pena, avenidas Álvaro Maia, Major Gabriel, Ayrão, Djalma Batista e Desembargador João Machado, além de vias locais.

As linhas 010, 207, 214, 223 e 227 terão desvio no sentido bairro/Centro a partir da avenida Paxiúbas, seguindo pela rotatória das Letras, avenidas Theomário Pinto, Djalma Batista, Álvaro Maia e Comendador Clementino. No sentido Centro/bairro, o trajeto será feito pela avenida Djalma Batista, alça de acesso da UEA, avenida Theomário Pinto e avenida Dom Pedro, retomando depois o itinerário habitual.

O IMMU orienta os usuários do transporte coletivo a se informarem sobre todos os desvios programados, planejarem seus deslocamentos com antecedência e considerarem rotas alternativas durante o período de interdição.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Gabriel Jesus é decisivo, Arsenal vence o Wolverhampton, dispara na ponta e agora ‘seca’ o City na Premier League

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Mais líder do que nunca, o Arsenal sofreu, mas venceu o Wolverhampton por 2 a 1, neste sábado (13), no Emirates Stadium, pela 16ª rodada pela Premier League.

O triunfo dos Gunners veio com ajuda do adversário, que marcou dois gols contra: um do goleiro Johnstone e outro de Mosquera – este após participação decisiva de Gabriel Jesus. Arokodare descontou para os visitantes.

O resultado positivo fez o time londrino abrir cinco pontos na liderança do campeonato.

O Manchester City vem logo atrás, em segundo lugar, mas ainda joga na rodada contra o Crystal Palace neste domingo.

Por outro lado, os Wolves seguem na lanterna, com apenas dois pontos somados até em 16 partidas.

O jogo

Líder da Premier League, o Arsenal foi superior ao lanterna Wolverhampton durante boa parte dos 90 minutos. Enganou-se, porém, quem achou que os visitantes facilitariam a vida dos mandantes…

No primeiro tempo, os Gunners ditaram o ritmo da partida e ficaram praticamente no campo de ataque. No entanto, faltou eficiência para furar a defesa dos Wolves, além de pontaria para chutar em direção ao gol.

O time da casa levou perigo em três cruzamentos em que a bola sobrou, e Martinelli chutou para fora.

Na melhor – e única – oportunidade dos visitantes na primeira etapa, Hwang Hee-Chan parou nem Raya, que fez boa defesa em dois tempos.

No segundo tempo, o roteiro se repetiu. O Arsenal ditou o ritmo do jogo, enquanto os Wolves se fecharam.

Até que aos 22, no primeiro chute ao gol do time de Arteta, Rice só não marcou porque Johnstone espalmou.

Só que dois minutos depois, o goleiro do Wolves deu azar. Após cobrança de escanteio de Saka, a bola bateu na segunda trave e voltou nas costas do goleiro, que marcou contra.

Restando pouco mais de 10 minutos para o fim da partida, Arteta colocou Gabriel Jesus na vaga de Gyökeres.

Depois de ter entrado no meio da semana contra o Brugge, pela Champions League, o brasileiro fez sua primeira partida na Premier League depois de ter ficado 11 meses afastado por causa de uma grave lesão no joelho. E, mesmo em pouco tempo, foi decisivo!

Isso porque o Wolverhampton cresceu após sofrer o gol e partiu para cima. Não à toa, deixou tudo igual com Arokodare, de cabeça, aos 45.

No entanto, aos 48, após participação de Jesus, Mosquera, contra, sacramentou a vitória do Arsenal.

Classificação da Premier League:

Próximos jogos do Arsenal:

Próximos jogos do Wolverhampton:

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BR7, de São Bernardo do Campo (SP), suspende linha durante férias escolares a partir de segunda (15)

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Além disso, outros serviços terão frota reduzida e tabelas de horários alteradas

ADAMO BAZANI

Por causa das férias escolares, BR7, empresa operadora dia transportes municipais de São Bernardo do Campo (SP), vai suspender o funcionamento da linha 02A – Tiradentes/Paço Municipal (via Jardim Irajá).

A medida passa a valer a partir desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025.

O atendimento só deve voltar entre o fim de janeiro e início de fevereiro de 2026.

Até lá, os passageiros devem seguir na linha 02 – Irajá/Taboão, que atende a região do Jardim Irajá, indo até o Terminal Tiradentes e o Centro da cidade.

Nesta época, há uma redução da demanda de passageiros e uma consequente redução de frota de ônibus em circulação.

Além disso, outros serviços terão frota diminuída e tabelas de horários alteradas.

Os passageiros devem antes de fazer os deslocamentos acessar aplicativos que informam horários dos ônibus para saberem das mudanças e as previsões de suas respectivas linhas.

Outras cidades do ABC Paulista também vão reduzir as frotas e aumentar os intervalos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Evento Ilumina Santos, no Litoral Paulista, altera itinerários de ônibus no Gonzaga neste fim de semana

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Santos (SP)

Evento natalino na orla provoca mudanças temporárias no transporte coletivo municipal neste sábado (13) e domingo (14)

ARTHUR FERRARI

A realização do Ilumina Santos 2025, com programação concentrada na Praia do Gonzaga e no entorno da Avenida Presidente Wilson, vai provocar alterações temporárias nos itinerários de linhas de ônibus municipais neste fim de semana, dias 13 e 14, segundo informações operacionais da Prefeitura de Santos.

As mudanças ocorrem em razão da montagem de estrutura e da concentração de público para os shows e atrações culturais promovidos pela Secretaria de Cultura (Secult), o que impacta principalmente vias como a Avenida Washington Luís, Avenida Presidente Wilson, Praça da Independência e Avenida Ana Costa.

Linhas com desvios no sentido José Menino / Gonzaga

Linha 37: passa a circular pela

Av. Presidente Wilson, Av. Bernardino de Campos, Av. Floriano Peixoto, Praça da Independência e Av. Ana Costa.

Linhas com desvios no sentido Av. Ana Costa / Praia

Linhas 05, 42, 139 e 154: seguem por

Praça da Independência, Rua Galeão Carvalhal e Av. Washington Luís (Centro/Praia).

Linhas com desvios no sentido Ponta da Praia / José Menino

Linhas 19, 25, 77 e 156:

Av. Washington Luís, Rua Azevedo Sodré, Rua Cláudio Doneaux, Rua Euclides da Cunha e Av. Bernardino de Campos.

Linhas 10, 13, 54 e 191:

Av. Washington Luís, Rua Azevedo Sodré, Rua Cláudio Doneaux, Rua Euclides da Cunha e Av. Bernardino de Campos.

Linhas 29, 155 e 193:

Av. Washington Luís, Rua Azevedo Sodré, Av. Ana Costa (Centro/Praia), Praça da Independência e Av. Ana Costa (Praia/Centro).

Alteração específica no sentido Centro

Linha 05 (sentido Centro):

Av. Vicente de Carvalho e Av. Washington Luís.

A Prefeitura orienta os passageiros a programarem suas viagens com antecedência, especialmente nos horários de pico do evento, que começa a partir das 17h nos dois dias. Agentes de trânsito e transporte devem atuar na região para orientar usuários e motoristas durante as interdições e desvios.

O Ilumina Santos 2025 acontece no sábado (13) e domingo (14), com apresentações musicais, espetáculo infantil, chegada do Papai Noel e chuva de neve artificial, reunindo grande público na orla do Gonzaga.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Gidion Transporte, de Joinville, recebe Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina 2025

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Empresa de ônibus foi a única do setor de transporte de passageiros reconhecida pela Assembleia Legislativa do Estado

ALEXANDRE PELEGI

A Gidion Transporte e Turismo, de Joinville (SC), foi contemplada com o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina 2025, concedido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). A certificação foi entregue na noite desta quarta-feira (10), durante sessão especial realizada no plenário da Casa, e reconhece organizações públicas, privadas e do terceiro setor que mantêm compromisso consistente com práticas sociais, ambientais e de governança no Estado.

A empresa joinvilense foi a única representante do setor de transporte coletivo de passageiros entre as organizações certificadas nesta edição. A sessão especial foi presidida pelo deputado Fernando Krelling (MDB), 1º vice-presidente da Alesc, e contou com a participação do deputado Volnei Weber (MDB).

Representando a Gidion na cerimônia, o diretor de operações da empresa, Edmilson A. Viana, destacou que o reconhecimento reforça uma trajetória construída ao longo de décadas no município e na região Norte de Santa Catarina.

“Receber este certificado é um reconhecimento que reforça o compromisso que a Gidion mantém há décadas com Joinville e com todos que fazem parte da nossa história. Buscamos evoluir continuamente em nossas práticas sociais, ambientais e de governança, promovendo um transporte mais seguro, responsável e conectado às necessidades da comunidade”, afirmou.

O Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina integra um programa institucional da Alesc que avalia iniciativas voltadas à inclusão social, sustentabilidade ambiental, valorização de pessoas, ética e transparência na gestão. A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade a boas práticas desenvolvidas no Estado e estimular a adoção de políticas responsáveis por parte das organizações catarinenses.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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CPTM arrecada R$ 6,63 milhões no terceiro leilão de materiais inservíveis de 2025

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Companhia encerra o ano com R$ 16,24 milhões e reforça estratégia de sustentabilidade e diversificação de receitas

YURI SENA

A CPTM arrecadou R$ 6,63 milhões no terceiro leilão de materiais inservíveis realizado nesta sexta-feira (12). Com esse resultado, a companhia encerra 2025 com R$ 16,24 milhões obtidos por meio da venda desse tipo de material, consolidando o leilão como uma importante fonte de receita não tarifária.

Nesta edição, foram ofertados 102 lotes, dos quais 74 foram arrematados, resultando em um ágio médio de 17% sobre o valor inicial previsto. O maior destaque ficou para os 29 lotes de materiais diversos — como bombas d’água, inversores, lixeiras, aspiradores de pó, contêineres e caixas eletrônicas de comando — que alcançaram um expressivo ágio de 116%. Logo em seguida, a categoria de sucata metálica (aço inoxidável, alumínio, aço e ferro) registrou o segundo maior desempenho, com 49% de valorização.

Além do retorno financeiro, os leilões de materiais inservíveis reforçam o compromisso ESG da CPTM, com foco em sustentabilidade ambiental. A iniciativa garante a destinação adequada de equipamentos e materiais fora de uso, favorecendo sua reciclagem ou reutilização por outras empresas, incentivando a economia circular e reduzindo impactos ambientais.

Os lotes que não receberam lances deverão ser novamente disponibilizados no próximo leilão da companhia, previsto para o primeiro trimestre de 2026.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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Flamengo x Pyramids AO VIVO: siga em tempo real tudo da semifinal da Copa Intercontinental

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Flamengo e Pyramids se enfrentam neste sábado (13), às 14h (de Brasília), no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan, no Qatar, pela semifinal da Copa Intercontinental.

O Rubro-Negro chega nesta fase da competição após eliminar o Cruz Azul, do México, com vitória por 2 a 1. Já o time egípcio eliminou o Auckland City, da Nova Zelândia, na primeira fase, e o Al Ahli, da Arábia Saudita, na segunda.

A partida entre Flamengo e Pyramids pode ser decidida nos pênaltis caso o empate prevaleça no tempo regulamentar e na prorrogação. Enquanto isso, o Paris Saint-Germain aguarda o vencedor deste confronto na grande final do Intercontinental – Luis Enrique não quer encarar o time carioca.

No ESPN.com.br você acompanha o tempo real com os principais lances da partida. (As atualizações podem levar alguns segundos).

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Procon-SP notifica Uber e 99 por preços praticados no mês de dezembro

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Valores elevados sem justificativa econômica podem ser considerados prática abusiva, diz prefeitura; empresas têm dez dias para esclarecer

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de São Paulo, por meio do Procon Paulistano, notificou as empresas de transporte por aplicativo Uber e 99 para que prestem esclarecimentos sobre possíveis alterações nos preços das corridas realizadas na capital paulista.

De acordo com o órgão de defesa do consumidor, a adoção de valores considerados desproporcionais, sem justificativa técnica ou econômica clara, pode caracterizar prática abusiva e violar princípios previstos no artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (CDC), como a transparência, a modicidade tarifária e a adequada prestação dos serviços.

Na avaliação do Procon, a chamada precificação dinâmica — quando o valor das corridas varia conforme a demanda — precisa ser claramente informada aos usuários e acompanhada de mecanismos que evitem cobranças excessivas.

As empresas terão o prazo de dez dias corridos para responder aos seguintes questionamentos:

Qual é a justificativa técnica e econômica para a adoção da precificação dinâmica;

Quais medidas são adotadas para prevenir preços abusivos em situações de alta demanda;

Se existe teto tarifário para as corridas e, em caso positivo, qual é o valor e como ele é aplicado;

Como e em que momento a política de preços é informada ao consumidor;

Quais mecanismos internos asseguram a modicidade tarifária e evitam vantagem desproporcional ao fornecedor.

O Procon Paulistano ressaltou que o não atendimento à notificação dentro do prazo estabelecido poderá resultar na adoção de medidas administrativas previstas no CDC, como aplicação de multa, suspensão temporária das atividades e outras penalidades cabíveis.

Até o momento, as empresas ainda não se manifestaram publicamente sobre a notificação.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Ásia testa força do ônibus a hidrogênio em grandes contratos; Europa consolida escala do ônibus elétrico

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Hyundai Motor Group fornecerá 224 ônibus a hidrogênio para Guangzhou (China)

Enquanto operadores europeus consolidam o ônibus elétrico a bateria como padrão, países asiáticos usam compras concentradas e política industrial para empurrar o hidrogênio no transporte coletivo

ALEXANDRE PELEGI

Caminhos distintos para a transição energética

A leitura das notícias publicadas recentemente na Europa e na Ásia mostra que a transição energética no transporte coletivo urbano segue caminhos distintos em cada continente. Levantamento do Diário do Transporte a partir de reportagens divulgadas ao longo de dezembro de 2025 indica que, enquanto cidades europeias aprofundam a eletrificação por bateria com compras em escala e investimentos estruturais, países asiáticos — especialmente a China — recorrem a grandes contratos e à ação direta do Estado para testar a viabilidade do ônibus a hidrogênio em operações reais.

Ônibus elétrico vira padrão nas políticas europeias

Na Europa, o ônibus elétrico a bateria deixou de ser tratado como projeto-piloto e passou a ocupar o centro das políticas de renovação de frota. Na Bélgica, a operadora pública De Lijn confirmou a compra de 268 ônibus elétricos da BYD, todos do tipo urbano padrão, com cerca de 12 metros de comprimento e piso totalmente baixo, voltados à operação metropolitana e regional.

Os veículos contam com propulsão 100% elétrica e baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), tecnologia escolhida por priorizar segurança térmica e maior vida útil. A configuração foi pensada para recarga predominantemente noturna nas garagens, reduzindo a necessidade de infraestrutura complexa de recarga rápida em via pública e se adequando ao perfil operacional da De Lijn, com rotinas previsíveis e retorno diário aos depósitos.

Contratos-quadro como ferramenta de escala

A encomenda integra o plano da operadora de eliminar gradualmente os ônibus a diesel até 2035 e se apoia em um instrumento que vem sendo decisivo para acelerar a eletrificação na Europa: os contratos-quadro.

De forma resumida, são contratos que funcionam como acordos prévios que definem preços, especificações técnicas e condições gerais, mas não obrigam a compra imediata de todo o volume previsto. Eles permitem que operadores públicos adquiram os veículos aos poucos, conforme orçamento e necessidade, sem lançar uma nova licitação a cada compra. O modelo garante escala, flexibilidade e previsibilidade, reduzindo custos e riscos tanto para o poder público quanto para a indústria.

Infraestrutura passa a ser protagonista

Na Alemanha, o avanço da eletrificação aparece com força fora do veículo em si. Em Berlim, a BVG avançou em dezembro na implantação de um novo depósito projetado exclusivamente para ônibus elétricos, com infraestrutura dedicada de recarga e manutenção. O projeto evidencia que a transição energética exige mudanças estruturais profundas — garagens, rede elétrica e logística operacional — e não apenas a substituição do tipo de ônibus.

Hidrogênio na Europa: cautela, engenharia e operação real

Enquanto o ônibus elétrico a bateria avança com maior segurança operacional, o hidrogênio segue presente na agenda europeia com cautela. No Reino Unido, essa prudência ganhou novo peso após um ônibus urbano movido a célula a combustível ser completamente destruído por um incêndio durante operação regular, no sul da Inglaterra.

Serviços de emergência responderam a um incêndio em um ônibus movido a hidrogênio operado pela Metrobus no sul da Inglaterra

O veículo integrava a frota da operadora Metrobus, que atua em serviços urbanos e intermunicipais nas regiões de Surrey e Sussex. O incêndio ocorreu com o ônibus em circulação, levando o motorista a interromper a viagem e a evacuar o veículo. Não houve feridos, e todos os passageiros conseguiram sair em segurança antes que o fogo se alastrasse e consumisse totalmente o ônibus.

Segundo a imprensa especializada europeia, o episódio levou à abertura de investigação técnica para apurar as causas do incêndio, incluindo análises do sistema de armazenamento de hidrogênio, da célula a combustível, dos componentes elétricos auxiliares e dos protocolos de desligamento de emergência. Até a divulgação das reportagens, não havia confirmação oficial sobre a origem do problema, nem indicação de falha estrutural generalizada da tecnologia.

Como medida preventiva, a operadora informou que a frota a hidrogênio passou por verificações adicionais, procedimento considerado padrão em projetos-piloto e introduções graduais de novas tecnologias. Especialistas do setor ressaltaram que incidentes isolados não invalidam o hidrogênio, mas expõem um estágio ainda sensível de maturação operacional, que exige acompanhamento técnico rigoroso, treinamento específico e protocolos de resposta a emergências bem definidos.

O caso britânico reforça um ponto central do debate europeu: diferentemente do ônibus elétrico a bateria — já amplamente difundido — o hidrogênio avança de forma mais controlada, com forte peso da engenharia, da regulação e da gestão de riscos.

França aposta no hidrogênio como estratégia industrial

Na França, o hidrogênio aparece menos na operação cotidiana e mais como aposta industrial de médio e longo prazo. Em dezembro, a Ligier Automotive reforçou sua parceria tecnológica com a Bosch Engineering, voltada ao desenvolvimento e à integração de sistemas de propulsão por célula a combustível.

Nesse modelo, a Bosch atua como fornecedora dos componentes centrais do sistema de hidrogênio — como módulos de célula a combustível, eletrônica de potência, sistemas de controle e gerenciamento seguro do hidrogênio — enquanto a Ligier é responsável pelo projeto do veículo, integração do conjunto, arquitetura dos tanques e validação em ambiente real de operação. A estratégia busca amadurecer a engenharia da tecnologia antes de uma eventual expansão em escala.

A Ligier Automotive é uma empresa francesa responsável pelo projeto do veículo, integração do sistema de hidrogênio, layout do chassi e testes operacionais. Já a Bosch Engineering é uma divisão do grupo Bosch focada em engenharia avançada, fornecendo células a combustível, eletrônica de potência, software e sistemas de gestão do hidrogênio.

China força a escala com contratos de grande volume

Essa abordagem europeia contrasta fortemente com a estratégia adotada na China. Em Guangzhou, a prefeitura lançou em dezembro a maior licitação única de ônibus a hidrogênio do mundo, com cerca de 450 veículos. Diferentemente do modelo europeu, o poder público chinês assume o protagonismo ao criar escala imediata, absorvendo custos iniciais elevados para acelerar o aprendizado tecnológico e consolidar uma cadeia produtiva nacional.

Enquanto a Europa aposta na maturação tecnológica, projetos-piloto e segurança regulatória, a China utiliza contratos de grande volume como ferramenta direta de política industrial, forçando a curva de aprendizado e reduzindo custos por meio da escala.

Esse ambiente favorece a internacionalização da cadeia produtiva.

A HTWO Guangzhou, subsidiária do Hyundai Motor Group, e a Kaiwo Group assinaram contrato para fornecer 224 ônibus a hidrogênio ao sistema de transporte de Guangzhou, na China. Os veículos fazem parte de uma licitação que inclui 450 ônibus movidos a hidrogênio para a cidade, com os modelos da Hyundai/Kaiwo representando quase metade dessa encomenda.

Os novos ônibus, com 8,5 metros de comprimento, são equipados com um sistema de célula a combustível de 90 kW e têm autonomia de até 576 km com recarga rápida. Eles são projetados para operar em áreas urbanas, com piso baixo para facilitar o embarque de passageiros e com uma eficiência de 64% no sistema de células a combustível.

O contrato destaca a estratégia da China de acelerar a adoção do hidrogênio, impulsionando tanto a cadeia produtiva interna quanto a internacional, com fornecedores globais como Hyundai competindo por contratos de grande porte no país.

Outros países asiáticos avançam por caminhos distintos. Taiwan iniciou a implantação de estações de abastecimento de hidrogênio, reconhecendo que sem infraestrutura não há frota viável. Já a Índia segue priorizando a eletrificação por bateria: cidades como Hyderabad ampliaram a operação de ônibus elétricos, enquanto governos estaduais firmaram acordos para instalação de fábricas locais, conectando mobilidade urbana e política industrial.

Contrastes deixam lições

O contraste entre os continentes mostra que não existe uma transição única, mas múltiplas estratégias em disputa. A Europa consolida o ônibus elétrico a bateria como solução dominante, com foco em eficiência operacional e infraestrutura. A Ásia, liderada pela China, testa o hidrogênio em escala, assumindo riscos que operadores privados dificilmente aceitariam sozinhos.

Para o Brasil, a leitura é direta: mais do que escolher entre bateria ou hidrogênio, o desafio está em definir modelos institucionais, regulatórios e financeiros capazes de sustentar cada tecnologia. Sem escala, infraestrutura e contratos bem desenhados, a transição corre o risco de ficar restrita a anúncios — e não a ônibus rodando e passageiros transportados.

 

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Convênio entre Metrô e CPTM abre possibilidade de compartilhamento de equipes, equipamentos e instalações

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Assinado em 24 de novembro de 2025, acordo de R$ 9 milhões prevê cessão temporária de recursos humanos, veículos, materiais e estruturas para integrar operação, tecnologia e expansão do transporte sobre trilhos em São Paulo

ALEXANDRE PELEGI

Assinado em 24 de novembro de 2025, o convênio firmado entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) institucionaliza, de forma inédita, a possibilidade formal de emprego compartilhado de recursos humanos e materiais, incluindo a cessão temporária de equipamentos, veículos e instalações entre as duas estatais responsáveis pelo transporte sobre trilhos no Estado de São Paulo. O acordo tem valor global estimado em R$ 9 milhões e vigência de 60 meses.

No próprio texto do convênio, as empresas justificam a parceria pelo “interesse comum em promover a otimização de recursos humanos e materiais voltados à prestação de serviços públicos de transporte”, por meio de uma “conjugação de esforços para atingir uma melhor estruturação institucional, administrativa e operacional” dos sistemas metroferroviários paulistas.

O objeto do acordo é amplo e estratégico. Segundo o documento, a cooperação visa “a promoção de ações conjuntas e/ou recíprocas para otimização dos recursos humanos e materiais, bem como transferência de tecnologia e de materiais ou equipamentos de uso comum ou de interesse específico”, sempre com foco na melhoria do serviço prestado à população. O texto é explícito ao vincular a cooperação a resultados diretos para o usuário, ao destacar que as ações devem contribuir para “a redução do tempo de viagem, proporcionando maior conforto aos passageiros”.

Entre os principais destaques práticos do convênio está a autorização expressa para o emprego compartilhado de equipes técnicas e administrativas, além da cessão de materiais, equipamentos, veículos e instalações, desde que essas operações não interfiram nas atividades regulares da empresa cedente. O documento também permite a transferência de materiais ou equipamentos, inclusive aqueles de uso comum ou já descontinuados, criando um instrumento formal para reaproveitamento técnico e racionalização de ativos.

A cooperação entre METRÔ e CPTM abrange praticamente toda a cadeia do transporte sobre trilhos. O convênio lista como áreas prioritárias a organização e administração das empresas, o planejamento de transporte e desenvolvimento tecnológico, projeto e construção, implantação de novas linhas, operação e manutenção, integração dos serviços metroferroviários, administração de materiais, fiscalização e controle, segurança e atendimento ao passageiro. O texto ressalta que, por terem “a mesma natureza e objetivos”, as duas companhias poderão “adotar técnicas, processos e soluções comuns”.

A execução das ações será feita por meio de Planos de Trabalho, que deverão ser elaborados de comum acordo entre os gestores das duas empresas. Esses planos precisarão detalhar metas, escopo, prazos, recursos humanos e financeiros envolvidos, além do valor estimado de cada atividade. O convênio estabelece de forma clara que “nenhum serviço ou fornecimento será iniciado antes da liberação do respectivo Plano de Trabalho”, reforçando o controle e a governança da cooperação.

Do ponto de vista financeiro, o valor global estimado do convênio é de R$ 9 milhões, sendo R$ 8 milhões sob responsabilidade da CPTM e R$ 1 milhão do METRÔ, ao longo de toda a vigência.

O acordo prevê regras detalhadas para medições, reembolsos e comprovação das despesas, com atualização monetária em caso de atraso e possibilidade de suspensão das atividades se os pagamentos não forem regularizados dentro dos prazos estabelecidos.

O convênio também dedica cláusulas específicas à proteção de dados pessoais, deixando claro que todas as atividades estão sujeitas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As partes se comprometem a tratar informações “no estrito e rigoroso cumprimento da Lei”, garantindo confidencialidade, segurança e uso adequado dos dados. Há ainda dispositivos robustos sobre confidencialidade, integridade e combate à corrupção, alinhados às normas estaduais e federais.

Ao criar uma base jurídica clara para o compartilhamento de pessoas, ativos, conhecimento e tecnologia, o convênio fortalece a integração entre METRÔ e CPTM em um momento de expansão, modernização e reorganização do transporte sobre trilhos em São Paulo. Na prática, o instrumento mira ampliar a capacidade de coordenação entre as duas empresas, reduzindo sobreposições, acelerando soluções técnicas e reforçando uma estratégia de ganho de escala com impacto direto na qualidade do serviço oferecido ao passageiro.

A expansão ferroviária como pano de fundo

O convênio entre METRÔ e CPTM se insere em um momento de forte expansão do transporte ferroviário em São Paulo. De acordo com balanço divulgado pelo Governo do Estado, o programa SP nos Trilhos consolidou em 2025 o maior ciclo de investimentos metroferroviários da história paulista, reunindo mais de 40 projetos estruturados pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI). Somados, os empreendimentos alcançam cerca de R$ 190 bilhões em investimentos estimados, já contratados ou em fase de modelagem.

O programa ultrapassa 1.000 quilômetros de novas linhas, conectando a capital, a Região Metropolitana, o interior e o litoral, e projeta a geração de aproximadamente 150 mil empregos diretos e indiretos ao longo das diferentes fases de implantação. A estratégia estadual combina expansão da rede, modernização de linhas existentes e integração regional, envolvendo projetos do Metrô, da CPTM, dos Trens Intercidades e de VLTs.

Segundo o governo paulista, o objetivo é ampliar a capacidade do transporte público sobre trilhos, fortalecendo um modelo de mobilidade mais sustentável, capaz de impulsionar o desenvolvimento regional e melhorar a qualidade dos deslocamentos de milhões de passageiros que dependem diariamente do sistema.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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