O mês de novembro foi marcado por uma queda generalizada nos preços dos principais fertilizantes utilizados no Brasil. Segundo relatório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a ureia foi cotada a R$ 3.445 por tonelada, apresentando redução de 2% no mês. O MAP (fosfato monoamônico) recuou 1%, para R$ 4.899/t, enquanto o cloreto de potássio (KCl) manteve-se em R$ 2.880/t.
A tendência de baixa é explicada pela menor demanda de grandes importadores — como Índia, Estados Unidos e o próprio Brasil — e pela liberação de novas cotas de exportação pela China, o que ampliou a oferta global.
Setor de nitrogenados reage, mas produtores buscam alternativas
No segmento de fertilizantes nitrogenados, o mercado apresentou reação após o anúncio de novas compras pela Índia, o que ajudou a conter parte da queda na ureia. Mesmo assim, o sulfato de amônio (SAM) vem ganhando espaço entre os agricultores brasileiros como alternativa mais econômica.
Já os fosfatados, como o MAP, seguem com baixa atratividade nas negociações, e os potássicos registram maior estabilidade nos preços.
Relação de troca ainda limita novas compras nas lavouras
Apesar da leve trégua nos preços, o custo de reposição continua alto para alguns cultivos, o que freia as decisões de compra.
No algodão, por exemplo, os produtores precisam de 40,9 arrobas para adquirir uma tonelada de MAP — uma relação considerada “muito desfavorável” pela CNA.
No caso do milho, o uso do SAM tem sido vantajoso: são necessárias 32,2 sacas por tonelada, contra 50,3 sacas no caso da ureia. Já para o café arábica, o cenário é mais positivo, sendo a única cultura com melhora consistente no poder de compra do produtor.
Importações e entregas de fertilizantes crescem em 2025
Até agosto, as entregas de fertilizantes no país somaram 30,5 milhões de toneladas, representando alta de 9% em relação a 2024. A expectativa da CNA é de novo recorde em 2025, ainda que o ritmo seja mais lento em alguns estados, como o Rio Grande do Sul.
As importações também avançaram, com 38,3 milhões de toneladas adquiridas entre janeiro e outubro, o que representa crescimento de 4,6% na comparação anual.
“O produtor brasileiro continua investindo nas lavouras, mesmo diante de margens apertadas e desafios de crédito. O aumento da área cultivada e a previsão de safra recorde devem sustentar a demanda”, destaca o boletim da CNA.
China assume liderança nas exportações de fertilizantes ao Brasil
Um dos pontos de destaque do relatório é a mudança no perfil dos fornecedores internacionais. A China ultrapassou a Rússia e se tornou o principal exportador de fertilizantes para o Brasil.
O país asiático lidera as vendas de sulfato de amônio (SAM) e formulações NPs, embora ainda não exporte cloreto de potássio (KCl) — produto em que Rússia, Canadá e Omã permanecem como os principais fornecedores.
Gargalos logísticos afetam desembarques no Porto de Paranaguá
O rápido crescimento das importações chinesas, no entanto, tem gerado congestionamentos logísticos. No Porto de Paranaguá (PR), há filas de navios e o tempo médio de espera para desembarque de fertilizantes chega a 60 dias, segundo a CNA.
Prefeitura fica com garagens e ônibus. Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos. Empresa diz que vai recorrer
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari
Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam. A prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
Relembre:
A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.
A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.
A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.
Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista. A onda de ataques contra 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, em especial na capital paulista e cidades vizinhas, segundo policiais civis do Deic, tem como principal linha de investigação a transição de contratos. O Diário do Transporte revelou que no mesmo dia em que começaram os ataques, em 12 de junho de 2025, a prefeitura assinou um documento que viabilizava a transferência de contratos, que, depois de quase dois anos de tentativas, não ocorreu.
O Diário do Transporte também revelou que um dos motivos foi a complexa estrutura da Transwolff que na verdade se trata de mais de uma empresa dentro de uma, com diferentes núcleos e correntes. O organograma traçado na reportagem foi considerado nas investigações sobre a atuação de membros da Transwolff no crime organizado.
O DECRETO:
Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:
– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.
– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;
– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;
– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;
– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização
– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);
– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;
– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;
– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;
– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;
– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;
TRANSWOLFF NÃO ACEITA:
O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.
Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda São Paulo, 4 de dezembro de 2025
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:
A transição, porém, não ocorreu.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
PREFEITURA DIZ QUE NINGUÉM SERÁ PREJUDICADO:
Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
Companhia, juntamente com a UPBus, na zona Leste, foi alvo de operação do MP que apura suposto envolvimento de viações da capital paulista com a fação criminosa PCC
ADAMO BAZANI
O Deic, departamento da Polícia Civil de São Paulo que investiga o crime organizado, por meio da SSP (Secretaria de Segurança Pública), confirmou ao Diário do Transporte nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, que, mesmo após meses do final da onda de ataques a ônibus no Estado, em especial na capital e Grande São Paulo, as investigações ainda prosseguem. O inquérito não foi concluído, seguindo, “em trâmite”.
Segundo a pasta, os ataques não mais ocorrem, mas o trabalho de identificação de possíveis envolvidos continua, com diligências ainda sendo realizadas. Ao menos, 20 pessoas foram detidas (mais abaixo, a reposta na íntegra)
Entre junho e agosto deste ano de 2025, os transportes na capital paulista entraram em alerta e o Diário do Transporte foi o veículo de comunicação que escancarou a gravidade da situação repercutindo em diversos colegas de imprensa profissional: a maior parte das ações criminosas foi cometida com pedradas ou com bolinhas de ferro. Foram, em todo o Estado, mais de 1,5 mil ônibus atacados, diversas pessoas feridas.
O número de ocorrências começou a cair, após a prisão de um funcionário público do estado de São Paulo, que sozinho teria cometido quase 20 ações, em 22 de julho de 2025 e também com a presença de GCMs, guardas civis municipais, dentro dos ônibus da capital.
Apesar de o inquérito não ter sido concluído, os investigadores estão quase que integralmente convictos de que questões contratuais envolvendo empresas de ônibus que estão sendo retiradas da capital paulista sejam as principais motivações, muito embora também ocorreram ações isoladas.
Nesta terça-feira, 02 de dezembro de 2025, o Diário do Transporte mostrou que ainda permanece sem conclusão a transição de contratos da Transwolff e da UPBus, duas viações investigadas pelo Ministério Público de São Paulo por suposta ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), para outras empresas. Isso frustra todos os anúncios e promessas da gestão do prefeito Ricardo Nunes.
A falta de transparência também é outra marca. Documentos que deveriam ser públicos são colocados como restritos e a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos ônibus da capital e que realiza intervenção nas duas empresas, não responde aos questionamentos do Diário do Transporte desde quinta-feira, 27 de novembro de 2025.
As apurações realizadas mostram que, apesar de a UPBus ter se manifestado judicialmente contra a intervenção e o fim dos contratos, os maiores problemas residem na Transwolff. Não por ser a maior frota, mais de 1,2 mil ônibus e 100 linhas, porque a Sancetur, da família Chedid, do interior paulista, foi selecionada pela prefeitura como em condições de assumir todas as operações no lugar da Transwolff.
Uma das questões principais está na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura tem de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
RESPOSTA SSP:
O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.
Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.
Onda de ataques teria sido motivada por contratos, segundo Polícia Civil
Não há movimentações desde setembro nos processos da prefeitura e os documentos não são acessíveis à população. Diário do Transporte questiona desde quinta-feira, sem respostas
ADAMO BAZANI
O assunto já é considerado, nos bastidores, um dos grandes tabus na área de mobilidade da gestão do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes.
Com anúncios e promessas sem cumprimento, ocorre sem transparência e gerando dúvidas e especulações a transição dos contratos de empresas de ônibus que foram alvos em abril de 2024 de uma operação do Ministério Público de São Paulo sobre o envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Os contratos da Transwolff, na zona Sul, foram anunciados para serem transferidos para a Sancetur, empresa da família Chedid, forte em transportes do interior paulista, e da UPBus, na zona Leste, para a Alfa Rodobus, ex-cooperativa de transportes que já opera na capital. Tanto Transwolff como UPBus também surgiram de cooperativas. Há suspeitas de interferência do crime organizado para os processos não irem para a frente e não há atualização desde 17 de setembro de 2025 na página oficial de acompanhamento da prefeitura. Documentos públicos são colocados como restritos, especulações e dúvidas são comuns. Desde quinta-feira da semana passada, 27 de novembro de 2025, o Diário do Transporte questiona a administração Nunes e insiste na resposta, mas ainda sem retorno até esta terça-feira, 02 de dezembro de 2025.
A reportagem apurou que a não resposta é porque, apesar de os discursos oficiais, muito pouco avançou a transição em comparação com o esperado, em especial no caso da Transwolff.
ONDA DE ATAQUES:
Como mostrou o Diário do Transporte, a principal linha de investigação da Polícia Civil de São Paulo mostrou que esta transição, em especial no caso da Transwolff, foi o principal motivador para onda de ataques a pedradas contra ônibus na Grande São Paulo, que resultou em quase 1,5 mil coletivos depredados e diversas de pessoas feridas.
Foi um documento revelado pelo Diário do Transporte que tornou a principal linha de investigação a transferência do despacho do secretário de transportes da cidade de São Paulo, Celso Caldeira, criando um grupo de trabalho para viabilizar a transferência de linhas de ônibus da zona Leste, da UPBus para a Alfa Rodobus, e principalmente da zona Sul, da Transwolff para a Sancetur. UPBus e Transwolff foram alvos, em abril de 2024, de uma operação do Ministério Público contra o crime organizado.
Para a polícia, a data da publicação desse despacho, em 12 de junho de 2025, é considerado o início da onda de ataques. As demais hipóteses, como jogos pela internet, de desafio online ou problemas localizados, foram descartados como as principais causas, assim como disputas no sindicato dos trabalhadores.
Relembre:
PROMESSAS E ANÚNCIOS SEM CUMPRIMENTO:
Até agora, apesar de as respostas oficiais por nota informarem que a transição segue conforme o previsto, não é isso que ocorre quando pessoalmente as autoridades são questionadas sobre o assunto.
Há descumprimentos de prazos e anúncios.
Em 03 de abril de 2025, o Secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em resposta ao Diário do Transporte, durante a entrega de 115 ônibus elétricos que em aproximadamente 90 dias, deveria estar concluída a transição das linhas, atualmente operadas pela UPBus, para a Alfa RodoBus, e das linhas operadas pela Transwolff para a Sancetur.
O prazo anunciado acabaria, portanto, em 03 de julho de 2025.
Relembre:
O Diário do Transporte voltou a questionar. Em resposta ao jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte, na manhã de uma quarta-feira, 23 de julho de 2025, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que Transwolff e UPBus iriam “desaparecer” (termo utilizado pelo próprio gestor) da cidade de São Paulo em 60 dias
Em setembro de 2025, portanto, não deveria mais haver ônibus com as marcas Transwolff e UPBus rodando, mas os veículos seguem normalmente nas ruas.
Relembre:
No mesmo dia, ainda em resposta ao Diário do Transporte, Nunes questionou as declarações desta terça-feira (22) do diretor do Deic (Departamento de Investigações Criminais), Ronaldo Sayeg, que descartou os jogos de desafios pela internet como uma das causas das depredações, assim como reduziu a possibilidade de os casos estarem relacionados com disputas internas no sindicato de motoristas. Segundo Nunes, na ocasião, não havia problemas de contratos na cidade de São Paulo e já está decidido que ambas as empresas investigadas não vão mais operar.
INVESTIGAÇÕES PROSSEGUEM, DIZ SSP
O Diário do Transporte também procurou a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo que, diferentemente da SPTrans e da Prefeitura de São Paulo, respondeu.
Segundo a pasta, ainda são realizadas investigações e prossegue o trabalho de identificação de possíveis envolvidos nos ataques.
O inquérito policial que apura os ataques a ônibus na capital segue em trâmite pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Nenhuma linha de investigação é descartada e diligências estão sendo realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito.
Vale destacar que o trabalho integrado das forças de segurança para coibir os atos de vandalismo resultou na prisão de mais de 20 infratores. Até o momento, não foram registrados outros casos semelhantes. As polícias seguem monitorando a situação.
POR ADAMO BAZANI
Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari
Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam.
Relembre:
A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.
A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.
A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.
Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista.
Saída definitiva da Transwolff e PCC no transporte: Entenda o decreto oficial publicado. Podem haver contratações emergenciais de viações
Prefeitura fica com garagens e ônibus. Apurações da reportagem sobre organograma de “várias empresas em uma só” a respeito da Transwolff com entrave para a Sancetur foram levadas em conta pelas autoridades. Principal linha de investigação da Polícia Civil liga onda de ataques a transição de contratos. Empresa diz que vai recorrer
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi e Arthur Ferrari
Como adiantou ontem em primeira mão o Diário do Transporte, a prefeitura de São Paulo publicou de forma oficial nesta sexta-feira, 05 de dezembro de 2025, a caducidade (o fim) dos contratos com a empresa de ônibus Transwolff, que opera na zona Sul de São Paulo 133 linhas e atende a cerca de 555 mil passageiros por dia. É a terceira maior frota da cidade, com 1.206 coletivos, e a maior companhia do subsistema local de distribuição (que atende aos bairros e surgiu da cooperativa de transportes Cooperpam. A prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
Relembre:
A publicação oficial confirma reportagem desta quinta-feira (04) do Diário do Transporte, com base em nota da gestão do prefeito Ricardo Nunes, de que as operações se tornam uma espécie de “empresa pública”, a exemplo da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), guardadas as proporções e contextualizações, com a própria prefeitura, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), colocando os ônibus nas ruas.
A gestão Ricardo Nunes garantiu que não haverá prejuízos nos atendimentos aos passageiros e que fornecedores, funcionários e bancos continuarão recebendo normalmente.
A companhia foi alvo da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga suposta relação da empresa com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Desde então, estava em intervenção pela prefeitura.
Em janeiro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes iniciou uma transferência de contratos para a Sancetur, companhia de ônibus que atua em mais de 20 cidades e é da poderosa família Chedid, do interior paulista. A onda de ataques contra 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, em especial na capital paulista e cidades vizinhas, segundo policiais civis do Deic, tem como principal linha de investigação a transição de contratos. O Diário do Transporte revelou que no mesmo dia em que começaram os ataques, em 12 de junho de 2025, a prefeitura assinou um documento que viabilizava a transferência de contratos, que, depois de quase dois anos de tentativas, não ocorreu.
O Diário do Transporte também revelou que um dos motivos foi a complexa estrutura da Transwolff que na verdade se trata de mais de uma empresa dentro de uma, com diferentes núcleos e correntes. O organograma traçado na reportagem foi considerado nas investigações sobre a atuação de membros da Transwolff no crime organizado.
Segundo o decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, a prefeitura por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, vai assumir as operações, mas pode fazer contratações emergenciais por até um ano (seis meses prorrogáveis por mais seis meses) de viações privadas
A requisição de que trata o “caput” vigorará a partir da publicação deste decreto, pelo tempo estritamente necessário à transição operacional segura do serviço público e à completa estabilização da nova operação a ser implementada pela São Paulo Transporte S.A. – SPTrans ou por nova delegação emergencial, observado, contudo, o limite inicial de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos por meio de ato motivado do Secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, caso as condições de urgência e necessidade de estabilidade assim o exijam.
O decreto número 64.784, de 4 de dezembro de 2025, que declara a caducidade da concessão de serviço público de transporte urbano “intramunicipal” de passageiros relativa aos Lotes de Distribuição D10 e D11(zona Sul, Transwolff Transportes e Turismo Ltda) traz os seguintes pontos principais:
– Os contratos SMT.GAB nº 48/2019 e nº 49/2019 da Transwolff ficam extintos a partir da publicação sexta-feira, 05 de dezembro de 2025.
– A gerenciadora de transportes da prefeitura SPTrans (São Paulo Transporte) foi autorizada pelo decreto a ocupar e utilizar, de forma precária e emergencial, todos os locais físicos, instalações, equipamentos, material rodante, veículos, peças e demais bens afetos ao serviço, bem como assumir a responsabilidade pelos funcionários;
– A SPTrans vai assumir todos os contratos de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais que forem indispensáveis à continuidade da operação dos Lotes D10 e D11, bem como está autorizada a celebrar novos contratos de caráter emergencial, provisório e transitório, com o fim exclusivo de promover a estabilização do sistema e a mitigação dos riscos decorrentes da caducidade;
– Possíveis indenizações pelo fim dos contratos serão discutidas com a prefeitura e serão adotadas por procedimentos administrativos próprios;
– A prefeitura garante aos proprietários dos bens requisitados, sejam eles terceiros ou a ex-concessionária, o pagamento de indenização posterior e justa em razão do uso temporário dos bens, caso comprovadamente haja dano ou prejuízo decorrente da utilização
– As indenizações serão focadas em bens e já descontariam multas e sanções contra a Transwolff (A indenização abrangerá apenas os bens reversíveis que tiverem sido amortizados, calculados segundo os critérios previstos no contrato de concessão, descontados os valores de multas e outros débitos apurados contra a concessionária, e o seu pagamento estará condicionado à conclusão definitiva do processo de apuração e liquidação, não impedindo as medidas imediatas de requisição e ocupação determinadas neste decreto);
– A prefeitura fica com a garagem na Rua Olívia Guedes Penteado nº 1.307/1.401; essencial para a garagem e manutenção dos veículos;
– A prefeitura fica com o imóvel particular de propriedade da Authentic Logística e Transporte Ltda., situado na Avenida Senador Teotônio Vilela, nº 8.200, cuja localização e infraestrutura são vitais para a cobertura operacional da zona sul do Município;
– A prefeitura fica com o imóvel particular situado na Rua Jaime Treiger, nº 150, também imprescindível para o estacionamento e a manutenção da frota operacional;
– A prefeitura fica todos os veículos particulares utilizados na frota dos Lotes D10 e D11, independentemente de sua situação registral, sejam eles de propriedade da ex-concessionária ou disponibilizados por meio de contratos de leasing, comodato ou outra modalidade de cessão. O mesmo ocorre com os bens móveis essenciais para o transporte da população;
– A prefeitura fica com o conjunto de instalações fixas, equipamentos de manutenção, máquinas, ferramentas, sistemas de informática e software de gestão de frota, sistemas de bilhetagem eletrônica, peças sobressalentes e estoque de insumos e combustíveis, bem como quaisquer outros itens e objetos contidos nos imóveis e veículos ;
TRANSWOLFF NÃO ACEITA:
O processo não deve ser fácil. A Transwolff, por meio de nota ao Diário do Transporte, falou em adoção de “medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal”.
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda informa que ainda não houve intimação formal da decisão administrativa de caducidade, nem de seus fundamentos.
Com o recebimento oficial do ato, serão adotadas as medidas legais cabíveis para restaurar os direitos flagrantemente violados no processo administrativo em andamento, observando-se o devido processo legal.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda São Paulo, 4 de dezembro de 2025
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:
A transição, porém, não ocorreu.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
ONDA DE ATAQUES A ÔNIBUS:
Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabilizava transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
ORGANOGRMA APURADO PELO DIÁRIO DO TRANSPORTE FOI DECISIVO:
A transição, porém, não ocorreu.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
A Prefeitura de São Paulo informou na noite de quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a publicação no Diário Oficial de sexta-feira (5/12) o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff. Assim, a Sancetur, empresa que assumiria os serviços não vai atender às linhas que a operação se torna uma espécie de “empresa pública”.
A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme apurou a reportagem, questões contratuais envolvendo empresas de ônibus investigadas por lavagem de dinheiro do crime organizado, em especial a Transwolff, são consideradas pela Polícia Civil de São Paulo a principal linha de investigação para explicar as motivações da maior parte das ocorrências na onda de ataques a pedradas e bolinhas de gude contra cerca de 1,5 mil ônibus entre junho e agosto de 2025, que deixou diversas pessoas feridas. Um documento revelado pelo repórter Adamo Bazani mostra que os ataques começaram em 12 de junho de 2025, mesmo dia em que prefeitura assinou despacho que viabiliza transferência de contratos destas empresas para outras viações: Da UpBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur.
Relembre:
O Diário do Transportenoticiou nesta semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.
Relembre:
Em nota, a prefeitura de São Paulo disse que assumiria integralmente a Transwolff e garante ainda que honraria compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
O Diário do Transporte mostrou com exclusividade na terça-feira, 03 de dezembro de 2025, um dia antes do anúncio da prefeitura, um organograma da estrutura real da Transwolff que foi um dos principais entraves para a Sancetur assumir e a transição ocorrer de forma bem sucedida.
Relembre:
Assim, os entraves principais estavam na configuração da Transwolff, que, segundo as investigações mostram, se trata de “várias empresas em um nome”, formada por forças conflitantes e núcleos. Foi traçada pela reportagem do Diário do Transporte, assim, com base nas apurações das diferentes instituições que acompanham o caso, como MP, Polícias Civil e até dados da intervenção da SPTrans, uma espécie de organograma diante das constatações até o momento:
Entre os núcleos e grupos identificados, e que formam este organograma, estão:
– Direção e sócios, que se tornaram grandes empresários de transportes, surgindo nomes no organograma que estão entre as pessoas que foram presas em abril de 2024 na Operação Fim da Linha do MP (Ministério Público);
– Donos de ônibus que integraram a Cooperpam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo),que deu origem às operações da Transwolff no transporte urbano. Respondem pela maior parte da frota, com ônibus mídis (micrões) e micros. São quase 800 veículos dos cerca de 1,2 mil. Há uma divisão entre este grupo, com dissidências e alinhamentos diferentes
– Funcionários contratados: são empregados por CLT (carteira assinada) que foram contratados após a transformação da cooperativa em empresa. São os que menos têm poder de atuação e influência no “travamento” da transição.
A prefeitura teve de lidar com essas correntes diferentes, algumas delas, inclusive, apontadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, como violentas.
Matéria original em:
Direção da Transwolff é investigada por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Polícia Civil vai apurar, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. Pode ser também, segundo uma das linhas de apuração, um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar. Prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em *12 de julho de 2025*
ADAMO BAZANI
Colaborou Yuri Sena
– 12 de junho de 2025, às 19h32 – O secretário Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte da capital paulista, Celso Jorge Caldeira, assina despacho dando prosseguimento à transferência do contrato da Transwolff, empresa que opera na zona Sul, para a Sancetur, companhia da família Chedid, que atua em parte do interior e do litoral de São Paulo.
– Horas depois, no mesmo dia 12 de junho de 2025 – Começava uma onda de ataques a ônibus jamais vista em todo o Estado de São Paulo e na América Latina, que foi responsável já por mais de 600 coletivos depredados, quase 350 destes somente na capital.
A Transwolff é a terceira maior frota da cidade: 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Juntamente com a UPBus, na zona Leste, a Transwolff foi alvo em 09 de abril de 2024, da Operação Fim da Linha, do Ministério Público do Estado de São Paulo que investiga uma suposta ligação entre diretores destas companhias de transportes com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Desde então, ambas empresas passaram a ser alvos de uma intervenção da SPTrans (São Paulo Transporte) e, após verificações por uma consultoria externa de técnicos do poder público, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais a Transwolff e a Upbus no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações.
Levantamentos de fontes diferentes, um da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora das linhas municipais de São Paulo, e outro do SPUrbanuss, sindicato das empresas de transportes da cidade, os quais o Diário do Transporte teve acesso mostram que, até 12 de junho de 2025, a média de depredações a ônibus não passava de cinco casos por dia. Mas na noite de 12 de junho de 2025, o número de casos explodiu para cerca de 40, ou seja, no mesmo dia em que o secretário de transportes assinou o despacho, começou a ocorrer a explosão de casos.
A Polícia Civil vai passar a investigar se há ligação entre os fatos.
O documento, pelo qual, o secretário Celso Caldeira diz: “determino o prosseguimento do feito para as providências necessárias à transferência dos Contratos”, foi publicado em Diário Oficial no dia 13 de junho de 2025, mas já no dia 12 de junho de 2025 poderia ser consultado na página de processos da Prefeitura, por qualquer cidadão, bastando apenas clicar em “Visualizar”
O Diário do Transporte no dia 14 de junho de 2025 publicou a notícia sobre o despacho que determinou a instauração de um Grupo de Trabalho, que deve contar com a participação da SPTrans e das empresas interessadas: a Transwolff e a Sancetur. Este grupo deveria em 30 dias a partir da publicação definir as regras finais desta transição. Ou seja, o prazo para o estabelecimento dos processos administrativo ainda vai vencer, em 12 de julho de 2025.
Relembre:
A Polícia Civil de São Paulo investiga se há alguma relação entre os fatos, mas ocorrências onde não há nenhuma relação com as duas empresas ainda colocam em dúvida se esta seria uma das motivações. O ABC Paulista, por exemplo, é um dos principais palcos dos ataques e não têm ligação direta com esta transferência.
Os policiais não descartam que esta sim pode ser uma das motivações entre várias, já que, regionalmente, oportunistas podem ter aproveitado o início da “onda” para fazer os seus acertos locais. Ou pior; um recado do crime organizado de demonstração de força com a seguinte mensagem: não mexa com nossos interesses locais que o Estado todo pode pagar.
A apuração sobre a o documento, a Transwolff, Sancetur, PCC e a possível ligação com os ataques, entre as linhas de investigação foi feita entre os repórteres Adamo Bazani, do Diário do Transporte, e Filipe Peixoto, do Jornal da BAND.
RESPOSTA TRANSWOLFF
Em nota, ao Diário do Transporte, a Transwolf diz que não há possui ligação com atividades ilícitas e que o processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Transwolff Transportes e Turismo Ltda. esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas.
A Transwolff permanece se defendendo nas esferas adequadas, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes. O processo de intervenção na operação da empresa continua em trâmite junto à Secretaria Municipal de Transportes e ao Poder Judiciário.
A empresa segue comprometida com a transparência e com a regularidade de suas atividades, em respeito à população e aos seus colaboradores.
Transwolff Transportes e Turismo Ltda. São Paulo, 10 de julho de 2025
VEJA OS DOCUMENTOS
POR ADAMO BAZANI
– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)
Prefeitura de São Paulo decreta caducidade da Transwolff, que vira “empresa pública”. Diário do Transporte noticiou entraves para Sacentur assumir
Gestão municipal assume serviço de transporte da empresa que foi investigada por suposta ligação com o PCC e mantém empregos e operação regular de todas as linhas
ADAMO BAZANI
A Prefeitura de São Paulo informou na noite de 04 de dezembro de 2025, o decreto que determina a caducidade dos contratos com a concessionária de ônibus Transwolff.
A empresa foi alvo de uma operação em 2024 do Ministério Público que investigou suposto envolvimento da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O Diário do Transportenoticiou na mesma semana os entraves para outra empresa de ônibus, a Sacentur para assumir uma transição com anuência do poder público.
Relembre:
Em nota, a prefeitura de São Paulo diz que assume integralmente a Transwolff e garante ainda que honrará compromissos com fornecedores para o atendimento dos 555 mil passageiros transportados nas 133 linhas
Com isso, os contratos serão rompidos e a gestão e administração da empresa passam para a SPTrans. A operação dos ônibus segue mantida, sem qualquer prejuízo para a população. A Prefeitura manterá o emprego dos trabalhadores, assim como o pagamento de salários e benefícios, além de honrar o compromisso com os fornecedores.
A operação dos ônibus seguirá rigorosamente a mesma para os cerca de 555 mil passageiros das 133 linhas. Desde 9 de abril de 2024, a empresa estava sob intervenção por decisão judicial, após ação do Ministério Público.
A substituição da Transwolff foi anunciada em janeiro de 2025 pela Prefeitura. Em julho de 2025, um Grupo de Trabalho foi criado para estudar a possibilidade da transferência dos direitos dos contratos de concessão para outra empresa. Por não cumprir obrigações e termos contratuais, a administração municipal decidiu decretar a caducidade dos contratos para dar continuidade à prestação de serviço da população, já que a empresa está impedida de operar.
PLANO INICIAL
Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.
Relembre:
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana
Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.
O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).
Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Sócio da UpBus, Alexandre Salles Brito, foi preso em 16 de abril de 2024
Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido. Também teve a prisão decretada, outro sócio da UpBus, Decio Gouveia Luiz, apelidado de Décio Português.
Desdobramento em 25 de junho de 2024: O Ministério Público de São Paulo realizou EM 25 d122e junho de 2024, a apreensão de 23 armas de fogo atribuídas ao presidente afastado da empresa de transportes UpBus, Ubiratan Antônio da Cunha.
Foi um desdobramento da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril de 2024, que investiga a possível relação de diretores da UpBus, e da Transwolff, que opera na zona Sul da capital paulista, com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios.
Ubiratan Antônio da Cunha é um dos réus no processo que apura as supostas ligações entre parte dos transportes da cidade de São Paulo e o crime organizado.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ), do Ministério Público, a Polícia Civil havia sido procurada por integrantes da cooperativa Aliança Paulistana, que deu origem à UpBus por terem sido expulsos, com emprego de força física e intimidação verbal, da sede da empresa.
Ainda de acordo com a promotoria, a expulsão e a ameaça ocorreram no dia 05 de junho de 2024, por Ubiratan, mesmo sendo impedido por ordem da Justiça de frequentar a garagem.
Desdobramento em 16 de julho de 2024: Atendendo a pedido do MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Justiça decretou a prisão preventiva do presidente afastado da empresa de transportes Upbus, Ubiratan Antônio da Cunha. Um dos alvos da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, se tornou réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (16/7) pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (DEIC), da Polícia Civil.
No dia 5 de junho, a Polícia Civil foi procurada por integrantes da cooperativa sucedida pela Upbus em razão de terem sido expulsos da sede da empresa pelo dirigente da sociedade, atualmente impedido por ordem da Justiça de frequentar o local. Os fatos foram comunicados ao Ministério Público.
Posteriormente, o MPSP descobriu que, na mesma semana, o interventor nomeado pelo município foi atraído por funcionários da Upbus sob o pretexto de tomarem um café em um estabelecimento nas redondezas da garagem. O dirigente esperava por ele no local, em afronta à decisão judicial.
02 de agosto de 2024: Em primeira mão, no dia 02 de agosto de 2024, o Diário do Transporte mostrou que a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), contratou por R$ 1,54 milhão a Fundação Carlos Alberto Vanzolini para fazer uma avaliação externa independente nas empresas Transwolff e UPBus
31 de outubro de 2024: Em 31 de outubro de 2024, a prefeitura enviou notificação à Transwolff e UPBus, que desde 09 de abril de 2024 passaram a estar sob intervenção do poder público. Foi o primeiro passo para uma eventual (até então) possibilidade de extinção dos contratos com estas viações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, confirmou em 07 de novembro de 2024, que os contratos tinham o risco de fato de ser extintos. Nas palavras do prefeito, uma auditoria (avaliação externa) mostrou incapacidade financeira de a UpBus e a Transwolff continuarem operando na capital paulista.
“Ela (auditoria) demonstrou algumas inconsistências do ponto de vista de gestão, a incapacidade financeira delas continuarem avançando”.
20 de dezembro de 2024: Policiais militares da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na sexta-feira 20 de dezembro de 2024, o presidente afastado da UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, que estava foragido da Operação Fim da Linha, deflagrada em 09 de abril e que investiga suposta ligação de empresas de ônibus de São Paulo com o PCC (Primero Comando da Capital). O homem foi encaminhado ao 30° Distrito Policial (Tatuapé).
23 de dezembro de 2024: A prefeitura de São Paulo decidiu em 23 de dezembro de 2024 abrir processo de caducidade dos contratos Transwolff, da zona Sul, e a UPBus, da zona Leste.
A decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes nesta segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, após reunião com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Gilmar Pereira Miranda; o presidente da gerenciadora das linhas municipais, SPTrans (São Paulo Transporte), Levi Santos; e os interventores pela SPTrans, sendo eles, o diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans, Valdemar Gomes de Melo, e o diretor de Operações da SPTrans, Wagner Chagas.
Também participaram da decisão a Secretaria da Fazenda, a CGM (Controladoria Geral do Município) e a PGM (Procuradoria Geral do Município).
27 de dezembro de 2024: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou em 27 de dezembro de 2024, a assinatura do decreto que dá início oficial ao procedimento que foi o primeiro passo legal o rompimento definitivo dos contratos das empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul da capital paulista, e UPBus, da zona Leste. Do ponto de vista criminal, o Gaeco, grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado, apontou que diretores, sócios e contadores da Transwolff e da UpBus atuavam para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de roubos a bancos e de cargas. Há até apurações de que estariam ligados a homicídios. Além disso, alguns destes diretores, de acordo com o MP, não só têm envolvimento como pertencem diretamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora de presídios. Na mesma noite houve a publicação.
A prefeitura muito pouco tem a fazer sobre a questão criminal, mas tem a obrigação de atuar administrativamente. Tanto as análises da Fundação Carlos Alberto Vanzolini como das equipes de intervenção mostraram que Transwolff e UPBus possuem problemas financeiros, administrativos e operacionais que as impedem de continuar prestando serviços.
27 de janeiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que era quase certo o rompimento dos contratos das empresas Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção da prefeitura desde 09 de abril de 2025, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação entre as diretorias destas duas companhias do sistema de ônibus da cidade e a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O dia 27 de janeiro de 2025 foi o prazo final para a
Proprietários de ônibus que integram ou integraram a frota da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, fizeram um protesto e conversaram com o prefeito Ricardo Nunes e o secretário de transportes, Celso Caldeira. Estes donos de ônibus se dizem preocupados com o descredenciamento.
O prefeito disse que é muito difícil não ter o rompimento de contratos e que neste processo, os veículos destes proprietários devem ser absorvidos.
“Da defesa deles [diretorias da Transwolff e UPBUs] é que vamos decidir se vai ser decretada caducidade ou não [rompimento dos contratos]. Pelo que a gente tá vendo, é muito difícil não ter. Não tô querendo me antecipar, mas é um sentimento que estamos tendo. Pode ser que os técnicos achem uma justificativa para não ter a caducidade. Eu acho muito difícil. Com relação a Transwolff: boa parte de sua frota é formada por pessoas que têm CPF e fazem uma locação de seus ônibus. Como a gente vai conduzir esse processo? Como de 1200 ônibus, tem praticamente mil dentro deste cenário, vamos dialogar. O que a gente não pode é interromper o transporte. Se houver uma nova empresa, vamos tentar que estes ônibus sejam absorvidos. Tentar fazer com que não prejudique transportes e meu foco principal, não faltar transportes”
28 de janeiro de 2025: Ao Diário do Transporte, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, confirmou EM 28 de janeiro de 2025, que foi iniciada a análise das defesas que as diretorias da Transwolff, que atua na zona Sul, e da UPBus, da zona Leste, entregaram nos processos de caducidade (rompimento) dos contratos de operação.
O prefeito Ricardo Nunes voltou a falar, no mesmo dia, sobre a possibilidade de nesta semana ainda já anunciar o possível descredenciamento das duas companhias.
Nunes disse ainda que os serviços à população não serão interrompidos e que a gestão está atenta à movimentação de “pessoas inescrupulosas” que podem tentar tumultuar o procedimento e a transição.
“A gente sabe como, às vezes, algumas pessoas inescrupulosas agem e nós vamos estar muito atentos se houver alguma tentativa de alguém que queira fazer com que o transporte municipal aqui na cidade de São Paulo sofra algum problema, para que a gente possa agir rapidamente junto com aquilo que é necessário, de fazer as ações, para poder reestabelecer rapidamente, aliás nem para reestabelecer, para poder fazer com que não ocorram os problemas. O foco agora, nesse momento mais delicado, é de manter uma atenção especial para que não tenha descontinuidade do transporte na cidade, em especial com essas duas empresas” – disse Nunes.
A administração confirmou ainda ao Diário do Transporte, em nota, que analisa as reivindicações de membros da Cooperam (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo) apresentadas nesta segunda-feira (27). A CooperPam deu origem à Transwolff. Parte da frota atual pertence diretamente à empresa, como os ônibus maiores e os elétricos, e a maioria é de ex-cooperados que se tornaram sócios e atuam, principalmente com os coletivos de menor porte.
A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informa que as concessionárias UPBus e Transwolff apresentaram defesa dentro do prazo estipulado. As equipes técnicas analisarão os materiais para decidir sobre a continuidade do processo de caducidade iniciado em dezembro de 2024. Nesta segunda-feira (27/01), a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transportes (SMT) recebeu representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo (CooperPam) que fizeram considerações sobre a prestação do serviço. A gestão municipal reafirma o compromisso com a qualidade do atendimento aos passageiros e a preservação dos empregos dos funcionários. – diz a nota.
29 de janeiro de 2025:
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), da SPTrans e dos interventores, informou na tarde desta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, que decidiu subsituir definitivamente a Transwolff e UPBus, empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC. O DIÁRIO DO TRANSPORTE TROUXE A INFORMAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO.
Segundo a prefeitura, as defesas apresentadas pelas concessionárias Transwolff e UPBus não foram acolhidas, “o que ensejará na substituição dessas empresas no sistema de transporte público da cidade de São Paulo”. A contratação deve ser feita por meio de licitação. O procedimento ainda será definido com a formalização de todos os trâmites. Não há rompimento dos contratos. As empresas serão substituídas respeitando o contrato em vigor. – diz
A Prefeitura esclareceu ainda que permanecerão as intervenções já em curso nas concessionárias.
Dessa forma, estão garantidos os serviços prestados à população, bem como os pagamentos dos funcionários e fornecedores. A equipe técnica e jurídica dará prosseguimento à substituição da Transwolff e da UPBus, apresentando providências necessárias à manutenção do atendimento integral da população. – diz a nota.
A Transwolff tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A UpBus, empresa da zona Leste tem 13 linhas e 159 ônibus, chegou a se chamar Qualibus, e é originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
Ambas companhias estão sob intervenção desde 09 de abril de 2024, quando foram alvos da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, que investiga suposta ligação dos diretores com o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. A prefeitura não faz a análise do ponto de vista criminal, mas administrativo e operacional e relatórios elaborados pelas equipes da SPTrans e de uma verificadora externa independente mostraram, segundo a prefeitura, graves sinais de inviabilidade da manutenção destas duas viações no sistema.
Em nota, a Transwolff diz que vai contestar a decisão judicialmente A Transwolff recebe com indignação a decisão arbitrária da Prefeitura de São Paulo de decretar a caducidade de seus contratos públicos, medida tomada em total descompromisso com os princípios fundamentais do Direito.
Mesmo sem nenhuma comprovação da existência de qualquer vínculo da empresa e de seus dirigentes com organizações criminosas no processo judicial sigiloso em curso, a Prefeitura instaurou um procedimento administrativo repleto de inconstitucionalidades e desprovido de qualquer fundamento jurídico, utilizado como pretexto para justificar uma decisão administrativa injusta e ilegal.
Confiamos na Justiça e no Estado Democrático de Direito. A decisão ilegal da Prefeitura será contestada judicialmente. Confia-se no Poder Judiciário para restabelecer a legalidade e verdade dos fatos.
NUNES CONFIRMA INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO TRANSPORTE
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 30 de janeiro de 2025, que as empresas de ônibus que já atuam na cidade devem primeiro ter oportunidade de se manifestar se querem ficar com as linhas até então operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste. A declaração vai justamente na linha dos bastidores que foram divulgados pelo Diário do Transporte bem antes, no início da manhã. Relembre:
Como tinha adiantado o Diário do Transporte, o prefeito disse que primeiro será dada oportunidade para as viações que já operam as outras linhas se manifestarem. Isso é previsto nos contratos do sistema de ônibus municipais geridos pela SPTrans (São Paulo Transporte). Somente depois, se não houver interesse, empresas de outros sistemas de transportes também podem tentar as linhas.
“Para seguir todo o trâmite com relação à defesa das empresas, agora a gente faz um processo seguindo toda a legislação e o que foi feito: Qual é?: De que as empresas que operam o sistema possam se manifestar sobre o interesse de assumir esses ônibus da Transwolff e UpBus. Se houver interesse, e a gente vai fazer uma análise sobre a capacidade financeira e técnica para assumir, é uma possibilidade.Uma vez ofertado a eles [as empresas que já operam o sistema] e não havendo interesse, ai a gente abre a licitação para abrir para outras empresas de qualquer lugar do Brasil virem assumir essas linhas.” – disse Nunes.
EMPRESAS – PERUEIROS E DIVISÃO DE LINHAS:
O Diário do Transporte já havia mostrado que entre os cenários possíveis está a possibilidade de haver uma espécie de reorganização e nova divisão das mais de 120 linhas destas duas empresas que atendem a quase 700 mil passageiros por dia em 1300 coletivos.
As maiores preocupações são em relação a Transwolff. Tanto pelo tamanho da frota (mais de 1200 ônibus e de 100 linhas) quanto pelas caraterísticas não uniformes da operação
Há um braço formado pelos “ex perueiros” da CooperPam, que engloba entre 800 e 900 ônibus e representa as linhas mais periféricas. A prefeitura estuda uma maneira de manter os coletivos deste grupo prestando serviços.
Há também as operações com ônibus maiores em linhas que, apesar de serem de distribuição local, têm características de articulação regional. Estas linhas podem despertar interesse de viações que operam nas mesmas regiões.
A Transwolff opera as áreas 6 (Sul – Azul Claro) e 7 (Sudoeste – Vinho), que têm os seguintes atendimentos:
Área 6 – Sul – Azul Claro: Viação Grajaú, Mobibrasil (ônibus maiores) e A2 (local).
Área 7 – Sudoeste – Vinho (Bordô): Viação Campo Belo, Viação Metrópole Paulista, Gatusa, e KBPX (ônibus maiores) e Transcap (local).
Já a UPBus opera a área 3.
Área 3 – Nordeste – Amarela: Viação Metrópole Paulista (ônibus maiores) e Transunião (local).
Não significa que necessariamente as linhas devem ser assumidas apenas pelas viações que já atuam nas áreas operacionais. Empresas que já prestam serviços na cidade, mas em outras áreas, também poderão se apresentar como interessadas no processo aberto pela prefeitura.
11 de fevereiro de 2025: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o secretário de mobilidade e transportes, Celso Caldeira, revelaram, que, além de empresas da capital paulista, companhias de ônibus que atuam foram da cidade, mas dentro do Estado de São Paulo, estão no páreo para assumirem as linhas atualmente operadas pela Transwolff, na zona Sul, e UPBus, zona Leste. Ambas empresas, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), serão substituídas. A intenção era de que até dia 28 houvesse a definição da forma de troca.
As declarações deste dia 11 de fevereiro de 2025, confirmam matéria do Diário do Transporte de 30 de janeiro de 2025, que já adiantava que a preferência é de viações que já atuam no sistema SPTrans (São Paulo Transporte), mas que surpresas poderiam surgir.
Relembre:
Também em 11 de fevereiro de 2025, um grupo de cerca de 300 proprietários de ônibus e micro-ônibus que operam nas linhas sob responsabilidade da Transwolff, na zona Sul de São Paulo, entregou um abaixo assinado à prefeitura da capital paulista demonstrando interesse na contratação direta pela administração municipal para continuarem os serviços.
O documento é assinado por donos de veículos que formavam a CooperPam, cooperativa que deu origem às operações da Transwolff no sistema de transportes da cidade de São Paulo.
Apesar de ser formalmente uma empresa, com mais de 1,2 mil coletivos e reunindo a terceira maior frota da cidade, parte da Transwolff ainda com características semelhantes a uma cooperativa. Cerca de 400 veículos, como os ônibus maiores e os elétricos, integram a propriedade de diretores que são investigados, entre os quais, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, um dos presos pela operação do Ministério Público, que depois foi solto para responder em liberdade.
Mas em torno de 800 ônibus, os de menor porte, são destes proprietários.
Estes donos de ônibus formalmente atuam como contratados da Transwolff e continuam na mesma posição desde a intervenção pela prefeitura.
O advogado Rogério Dias Avelar, que representa o grupo de 300 proprietários que entregou o documento manifestando interesse na contratação direta pela prefeitura, diz que na visão destes donos de ônibus, bastando a prefeitura organizar o procedimento, estão prontos para continuar operando e se comprometem até a melhorar os serviços.
19 de fevereiro de 2025: A prefeitura de São Paulo negou em 19 de fevereiro de 2025, os últimos recursos administrativos possíveis das defesas da Transwolff e da UpBus no processo de rompimento de contratos com as duas companhias de ônibus, cujas diretorias são suspeitas de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O Diário do Transporte trouxe a notícia em primeira mão, com documentos, ainda no dia 19. Com isso, foi dado mais um passo para a contratação de outras viações no lugar.
20 de fevereiro de 2025: Nesta quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025, o Diário do Transporte traz com exclusividade os documentos com os pareceres na íntegra assinados pelos procuradores do município responsáveis pelos processos, César Santos Borlina e Rodrigo Vieira Farias.
Para recomendar a transferência dos contratos da Transwolff e UPBus para outras companhias, antes de uma eventual caducidade (anulação) das contratações, os procuradores que integram a área jurídica da prefeitura, citam as dificuldades para conseguir nova frota (juntas, as empresas somam mais de 1,3 mil, sendo 1,2 mil somente da Transwolff), instalações, equipamentos e contratação de mão de obra. Os ônibus não são bem reversíveis ao poder público, por exemplo. Assim, eventuais indenizações que seriam cobradas pela Transwolff e UPBus e investimentos para a compra de outros ônibus representariam, além de um movimento complexo, um custo muito alto para os cofres do município e ainda um desestímulo para outras empresas assumirem.
Os procuradores ainda citaram o caso específico da Transwolff, cuja dificuldade maior seria a realocação de frota e mão de obra referentes a 714 ônibus que são operados por terceiros. Estes veículos representam o patrimônio de integrantes da CooperPam, iniciada por “ex-perueiros clandestinos” que, na gestão da prefeita Marta Suplicy e do secretário de transportes, Jilmar Tatto, foram legalizados na licitação de 2001/2002, formando cooperativas de transportes: Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição. – diz o trecho do parecer ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
No parecer, os procuradores dizem que a caducidade, o que depois levaria a uma licitação, por exemplo, não seria a alternativa mais viável. Por isso, a defesa que a Transwolff e UPBUs sejam sim retiradas do sistema, mas substituídas, isto é, que os seus contratos sejam assumidos por outras empresas. A Procuradoria do Município dá as recomendações. Quem decide mesmo é o prefeito. Ou seja, Ricardo Nunes não é obrigado a seguir, porém, neste processo, até para respeitar todas as tecnicidades e complexidades, tem observado todos os pareceres de áreas técnicas, sejam ligadas à jurídica, financeira e operacional.
Sem prejuízo, em nome do mesmo princípio, afigura-se alternativa à declaração pura e simples de caducidade, qual seja, a transferência da concessão. Com previsão no art. 16 da Lei Municipal nº 13.241/2001 e art. 27 da Lei Federal nº 8.987/1995, a transferência da concessão é uma espécie de cessão da posição contratual, em que a concessionária transfere sua posição no polo do contrato de concessão para outra pessoa jurídica, que demonstre atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço.
Tal proposta encontra guarida também no art. 21, Parágrafo Único, da LINDB, segundo o qual a decretação de invalidade de contrato administrativo deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais. Em que pese a referência textual à declaração de invalidade, é possível estender sua aplicação ao caso em exame, diante do evidente interesse público na manutenção da adequada prestação do serviço de transporte intramunicipal via ônibus.
Afinal, ainda que viável a ocupação temporária das instalações e a utilização de bens reversíveis, nos moldes do art. 35, § 3º, da Lei Federal nº 8.987/1995, dada a magnitude do serviço prestado, é evidente que a prestação do serviço poderá ser prejudicada, com efeitos deletérios para a coletividade.
Destaque-se que os veículos, a garagem e frota de ônibus não são considerados bens reversíveis pelo art. 17, § 4º, I, da Lei Municipal nº 13.241/2001, o que faria com que sua utilização no período compreendido entre a declaração de caducidade e o ingresso de novo prestador de serviço, quer via contratação emergencial, quer via nova concessão, dependesse de requisição administrativa, medida drástica e difícil execução prática pelo poder concedente.
A título de exemplo, seria necessária a contratação de motoristas, pagamento a fornecedores, com imprescindível disponibilidade imediata de caixa, gestão da empresa, enfim, diversas providências se afigurariam necessárias para que o Município, de forma direta, preservasse a prestação do serviço.
Especificamente no caso da concessionária Transwolff, há indicativo nos autos de que 714 (setecentos e quatorze) veículos utilizados para a prestação do serviço de transporte são de propriedade de terceiros, tornando ainda mais dificultosa a operacionalização de eventual requisição.
Em primeira mão, o Diário do Transporte noticiou que o prefeito Ricardo Nunes, após manifestações de interesse apresentada pela Sancetur, empresa ligada a família Cheddid, que atua no transporte de passageiros em parte do interior paulista, e da Alfa RodoBus, que já atua na cidade de São Paulo, aprovou a entrada destas companhias no lugar, respectivamente, da Transwolff, na zona Sul, e da UPBus, na zona Leste. A transição foi prevista para iniciar em 15 de março de 2025.
QUE EMPRESAS SÃO ESSAS QUE ASSUMEM?
Conforme o Diário do Transporte noticiou em primeira mão, no dia 28 de fevereiro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes anunciou que não manteria mais as duas companhias no sistema de transportes da cidade e que, a partir de 15 de março de 2025, iniciaria o processo de substituição de viações. A Sancetur, da família Chedid, foi anunciada para assumir as linhas referentes à operação da Transwolff, na zona Sul; e a Alfa Rodobus, que já atua na cidade, prestaria os serviços no lugar da UPBus, na zona Leste. A Transwolff possui 1.206 ônibus, opera em 133 linhas e transporta 590 mil passageiros por dia. Já a UPBus responde por uma frota de 159 coletivos, 13 linhas e atende a 70 mil passageiros por dia.
Relembre:
SANCETUR: A Sancetur – Santa Cecília Turismo LTDA atende a diversas cidades com a marca SOU Transportes (SOU – Sistema de Ônibus Urbano. Pertence à família Chedid, considerada forte em transportes de passageiros, no interior paulista e em parte do litoral. Fundada em 1922, a Sancetur atua no setor de transportes desde 1952. A empresa possui uma frota de 2.050 ônibus, com um total de 4.200 funcionários. Atualmente, a Sancetur opera em 21 sistemas paulistas. Entre os municípios onde presta serviços estão Valinhos, Indaiatuba, Americana, Presidente Prudente, Limeira, São José dos Campos, São Carlos, Salto, Mogi-Guaçu, Jarinu, Rio Claro, São Vicente, São Sebastião, Peruíbe, Caraguatatuba, Cubatão, Itanhaém.
ALFA RODOBUS: Já atua na cidade de São Paulo, no chamado lote D-13 (local de distribuição), da zona Oeste da capital paulista. Teve origem na cooperativa Cooperalfa. Antes de assumir a UPBus, a frota é de 148 ônibus que atendem a 90,3 mil passageiros por dia. Segundo a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da cidade, a Alfa Rodobus foi a melhor colocada do grupo Local de Distribuição no Índice de Qualidade do Transporte (IQT) da autarquia.
EMPRESAS QUE SAEM:
TRANSWOLFF: A Transwolff possui 1.206 ônibus, a terceira maior frota da cidade ficando apenas atrás da Metrópole Paulista e da Sambaíba. É originária da cooperativa CooperPam. Tinha a responsabilidade de operar 133 linhas com 590 mil passageiros que utilizam diariamente.
UPBUS: A UpBus, empresa da zona Leste transporta 70 mil passageiros por dia em 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana.
03 de abril de 2025: O secretário de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira, em evento de entrega de 115 ônibus elétricos no Anhembi, garantiu na ocasião (03 de abril de 2025) que em cerca de 90 dias, da data da declaração, a transição seria finalizada e que haveria a assinatura final da transferência de contratos da UPBus para a Alfa Rodobus e da Transwolff para a Sancetur., Caldeira ainda reiterou que os pagamentos a fornecedores, funcionários e prestadores de serviços estariam assegurados.
ELETRIFICAÇÃO:
Outro aspecto é a eletrificação. A Transwolff é considerada empresa piloto para implantação e ampliação dos ônibus elétricos na cidade.
Todas as fabricantes de ônibus elétricos, ainda mais no início das operações, testavam seus modelos na Transwolff para homologação (na verdade, o termo correto é aprovação, mas homologação é muito usado no mercado) pela SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema.
Empresas ligadas a tecnologia e eletrificação que não atuam na operação direta dos ônibus da cidade de São Paulo, mas que têm experiência operacional, se interessam de perto pelo processo de substituição de companhias.
Entre as maiores fornecedoras de ônibus elétricos estão a chinesa BYD e a brasileira Eletra, de São Bernardo do Campo, do Grupo ABC, cujos sócios atuam na operação de linhas de transporte há mais de 100 anos e prestam serviços metropolitanos gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), pela NEXT Mobilidade, ligando o ABC à Capital, e municipais em São Bernardo do Campo, pela BR 7 Mobilidade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
De volta ao futebol de Portugal após mais de duas décadas, José Mourinho terá novamente a experiência de trabalhar em um clássico do tamanho de Benfica x Sporting. A partida desta sexta-feira (5) será atração com transmissão ao vivo pelo Disney+ a partir de 17h15 (de Brasília).
Com passagens por Benfica e Porto antes de despontar para a Inglaterra e se tornar o ‘Special One‘, o treinador poderia ter seu caminho cruzado com os Leões como treinador principal.
Mourinho trabalhou como auxiliar no clube durante a passagem breve de Bobby Robson, com quem esteve na comissão durante as passagens por Sporting, Porto e Barcelona. No período no José Alvalade, no entanto, uma decisão mudou o destino de Mou.
Bobby Robson não resistiu à inesperada eliminação por Sporting para o SV Casino Salzburg, agora RB Salzburg, na antiga Taça Uefa de 1993.
Com a demissão do inglês, dirigentes do clube de Lisboa cogitaram a permanência Mourinho, mas acabaram optando pela “segurança” de um nome mais experiente como Carlos Queiroz.
Depois de deixar o Sporting, Mourinho acompanhou Bobby Robson no Porto, onde voltou anos depois como treinador principal para conquistar a Champions League na temporada 2003/04.
Futebol, NBB, NHL e mais!
Além de Benfica x Sporting, a sexta-feira de atrações no Disney+ ainda está recheada de emoções.
O Galatasaray encara o Samsunspor pelo Campeonato Turco, enquanto Hull City e Middlesbrough se enfrentam pela Championship, a segunda divisão da Inglaterra.
O basquete também esquenta o dia com Franca x São José pelo NBB.
O dia ainda pega fogo com nada menos do que cinco partidas da NHL.
Próxima sessão deve ocorrer na segunda-feira (08) e há propostas de mudanças no texto original. Prefeitura ainda tenta reverter na Justiça e diz que não aceitará regras que a 99 e a Uber estipularam
ADAMO BAZANI
Com 29 votos favoráveis e nove contrários, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno, no fim da noite desta quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, o PL (Projeto de Lei) 1487/2025, que regulamenta as mototáxis na capital paulista.
Após debates e até ameaças de obstrução, os vereadores entraram em acordo para não modificarem o texto original na sessão desta primeira votação e abriram mão de apresentar emendas e requerimentos.
Mas há uma segunda votação prevista para ocorrer na segunda-feira, 08 de dezembro de 2025, a partir de 15h, quando devem ocorrer os debates mais acirrados e o texto pode sofrer alterações.
A obrigatoriedade do uso de placas vermelhas (transporte por aluguel), a proibição de embarques e desembarques perto de terminais de ônibus e estações de trem e metrô, estão entre os pontos contestados.
Limitações como não circulação em dias de chuva forte, motociclistas não terem mais de um veículo cadastrado e de área de atendimento também devem gerar debates.
Os nove vereadores que votaram contra são: Alessandro Guedes, Amanda Paschoal, Celso Gianazi, Luana Alves, Lucas Pavanato, Luna Zaratini, Nabil Bonduki, Toninho Vespoli, Silvia da Bancada Feminista. Todos os 29 demais foram favoráveis, totalizando 38 votos.
Por meio de nota oficial na manhã desta quinta-feira, 04 de dezembro de 2025, a prefeitura de São Paulo reforçou que não está autorizada a circulação de mototáxis na cidade a partir do dia 11 de dezembro de 2025.
Como mostrou o Diário do Transporte, a poucos dias do fim do prazo determinado pela Justiça para a Prefeitura de São Paulo regulamentar os serviços de mototáxi, que é em 10 de dezembro de 2025, a subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta, da “Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara Municipal” se reuniu nesta quarta-feira (3/12) e apresentou o relatório final do colegiado. O documento propõe o PL (Projeto de Lei) 1487/2025, com as regras para regulamentar o serviço na capital paulista.
Relembre:
As gigantes internacionais de aplicativos, Uber e 99, anunciaram em 18 de novembro de 2025, que no dia 11 de dezembro vão retomar os serviços de mototáxis na cidade de São Paulo, e criaram uma autorregulamentação, caso a Prefeitura não cumpra o limite final do dia 10.
Relembre:
Na nota desta quinta-feira (04), a prefeitura da capital paulista ressalta que ainda tenta reverter a decisão judicial e que, mesmo que o caso esteja concluído nos tribunais (ou seja, se permanecer a derrota da administração municipal), os serviços estarão sujeitos a regras oficiais, isto é, não serão aceitas as normas criadas e apresentadas pelas transnacionais 99 e Uber, na autorregulamentação divulgada pelas empresas de aplicativo em 18 de novembro de 2025.
De acordo com a proposta, a circulação seria permitida em São Paulo, mas com uma série de restrições.
As motos, por exemplo, estariam proibidas de fazer o transporte remunerado em dias de forte chuva, no centro expandido e em faixas de ônibus. Na zona Máxima de Restrição a caminhões também não poderiam rodar as motos e a prefeitura poderá determinar pontos de embarque e desembarque para as motocicletas.
É vedado o oferecimento do serviço e a circulação de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual de passageiros, bem como o embarque e desembarque:
I — Em corredores e faixas exclusivas de ônibus;
II — Durante eventos adversos declarados, tais como chuva intensa, vendaval, baixa
visibilidade e enchentes, nos termos de regulamento;
lll — Em vias de trânsito rápido, conforme classificação do CONTRAN e do regulamento;
IV — Na região do Minianel Viário de São Paulo, instituído pela Lei nº 12.490, de 3 de outubro de 1997;
V — Na Zona de Máxima Restrição de Circulação – ZMRC de caminhões;
5 1ª Em terminais e estações do Sistema de Transporte Coletivo Urbano do Município de São Paulo, o Poder Executivo definirá os pontos de embarque e desembarque de passageiros
O PL ainda prevê multas e penalidades para motociclistas e empresas por descumprimento da lei. No caso dos aplicativos, os valores podem chegar a R$ 1,5 milhão.
Art. 12. A pessoa jurídica exploradora que infringir esta Lei e sua regulamentação será aplicável multa escalonada em regulamento conforme o impacto à ordem urbanística e interesse público. 5 1º O valor da multa será de, no mínimo, R$ 4.000,00 (quatro mil reais) e, no máximo, R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais). 5 2º A multa poderá ser fixada por dia, caso a infração persista no tempo, respeitando o valor mínimo previsto no parágrafo anterior
Outros pontos é que os serviços só poderão ser prestados em curtas distâncias, as motos terão de possuir as placas vermelhas e os motociclistas terão de fazer um curso específico para motofrete, além de possuírem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de categoria A, com a anotação de exercício de atividade remunerada.
A Subcomissão é presidida pela vereadora Renata Falzoni (PSB), e o relator é o vereador Paulo Frange (MDB).
Em nota, a Câmara Municipal detalhou outras exigências:
Entre os pré-requisitos aos motociclistas, estão a obrigatoriedade de cadastro gratuito do condutor antes do registro na plataforma, idade mínima de 21 anos aos condutores e a necessidade de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria “A” ou “AB” – com no mínimo dois anos de emissão e anotação de EAR (Exercício de Atividade Remunerada). O texto determina ainda a aprovação em curso especializado para o transporte de passageiros em motos, nos termos da regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).
Também há a necessidade de apresentação de antecedentes criminais praticados contra a mulher, por crimes contra a dignidade sexual, inexistência de infração gravíssima de trânsito nos 12 meses anteriores ao cadastro, atestado de exame toxicológico com janela de detecção mínima de 90 dias e inscrição como contribuinte regular no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Os condutores ainda deverão disponibilizar aos passageiros capacete em bom estado de conservação homologado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Além disso, será preciso fornecer touca descartável e portar o documento comprobatório de cadastro e do certificado de segurança da motocicleta, apresentando-os para consulta do usuário e das autoridades.
Em outra frente, a proposta estabelece obrigações às empresas. Entre as exigências, estão: atuação apenas de condutores cadastrados e veículos certificados pela Prefeitura, compartilhamento de dados para fiscalização e segurança, exibição do cadastro do motociclista e do certificado do veículo no aplicativo e a manutenção de seguro obrigatório para passageiros.
As plataformas também deverão adotar um limitador de velocidade, garantir áreas de descanso para os condutores e se responsabilizar pelo cumprimento das regras pelos motoristas. Informações como origem e destino das viagens, tempo de espera, valores cobrados, avaliação do serviço, sinistros e dados de telemetria deverão ser fornecidos ao Poder Público com proteção à privacidade.
O texto ainda limita a área de circulação das motos usadas no serviço. Por exemplo, fica proibida a operação do transporte de motocicletas por aplicativo em corredores exclusivos de ônibus, vias de trânsito rápido, durante eventos climáticos adversos, na região do Minianel Viário e na Zona de Máxima Restrição de Circulação. O embarque e o desembarque em terminais e estações serão regulamentados pela Prefeitura, que poderá delimitar áreas específicas de operação para garantir a segurança viária e preservar o transporte coletivo.
Por fim, o projeto estabelece critérios técnicos para as motos utilizadas, como multas e sanções aos condutores e às plataformas. A proposta determina que a regulamentação se aplicará a todo transporte remunerado por motocicleta, independentemente da nomenclatura utilizada e da existência, ou não, de intermediação por plataforma tecnológica ou qualquer outro meio.
VEJA BREVE HISTÓRICO JURÍDICO:
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, e decidiu que é inconstitucional a lei do Estado de São Paulo, 18.156/2025, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas em 23 de junho de 2025, que dava aos municípios paulistas autonomia para regulamentar serviços de mototáxi por aplicativo.
Como se trata de uma decisão de STF, o entendimento inviabiliza outros estados que eventualmente tentassem fazer leis semelhantes.
Foram alcançados nesta segunda-feira (10) seis votos dos 11 totais.
O relator ministro Alexandre de Moraes atendeu argumentação da Confederação Nacional de Serviços, competência para legislar sobre o tema é da União e Estado invadiu atribuição.
Acompanham o relator outros cinco ministros, apesar de ressalvas nos votos: Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 22 de setembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu de forma provisória (liminar) a lei estadual que dava margens para prefeitos, como o da capital paulista, Ricardo Nunes, proibir ou restringir os serviços de mototáxis.
Relembre:
Em outra derrota de Nunes na Justiça na queda de braços contra as gigantes de aplicativos, em 03 de setembro de 2025, o Órgão Especial do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já havia declarado inconstitucional decreto do prefeito de São Paulo, 62144, de 2023, que proíbe mototáxis na capital paulista.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Uma das maiores marcas da história da NBA chegou ao fim. Pela primeira vez desde janeiro de 2007, 1.297 jogos depois, LeBron James ficou abaixo de dez pontos em uma partida da temporada regular.
O fato ocorreu na vitória do Los Angeles Lakers sobre o Toronto Raptors por 120 x 123, quando o ‘King’ terminou com 8 pontos, 6 rebotes e 11 assistências.
A queda da sequência, maior que a carreira de praticamente todos os atletas da liga, tomou contornos dramáticos porque LeBron poderia ter focado no recorde, mas preferiu garantir a vitória.
Na última posse do jogo, com o placar em 120 x 120 e cerca de cinco segundos no cronômetro, LeBron tinha a bola nas mãos, infiltrou e, ao invés de arremessar (o que garantiria os dez pontos necessários, caso acertasse, ou levaria o jogo para a prorrogação, em caso de erro), enxergou Rui Hachimura livre na zona morta. O japonês recebeu o passe e conseguiu arremessar equilibrado, sem marcação, para sacramentar a vitória angelina.
É bem verdade que não foi por falta de tentativa. Os oito pontos de LeBron vieram todos em quatro arremessos convertidos de quadra, sem lances livres na conta. O aproveitamento, porém, foi baixo, uma vez que ele errou outras treze tentativas ao longo dos quase 36 minutos que ficou na partida.
Questionado por um repórter após o jogo se tinha algum arrependimento, James foi enfático: “Não. Nós vencemos o jogo.”
O tamanho da façanha de LeBron nesses quase 20 anos pode ser medida pela dificuldade de outro atleta repetir a marca. Agora que a sequência do astros dos Lakers caiu, quem detém o maior número de partidas consecutivas marcando pelo menos 10 pontos é Kevin Durant, do Houston Rockets, com 267 jogos. Com 37 anos, porém, é difícil imaginá-lo na liga por mais do que cinco anos, o que não o deixaria nem perto de alcançar LeBron.
Depois de KD, porém, vem o atual MVP, Shai Gilgeous-Alexander, do Oklahoma City Thunder, com “apenas” 27 anos. Ele possui 170 jogos consecutivos pontuando em dígitos duplos. Para ultrapassar os 1.297 de LeBron, ele precisaria fazer 10 ou mais pontos em todas as partidas de temporadas regulares, sem desfalcar seu time em um único jogo, até meados de 2039/40, quando já terá 41 anos de idade. LeBron, mesmo com toda a longevidade, ainda tem 40.
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Veja todas as cestas da menor pontuação de LeBron em quase 20 anos
Estação Portuguesa-Tietê recebe traslado por ônibus elétricos para facilitar o acesso ao evento
YURI SENA
O Metrô de São Paulo preparou uma operação especial para atender o público que vai ao São Paulo E-Prix 2025, marcado para este sábado, 6 de dezembro de 2025, no Sambódromo do Anhembi. A recomendação é que os torcedores optem pelo transporte sobre trilhos pela maior rapidez no deslocamento e pela proximidade com o local da prova.
A Estação Portuguesa-Tietê, da Linha 1-Azul, será o principal ponto de chegada dos fãs. De lá, os passageiros terão à disposição um serviço de traslado até o sambódromo, realizado com ônibus elétricos. A ação busca garantir acesso organizado e proporcionar um trajeto seguro até o evento, apoiado por mapas informativos, sinalização da CET e equipes orientando o fluxo.
O uso do metrô deve reduzir a circulação de carros na região e contribuir para o deslocamento de grandes volumes de pessoas em curto espaço de tempo. Segundo dados da companhia, o sistema metroviário evita emissões de poluentes ao substituir viagens que seriam feitas por automóveis. Entre janeiro e novembro deste ano, a operação metroviária impediu a liberação de aproximadamente 348 mil toneladas de CO₂ na atmosfera.
No Sambódromo do Anhembi, o Metrô também estará presente com um estande interativo, que integra as ações programadas para a etapa paulistana da Fórmula E e reforça a parceria entre o evento automobilístico e o transporte público da cidade.
Em uma partida com emoção e polêmica até o fim, Cruzeiro e Botafogo ficaram no empate por 2 a 2, na noite desta quinta-feira (4), no Mineirão, no encerramento da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.
O Cruzeiro chegou a abrir 2 a 0, mas diminuiu o ritmo e permitiu a reação do Botafogo. O empate dos cariocas veio nos acréscimos do 2º tempo, com Alex Telles convertendo pênalti marcado por Anderson Daronco após chamado do VAR.
Invicto há 11 jogos, o Cruzeiro chegou aos 70 pontos e garantiu o terceiro lugar. De quebra, esse resultado sacramentou o Palmeiras como vice-campeão brasileiro. Na sétima colocação, com 60 pontos, o Botafogo ainda está na briga por uma vaga na fase de grupos da CONMEBOL Libertadores.
Como foi o jogo
O primeiro tempo foi movimentado no Mineirão. O Botafogo começou surpreendendo e acertou a trave com Barreta após falha de Fabrício Bruno. No rebote, Arthur Cabral mandou por cima. A resposta do Cruzeiro foi letal. Aos 14 minutos, Kaio Jorge errou o domínio na área, mas Sinisterra corrigiu e cruzou na cabeça de Christian, que não desperdiçou.
E o segundo gol celeste quase saiu na sequência. Matheus Pereira cobrou falta, Villalba cabeceou e Marçal salvou quase em cima da linha. No rebote, Kaiki Bruno chutou por cima. O Botafogo cresceu na reta final do primeiro tempo e só não empatou porque Cássio defendeu os chutes de Cuiabano e Artur.
A partida continuou lá e cá depois do intervalo. Aos seis minutos, Matheus Pereira aproveitou rebote de Raul no chute cruzado de Kaio Jorge e ampliou para o Cruzeiro. O Botafogo reagiu e diminuiu aos 12, na cabeçada de Marçal após cruzamento de David Ricardo.
O torcedor celeste ficou preocupado quando Kaio Jorge caiu no gramado após disputa na lateral e pediu substituição. Arroyo entrou no lugar do artilheiro. A apreensão só não aumentou na sequência porque Cássio fez grande defesa na finalização de Arthur Cabral.
Em busca do empate, o Botafogo dava espaços para os contra-ataques do Cruzeiro. Foi assim que Eduardo exigiu boa defesa de Raul. Até que, aos 45 minutos, Marçal caiu na área após dividida com Kaiki Bruno. Anderson Daronco mandou o lance seguir, mas assinalou pênalti ao ser chamado pelo VAR. Alex Telles deslocou Cássio e deixou tudo igual.
E tinha tempo para mais polêmica. No último lance, David Ricardo acertou a cabeça de Eduardo ao fazer o corte e foi expulso após Anderson Daronco ver o lance no VAR.
Operado por veículos a diesel, com uma frota defasada, BRT mostra que precisa de renovação na capital paulista em diversos aspectos
ADAMO BAZANI
Um bom projeto que não foi para a frente como planejado desde o início, em especial por escândalos, suspeitas de corrupção e alvo de muitas promessas. Este é o histórico do Expresso Tiradentes, único BRT (Bus Rapid Transit) em operação de fato na cidade de São Paulo. No último sábado, 29 de novembro de 2025, o Diário do Transporte foi conferir de perto a linha especial de Natal de São Paulo, 2002-31 Terminal Parque Dom Pedro II/Natal Iluminado, que faz um trajeto fascinante e vale a pena estar nos planos de passeios de fim de ano. Veja o vídeo e os dados aqui neste link:
Antes, a reportagem esteve na linha 5105-10, a principal do Expresso Tiradentes, entre os terminais Sacomã e Mercado, trajeto de 8,5 km. Na volta, utilizou a linha 5110-21 Terminal Mercado-São Mateus. O Expresso Tiradentes, como diz o nome que ficou oficial, deveria ir até Cidade Tiradentes, no extremo leste da cidade. O projeto foi substituído pela linha 15-Prata de monotrilho…que também não chegou ainda à Cidade Tiradentes e foi marcado por diversos problemas operacionais e nas obras. Foi possível perceber que, apesar de limpo e funcional, o Expresso Tiradentes, inaugurado depois de mais de 10 anos de atrasos, em 08 de março de 2007, sente o sinal dos tempos e precisa de uma reformulação completa: em estruturas, iluminação, paisagismo e frota. Inicialmente chamado de Fura Fila, depois Paulistão, o sistema chegou recentemente a ter trechos interditados por longos períodos por causa de afundamento de pista e um relatório da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema da capital paulista, chegou a apontar riscos estruturais aos passageiros, em decorrência da influência do Rio Tamanduateí (termo depois que foi amenizado pela prefeitura). Relembre
Há trechos ainda esburacados, em especial perto do nível da via da Avenida do Estado, entre as estações Pedro II e Ana Nery. Além da estrutura, a frota operada pela empresa Via Sudeste precisa ser modernizada. Nem todos os ônibus têm ar-condicionado, toda a frota é a diesel, os ônibus estão bem barulhentos de motor e de trepidações da carroceria…. peças de plástico quase soltas, sinais de limo nas janelas…o principal BRT de São Paulo está com a frota ruim, que não faz jus ao seu status. Muitos não sabem, mas o Expresso Tiradentes era para ser um Corredor Verde, com VLP (Veículo Leve sobre Pneus), que eram trólebus com uma carroceria de design próprio e especial da Marcopolo, com guias laterais. Mas nada disso foi para frente diante dos atrasos nas obras. O sistema chegou a ter um modelo híbrido, esquisito para a época, com dois eixos na frente e com vários problemas…pegava até fogo. Relembre todo o histórico nesse link de reportagem de 10 anos do sistema, na época. https://diariodotransporte.com.br/2017/03/12/historia-10-anos-de-expresso-tiradentes/ Com a proibição da compra de ônibus a diesel para o sistema de São Paulo, o Expresso Tiradentes deve de fato se transformar em um Corredor Verde, só que com modelos a bateria. Mas, diante da falta de infraestrutura na rede de distribuição e na ligação de energia elétrica para as garagens, todo o cronograma de eletrificação da cidade de São Paulo atrasou e a meta de 2,6 mil elétricos até dezembro de 2024 não se cumpriu. Em dezembro de 2025, um ano depois, são pouco mais de mil unidades, contando com os 189 trólebus. Modelos de ônibus elétricos nas mesmas dimensões dos a diesel usados no Expresso Tiradentes, o mercado já tem. Já passou da hora de eletrificar a frota do Expresso Tiradentes. Seria mais um BRT Verde. Veículos elétricos de 21,5m e 23m, as fabricantes BYD e Eletra já oferecem. Sinal de modernidade para a época, o Expresso Tiradentes hoje é bom para o passageiro, mas a sensação que a reportagem sentiu é de algo incompleto e que parou no tempo.
O Diário do Transporte esteve em 29 de novembro de 2025, no Expresso Tiradentes, com o repórter Adamo Bazani, na ida, embarcando na linha 5105-10 na ida (sentido Sacomã a Terminal Mercado) e na volta, na linha 5110- 21 (sentido Terminal Mercado a São Mateus).
O Diário do Transporte foi conferir de perto a linha especial de Natal de São Paulo, 2002-31 Terminal Parque Dom Pedro II/Natal Iluminado, que faz um trajeto fascinante e vale a pena estar nos planos de passeios de fim de ano. Veja o vídeo e os dados aqui neste link: https://diariodotransporte.com.br/2025/11/29/video-viajamos-na-2002-31-a-linha-especial-de-natal-de-sao-paulo-que-vale-muito-a-pena/
Antes, a reportagem esteve na linha 5105-10, a principal do Expresso Tiradentes, entre os terminais Sacomã e Mercado, trajeto de 8,5 km. Na volta, utilizou a linha 5110-21 Terminal Mercado-São Mateus. Foi grande a percepção de que o sistema é bom, mas está muito desatualizado, tanto em relação a infraestrutura, tecnologias e informações para o passageiro, paisagismo e arquitetura e frota dos ônibus. Entre o que mais chamou a atenção, estão situações como:
– Frota envelhecida: ônibus superarticulados a diesel, emitindo alto nível de ruído, alguns sem ar-condicionado; carroceria demonstrando sinais de desgaste (inclusive com peças plásticas trepidando e quase soltas em mais de um veículo, aumento o ruído interno);
– Estações-terminais Sacomã e Mercado com iluminação fraca; área da plataforma de embarque da estação Sacomã estava escura;- Para embarcar na estação Sacomã, só havia escadas rolantes no sentido descida (a área de plataformas dos ônibus é num “piso superior” a área de catracas);
– Vigas e estruturas de ferro na cor amarela, nas passarelas que ligam o Metrô Sacomã, da linha 2-Verde, ao Terminal do Expresso Tiradentes e do Terminal Parque Dom Pedro II ao Terminal Mercado com sujeira, acúmulo de poeira e manchas;
– Buracos de obras no pavimento entre as estação Pedro II e Ana Nery;
– Possibilidade de melhorias na informação aos passageiros, como deve ser um BRT atual, com telões maiores que indiquem tempo de espera (não apenas nos piquetes dos pontos, como agora), mas em áreas de acesso e conectados a aplicativos);
– Piso muito escuro;-
– Sanitário masculino na Estação-Terminal Sacomã com odor muito desagradável (na ida e na volta depois de três horas conferido isso, o que indica que não foi problema pontual), faltava sabão/sabonete para lavar as mão; um dos vasos sanitários estava entupido e quase “transbordando”;
Diante do quadro verificado, o Diário do Transporte questionou a SPTrans (São Paulo Transporte) e a Prefeitura, ponto por ponto:
– Há previsão de modernização de frota, inclusive com a colocação de todos os modelos elétricos, tornando o sistema um BRT atualizado e um Corredor Verde?
– Haverá modernização das tecnologias e informações aos passageiros?
– Por que há falhas e buracos no pavimento de rolamento dos ônibus?
– Como ficaram as concorrências e licitações para melhorar o sistema?
– O Expresso Tiradentes ainda sofre os problemas estruturais constatados em laudos publicados em aviso de licitação para recuperação do sistema de junho de 2022?
– Qual (ou quais) interferências ainda do Rio Tamanduateí na estrutura de pistas, estações e dependências?;
– Haverá melhorias na zeladoria, tanto conservação de sanitários e limpeza das vigas e estruturas de ferro?
– A iluminação será melhorada?
Em nota ao Diário do Transporte, a Prefeitura de São Paulo respondeu que os terminais e estações do Expresso Tiradentes, juntamente com o Terminal Dom Pedro II e outros terminais do chamado Bloco Leste, foram concedidos à iniciativa privada, para CS Mobi Leste, em setembro de 2025. O cronograma de modernização teve previsão de início estipulada para 2026. Sobre o defeito no pavimento do corredor, entre as estação D.Pedro II e Ana Nery, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) acionou a empresa responsável pelos serviços de reparo da pavimentação da pista do Expresso Tiradentes para o conserto ainda no mês de dezembro de 2025, segundo a resposta. Sobre a frota, a prefeitura se limitou a citar o Plano de Metas que 2025-2028, que prevê a inclusão de 2,2 mil ônibus menos poluentes que o diesel, neste período, e que “conforme os veículos sejam adquiridos eles também poderão fazer parte da frota do Expresso Tiradentes futuramente”, mas não deu nenhuma previsão completa.
Veja na íntegra:
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) acionou a empresa responsável pelos serviços de reparo da pavimentação da pista do Expresso Tiradentes, no trecho localizado entre a Estação Pedro II e o Complexo Viário Evaristo Comolatti. A intervenção será realizada ainda no mês de dezembro.
Sobre as estações do Expresso Tiradentes, a administração passou a ser da concessionária CS Mobi Leste em setembro de 2025. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans, o contrato assinado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) prevê a requalificação com a ampliação da limpeza, acessibilidade, vigilância, iluminação, comunicação visual e manutenção das estações e dos terminais do Bloco Leste. Vale lembrar que a atual gestão já requalificou 18 terminais urbanos dos Blocos Noroeste e Sul, também por meio da PPP, os tornando mais confortáveis aos passageiros. A Prefeitura acompanha o cronograma das intervenções que serão realizadas a partir de 2026. Mais informações no link:
A cidade de São Paulo possui a maior frota de ônibus elétricos do país, com 1009 coletivos. A atual gestão tem trabalhado para ampliar este número como determinado pelo Plano de Metas 2025-2028, que prevê a substituição de 2.200 ônibus da frota por veículos movidos por energia limpa. Conforme os veículos sejam adquiridos eles também poderão fazer parte da frota do Expresso Tiradentes futuramente.
VLP, modelo futurista de trólebus com guias laterais que foi desenvolvido para o Expresso Tiradentes
O Expresso Tiradentes possui 9,7 km de vias, por onde circulam as linhas 5105/10 Term. Mercado – Term. Sacomã; 5109/10 Term. Mercado – Term. Vila Prudente; 5110/10 Term. Mercado – Term. São Mateus; 5110/21 São Mateus – Term. Mercado e 5110/23 Jd. Planalto – Term. Mercado. O corredor exclusivo é composto por sete estações: Pedro II, Ana Neri, Alberto Lion, Clube Atlético Ypiranga, Nsa. Sra. Aparecida, Grito e Dianópolis; e três terminais: Sacomã, Mercado e Vila Prudente.Alteração Expresso Tiradentes.
O sistema foi inaugurado em 08 de março de 2007, após 12 anos de atrasos e promessas. O Expresso Tiradentes foi apresentado como Fura-Fila em 1995, pelo então prefeito Paulo Maluf, sendo uma das bandeiras eleitorais do candidato de Maluf à prefeitura, Celso Pitta, que foi eleito. O Fura-Fila deveria ligar a região central e a Vila Prudente até Cidade Tiradentes, um dos extremos da Zona Leste de São Paulo. O projeto se tratava de um verdadeiro VLP -Veículo leve sobre Pneus e contaria com trólebus biarticulados com guias laterais, o que auxiliaria a condução e deixaria o sistema mais rápido. No entanto, a obra foi alvo de diversos escândalos. Em 2002, o projeto foi rebatizado pela então prefeita Marta Suplicy, de Paulistão. As demais linhas foram descartadas e foram mantidas apenas a linha 1 entre Sacomã e Parque Dom Pedro II e a linha 2 entre Parque Dom Pedro II e Vila Prudente/São Mateus.
Desde então, ocorreram problemas com a estrutura e principalmente pavimento.
Os mais recentes foram:
Entre 13 de julho e 31 de agosto de 2015, a pista do Expresso Tiradentes, antigo Fura Fila, que ficou fechada nas imediações da Estação Pedro II por causa de obras de reparo do pavimento.
Em fevereiro de 2018, entre a rua Dona Ana Néri e o Terminal Parque Dom Pedro II, a operação do Expresso Tiradentes teve de ser desviada por causa de um afundamento de pista.
Em junho do ano de 2022, foi aberta uma licitação para recuperar o Expresso Tiradentes. O edital apontava para a possibilidade de risco aos passageiros e várias falhas
Em 28 de janeiro de 2023, cinco linhas do Expresso Tiradentes (antigo Fura Fila) tiveram de ser desviadas por causa de um problema na pista no trecho entre o Terminal Mercado e a Estação Ana Neri, junto ao Rio Tamanduateí. Segundo a prefeitura de São Paulo em resposta ao Diário do Transporte em 30 de janeiro de 2023, no trecho, o Expresso Tiradentes sofreu uma alteração no nivelamento da pista e processo de movimentação da contenção junto à margem do Rio Tamanduateí. O Diário do Transporte também questionou sobre a licitação lançada pela SPTrans (São Paulo Transporte) em junho de 2022, para recuperação de estruturas do Expresso Tiradentes. Na ocasião, o edital dizia que os passageiros corriam risco. Depois da repercussão, a prefeitura voltou atrás e disse que os riscos eram uma hipótese caso as intervenções não fossem realizadas. Segundo a prefeitura, a empresa TPF Engenharia ganhou a concorrência para a elaboração de estudos, laudos e projeto executivo visando a recuperação das estruturas, contenções, fundações e do pavimento do Expresso Tiradentes, no trecho entre a Estação Pedro II e o Complexo Viário Evaristo Comolatti. Os projetos executivos ainda estavam sendo desenvolvidos na ocasião da resposta.
Entretanto, segundo o retorno da prefeitura ao Diário do Transporte, o trecho que apresentou problemas em 28 de janeiro de 2023, não está contemplado nestes estudos da TPF Engenharia.
Relembre reportagem em:
No dia 15 de fevereiro de 2023, a SPTrans aumentou o trecho de interdição por achar um novo trecho de problema. Desta vez foi na pista do Expresso Tiradentes, próximo à estação Pedro II, sentido bairro.
Assim, as cinco linhas de ônibus do Expresso Tiradentes deixaram de atender aos passageiros também no interior da estação Pedro II e passam a trafegar provisoriamente pela Avenida do Estado, entre a parada Pedro II e Ana Neri, tanto no sentido bairro quanto no sentido centro. Os passageiros que embarcam nos pontos provisórios devido a interdição de mais um trecho do Expresso Tiradentes por deslocamento de solo não estão pagando tarifa em duas linhas de ônibus que não possuem cobradores: 5105/10 Term. Mercado – Term. Sacomã e 5109/10 Term. Mercado – Term. Vila Prudente a partir desta quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023.
Relembre:
Em 16 de junho de 2022, a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema de ônibus da cidade, lançou uma licitação para estudos de recuperação do Expresso Tiradentes e apontou riscos aos passageiros e danos estruturais. Depois de alguns dias, amenizou os termos do edital, e disse que o documento foi “redigido de forma equivocada” e que a contratação era para evitar risco futuro.
Relembre:
No dia 11 de junho de 2023, a SPTrans publicou o rompimento de forma “amigável” do contrato com a TFP Engenharia, que faria estes estudos.
Na ocasião, a SPTrans informou que a contratação foi feita para elaborar os projetos que antecederiam a obra de recuperação do piso do Expresso Tiradentes. Mas como houve o afundamento, uma intervenção teve de ser executada, em caráter emergencial, e, por isso, o contrato para a realização dos projetos foi rescindido.
Relembre:
Em 20 de dezembro de 2023, a Siurb (Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras), da prefeitura, deu uma previsão para a liberação do trecho, entre as estações Ana Nery e Mercado, que foi em fevereiro de 2023, por causa de um afundamento de pista: fevereiro de 2024. Em nota ao Diário do Transporte, a secretaria informou que a conclusão da obra não deveria demorar tanto assim, mas ocorreram dificuldades nas escavações do solo, que eram necessárias para a construção da nova parede de contenção entre o Rio Tamanduateí e a pista por onde passam os ônibus. A Estação Pedro II foi interditada e os passageiros passaram ser obrigados a embarcar numa parada improvisada na Avenida do Estado. o trecho, tiveram de sair do corredor e seguir pela via comum que foi demarcada.
Relembre:
Em 26 de abril de 2024, a SPTrans publicou a contratação de uma empresa de engenharia para o “levantamento das patologias das estruturas metálicas, inclusive as de cobertura, das estruturas de concreto e dos pisos de concreto do Corredor Expresso Tiradentes”.
O trabalho será realizado em toda a extensão do corredor, desde o Terminal Mercado até os Terminais Vila Prudente e Sacomã.
O termo patologia é definido como o ramo da medicina que descreve as alterações anatômicas e funcionais causadas pelas doenças no organismo.
Na engenharia é a mesma coisa: quando se fala em patologias das estruturas metálicas e de concreto, significa dizer as “doenças” que acometem esses elementos em uma construção, no caso o Expresso Tiradentes.
Relembre:
Após estar interditada desde fevereiro de 2023 por causa da necessidade de obras de contenção do Rio Tamanduateí, afundamento de pista do Expresso Tiradentes e erosão, com a necessidade, inclusive de recuperação de galerias, em 14 de dezembro de 2024, a estação Pedro II do sistema foi finalmente reaberta, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
O Diário do Transporte esteve em 29 de novembro de 2025, no Expresso Tiradentes, com o repórter Adamo Bazani, na ida, embarcando na linha 5105-10 na ida (sentido Sacomã a Terminal Mercado) e na volta, na linha 5110- 21 (sentido Terminal Mercado a São Mateus). O Diário do Transporte foi conferir de perto a linha especial de Natal de São Paulo, 2002-31 Terminal Parque Dom Pedro II/Natal Iluminado, que faz um trajeto fascinante e vale a pena estar nos planos de passeios de fim de ano. Veja o vídeo e os dados aqui neste link: https://diariodotransporte.com.br/2025/11/29/video-viajamos-na-2002-31-a-linha-especial-de-natal-de-sao-paulo-que-vale-muito-a-pena/
Antes, a reportagem esteve na linha 5105-10, a principal do Expresso Tiradentes, entre os terminais Sacomã e Mercado, trajeto de 8,5 km. Na volta, utilizou a linha 5110-21 Terminal Mercado-São Mateus. Foi grande a percepção de que o sistema é bom, mas está muito desatualizado, tanto em relação a infraestrutura, tecnologias e informações para o passageiro, paisagismo e arquitetura e frota dos ônibus. Entre o que mais chamou a atenção, estão situações como:
– Frota envelhecida: ônibus superarticulados a diesel, emitindo alto nível de ruído, alguns sem ar-condicionado; carroceria demonstrando sinais de desgaste (inclusive com peças plásticas trepidando e quase soltas em mais de um veículo, aumento o ruído interno);
– Estações-terminais Sacomã e Mercado com iluminação fraca; área da plataforma de embarque da estação Sacomã estava escura;- Para embarcar na estação Sacomã, só havia escadas rolantes no sentido descida (a área de plataformas dos ônibus é num “piso superior” a área de catracas);
– Vigas e estruturas de ferro na cor amarela, nas passarelas que ligam o Metrô Sacomã, da linha 2-Verde, ao Terminal do Expresso Tiradentes e do Terminal Parque Dom Pedro II ao Terminal Mercado com sujeira, acúmulo de poeira e manchas;
– Buracos de obras no pavimento entre as estação Pedro II e Ana Nery;
– Possibilidade de melhorias na informação aos passageiros, como deve ser um BRT atual, com telões maiores que indiquem tempo de espera (não apenas nos piquetes dos pontos, como agora), mas em áreas de acesso e conectados a aplicativos);
– Piso muito escuro;-
– Sanitário masculino na Estação-Terminal Sacomã com odor muito desagradável (na ida e na volta depois de três horas conferido isso, o que indica que não foi problema pontual), faltava sabão/sabonete para lavar as mão; um dos vasos sanitários estava entupido e quase “transbordando”;
Diante do quadro verificado, o Diário do Transporte questionou a SPTrans (São Paulo Transporte) e a Prefeitura, ponto por ponto:
– Há previsão de modernização de frota, inclusive com a colocação de todos os modelos elétricos, tornando o sistema um BRT atualizado e um Corredor Verde?
– Haverá modernização das tecnologias e informações aos passageiros?
– Por que há falhas e buracos no pavimento de rolamento dos ônibus?
– Como ficaram as concorrências e licitações para melhorar o sistema?
– O Expresso Tiradentes ainda sofre os problemas estruturais constatados em laudos publicados em aviso de licitação para recuperação do sistema de junho de 2022?
– Qual (ou quais) interferências ainda do Rio Tamanduateí na estrutura de pistas, estações e dependências?;
– Haverá melhorias na zeladoria, tanto conservação de sanitários e limpeza das vigas e estruturas de ferro?
– A iluminação será melhorada?
Em nota ao Diário do Transporte, a Prefeitura de São Paulo respondeu que os terminais e estações do Expresso Tiradentes, juntamente com o Terminal Dom Pedro II e outros terminais do chamado Bloco Leste, foram concedidos à iniciativa privada, para CS Mobi Leste, em setembro de 2025. O cronograma de modernização teve previsão de início estipulada para 2026. Sobre o defeito no pavimento do corredor, entre as estação D.Pedro II e Ana Nery, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) acionou a empresa responsável pelos serviços de reparo da pavimentação da pista do Expresso Tiradentes para o conserto ainda no mês de dezembro de 2025, segundo a resposta. Sobre a frota, a prefeitura se limitou a citar o Plano de Metas que 2025-2028, que prevê a inclusão de 2,2 mil ônibus menos poluentes que o diesel, neste período, e que “conforme os veículos sejam adquiridos eles também poderão fazer parte da frota do Expresso Tiradentes futuramente”, mas não deu nenhuma previsão completa.
Veja na íntegra:
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) acionou a empresa responsável pelos serviços de reparo da pavimentação da pista do Expresso Tiradentes, no trecho localizado entre a Estação Pedro II e o Complexo Viário Evaristo Comolatti. A intervenção será realizada ainda no mês de dezembro.
Sobre as estações do Expresso Tiradentes, a administração passou a ser da concessionária CS Mobi Leste em setembro de 2025. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans, o contrato assinado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) prevê a requalificação com a ampliação da limpeza, acessibilidade, vigilância, iluminação, comunicação visual e manutenção das estações e dos terminais do Bloco Leste. Vale lembrar que a atual gestão já requalificou 18 terminais urbanos dos Blocos Noroeste e Sul, também por meio da PPP, os tornando mais confortáveis aos passageiros. A Prefeitura acompanha o cronograma das intervenções que serão realizadas a partir de 2026. Mais informações no link:
A cidade de São Paulo possui a maior frota de ônibus elétricos do país, com 1009 coletivos. A atual gestão tem trabalhado para ampliar este número como determinado pelo Plano de Metas 2025-2028, que prevê a substituição de 2.200 ônibus da frota por veículos movidos por energia limpa. Conforme os veículos sejam adquiridos eles também poderão fazer parte da frota do Expresso Tiradentes futuramente.
Muitos ainda o chamam de “Fura Fila”. Isso porque o Expresso Tiradentes, até o momento o único BRT (Bus Rapid Transit) de fato da cidade de São Paulo, nasceu após a frustração do projeto Fura Fila apresentado em 1995, pelo então prefeito Paulo Maluf.
O Fura-Fila deveria ligar a região central e a Vila Prudente até Cidade Tiradentes, um dos extremos da Zona Leste de São Paulo.
O sistema completou 10 anos em 08 de março de 2017, sendo, portanto, inaugurado em 08 de março de 2007.
Veículo Leve Sobre Pneus. Um modelo de trólebus biarticulado, com guias laterais, e embarque acessível, foi projetado especialmente para o sistema
O projeto se tratava de um verdadeiro VLP -Veículo leve sobre Pneus e contaria com trólebus biarticulados com guias laterais, o que auxiliaria a condução e deixaria o sistema mais rápido.
No entanto, a obra foi alvo de diversos escândalos.
As intervenções começaram em 1998. A promessa do novo sistema de transporte garantiu a eleição do candidato de Paulo Maluf, Celso Pitta, para a prefeitura de São Paulo.
Abaixo veja o vídeo com a propaganda elaborada por Duda Mendonça para a campanha de Pitta prometendo o Fura Fila. Material foi divulgado nas TVs:
A primeira linha entre Sacomã e o Parque D.Pedro II seria o início de outras várias do mesmo sistema pela cidade.
No ano de 2000, um ônibus especialmente encarroçado pela Marcopolo ,com design totalmente diferente dos demais, chegou a circular sobre o Rio Tamanduateí na Avenida do Estado, por um período de quatro meses.
Painel do VLP da Marcopolo
No entanto, as obras não iam para frente.
Em 2002, o projeto foi rebatizado pela então prefeita Marta Suplicy, de Paulistão.
As demais linhas foram descartadas e foram mantidas apenas a linha 1 entre Sacomã e Parque Dom Pedro II e a linha 2 entre Parque Dom Pedro II e Vila Prudente/São Mateus.
Trólebus “comuns” com o padrão visual do VLP
Os trólebus também foram descartados e a intenção era usar ônibus híbridos ou mesmo a diesel.
As obras foram iniciadas com a construção do Terminal Sacomã e da via elevada.
No entanto, no final de 2003, já tendo sido gastos R$ 600 milhões pelas gestões Pitta e Marta, as obras foram paralisadas por falta de verbas.
Foi discutida até mesmo a possibilidade de demolição da estrutura, no entanto, a administração do então prefeito José Serra, que se afastou do cargo para concorrer às eleições para Governador, deixando no lugar o vice Gilberto Kassab, apontou para viabilidade de continuação da obra.
Então somente, em 8 de março de 2007, 10 anos depois do início das obras, o primeiro trecho do Expresso Tiradentes, com 8,5 km de extensão, foi entregue à população.
A data da inauguração poderia ter sido no dia 9 de março porque o então presidente dos Estados Unidos, George W Bush, estava em visita à cidade e poderia haver conflitos de agenda.
No entanto, a administração optou por abrir o corredor na data anteriormente divulgada, 8 de março.
Outra curiosidade também é que durante a inauguração, as autoridades enfrentaram um protesto contra tarifa, na época que iria para R$ 2,30.
Na ocasião, o governador José Serra, durante a inauguração, sugeriu que o nome do sistema se mudasse para Expresso Ipiranga/Tiradentes que acabou não sendo adotado, como mostra uma matéria do G1, realizada no dia da inauguração, e assinada por Luciana Bonadio
O governador de São Paulo, José Serra, sugeriu na manhã desta quinta-feira (8), durante a inauguração do Expresso Tiradentes, antigo Fura-Fila, mais uma mudança de nome para o serviço. Seria a terceira vez que o projeto, que levou dez anos para ficar pronto, ganharia um novo nome.
Antes disso, além de Fura-Fila, a linha foi chamada também de Paulistão. “Tenho uma sugestão para o prefeito Gilberto Kassab: o nome desta obra poderia mudar para Expresso Ipiranga/Tiradentes”, disse Serra durante o evento.
O tucano justificou sua sugestão dizendo que seria uma homenagem ao bairro da Zona Sul, que é um dos atendidos pelo novo corredor de ônibus. Serra disse ter uma ligação afetiva com o bairro, onde já viveu. O governador também lembrou que em 2008 deve ser inaugurada a Estação de Metrô Ipiranga, parte das obras de Expansão da Linha 3 (Verde). O prefeito Gilberto Kassab ficou de pensar na proposta de seu aliado.
Serra aproveitou o evento para pedir ajuda do governo federal na expansão do metrô. “É fundamental a participação federal no metrô do Ipiranga até a Vila Prudente. Eu já fiz esta demanda e gostaria de pedir a cooperação do ministro (das Cidades, Marcio Fortes) para que esta demanda fosse atendida”, disse ao representante do governo federal, presente à solenidade. Fortes prometeu analisar o projeto.
Protesto
Enquanto ponderava qual seria o melhor nome para o Expresso Tiradentes, Serra enfrentou um protesto direcionado a Kassab contra a tarifa de R$ 2,30. Assim como nos demais ônibus da cidade, a taxa para o Expresso Tiradentes será de R$ 2,30.
Durante seu discurso, dois jovens com mensagens escritas em um pedaço de papelão gritavam palavras de ordem contra o prefeito. O tucano não chegou a interromper sua fala. “Foi uma pessoa no meio de duas ou três mil. Se todo protesto fosse assim, estaria ótimo”, declarou o governador durante coletiva de imprensa.
Ao fim do evento, Kassab também minimizou o episódio e defendeu que as manifestações são naturais em uma democracia. Desde que aumentou o preço dos ônibus o prefeito tem enfrentado protestos contra o preço das passagens.
Corredor chegou a ter um veículo elétrico híbrido curioso, com dois eixos à frente e um atrás. Houve problemas operacionais com o modelo
O secretário de transportes da cidade à época era Frederico Bussinger economista e engenheiro já com longa experiência no setor de transportes tendo atuado no Metrô, CPTM e SPTrans.
Ele forneceu ao Diário do Transporte o discurso que fez à época. No pronunciamento de inauguração, Bussinger lembrou que a população chegou a desacreditar das obras.
Pronunciamento de FREDERICO BUSSINGER na cerimônia de inauguração do
EIXO-SUDESTE do EXPRESSO TIRADENTES
8/MAR/2007 – 11 horas
Exmo. Sr. Prefeito Gilberto Kassab
Exmo. Sr. Governador José Serra
Exmo. Sr. Ministro Márcio Fortes
Autoridades já anunciadas
Colegas, funcionários e trabalhadores que contribuíram para a realização deste
empreendimento.
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Pois é!
Não é que ele vai começar a funcionar? Que vai passar a transportar pessoas?
É como tivesse chegado o momento de dar o sopro da vida ao boneco de barro. Ou
melhor, ao esqueleto inacabado de concreto que, agora, foi concluído e equipado.
Se transformou!
Para aqueles que, há exatos dois anos, junto com o Prefeito Serra, o Vice Kassab, a
maioria do Secretariado e Subprefeitos da região participaram da primeira visita
precursora para conhecer no que consistia a proposta, o projeto, este ato, que ora
compartilhamos, parecia muito distante. Talvez até inatingível.
Mas não para aquela senhora da lojinha na praça que o Artuzinho (Subprefeito de
Cidade Tiradentes) acabara de gramar para nos recepcionar ao final da viagem:
Suas palavras talvez profetizassem este momento: “Ué! Um Prefeito por aqui? E ele
veio de ônibus?”.
Os vizinhos da obra, ao longo da Av. do Estado e Juntas Provisórias, e mesmo a
população da região do Ipiranga e Sacomã, já calejada por tantas promessas,
cronogramas e pseudo-inaugurações, com toda razão permanecia ressabiada. Mas,
aos poucos, a nova concepção e propostas começaram a suplantar as suspeitas e
resistências pela funcionalidade, beleza, e racionalidade do projeto.
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Havia, entretanto, um pequeno problema a ser resolvido: Não havia dinheiro! E a
perspectiva de um novo financiamento do BNDES esbarrava na capacidade de
endividamento da PMSP, pra lá de estourada, segundo as normas e parâmetros da
“Lei de Responsabilidade Fiscal”.
O enquadramento do projeto na carteira do PPI foi um achado, resultado da
sensibilidade e da criatividade do Ministério das Cidades, sob o comando do
Min. Márcio Fortes, e das áreas financeiras e de planejamento, tanto da Prefeitura
como do Governo Federal: Todos eles tornaram-se aliados entusiasmados do
projeto, viabilizando, em poucos meses, o primeiro acordo de R$ 450 milhões, com
compromissos de ambas as partes para 2006, 2007 e 2008.
Os recursos, sabia-se, eram insuficientes para a conclusão plena dos 5 trechos do
empreendimento; vale dizer, de todo o viário, terminais, estações e obras
associadas. Todavia, eles foram potencializados pela negociação com os 2
empreiteiros para redução dos preços unitários dos contratos existentes: Isso
permitiu fazerem-se mais obras com os recursos disponíveis.
Por outro lado, guiados pela diretriz estabelecida pelo Prefeito Serra, e ratificada
pelo Prefeito Kassab de “não mais interromper a obra até viabilizar-se a operação
Mercado-Sacomã, mesmo que algumas estações intermediárias ficassem para um
segundo momento”, as obras foram retomadas já no final de 2005 e, menos de 15
meses depois, cá estamos para inaugurá-las e iniciar a operação do Eixo-Sudeste.
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É claro que isso não teria sido possível sem o envolvimento e o trabalho diligente,
até agora, de dezenas de empresas projetistas, fornecedoras e gerenciadoras, cujo
papel reconhecemos através da Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, principais
responsáveis pelas obras civis. De igual forma, sem um outro conjunto de parceiros,
com os quais muito contamos, doravante, para a operação do sistema; os quais
homenageamos através da ViaSul e do Consórcio Aliança-Cooperpeople,
concessionário e permissionário da Área-5, no qual se insere este Eixo.
Tampouco teria sido possível sem as soluções e respostas, sempre prontas, dos
técnicos e gestores dos Ministérios da Cidade, Planejamento e Fazenda, das
Secretarias do Planejamento e Finanças da PMSP, e da CEF. Mas, principalmente,
sem o engajamento e a competência do corpo técnico e gerencial da CET, das
Subprefeituras, da EMTU e da SPTRANS.
Alias, essa inauguração, neste 8 de março, é uma homenagem, uma justa
homenagem à Empresa, que hoje comemora seu 12º aniversário de fundação, e a
seus funcionários. É, também, um marco-símbolo dessa sua nova fase de vida,
agora com uma dupla missão: gerenciar serviços de transporte de passageiros, em
geral; e implantar, manter e operar a infra-estrutura dedicada ao transporte publico
coletivo.
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O que hoje se inaugura, contudo, vai muito alem de um conjunto de obras!
Hoje, a história de corredores em São Paulo, já com mais de 3 décadas, dá mais um
passo; entra numa nova etapa: Inaugura-se o primeiro corredor efetivamente
segregado e sem cruzamentos da Cidade e da RMSP; e um novo padrão de serviço
em sistemas sobre pneus é implantado. Dentre tantas características:
– Embarques e desembarques em nível, compatibilizando plataformas e
veículos para facilitar o acesso de idosos, obesos, crianças e PPDs aos
veículos; estas com espaços e assentos especiais, tanto para elas como
para seus acompanhantes, incluindo cães-guias;
– existência de faixas de segurança e de guiagem nas plataformas para
pessoas com deficiência de visão;
– supervisão e monitoramento por câmeras e GPS (sistema via satélite);
– sistema de emergência e socorro, articulado com o Corpo de Bombeiros,
estrategicamente distribuído ao longo do trecho;
– veículos de última geração, tanto em termos de segurança e conforto, como
enquadrados nas normas ambientais EURO-III.
– aqui, do Terminal Sacomã, que homenageia o Ver. OSWALDO GIANOTTI,
de quem a região lembra com saudades, sairão 10 linhas estruturais, sendo
8 diurnas e 2 noturnas. Elas levarão passageiros de mais de 50 linhas,
municipais e intermunicipais, que se integrarão no Terminal, aos quatro
cantos da Cidade
– um sistema “amigável” com o entorno urbano e com o meio ambiente:
Acessível, com bicicletário nas suas principais estações e terminais,
tratamento paisagístico, etc.
Certamente ninguém imagina que tudo isso se viabilizou apenas com discursos,
enunciado de idéias e de meras preocupações, com declarações platônicas de apoio
ou engajamento: Noites, madrugadas e finais de semana foram despendidos por
dezenas, centenas de pessoas. Inumeráveis reuniões ocorreram, algumas tensas e,
como está na moda, recheadas de “stress” e adrenalina. Quantas visitas técnicas e
de inspeção? Em vários momentos ficamos com o fôlego preso à espera de
decisões fora de nosso controle. Inclusive vivenciamos algumas situações e cenas
curiosas, como a do Procurador Geral do Município e um dos Diretores da
SPTRANS, no último dia útil do ano, às 4 horas da tarde, na Av. Paulista, à pé,
buscando local para copiar uma decisão da Justiça!
Mas não é essa a lembrança que ficará em nossas memórias; como não é da
diarréia, da dor de ouvido ou do choro na madrugada que se lembram os pais
quando o filho se torna jovem ou adulto.
Ao contrário: Guardaremos o sorriso e a satisfação das senhoras e senhores da 3º
idade, felizes nas viagens da “operação assistida”; o entusiasmo do honorário
“Prefeito da Ilha do Sapo” (aqui bem próxima), que já percebeu que o Expresso
Tiradentes está requalificando sua região (e até diz ele: “o sapo está virando
príncipe!”); o orgulho de famílias que trouxeram seus parentes para conhecer o novo
sistema e registrar com fotos esse momento. Guardaremos, com certeza,
lembranças de dezenas de reuniões nas quais fomos acolhidos com olhares de
esperança, e também a expectativa dos moradores e lideranças da região de Vila
Prudente, Sapopemba, São Mateus e Cidade Tiradentes, próximas etapas do
projeto e paradas do Expresso.
Essas serão nossas recordações! É isso que nos anima, que nos move!
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Para a minha geração e da Vera, minha esposa, que tomou consciência do Mundo e
cresceu na “era-JK”, que ouviu no rádio o Brasil ser Campeão do Mundo pela
primeira vez, que se formou na época do “Brasil-Potência”, tudo era possível: O
Brasil tinha um fulgurante destino escrito nas estrelas. Era uma questão apenas de
tempo. Nós éramos, prévia e inexoravelmente, vitoriosos.
Mas para a geração dos meus dois filhos, Gabriel e Fernanda, jovens universitários,
como para a maior parte da adolescência e da juventude da minha Cidade e do meu
País, o mundo físico parece pronto; parece que já nasceu e sempre esteve aí. E
pior: Para essa geração (como já para muitos também da minha), parece que não dá
para se fazer nada! Que não tem, mesmo, jeito … sentimento preocupante quando
também aplicado à deterioração da nossa organização social.
Não! É, sim, possível!
A inauguração do Eixo-Sudeste do Expresso Tiradentes, neste momento, é um
testemunho vivo de que, sim, é possível.
É possível construir e transformar realidades através do trabalho e do esforço
coletivo
É possível soerguer esperanças desfalecidas.
Sim; é possível!
É possível dar vida a esqueletos inacabados.
É possível desenvolver-se e implantar-se projetos que coordenem trânsito e
transporte. De igual modo, é possível compatibilizar-se excelência em trânsito e
transporte com cuidados urbanísticos e ambientais.
Sim; é possível!
É possível estabelecer-se uma relação proba, sadia e construtiva entre o Poder
Público e a iniciativa privada.
É possível coordenar-se as três esferas de governo em torno de um projeto comum;
acima de eventuais divergências partidárias.
Sim, tudo isso é possível! O Expresso Tiradentes é uma prova concreta, um
exemplo irretorquível dessa possibilidade: Possível para o trânsito e o transporte;
possível para diversos outros setores da vida nacional!
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Mas ele mostra, também, que o funcional e o belo não são incompatíveis: Aí está o
Expresso Tiradentes, leve e gracioso, com os traços do Arq. Ruy Ohtake,
serpenteando seu amarelo vivo ao longo do Rio Tamanduateí. Parece ilustrar os
ensinamentos do mestre Oscar Niemeyer: “O que me atrai é a curva livre e
sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso
dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida.”
Por tudo isso, alem de ser um presente à população paulista e uma homenagem aos
trabalhadores da SPTRANS, que hoje aniversaria, o Expresso Tiradentes, por sua
delicadeza e beleza é, também, uma homenagem à mulher paulistana – neste seu
dia: 8 de março: Nosso parabéns, através desse presente … um presente concreto!
Imagem de parte do traçado do Expresso Tiradentes por Douglas Panhota, que escreveu o seguinte texto: Quando vi o Expresso Tiradentes do alto, fiquei admirado. Pois aproximadamente as 13:00hs, o céu tinha algumas nuvens que encobriam parte do centro da cidade e o expresso contornando os prédios com seu percurso pintado de amarelo no meio de uma cidade cinza de pedra. –
Ônibus articulados e superarticulados em área de espera
As obras do segundo trecho, porém continuavam.
No dia 28 de abril de 2009, o prefeito Gilberto Kassab e o governador José Serra, anunciaram convênio para alterar o projeto inicial. O trecho até Cidade Tiradentes se transformaria na linha 15-Prata de monotrilho, prevista para ser inaugurada em 2012.
No entanto, ainda em 2017, apenas duas estações num trecho de 2,3 quilômetros estão em funcionamento e o pior, o monotrilho se sair, será menor que o previsto inicialmente.
A linha 15 Prata deveria ter 26,7 quilômetros de extensão, 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes ao custo R$ 3,5 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Em 2015, orçamento ficou 105% mais alto, com o valor de R$ 7,2 bilhões. O custo por quilômetro sairia em 2010 por R$ 209 milhões, em 2015 por R$ 260 milhões e, no primeiro semestre de 2016, subiu para R$ 354 milhões. A previsão de 9 estações agora é para 2018-2019. Está sem previsão de conclusão o trecho entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga. O governo do estado prometia atendimento a uma demanda de 550 mil passageiros por dia.
OBRA DE ARTE ARQUITETÔNICA:
Planta e vista aérea do Terminal Mercado
Outra página da história do Expresso Tiradentes é o seu projeto arquitetônico que foi de responsabilidade de Ruy Ohtake.
A Prefeitura na concepção do projeto organizou um Concurso para as construções da via elevada, dos dois Terminais e das nove estações intermediárias Foram convidados os escritórios Carlos Bratke, Júlio Neves, João Toscano e Ruy Ohtake, que foi o vencedor do Concurso. O arquiteto teve a colaboração de Carlos Roberto Azevedo e Félix de Araújo.
Um texto escrito pelo próprio arquiteto Ruy Ohtake, em setembro de 2007, meses depois da inauguração, traz alguns detalhes da obra:
“Desenhamos uma manta metálica transparente para abrigar o terminal Mercado, configurando o espaço de uma “gare”, que acolhe os passageiros, sem que se perca a vista para a cidade. Uma obra com característica expressiva na região e que faz um bonito contraponto com o Mercado.
O Terminal Sacomã tem outra complexidade. No pavimento superior, além da chegada e saída de veículos do elevado, haverá uma intensa circulação de público. No térreo do terminal chegam 52 linhas de ônibus provenientes do ABC. O mezanino intermediário, com alguns serviços. Essa obra, pelo seu porte, poderá dar início a requalificação do bairro do Sacomã…. 2007, conclui-se a 1ª etapa do Expresso Tiradentes, o trecho Mercado (Centro da cidade) ao Sacomã. 8.5 km de extensão. A maior parte em via elevada. Tempo de percurso 14 minutos –
14 minutos, uma façanha. Com sol ou chuva. Com ou sem congestionamento, pois sendo via elevada, independe das condições de trânsito nas ruas. 14 minutos. O automóvel gasta mais de 40 minutos. Qualidade de transporte. Dignidade de serviço público.”
ADAMO BAZANI, JORNALISTA ESPECIALIZADO EM TRANSPORTES (MTb 31521) – FORMAÇÃO PROFISSIONAL NÍVEL SUPERIOR
Em seguida, surgem padrons Mercedes-Benz e BYD. Dado é da associação que reúne indústria do setor. Em relação a veículos leves, Brasília superou São Paulo em emplacamentos
ADAMO BAZANI
As vendas de ônibus elétricos no mercado brasileiro acumulam entre janeiro e novembro de 2025 alta de 136,4% entre janeiro e novembro de 2025 e semelhante período de 2024, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 03 de dezembro de 2025, pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), que reúne as fabricantes do setor.
Segundo a entidade, enquanto que em 2024, de janeiro a novembro foram emplacados 280 coletivos elétricos, em 2025, foram 662.
Somente em novembro de 2025, o mercado brasileiro emplacou 26 ônibus elétricos, com uma queda de 70% sobre o mês anterior (87 unidades) e um aumento de 23,8% sobre novembro de 2024 (21 coletivos).
Dos 26 ônibus elétricos de novembro, 25 deles foram emplacados em São Paulo (SP) e um em Aracaju (SE), ainda de acordo com a ABVE.
São Paulo continua liderando a frota do País de ônibus elétricos historicamente no Brasil.
Contando o período entre 2021 e novembro de 2025, foram 1056 ônibus elétricos emplacados no Brasil, dos quais, 844 na cidade de São Paulo, que desde 17 de outubro de 2022 proíbe a compra de ônibus a diesel. Considerando os 189 trólebus registrados no sistema paulistano, a frota passou de mil unidades. Os números poderiam ser melhores, caso não ocorressem entraves ligados a infraestrutura na rede de distribuição e ligação para as garagens, impedindo, inclusive que a prefeitura atingisse em dezembro de 2024 a meta de 2,6 mil coletivos elétricos, considerando também, 189 trólebus. A frota total de ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte), na capital paulista, é de quase 13 mil ônibus. Como desde outubro de 2022, as empresas de ônibus não podem mais comprar unidades a diesel e os entraves da infraestrutura impediram o avanço da frota de elétricos como o planejado, os coletivos estão envelhecendo de uma maneira geral e a prefeitura permitiu com que a idade máxima dos ônibus a diesel permitida fosse estendida de 10 anos para 13 anos.
Em relação a modelos, entre 2021 e novembro de 2025, o mais vendido é o ônibus elétrico de produção nacional Eletra/Scania/Caio/WEG de 15 metros e três eixos.
De todas as opções comercializadas no mercado brasileiro, o modelo responde por 237 unidades. Em seguida surgem o Mercedes-Benz padron de dois eixos e500U-Caio e o BYD-Caio padron de dois eixos, com 177 unidades, cada.
Somando todos os modelos de cada marca, os veículos com tecnologia Eletra lideram com 63% do mercado nacional.
No painel “Descarbonização nos Modos de Transporte” na Estação do Desenvolvimento, espaço do Sistema Transporte da CNT (Confederação Nacional do Transporte), na Green Zone (área de livre acesso) da COP30, a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas), em 14 de novembro de 2025, a presidente da Eletra, Milena, revelou que a marca já tem mais de 650 unidades encomendadas, a maioria para São Paulo.
A empresária ainda disse que acredita que, ao longo de 2026, a capital paulista terá a maior frota de ônibus elétricos da América Latina, ultrapassando Santiago e Bogotá.
Relembre:
No acumulado do ano de 2025, entre janeiro e novembro de 2025, o modelo mais vendido, de acordo com a ABVE e o BYD padron de 12 eixos com carroceria Caio, com 133 unidades, seguido do Mercedes-Benz eO500 U carroceria Caio, com 115; e o Marcopolo Attivi com chassis Mercedes-Benz eO500 U, totalizando 97 ônibus. Assim, considerando somente o chassi e a tecnologia, o eO500 U lidera no ano com 212 veículos.
LEVES:
A ABVE diz que pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2012, São Paulo deixou de ser a cidade líder de vendas de veículos de eletrificados leves no Brasil. Foi ultrapassada por Brasília, que emplacou 2.413 unidades em novembro – 14 a mais do que os 2.399 da capital paulista.
O crescimento da eletrificação na capital federal parece estar diretamente ligado ao forte apelo dos veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) entre os consumidores locais. Dos 2.413 emplacamentos de eletrificados de Brasília em novembro, nada menos do que 2.109 (87,4%) são modelos com recarga externa. Os eletrificados também responderam por 35% do total de vendas de veículos leves comercializados em novembro em Brasília (6.977). É a maior participação entre todos os estados brasileiros.
“Com Brasília assumindo a liderança nacional, o mapa da eletromobilidade no Brasil ganha novos contornos e aponta para um 2026 de maior diversidade geográfica nas vendas. A consolidação desse movimento pode redefinir estratégias de fabricantes, distribuidores e gestores públicos, evidenciando que a transição para veículos de baixa emissão é um fenômeno que avança com força em todo o país”. – diz a associação em nota.
SÉRIE HISTÓRICA:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Vinte estruturas recebem decoração especial e podem ser visitadas até 6 de janeiro
YURI SENA
As estações-tubo, um dos símbolos mais reconhecidos do transporte público de Curitiba, ganharam iluminação especial para o Natal de 2025. Ao todo, 20 estruturas receberam milhares de pontos de luz que destacam seus formatos circulares e integram o circuito natalino da cidade até 6 de janeiro de 2026.
Na Avenida Sete de Setembro, entre a Praça Eufrásio Correia e a Praça do Japão — na divisa entre o Centro e o Batel — dez estações-tubo duplas foram decoradas: Eufrásio Correia, Alferes Poli, Oswaldo Cruz, Cel. Dulcídio e Bento Viana. A iluminação neste trecho conta com patrocínio do Centro Universitário Internacional Uninter.
Outras dez estações localizadas no Centro também receberam decoração, desta vez com apoio da Construtora Tenda. Entre elas estão as estruturas próximas ao Passeio Público (dupla), à Praça Rui Barbosa (Pinheirinho, Centenário, Pinhais e Campo Comprido), além das estações Central (dupla, atrás do prédio histórico da UFPR) e UTFPR (dupla, na Avenida Marechal Floriano).
As estruturas iluminadas reforçam o clima festivo da cidade e se somam às atrações que compõem o Natal de Curitiba, oferecendo um novo ponto de contemplação aos moradores e visitantes.