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Aston Villa vence o Arsenal com gol ‘insano’ no fim e vira 2º na Premier League

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Ainda líder, o Arsenal pode ver a briga na Premier League esquentar neste fim de semana. Jogando neste sábado (06) no Villa Park, em Birmingham, os Gunners foram derrotados pelo Aston Villa por 2 a 1 em um duelo direto de times que integram o G4. A partida pela 15ª rodada foi atração com transmissão ao vivo pelo Disney+.

Matty Cash abriu o placar para os donos da casa no primeiro tempo, mas Leandro Trossard deixou tudo igual depois do intervalo. O gol da vitória do time da casa saiu nos acréscimos e dos pés de Emiliano Buendía, que aproveitou um bate-rebate na grande área para estufar as redes de David Raya.

Os Gunners poderiam ter ficado à frente do placar quando o duelo estava empatado em 1 a 1 se não fosse a defesa decisiva de Emiliano Martínez, que se esticou como um homem de borracha para desviar o chute colocado de Martin Odegaard.

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DIBU MARTÍNEZ INCRÍVEL! Odegaard arrisca de fora da área, e goleiro argentino faz grande defesa

Assista à Premier League no Disney+

O resultado, no fim, pode ser bom mesmo para o Manchester City. A equipe de Pep Guardiola ainda entra em campo pela 15ª rodada poderá colar de vez na briga pela liderança do Inglês se vencer o Sunderland.

O Aston Villa, vencedor em casa, também encosta na disputa e agora está a só três pontos do Arsenal na tabela.

Situação na Premier League:

  • Aston Villa: 2º colocado, com 30 pontos

  • Arsenal: 1º colocado, com 33 pontos

Próximos jogos do Aston Villa

Próximos jogos do Arsenal

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Fonte

Vice-governador de Goiás condiciona subsídio à tarifa de Anápolis (GO) a contrapartidas da empresa concessionária

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Concessionária URBAN ainda não divulgou oficialmente um plano de melhorias com datas e metas definidas

Daniel Vilela exige plano de melhorias da URBAN antes de liberar apoio financeiro do Estado ao transporte coletivo

ALEXANDRE PELEGI

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), afirmou nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, que o Estado só assumirá o subsídio da tarifa de transporte público em Anápolis se a URBAN apresentar um plano concreto de contrapartidas — como renovação da frota, instalação de novas plataformas e ampliação da rede de pontos de ônibus.

Durante visita à cidade, Vilela cobrou do prefeito Márcio Corrêa (PL) e da concessionária um cronograma detalhado de investimentos antes de liberar os recursos públicos. “A bola não está com a gente”, disse, sinalizando a exigência de metas claras de melhoria no serviço de transporte coletivo.

Segundo o vice-governador, sem esse plano de ação da empresa, o subsídio estatal — embora desejado — “não garantirá a modernização da frota, a criação de terminais ou a ampliação de pontos de embarque e desembarque”.

Vilela lembrou que o apoio do Estado a sistemas de transporte subsidiado já existe em outras regiões — como na Região Metropolitana de Goiânia — e condicionou a mesma salvaguarda de “previsibilidade” para Anápolis.

No momento, a URBAN ainda não divulgou oficialmente um plano de melhorias com datas e metas definidas. O impasse marca o início de um capítulo decisivo para o transporte coletivo da cidade.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Fonte

“Enquanto aviões da LATAM restringem banheiro para ‘classe superior’, setor rodoviário amplia conforto e atrai passageiro”, diz consultor

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Design sem nome – 1

Para Ilo Löbel da Luz, restrição da companhia aérea ao uso do banheiro dianteiro expõe retrocesso na experiência do cliente e abre espaço para avanço do transporte por ônibus, que democratizou o conforto

ALEXANDRE PELEGI

Enquanto o aéreo restringe o básico, o rodoviário democratiza o conforto: a lição da “crise do banheiro”

A medida adotada pela LATAM Airlines em voos domésticos — restringindo o acesso ao banheiro dianteiro exclusivamente aos passageiros da Premium Economy — trouxe à tona um debate amplo sobre atendimento, prioridades operacionais e o papel da aviação na jornada do passageiro. A determinação, segundo a companhia, segue “procedimentos de segurança e fluxo interno de cabine”, mas a repercussão expôs percepções muito distintas entre operação e experiência do cliente.

A orientação começou a circular internamente entre tripulantes no fim de novembro e rapidamente ganhou repercussão após passageiros relatarem que estavam sendo impedidos de acessar o sanitário dianteiro mesmo quando ele estava vazio. A LATAM reforçou que o banheiro da frente deve permanecer reservado à classe superior, direcionando passageiros da classe econômica exclusivamente ao sanitário traseiro, gerando filas alongadas e desconforto a bordo.

A justificativa operacional segue o argumento de controle de fluxo na área frontal da aeronave, especialmente em Airbus A320 e A321, os modelos mais usados nas rotas domésticas. No entanto, especialistas em experiência do passageiro avaliam que a medida, além de incomum, cria barreiras desnecessárias.

O consultor Ilo Löbel da Luz, advogado e especialista em regulação do transporte rodoviário, é enfático:

“Quando transformar banheiro em privilégio vira estratégia, é sinal de que a aviação perdeu o rumo. A LATAM trocou segmentação por segregação — e quem sente isso é o passageiro da econômica, tratado como um incômodo operacional.”

Impacto simbólico e erosão da experiência

Segundo usuários que relataram a situação em redes sociais, a tripulação chegou a posicionar barreiras físicas discretas e orientar verbalmente os passageiros da econômica a não utilizar o banheiro dianteiro, mesmo nos períodos de voo estável. O desconforto gerado pela fila única no fundo da aeronave intensificou a sensação de diferenciação forçada entre classes.

Para Ilo, esse impacto simbólico é mais nocivo que o operacional:

“Transformar uma necessidade fisiológica em marcador de classe envia uma mensagem devastadora: o cliente comum vale menos. Não existe entrega de valor quando um serviço básico é negado. Isso é miopia estratégica — e o mercado reage.”

A abordagem da LATAM contrasta com práticas internacionais, onde companhias associam diferenciação de classe a serviços adicionais, e não à supressão de acessos essenciais.

Enquanto o modal aéreo reduz a experiência a bordo, o transporte rodoviário interestadual vive um ciclo de qualificação acelerada. As classes Leito e Leito-Cama, e a expansão das frotas Double Decker, elevaram o nível de conforto em rotas que competem diretamente com o aéreo em viagens de até 800 km.

Ilo destaca essa evolução:

“Enquanto o aéreo aposta na escassez, o rodoviário ampliou o conforto e democratizou a experiência. Hoje não é raro o passageiro perceber que viaja melhor de ônibus do que de avião, pagando muito menos.”

Wi-Fi, plataformas de streaming, tomadas USB, maior espaço de poltronas e banheiros acessíveis tornaram-se padrão, criando uma comparação direta na mente do passageiro.

Para o consultor, o caso da LATAM funcionou como ponto de virada simbólico:

“Sem querer, a companhia entregou ao rodoviário uma campanha espontânea de marketing. O passageiro olha para o avião e vê barreiras; olha para o ônibus e vê acolhimento. A escolha fica clara.”

Ele aponta que, em um cenário de aperto de tarifas aéreas e aumento da ocupação média por aeronave, decisões como essa geram rejeição e estimulam a busca por alternativas.

“O cliente moderno compara dignidade. Isso não é detalhe. Se no ônibus ele é tratado como cliente e no avião como problema, a migração acontece sozinha”, diz.

A lição, conclui Ilo, é direta:

“Conforto real gera fidelidade. Exclusividade artificial gera rejeição. Hoje, nesse duelo, o transporte rodoviário está na cabine de comando.”


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Fonte

Processo evolui para “Conclusos para Decisão”, débitos crescem para R$ 3 bilhões, mas podem chegar a R$ 4,3 bilhões e juiz determina unificação de contas

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Assunto é aguardado pelos principais “players” do mercado. Realização de novas sessões é vista como etapa final de uma briga que envolve grandes grupos empresariais tradicionais no setor rodoviário, como da família fundadora da GOL e a Águia Branca; além da “estreante” neste segmento, a Suzantur, de ônibus urbanos do ABC

ADAMO BAZANI

O Diário do Transporte traz neste sábado, 06 de dezembro de 2025, mais uma vez de forma exclusiva, a informação sobre um dos andamentos mais relevantes das últimas semanas do processo sobre o leilão do Grupo Itapemirim: a “evolução” para o status de “Conclusos para Decisão” e não somente isso: atualização de valores e de movimentos bancários.

“Concluso para decisão” significa que o processo judicial foi encaminhado para o juiz analisar e tomar uma decisão, após todas as etapas anteriores terem sido concluídas. Nesse momento, o juiz examinará os autos, provas e argumentos apresentados pelas partes para proferir a decisão, que pode ser uma sentença final ou uma decisão interlocutória sobre uma questão específica, o que não deixa também de ser relevante.

Em específico no caso do processo sobre o tão aguardado por todo o mercado rodoviário brasileiro, a estimativa é de que a definição de novas datas de lances, que já foram marcadas e suspensas devido a uma complexa queda de braços jurídica, possa ser o caminho para o fim de uma briga que envolve grandes grupos empresariais tradicionais no setor rodoviário, como da família fundadora da GOL (de Constantino de Oliveira – Grupo Comporte) e a Águia Branca e a “estreante” neste segmento, a Suzantur, de ônibus urbanos do ABC, esta que opera por arrendamento as linhas desde março de 2023, mediante a decisão da justiça paulista que decretou a falência do Grupo Itapemirim, fundado em 1949 por Camilo Cola e que, na ocasião, estava sendo administrado pelo empresário Sidnei Piva de Jesus. Tanto a família Cola, como Piva e sua ex-sócia, Camila Valdívia, são investigados por supostos atos fraudulentos e crimes falimentares que teriam resultado na derrocada de uma das empresas que foi a maior do setor de toda a América Latina e não somente operou ônibus, mas até mesmo fabricava os veículos, consolidando conceitos hoje comuns, mas que em suas foram inovadores, como os modelos de três eixos – TRIBUS.

Todos estes “players” do mercado brigam com unhas e dentes para ficarem com a malha da Itapemirim que, completa, abrange mais de 70% do território nacional.

Como também mostrou o Diário do Transporte EM PRIMEIRA MÃO, no dia 09 de outubro de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, responsável pelo processo, suspendeu o principal leilão do Grupo Itapemirim, que envolve 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres); 39 guichês rodoviários; 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor); e duas marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Segundo fundamentou o magistrado, na primeira instância, há liminares que impedem a realização da concorrência e que a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que pediu brevidade na realização do leilão não anula estas liminares. A leiloeira responsável havia anunciado o início dos lances para 10 de novembro de 2025, mas em razão da determinação judicial deu as datas como “sustadas”

Relembre:

O edital tinha uma atualização do valor. A avaliação anterior fixou como lance mínimo na primeira praça (primeira data de sessão), R$ 97, 2 milhões. Desta vez, o edital, que vai ser revisto, previa o valor de R$ 101,1 milhões, considerado baixo também pelo mercado.

NÃO ARRANHA NEM A SUPERFÍCIE:

O novo movimento judicial de dezembro de 2025, trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte, aponta avaliação total de R$ 145 milhões (R$ 145.080.895,99), dos quais, a estimativa de arrematação em leilões anteriores que já venderam bens imóveis (como o complexo de Cachoeiro de Itapemirim, que foi a principal sede do grupo), além de ônibus e equipamentos usados, de R$ 67,6 milhões (R$ 67.623.128,38).

As operações por arrendamento pela Suzantur, os leilões já realizados e o principal leilão aguardado, que deve ser decidido nos próximos dias (notícias confiáveis e oficiais você confere no Diário do Transporte – o original) são para arrecadar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, entre trabalhadores, fornecedores, bancos e poder público por meio de impostos não pagos.

Entretanto, somando todos os atos arrecadatórios não seriam suficientes para “arranhar” a superfície do total de débitos do Grupo Itapemirim deixados pela família Cola, por Camila Valdívia e Sidnei Piva.

Trazido com exclusividade pelo Diário do Transporte neste mês de dezembro de 2025, o movimento judicial atualiza o total de dívidas do Grupo até 31 de julho de 2025 (o dado consolidado mais recente), que passou de R$ 2,9 bilhões para mais de R$ 3 bilhões (R$ 3.050.215.080,65).

Entretanto, há diversas contestações judiciais e cobranças que podem elevar este valor para R$ 4,3 bilhões, uma vez que a atualização trazida com exclusividade pelo Diário do Transporte mostra a existência de R$ 1,3 bilhão de novas cobranças que podem ser incorporadas no passivo total.

O movimento trazido com exclusividade também pelo Diário do Transporte neste início de dezembro de 2025, mostra que o magistrado ainda determinou a unificação e transferência de contas judiciais, o que indica também uma organização para os valores arrecadados no novo e definitivo leilão.

ÁGUIA BRANCA E TRANSIÇÃO:

A Viação Águia Branca, do Espírito Santo, voltou a enfatizar à Justiça que tem plenas condições, tanto financeiras, estruturais e operacionais, de iniciar de imediato o arrendamento, não tudo de uma vez, mas cumprindo a transição de até 60 dias.

Como mostrou o Diário do Transporte, de maneira exclusiva, no dia 24 de junho de 2025, o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais , do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendeu recurso das Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da atual arrendatária, Suzantur, companhia de Santo André (SP), que opera desde 04 de março de 2023, após obter o direito de utilizar as linhas, estruturas e marcas do Grupo Itapemirim por dois anos, na mesma decisão em que a Justiça decretou a falência do conglomerado em 21 de setembro de 2022.

Em 30 de junho de 2025, o STJ esclareceu que uma decisão da corte sobre a manutenção da prorrogação do arrendamento em prol da Suzantur perdeu o objeto com a extinção da liminar que favorecia a empresa do ABC e, com isso, se quisesse, a Águia Branca poderia assumir.

O juiz de São Paulo estipulou algumas condicionantes, como o prazo de transição ser obrigatoriamente de 60 dias, não opcionalmente, e o primeiro pagamento ocorrer me 45 dias após o início do arrendamento.

A Águia Branca já manifestou concordância com todas as exigências.

Enquanto isso, a Suzantur tenta reverter a decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e restabelecer a prorrogação do arredamento.

O período de dois anos deste contrato da Suzantur passou a ser considerado a partir de 27 de fevereiro de 2023, quando a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou as operações, portanto, já venceu. A Suzantur conseguiu prorrogar o arrendamento por mais 180 dias, mas pouco antes do prazo regular vencer, outros grupos empresariais apresentaram novas propostas, em valores superiores, para um novo arrendamento. Enquanto a Suzantur paga um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.

Entre o fim de 2024 e início de 2025, concorrentes da Suzantur apresentaram propostas com valores superiores para um novo arrendamento

As propostas foram:

Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;

Grupo Comporte, pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens

Íntese Empreendimentos, do dono da falida Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos.

A Justiça então desclassificou a proposta da Íntese por não atendimento de critérios técnicos e, homologou da Águia Branca. Se a empresa não aceitasse as novas condições, o Grupo Comporte poderia assumir se quisesse.

A Águia Branca concordou com todas as condições.

As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas de R$ 2,9 bilhões. Após receber autorização da reguladora federal, ANTT (Agência nacional de Transportes Terrestres), em 27 de fevereiro de 2023, a Suzantur colocou o primeiro ônibus para fazer viagem em 04 de março de 2023, no trecho entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR). O Diário do Transporte acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade.

LEILÃO NÃO VAI NEM “ARRANHAR A SUPERFÍCIE” DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM

O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.

Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.

As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.

A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:

Sala-vip: A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.

O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros

VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis

CCO: Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –

EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA

Ônibus históricos: Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:

VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim

Ônibus Zero Quilômetro: De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:

VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro

Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.

Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS

Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. Diário do Transporte obteve dados e imagens exclusivas

ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA

NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:

A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.

O Diário do Transporte teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.

Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².

Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como “Parque Rodoviário Inédito no Brasil”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.

PARA O PASSAGEIRO: O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.

O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

HOTELARIA PARA MOTORISTAS: Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.

ESTACIONAMENTO TÁTICO: A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.

NOVOS NEGÓCIOS: Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.

LOGÍSTICA E ENCOMENDAS: A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter

TI COM ESPAÇO PRÓPRIO: O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

MANUTENÇÃO: Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.

A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.

MAIS EMPREGOS: A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.

INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:

Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.

“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar”

A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”* – disse

Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.

AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP

Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva

A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.

Dimensões do complexo:

Área atual: 5.917 m²

Área da ampliação: 7.839 m²

Área total consolidada: 13.756 m²

Principais melhorias e ampliações previstas:

Ampliação do Centro de Encomendas:

A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.

Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:

Será implementado um ambiente de alto padrão com:

Toaletes acessíveis;

Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;

Área de descanso;

Espaço coworking;

Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.

Novo Refeitório Ampliado:

Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.

Expansão Administrativa e Operacional:

Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.

Alojamentos para Colaboradores:

A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.

Infraestrutura de Tecnologia da Informação:

Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.

Expansão do Pátio Operacional:

O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.

HISTÓRICO

A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.

À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.

Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.

Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.

– 21 de setembro de 2022: A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.

– 29 de setembro de 2022: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.

– 05 de outubro de 2022: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

– 27 de fevereiro de 2023: Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)

– 04 de março de 2023: Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.

– 30 de abril de 2024: É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.

– 07 de fevereiro de 2025: O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 – noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).

A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:

  • 125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),
  • 39 guichês rodoviários;
  • 32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);
  • 2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.

Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.

A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.

Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o Diário do Transporte.

Relembre:

EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO

Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.

Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.

O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.

Relembre:

Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento

A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.

Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.

A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.

Veja o que alegam.

CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR

Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.

EXM PARTNERS

A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.

SUZANTUR

A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.

O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?

A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.

De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.

Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.

Relembre:

EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis

Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.

NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:

Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.

A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.

Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.

No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.

Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a perempção, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais

Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.

Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.

Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.

Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar

PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO

Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.

A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.

A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.

O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.

Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.

STALKING HORSE

A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.

Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de stalking horse configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.

Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.

De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao Diário do Transporte, o termo “Stalking Horse” teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.

Nesta estratégia se busca um “Stalking Horse”, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”

Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).

No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse”. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.

Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.

VENDA EM LOTES:

A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.

Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. – diz a Administradora Judicial.

Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).

Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.

ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):

Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.

Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.

Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.

Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 – 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 – 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim

TRIBUS:

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.

Meio-Ambiente: A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.

Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).

Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.

Detalhes da tecnologia BlueTec 6:

  • DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):

Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.

  • DPF (Filtro de Partículas Diesel):

Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.

  • SCR (Redução Catalítica Seletiva):

Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ao Diário do Transporte, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.

“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória” – diz a Suzantur.

Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:

Ônibus Prefixo 70000:

Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.

Relembre:

Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970

Ônibus 0 km com pintura do Tribus – prefixo 60.000:

Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.

O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.

Em 29 de outubro de 2024, o Diário do Transporte noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.

Relembre:

EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto

O Diário do Transporte noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:

Relembre:

EXCLUSIVO – MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)

No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.

Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.

A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.

O ÔNIBUS:

O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 – Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).

O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.

Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.

Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.

O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.

Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.

A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.

A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.

Ônibus históricos arrematados em leilão:

Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.

Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)

– Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;

– O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.

– Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).

– Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.

– Itapemirim Tecnobus – Tribus II – SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.

– Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.

Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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Como Brasil se saiu contra Marrocos, Escócia e Haiti, adversários na Copa

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O Brasil conheceu nesta sexta-feira (5), os seus adversários na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O sorteio realizado em Washington, nos Estados Unidos, colocou Marrocos, Escócia e Haiti no caminho da seleção.

Ao longo da história, a equipe já enfrentou os rivais em algumas oportunidades, e tem retrospecto positivo contra cada um deles.

Começando por Marrocos. As seleções se enfrentaram em três ocasiões: em 1997, na Copa do Mundo de 1998 e em amistoso em 2023.

Em 1997, a seleção venceu por 2 a 0, em um amistoso visando o Mundial do ano seguinte. O time, omandado por Zagallo, marcou duas vezes com Denilson. Em 1998, o encontro foi válido pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial. E terminou com vitória por 3 a 0. Os gols daquele jogo foram marcados por Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.

O mais recente jogo foi o amistoso realizado em Tânger, que terminou com vitória por 2 a 1 dos marroquinos. Boufal e Sabiri fizeram os gols do time da casa, enquanto Casemiro descontou para o Brasil.

Contra a Escócia, o retrospecto é mais robusto, com 10 jogos no geral. E nenhuma derrota brasileira. O histórico indica oito vitórias do Brasil e mais dois empates.

Em Copas do Mundo, foram quatro jogos, com três vitórias e um empate. O último dos encontros entre as seleções aconteceu em amistoso em 2011, e terminou 2 a 0, com dois gols de Neymar.

E contra o Haiti, o retrospecto é ainda melhor, com três vitórias em três jogos e incríveis 17 gols marcados. Na última vez que se enfrentaram, o confronto terminou 7 a 1, pela Copa América de 2016. Naquele jogo, marcaram Philippe Coutinho (três vevez), Renato Augusto (duas vezes), Gabigol e Lucas Lima. James Marcelin diminuiu para os haitianos.

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Atraso na revisão de contratos de ônibus ameaça 13º salário e capital paulista corre risco de greve

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Empresas alegam asfixia financeira e travamento burocrático na Prefeitura; impasse sobre revisão de custos que dura seis anos pode paralisar a capital nos próximos dias; SMT afirma que segue honrando com compromissos financeiros junto às concessionárias

ALEXANDRE PELEGI

O sistema de transporte público por ônibus da capital paulista vive uma escalada de tensão que pode culminar em uma greve nos próximos dias, segundo relatos de trabalhadores e operadores. Nas garagens, motoristas e cobradores demonstram incerteza quanto ao pagamento do 13º salário, enquanto as concessionárias afirmam não ter caixa para honrar o compromisso. O setor aponta como causa principal o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, agravado pelo atraso na chamada revisão quadrienal — uma atualização obrigatória de custos que deveria ter ocorrido há dois anos.

O que é a revisão quadrienal — e por que ela se tornou o centro do impasse

Os contratos de concessão assinados em 2019 preveem, em sua Cláusula Nona, que a cada quatro anos a Prefeitura deve revisar todos os parâmetros de custos, consumos, remuneração e indicadores econômico-financeiros do sistema. Essa revisão — conhecida como revisão quadrienal — serve para recalibrar o contrato com a realidade dos custos do setor, garantindo equilíbrio para ambas as partes.

Na prática, trata-se do processo em que se reavalia o valor da hora operacional, o comportamento da demanda, o custo da frota, os insumos, salários, financiamento e indicadores como o CMPC (Custo Médio Ponderado de Capital) — a taxa que determina quanto custa financiar o serviço. A revisão é indispensável para manter a sustentabilidade contratual e evitar que as empresas operem no negativo.

O problema: a atualização nunca foi concluída. O sistema já opera há mais de seis anos sem que essa revisão obrigatória tenha sido finalizada, acumulando distorções que hoje afetam diretamente a saúde financeira das concessionárias.

FIPE foi contratada para avaliar custos e parâmetros, mas trabalho travou

Para conduzir tecnicamente a revisão quadrienal, a Prefeitura contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) como verificador independente. O Contrato nº 02/SMT.SETRAM/2024, firmado em 11 de abril de 2024, foi celebrado por dispensa de licitação, com valor total de R$ 1.118.000,00.

O objetivo da contratação era validar os custos apresentados pelas concessionárias; recalcular parâmetros essenciais, como o CMPC; revisar premissas técnico-operacionais; e embasar o processo de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

Parte do estudo chegou a ser desenvolvida, com análises de custos operacionais, comportamento da demanda e atualização de indicadores financeiros. No entanto, pelo que a reportagem apurou com algumas concessionárias, elas alegam que não foram chamadas para a etapa de manifestação prévia, prevista no rito e necessária para o contraditório técnico antes do envio do material ao Tribunal de Contas do Município (TCM).

Mesa técnica com o TCM

Uma mesa técnica realizada em 7 de julho de 2025, no Tribunal de Contas do Município, reuniu SPTrans, SMT, FIPE e auditores do TCMSP para discutir o relatório da revisão quadrienal e suas premissas. O encontro abordou temas como metodologia de custos, análises por lote, taxa de remuneração do capital e impactos contratuais. Apesar de permitir o mapeamento das divergências técnicas, nenhum encaminhamento definitivo foi formalizado após a reunião.

Dias depois, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) solicitou ao TCM o sobrestamento do processo (suspensão temporária da análise, interrompendo a tramitação até nova deliberação), alegando necessidade de reavaliar parâmetros apresentados. Desde então, não houve divulgação pública sobre quais itens estão em revisão nem qual o novo cronograma para a conclusão da revisão quadrienal.

Por que o CMPC pesa nesta revisão

O CMPC — taxa que combina custo da dívida e custo do capital próprio — é central na revisão. O valor utilizado em 2019 já não reflete o ambiente econômico atual.

Desde então, o setor enfrentou pandemia e queda abrupta da demanda; inflação elevada de peças e insumos; forte aumento dos juros; e elevação dos custos trabalhistas.

Sem atualizar esse indicador, os cálculos de equilíbrio permanecem defasados, impossibilitando uma recomposição contratual minimamente realista.

Asfixia financeira e risco real de paralisação

Com a revisão atrasada e sem repasses retroativos — estimados pelas empresas desde maio de 2024 — as concessionárias afirmam que:

  • não dispõem de caixa suficiente para pagar o 13º salário;
  • esgotaram sua capacidade de endividamento bancário;
  • enfrentam crescente pressão de fornecedores e credores.

Diante desse cenário, motoristas e cobradores sinalizam que, se as empresas não quitarem o 13º salário da categoria, a greve será deflagrada, o que pode deixar milhões de paulistanos sem transporte às vésperas do fim de ano.

Um labirinto burocrático ainda sem saída

O cenário atual evidencia uma paralisia administrativa:

  1. A revisão quadrienal não foi concluída, apesar de ser obrigatória.
  2. A FIPE entregou parte dos estudos, mas estes não passaram pela etapa formal de contraditório.
  3. O TCM recebeu o material, mas o processo foi sobrestado pela SMT.
  4. Não há clareza pública sobre os parâmetros que serão revisados novamente.
  5. As concessionárias afirmam não ter caixa para obrigações trabalhistas.
  6. O risco de greve é concreto e pode ocorrer nos próximos dias.

Conclusão

O impasse prolongado da revisão quadrienal transformou um procedimento técnico em uma crise operacional profunda. A falta de transparência nos próximos passos, a indefinição sobre o estudo da FIPE e as dificuldades financeiras das concessionárias criaram um ambiente de incerteza que ameaça a continuidade do serviço.

Sem uma decisão rápida sobre parâmetros, indicadores e recomposição contratual, São Paulo corre o risco de enfrentar uma grave crise do transporte coletivo, com impacto direto sobre trabalhadores, empresas e milhões de passageiros.

Posição da SPTrans

O Diário do Transporte solicitou informações à SPTrans, que diante de vários questionamentos sobre a situação descrita acima, respondeu com a seguinte nota:

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans esclarecem que seguem honrando com os compromissos financeiros junto às concessionárias do transporte público municipal, incluindo a remuneração mensal pelo serviço prestado pelas empresas. A análise dos estudos de revisão quadrienal dos contratos de concessão do transporte público está no Tribunal de Contas do Município. A FIPE atuou como verificador independente.

 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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NTU comemora avanço histórico em diretriz federal que abre caminho para custeio do transporte público

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Entidade afirma que nova regra aprovada no Congresso Nacional “coloca o transporte coletivo em outro patamar” ao permitir uso ampliado de verbas da União para programas de subsídio e Tarifa Zero 

ALEXANDRE PELEGI

A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) celebrou nesta semana a aprovação, pelo Congresso Nacional, de uma nova diretriz federal que autoriza o governo a utilizar recursos de diferentes fontes orçamentárias — inclusive emendas parlamentares — para apoiar o custeio do transporte público urbano, semiurbano e metropolitano.

Trata-se do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLN 2/2025), texto que define as regras, prioridades e limites que orientarão a elaboração do Orçamento Geral da União de 2025. Ele estabelece metas fiscais, diretrizes de gastos e autorizações específicas para políticas públicas. Ao incluir uma nova regra sobre financiamento do transporte público, o PLN passa a permitir que essa despesa seja considerada já na fase de planejamento do orçamento federal.

A medida, incluída na Lei por emenda do deputado João Cury (MDB-SP), representa uma mudança estrutural no papel da União, que tradicionalmente restringia seu apoio ao setor a linhas de crédito para investimentos, sem previsão explícita para participação no custeio operacional.

A LDO estabelece as bases e prioridades que orientarão o Orçamento Geral da União. Ao autorizar o uso ampliado de verbas federais para o transporte público, a nova regra abre caminho para políticas de subsídio tarifário, fortalece programas de tarifa zero — hoje presentes em 171 cidades — e dá maior segurança a municípios e estados na formulação de políticas permanentes de mobilidade urbana.

NTU: “Iniciativa coloca o transporte público em outro patamar”

Em nota, a NTU avaliou que a aprovação da diretriz é um “passo fundamental” para elevar a qualidade e a sustentabilidade econômica do transporte coletivo no país.

O diretor-executivo da entidade, Francisco Christovam, destacou:

“Essa é uma iniciativa que coloca o transporte público coletivo em outro patamar, criando a oportunidade de alocação de recursos orçamentários provenientes das mais diversas fontes. Isso permitirá cobrir parte do custo de produção do serviço, em benefício dos milhões de passageiros que utilizam o transporte público coletivo diariamente.”

Segundo a NTU, a diretriz amplia a participação federativa no serviço público essencial e fortalece a busca por novas fontes extratarifárias, consideradas decisivas para assegurar sistemas equilibrados e capazes de reter e atrair usuários.

A aprovação pelo Congresso cria condições formais para que o Governo Federal possa estruturar, pela primeira vez, um modelo nacional de financiamento do transporte público, reduzindo pressões tarifárias e garantindo maior previsibilidade aos operadores.

Para a NTU, a mudança consolida um caminho para que o país avance no cumprimento do artigo 6º da Constituição, que reconhece o transporte como direito social e exige políticas públicas compatíveis com essa natureza.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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UFC anuncia revanche entre Charles do Bronx e Max Holloway pelo cinturão BMF

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O UFC anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (5), durante coletiva de imprensa realizada no ginásio T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA), a luta entre Max Holloway e Charles do Bronx válida pelo cinturão BMF. O duelo será o evento de destaque do UFC 326, marcado para o dia 7 de março, também na capital mundial do entretenimento. O confronto coloca frente a frente dois dos nomes mais populares e agressivos da história recente do MMA.

Atual detentor do cinturão BMF, Max Holloway chega para a defesa embalado por atuações dominantes e por uma carreira marcada por guerras memoráveis no octógono. Ex-campeão dos pesos-penas (66 kg), o havaiano construiu sua reputação através de um volume absurdo de golpes, resistência fora do comum e um cartel recheado de vitórias sobre a elite da divisão. No último combate, Holloway mostrou que segue em altíssimo nível ao vencer Dustin Poirier por decisão unânime.

Do outro lado estará Charles do Bronx, ex-campeão dos leves (70 kg) e dono do maior número de finalizações da história do UFC. O brasileiro vive uma fase de reconstrução após perder o título, mas segue como uma das figuras mais temidas da organização, graças ao seu jogo completo, agressividade constante e transições rápidas para o solo. Nos últimos combates, Charles alternou grandes vitórias com tropeços, mas sempre entregando lutas empolgantes e de alto risco. Em outubro, ele finalizou com facilidade o polonês Mateusz Gamrot.

A escolha da luta principal do UFC 326 reforça a nova estratégia do Ultimate em apostar em confrontos de alto apelo popular, mesmo fora das disputas tradicionais de cinturão linear. Holloway e Charles são dois dos nomes mais queridos pelo público mundial, e o cinturão BMF volta a cumprir seu papel de premiar quem entrega espetáculo, independentemente da categoria de peso.

Revanche

Holloway e Charles já se enfrentaram no passado, ainda no início da trajetória de ambos no UFC, em agosto de 2015. Na ocasião, o havaiano venceu o brasileiro após interrupção médica, em um duelo que não teve um desfecho claro dentro do jogo de luta. Desde então, os dois seguiram caminhos muito distintos, conquistaram títulos, bateram recordes e evoluíram de forma impressionante. Agora, anos depois, eles se reencontram em um cenário completamente diferente, mais maduros, experientes e valendo um dos cinturões mais simbólicos da organização.



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Como Antony encantou ex-Barcelona e o que assistir no Disney+

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Líder de LALIGA com 37 pontos, o Barcelona terá pela frente um duro desafio diante do Real Betis de Antony, neste sábado (6), às 14h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo no Disney+.

Apesar do brasileiro ser tratado como dúvida para o duelo por conta de um problema físico, Antony se transformou em um ícone do Betis nos últimos meses após brilhar no futebol espanhol vindo por empréstimo do Manchester United, clube no qual não conseguiu render.

As grandes atuações pelo time de Sevilha fizeram com que ele fosse adquirido em definitivo por 22 milhões de euros (R$ 140 milhões). O brasileiro encantou o Betis e, aparentemente, os colegas de equipe. Tanto que Marc Bartra, ex-Barcelona, contou em entrevista que vê Antony como uma “mistura de Neymar e Cristiano Ronaldo“.

“Para mim, ele tem aquela qualidade e talento brasileiro. Sempre digo que ele é uma mistura de Neymar e Cristiano: aquela mentalidade do Cristiano de sempre buscar mais e ser muito focado”, disse o zagueiro em novembro deste ano em entrevista à página Mundo Betis.

“O Betis ganhava com ele e ele ganhava com o Betis. Senti uma forte conexão e, além disso, dava para ver que o time tem um grupo maravilhoso de pessoas, que te dão espaço, te colocam no seu lugar, te fazem sentir bem, e com torcedores que os amam”.

“Acho que o campeonato está indo muito bem para eles. Isso nos permitiu ver o Antony, o verdadeiro jogador que ele é, novamente, e até melhorando. No primeiro dia em que conversei com ele, já pude sentir sua mentalidade”, explicou Bartra.

Na atual temporada, Antony soma seis gols e quatro assistências em 14 partidas com a camisa do Betis, que ocupa o lugar de LALIGA com 24 pontos.

Rodada cheia de Premier League, NBA e boxe

O sábado (6) conta com diversas atrações no Disney+. A Premier League, por exemplo, terá rodada cheia desde o período da manhã. A partir das 9h30 acontece o duelo entre Aston Villa x Arsenal. Ao meio-dia são cinco partidas ao mesmo tempo.

Os duelos são: Bournemouth x Chelsea, Everton x Nottingham Forest, Manchester City x Sunderland, Newcastle x Burnley e Tottenham x Brentford. Às 14h30, ainda tem Leeds United x Liverpool. Em LALIGA, às 17h, a bola rola para Athletic Bilbao x Atlético de Madrid.

No basquete, as emoções da NBA acontecem com Golden State Warriors x Cleveland Cavaliers, às 21h30, e com Houston Rockets x Dallas Mavericks, às 22h30. Na madrugada de sábado para domingo, a partir das 00h30, tem luta de boxe entre Pablo Caballero, da Argentina, contra Corvan Allen, dos Estados Unidos.

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Transwolff anuncia que vai lutar para continuar nos transportes de São Paulo. Empresa adota medidas jurídicas e chama atitude de Nunes de ilegal

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Companhia, que é investigada por suposta ligação com o PCC, teve os contratos extintos pela prefeitura da capita paulista na semana em que Diário do Transporte revelou organograma estrutural da empresa delineado pelas apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado

ADAMO BAZANI

A empresa de ônibus Transwolff, investigada por suposta ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e que teve os contratos cancelados nesta quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, pela prefeitura da capital paulista, por meio de nota ao Diário do Transporte na noite desta sexta-feira (05), classificou o decreto do prefeito Ricardo Nunes como arbitrário e ilegal.

A empresa diz que vai lutar para ficar no sistema de transportes da cidade, adotar medidas jurídicas contra a prefeitura e que “não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas”.

A reportagem procurou a prefeitura de São Paulo e a SPTrans para saber se a gestão pública quer se posicionar sobre as afirmações da Transwolff.

O rompimento dos contratos ocorreu um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.

Relembre:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

Justamente com a UPBus (na zona Leste), a Transwolff (zona Sul) foi em 09 de abril de 2025, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público, que apontou que integrantes das duas companhias lavavam dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) –  crime organizado – e tiveram envolvimento em homicídios e tráfico de drogas e de armas. No mesmo dia, foi decretada a intervenção da prefeitura nas empresas por meio da gerenciadora pública de transportes (SPTrans – São Paulo Transporte). Após alegar que a equipe de intervenção e uma verificadora externa (Ernst & Young) constaram a incapacidade de a UPBus e a Transwolff permanecerem no sistema, no fim de janeiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a transferência dos contratos das duas empresas para outras viações. Da Transwolff para a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista; e da UPBus para a Alfa Rodobus, que surgiu de cooperativa de transportes e já atua na capital paulista. Em 12 de junho de 2025, a prefeitura de São Paulo publicou documento oficial que viabilizaria a transferência definitiva, mesmo dia em que começaram os ataques em massa contra ônibus, com 1,5 mil coletivos danificados e dezenas de pessoas feridas, sendo a principal linha de investigação da Polícia Civil. Em 04 de dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a extinção dos contratos da Transwolff, um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.

Relembre:

Na mesma nota, a Transwolff diz ainda que “causa estranheza que a caducidade tenha sido decretada antes da conclusão das atividades da Comissão do Grupo de Trabalho Multidisciplinar instituído pela Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Município de São Paulo” e que “o decreto de caducidade se apoia exclusivamente em questões financeiras, comuns a todas as empresas do setor e plenamente sanáveis”.

Veja na íntegra:

Transwolff vai adotar medidas judiciais cabíveis contra Prefeitura de São Paulo

Empresa de ônibus vai acionar Administração Municipal devido a arbitrariedade e ilegalidade de decreto de caducidade dos contratos da empresa

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que vai adotar medidas judiciais cabíveis contra a arbitrariedade e a ilegalidade do decreto de caducidade dos contratos, perpetrado pela Prefeitura de São Paulo sob justificativa de não cumprir obrigações e termos contratuais.

Causa estranheza que a caducidade tenha sido decretada antes da conclusão das atividades da Comissão do Grupo de Trabalho Multidisciplinar instituído pela Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Município de São Paulo, especialmente após a recente manifestação apresentada pela empresa naquele âmbito, na qual foram apontadas irregularidades e ilegalidades no processo administrativo, aptas, inclusive, a justificar comunicação ao Ministério Público de São Paulo.

O decreto de caducidade se apoia exclusivamente em questões financeiras, comuns a todas as empresas do setor e plenamente sanáveis.

Entenda o caso

Em 27 de dezembro de 2024, a Prefeitura de São Paulo decidiu romper o contrato da Transwolff.

Em 28 de fevereiro de 2025, a Prefeitura divulgou que a Transwolff seria substituída pela Sancetur, empresa da família Chedid.

Em 15 de março de 2025, de acordo com a Prefeitura, começaram as transferências da  Transwolff para a Sancetur. Não foi divulgada uma data para o fim das transições.

Em julho de 2025, a Prefeitura constituiu o Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão e do patrimônio da empresa sem a presença de representantes da Transwolff.

Em 25 de agosto de 2025, foi reconhecida judicialmente a legitimidade dos representantes indicados pela Transwolff para integrar o Grupo de Trabalho.

A Transwolff esclarece ainda que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas.

A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas. A Transwolff segue se defendendo nas instâncias competentes e colaborando com as autoridades.

A Transwolff reafirma seu compromisso com a transparência e a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores, mantendo a defesa de seus direitos perante as instâncias competentes e atuando de forma colaborativa junto às autoridades.

 Transwolff Transportes e Turismo Ltda.

São Paulo, 5 de dezembro de 2025

O DECRETO:

Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:

– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.

– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;

– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;

– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;

– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização

– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);

– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;

– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;

– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;

– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;

– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;

TRANSWOLFF NÃO ACEITA:

O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:

Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:

A transição, porém, não ocorreu.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

POR ADAMO BAZANI

RESUMO:

Justamente com a UPBus (na zona Leste), a Transwolff (zona Sul) foi em 09 de abril de 2025, alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público, que apontou que integrantes das duas companhias lavavam dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) –  crime organizado – e tiveram envolvimento em homicídios e tráfico de drogas e de armas. No mesmo dia, foi decretada a intervenção da prefeitura nas empresas por meio da gerenciadora pública de transportes (SPTrans – São Paulo Transporte). Após alegar que a equipe de intervenção e uma verificadora externa (Ernst & Young) constaram a incapacidade de a UPBus e a Transwolff permanecerem no sistema, no fim de janeiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a transferência dos contratos das duas empresas para outras viações. Da Transwolff para a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista; e da UPBus para a Alfa Rodobus, que surgiu de cooperativa de transportes e já atua na capital paulista. Em 12 de junho de 2025, a prefeitura de São Paulo publicou documento oficial que viabilizaria a transferência definitiva, mesmo dia em que começaram os ataques em massa contra ônibus, com 1,5 mil coletivos danificados e dezenas de pessoas feridas, sendo a principal linha de investigação da Polícia Civil. Em 04 de dezembro de 2025, a prefeitura anunciou a extinção dos contratos da Transwolff, um dia depois de o Diário do Transporte revelar que estava empacada a transição dos contratos da Transwolff para a Sancetur, que assumiria as 133 linhas na zona Sul de São Paulo, e que um organograma traçou a real estrutura da companhia, formada por forças conflitantes e vário núcleos, identificado durante as apurações sobre a onda de ataques a ônibus no Estado, que entre junho e agosto resultou em mais de 1,5 mil coletivos e diversas pessoas feridas.

Relembre:

Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos

ADAMO BAZANI

Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari

Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam.

Relembre:

A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.

A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.

A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.

Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista.

ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:

Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:

A transição, porém, não ocorreu.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

O DECRETO:

Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas

A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.

O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:

– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.

– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;

– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;

– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;

– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização

– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);

– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;

– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;

– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;

– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;

– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;

TRANSWOLFF NÃO ACEITA:

O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.

Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda
São Paulo, 4 de dezembro de 2025

 

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a publicação no Diário Oficial de sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.

Relembre:

O Diário do Transporte noticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo disse que assumiria integralmente a Transwolff e garante ainda que honraria compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.

Relembre:

Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:

Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:

Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);

– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes

– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.

A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.

Matéria original em:

Direção da Transwolff é investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Polícia Civil vai apurar, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. Pode ser também, segundo uma das linhas de apuração, um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar. Prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em *12 de julho de 2025*

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

– 12 de junho de 2025, às 19h32 – O secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da capital paulista, Celso Jorge Caldeira, assina despacho dando prosseguimento à transferência do contrato da Transwolff, empresa que opera na zona Sul, para a Sancetur, companhia da família Chedid, que atua em parte do interior e do litoral de São Paulo.

– Horas depois, no mesmo dia 12 de junho de 2025 – Começava uma onda de ataques a ônibus jamais vista em todo o Estado de São Paulo e na América Latina, que foi responsável já por mais de 600 coletivos depredados, quase 350 destes somente na capital.

A Transwolff é a terceira maior frota da cidade: 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Juntamente com a UPBus, na zona Leste, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024, da Operação Fim da Linha, do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga uma suposta ligação entre diretores destas companhias de transportes com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde então, ambas empresas passaram a ser alvos de uma intervenção da SPTrans (São Paulo Transporte) e, após verificações por uma consultoria externa de técnicos do poder público, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais a Transwolff e a Upbus no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações.

Levantamentos de fontes diferentes, um da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas municipais de São Paulo, e outro do SPUrbanuss, sindicato das empresas de transportes da cidade, os quais o Diário do Transporte teve acesso mostram que, até 12 de junho de 2025, a média de depredações a ônibus não passava de cinco casos por dia. Mas na noite de 12 de junho de 2025, o número de casos explodiu para cerca de 40, ou seja, no mesmo dia em que o secretário de transportes assinou o despacho, começou a ocorrer a explosão de casos.

A Polícia Civil vai passar a investigar se há ligação entre os fatos.

O documento, pelo qual, o secretário Celso Caldeira diz: “determino o prosseguimento do feito para as providências necessárias à transferência dos Contratos”, foi publicado em Diário Oficial no dia 13 de junho de 2025, mas já no dia 12 de junho de 2025 poderia ser consultado na página de processos da Prefeitura, por qualquer cidadão, bastando apenas clicar em “Visualizar”

O Diário do Transporte no dia 14 de junho de 2025 publicou a notícia sobre o despacho que determinou a instauração de um Grupo de Trabalho, que deve contar com a participação da SPTrans e das empresas interessadas: a Transwolff e a Sancetur. Este grupo deveria em 30 dias a partir da publicação definir as regras finais desta transição. Ou seja, o prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em 12 de julho de 2025.

Relembre:

A Polícia Civil de São Paulo investiga se há alguma relação entre os fatos, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. O ABC Paulista, por exemplo, é um dos principais palcos dos ataques e não têm ligação direta com esta transferência.

Os policiais não descartam que esta sim pode ser uma das motivações entre várias, já que, regionalmente, oportunistas podem ter aproveitado o início da “onda” para fazer os seus acertos locais. Ou pior; um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar.

A apuração sobre a o documento, a Transwolff, Sancetur, PCC e a possível ligação com os ataques, entre as linhas de investigação foi feita entre os repórteres Adamo Bazani, do Diário do Transporte, e Filipe Peixoto, do Jornal da BAND.

RESPOSTA TRANSWOLFF

Em nota, ao Diário do Transporte, a Transwolf diz que não há possui ligação com atividades ilícitas e que o processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.

A Transwolff permanece se defendendo nas esferas adequadas, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.

A empresa segue comprometida com a transparência e com a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores.

Transwolff Transportes e Turismo Ltda.
São Paulo, 10 de julho de 2025

VEJA OS DOCUMENTOS

POR ADAMO BAZANI

– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir

Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo informou na noite de 04 de dezembro de 2025, o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff.

A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

O Diário do Transporte noticiou na mesma semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.

Relembre:

Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas

Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.

A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.

A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.

PLANO INICIAL

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.

O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).

Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024

Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.

Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.

Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.

Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.

Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.

Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.

No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.

Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.

02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus

31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.

“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.

20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).

23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.

A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.

Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).

27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.

A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.

27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a

Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.

O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.

“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”

28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.

O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.

Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.

“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” disse Nunes.

A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.

29 de janeiro de 2025:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.

Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz

A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.

Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.

A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.

Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.

Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.

Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.

NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre:

Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.

“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade. Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.

EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:

O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.

As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação

Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.

Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.

A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:

Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).

Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).

Já a UPBus opera a área 3.

Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).

Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.

11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.

As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.

Relembre:

Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.

O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.

Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.

Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.

Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.

O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.

19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.

20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.

Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.

Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.

No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.

Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.

Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.

Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.

Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.

A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.

Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.

Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.

QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?

Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.

Relembre:

SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.

ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.

EMPRESAS QUE SAEM:

TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.

UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.

03 de abril de 2025: O secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em evento de entrega de 115 ônibus elétricos no Anhembi, garantiu na ocasião (03 de abril de 2025) que em cerca de 90 dias, da data da declaração, a transição seria finalizada e que haveria a assinatura final da transferência de contratos da UPBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur., Caldeira ainda reiterou que os pagamentos a fornecedores, funcionários e prestadores de serviços estariam assegurados.

ELETRIFICAÇÃO:

Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.

Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.

Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.

Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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