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Tarifa Zero de fim de ano começa nesta segunda-feira (15) em Bragança Paulista (SP)

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Gratuidade nos ônibus vale das 18h à meia-noite até 1º de janeiro, com operação gratuita durante todo o dia em 25 de dezembro e 1º de janeiro

ALEXANDRE PELEGI

A Tarifa Zero de fim de ano entra em vigor nesta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, em todas as linhas do transporte coletivo urbano de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A gratuidade será válida diariamente das 18h à meia-noite até o dia 1º de janeiro de 2026, com ampliação para todo o período de operação nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro.

A medida tem como objetivo facilitar o deslocamento da população e incentivar o acesso ao comércio local durante o período de maior movimento de compras. A iniciativa surgiu a partir de uma sugestão apresentada em reunião do programa Governo Social, realizada em novembro com comerciantes da região central, e foi acolhida pela Administração Municipal.

Bragança Paulista tem cerca de 175 mil habitantes e exerce papel de polo regional no eixo Bragança–Campinas–São Paulo. A economia local é baseada no comércio, nos serviços, na indústria e no agronegócio, com forte circulação diária de trabalhadores e consumidores. Nesse contexto, o transporte coletivo urbano é estratégico para a mobilidade e para a dinâmica econômica da cidade.

Para utilizar a Tarifa Zero, é necessário possuir o Cartão Cidadão Bragantino. A primeira via é gratuita e pode ser solicitada em diferentes pontos do município. Quem já possui o cartão antigo pode continuar utilizando normalmente.

Locais para solicitação do Cartão Cidadão Bragantino:

  • Hípica Jaguari – Garagem JTP
    Rua Miguel Salaroli, 251
    Segunda a sexta: 8h às 17h | Sábado: 8h às 12h
  • Setor Agiliza (Prefeitura)
    Av. Antônio Pires Pimentel, 2015 – Centro
    Segunda a sexta: 8h30 às 17h
  • Terminal Rodoviário Urbano João Solis (Rodoviária Velha)
    Praça Luiz Apezzato, 53 – Centro
    Segunda a sexta: 8h às 12h e 13h às 17h | Sábado: 8h às 12h
  • Lavapés – Farma Fácil
    Rua Dona Carolina, 213
    Todos os dias, das 8h à meia-noite
  • Centro – Banca Marrey Junior
    Av. Dr. Adriano Marrey Junior, 19
    Segunda a sexta: 8h30 às 18h | Sábado: 8h30 às 16h

Para a emissão do primeiro cartão, é necessário apresentar documento de identidade ou CPF.

Com a Tarifa Zero, a Prefeitura afirma que sua intenção é ampliar o acesso ao transporte coletivo e estimular a circulação de pessoas na cidade durante as festas de fim de ano.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Prefeitura ameaça punir Consórcio Guaicurus diante de greve de motoristas

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Paralisação aprovada por unanimidade expõe disputa entre concessionária e poder público sobre salários, 13º e repasses ao sistema

ALEXANDRE PELEGI

A ameaça de greve dos motoristas de ônibus de Campo Grande (MS), marcada para começar na próxima segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, levou a Prefeitura a endurecer o discurso contra o Consórcio Guaicurus e a sinalizar a aplicação de sanções contratuais caso a paralisação se confirme, em um novo capítulo da crise do transporte coletivo da capital sul-mato-grossense.

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas nas garagens do consórcio, com adesão de mais de 200 motoristas, que alegam estar há oito dias sem receber salário e temem o não pagamento do 13º salário e de benefícios como o vale-alimentação. Diante do comunicado de greve, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) notificou formalmente o Consórcio Guaicurus, exigindo esclarecimentos e medidas imediatas para evitar prejuízos à população.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que, caso a greve ocorra, poderá aplicar “sanções contratuais previstas”, sem detalhar quais medidas seriam adotadas. O contrato de concessão do transporte coletivo, firmado em outubro de 2012 entre o município e o consórcio, prevê penalidades que vão desde advertência e multa até a decretação da caducidade do contrato, além de suspensão para contratar com o poder público e declaração de inidoneidade.

O mesmo contrato também autoriza, em situações extremas, a intervenção direta do poder concedente no serviço, por meio de decreto que define interventor, prazo e objetivos da medida, com a justificativa de assegurar a continuidade e a adequação da prestação do transporte público.

Disputa sobre a origem da crise

A greve é atribuída pelo Consórcio Guaicurus a uma suposta inadimplência do poder público. As empresas afirmam que deixaram de receber cerca de R$ 13,2 milhões referentes a subsídios de gratuidades e ao vale-transporte de servidores, o que teria comprometido o fluxo de caixa e inviabilizado o pagamento de salários, 13º e custos operacionais, como combustível e manutenção da frota.

A versão é contestada pela Prefeitura de Campo Grande e também pelo governo do Estado, que participa do custeio do sistema. Segundo o município, todos os repasses previstos em lei estão rigorosamente em dia, com a antecipação de 57% do valor correspondente ao mês de novembro. Para a administração municipal, é “inaceitável” associar eventual paralisação a pendências financeiras do Executivo.

A Agereg reforçou esse posicionamento ao classificar a greve como “sem justificativa” do ponto de vista contratual e financeiro, rejeitando a relação direta entre a paralisação anunciada e eventuais atrasos de repasses públicos. O entendimento antecipa, inclusive, um possível debate jurídico sobre a legalidade do movimento.

Atualmente, a tarifa paga pelo usuário é de R$ 4,95. A prefeitura repassa ao consórcio cerca de R$ 22,8 milhões por ano, enquanto o governo do Estado contribui com aproximadamente R$ 13 milhões. Ainda assim, segundo o Guaicurus, os valores não têm sido suficientes para cobrir a operação diante do acúmulo de atrasos.

Pressão política e cobrança por intervenção

O embate ganhou dimensão política na Câmara Municipal. O vereador Maicon Nogueira (PP), integrante da CPI do Transporte, afirmou que, se a greve se concretizar, poderá não atender aos requisitos legais, abrindo espaço para medidas judiciais contra o consórcio. O parlamentar defendeu que a Prefeitura avalie uma intervenção no contrato, citando experiências recentes adotadas em outras capitais.

Enquanto isso, passageiros já se preparam para possíveis impactos, como a necessidade de recorrer a caronas e aplicativos de transporte, caso o sistema de ônibus seja paralisado.

A crise escancara mais uma vez o conflito estrutural entre concessionária, poder público e trabalhadores, em um sistema pressionado por disputas sobre subsídios, equilíbrio econômico-financeiro e a capacidade de garantir, ao mesmo tempo, a continuidade do serviço e o pagamento das obrigações trabalhistas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Palmas (TO) lança licitação do transporte coletivo com concessão de R$ 4,1 bilhões e teto de R$ 15,11 por quilômetro

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Contrato prevê 20 anos de operação, implantação de sistemas inteligentes e disputa pelo menor valor da tarifa ao usuário

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de Palmas (TO) lançou oficialmente a licitação para a concessão do transporte público coletivo urbano da capital, com valor de referência estimado em R$ 4,112 bilhões e limite de custo de R$ 15,11 por quilômetro rodado para a formação da tarifa. A concorrência pública definirá a empresa responsável pela operação do sistema pelos próximos 20 anos, com critério de julgamento baseado no menor valor da tarifa a ser cobrada dos usuários.

O edital da Concorrência nº 012/2025 estabelece que o objeto da concessão abrange a operação e manutenção do serviço de transporte coletivo, incluindo a disponibilização de frota de ônibus e a implantação, operação e manutenção de Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS), que passam a integrar de forma estrutural o modelo do sistema em Palmas.

A disputa será realizada de forma eletrônica, no modo aberto, por meio do Portal de Compras Públicas. O recebimento das propostas tem início em 17 de dezembro de 2025 e a sessão pública está marcada para 15 de janeiro de 2026, às 14h, no horário de Brasília. O edital adota o modelo de inversão de fases, com a habilitação ocorrendo antes da etapa de lances.

Do ponto de vista econômico, o edital detalha os parâmetros que servirão de base para a modelagem do contrato. O valor de referência da concessão foi fixado em R$ 4.112.532.555,26, considerando todo o período contratual de duas décadas. Já o custo máximo por quilômetro foi limitado a R$ 15,11, valor que deverá ser observado pelas empresas na composição da tarifa, seguindo a metodologia da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). O teto funciona como balizador de exequibilidade das propostas e de controle do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O edital também impõe exigências técnicas relacionadas à capacidade operacional das empresas interessadas. Para fins de qualificação, será necessário comprovar experiência prévia compatível com a operação prevista em Palmas, incluindo frota mínima, volume de passageiros e quilometragem mensal operada. A futura concessionária será responsável por garantir a regularidade, a continuidade e a qualidade do serviço em todas as linhas do município, assegurando conforto, segurança e acessibilidade aos usuários.

Não será permitida a participação de consórcios, cooperativas ou organizações do terceiro setor, e a licitação exige que as empresas tenham capacidade econômico-financeira compatível com o porte do contrato. Caso os índices mínimos de liquidez não sejam atendidos, o edital prevê exigência adicional de capital mínimo e patrimônio líquido proporcional ao valor estimado da concessão.

Com o lançamento do edital, a Prefeitura de Palmas inicia um processo considerado estratégico para a reorganização do transporte coletivo da capital tocantinense, que deverá definir não apenas o operador do sistema, mas também o modelo de tarifa, a estrutura tecnológica e os padrões de desempenho do serviço ao longo das próximas duas décadas.

 

Dados da Licitação de Palmas (TO)

  • Modalidade: Concorrência pública eletrônica
  • Prazo da concessão: 20 anos
  • Valor de referência da concessão: R$ 4.112.532.555,26
  • Critério de julgamento: Menor valor da tarifa ao usuário
  • Custo máximo por quilômetro: R$ 15,11
  • Modelo de disputa: Aberto
  • Inversão de fases: Sim (habilitação antes dos lances)
  • Recebimento das propostas: a partir de 17/12/2025
  • Sessão pública: 15/01/2026, às 14h
  • Participação em consórcio: Não permitida

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Censo do Deslocamentos do IBGE pela primeira vez mostra a necessidade de BRTs Metropolitanos, menos usados que “pau de arara” e mototáxis

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O Censo Demográfico 2022 mostra que a maioria da população ocupada no Brasil (88,4% ou 76,6 milhões de pessoas) trabalha no próprio município de residência e a maior parte (71,4% ou 61,9 milhões) desse grupo o faz fora da sua moradia, enquanto 16,9% (14,7 milhões) do pessoal ocupado trabalha em casa. O automóvel (32,3%) é o meio de transporte mais utilizado pelas pessoas no deslocamento para o trabalho. Entre os estudantes, os cursos de Ensino Superior concentram a maior parte dos alunos que residem em município diferente daquele onde fica a instituição de ensino que frequentam. Os dados foram publicados hoje (9) pelo IBGE, juntamente com os resultados sobre trabalho e rendimento.

O evento de divulgação da pesquisa acontece também hoje, às 10h, na Casa Brasil IBGE, dentro do Palácio da Fazenda, na região central do Rio de Janeiro (RJ). Haverá transmissão ao vivo pelo portal do IBGE e pelas redes sociais do Instituto.

O “Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra” apresenta as características do deslocamento para trabalho e para estudo da população brasileira, complementando os volumes de divulgação do questionário da amostra do Censo Demográfico 2022, e trazendo um panorama inicial das características da mobilidade das pessoas de 10 anos ou mais de idade que precisam se deslocar para exercer seu trabalho ou estudar.

“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.

O Censo 2022, de modo inédito, investigou o meio de transporte que a população do Brasil passa mais tempo no deslocamento para o trabalho. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país. Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas usam esses meios de transporte motorizados: 22,6 milhões de pessoas, o automóvel; 14,9 milhões, o ônibus; e 11,4 milhões, a motocicleta. “Tal cenário reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirma Mauro.

Chama atenção o alto número de deslocamentos a pé, feitos por 12,4 milhões de pessoas (17,8%), e por bicicleta, realizados por 4,4 milhões de pessoas (6,2%), o que revela um padrão de deslocamento significativo da população brasileira. Outro aspecto relevante foi o baixo percentual de pessoas que se deslocam em meios de transporte de alta capacidade, como trem ou metrô, com apenas 1,6% dos deslocamentos (1,1 milhão de pessoas), uma proporção próxima de van, perua e assemelhados, utilizados por 945 mil pessoas (1,4%).

Mulheres se deslocam relativamente menos do que os homens para trabalhar

Dentre os indivíduos que exercem suas atividades de trabalho no domicílio, 7,4 milhões são homens (15,1%) e 7,3 milhões são mulheres (19,3%). Já os que trabalham fora de casa, mas no município de residência, são 35,2 milhões de homens (72,0%) e 26,7 milhões de mulheres (70,7%).

Um contingente de 9,3 milhões de pessoas (10,7%) trabalha fora do município onde reside, a maioria formada por homens (11,6% deles estão nessa situação), somando 5,7 milhões, enquanto 9,5% das mulheres ocupadas (3,6 milhões) trabalham em município diferente daquele no qual moram. Segundo Mauro Pinheiro, “mesmo não sendo uma grande diferença em termos proporcionais, considerando também os dados de deslocamento no município de residência, observamos que há uma desigualdade na distribuição por sexo no deslocamento para o trabalho, em que as mulheres tendem a realizar o trabalho o mais próximo ou em casa”.

Uma parcela expressiva da população que se desloca para trabalhar retorna do trabalho para casa três dias ou mais na semana, demonstrando um fluxo pendular significativo entre os municípios brasileiros. “A mobilidade intermunicipal varia de acordo com a rede urbana e a organização do território, sendo identificada com mais intensidade em áreas de concentrações urbanas e em municípios próximos a grandes centros. Além disso, aproximadamente 1% da população ocupada declarou trabalhar em mais de um município ou país, e cerca de 0,04% em país estrangeiro, o que indica, especialmente na faixa de fronteira, a interação de cidades brasileiras e estrangeiras no deslocamento para trabalho”, explica Raphael Rocha, analista da pesquisa.

Em relação aos deslocamentos para trabalho em outro país, 32 mil pessoas fazem esse movimento, especialmente em municípios localizados na faixa de fronteira. Dos indivíduos que se deslocam para o trabalho, 783 mil têm como local de exercício do trabalho principal mais de um município ou país, sendo esse quantitativo proporcionalmente maior para os homens (1,3%) do que para as mulheres (0,4%).

Formas de deslocamento para o trabalho ilustram desigualdades e diferenças regionais do país

Há diferenças regionais nos padrões de deslocamento ao trabalho. O transporte individual motorizado predomina, sobretudo nas regiões Centro-Oeste (58,8%) e Sul (57,1%). O uso principal do automóvel para o trabalho alcança quase metade dos trabalhadores no Sul (45,9%) e pouco mais de um quinto no Norte (21,8%) e Nordeste (21,0%). Por outro lado, a motocicleta é o principal meio de transporte no Norte (28,5%) e Nordeste do país (26,0%), percentuais superiores frente ao resultado para o Brasil (16,4%).

Em relação aos transportes coletivos, o ônibus apresenta maiores valores absolutos e relativos no Sudeste, onde 8,3 milhões de trabalhadores passam mais tempo nesse meio de transporte, representando mais de um quarto de trabalhadores (26,6%) dessa região, enquanto os menores valores proporcionais para o uso de ônibus estão no Norte (16,0%) e Sul (16,4%) do país. Embora a utilização do trem ou metrô seja mais representativa no Sudeste, com 1,0 milhão (89,8%) dos 1,1 milhão de trabalhadores nesses transportes, seu uso principal para trabalho dentro da região é de apenas 3,3%, repetindo a pouca expressividade vista no panorama nacional. Fica evidente, portanto, a baixa prevalência de transportes de alta capacidade para a região mais concentrada do país, assim como para o restante do Brasil.

O Rio de Janeiro é o estado que mais utiliza o transporte coletivo como forma de deslocamento principal para trabalho: ônibus (35,8%), BRT ou ônibus de trânsito rápido (1,8%), e trem ou metrô (4,8%). Distrito Federal e São Paulo também se destacam no quesito transporte coletivo. Por outro lado, os estados que proporcionalmente menos utilizam ônibus como meio principal para o trabalho são Rondônia (4,2%), Roraima (5,9%) e Acre (7,1%), enquanto trem ou metrô possui baixa expressividade ou é ausente no deslocamento da população para o trabalho em várias unidades da federação.

No deslocamento para o local de trabalho por transportes individuais não motorizados (a pé ou bicicleta), o Nordeste (30,4%) apresenta a maior proporção, com quase um terço dos trabalhadores que se deslocam por mais tempo por esses meios, enquanto o Centro-Oeste (18,9%) tem o menor quantitativo proporcional para a categoria. De forma desagregada, o Norte (10,0%) mostra a maior proporção do uso principal de bicicleta, e quase um quarto da Região Nordeste (23,5%) passa a maior parte do tempo indo a pé para o trabalho.

Ainda no transporte principal para o trabalho, por hidrovias, seja embarcação de pequeno, médio ou grande porte, o maior valor relativo e absoluto está na Região Norte, totalizando 124 mil trabalhadores, sendo a única região em que esse percentual ultrapassa 2% dos deslocamentos realizados.

As unidades da federação com maior participação relativa de pessoas no transporte a pé são Bahia (28,1%), Alagoas (25,5%) e Pernambuco (25,4%), enquanto proporcionalmente o deslocamento para trabalho por bicicleta é mais alto no Amapá (17,4%), Acre (13,3%) e Mato Grosso do Sul (12,6%).

Deslocamentos para outros municípios aumentam conforme a renda, até a faixa entre três e cinco salários mínimos de rendimento domiciliar per capita

A análise da relação entre os deslocamentos da população e o rendimento nominal mensal domiciliar per capita revela que a proporção de pessoas que se desloca para outro município a trabalho aumenta à medida em que cresce a renda até a faixa entre três e cinco salários mínimos de renda domiciliar per capita. Dentre as que se deslocam para outro município, aquelas que têm rendimento nominal mensal domiciliar per capita de três a cinco salários mínimos (13,2%) são quase o triplo das que possuem rendimento de até um quarto do salário mínimo (4,6%).

Quanto aos indivíduos que exercem suas atividades no domicílio ou propriedade, destacam-se aqueles classificados como sem rendimento (48,8%). O grupo com as rendas mais altas, superiores a cinco salários mínimos, predominam em relação ao que está no extrato intermediário das faixas de renda, ou seja, quanto maior a renda, associada, geralmente, a maior nível de instrução, maior a proporção do trabalho realizado em casa, a exemplo dos que fazem teletrabalho integral.

Dois em cada três deslocamentos para trabalho são feitos em até meia hora no Brasil

A análise do tempo de deslocamento entre a casa e o local de trabalho mostra que a maior parte (56,8%) das pessoas que se deslocam para o trabalho leva de seis minutos até meia hora, totalizando 40 milhões de pessoas, enquanto 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Além disso, nos resultados por cor ou raça, a população preta (13,9%) e a parda (11,0%) possuem maior participação relativa na faixa de mais de uma hora até duas horas, do que a população branca (8,9%). Na faixa de seis minutos até meia hora, a população branca (58,5%) possui maior proporção do que a preta (51,0%), com 7,5 pontos percentuais de diferença.

Dos vinte municípios com população acima de 100.000 habitantes e maior percentual de trabalhadores cujo tempo de deslocamento para o trabalho supera duas horas, 11 são do Rio de Janeiro, sete de São Paulo e dois do Pará. O tempo de deslocamento nas 15 metrópoles brasileiras apresentou variações, com Florianópolis (SC), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS) mostrando maiores proporções de pessoas que levam até meia hora para chegar ao trabalho, enquanto Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Manaus (AM) apresentam as maiores proporções das faixas acima de meia hora. No Rio de Janeiro (RJ), nota-se 5,6% de duração de mais de duas horas entre seus deslocamentos.

Proporcionalmente, população de cor ou raça amarela se desloca mais para outro município

Sobre o deslocamento das pessoas que trabalham fora do seu domicílio e retornam três dias ou mais na semana do trabalho para casa, considerando cor ou raça, verifica-se que a população de cor ou raça amarela é a que mais se desloca para outro município (12,8%), percentual próximo ao das pessoas de cor ou raça branca (12,5%). Já 89,0% da população de cor ou raça parda exerce seu trabalho no município de residência, enquanto 87,8% da população de cor ou raça preta se desloca para o trabalho no próprio município de residência.

Os dados do Censo 2022 evidenciam ainda diferenças quanto ao meio de transporte mais utilizado para ir ao trabalho, dependendo da cor ou raça das pessoas. A população de cor ou raça branca usa principalmente o automóvel, totalizando 13,3 milhões de pessoas (42,9%), o maior valor absoluto dentre todos os meios de transporte, seguido do deslocamento por ônibus, realizado por 5,5 milhões de pessoas (17,6%). Os deslocamentos feitos a pé, realizados por 4,9 milhões de pessoas brancas (15,7%), e por motocicleta, com 13,6% dos deslocamentos, abrangendo 4,2 milhões de pessoas, também são significativos.

Quando se observa o deslocamento da população de cor ou raça preta, há maior uso de ônibus (29,5%), escolha de 2,4 milhões de pessoas desse grupo. O uso do automóvel, o segundo meio de transporte mais expressivo, por 1,7 milhões de pessoas (21,0%), é semelhante à quantidade de pessoas pretas que se deslocam para o trabalho a pé, totalizando 1,6 milhões de pessoas (19,8%).

Já a população de cor ou raça amarela usa majoritariamente o automóvel (56,1%) no deslocamento para trabalho, compreendendo 167 mil pessoas. Esse é o único grupo no qual um único meio de transporte responde por mais da metade das pessoas. Na sequência aparecem o deslocamento feito a pé, realizado por 42 mil pessoas (13,9%), e por ônibus, feito por 37 mil pessoas (12,4%), valores bastante menores quando comparados aos deslocamentos por automóvel.

Dentre as pessoas de cor ou raça parda, existe proximidade entre os quantitativos daquelas que utilizam automóvel e ônibus. Enquanto o primeiro meio de transporte é usado por 24,4% do grupo (7,4 milhões de pessoas), o segundo é utilizado por 23,1% (7,0 milhões). A diferença entre os deslocamentos feitos por motocicleta (19,6% ou 5,9 milhões de pessoas) e a pé (19,3% ou 5,8 milhões de pessoas) é igualmente pequena.

59,0% das pessoas que vão de automóvel para o trabalho são brancas

Olhando o perfil dos usuários de cada meio de transporte, vemos que 59,0% das pessoas que usam esse tipo de transporte são de cor ou raça branca (13,3 milhões de pessoas), proporção que supera significativamente o percentual de pardos (32,6%) que utilizam esse meio de transporte, com 7,4 milhões de pessoas, o segundo grupo que mais usa esse meio de transporte. O cenário é semelhante na categoria táxi ou assemelhados, já que a população branca representa 52,7% dos que se deslocam até o trabalho com esse meio de transporte.

São Paulo e Goiás têm maior proporção de população ocupada trabalhando fora do município de residência

No âmbito regional, os estados de São Paulo (13,7%), Goiás (13,7%), Rio Grande do Norte (15,5%), Sergipe (16,0%) e Pernambuco (15,2%) apresentam os percentuais mais elevados de população ocupada que se desloca para trabalhar em outro município. Esses valores decorrem dos fortes processos de integração que existem entre municípios, especialmente aqueles que compõem concentrações urbanas. Em São Paulo, por exemplo, 2,8 milhões de pessoas ocupadas se deslocam para trabalhar em outro município, o que representa 30,5% do total de pessoas que se deslocam para trabalho em outro município no Brasil.

No estado do Amazonas (98,1%), há maior proporção de pessoas que trabalham em seu município de residência, em contraposição a Sergipe (82,7%), unidade da federação com menor proporção para essa categoria. No que diz respeito ao trabalho exercido no próprio domicílio de residência, Rondônia (22,7%) apresenta a maior proporção, enquanto o Distrito Federal aparece na outra ponta, com 14,9%.

Já nos deslocamentos para trabalhar em outro país, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo são os estados com maiores números absolutos: 6,2 mil, 5,2 mil e 4,4 mil pessoas, respectivamente. Merecem destaque também os resultados para locais de exercício de trabalho em mais de um município ou país, mais expressivos em São Paulo (183,5 mil pessoas), Minas Gerais (80,7 mil) e Paraná (76,4 mil).

Quanto mais alta a escolaridade das pessoas, maior é o uso de automóvel, trem ou metrô, e de táxi ou assemelhados

O nível de instrução é outra característica que diferencia o uso do meio de transporte para ir trabalhar. À medida que aumenta o nível de instrução da população, há um crescimento proporcional do uso de automóvel, de trem ou metrô e de táxi ou assemelhados, enquanto o transporte a pé, por bicicleta e por caminhonete ou caminhão adaptado (pau de arara) perdem participação entre as pessoas com graus de instrução mais elevados.

A maioria dos trabalhadores com nível superior completo utiliza automóvel (57,8%) para se deslocar, e 68,1% adotam como transporte principal os individuais motorizados (automóvel ou motocicleta) para ir ao trabalho. No nível sem instrução e fundamental incompleto, esses percentuais são 18,9% para automóvel, e 37,1% quando se considera automóvel ou motocicleta em conjunto.

3,8 milhões de pessoas estudam em município diferente do qual residem

O Censo 2022 também investigou o deslocamento para estudo. Dentre as 53,6 milhões de pessoas residentes em domicílios particulares no Brasil que frequentam alguma instituição de ensino, 49,7 milhões (92,7%) se deslocam para locais dentro do seu próprio município de residência, enquanto 3,8 milhões (7,2%) o fazem em outro município, e 75 mil (0,1%) em um país estrangeiro.

Desagregando os dados por sexo, 92,0% das mulheres (25,0 milhões) e 93,4% dos homens (24,7 milhões) estudam em seu município de residência. Quando se avalia o movimento para fora do município de residência, o resultado é o seguinte: 7,8% das mulheres (2,1 milhões) e 6,5% dos homens (1,7 milhões) se deslocam para outro município, e 0,1% das mulheres (40 mil) e 0,1% dos homens (35 mil) vão até outro país para estudar.

Mais de 10% da população de cor ou raça amarela estuda em outro município

As pessoas de cor ou raça amarela são as que mais se deslocam para instituições de ensino fora do seu município de origem, sendo o único grupo no qual menos de 90% estuda no próprio município (88,5%). “O maior percentual de deslocamento dos estudantes de cor ou raça amarela pode estar associado a fatores como busca por instituições mais especializadas e condições socioespaciais”, afirma Mauro Pinheiro. Já o grupo de cor ou raça indígena é o que registra as maiores percentagens de indivíduos estudando dentro do município de residência (95,9%). Tal grupo, no entanto, possui a segunda maior percentagem de estudantes que se deslocam para outros países (0,2%), atrás somente da população amarela (0,9%).

Existe também uma tendência de os brancos se deslocarem mais para outros municípios ou países (8,7%) do que a população preta (7,2%) e parda (6,1%).

Deslocamento para estudo no exterior é mais frequente em cidades fronteiriças do país

Regionalmente, a proporção de deslocamento para estudo em outro município no Norte (4,0%) é bem inferior à média nacional (7,2%), resultado que pode ser justificado pela relação entre municípios com áreas significativamente extensas e redes de transporte deficientes em diversas escalas. A mesma região, entretanto, tem praticamente o dobro da proporção de deslocamento para países estrangeiros (0,2%) em relação à média nacional.

Valores regionais de deslocamento para o estrangeiro acima da média do país também são observados nas regiões Sul (0,2%) e Centro-Oeste (0,2%), o que pode ser explicado pelas dinâmicas fronteiriças bastante presentes nessas regiões. O deslocamento para outros países, apesar de pouco significativo, revela uma dimensão das redes internacionais em que o Brasil está conectado para estudo, especialmente nas cidades fronteiriças do Sul do país.

O Sudeste, por concentrar quase 40% do total de estudantes do Brasil, tem percentagens muito próximas aos valores nacionais (92,3% estudando no mesmo município de residência, 7,6% em outro município do Brasil e 0,1% em outro país). Já o Nordeste apresenta a menor proporção de deslocamento para país estrangeiro (menos de 0,1%), o que pode ser explicado por ser a região mais distante das fronteiras internacionais terrestres. Além disso, mostra valor levemente superior à taxa nacional para o deslocamento entre municípios brasileiros (7,4%), índice próximo ao registrado no Sudeste.

Analisando o comportamento dos estudantes nos municípios que pertencem às concentrações urbanas, vê-se que suas taxas de deslocamento para outros municípios são menores do que as verificadas nos municípios que não pertencem a esses recortes urbanos. Embora sejam formações urbanas marcadas pelas maiores trocas de fluxos e pessoas no território nacional, é nas grandes aglomerações urbanas que existe maior oferta de infraestrutura e instituições de ensino, acima da média nacional, o que proporciona aos estudantes maiores opções de ensino dentro do seu próprio município.

Maiores índices de deslocamento para estudo estão no Ensino Superior

Proporcionalmente, o deslocamento para estudo em outro município aumenta conforme a escolaridade. Os estudantes dos cursos iniciais tendem a frequentar locais mais próximos de sua residência, o que pode ser explicado pela maior capilaridade desse tipo de ensino, resultado da ampliação da oferta de educação básica no país, especialmente considerando as redes mantidas por municípios e estados. Somente 1,7% das pessoas que frequentam creche, e 1,9% dos indivíduos que cursam a pré-escola, o fazem em município diferente de onde moram, enquanto no Ensino Fundamental (3,3%) e no Ensino Médio (6,8%) os percentuais são um pouco maiores.

As taxas de deslocamento para estudo são bem mais expressivos, no entanto, entre os estudantes dos cursos superiores de graduação (27,8%) e de especialização de nível superior, mestrado ou doutorado (32,9%). Isso indica maior concentração dessas modalidades de ensino em determinados locais, principalmente as grandes cidades, consequentemente provocando maior necessidade de deslocamento para acesso aos cursos de nível superior.

Sobre a pesquisa

Censo 2022: Deslocamentos para trabalho e para estudo – Resultados preliminares da amostra aborda as informações coletadas no bloco de Educação, no quesito referente ao deslocamento para estudo, do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022, onde foram investigados o município ou país em que as pessoas estudavam (da creche ao doutorado). Também são reveladas as informações coletadas no bloco de perguntas relativas ao deslocamento para trabalho, do caderno de trabalho do Questionário da Amostra, no qual foram pesquisados o local de trabalho, a frequência de retorno para casa ao longo da semana, o tempo de deslocamento no trajeto casa – trabalho e o principal meio de transporte utilizado para esse deslocamento.

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Grêmio anuncia Luis Castro, ex-Botafogo, para vaga de Mano Menezes

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Luis Castro é o novo técnico do Grêmio. O português foi anunciado pelo clube gaúcho nesta sexta-feira (12) para ocupar a vaga de Mano Menezes. O acordo entre as partes é válido até o final de 2027. A informação a respeito da negociação e do encaminhamento do acerto havia sido antecipada pela ESPN.

Uma reunião foi decisiva para a diretoria do Tricolor e o técnico português alinharem os detalhes finais do acordo, sobretudo os moldes do projeto. Para voltar ao Brasil, Castro avisou que gostaria de liberdade para também ter mãos nas categorias de base. Ou seja, desenvolver um projeto maior e mais coeso em todos os escalões.

O português estava livre no mercado desde o início de novembro deste ano quando deixou o comando do Al Wasl, time que dirigia desde julho. Antes disso, Luis Castro passou pelo Al Nassr, time de Cristiano Ronaldo, com o qual conquistou a Liga dos Campeões Árabes, em 2023, e esteve à frente do Botafogo, no mesmo ano.

Luís Castro vai levar para o Brasil seis profissionais portugueses para formar a nova comissão técnica do Grêmio: Vitor Severino (auxiliar), Nuno Baptista (analista), Pedro Mané (analista), Betinho (preparador físico), Nuno Cerdeira (preparador físico) e Daniel Correia (preparador de goleiros).

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Apucarana (PR) autoriza reajuste de 8,3% na tarifa do transporte coletivo a partir de domingo (14)

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Foto: Divulgação

 

Passagem urbana sobe para R$ 5,20 e Prefeitura amplia subsídio para limitar impacto ao usuário

ALEXANDRE PELEGI

Município do Norte do Paraná com cerca de 140 mil habitantes, Apucarana tem economia baseada no setor têxtil e de confecções, além do comércio e dos serviços, e exerce papel de centralidade regional, com intenso deslocamento diário para trabalho e estudo — contexto que torna o transporte coletivo um serviço essencial. Nesse cenário, a Prefeitura autorizou a atualização contratual da tarifa do transporte coletivo urbano e distrital a partir deste domingo, 14 de dezembro de 2025. Com a medida, a passagem passa de R$ 4,80 para R$ 5,20 na tarifa integral e de R$ 2,40 para R$ 2,60 na meia passagem destinada a estudantes.

O reajuste decorre de revisão contratual respaldada por parecer técnico-jurídico da Procuradoria Geral do Município e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, assegurando a continuidade do serviço prestado à população. O sistema opera por concessão e conta com subsídio municipal para limitar o impacto da tarifa sobre a renda dos usuários. A operação é realizada pela Viação Apucarana – VAL.

Embora a concessionária tenha solicitado recomposição tarifária de 15,38% — percentual reconhecido tecnicamente no processo de revisão — a Prefeitura decidiu repassar ao usuário apenas 8,33%. A diferença entre o custo total do serviço e o valor pago na tarifa será assumida mensalmente pelo município por meio de subsídio.

Segundo o prefeito Rodolfo Mota, a estratégia busca reduzir o impacto do reajuste sobre os trabalhadores. “Concedemos o reajuste necessário para garantir a continuidade da operação, mas protegemos o usuário. O percentual repassado à tarifa foi menor, e a Prefeitura assume a diferença com previsibilidade e responsabilidade”, afirmou.

Com a atualização contratual, o subsídio municipal ao transporte coletivo aumentará de cerca de R$ 700 mil para mais de R$ 900 mil por mês. De acordo com a administração municipal, o reforço no aporte público se faz necessário diante da queda no número de passageiros registrada nos últimos anos, ao mesmo tempo em que os custos operacionais — como combustível, folha de pagamento e manutenção da frota — seguiram em elevação.

A Prefeitura também destacou que o valor da tarifa em Apucarana permanece em patamar semelhante ou inferior ao praticado em municípios da região. Em Londrina, por exemplo, a passagem custa R$ 5,75, enquanto em Campo Mourão o valor chega a R$ 6,81.

O secretário municipal de Segurança, Transporte, Trânsito, Mobilidade Urbana e Defesa Civil (SEGTRAN), major Vilson Laurentino da Silva, explicou que o Contrato de Concessão nº 013/2019 prevê mecanismos de revisão tarifária baseados em critérios técnicos, incluindo a recomposição de custos trabalhistas.

Nesse contexto, a concessionária concluiu nesta sexta-feira (12) a negociação salarial com o sindicato da categoria. Os motoristas de ônibus e micro-ônibus receberam reajuste de 7,14%, enquanto os demais funcionários tiveram aumento de 6,5%. O vale-alimentação foi reajustado em 25% para todos os colaboradores.

A administração municipal afirma que acompanha de forma permanente a operação do transporte coletivo e mantém diálogo com a concessionária para ajustes em linhas, horários e condições de serviço, com o objetivo de garantir eficiência e segurança à população.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Linha 15-Prata fecha às 19h nesta sábado (13) para testes; Linhas 1, 2 e 3 terão operação 24 horas

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Funcionamento ininterrupto de sábado para domingo volta em caráter experimental até fevereiro de 2026; Paese atende a Linha 15 durante a madrugada

ALEXANDRE PELEGI

A Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo terá operação diferenciada neste sábado (13) para a realização de testes com o novo trem previsto para entrar em circulação a partir do primeiro semestre de 2026. Todas as estações da linha serão fechadas às 19h.

Durante o período de interrupção, os passageiros serão atendidos por ônibus gratuitos do sistema Paese, que circularão por toda a extensão da Linha 15-Prata, entre Vila Prudente e Jardim Colonial, ao longo de toda a madrugada, até o início da operação regular de domingo.

Já as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha voltam a operar de forma ininterrupta, em caráter experimental, de sábado para domingo, com embarque e desembarque liberados durante a madrugada. A medida atende a uma demanda histórica de trabalhadores, turistas e frequentadores da vida noturna da capital.

Segundo o Metrô, a operação 24 horas será mantida todos os sábados até fevereiro de 2026, período em que a companhia irá avaliar a demanda, os custos operacionais e a necessidade de ajustes. As integrações com linhas operadas por concessionárias e com a CPTM permanecem indisponíveis nesse intervalo noturno.

No domingo (14), todas as linhas do Metrô retomam os horários habituais de funcionamento, das 4h40 à meia-noite.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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O volante que virou solução para o ataque do Arsenal em meio a lesões e o que assistir no Disney+

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Líder da Premier League, o Arsenal entra em campo neste sábado (13), para enfrentar o lanterna Wolverhampton, em duelo com transmissão ao vivo do Disney+ no Plano Premium a partir das 17h (de Brasília), com uma arma inesperada.

Sem dois de seus principais atacantes e com Viktor Gyorekes, contratado junto ao Sporting por uma fortuna, ainda sem empolgar o torcedor, a função de 9 vem sendo desempenhada por alguém que não era esperado: Mikel Merino, volante espanhol contratado em 2024 após brilhar pela Real Sociedad e também no título de sua seleção na Eurocopa.

No início da temporada, a expectativa era que a posição fosse dominada por Gyokeres, que após bater o recorde de gols na Europa no último ano, segue sem brilhar na Inglaterra e marcou apenas quatro gols em 13 jogos. Na sua ausência, outros nomes cotados para a posição eram o de Gabriel Jesus e Kai Havertz, ambos machucados e que mal atuaram até aqui.

Por tudo isso, Mikel Arteta precisou buscar soluções fora da cartilha tradicional e apostou em seu compatriota e homônimo. A adaptação começou ainda na última temporada, mas ganhou ainda mais potência em 2025. Merino, que chegou para fortalecer o meio-campo, assumiu um papel avançado com naturalidade, inteligência e, sobretudo, números. Na atual temporada, o espanhol soma 27 jogos e 11 gols — seis pela seleção da Espanha e cinco pelo Arsenal (dois na Champions League e três no Campeonato Inglês).

Os mais recentes vieram em momentos decisivos: o gol no clássico contra o Chelsea, garantindo o empate por 1 a 1 em Stamford Bridge, e o que abriu caminho para a vitória por 2 a 0 sobre o Brentford, no último fim de semana. Além da presença no placar, Merino ainda soma três assistências na Premier League, reforçando o impacto multifuncional.

O encaixe não é casual. Merino tem leitura de jogo e chegada na área acima da média para um meio-campista, e Arteta passou a explorar isso com frequência. Contra o Brentford, sua atuação foi elogiada de forma efusiva pelo treinador.

“Ele foi imenso novamente. A maneira como marcou, super inteligente. O timing, a forma como conquista a posição e a execução. Mas a atuação geral, com a bola, sem a bola… Lembro-me de uma jogada em que ele passou a bola para o Martin (Odegaard) nas costas da defesa. O Martin não correu atrás dela, percorreu 40 metros até a bandeirinha de escanteio e voltou, recuperou a bola. Ele está em todo lugar. E o gol dele, com esse ótimo momento que está vivendo, torna o time muito melhor”.

Essa sua inteligência deve ser mais fundamental ainda neste sábado, já que o rival, com apenas 2 pontos somados, certamente jogará de maneira bastante fechada, praticamente sem dar espaços para o líder dentro do Emirates Stadium.


Mais Premier League, Barcelona em LALIGA, final na Argentina e boxe!

A partida entre Arsenal e Wolverhampton é a última de quatro jogos do sábado na Premier League na tela do Disney+.

Às 11h, a bola rola para Chelsea x Everton e Liverpool x Brighton. Às 14h30, tem Burnley x Fulham.

Na mesma hora, tem partidaça também por LALIGA, com Barcelona e Osasuna se enfrentando.

Às 16h45, o destaque vai para o Campeonato Italiano, com o jogo entre Atalanta e Cagliari.

Às 21h, a Argentina vai parar com a final do Torneio Clausura, entre Racing e Estudiantes.

E para fechar o sábado, à meia-noite, tem boxe, com o confronto entre Jose Salas, do México, e Landile Ngxeke, da África do Sul.

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CPTM terá mudanças na operação nas linhas 11-Coral e 12-Safira neste fim de semana 

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Foto: Adamo Bazani/Diário do Transporte

Trabalhos de manutenção e modernização provocam alterações de plataformas e intervalos

YURI SENA

A CPTM fará ajustes na operação das linhas 11-Coral e 12-Safira neste sábado (13) e domingo (14) para permitir a realização de obras de manutenção, modernização da via permanente e movimentação de materiais. As alterações acontecerão em horários específicos e incluem mudanças de plataforma e aumento de intervalos.

Entre 23h de sábado e 20h de domingo, os trens da Linha 12-Safira passarão a utilizar exclusivamente a plataforma 1 nas estações São Miguel Paulista e Comendador Ermelino, nos dois sentidos. A intervenção é necessária para execução de melhorias na infraestrutura.

Já no domingo, das 9h às 18h, a Linha 11-Coral operará pela plataforma 4 nas estações Brás e Luz, também nos dois sentidos, devido à instalação de novos para-raios ao longo da via. Nesse período, tanto os trens da linha regular quanto os do Expresso Aeroporto terão embarque e desembarque na estação Luz. Como alternativa, os passageiros podem utilizar a Linha 10-Turquesa para chegar à estação Palmeiras-Barra Funda.

Durante todo o domingo, o Expresso Aeroporto funcionará com intervalo de 1 hora entre os trens.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte

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