Faltando poucas horas para a bola rolar para Palmeiras e Flamengo, na final da CONMEBOL Libertadores, neste sábado (29), a cidade de Lima, capital do Peru, vive um clima especial dentro e fora do Estádio Monumental.
E as torcidas dos dois clubes estão empenhadas em proporcionar um grande espetáculo. Do lado alviverde, a principal atração será um conjunto de três mosaicos, montados ao mesmo tempo em diferentes setores do estádio. A operação envolve cerca de 200 torcedores, que chegaram cedo, ocuparam as arquibancadas e passaram a manhã organizando cartolinas, placas e instruções de sincronização.
A festa palmeirense terá ainda 14 instrumentos de percussão, todos autorizados pela organização.
Já pelo Rubro-Negro, a torcida levou cerca de 10 mil bandeirolas que serão distribuídas no estádio. A organizada entrou no Monumental com mais de uma dezena de instrumentos de percussão também.
A revista, aliás, foi um capítulo à parte: extremamente rigorosa, com relatos de inspeções demoradas e minuciosas. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, até bebês foram revistados pelas equipes de segurança.
Tensão na estrada
Por volta das 12h30 (horário de Brasília), duas das principais organizadas do Flamengo ainda estavam na estrada, a caminho de Lima. A proximidade do horário da final — e o risco de atraso — gerou apreensão entre os rubro-negros. A polícia peruana monitorava o deslocamento para garantir que chegassem a tempo e com segurança.
A reportagem entrou em contato com alguns membros dessas torcidas e o relato é que, por conta dos atrasos causados pelo muito tempo perdido nas fronteiras, os ônibus estão viajando diretamente, praticamente sem paradas para os torcedores se alimentarem, para dar tempo de chegar.
Por falar em estrada, a logística do pós-jogo também já está definida. A torcida derrotada deixa o estádio imediatamente em comboio de ônibus, seguindo direto para a estrada. Já a vencedora só poderá sair horas depois, em horários escalonados.
A decisão veio dos órgãos de segurança do Peru como medida para evitar encontros entre as caravanas nas rotas de retorno.
Onde assistir a Palmeiras x Flamengo?
Você acompanha Palmeiras x Flamengo pela final da CONMEBOL Libertadores, neste sábado (29), a partir das 18h (de Brasília), com transmissão do Disney+.
Interdição entre Tibagi e Conselheiro Laurindo deve durar uma semana; trânsito será desviado pela Mariano Torres
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Curitiba (PR) informou que um novo bloqueio será implantado na Avenida Sete de Setembro, no Centro, a partir das 9h desta segunda-feira (1º). A interdição — necessária para as obras de drenagem e substituição de tubulação do Lote 2.3 do BRT Leste–Oeste — vai atingir o trecho entre as ruas Tibagi e Conselheiro Laurindo, no sentido Praça do Japão, com duração prevista de cerca de uma semana.
O BRT Leste–Oeste é um dos principais corredores estruturais previstos no Programa de Mobilidade Urbana de Curitiba, projetado para ligar a região do Terminal do Centenário (Leste) ao Terminal do Campo Comprido (Oeste). O corredor prevê estações-tubo modernas, pavimento especial para veículos de alta capacidade, integração com outros eixos estruturais e novas soluções de circulação para o transporte coletivo, bicicletas e pedestres. A proposta é redistribuir fluxos na área central e aumentar a eficiência do sistema de ônibus da cidade.
Com o bloqueio, o tráfego ficará concentrado na esquina da Sete de Setembro com a Rua Mariano Torres, por onde também ocorrerá o desvio. O itinerário recomendado aos motoristas envolve contornar pela Mariano Torres, seguir pela Rua Visconde de Guarapuava e retornar pela Rua Tibagi. A prefeitura reforça que pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo devem redobrar a atenção, já que há outras frentes de obra em execução no mesmo corredor.
As intervenções fazem parte da requalificação do BRT Leste–Oeste, que inclui pavimentação nova, ampliação de calçadas, ciclovias e modernização das estações-tubo na Avenida Sete de Setembro e na Avenida Presidente Affonso Camargo. O contrato do Lote 2.3 soma R$ 43,6 milhões e tem prazo de execução de 15 meses. A nova estrutura de drenagem deve reduzir riscos de alagamentos e preparar o corredor para ônibus de maior capacidade.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Para Ilo Löbel da Luz, especialista do setor, empresas precisam deixar de vender só transporte e passar a entregar experiência, ampliando receita com conforto, logística e tecnologia
ALEXANDRE PELEGI
O transporte rodoviário de passageiros vive um dos momentos mais desafiadores desde a abertura de mercado e a consolidação do modelo por competição. A pressão por tarifas cada vez menores, a ação firme da fiscalização e um passageiro mais exigente colocam o empresário num cenário em que decisões antigas já não funcionam mais.
Para entender como as viações podem reagir a esse ambiente – e, mais do que isso, voltar a crescer –, o Diário do Transporte conversou com Ilo Löbel da Luz, advogado e consultor jurídico especializado em regulação da ANTT. Na entrevista, ele defende que a saída não é “baixar o preço para acompanhar o mercado”, mas mudar o modelo mental: deixar de ser apenas transportadora e transformar-se em gestora da experiência de viagem.
A seguir, os principais trechos da conversa.
Diário do Transporte — Você tem dito que muitas empresas caíram na armadilha da ‘commodity’. O que isso significa hoje?
Ilo Löbel da Luz — Significa que, se o passageiro olha para o seu ônibus e vê apenas um jeito de ir da cidade A até a cidade B, você virou igual a todo mundo. E quando todo mundo parece igual, só existe um critério de escolha: o preço. Entrar nessa guerra é perder margem, perder fôlego e, no limite, perder o negócio. O setor mudou. O passageiro mudou. Ele não aceita mais “qualquer coisa”.
Diário do Transporte — Então qual é o caminho?
Ilo Löbel da Luz — Mudar a régua. A saída nunca é baixar preço; é aumentar valor. Quem viaja hoje quer economia, claro, mas também conforto, conveniência e previsibilidade. O empresário precisa entender que vende mais do que um assento: vende tranquilidade. E isso abre portas para algo que o rodoviário ainda explora muito pouco: receitas acessórias.
Diário do Transporte — Você costuma comparar o setor com a aviação. Onde está a oportunidade?
Ilo Löbel da Luz — O avião já entendeu há décadas que conveniência tem preço. E o ônibus tem vantagens operacionais enormes que a aviação não tem. Vou dar exemplos simples. O primeiro é o chamado “Sossego Garantido”, a possibilidade de o passageiro bloquear o assento ao lado para viajar sem alguém encostando no ombro — algo pelo qual muita gente está disposta a pagar, especialmente porque, em diversas rotas, essa poltrona já seguiria vazia. Outra frente poderosa é o uso inteligente do bagageiro: com o avanço do comércio eletrônico, transformar aquele espaço ocioso em frete rápido e rastreável significa dinheiro novo entrando sem aumento de custo operacional. Há também a conveniência premium, como embarque prioritário e bagagem extra assegurada, serviços que atendem quem viaja a trabalho ou está de mudança — perfis que não encaram isso como luxo, mas como necessidade, e que pagam por esse diferencial.
Diário do Transporte — Muitas empresas já usam tecnologia. O que ainda falta?
Ilo Löbel da Luz — Falta direcionar a tecnologia para venda, e não só para gestão interna. O site da empresa não pode ser um guichê digital frio. Ele precisa ser um bom vendedor. É isso que as OTAs entenderam. Para quem não sabe, OTAs são as Online Travel Agencies, ou agências de viagem online. São plataformas digitais que vendem passagens, hospedagens, pacotes e serviços de viagem diretamente ao consumidor. No setor rodoviário, elas se tornaram protagonistas porque passaram a intermediar a venda de passagens de ônibus da mesma forma que já faziam com passagens aéreas — geralmente com forte apelo de preço e com estratégias agressivas de marketing.
Resumindo: quando você cria tarifas segmentadas, resolve dois problemas: para de brigar com os aplicativos na base do centavo e começa a competir por valor. Uma tarifa “Light” para quem só quer chegar, uma “Plus” para quem quer conforto e conectividade. Isso muda tudo.
Diário do Transporte — E qual o papel dos dados nesse novo modelo?
Ilo Löbel da Luz — Central. O maior patrimônio do operador não é o ônibus novo na garagem; é conhecer o passageiro que sobe nele. Saber que o João viaja todo mês e precisa de internet, que a Dona Maria viaja com netos e quer mais espaço. Isso permite ofertas personalizadas, campanhas inteligentes, fidelização. E fidelizar hoje vale ouro, porque reconquista custa caro.
Conclusão
Encerrando a entrevista, Ilo ressalta: “O transporte rodoviário brasileiro é forte e resiliente, mas o próximo salto não virá só de ônibus novos ou regras da ANTT. Virá da capacidade de enxergar o passageiro como cliente — e cliente que busca experiência, não apenas deslocamento.”
Para ele, o operador que sair da lógica da tarifa mínima e entrar na lógica do valor agregado deixará de reclamar da concorrência e passará a liderar seu mercado local.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Aumento foi autorizado pela Prefeitura; sistema é operado pela Coletivos São Cristóvão e atualmente cobra R$ 4,50 por viagem
ALEXANDRE PELEGI
O Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) de Garanhuns, município do Agreste Meridional de Pernambuco com cerca de 140 mil habitantes, aprovou o reajuste da tarifa urbana para R$ 4,70 a partir de 1º de janeiro de 2026, acima dos atuais R$ 4,50 praticados pela Coletivos São Cristóvão. A decisão levou em conta o impacto da inflação sobre os custos operacionais, mantendo a política de revisões periódicas adotada no município.
A Coletivos São Cristóvão, permissionária do transporte urbano desde 2012, informou que apresentou sua planilha anual de custos à Autarquia Municipal de Segurança, Trânsito e Transportes (AMSTT). Segundo a empresa, o valor necessário para cobrir integralmente as despesas do sistema já ultrapassa R$ 9,00, caracterizando a chamada tarifa técnica. Mesmo assim, a operadora relatou que o Executivo decidiu encaminhar ao conselho apenas o reajuste correspondente à inflação, preservando o valor pago pelos usuários dentro do que o município considera viável.
Durante a reunião do CMTT, o gerente da São Cristóvão, Domingos Sá, afirmou que o transporte urbano vive “uma crise financeira sem precedentes”. Ele lembrou que, antes da pandemia, o sistema transportava cerca de 600 mil passageiros por mês, dos quais 400 mil pagantes, com uma frota de 34 ônibus em operação. Atualmente, são apenas 180 mil passageiros mensais, sendo 90 mil pagantes, e a frota caiu para 21 veículos. A média de embarques pagantes por ônibus despencou de 17 mil para cerca de 4 mil, número que evidencia a forte perda de demanda e a dificuldade de equilíbrio financeiro.
Com esse cenário, o aumento aprovado para 2026 não recompõe as perdas registradas pela empresa, que aponta desgaste operacional, queda na receita e desafios para manter a oferta de viagens. A administração municipal deve detalhar, nas próximas semanas, se adotará medidas complementares para reduzir o impacto do reajuste sobre os usuários e garantir a continuidade do serviço.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Flamengo terá um desfalque de peso para a final da CONMEBOL Libertadores. Em entrevista exclusiva à ESPN, em Lima (PER), o técnico Filipe Luís confirmou que o atacante Pedro não jogará a decisão contra o Palmeiras, neste sábado (29), com transmissão ao vivo do Disney+, a partir das 18h (de Brasília).
Apesar de ter sido relacionado para a final e viajado com a delegação para o Peru, o camisa 9 não terá condições de jogo, como informou o comandante do Rubro-Negro.
“Pois é, o Pedro não treinou, não conseguiu se recuperar e está fora da final. É uma pena, porque é um jogador muito importante, mas queremos fazer um grande jogo e que ele possa desfrutar também, fora do campo, apoiando os companheiros”, disse, afirmando ainda o que vai mudar no time do Flamengo sem o atacante.
“Eu sempre começo a montar a estratégia para o jogo em função dos jogadores que estão disponíveis. Claro que o Pedro é um jogador determinante na nossa forma de jogar e principalmente porque o Palmeiras oferece suas resistência é um jogador que movimenta muito bem, faz o pivô e consegue sair dessa marcação tão difícil individual que o Palmeiras faz, mas por outro lado sempre pensei com os jogadores disponíveis e o time é muito forte e competitivo contra o Palmeiras.”
Conforme informou a ESPN, no treino desta sexta Pedro não esteve com o grupo no período em que os jornalistas tiveram na atividade. De tênis, ele passou rapidamente por um local onde os jornalistas não tinham acesso. Pedro ainda está em estágio de fisioterapia na lesão na coxa esquerda.
Onde assistir a Palmeiras x Flamengo?
A final da CONMEBOL Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, neste sábado (29), a partir das 18h (de Brasília), tem transmissão ao vivo do Disney+.
O Metrô de São Paulo inaugurou neste sábado, 29 de novembro de 2025, a primeira pop-up store oficial de seus produtos licenciados. A nova loja, instalada na estação Japão–Liberdade da Linha 1–Azul, funcionará de quarta a domingo, das 8h às 20h, com exposição em vitrine às segundas e terças — mesmo modelo já adotado na estação Trianon–MASP. Como é itinerante, a unidade poderá circular por outras estações nos próximos meses.
A iniciativa integra o projeto Metrômania, que já comercializa itens pelo site oficial e agora reforça o posicionamento do Metrô como uma love brand — uma marca que desperta identificação, carinho e pertencimento nos usuários. O movimento segue o que grandes sistemas de transporte pelo mundo têm feito, transformando elementos do cotidiano, antes apenas funcionais, em símbolos culturais e objetos de desejo.
O portfólio da loja reúne produtos inspirados na estética e na memória afetiva do sistema metroviário paulistano, como mapas, fachadas de trens e frases marcantes do dia a dia dos passageiros. Estão disponíveis bonés, camisetas, cadernos, canetas, copos e porta-cartões, todos criados com design exclusivo e alinhados ao Guia de Estilo desenvolvido internamente pelo Metrô.
Ao ampliar o contato com esses elementos visuais, a companhia aposta na força da marca como patrimônio afetivo da cidade, fortalecendo a relação com seu público por meio de experiências positivas e lembranças compartilhadas — uma estratégia típica de love brands que se consolidam pela proximidade emocional e pelo reconhecimento espontâneo de seus fãs.
Além da pop-up da Liberdade, o projeto prevê a abertura de lojas físicas nas estações Paraíso e Sé em 2026, além de displays e quiosques móveis em outros pontos da rede. A operação é realizada em parceria com a empresa 4Takes, especialista em licenciamento, reforçando a estratégia de inovação e de geração de receitas complementares por meio de royalties.
Veículos financiados via Refrota/Novo PAC ampliam a frota da Visate com padrões mais altos de conforto, acessibilidade e sustentabilidade
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Caxias do Sul (RS) anunciou nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, a chegada de 13 novos ônibus urbanos Marcopolo Torino sobre chassi Volkswagen 17.230 Euro VI, adquiridos pela Visate. A empresa utilizou financiamento do Refrota/Novo PAC, reforçando imediatamente a operação do transporte coletivo municipal.
Os veículos chegam com melhorias significativas: acessibilidade completa, tomadas USB, catracas em aço inox, poltrona pneumática para o motorista, novo vigia traseiro em fibra e alças ergonômicas. Duas unidades contam ainda com transmissão automática, garantindo maior suavidade e eficiência operacional.
Segundo a SMTTM, os ônibus devem começar a circular nas próximas semanas, distribuídos em 14 linhas — como AL17 Bela Vista, AL42 Planalto/São Victor e AL55 Cidade Industrial — ampliando o conforto e a confiabilidade do sistema.
A renovação integra a estratégia municipal de modernização da frota, alinhada às exigências ambientais da tecnologia Euro VI e à melhora contínua da experiência dos passageiros.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
Rede custaria R$ 3,6 bilhões e integraria trilhos com sistema eficiente de ônibus. BRT Metropolitano de Belém será modelo
ADAMO BAZANI
Em reunião com a prefeitura de Teresina, nesta semana, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) propôs um pacote de R$ 3,6 bilhões para mobilidade urbana entre a capital e cidades vizinhas que poderia resultar em viagens de 10% a 30% mais rápidas dependendo dos trechos, queda de até 20% no custo mensal de operação dos transportes e redução da poluição em torno de 40 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano, ou 15% menos que o quadro atual.
Trata-se de uma rede integrada estruturada por três eixos de transportes que combina trilhos com ônibus de maior demanda, eficientes e elétricos formada por um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e dois corredores de BRTs (Bus Rapid Transit) eletrificados.
A rede de transportes de maior demanda subiria dos atuais 17 km para 45 km.
Ao todo, o sistema custaria em torno de R$ 3,6 bilhões e seria composto dos seguintes eixos:
Ampliação VLT/metrô: Acréscimo de 2,5 km na Linha 01, que iria até Timon (MA).Custos totais de implantação de R$ 286 milhões.
Corredor Leste-Oeste: Entre os terminais Parque Piauí e Zoobotânico, com 16,1 km e pode usar BRT elétrico (R$ 660 milhões) ou VLT (R$ 1,84 bilhão), muito embora que os trabalhos mostram mais viabilidade para o corredorde ônibus eletrificado neste trecho. A demanda seria de 151 mil pessoas por dia
Corredor Sudoeste: Em 12,2 km, ligaria o Terminal Bela Vista à Universidade Federal do Piauí (UFPI). A opção de BRT elétrico custaria R$ 540 milhões e VLT, R$ 1,48 bilhão. Para cerca de 140 mil pessoas por dia, os estudos mostram que os ônibus elétricos também seriam mais adequados pelo fato de linhas alimentadoras poderem ter mais flexibilidade de operação nos trechos exclusivos, já que o VLT acabaria criando, ainda de acordo com os trabalhos, uma “barreira física” que obrigaria mais trocas fe transportes.
De acordo com o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), do BNDES, os BRTs Elétricos para a região integrados com o novo trecho de VLT custariam até R$ 3,6 bilhões juntos , mas trariam benefícios sociais de R$ 3,2 bilhões e redução nos custos de operação de R$ 5 bilhões ao longo de 10 anos. Ou seja, um investimento de R$ 3,6 bilhões renderia R$ 7,2 bilhões.
O gerente nacional do estudo, Rafael Ferraz, conta que o pacote teria recursos federais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
“A expectativa é que as novas chamadas do PAC possam priorizar os projetos sinalizados pelo estudo nacional. Aqui em Teresina seriam dois BRTs e o prolongamento do VLT, o Metrô de Teresina, até Timon (MA), que já está recebendo recursos do PAC atualmente”, disse em nota.
Como mostrou o Diário do Transporte, durante a cobertura da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Belém (PA), o ministro das Cidades, Jader Filho, disse com exclusividade ao repórter Adamo Bazani que um dos focos da pasta serão investimentos em BRTs Elétricos Metropolitanos e citou o modelo do BRT Metropolitano de Belém como exemplo a ser replicado em outras regiões do Brasil.
Relembre:
EXCLUSIVO: Jader Filho, ao Diário do Transporte, destaca importância de BRTs metropolitanos
No sistema da Grande Belém, todos os coletivos a diesel são zero quilômetro: 225 unidades são diesel de tecnologia Euro 6, que poluem 75% menos, e houve a possibilidade de implantar 40 veículos elétricos o km também, da marca brasileira Eletra. Os ônibus a diesel servem as linhas alimentadoras e os elétricos as linhas troncais. Sendo inaugurado em 1° de novembro de 2025, e com as operações ainda em ampliação, o corredor possui, ao longo de cerca de 11 quilômetros, o atendimento a sete cidades: a capital Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal. O diretor-geral da Arcon (Agência de Regulação de Serviços Públicos do Governo do Pará), Eduardo de Castro Ribeiro, que disse que a inclusão social com o BRT Metropolitano da região se deu porque das cidades de Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal não havia ligação metropolitana alguma com a capital. As pessoas gastavam quase R$ 40 para se deslocar em vans inseguras para terem acessos a emprego, renda, lazer, educação e serviços de saúde mais aprimorados, disponíveis apenas em Belém. Além disso, segundo Ribeiro, as obras do BRT Metropolitano de Belém permitiram uma readequação da BR-316, por onde passa, eliminando cruzamentos perigosos com passagens subterrâneas e passarelas. O trecho chegou a ser considerado um dos mais letais em rodovias do Brasil. O Ministro das Cidades, Jader Filho, disse ao portal especializado em mobilidade, Diário do Transporte, em cobertura da COP30, que justamente pela carência de mobilidade com mais qualidade em ligações entre diferentes cidades numa mesma região e pelo caráter de integração e inclusão que estes sistemas podem ter, os BRTs Metropolitanos estão entre os focos de financiamento, estudos e planejamentos da pasta e que modelo de Belém deve ser replicado pelo país.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Nova aquisição praticamente dobra a frota elétrica da capital, que já opera outros 15 veículos desde 2024
ALEXANDRE PELEGI
A Prefeitura de Aracaju (SE) abriu o Pregão Eletrônico nº 101/2025 para adquirir 15 novos ônibus elétricos e oito carregadores de alta potência, com entrega imediata à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). A sessão está marcada para 15 de dezembro de 2025, às 9h, pelo portal Licitanet.
O valor estimado da licitação é de R$ 63.483.160,39, contemplando veículos, equipamentos e infraestrutura associada. A disputa seguirá o critério de menor preço, com participação ampla, e observará integralmente a Lei 14.133/2021, novo marco legal das licitações e contratos públicos no Brasil, além de regulamentações municipais vigentes.
Os ônibus deverão atender às especificações da Resolução Contran nº 959/2022, que padroniza e regulamenta como deve ser um ônibus ou automóvel elétrico para poder operar legalmente no país, garantindo segurança, desempenho e conformidade técnica. Já os carregadores deverão possuir 160 kW de potência, instalação fixa, um ou dois conectores padrão GB/T (modelo de tomada e comunicação que permite que o carregador “converse” com o ônibus elétrico, garantindo segurança e compatibilidade durante o processo de recarga), eficiência superior a 95%, proteção IP54, operação entre –20°C e +50°C, cabo mínimo de cinco metros e funções adicionais como agendamento de carga e reconhecimento automático de VIN.
O edital também apresenta um detalhado Mapa de Riscos, que prevê medidas mitigadoras para cenários como incompatibilidade entre veículo e carregador, atraso na entrega, falha de instalação elétrica, ausência de assistência técnica no país e descarte inadequado de baterias. Para cada risco, o documento define ações específicas, como validação técnica com fabricantes, laudo prévio da concessionária de energia, exigência de logística reversa e aplicação de penalidades.
A compra ocorre em um momento em que Aracaju dá continuidade à modernização de sua frota. Desde abril de 2024, a capital sergipana já opera com 15 ônibus elétricos da TEVX Motors Group Ltda, responsável pela fabricação dos veículos, conforme registrado pelo Diário do Transporte. Esses veículos foram introduzidos pela atual gestão como parte da primeira etapa de eletrificação do sistema, atuando em linhas de maior demanda e reduzindo emissões locais. A nova licitação, portanto, representa a segunda onda de ampliação da frota elétrica, praticamente dobrando a quantidade de ônibus movidos a bateria em operação na cidade.
A contratação prevista no edital terá vigência inicial de 12 meses, prorrogável conforme a legislação. A vigência inicial de 12 meses não significa que o contrato durará um ano para entregar os ônibus, e sim que o vínculo jurídico entre a prefeitura e a empresa vencedora permanece válido por até um ano, mesmo que a entrega dos veículos seja imediata. Essa vigência garante que qualquer obrigação posterior à entrega — testes, ajustes, garantias e regularização de pagamentos — possa ser exigida dentro de um prazo legalmente estruturado.
Entre as responsabilidades da administração está fiscalizar a execução e efetuar os pagamentos previstos. A empresa vencedora deverá cumprir integralmente as especificações técnicas, garantir assistência, assegurar disponibilidade de peças e manter os prazos contratados.
A etapa de habilitação será rigorosa. A Prefeitura fará consulta automática a cadastros como CEIS, CNEP, TCU e TCE-SE para verificar possíveis sanções impeditivas. Cooperativas podem participar, mas precisam apresentar documentação extra, incluindo relação de cooperados aptos, comprovação de capital social proporcional e DRSCI individual. Após o encerramento dos lances, a empresa vencedora deverá enviar, em até duas horas, a proposta final ajustada ao último valor, além de documentação complementar como o Demonstrativo de Resultados do Exercício (para ME e EPP).
O edital está disponível no portal Licitanet, no site oficial da Prefeitura de Aracaju e no PNCP. A pregoeira responsável é Gleyse Lilian Silva de Andrade, conforme aviso oficial publicado em 27 de novembro de 2025.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
O Oklahoma City Thunder está no caminho de fazer história na NBA. A equipe venceu o Phoenix Suns por 123 x 119 e chegou à incrível campanha de 19 jogos e apenas uma derrota na temporada 2025-26.
A única derrota foi na nona rodada para o Portland Trail Blazers de Tiago Splitter, numa partida em que OKC estava com vários desfalques e venceu quase toda a partida, mas sucumbiu nos minutos finais.
O resultado diante dos Suns deixou o Thunder como uma das cinco equipes na história da NBA a ter 19 vitórias nos primeiros 20 jogos, ao lado do Golden State Warriors de 2015-16, que venceu as primeiras 20 partidas, e New York Knicks de 1969-70, Portland Trail Blazers (1990-91) e Houston Rockets (1993-94) com 19-1.
De quebra, a vitória classificou OKC para a próxima fase da NBA Cup com campanha invicta, de quatro vitórias na primeira fase. Além disso, o jogo também marcou a estreia de Jalen Williams na temporada. O ala estava se recuperando de uma lesão no pulso feita em julho e perdeu os primeiros 19 jogos da temporada. Em sua volta às quadras, o ala jogou por 29 minutos e fez 11 pontos, 4 rebotes e 8 assistências.
Coincidentemente, os próximos dois jogos de Oklahoma são justamente contra seus pares de recordes: Portland Trail Blazers no domingo (30), às 20h (de Brasília), e Golden State Warriors, na madrugada de terça para quarta-feira (2 para 3), às 1h (de Brasília).